Arquivos Ambliopia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/ambliopia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 14:22:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos Ambliopia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/ambliopia/ 32 32 Prejuízos da ambliopia na vida da criança https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/#respond Wed, 03 Jun 2026 11:16:35 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4787 Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a […]

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Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a infância.

No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que os impactos da ambliopia podem ir muito além da dificuldade para enxergar. O desenvolvimento visual está intimamente ligado ao desenvolvimento motor, à percepção espacial e até mesmo à forma como a criança interage com o mundo ao seu redor.

O que é a ambliopia?

A ambliopia ocorre quando o cérebro passa a privilegiar as informações vindas de um olho e “ignora” parcialmente as do outro. Com o tempo, essa falta de estímulo impede que a visão do olho afetado se desenvolva normalmente.

As causas mais comuns incluem:

  • Estrabismo;
  • Diferenças significativas de grau entre os olhos;
  • Altos erros refrativos não corrigidos;
  • Catarata congênita e outras condições que dificultam a entrada de luz no olho.

Quanto mais cedo a condição for identificada e tratada, maiores são as chances de recuperação visual.

Os prejuízos da ambliopia vão além da acuidade visual

Embora a redução da visão seja a característica mais conhecida da ambliopia, estudos mostram que ela pode afetar diversas habilidades importantes para o desenvolvimento infantil.

  1. Dificuldade na percepção de profundidade

Para enxergarmos o mundo em três dimensões, os dois olhos precisam trabalhar em conjunto. Quando um deles não participa adequadamente do processo visual, a percepção de profundidade pode ficar comprometida.

Isso pode dificultar atividades como:

  • Pegar uma bola;
  • Subir e descer escadas;
  • Andar de bicicleta;
  • Avaliar distâncias com precisão.
  1. Alterações na coordenação motora

A visão desempenha um papel fundamental na coordenação dos movimentos.

Crianças com ambliopia podem apresentar mais dificuldade em tarefas que exigem precisão visual e motora, como:

  • Escrever;
  • Recortar;
  • Desenhar;
  • Montar blocos;
  • Praticar determinados esportes.

Essas dificuldades nem sempre são percebidas imediatamente pelos pais, mas podem influenciar o desempenho em diversas atividades do dia a dia.

  1. Impacto na autoestima e na vida social

A ambliopia também pode trazer consequências emocionais.

Algumas crianças se sentem inseguras ao perceber que enxergam de forma diferente dos colegas. Além disso, durante o tratamento, especialmente quando é necessário o uso do tampão, podem surgir situações de constrangimento, resistência ou até comentários desagradáveis de outras crianças.

Por isso, o apoio da família e da escola é fundamental para o sucesso do tratamento.

  1. Dependência de um único olho

Quando a ambliopia não é tratada adequadamente, a pessoa passa a depender muito mais do olho com melhor visão.

Isso significa que, caso esse olho venha a apresentar algum problema no futuro, como uma doença ocular ou um trauma, o impacto visual pode ser muito maior.

Esse é um dos principais motivos pelos quais o tratamento precoce é tão importante.

Portanto, os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão!

Como funciona o tratamento da ambliopia?

O tratamento tem como objetivo estimular o cérebro a utilizar o olho com menor visão, favorecendo seu desenvolvimento.

Antes de tudo, é necessário corrigir a causa da ambliopia. Em muitos casos, isso envolve o uso adequado de óculos para corrigir o grau ou correção do estrabismo, por exemplo.

Após essa etapa, o tratamento pode incluir a oclusão do olho com melhor visão, conhecida popularmente como tratamento com tampão.

Por que o tampão é necessário para prevenir os prejuízos da ambliopia?

O cérebro tende a utilizar o olho que enxerga melhor. Ao cobrir temporariamente esse olho com um tampão, o cérebro é “obrigado” a utilizar o olho mais fraco.

Esse estímulo promove o desenvolvimento das conexões neurais responsáveis pela visão, permitindo que o olho amblíope ganhe capacidade visual.

O tempo de uso varia conforme:

  • A idade da criança;
  • A gravidade da ambliopia;
  • A resposta ao tratamento;
  • A orientação do oftalmologista infantil.

 Por que o tratamento com tampão é tão desafiador?

Embora o conceito pareça simples, a prática costuma ser mais difícil.

Quando o olho de melhor visão é tampado, a criança passa a depender justamente do olho que enxerga pior. Isso pode gerar desconforto, insegurança e resistência.

Além disso, algumas crianças:

  • Não gostam da aparência do tampão;
  • Sentem dificuldade para brincar ou realizar atividades;
  • Ficam frustradas por enxergar menos durante o período de oclusão.

Por isso, a adesão ao tratamento exige paciência, apoio familiar e acompanhamento próximo da equipe médica.

O tempo faz toda a diferença

A infância é o período em que o sistema visual está em desenvolvimento. Quanto mais cedo a ambliopia for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de recuperação.

Muitas vezes, a criança não percebe que está enxergando mal de um dos olhos, justamente porque o outro compensa essa deficiência. Por isso, consultas com um oftalmologista infantil regulares são essenciais, mesmo quando não há queixas aparentes.

Conclusão – Prejuízos da ambliopia podem ser evitados

A ambliopia não é apenas uma redução da visão em um dos olhos. Ela pode interferir na percepção de profundidade, na coordenação motora, na autoestima e em diversas atividades do cotidiano.

A boa notícia é que, quando identificada precocemente, a condição pode ser tratada com excelentes resultados.

Embora o uso do tampão represente um desafio para muitas famílias, ele continua sendo uma das ferramentas mais importantes para estimular o desenvolvimento visual e proporcionar à criança melhores oportunidades para o futuro.

Investir no tratamento da ambliopia é investir não apenas na visão, mas também no desenvolvimento global da criança.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Tratamento da ambliopia com terapia dicóptica – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/#respond Thu, 14 May 2026 18:10:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4674 O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil. Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do […]

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O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil.

Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do olho preguiçoso de forma complementar e mais interativa.

A ambliopia, conhecida popularmente como “olho preguiçoso”, é a principal causa de redução visual unilateral na infância. A prevalência varia entre 1% e 5% das crianças. O problema acontece quando o cérebro passa a favorecer um dos olhos e reduz progressivamente o uso do outro durante o desenvolvimento visual. Por isso, popularmente a ambliopia é chamada de “olho preguiçoso”.

O que é ambliopia?

A ambliopia é uma alteração do neurodesenvolvimento visual. Isso significa que o problema não está apenas no olho, mas também na forma como o cérebro processa as imagens recebidas.

Ela costuma surgir na infância e tem diferentes causas, como:

  • Estrabismo;
  • Diferença de grau importante entre os olhos;
  • Catarata congênita;
  • Outras alterações que prejudiquem a visão normal durante o desenvolvimento infantil.

