Dra. Marcela, Autor em Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/author/leda/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:35:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Dra. Marcela, Autor em Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/author/leda/ 32 32 Hipermetropia em crianças – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas-2/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas-2/#respond Wed, 24 Jun 2026 15:06:16 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4122 A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. […]

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A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento.

Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um dos erros refrativos, que causa dificuldade para enxergar de perto. Os demais erros refrativos são a miopia, o astigmatismo e a presbiopia.

Portanto, uma pessoa com hipermetropia enxerga bem de longe e sente dificuldade de enxergar de perto.

Afinal, o que é um erro refrativo?

Para entender a hipermetropia, é importante compreender o que é um erro refrativo. Então, vamos lá.

Para enxergarmos com nitidez, a luz que entra nos olhos precisa atingir um ponto específico da retina, popularmente chamada de “fundo do olho”. A esse processo se dá o nome de refração.

A luz entra no olho e passa pelas “lentes naturais”, como a córnea (que tem o maior poder de foco) e o cristalino (que ajusta o foco para perto e para longe), fenômeno chamado de acomodação.

Em pessoas com olhos sem alterações, a luz faz o caminho normal e atinge o ponto exato da retina, resultando em uma visão nítida.

E quando a luz não atinge o ponto certo da retina?

Agora que você já entendeu o que é a refração, vamos falar sobre os erros refrativos. Há pessoas que apresentam alterações anatômicas nos olhos, especialmente na córnea e no cristalino.

Dessa maneira, essas alterações levam ao desvio da luz e isso leva aos erros refrativos. No caso da hipermetropia, o foco da imagem fica atrás da retina.

Então, há dois motivos para o desvio da luz na hipermetropia:

  1. Olho mais curto do que o normal (causa mais comum)

A hipermetropia costuma ter origem em globos oculares menores que o eixo anteroposterior, ou seja, o trajeto da córnea até a retina. Assim, a lente foca mais longe do que deveria.

  1. Córnea ou cristalino com pouco poder de convergência

Apesar de ser menos frequente, a hipermetropia pode acontecer em pessoas com uma córnea mais plana ou ainda em pessoas com um cristalino com menor capacidade de refração da luz. Portanto, nesses casos o olho não converte a luz com a intensidade suficiente. Como resultado, o foco também ocorre atrás da retina, afetando a visão de perto.

Hipermetropia em crianças dificulta a visão de perto

Para enxergamos de perto, é preciso um poder maior de convergência. Sendo assim, o cristalino precisa compensar isso por meio da acomodação. Ou seja, ele encurta sua curvatura para aumentar o foco.

Um bom exemplo para entender isso é: imagina que você quer tirar uma foto de uma abelha pousando numa flor. Você pega seu celular e vai ajustando o foco de perto, porém a imagem fica embaçada e você demora algum tempo até conseguir atingir a nitidez. Esse é mais ou menos o processo que os olhos precisam fazer para podermos enxergar de perto.

Contudo, na hipermetropia, devido as alterações anatômicas que já falamos, há um grande esforço para conseguir enxergar.

O que uma pessoa com hipermetropia sente?

O principal sinal da hipermetropia é a dificuldade de enxergar de perto. Todavia, quando a pessoa não usa óculos, o esforço visual pode causar alguns sintomas, como:

  • Cansaço visual;
  • Dor de cabeça;
  • Ardência nos olhos;
  • Visão embaçada

Hipermetropia em crianças – Entenda melhor

Acima de tudo, a hipermetropia costuma se desenvolver na infância. Agora, a dificuldade de enxergar de perto que surge após os 40 anos leva o nome de presbiopia. Outra questão é que nos adultos, a dificuldade de enxergar de perto tem relação com a perda da capacidade de acomodação do cristalino.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipermetropia é feito por meio dos exames oftalmológicos de rotina. Mesmo em bebês e crianças que ainda não falam, é possível detectar a presença desse erro refrativo.

A boa notícia é que nem todos os casos de hipermetropia precisam de correção por meio de óculos. A razão é que com o passar do tempo, graus baixos de hipermetropia costumam desaparecer.

Dessa maneira, apenas graus mais elevados da hipermetropia têm indicação para o uso de óculos.

Segundo as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade.

A razão é que, normalmente, o grau diminui à medida em que a criança cresce, já que os olhos também aumentam de tamanho ao longo dos anos.

Por outro lado, quando o grau é alto, aumenta o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, principalmente nas crianças que ainda não estão com o sistema visual completo (abaixo dos 7 anos).

O que é um grau alto?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

 Hipermetropia, estrabismo e olho preguiçoso têm relação?

Sim! A hipermetropia é a causa do estrabismo acomodativo. Portanto, na medida em que a criança tenta enxergar de perto, o olho se desvia para dentro.  Mas, basta colocar os óculos para o alinhamento do eixo ocular.

As crianças com hipermetropia correm mais risco de desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso. Por isso, o acompanhamento com um oftalmologista infantil é crucial. O tratamento, nesse caso, é o uso do tampão.

Tem como prevenir a hipermetropia?

A hipermetropia não é uma doença, é resultado de uma alteração anatômica das estruturas, como a córnea e o cristalino. Sendo assim, não existe uma maneira de preveni-la.

Contudo, é crucial cuidar da saúde ocular das crianças, desde o primeiro ano de vida. Para isso, os pais devem procurar um oftalmologista infantil e realizar o acompanhamento do desenvolvimento visual desde cedo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Cirurgia de Nistagmo: quando é indicada e o que dizem os estudos sobre os resultados? https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-nistagmo-quando-e-indicada-e-o-que-dizem-os-estudos-sobre-os-resultados/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-nistagmo-quando-e-indicada-e-o-que-dizem-os-estudos-sobre-os-resultados/#respond Wed, 10 Jun 2026 18:27:41 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4816 A cirurgia de nistagmo é indicada para alguns pacientes. Entre os benefícios estão a melhora da posição anormal da cabeça,  redução dos movimentos involuntários dos olhos e até melhora na qualidade da visão. O que é nistagmo? O nistagmo é uma condição que se caracteriza por movimentos involuntários e repetitivos dos olhos, que podem ocorrer […]

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A cirurgia de nistagmo é indicada para alguns pacientes. Entre os benefícios estão a melhora da posição anormal da cabeça,  redução dos movimentos involuntários dos olhos e até melhora na qualidade da visão.

O que é nistagmo?

O nistagmo é uma condição que se caracteriza por movimentos involuntários e repetitivos dos olhos, que podem ocorrer na horizontal, vertical ou em diferentes direções.

Esses movimentos costumam surgir ainda na infância e podem dificultar a fixação do olhar. Com isso, há um importante prejuízo na visão e, como resultado, acaba afetando atividades do dia a dia, como leitura, escrita e reconhecimento de rostos.

Muitos pacientes desenvolvem também uma posição anormal da cabeça, conhecida como torcicolo ocular. Isso acontece porque existe uma direção específica do olhar em que os movimentos dos olhos diminuem, chamada de “posição de bloqueio” ou null point. Para aproveitar essa posição, a pessoa passa a manter a cabeça inclinada ou girada constantemente.

Quando a cirurgia de nistagmo é indicada?

A cirurgia não costuma ser indicada apenas pela presença do nistagmo.

O principal objetivo do procedimento é corrigir a posição anormal da cabeça e melhorar o funcionamento visual do paciente.

De modo geral, a cirurgia pode ser recomendada quando há:

  • torcicolo ocular significativo;
  • posição compensatória da cabeça que causa desconforto;
  • dificuldades visuais relacionadas ao nistagmo;
  • impacto na qualidade de vida;
  • necessidade de centralizar a posição de bloqueio para melhorar o alinhamento visual.

Contudo, apesar dos benefícios, a indicação da cirurgia depende de uma avaliação criteriosa de um Oftalmologista que seja especialista em Estrabismo.

Como funciona a cirurgia de nistagmo?

A técnica mais utilizada consiste em reposicionar alguns músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos.

O objetivo é deslocar a posição de bloqueio para mais próximo da posição central do olhar, permitindo que o paciente mantenha a cabeça reta com mais conforto.

Dependendo das características do caso, diferentes técnicas cirúrgicas podem ser utilizadas, incluindo procedimentos derivados da cirurgia de Kestenbaum e suas modificações.

É importante destacar que a cirurgia não elimina necessariamente os movimentos oculares, mas busca reduzir seus efeitos funcionais e melhorar a qualidade de vida.

 O que mostram os estudos científicos sobre a cirurgia de nistagmo

Diversas pesquisas realizadas nas últimas décadas demonstram que a cirurgia de nistagmo pode trazer benefícios duradouros.

Correção da posição da cabeça em mais de 90% dos pacientes

Um dos maiores estudos sobre o tema acompanhou 150 pacientes submetidos à cirurgia para correção da posição anômala da cabeça causada pelo nistagmo.

Os pesquisadores observaram que:

  • 95% dos pacientes apresentaram melhora satisfatória logo após a cirurgia;
  • 93% mantiveram os bons resultados após 10 anos de acompanhamento;
  • poucos pacientes necessitaram de uma nova intervenção.

Esses dados mostram que os benefícios da cirurgia podem ser duradouros e persistir por muitos anos.

Redução importante do torcicolo ocular

Outro estudo avaliou pacientes submetidos ao procedimento de Anderson, uma das técnicas utilizadas para tratamento do nistagmo.

Os resultados mostraram que:

  • a inclinação da cabeça foi reduzida de aproximadamente 40 graus para apenas 7 graus;
  • mais da metade dos pacientes passou a manter a cabeça completamente reta;
  • quase 90% apresentaram desvio residual mínimo.

Na prática, isso significa maior conforto, melhora estética e redução dos problemas posturais relacionados ao torcicolo ocular.

A cirurgia pode melhorar a visão?

Embora o principal objetivo seja corrigir a posição da cabeça, muitos pacientes também apresentam melhora visual.

Uma revisão científica que analisou dezenas de estudos sobre cirurgia para nistagmo infantil concluiu que a maioria dos trabalhos encontrou ganho de acuidade visual após o procedimento.

Em alguns casos, os pacientes chegaram a ganhar até três linhas na tabela de visão.

O benefício visual varia de acordo com fatores como:

  • tipo de nistagmo;
  • idade do paciente;
  • presença de outras doenças oculares;
  • intensidade dos movimentos oculares.

Por isso, os resultados podem ser diferentes de uma pessoa para outra.

A cirurgia pode ser realizada em crianças?

Sim.

Em muitos casos, a cirurgia é realizada durante a infância, especialmente quando existe uma posição anormal da cabeça importante.

Estudos envolvendo crianças pequenas demonstraram melhora não apenas da postura da cabeça, mas também da função visual e do alinhamento ocular após o procedimento.

O tratamento precoce pode ajudar a evitar alterações posturais permanentes e favorecer o desenvolvimento visual.

A cirurgia cura o nistagmo?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes.

A resposta é não.

O nistagmo geralmente não desaparece completamente após a cirurgia. Entretanto, o procedimento pode reduzir significativamente seus impactos funcionais.

Muitos pacientes passam a enxergar melhor, manter a cabeça em posição mais natural e realizar suas atividades com mais conforto e segurança.

Por isso, o sucesso da cirurgia não depende apenas da redução dos movimentos dos olhos, mas principalmente da melhora da qualidade de vida.

Qualidade de vida também melhora após a cirurgia

Além dos benefícios visuais, a cirurgia pode trazer ganhos importantes para o bem-estar do paciente.

Pessoas que convivem com torcicolo ocular frequentemente relatam:

  • dores cervicais;
  • fadiga muscular;
  • desconforto em atividades escolares e profissionais;
  • impacto na autoestima.

Ao permitir uma posição mais natural da cabeça, a cirurgia pode contribuir para maior conforto físico e melhor integração social.

Conclusão

Acima de tudo, a cirurgia de nistagmo é uma opção segura e eficaz para alguns pacientes, especialmente aqueles que apresentam torcicolo ocular e prejuízos funcionais relacionados à doença.

Ademais, estudos científicos demonstram altas taxas de sucesso na correção da posição da cabeça, melhora da qualidade visual e benefícios duradouros ao longo dos anos.

Se você ou seu filho apresentam nistagmo, a avaliação com um oftalmologista especialista em estrabismo é fundamental para determinar se existe indicação cirúrgica e quais resultados podem ser esperados em cada caso.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmologista infantil, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. A profissional é uma referência em cirurgia de nistagmo e estrabismo.

O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

Fontes:

https://www.aaojournal.org/article/S0161-6420(22)00821-1/fulltext

https://ajo.com/retrieve/pii/S0002939419305422

https://www.nature.com/articles/s41433-019-0400-8

https://www.dovepress.com/eye-muscle-surgery-for-infantile-nystagmus-syndrome-in-the-first-two-y-peer-reviewed-fulltext-article-OPTH

 

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Prejuízos da ambliopia na vida da criança https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/#respond Wed, 03 Jun 2026 11:16:35 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4787 Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a […]

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Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a infância.

No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que os impactos da ambliopia podem ir muito além da dificuldade para enxergar. O desenvolvimento visual está intimamente ligado ao desenvolvimento motor, à percepção espacial e até mesmo à forma como a criança interage com o mundo ao seu redor.

O que é a ambliopia?

A ambliopia ocorre quando o cérebro passa a privilegiar as informações vindas de um olho e “ignora” parcialmente as do outro. Com o tempo, essa falta de estímulo impede que a visão do olho afetado se desenvolva normalmente.

As causas mais comuns incluem:

  • Estrabismo;
  • Diferenças significativas de grau entre os olhos;
  • Altos erros refrativos não corrigidos;
  • Catarata congênita e outras condições que dificultam a entrada de luz no olho.

Quanto mais cedo a condição for identificada e tratada, maiores são as chances de recuperação visual.

Os prejuízos da ambliopia vão além da acuidade visual

Embora a redução da visão seja a característica mais conhecida da ambliopia, estudos mostram que ela pode afetar diversas habilidades importantes para o desenvolvimento infantil.