Na ambliopia, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho que apresenta um desses problemas. Essa supressão, por tempo prolongado, especialmente na período crítico do desenvolvimento visual (entre os 2 e 4 anos), pode levar à perda da visão binocular. Portanto, a ambliopia é uma condição muito séria e precisa de tratamento precoce.

Tratamento da ambliopia com tampão ainda é o mais usado

O tampão ocular é utilizado para estimular o olho mais fraco. Ao cobrir o olho dominante, o cérebro é “obrigado” a usar o olho amblíope.

Embora seja um tratamento clássico e ainda muito importante, ele pode apresentar alguns desafios:

  • Desconforto;
  • Baixa adesão;
  • Vergonha em ambiente escolar;
  • Resistência da criança;
  • Abandono do tratamento.

Além disso, o tampão estimula um olho de cada vez, enquanto a visão normal depende do trabalho conjunto dos dois olhos.

Como funciona o tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa uma nova abordagem para a condição. Nesse tipo de tratamento, a criança usa óculos de realidade virtual durante jogos de videogame, para estimular os dois olhos ao mesmo tempo. Isso favorece a visão binocular, ou seja, a capacidade de os olhos trabalharem juntos de forma equilibrada.

Na terapia dicóptica, imagens com contrastes diferentes são apresentadas para cada olho. O olho amblíope recebe estímulos de maior contraste, enquanto o olho dominante recebe imagens menos intensas. Isso faz com que o cérebro volte a integrar as informações visuais dos dois olhos, fortalecendo as conexões neurais responsáveis pela visão binocular.

Ao contrário do tratamento convencional com tampão, que busca “forçar” o uso do olho mais fraco ao bloquear o olho dominante, a terapia dicóptica não tem como objetivo suprimir um dos olhos. O foco é treinar ambos simultaneamente, promovendo uma melhora mais natural da visão.

Terapia dicóptica pode ser mais eficaz que o tampão?

Diversos estudos clínicos recentes demonstram que a terapia dicóptica pode apresentar resultados superiores aos métodos tradicionais de oclusão ocular em alguns casos de ambliopia. Além de exigir menos tempo de tratamento, a abordagem com jogos interativos costuma gerar maior engajamento das crianças, facilitando a adesão ao tratamento.

Os estudos também mostram melhora da acuidade visual corrigida e benefícios adicionais importantes, como o aumento da estereopsia — capacidade responsável pela percepção de profundidade e visão em 3D.

Acima de tudo, os tratamentos modernos passaram a focar não apenas na melhora da visão do olho ambliope, mas na recuperação da interação binocular. Essa mudança vem transformando a forma como a ambliopia é tratada nos últimos anos.

Principais benefícios do tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

  • Melhora da acuidade visual;
  • Redução da supressão entre os olhos;
  • Melhora da visão binocular;
  • Maior engajamento das crianças durante o tratamento.

Um ponto importante observado pelos pesquisadores é que atividades lúdicas e interativas aumentam a adesão infantil, já que muitas crianças encaram o tratamento como uma brincadeira.

A terapia dicóptica substitui o tampão?

Ainda não completamente. Os estudos atuais mostram que a terapia binocular e a realidade virtual são ferramentas promissoras, mas que frequentemente apresentam melhores resultados quando associadas ao tratamento convencional, ou seja, ao tampão.

Sendo assim, a tecnologia não elimina a importância do acompanhamento oftalmológico nem substitui totalmente o uso do tampão, por enquanto. Portanto, cada criança precisa de uma avaliação individualizada.

Quanto mais cedo tratar, melhor

Um dos achados mais importantes das pesquisas é que crianças mais novas tendem a apresentar respostas mais rápidas e melhores resultados. Isso acontece porque o cérebro infantil possui maior plasticidade visual nos primeiros anos de vida.

Por isso, consultas oftalmológicas na infância são fundamentais para o diagnóstico precoce da ambliopia e de outras alterações visuais.

O futuro do tratamento da ambliopia

A tendência é que o tratamento da ambliopia se torne cada vez mais personalizado, interativo e adaptado à rotina da criança.

Atualmente, esses tratamentos ainda não estão disponíveis no Brasil. Contudo, a expectativa é que em breve estejam.

Conclusão

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa um avanço muito importante na área da Oftalmopediatria. Embora ainda não substitua completamente o tampão ocular, os estudos mostram que ela pode ajudar a estimular a visão binocular, aumentar o engajamento das crianças e potencializar os resultados terapêuticos.

O mais importante continua sendo o diagnóstico precoce e o acompanhamento com um oftalmopediatra, que poderá indicar a melhor abordagem para cada caso.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

Fontes:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34534556/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37203032/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35938643/

 

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Uso de tampão para ambliopia é um desafio para pais e oftalmopediatras https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/#respond Wed, 25 Feb 2026 11:25:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4396 O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo. Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem […]

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O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo.

Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem essencial para garantir o desenvolvimento da visão binocular.

Uso de tampão para ambliopia é uma missão (quase impossível)

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, na maioria dos casos é difícil para os pais fazer com que as crianças usem o tampão. “É uma queixa constante no consultório e isso também nos preocupa. Em contrapartida, é crucial entender que o tampão é um tratamento médico, como outro qualquer. Diante disso, há estratégias que podemos oferecer aos pais para ajudar nessa missão, quase impossível”, comenta a especialista.

Afinal, o que é ambliopia?

A ambliopia pode afetar até 4% das crianças e se desenvolve, exclusivamente, na infância. “O fator determinante para o diagnóstico é a redução da melhor acuidade visual corrigida em um ou em ambos os olhos. Ou seja, a ambliopia acontece quando a visão de um olho é melhor do que a do outro, mesmo corrigindo o estrabismo ou um erro refrativo, por exemplo”, explica Dra. Marcela.

Em relação às causas, temos 3: estrabismo, erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia) e doenças que causam privação do estímulo visual. Entre essas doenças estão o glaucoma e a catarata congênitos, ptose palpebral, entre outros. Todos esses fatores afetam o desenvolvimento da visão, especificamente do olho afetado por uma dessas condições.

Por que é importante usar o tampão para ambliopia

Primeiramente é importante destacar que o desenvolvimento visual acontece durante a infância. Sendo assim, doenças e condições que afetam a visão em crianças podem resultar em problemas imediatos ou em longo prazo.

“No caso da ambliopia, o prejuízo é na visão binocular (a que nos permite enxergar em profundidade). Essa capacidade é crucial, especialmente para exercer certas profissões na vida adulta. Entretanto, na infância também é importante. Em crianças com ambliopia não tratada, por exemplo, podem ocorrer problemas na aprendizagem, coordenação motora, entre outros”, aponta Dra. Marcela.

“A visão binocular se forma quando os olhos captam as imagens, as mandam para o cérebro e o órgão as funde em uma única imagem. Contudo, em crianças com ambliopia, o cérebro ignora a imagem do olho afetado. Essa supressão por tempo prolongado, principalmente durante o período considerado essencial para o desenvolvimento da visão, por volta dos 2 aos 7 anos de idade, pode causar prejuízos irreparáveis ou ainda levar à perda da visão binocular”, alerta Dra. Marcela.