  1. Dificuldade na percepção de profundidade

Para enxergarmos o mundo em três dimensões, os dois olhos precisam trabalhar em conjunto. Quando um deles não participa adequadamente do processo visual, a percepção de profundidade pode ficar comprometida.

Isso pode dificultar atividades como:

  • Pegar uma bola;
  • Subir e descer escadas;
  • Andar de bicicleta;
  • Avaliar distâncias com precisão.
  1. Alterações na coordenação motora

A visão desempenha um papel fundamental na coordenação dos movimentos.

Crianças com ambliopia podem apresentar mais dificuldade em tarefas que exigem precisão visual e motora, como:

  • Escrever;
  • Recortar;
  • Desenhar;
  • Montar blocos;
  • Praticar determinados esportes.

Essas dificuldades nem sempre são percebidas imediatamente pelos pais, mas podem influenciar o desempenho em diversas atividades do dia a dia.

  1. Impacto na autoestima e na vida social

A ambliopia também pode trazer consequências emocionais.

Algumas crianças se sentem inseguras ao perceber que enxergam de forma diferente dos colegas. Além disso, durante o tratamento, especialmente quando é necessário o uso do tampão, podem surgir situações de constrangimento, resistência ou até comentários desagradáveis de outras crianças.

Por isso, o apoio da família e da escola é fundamental para o sucesso do tratamento.

  1. Dependência de um único olho

Quando a ambliopia não é tratada adequadamente, a pessoa passa a depender muito mais do olho com melhor visão.

Isso significa que, caso esse olho venha a apresentar algum problema no futuro, como uma doença ocular ou um trauma, o impacto visual pode ser muito maior.

Esse é um dos principais motivos pelos quais o tratamento precoce é tão importante.

Portanto, os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão!

Como funciona o tratamento da ambliopia?

O tratamento tem como objetivo estimular o cérebro a utilizar o olho com menor visão, favorecendo seu desenvolvimento.

Antes de tudo, é necessário corrigir a causa da ambliopia. Em muitos casos, isso envolve o uso adequado de óculos para corrigir o grau ou correção do estrabismo, por exemplo.

Após essa etapa, o tratamento pode incluir a oclusão do olho com melhor visão, conhecida popularmente como tratamento com tampão.

Por que o tampão é necessário para prevenir os prejuízos da ambliopia?

O cérebro tende a utilizar o olho que enxerga melhor. Ao cobrir temporariamente esse olho com um tampão, o cérebro é “obrigado” a utilizar o olho mais fraco.

Esse estímulo promove o desenvolvimento das conexões neurais responsáveis pela visão, permitindo que o olho amblíope ganhe capacidade visual.

O tempo de uso varia conforme:

  • A idade da criança;
  • A gravidade da ambliopia;
  • A resposta ao tratamento;
  • A orientação do oftalmologista infantil.

 Por que o tratamento com tampão é tão desafiador?

Embora o conceito pareça simples, a prática costuma ser mais difícil.

Quando o olho de melhor visão é tampado, a criança passa a depender justamente do olho que enxerga pior. Isso pode gerar desconforto, insegurança e resistência.

Além disso, algumas crianças:

  • Não gostam da aparência do tampão;
  • Sentem dificuldade para brincar ou realizar atividades;
  • Ficam frustradas por enxergar menos durante o período de oclusão.

Por isso, a adesão ao tratamento exige paciência, apoio familiar e acompanhamento próximo da equipe médica.

O tempo faz toda a diferença

A infância é o período em que o sistema visual está em desenvolvimento. Quanto mais cedo a ambliopia for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de recuperação.

Muitas vezes, a criança não percebe que está enxergando mal de um dos olhos, justamente porque o outro compensa essa deficiência. Por isso, consultas com um oftalmologista infantil regulares são essenciais, mesmo quando não há queixas aparentes.

Conclusão – Prejuízos da ambliopia podem ser evitados

A ambliopia não é apenas uma redução da visão em um dos olhos. Ela pode interferir na percepção de profundidade, na coordenação motora, na autoestima e em diversas atividades do cotidiano.

A boa notícia é que, quando identificada precocemente, a condição pode ser tratada com excelentes resultados.

Embora o uso do tampão represente um desafio para muitas famílias, ele continua sendo uma das ferramentas mais importantes para estimular o desenvolvimento visual e proporcionar à criança melhores oportunidades para o futuro.

Investir no tratamento da ambliopia é investir não apenas na visão, mas também no desenvolvimento global da criança.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Alta miopia e descolamento de retina – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/alta-miopia-e-descolamento-de-retina-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alta-miopia-e-descolamento-de-retina-sinais-e-sintomas/#respond Wed, 27 May 2026 18:19:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4760 A alta miopia pode causar o descolamento de retina. Mas, você sabe por que essas duas condições estão associadas? Nesse artigo, você vai entender tudo sobre a alta miopia e o descolamento de retina. Além disso, vamos esclarecer os sinais e sintomas do descolamento de retina e o que fazer na presença dessas manifestações. O […]

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A alta miopia pode causar o descolamento de retina. Mas, você sabe por que essas duas condições estão associadas?

Nesse artigo, você vai entender tudo sobre a alta miopia e o descolamento de retina. Além disso, vamos esclarecer os sinais e sintomas do descolamento de retina e o que fazer na presença dessas manifestações.

O que é alta miopia?

A miopia é um erro refrativo que tem aumentado de forma exponencial em todo o mundo. Normalmente, surge na infância. Apesar da genética ser um importante fator de risco, hoje o excesso de telas e de atividades de perto são condições bem estabelecidas que levam ao desenvolvimento e ao aumento de grau da miopia.

E qual o problema do aumento do grau da miopia?

O problema da progressão da miopia vai muito além da necessidade de trocar os óculos. Isso porque o aumento do grau está diretamente ligado a doenças graves, como o descolamento de retina, glaucoma, catarata precoce, entre outras condições.

Quando a miopia é considerada alta?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a miopia é classificada da seguinte forma:

  • Miopia baixa: até –3,00 dioptrias (D)
  • Miopia moderada: entre –3,00 D e –6,00 D
  • Miopia alta ou patológica: acima de –6,00 D (ou comprimento axial do olho > 26 mm)

Por que a retina é crucial para a visão?

Primeiramente, vamos conhecer melhor a retina, popularmente chamada de fundo de olho. Trata-se de um tecido finíssimo, repleto de células que captam a luz. Depois de captado pela retina, o feixe luminoso é enviado para o nervo óptico que ao chegar no cérebro se transforma na imagem que enxergamos. Portanto, a retina é essencial para a visão.

O globo ocular tem um formato arredondado e é dividido em duas partes: câmara anterior (parte da frente do olho) e câmara posterior (parte de trás). A retina se encontra na parte de trás do olho, ao fundo quando se olha de frente. Daí o nome popular “fundo de olho”.

Bem, agora que você já entendeu que a retina é crucial para a visão, vamos falar sobre a alta miopia e descolamento da retina.