Uso do tampão para ambliopia – O que você precisa saber

“Acima de tudo, o diagnóstico e o tratamento do olho preguiçoso antes dos 7 anos são essenciais para garantir uma visão saudável. Para além disto, vale reforçar que a visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil.  Dessa maneira, mesmo sendo um desafio para os pais, é preciso no uso do tampão para ambliopia”, reforça a oftalmologista infantil.

Quanto tempo dura o uso do tampão para ambliopia

 Bem, o tratamento com o tampão é sempre individualizado e depende de vários fatores. De qualquer maneira, essa definição é do oftalmologista. Durante o tratamento, a criança vai usar o tampão durante algumas horas do dia e este tempo é determinado pelo médico.

Dicas para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

Promova atividades estimulantes durante o uso do tampão

 Enquanto a criança estiver usando o tampão, os pais devem estimular o olho a trabalhar. Ou seja, promover atividades como pintar, montar quebra-cabeças, brincar com peças de montar, brincar ao ar livre. Além de ajudar o olho “preguiçoso” a funcionar, as brincadeiras tirar o foco da criança no tampão.

Aposte no lúdico

Escolha modelos de tampão com os personagens preferidos da criança. Hoje já é possível encontrar empresas que vendem tampões personalizados. Do mesmo modo, os pais podem aproveitar para contar histórias de piratas e até mesmo usar o tampão junto com a criança por alguns momentos.

Escolha o melhor momento

Para bebês e crianças menores, a dica é colocar o tampão antes de acordá-las. Ainda nesta fase, o uso na escola também costuma ser mais aceitável.

Por outro lado, os maiores têm mais resistência em usar o tampão fora de casa, por vergonha ou medo de que os amigos os julguem. Desta forma, o ideal é estipular o uso durante o período em casa.

Para além do momento certo para colocar o tampão, também é importante mostrar para a criança o tempo de uso. Como em geral os pequenos não têm noção do tempo, os pais podem usar recursos como alarmes no celular, despertadores etc.

Alta do tratamento

O término, ou seja, a alta do uso do tampão para tratar o olho preguiçoso é dada quando a visão do olho afetado melhorou e permaneceu estável durante os meses seguintes ao tratamento. “A criança é acompanhada e passa por consultas regulares ao longo do uso do tampão. Há também uma outra situação em que interrompemos a terapia ao perceber que não houve melhora significativa que justifique a continuidade do tratamento”, aponta a oftalmopediatra.

“Em conclusão, o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso pode ser difícil e angustiantes para as famílias. Porém, a terapia garante uma boa visão e o desenvolvimento saudável das crianças. Assim, os pais devem ser aconselhados, orientados e encorajados a perseverar no tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Tire suas dúvidas sobre o olho preguiçoso https://homolog.marcelabarreira.com.br/tire-suas-duvidas-sobre-o-olho-preguicoso/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tire-suas-duvidas-sobre-o-olho-preguicoso/#respond Thu, 13 Nov 2025 15:19:36 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4034 Hoje queremos que você tire suas dúvidas sobre o olho preguiçoso! Que tal? O olho preguiçoso, nome popular para a Ambliopia, é uma condição relativamente comum na infância, com uma prevalência de cerca de 1 a 5% das crianças. Essa condição, quando não tratada, pode causar sérios danos na visão. Por isso, é importante aumentar […]

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Hoje queremos que você tire suas dúvidas sobre o olho preguiçoso! Que tal?

O olho preguiçoso, nome popular para a Ambliopia, é uma condição relativamente comum na infância, com uma prevalência de cerca de 1 a 5% das crianças.

Essa condição, quando não tratada, pode causar sérios danos na visão. Por isso, é importante aumentar o conhecimento sobre o olho preguiçoso para que os pais procurem, o quanto antes, o oftalmologista infantil.

Desse modo, hoje vamos contar com a colaboração da Oftalmologista Infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, para tirar as suas dúvidas sobre o olho preguiçoso.

Afinal, o que é olho preguiçoso?

A ambliopia (olho preguiçoso) é uma condição oftalmológica que prejudica o desenvolvimento da visão binocular na infância.

Mas, o que é essa visão binocular?

A visão binocular é a capacidade de enxergarmos em 3D e em profundidade. Para entender na prática, basta tampar um dos olhos. Entretanto, essa capacidade se desenvolve na infância e está completamente formada aos 7 anos.

A visão binocular acontece da seguinte maneira: cada olho capta uma imagem e a envia para o cérebro. O órgão funde essas duas imagens em uma única.

Contudo, quando há condições como estrabismo, erros refrativos ou doenças como catarata e glaucoma congênitos, as imagens captadas pelos olhos são diferentes. Sendo assim, o cérebro vai dar preferência para a melhor imagem, normalmente do olho mais saudável.

A partir dessa supressão da imagem do olho afetado pelo estrabismo e demais condições que falamos acima, desenvolve-se o olho preguiçoso. O problema é que essa supressão da imagem pelo cérebro acontece na fase crucial do desenvolvimento da visão. Portanto, quando não há tratamento, a criança pode perder a capacidade binocular.

O que causa o olho preguiçoso?

Como falamos acima, há 3 principais causas do olho preguiçoso:

Estrabismo – condição que causa o desalinhamento do olho para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Vale reforçar que o estrabismo é responsável por cerca de metade dos casos de ambliopia.

Erros refrativos – Miopia, astigmatismo e hipermetropia podem levar ao olho preguiçoso, especialmente quando o grau é muito diferente de um olho para o outro, bem como quando cada olho apresenta um tipo de erro refrativo.

Catarata, glaucoma, retinopatia da prematuridade – doenças oculares congênitas podem levar à privação do estímulo visual.

 Quais problemas o olho preguiçoso pode causar se não houver tratamento?

O tratamento do olho preguiçoso é crucial. Isso porque pode levar à perda da visão binocular. Com isso, na vida adulta, podem ocorrer impedimentos para exercer certas profissões, dirigir, entre outros prejuízos.

Já na infância, a ambliopia afeta a coordenação motora, o aprendizado, os esportes e todas as atividades que demandem a visão binocular.

Como sei que minha criança tem olho preguiçoso?

A princípio, não há sintomas ou sinais aparentes que possam levar os pais a desconfiarem que a criança desenvolveu a ambliopia. Desse modo, é preciso levar a criança ao oftalmologista infantil que, por meio de exames, pode diagnosticar a condição.

Por outro lado, as condições que levam ao olho preguiçoso causam manifestações e essas sim são mais aparentes. Veja abaixo:

  • Dificuldade em pegar e arremessar objetos;

  • Falta de jeito – esbarrar em móveis, cair demais, tropeçar de forma frequente;

  • Apertar os olhos ou fechar um olho para conseguir enxergar;

  • Virar ou inclinar a cabeça na tentativa de enxergar;

  • Dificuldade em participar de esportes, andar de bicicleta, patins etc.