Alta miopia e descolamento de retina – O que você precisa saber

A alta miopia aumenta o risco de descolamento de retina porque o olho míope costuma ser mais “comprido” do que o normal. Esse alongamento faz com que a retina — a camada fina e delicada responsável pela visão — fique mais esticada, fina e frágil ao longo do tempo.

Imagine a retina como um papel de parede revestindo a parte interna do olho. Quando o globo ocular cresce demais, esse “papel” sofre tensão constante. Isso favorece o surgimento de áreas frágeis, buracos e rasgos na retina.

Quando ocorre uma ruptura, o líquido dentro do olho (humor vítreo) pode passar por trás da retina e descolá-la da parede ocular, causando o descolamento de retina.

A relação é especialmente importante em pessoas com miopia alta, geralmente acima de 6 graus, porque elas apresentam:

  • Retina mais fina e vulnerável;
  • Maior chance de degenerações periféricas;
  • Alterações no vítreo (gel que preenche o olho);
  • Maior tração sobre a retina.

Além disso, conforme envelhecemos, o vítreo naturalmente vai se desprendendo da retina. Em pessoas com alta miopia, esse processo tende a acontecer mais cedo e com maior força de tração, aumentando o risco de rasgos.

Sinais e sintomas do descolamento de retina

Se você ou alguém que você conhece possui alta miopia, preste atenção no surgimento desses sinais e sintomas:

  • Flashes de luz;
  • Aumento repentino de moscas volantes;
  • Sensação de “cortina” escura na visão;
  • Perda de parte do campo visual.
  • Aumento repentino de moscas volantes (sensação de pontos ou linhas pretas ao movimentar os olhos).

Nos casos mais graves, a pessoa pode perder totalmente a visão durante o episódio de descolamento da retina.

Busque ajuda imediatamente

O descolamento da retina é uma emergência médica. Portanto, ao perceber problemas repentinos na visão, procure um oftalmologista o mais rápido possível. O tratamento precoce é essencial para prevenir danos permanentes na visão.

Infelizmente, quando a retina se descola perde o fornecimento de sangue e nutrientes e tem aos poucos sua função afetada. Quanto maior o tempo que a retina fica descolada, menor será a chance de recuperar a visão de forma mais satisfatória.

Atualmente há diversos tipos de tratamentos cirúrgicos e medicamentosos que podem ajudar no tratamento do descolamento da retina.

 Prevenção é possível?

Depende. Na alta miopia nem sempre é possível prevenir o descolamento da retina. Contudo, hoje já existem tratamentos para impedir a progressão do grau em crianças e adolescentes.

O ideal é acompanhar de forma regular com um oftalmologista que pode sugerir tratamentos específicos para prevenir o aumento do grau.  Entre os tratamentos estão colírios e lentes especiais.

 

Descolamento de retina é emergência médica! Busque ajuda assim que perceber o surgimento de algum dos sintomas.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

 

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

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Lentes de contato para crianças e adolescentes – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 20 May 2026 13:41:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4723 As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética. Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não […]

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As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética.

Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não é indicar a cirurgia refrativa para eliminar o grau?

Neste texto, vamos explicar tudo o que pais e adolescentes precisam saber sobre as lentes de contato para crianças e adolescentes.

Crianças e adolescentes podem usar lentes de contato?

Sim. Em muitos casos, as lentes de contato podem ser usadas com segurança por crianças e adolescentes. Entretanto, a indicação deve ser feita sempre por um oftalmologista.

Inclusive, é importante dizer que a idade, isoladamente, não é o principal fator que se leva em consideração para a prescrição das lentes. Na verdade, o mais importante é a maturidade do paciente para seguir corretamente os cuidados de higiene, limpeza e tempo de uso das lentes.

Existem adolescentes muito responsáveis e adultos que não conseguem cuidar adequadamente das lentes. Por isso, cada caso demanda uma avaliação individual.

Em quais situações as lentes de contato para crianças e adolescentes podem. ser indicadas?

As lentes de contato podem substituir os óculos em crianças e adolescentes como:

  • Miopia;
  • Astigmatismo;
  • Hipermetropia.

Além disso, as lentes de contato podem ser especialmente úteis para crianças e adolescentes que:

  • Praticam esportes;
  • Sentem desconforto com os óculos;
  • Possuem graus altos;
  • Apresentam diferenças importantes de grau entre os olhos;
  • Têm dificuldades de adaptação aos óculos.

As lentes também podem ajudar na autoestima e na qualidade de vida da criança e do adolescente. Isso porque a adolescência é uma fase desafiadora e os óculos podem se tornar motivo de bullying ou de outras situações sociais que podem afetar o bem-estar.

Quais são os principais cuidados com lentes de contato na adolescência?

O uso inadequado das lentes pode causar complicações sérias, incluindo infecções na córnea que podem comprometer a visão. Por isso, alguns cuidados são indispensáveis:

Higienizar sempre as mãos

Antes de colocar ou retirar as lentes, é fundamental lavar bem as mãos com água e sabão.

Nunca dormir com as lentes

Dormir com lentes aumenta significativamente o risco de infecções e inflamações oculares.

Não usar água para limpar as lentes

As lentes nunca devem ser lavadas com água da torneira, soro fisiológico ou saliva. O correto é utilizar apenas as soluções específicas indicadas pelo oftalmologista.

Não entrar em piscina ou mar usando lentes

O contato com água pode favorecer infecções graves, incluindo a ceratite por Acanthamoeba, um micro-organismo presente em ambientes aquáticos.

Respeitar o tempo de troca

Cada lente possui um período correto de descarte. Utilizar lentes vencidas pode provocar irritação, alergias e lesões na córnea.

Quais sinais merecem atenção?

Os pais devem procurar avaliação oftalmológica imediata caso o adolescente apresente:

  • Vermelhidão nos olhos;
  • Ardência;
  • Dor ocular;
  • Sensação de areia;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Visão embaçada;
  • Sensibilidade à luz;
  • Secreção ocular;

Esses sintomas podem indicar infecção ou inflamação relacionada ao uso das lentes.

Por que crianças e adolescentes não podem fazer cirurgia refrativa?

Essa é uma dúvida muito comum entre adolescentes que desejam abandonar os óculos definitivamente.

A cirurgia refrativa — como LASIK, PRK ou SMILE — normalmente não é indicada antes dos 18 anos. Isso acontece porque, durante a infância e adolescência, o grau ainda costuma estar em mudança.

Na miopia, por exemplo, é muito comum haver progressão ao longo da adolescência. Se a cirurgia ocorrer antes da estabilização do grau, existe grande chance de o paciente voltar a precisar de óculos posteriormente.

Para realizar cirurgia refrativa com segurança, é necessário que:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Grau estável há pelo menos 12 meses;
  • A córnea tenha espessura adequada;
  • Não existam doenças como ceratocone;
  • O olho tenha maturidade suficiente para o procedimento.

Além disso, adolescentes ainda apresentam alterações hormonais e crescimento corporal em andamento, fatores que também podem influenciar na evolução do grau.

Por isso, as lentes de contato acabam sendo uma alternativa temporária segura para muitos jovens até que exista idade e estabilidade ocular adequadas para avaliar uma possível cirurgia refrativa no futuro.