  • Atrasos na aprendizagem, como ler, escrever, desenhar, usar tesouras etc.

 Qual o tratamento para o olho preguiçoso?

O uso do tampão no olho saudável é o principal tratamento para o olho preguiçoso. Ao fazer essa oclusão do olho saudável, é possível estimular o olho afetado por uma das condições que citamos acima a se desenvolver.

Entretanto, para obter esse resultado é preciso entrar com o uso do tampão antes dos 5 anos. Além disso, também é preciso tratar o estrabismo, os erros refrativos e demais condições que causam a ambliopia.

Mas, vale lembrar que o tampão não trata o estrabismo!

Conclusão

O olho preguiçoso é uma condição relativamente comum na infância. A melhor forma de descobrir se a criança desenvolveu a ambliopia é levá-la para uma consulta de rotina com um oftalmologista infantil ainda no primeiro ano de vida. Naturalmente, se houver presença de sinais de problemas na visão, os pais também devem procurar o médico.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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O que é visão binocular e por que a ambliopia pode afetá-la https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-visao-binocular-e-por-que-a-ambliopia-pode-afeta-la/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-visao-binocular-e-por-que-a-ambliopia-pode-afeta-la/#respond Wed, 25 Jun 2025 16:46:30 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3531 A visão binocular é a capacidade do cérebro em fazer a fusão das imagens captadas pelos dois olhos em uma única. Trata-se de uma capacidade essencial, que se desenvolve na infância. Adicionalmente, o desenvolvimento da ambliopia pode causar prejuízos na visão binocular. Para falar um pouco mais sobre a visão binocular e a ambliopia, hoje […]

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A visão binocular é a capacidade do cérebro em fazer a fusão das imagens captadas pelos dois olhos em uma única. Trata-se de uma capacidade essencial, que se desenvolve na infância. Adicionalmente, o desenvolvimento da ambliopia pode causar prejuízos na visão binocular.

Para falar um pouco mais sobre a visão binocular e a ambliopia, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

O que é visão binocular e por que ela é importante?

Primeiramente, é importante entender que o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e se completa por volta dos 7 anos. Embora o bebê nasça com a estrutura biológica completa, ao longo da infância ocorre a maturação visual, com a aquisição de várias capacidades, como a visão binocular.

“Sendo assim, a visão depende de vários processos e estruturas do olho. A imagem que enxergamos é resultado de sinais luminosos captados pela retina e enviados para o cérebro, por meio do nervo óptico. Contudo, as informações visuais enviadas ao cérebro são ligeiramente diferentes. Em outras palavras, há pequenas diferenças entre as imagens captadas por ambos os olhos”, explica Dra. Marcela.

“Entretanto, quando o sistema visual é normal, o cérebro funde as duas imagens em uma única. Essa capacidade de fusão das imagens pelo cérebro é chamada de visão binocular, que se desenvolve, exclusivamente ao longo da infância, até por volta dos 7 ou 8 anos”, complementa a especialista.

Afinal, por que a visão binocular é importante?

“A visão binocular é crucial para o bom funcionamento do sistema visual, sendo responsável por vermos em profundidade e em 3D. Desse modo, alterações na binocularidade podem causar impactos negativos no desenvolvimento da criança. Para além disso, problemas na visão binocular podem impedir a escolha de certas profissões, como cirurgião, piloto de avião, entre outras”, comenta Dra. Marcela.

Infelizmente, a perda total da visão binocular leva à visão monocular. Em alguns casos, a visão monocular pode ser considerada uma deficiência visual.

Ambliopia é a principal ameaça à visão binocular

Na maioria dos casos, a visão binocular se desenvolve dentro do esperado. Contudo, algumas condições como o estrabismo, erros refrativos, catarata e glaucoma congênitos, por exemplo, podem levar ao desenvolvimento da ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso.

“A ambliopia ocorre quando a visão em um olho é melhor do que no outro. Com isso, o cérebro vai optar pela imagem captada pelo olho saudável, passando a suprimir a imagem captada pelo olho afetado por uma das condições que citamos acima. Dessa maneira, o olho afetado tem seu desenvolvimento comprometido, se tornando “preguiçoso”, conta Dra. Marcela.

Entretanto, o problema é quando essa supressão ocorre por muito tempo, especialmente no período crítico para o desenvolvimento visual, que é entre os 2 aos 4 anos. Nessa fase, há um risco importante de prejuízos irreversíveis na visão binocular.

Efeitos de problemas na visão binocular

Nem sempre há sinais evidentes de que há problemas na visão binocular. Por outro lado, algumas queixas e manifestações podem ser sugestivas da ambliopia, como:

  • Dor de cabeça, especialmente no final do dia;
  • Cansaço visual;
  • Dor nos olhos;
  • Visão turva.

Um outro ponto de atenção é quando a criança tem dificuldade para calcular a velocidade dos objetos e a profundidade. “Com isso, são crianças mais propensas a pequenos incidentes, podendo ser rotuladas como ‘desastradas’. Na tentativa de colocar água num copo, podem derramar o líquido, podem ter dificuldade para atravessar a rua, porque podem ter dificuldade para entender com qual velocidade o carro está se aproximando, por exemplo”, diz Dra. Marcela.

Ademais, são crianças que podem ter dificuldade em esportes com movimentos rápidos, como jogar bola, além de correrem mais risco de quedas e tropeços frequentes.

Faça o teste

Para você entender a importância da visão binocular, faça o seguinte teste em casa. Tampe um dos olhos e tente encher um copo de água ou com qualquer outro líquido.

Leve sua criança ao Oftalmologista Infantil

Como vimos ao longo da entrevista, o desenvolvimento da visão binocular ocorre na infância, até por volta dos 7 anos. Porém, condições como o estrabismo, por exemplo, podem afetar a binocularidade. Portanto, para prevenir problemas na visão binocular, é crucial levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta de rotina com o oftalmologista infantil.

“Depois da primeira consulta, é importante realizar um acompanhamento oftalmológico regular, especialmente na fase crítica de desenvolvimento da visão (entre os 2 e 4 anos). Finalmente, assim que a criança entrar na idade pré-escolar, as consultas também são fundamentais, já que a visão é crucial no processo de aprendizagem”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Novos tratamentos para a ambliopia – Confira quais são https://homolog.marcelabarreira.com.br/novos-tratamentos-para-a-ambliopia-confira-quais-sao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/novos-tratamentos-para-a-ambliopia-confira-quais-sao/#respond Thu, 19 Jun 2025 12:36:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3517 Os novos tratamentos para a ambliopia devem chegar ao Brasil em breve. Alguns já estão disponíveis em países como os Estados Unidos. Outros ainda estão em fase de desenvolvimento. De qualquer maneira, o mais importante é que existe uma perspectiva positiva para a chegada de novos tratamentos para a ambliopia, que possam ser efetivos e […]

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Os novos tratamentos para a ambliopia devem chegar ao Brasil em breve. Alguns já estão disponíveis em países como os Estados Unidos. Outros ainda estão em fase de desenvolvimento. De qualquer maneira, o mais importante é que existe uma perspectiva positiva para a chegada de novos tratamentos para a ambliopia, que possam ser efetivos e mais bem aceitos pelas crianças.

 

Para falar um pouco mais sobre os novos tratamentos para a ambliopia, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

 

Ambliopia atinge de 2 a 5% das crianças

 

A ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é uma condição que se desenvolve exclusivamente na infância. Em cerca de 50% dos casos, a ambliopia tem ligação com o estrabismo, desvio do eixo ocular. Adicionalmente, erros refrativos e doenças oculares, como catarata e glaucoma congênitos, também podem levar ao desenvolvimento do olho preguiçoso.

 

“A ambliopia ocorre quando um dos olhos não se desenvolve adequadamente, devido à presença de alguma outra condição. No estrabismo, por exemplo, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho com o desvio, passando a favorecer a imagem captada pelo olho saudável. Com isso, o desenvolvimento do olho com o estrabismo fica prejudicado”, explica Dra. Marcela.

 

A falta de tratamento da ambliopia pode comprometer o desenvolvimento da visão binocular. Em outras palavras, a criança pode não desenvolver a capacidade de enxergar em 3D e em profundidade. Como resultado, podem surgir dificuldades ao longo do desenvolvimento, principalmente nos estudos. Ademais, na vida adulta podem ocorrer impedimentos para exercer certas profissões, como, por exemplo, a de piloto de avião.

Vale lembrar que a ambliopia também pode ocorrer quando há uma diferença muito grande de grau de um olho para o outro, ou ainda quando a criança apresenta uma doença que priva o olho do estímulo visual. Entre essas doenças estão a catarata e glaucoma congênitos e a ptose palpebral.

 

Tampão é o único tratamento disponível no Brasil

 

Primeiramente, é importante reforçar que no Brasil o único tratamento disponível para a ambliopia é o uso do tampão. “A terapia de oclusão ocular consiste no uso de um tampão no olho saudável, para estimular o desenvolvimento do olho “preguiçoso”. Acima de tudo, é crucial esclarecer que o tampão não trata o estrabismo, nem as demais condições, como erros refrativos, catarata, glaucoma e ptose”, reforça Dra. Marcela.

 

Em outras palavras, essas condições precisam de tratamento específico. O estrabismo, por exemplo, necessita da correção cirúrgica. Para corrigir os erros refrativos, a criança deve usar óculos. Já nas demais condições, como catarata e glaucoma congênitos, são necessários outros tratamentos. Portanto, o tampão é voltado, exclusivamente, para incentivar o desenvolvimento da visão no olho comprometido por outras condições oftalmológicas.

 

Novos tratamentos para a ambliopia – O que há de novo em desenvolvimento

 

Dito isso, vamos falar sobre os novos tratamentos para a ambliopia. Uma das abordagens terapêuticas, ainda em fase de estudos pré-clínicos, é a tetrodotoxina (TTX).

 

“Trata-se de uma neurotoxina cuja ação terapêutica é o bloqueio temporário da função do olho saudável. Dessa maneira, seu uso pode forçar o cérebro a usar o olho amblíope, criando novas conexões com o cérebro. A forma de aplicação é por meio de uma injeção, aplicada diretamente na retina saudável”, comenta Dra. Marcela.

 

Embora em fases iniciais, o uso da substância levou à recuperação completa da resposta visual em todos os modelos animais. Além disso, o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato da boa resposta, mesmo após a fase crítica do desenvolvimento da visão.

 

Outra pesquisa em andamento, ainda em fases iniciais, consiste em um medicamento de pequena molécula, chamado de Neu-001. O foco desse neuropeptídeo é alterar o mecanismo neuronal envolvido na ambliopia. Leia mais aqui.

 

Treinamento dicóptico usa videogame para tratar ambliopia

 

Uma novidade, que já está disponível em alguns países, é o treinamento dicóptico. De uma maneira mais didática, é uma espécie de videogame em que a criança joga como os dois olhos abertos, enquanto usa óculos especiais, semelhantes aos usados para apreciar um eclipse solar.

 

Sendo assim, esses óculos possuem uma lente azul e a outra vermelha. Durante o uso, a criança assiste a um conteúdo específico, fornecido pela empresa detentora da tecnologia, que funciona como uma espécie de “videogame”.

 

Ao longo do treinamento, o oftalmologista consegue monitorar, remotamente, a posição do eixo visual da criança em tempo real. O aplicativo desfoca o centro da visão do olho dominante, enquanto fornece ao olho preguiçoso uma imagem normal e nítida.

 

“Dessa maneira, ocorre um estímulo visual que obriga o olho amblíope a processar as imagens. Portanto, o treinamento resulta na necessidade de os dois olhos trabalharem juntos, algo fundamental para assegurar o desenvolvimento da visão binocular”, reforça a oftalmologista infantil.

 

Outro tratamento já disponível nos Estados Unidos é o uso de realidade virtual (RV). Por meio de um óculos RV, a criança assiste aos programas favoritos, incentivando os dois olhos a trabalharem juntos.

 

Novos tratamentos para ambliopia focam na neuroplasticidade

 

Enfim, há muitos estudos em andamento para desenvolver novos tratamentos para a ambliopia. Contudo, a maioria deles tem como foco usar a capacidade de o cérebro gerar novas conexões neurais, ou seja, a neuroplasticidade. Ademais, o uso da tecnologia, incluindo a Inteligência Artificial, devem ser os principais tratamentos para a ambliopia nos próximos anos.

 

“Dessa maneira, os resultados que temos acesso mostram que essas terapias funcionam, mesmo depois da fase crítica do desenvolvimento visual. Portanto, até mesmo adultos podem se beneficiar das novas terapias”, comenta Dra. Marcela.

 

Diagnóstico e tratamento precoces são a chave para bons resultados  

 

A ambliopia é uma das principais causas de baixa visão em crianças. Portanto, é crucial realizar o diagnóstico o quanto antes, para que o tratamento possa assegurar o desenvolvimento da visão binocular.

 

“Todas as causas da ambliopia são detectáveis e tratáveis, mas para isso é preciso conscientizar os pais a respeito da importância das consultas oftalmológicas de rotina, desde os primeiros meses de vida. O diagnóstico e o tratamento precoces da ambliopia ainda são a chave para garantir um bom desenvolvimento da visão”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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A ambliopia, popularmente conhecida pelo termo “olho preguiçoso”, é uma condição oftalmológica que afeta a visão binocular. Ou seja, a ambliopia prejudica a acuidade visual em um ou em ambos os olhos.

Trata-se de uma patologia que pode causar prejuízos permanentes na visão. Dessa forma, é crucial que os pais entendam o que é ambliopia, quais os sinais, sintomas e como funciona o tratamento.

Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, que também é especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Ambliopia se desenvolve na infância

“Primeiramente, é importante esclarecer que a ambliopia se desenvolve na infância. A condição acontece quando um dos olhos não se desenvolve adequadamente, fazendo com que o cérebro favoreça a visão do outro olho. Adicionalmente, precisamos reforçar que o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e se completa por volta dos 7 anos de idade”, comenta a oftalmologista.

“A ambliopia costuma se instalar devido à presença de algumas condições, como o estrabismo, erros refrativos e doenças oculares genéticas, como a catarata e o glaucoma. Todas essas condições têm a capacidade de afetar o desenvolvimento da visão, resultando na ambliopia”, adiciona Dra. Marcela.

A ambliopia pode afetar de 1 a 5% das crianças em todo o mundo. Porém, a prevalência pode variar de região para região, conforme um estudo publicado no Frontiers in Pediatrics.

Estrabismo é responsável por metade dos casos de olho preguiçoso

Como dissemos acima, a ambliopia ocorre devido a alguma outra condição oftalmológica. Em cerca de metade dos casos, a origem do olho preguiçoso é a presença do estrabismo.

“Trata-se de uma condição que também surge na infância e se caracteriza pelo desvio do eixo ocular. Sendo assim, esse desalinhamento do eixo visual leva duas imagens diferentes para o cérebro. Com isso, o órgão escolhe a melhor imagem, ou seja, a imagem captada pelo olho sem o desvio. A partir de então, há um comprometimento do olho com o desvio, que não se desenvolve como deveria”, explica a oftalmologista infantil.

Erros refrativos também causam a ambliopia

Outra causa frequente da ambliopia são os erros refrativos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Normalmente, o olho preguiçoso se instala em crianças que apresentam uma variação muito grande de grau de um olho para o outro. Entretanto, também pode ocorrer quando cada olho tem um tipo diferente de erro refrativo.

Por fim, existe a ambliopia por privação de estímulo. Nesses casos, a condição tem associação com condições que levam à opacidade ocular. Em outras palavras, afeta crianças que nascem ou desenvolvem doenças como catarata, glaucoma, cicatrizes na córnea e ptose palpebral severa.

“A razão é que todas essas condições impedem a entrada de luz de forma adequada, interferindo no desenvolvimento da visão. Definitivamente, esse é o tipo mais grave de ambliopia e exige tratamento mais precoce do que as outras formas de ambliopia”, alerta Dra. Marcela.

Ambliopia pode levar à perda da visão binocular

Antes de conhecer os sinais e o tratamento da ambliopia, é importante entender o que é a visão binocular. O processo visual depende de várias estruturas e processos. Um deles é a captação da imagem pelos olhos.

“Cada olho capta uma imagem e a envia para o cérebro. Então, o órgão as funde em uma única imagem. Portanto, podemos dizer que a visão binocular é a capacidade do cérebro de fundir as duas imagens em uma única. Dessa forma, a visão binocular nos permite enxergar um campo visual maior, além de ser responsável pela noção de profundidade e pela capacidade de enxergar em 3D”, conta Dra. Marcela.

Agora, vamos imaginar uma criança com estrabismo. Nesse caso, o cérebro vai receber duas imagens diferentes: uma do olho normal e a outra do olho com o desvio.

“Como existe um conflito nas imagens, o cérebro dará prioridade à melhor imagem, ou seja, do olho normal. Portanto, o cérebro vai suprimir o trabalho do olho com o desvio, deixando-o “preguiçoso”. Dessa forma, esse olho perde a possibilidade de se desenvolver e isso pode acarretar prejuízos irreversíveis na visão”, reforça a especialista.

“Acima de tudo, o principal problema é que quando essa supressão das imagens pelo cérebro ocorre por tempo prolongado, durante o período considerado crítico para o desenvolvimento visual, que é por volta dos 2 anos de idade, e que se completa por volta dos 7, há a possibilidade de ocorrer supressão irreversível. Ou seja, a criança perderá a visão binocular”, diz Dra. Marcela.

Problemas na visão binocular podem prejudicar vida profissional e acadêmica

A ambliopia pode causar prejuízos na vida escolar da criança, bem como afetar o desenvolvimento de habilidades motoras, por exemplo. Contudo, na vida adulta pode também impedir o exercício de certas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, entre outras.

Como saber se a criança tem ambliopia?

Infelizmente, não há manifestações evidentes de que a criança é amblíope. Portanto, dificilmente os pais conseguem perceber a presença da condição. Em contrapartida, as crianças com estrabismo e aquelas com erros refrativos podem desenvolver o olho preguiçoso.

Portanto, é crucial realizar um acompanhamento regular com o oftalmologista, para identificar e tratar as condições, que aumentam o risco de desenvolver a ambliopia.

De qualquer maneira, existem alguns sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Veja abaixo quais são.

Por outro lado, os pais podem prestar atenção em indícios podem estar associados à ambliopia como:

  • Dificuldade em pegar e arremessar objetos
  • Falta de jeito – esbarrar em móveis, cair demais, tropeçar de forma frequente
  • Apertar os olhos ou fechar um olho para conseguir enxergar
  • Virar ou inclinar a cabeça na tentativa de enxergar
  • Dificuldade em participar de esportes, andar de bicicleta, patins etc.

 Como é o tratamento da ambliopia?

O tratamento padrão para a ambliopia é a oclusão ocular. Ou seja, o uso de um tampão no olho bom, para que estimular o desenvolvimento do olho “preguiçoso”.

O tratamento costuma ter resultados mais eficazes quando o tampão é usado antes dos 5 anos de idade. Ademais, quando a criança possui algum erro refrativo, também precisará usar óculos. Por fim, todas as outras condições que podem levar à ambliopia precisam de tratamento.

Em conclusão, o ideal é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta de rotina com o oftalmologista infantil.

“A partir disso, é possível detectar condições que podem levar à ambliopia, bem como outros problemas que podem afetar o desenvolvimento visual. O mais importante é os pais estarem cientes de que o tratamento precisa acontecer dentro da janela de oportunidade, ou seja, antes dos 7 anos de idade”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Causas do Olho Preguiçoso e Uso do Tampão https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-do-olho-preguicoso-e-uso-do-tampao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-do-olho-preguicoso-e-uso-do-tampao/#respond Wed, 04 Sep 2024 18:52:55 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2737 As causas do olho preguiçoso, nome popular para a ambliopia, são o estrabismo, erros refrativos e doenças como catarata e glaucoma congênitos. O tratamento padrão para o olho preguiçoso é a terapia de oclusão ocular, mais conhecida como tampão. Em primeiro lugar, é importante entender o que é a ambliopia, quais são os sinais e […]

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As causas do olho preguiçoso, nome popular para a ambliopia, são o estrabismo, erros refrativos e doenças como catarata e glaucoma congênitos. O tratamento padrão para o olho preguiçoso é a terapia de oclusão ocular, mais conhecida como tampão.