Lentes de contato exigem acompanhamento médico

Mesmo quando o adolescente já está adaptado às lentes, o acompanhamento oftalmológico regular continua sendo fundamental.

As consultas permitem avaliar:

  • A saúde da córnea;
  • A lubrificação ocular;
  • A adaptação das lentes;
  • Possíveis alergias ou irritações;
  • Mudanças no grau.

Além disso, o oftalmologista pode orientar qual tipo de lente é mais indicado para cada idade e rotina.

Conclusão

As lentes de contato podem ser uma excelente opção para pré-adolescentes e adolescentes, oferecendo mais liberdade, conforto e praticidade no dia a dia.

Porém, o uso seguro depende de responsabilidade, higiene adequada e acompanhamento oftalmológico regular.

E embora muitos jovens desejem abandonar definitivamente os óculos, a cirurgia refrativa ainda não costuma ser indicada nessa fase, justamente porque o grau geralmente ainda não está estabilizado.

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para definir o momento mais seguro e adequado para cada tipo de tratamento.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Tratamento da ambliopia com terapia dicóptica – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/#respond Thu, 14 May 2026 18:10:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4674 O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil. Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do […]

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O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil.

Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do olho preguiçoso de forma complementar e mais interativa.

A ambliopia, conhecida popularmente como “olho preguiçoso”, é a principal causa de redução visual unilateral na infância. A prevalência varia entre 1% e 5% das crianças. O problema acontece quando o cérebro passa a favorecer um dos olhos e reduz progressivamente o uso do outro durante o desenvolvimento visual. Por isso, popularmente a ambliopia é chamada de “olho preguiçoso”.

O que é ambliopia?

A ambliopia é uma alteração do neurodesenvolvimento visual. Isso significa que o problema não está apenas no olho, mas também na forma como o cérebro processa as imagens recebidas.

Ela costuma surgir na infância e tem diferentes causas, como:

  • Estrabismo;
  • Diferença de grau importante entre os olhos;
  • Catarata congênita;
  • Outras alterações que prejudiquem a visão normal durante o desenvolvimento infantil.

Na ambliopia, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho que apresenta um desses problemas. Essa supressão, por tempo prolongado, especialmente na período crítico do desenvolvimento visual (entre os 2 e 4 anos), pode levar à perda da visão binocular. Portanto, a ambliopia é uma condição muito séria e precisa de tratamento precoce.

Tratamento da ambliopia com tampão ainda é o mais usado

O tampão ocular é utilizado para estimular o olho mais fraco. Ao cobrir o olho dominante, o cérebro é “obrigado” a usar o olho amblíope.

Embora seja um tratamento clássico e ainda muito importante, ele pode apresentar alguns desafios:

  • Desconforto;
  • Baixa adesão;
  • Vergonha em ambiente escolar;
  • Resistência da criança;
  • Abandono do tratamento.

Além disso, o tampão estimula um olho de cada vez, enquanto a visão normal depende do trabalho conjunto dos dois olhos.

Como funciona o tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa uma nova abordagem para a condição. Nesse tipo de tratamento, a criança usa óculos de realidade virtual durante jogos de videogame, para estimular os dois olhos ao mesmo tempo. Isso favorece a visão binocular, ou seja, a capacidade de os olhos trabalharem juntos de forma equilibrada.

Na terapia dicóptica, imagens com contrastes diferentes são apresentadas para cada olho. O olho amblíope recebe estímulos de maior contraste, enquanto o olho dominante recebe imagens menos intensas. Isso faz com que o cérebro volte a integrar as informações visuais dos dois olhos, fortalecendo as conexões neurais responsáveis pela visão binocular.

Ao contrário do tratamento convencional com tampão, que busca “forçar” o uso do olho mais fraco ao bloquear o olho dominante, a terapia dicóptica não tem como objetivo suprimir um dos olhos. O foco é treinar ambos simultaneamente, promovendo uma melhora mais natural da visão.

Terapia dicóptica pode ser mais eficaz que o tampão?

Diversos estudos clínicos recentes demonstram que a terapia dicóptica pode apresentar resultados superiores aos métodos tradicionais de oclusão ocular em alguns casos de ambliopia. Além de exigir menos tempo de tratamento, a abordagem com jogos interativos costuma gerar maior engajamento das crianças, facilitando a adesão ao tratamento.

Os estudos também mostram melhora da acuidade visual corrigida e benefícios adicionais importantes, como o aumento da estereopsia — capacidade responsável pela percepção de profundidade e visão em 3D.

Acima de tudo, os tratamentos modernos passaram a focar não apenas na melhora da visão do olho ambliope, mas na recuperação da interação binocular. Essa mudança vem transformando a forma como a ambliopia é tratada nos últimos anos.

Principais benefícios do tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

  • Melhora da acuidade visual;
  • Redução da supressão entre os olhos;
  • Melhora da visão binocular;
  • Maior engajamento das crianças durante o tratamento.

Um ponto importante observado pelos pesquisadores é que atividades lúdicas e interativas aumentam a adesão infantil, já que muitas crianças encaram o tratamento como uma brincadeira.

A terapia dicóptica substitui o tampão?

Ainda não completamente. Os estudos atuais mostram que a terapia binocular e a realidade virtual são ferramentas promissoras, mas que frequentemente apresentam melhores resultados quando associadas ao tratamento convencional, ou seja, ao tampão.

Sendo assim, a tecnologia não elimina a importância do acompanhamento oftalmológico nem substitui totalmente o uso do tampão, por enquanto. Portanto, cada criança precisa de uma avaliação individualizada.

Quanto mais cedo tratar, melhor

Um dos achados mais importantes das pesquisas é que crianças mais novas tendem a apresentar respostas mais rápidas e melhores resultados. Isso acontece porque o cérebro infantil possui maior plasticidade visual nos primeiros anos de vida.

Por isso, consultas oftalmológicas na infância são fundamentais para o diagnóstico precoce da ambliopia e de outras alterações visuais.

O futuro do tratamento da ambliopia

A tendência é que o tratamento da ambliopia se torne cada vez mais personalizado, interativo e adaptado à rotina da criança.

Atualmente, esses tratamentos ainda não estão disponíveis no Brasil. Contudo, a expectativa é que em breve estejam.

Conclusão

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa um avanço muito importante na área da Oftalmopediatria. Embora ainda não substitua completamente o tampão ocular, os estudos mostram que ela pode ajudar a estimular a visão binocular, aumentar o engajamento das crianças e potencializar os resultados terapêuticos.

O mais importante continua sendo o diagnóstico precoce e o acompanhamento com um oftalmopediatra, que poderá indicar a melhor abordagem para cada caso.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

Fontes:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34534556/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37203032/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35938643/

 

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O aumento do grau da miopia é perigoso? Leia e descubra https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/#respond Thu, 07 May 2026 12:14:26 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4636 O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%. Diante […]

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O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%.

Diante desse cenário, surge uma dúvida importante: o aumento do grau da miopia e suas consequências para a saúde ocular. E mais do que isso: é possível controlar essa progressão?