Em primeiro lugar, é importante entender o que é a ambliopia, quais são os sinais e conhecer a fundo as diferentes causas do olho preguiçoso.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a ambliopia é uma condição que se caracteriza pela diminuição da visão em um ou nos dois olhos. “O olho preguiçoso se desenvolve quando há falta de estimulação adequada durante o desenvolvimento da visão, que ocorre fora do útero e se completa por volta dos 7 anos de idade”.

A prevalência global do olho preguiçoso em crianças é de 1 a 5%, mas pode variar de acordo com a região e o tipo de levantamento de dados. Outro dado interessante é que cerca de metade dos casos de ambliopia é resultado do estrabismo.

Por que o olho fica “preguiçoso”?

Primeiramente, é muito importante dizer que a ambliopia se desenvolve na infância. Além disso, em cerca de metade dos casos é resultado do estrabismo não tratado. Para compreender melhor a ambliopia, precisamos conhecer o conceito da visão binocular.

“A visão binocular é a capacidade do cérebro de fundir (juntar) as imagens captadas por cada um dos olhos em uma única. Graças a essa capacidade, podemos enxergar um campo visual maior, além de ser essencial para termos a noção de profundidade das imagens. Por fim, é a visão binocular que nos permite enxergar imagens em 3D”, explica Dra. Marcela.

“Entretanto, quando a criança possui estrabismo, erros refrativos não tratados ou doenças oculares, como catarata e glaucoma congênitos, há um conflito nas imagens captadas. Ou seja, o cérebro recebe duas imagens e opta por suprimir àquela captada pelo olho afetado por alguma condição, como o estrabismo, por exemplo”, adiciona a especialista.

“O problema reside na supressão da imagem do olho com algumas dessas condições, durante muito tempo, especialmente entre os 2 e 4 anos, período crucial para o desenvolvimento da visão. Quando isso ocorre, a criança desenvolve a ambliopia. “O cérebro dá preferência para o olho saudável e o outro olho perde a oportunidade de se desenvolver, por isso é chamado de “olho preguiçoso”, conta Dra. Marcela.

Causas da ambliopia

Agora que você conheceu melhor a visão binocular e o conceito da ambliopia, vamos falar um pouco mais sobre as causas do olho preguiçoso.

Ambliopia estrábica

Entre as causas do olho preguiçoso, a mais comum é o estrabismo. Quando a criança olha uma imagem, um dos olhos se desvia. Portanto, chegam duas imagens no cérebro, que escolhe a do olho saudável. O desalinhamento do eixo ocular pode ocorrer em várias direções: para dentro (estrabismo convergente); para fora (estrabismo divergente) e na vertical (normalmente associado a estrabismos paralíticos).

Embora qualquer tipo de estrabismo possa levar à ambliopia, o estrabismo convergente, congênito ou adquirido, é a mais prejudicial para o desenvolvimento da visão. Vale ressaltar que o estrabismo é responsável por cerca da metade dos casos de olho preguiçoso.

Ambliopia refrativa

O olho preguiçoso também pode se desenvolver quando a criança apresenta miopia, astigmatismo e hipermetropia, os chamados erros refrativos. “Normalmente, a ambliopia refrativa ocorre quando há uma diferença muito grande de grau entre um olho e outro, ou ainda quando a criança apresenta erros refrativos diferentes nos olhos. A essa condição chamamos de anisometropia”, comenta Dra. Marcela.

Olho preguiçoso devido à privação de estímulo

A ambliopia por privação de estímulo é a menos comum, mas é mais preocupante. Entre as principais causas do olho preguiçoso por privação de estímulo estão doenças como catarata e glaucoma congênitos, bem como cicatrizes na córnea e queda da pálpebra (ptose).

“Todas essas doenças interferem na entrada da luz no olho, o que afeta diretamente o desenvolvimento da visão. Normalmente, essas condições estão presentes desde o nascimento e acabam impactando bastante no desenvolvimento visual. Dessa forma, a ambliopia por privação de estímulo é a forma mais grave da condição e necessita de intervenção precoce”, aponta a oftalmologista.

Uso do tampão no tratamento do olho preguiçoso

Atualmente, o tratamento do olho preguiçoso no Brasil consiste na terapia de oclusão ocular, popularmente chamada de “tampão”. O objetivo é tampar o olho saudável, para estimular o desenvolvimento da visão no olho atingido por uma das causas do olho preguiçoso.

Acima de tudo, devemos entender que o tampão trata apenas a ambliopia. Ou seja, as causas do olho preguiçoso precisam ser tratadas para que a oclusão ocular atinja os resultados esperados.

“Muitas pessoas pensam que o tampão trata o estrabismo, por exemplo. Mas isso não é verdade. A correção do desvio ocular é realizada por meio de cirurgia, exceto no estrabismo acomodativo, que ocorre devido à presença da hipermetropia. Nesses casos, o uso de óculos é suficiente para alinhar os olhos”, elucida Dra. Marcela.

Na ambliopia refrativa, além do uso do tampão, é preciso prescrever as lentes para corrigir o grau. Finalmente, as causas do olho preguiçoso relacionadas à privação de estímulo também necessitam de atenção e tratamento.

“Outro aspecto importante sobre o uso do tampão é em relação ao início do tratamento, que deve ocorrer, preferencialmente, antes dos 5 anos de idade, para aproveitar a janela de oportunidade. Entre os 2 e 4 anos, o cérebro da criança apresenta uma maior neuroplasticidade, capacidade de gerar novas conexões neurais. Dessa forma, é o melhor momento para tratar a ambliopia e assegurar o pleno desenvolvimento da visão” finaliza Dra. Marcela.

Conclusão

Como vimos, há diferentes causas do olho preguiçoso, sendo algumas relativamente comuns em crianças. Desse modo, é fundamental levar o bebê ao oftalmopediatra em seus primeiros meses de vida. Nessa consulta, é possível detectar o estrabismo, erros refrativos e outras condições que podem afetar o desenvolvimento visual.

Onde tratar o olho preguiçoso em São Paulo

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo e trata o olho preguiçoso em São Paulo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

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Tratamento precoce do olho preguiçoso – Entenda a importância https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-precoce-do-olho-preguicoso/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-precoce-do-olho-preguicoso/#respond Thu, 11 Jul 2024 18:59:23 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2707 O tratamento precoce do olho preguiçoso com o tampão (terapia de oclusão ocular) ainda é a principal abordagem terapêutica para essa condição. Para além disto, um estudo recente, publicado no The Lancet, apontou que o uso do tampão durante 5 semanas melhorou a acuidade visual em 74% das crianças que participaram da pesquisa. Contudo, ficou […]

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O tratamento precoce do olho preguiçoso com o tampão (terapia de oclusão ocular) ainda é a principal abordagem terapêutica para essa condição. Para além disto, um estudo recente, publicado no The Lancet, apontou que o uso do tampão durante 5 semanas melhorou a acuidade visual em 74% das crianças que participaram da pesquisa.