O que é aumento do grau da miopia?

A progressão é o aumento do grau da miopia ao longo do tempo. Isso ocorre, principalmente, devido ao crescimento do globo ocular, fazendo com que a imagem se forme antes da retina.

O aumento do grau da miopia é mais comum na infância e adolescência, especialmente entre os 6 e 10 anos, fase em que o avanço costuma ser mais rápido.

A progressão da miopia é perigosa?

Nem sempre. Em muitos casos, o aumento do grau é esperado e pode acontecer sem representar risco imediato para a visão.

No entanto, a progressão da miopia se torna preocupante quando é rápida ou atinge graus moderados e altos, especialmente acima de -6 graus (miopia alta).

Isso porque o alongamento do olho pode causar alterações importantes em estruturas como a retina e o nervo óptico, aumentando o risco de doenças oculares ao longo da vida.

Quais são os riscos do aumento do grau da miopia?

A miopia, principalmente em graus mais elevados, está associada a um maior risco de desenvolver:

  • Descolamento de retina;
  • Degeneração macular associada à miopia;
  • Glaucoma;
  • Catarata;
  • Ambliopia (olho preguiçoso), especialmente em crianças;
  • Estrabismo.

Essas condições podem levar a perdas visuais importantes, reforçando a necessidade de acompanhamento e controle.

Miopia não é só sobre usar óculos

Com o aumento expressivo dos casos, a miopia passou a ser considerada um problema de saúde pública global. Mais preocupante ainda é o crescimento dos casos de miopia alta, que aumentam significativamente o risco de complicações.

Como destaca a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, “a miopia não é apenas sobre usar óculos, mas sim sobre evitar a progressão e proteger a visão ao longo da vida.”

O que causa o aumento do grau da miopia?

A miopia tem forte componente genético, mas fatores ambientais têm papel decisivo no seu avanço.

Os principais fatores de risco incluem:

  • Uso excessivo de telas (celulares, tablets e computadores);
  • Pouco tempo ao ar livre;
  • Alta demanda visual para perto (leitura, estudos prolongados).

Esses hábitos ajudam a explicar o aumento acelerado da miopia entre crianças e adolescentes.

Como saber se o grau da miopia aumentou?

Alguns sinais podem indicar progressão:

  • Visão embaçada para longe;
  • Necessidade frequente de trocar óculos;
  • Aproximação excessiva de telas ou livros;
  • Dores de cabeça;
  • Dificuldade escolar (em crianças).

A confirmação só pode ser feita com avaliação oftalmológica.

Controle da miopia: o que é e como funciona?

O controle da miopia consiste em um conjunto de estratégias para desacelerar o aumento do grau — especialmente durante a infância e adolescência. Esse controle envolve tanto tratamentos clínicos quanto mudanças de hábitos.

Tratamentos disponíveis

Entre os principais recursos utilizados estão:

  • Colírios de atropina em baixa dose;
  • Lentes de contato especiais para controle da miopia;
  • Óculos com lentes especiais, produzidas com tecnologias específicas.

Essas abordagens não “curam” a miopia, mas ajudam a reduzir sua progressão.

Mudança de hábitos: parte essencial do tratamento

Além dos recursos clínicos, mudanças no estilo de vida são fundamentais:

  1. Mais tempo ao ar livre
    A exposição à luz natural estimula a liberação de dopamina na retina, ajudando a retardar o crescimento do olho.
  2. Redução do tempo de telas
    O uso excessivo de dispositivos eletrônicos está diretamente ligado ao aumento da miopia.
  • Até 2 anos: não é recomendado uso de telas;
  • Acima disso: uso limitado e supervisionado.

Quando começar o controle da miopia?

O ideal é iniciar o mais cedo possível, especialmente entre os 6 e 10 anos, quando a progressão costuma ser mais rápida.

Mesmo graus leves devem ser acompanhados, pois já estão associados a maior risco de problemas oculares no futuro.

Além disso, embora muitos adolescentes estabilizem o grau por volta dos 16 anos, uma parcela ainda pode apresentar progressão — o que exige acompanhamento até o início da vida adulta.

A importância do acompanhamento oftalmológico

O controle da miopia exige acompanhamento regular com oftalmologista, preferencialmente um oftalmopediatra.

A frequência das consultas pode variar:

  • A cada 3 meses (casos mais avançados);
  • A cada 6 meses (casos moderados);
  • Anualmente (casos estáveis).

Mesmo graus leves podem evoluir — por isso, o seguimento é essencial.

Conclusão

O aumento do grau da miopia nem sempre é perigoso, mas não deve ser negligenciado. Quando a progressão é rápida ou atinge graus elevados, os riscos para a saúde ocular aumentam significativamente.

Por isso, o diagnóstico precoce, o acompanhamento regular e o controle da miopia são fundamentais para preservar a visão ao longo da vida.

Mais do que corrigir a visão com óculos, o foco atual da oftalmologia é evitar que a miopia avance e cause complicações futuras.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Tratamento do nistagmo: como funciona a cirurgia para essa doença ocular https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-nistagmo-como-funciona-a-cirurgia-para-essa-doenca-ocular/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-nistagmo-como-funciona-a-cirurgia-para-essa-doenca-ocular/#respond Tue, 28 Apr 2026 18:46:28 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4606 O tratamento do nistagmo é um tema que gera muitas dúvidas, especialmente entre pais de crianças que recebem esse diagnóstico. O nistagmo se caracteriza por movimentos oculares involuntários, rítmicos e repetitivos, que podem impactar a qualidade da visão em diferentes graus. Nesse artigo, você vai entender como funciona o tratamento do nistagmo, quais são as […]

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O tratamento do nistagmo é um tema que gera muitas dúvidas, especialmente entre pais de crianças que recebem esse diagnóstico. O nistagmo se caracteriza por movimentos oculares involuntários, rítmicos e repetitivos, que podem impactar a qualidade da visão em diferentes graus.

Nesse artigo, você vai entender como funciona o tratamento do nistagmo, quais são as causas mais comuns e quais abordagens podem ajudar a melhorar a visão e o controle dos movimentos oculares.

O que é nistagmo e quando o tratamento do nistagmo é necessário?

O nistagmo pode ser classificado em dois tipos principais:

  • Congênito: presente desde o nascimento ou que se manifesta até os primeiros 6 meses de vida.
  • Adquirido: surge ao longo da vida, geralmente associado a outras condições neurológicas ou oftalmológicas.

O tratamento do nistagmo congênito é o mais frequente, já que essa forma representa cerca de 80% dos casos.

A necessidade de tratamento do nistagmo varia de acordo com a causa, a intensidade dos movimentos e o impacto na visão.

Causas do nistagmo e impacto no tratamento

O sucesso do tratamento do nistagmo está diretamente ligado à sua causa. No nistagmo congênito, ele pode estar associado a problemas visuais prévios (nistagmo sensorial) ou ocorrer mesmo em crianças com visão relativamente normal (nistagmo motor).

O nistagmo afeta aproximadamente de 0,1% a 0,3% da população geral, podendo chegar a cerca de 1 em cada 400 indivíduos.

Principais causas associadas ao nistagmo:

  • Catarata congênita
  • Hipoplasia do nervo óptico
  • Amaurose congênita de Leber
  • Acromatopsia
  • Albinismo
  • Aniridia
  • Coloboma coroidal
  • Erros refrativos elevados

Nesses casos, o tratamento do nistagmo pode envolver o manejo da doença de base, quando possível.

Tipos de nistagmo e abordagem de tratamento

No nistagmo sensorial acontece uma falha na formação da imagem visual. O tratamento foca na correção da causa primária, como cirurgia de catarata ou uso de óculos.

O nistagmo motor (oculomotor) acontece devido a alterações no controle dos movimentos oculares. O tratamento busca melhorar o controle ocular e reduzir os movimentos.

O nistagmo prejudica a visão?

Em alguns casos, sim. Entretanto, há diferenças, dependendo do tipo de nistagmo. No sensorial, a baixa visão está relacionada à doença de base, e não ao movimento ocular em si. Já no nistagmo motor, a acuidade visual costuma ser preservada ou pouco afetada.

Por que algumas pessoas com nistagmo entortam a cabeça?

Muitos pacientes adotam uma posição específica da cabeça chamada de “posição de bloqueio”. Essa estratégia reduz a intensidade dos movimentos oculares e melhora a visão. Em alguns casos, o tratamento do nistagmo inclui corrigir essa postura. A essa condição dá-se o nome de torcicolo ocular.

Tratamento do nistagmo: existe cirurgia?

O tratamento do nistagmo deve ser individualizado e baseado na causa e no impacto funcional da condição ao longo da vida.

Estudos mostram que, embora o nistagmo não tenha cura definitiva, algumas abordagens terapêuticas podem trazer benefícios significativos. Entre elas, a cirurgia — especialmente indicada em pacientes com posição anormal da cabeça — apresenta bons resultados funcionais.

Pesquisas demonstram que até 88% dos pacientes submetidos ao procedimento apresentam melhora da postura compensatória, além de ganho de 1 a 2 linhas na acuidade visual em parte dos casos. Além disso, de 60 a 93% atingem correção significativa da posição da cabeça

O objetivo do tratamento do nistagmo, portanto, não é eliminar completamente os movimentos oculares, mas reduzir sua intensidade, melhorar a estabilidade da visão e aumentar a qualidade de vida do paciente.

É importante destacar que:

  • O nistagmo não tem cura definitiva
  • A cirurgia não elimina completamente os movimentos
  • O objetivo é melhorar a posição da cabeça e reduzir a intensidade do nistagmo

A cirurgia é indicada principalmente para pacientes com posição de bloqueio significativa.

Outras opções de tratamento

Além da cirurgia, o tratamento do nistagmo pode incluir:

  • Uso de óculos ou lentes de contato
  • Correção da causa ocular de base
  • Aplicação de toxina botulínica (com efeito temporário)

Cada abordagem deve ser avaliada de forma individual, considerando o tipo e a gravidade do nistagmo.

Quando procurar um especialista?

Como o nistagmo pode estar associado a alterações neurológicas, é fundamental que o diagnóstico e o tratamento sejam realizados por um oftalmologista especializado — muitas vezes um neuroftalmologista.

Conclusão

O tratamento do nistagmo evoluiu bastante, mas ainda exige uma abordagem personalizada. Identificar a causa é o passo mais importante para definir a melhor estratégia terapêutica.

Lembre-se: buscar avaliação especializada precocemente faz toda a diferença no prognóstico visual de pessoas com nistagmo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

 

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Estrabismo causado pela hipermetropia: entenda o que é, por que acontece e como tratar https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/#respond Wed, 22 Apr 2026 17:51:40 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4587 O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças. Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos […]

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O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças.

Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos principais exemplos é o estrabismo causado pela hipermetropia, também conhecido como estrabismo acomodativo.

Neste artigo, você vai entender de forma clara e completa como isso acontece, quais são os sinais de alerta e qual é o tratamento mais indicado.

O que é estrabismo causado pela hipermetropia?

O estrabismo acomodativo é um tipo de desvio ocular em que o olho se desvia para dentro (em direção ao nariz), principalmente ao tentar focar objetos próximos. Portanto, é um estrabismo classificado como convergente.

Esse tipo de estrabismo está diretamente relacionado à hipermetropia, um erro refrativo que dificulta a visão de perto.

Ou seja: não é um problema nos músculos oculomotores, mas sim uma consequência do esforço visual para enxergar de perto.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um grau em que o olho precisa fazer mais esforço para enxergar de perto. Isso acontece porque a imagem não é focalizada corretamente na retina.

Na infância, é comum existir um certo grau de hipermetropia — chamado de fisiológico — que tende a diminuir com o crescimento.

No entanto, quando o grau é mais elevado, esse esforço constante pode desencadear problemas, como o estrabismo.

Por que a hipermetropia pode causar estrabismo?

Para entender isso, é importante conhecer um mecanismo natural do olho chamado acomodação.

Quando tentamos enxergar algo de perto:

  • o olho precisa “focar” (acomodar)
  • ao mesmo tempo, os olhos convergem (viram levemente para dentro)

Em crianças com hipermetropia alta, esse esforço é muito maior. Como consequência:

  • a acomodação excessiva estimula também a convergência
  • o olho acaba desviando para dentro

Esse é o mecanismo que leva ao estrabismo acomodativo.

Em que idade o problema costuma aparecer?

O estrabismo causado pela hipermetropia geralmente surge na infância, principalmente entre 1 e 3 anos de idade.

Isso acontece porque é justamente nessa fase que a visão está em desenvolvimento e mais sensível a alterações.

Quais são os sinais de alerta?

Os pais devem ficar atentos a alguns sinais importantes:

  • Olho que desvia para dentro (principalmente ao olhar de perto)
  • Desvio que aparece e desaparece (intermitente)
  • Criança que aproxima muito os objetos do rosto
  • Dores de cabeça ou cansaço visual
  • Fechar um dos olhos para focar

Mesmo que o desvio seja discreto, é fundamental investigar.

Todo grau de hipermetropia causa estrabismo?

Não. A maioria das crianças com hipermetropia não desenvolve estrabismo. O risco é maior quando:

  • o grau é alto
  • não há correção adequada
  • a criança está na fase de desenvolvimento visual

Graus mais elevados aumentam também o risco de ambliopia (olho preguiçoso).

Como é feito o tratamento?

A boa notícia é que o estrabismo acomodativo tem um tratamento bastante eficaz: a correção da hipermetropia com óculos.

Ao corrigir o grau:

  • o esforço para focar diminui
  • a convergência excessiva desaparece
  • os olhos voltam a se alinhar

Na maioria dos casos, isso é suficiente para corrigir o desvio.

Tratamento da ambliopia (quando necessário)

Caso a criança tenha desenvolvido a ambliopia, além dos óculos para corrigir a hipermetropia, será necessário usar o tampão.

Cirurgia (em casos específicos)

Diferente de outros tipos de estrabismo, a cirurgia geralmente não é o primeiro tratamento, sendo indicada apenas quando:

  • existe um componente não acomodativo associado
  • o desvio persiste mesmo com o uso correto dos óculos

O estrabismo causado pela hipermetropia tem cura?

Na maioria dos casos, sim — especialmente quando diagnosticado precocemente. Com o uso adequado dos óculos e acompanhamento oftalmológico, os olhos podem se manter alinhados e a visão se desenvolve normalmente.

Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Quando procurar um oftalmologista?

Procure avaliação se você notar:

  • qualquer desvio ocular após os 3 meses de idade
  • desvio do olho para dentro com frequência
  • dificuldade visual para enxergar de perto

Quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são os resultados.

Conclusão

O estrabismo causado pela hipermetropia é uma condição comum na infância, mas que tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, não exige cirurgia.

Entender a relação entre o grau e o desvio ocular é fundamental para um diagnóstico precoce e para evitar complicações como a ambliopia.

Se houver qualquer suspeita, a avaliação com um oftalmologista é essencial.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Cirurgia de estrabismo: como funciona, quando é indicada e o que esperar https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-estrabismo-como-funciona-quando-e-indicada-e-o-que-esperar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-estrabismo-como-funciona-quando-e-indicada-e-o-que-esperar/#respond Tue, 14 Apr 2026 14:25:53 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4554 A cirurgia de estrabismo dói? Sem dúvidas, sentir dor é um dos principais medos de quem vai passar por uma cirurgia. A cirurgia de estrabismo é um dos tratamentos mais eficazes para corrigir o desalinhamento dos olhos — uma condição que pode afetar a visão e pode causar prejuízos irreversíveis, especialmente na infância. Apesar de […]

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A cirurgia de estrabismo dói? Sem dúvidas, sentir dor é um dos principais medos de quem vai passar por uma cirurgia.

A cirurgia de estrabismo é um dos tratamentos mais eficazes para corrigir o desalinhamento dos olhos — uma condição que pode afetar a visão e pode causar prejuízos irreversíveis, especialmente na infância.

Apesar de a cirurgia de estrabismo ser um procedimento relativamente comum na oftalmologia, ainda existem muitas dúvidas e inseguranças sobre como ele funciona, quando é realmente necessário e quais são os resultados.

Neste guia completo, você vai entender tudo de forma clara e segura.

O que é estrabismo?

O estrabismo ocorre quando os olhos não estão alinhados corretamente, ou seja, cada olho aponta para uma direção diferente.

Esse desalinhamento pode ser:

  • Para dentro (esotropia)
  • Para fora (exotropia)
  • Para cima ou para baixo

Além do impacto estético, o estrabismo pode prejudicar a visão binocular (visão em profundidade) e, em alguns casos, levar à ambliopia (olho preguiçoso), especialmente em crianças.

Quando a cirurgia de estrabismo é indicada?

A cirurgia é recomendada quando:

  • O desalinhamento é constante ou significativo
  • O uso de óculos não corrige totalmente o problema (apenas no caso do estrabismo acomodativo)
  • Há impacto funcional (visão dupla ou dificuldade visual)
  • Existe incômodo estético importante (no caso de adultos)

Importante: o único tipo de estrabismo que não tem indicação de cirurgia é o estrabismo convergente acomodativo. Nesse caso, a origem do desalinhamento é a presença da hipermetropia. Assim, quando o paciente coloca os óculos, o desvio some.

Como funciona a cirurgia de estrabismo?

A cirurgia atua diretamente nos músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos.

Durante o procedimento, o médico pode:

  • Enfraquecer um músculo que está puxando demais
  • Fortalecer ou reposicionar outro músculo para equilibrar o movimento

O objetivo é alinhar corretamente os olhos, restaurando tanto a função visual quanto a estética.

Quanto tempo dura a cirurgia?

Em geral, a cirurgia de estrabismo dura entre 30 minutos e 1 hora, dependendo da complexidade do caso. Contudo, para além do tempo da cirurgia, é preciso considerar desde a internação do paciente até alta. Nesse contexto, o paciente vai passar, em média, cerca de 6 horas no hospital. A boa notícia é que a alta é no mesmo dia da cirurgia.

Qual tipo de anestesia é utilizada?

A anestesia varia conforme a idade e o perfil do paciente:

  • Crianças: anestesia geral
  • Adultos: anestesia local com sedação ou geral

A escolha é feita com foco em segurança e conforto.

A cirurgia de estrabismo dói?

Essa é uma das dúvidas mais comuns — e a resposta costuma tranquilizar: não dói durante o procedimento, pois o paciente está anestesiado.

No pós-operatório, pode haver:

  • Leve desconforto
  • Sensação de areia nos olhos
  • Ardência ou vermelhidão

Esses sintomas são temporários e controlados com medicação.

Como é o pós-operatório?

A recuperação costuma ser tranquila, mas exige alguns cuidados:

Nos primeiros dias:

  • Olhos vermelhos e sensíveis
  • Leve inchaço
  • Possível visão dupla temporária

Recomendações:

  • Evite coçar os olhos
  • Use corretamente os colírios prescritos
  • Faça o repouso recomendado pelo médico, que costuma ser de 5 a 7 dias
  • Não faça esforço físico e nem visual nos primeiros dias
  • Banhos de mar e piscina ficam suspensos por volta de 30 dias
  • Exercícios mais rigorosos ou que aumentem o risco de lesões oculares devem ser liberados pelo médico

A maioria dos pacientes retorna às atividades em poucos dias.

Quando o resultado aparece?

O alinhamento dos olhos já pode ser percebido logo após a cirurgia, mas o resultado definitivo costuma se estabilizar ao longo de algumas semanas.

Em alguns casos, pequenos ajustes naturais acontecem com o tempo.

A cirurgia de estrabismo é segura?

Como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos — mas desde que a cirurgia de estrabismo seja realizada por um especialista, como a Dra. Marcela Barreira, os riscos são mínimos e muito raros de acontecer.

Portanto, a cirurgia de estrabismo é considerada segura e com alta taxa de sucesso.

O estrabismo pode voltar depois da cirurgia?

Sim, em alguns casos pode haver recidiva ao longo do tempo.

Isso depende de fatores como:

  • Tipo de estrabismo
  • Idade do paciente
  • Resposta individual ao tratamento

Por isso, o acompanhamento é fundamental após a cirurgia, ou seja, o paciente deve agendar consultas de rotina, de forma regular.

A cirurgia melhora a aparência?

Sim — e esse é um dos grandes benefícios.

O alinhamento ocular:

  • Melhora a visão
  • Melhora a harmonia facial
  • Aumenta a autoestima
  • Reduz o impacto social do estrabismo

Mas é importante reforçar: o objetivo principal é funcional, não apenas estético.

Conclusão

A cirurgia de estrabismo é um procedimento seguro, eficaz e capaz de transformar tanto a visão quanto a qualidade de vida do paciente.

Se você ou seu filho apresentam sinais de desalinhamento ocular, a avaliação com uma especialista é o primeiro passo para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

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