Contudo, ficou claro que a eficácia depende fortemente da idade, ou seja, o tratamento precoce do olho preguiçoso é crucial para obter os resultados esperados.

O olho preguiçoso, chamado de ambliopia, afeta de 3 a 5% das crianças. A condição reduz a melhor acuidade visual corrigida, em um ou em ambos os olhos. É uma patologia que se desenvolve na infância e, quando não tratada, pode trazer consequências negativas para o resto da vida.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a ambliopia está associada à dificuldade do cérebro em fundir as imagens captadas pelos olhos, na presença de certas condições oftalmológicas. O olho preguiçoso pode ocorrer em crianças com estrabismo, erros refrativos ou ainda com doenças oculares congênitas, como glaucoma e catarata.

“Estas condições fazem com que os olhos captem imagens diferentes. O cérebro escolhe a imagem captada pelo olho saudável e passa a suprimir a imagem captada pelo olho com as alterações. No estrabismo, por exemplo, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho desalinhado. O problema é que essa supressão, por tempo prolongado, principalmente no período considerado crítico para o desenvolvimento visual – entre os 2 aos 7 anos de idade, pode ser irreversível”, alerta Dra. Marcela.

Tratamento precoce do olho preguiçoso é crucial para o desenvolvimento da criança

O olho afetado por uma das causas da ambliopia não terá a mesma chance de se desenvolver e, como resultado, a criança não desenvolve a visão binocular. A perda dessa capacidade visual pode trazer diversos impactos negativos ao longo da vida.

Alguns estudos apontam que crianças que não tiveram um tratamento precoce do olho preguiçoso podem sofrer consequências no desenvolvimento neuropsicomotor. Isto pode se refletir em dificuldades no processo de aprendizagem, na prática de esportes, bem como pode acarretar restrições profissionais na vida adulta.

Tratamento precoce do olho preguiçoso depende do diagnóstico

“Um dos principais entraves para o tratamento precoce do olho preguiçoso é o diagnóstico em idade favorável para o tratamento, ou seja, por volta dos dois anos. Em geral, os pais não têm o costume de levar as crianças para consultas oftalmológicas de rotina. Temos algumas razões para isto, como falta de acesso a oftalmologistas e a falta de conhecimento sobre a importância da saúde visual para o desenvolvimento infantil”, comenta Dra. Marcela.

Outro problema é que, dificilmente, uma criança vai se queixar sobre problemas para enxergar. Para além disto, temos que levar em consideração que a ambliopia surge em idades em que a criança ainda não fala.

Portanto, a única maneira de realizar o tratamento precoce do olho preguiçoso é levar o bebê ao oftalmopediatra em seu primeiro ano de vida. Após a primeira consulta, é recomendado consultas anuais para avaliar o desenvolvimento visual.

Tratamento precoce do olho preguiçoso com tampão – O que você precisa saber

“O tratamento com o tampão apresenta ótimos resultados na melhora da visão das crianças com ambliopia. Vale reforçar que o tampão trata o olho preguiçoso, ou seja, quando a criança tem estrabismo é preciso também corrigir o desvio por meio de uma cirurgia. Quando a ambliopia é causada por erros refrativos, é preciso também os corrigir. Já a ambliopia por privação de estímulo depende do tratamento das causas”, reforça Dra. Marcela.

“Em relação ao uso do tampão, há certos desafios. Muitas crianças relutam em seguir o tratamento e pode ser bastante desafiador para os pais. Contudo, é a abordagem que temos disponível no Brasil e, conforme diversos estudos, pode trazer bons resultados quando indicado e feito de forma precoce”, finaliza a oftalmopediatra.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Tratamento da ambliopia ganha novas abordagens

No último congresso da AAPOS (American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus), que ocorreu no último mês de abril, nos Estados Unidos, foram apresentadas algumas novidades no tratamento da ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”. Os novos tratamentos ainda estão em fase de estudos, mas trazem uma perspectiva importante para os oftalmologistas infantis.

A primeira abordagem, ainda em fase de estudos pré-clínicos, é o uso da tetrodotoxina (TTX). A substância é injetada diretamente na retina do olho saudável, com o objetivo de suspender, temporariamente, sua função. Com isso, obriga o olho amblíope a desenvolver novas conexões com o cérebro.

Os resultados dos estudos pré-clínicos surpreenderam os pesquisadores. Isto porque houve a recuperação completa da resposta visual em todos os modelos animais, bem como a resposta ocorreu mesmo naqueles fora da fase crítica do desenvolvimento da visão.

Tratamento da ambliopia comTreinamento dicóptico deve chegar ao Brasil nos próximos anos

A outra novidade é o treinamento dicóptico, que está numa fase mais avançada de desenvolvimento. Inclusive, já está disponível em alguns países e deve chegar ao Brasil nos próximos anos.

O treinamento dicóptico é baseado no uso de óculos especiais, semelhantes aos usados para contemplar o eclipse solar. Os óculos possuem uma lente azul e a outra vermelha. A criança usa estes óculos enquanto assiste a um conteúdo específico, fornecido pela empresa detentora da tecnologia. Enquanto isso, o oftalmologista consegue monitorar, remotamente, a posição do eixo visual da criança em tempo real.

O aplicativo desfoca o centro da visão do olho dominante, enquanto fornece ao olho preguiçoso uma imagem normal e nítida. A partir disto, ocorre o estímulo visual que obriga o olho amblíope a processar as imagens. Na medida em que os olhos trabalham juntos, a criança desenvolve a visão binocular, o que também melhora a acuidade visual.

O treinamento dicóptico é visto como uma abordagem promissora para a ambliopia, tanto em crianças como em adultos.

Uma nova era no tratamento da ambliopia

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, as terapias binoculares são baseadas no aproveitamento da neuroplasticidade, ou seja, na capacidade de criar novas conexões neurais entre os olhos e o cérebro.

“Os estudos apresentados no congresso são animadores, pois mesmo crianças que já passaram da fase crítica do desenvolvimento visual, mostraram melhoras na visão binocular. O mesmo ocorre em adultos amblíopes”.

“Hoje, o tratamento padrão para o olho preguiçoso é o tampão. Contudo, existe um limite de idade para alcançar os resultados esperados. Para além disto, a adesão ao uso do tampão por crianças é uma barreira importante. Portanto, é bastante animador saber que teremos, em breve, novas abordagens para tratar a ambliopia, tanto em adultos, como em crianças”, comenta Dra. Marcela.

Diagnóstico precoce é a chave para bons resultados  

Independentemente dos novos tratamentos, a ambliopia é uma das principais causas de baixa visão em crianças, afetando de 2 a 4% da população infantil. O olho preguiçoso pode se desenvolver em crianças com estrabismo, erros refrativos e doenças oculares, como catarata e glaucoma congênitos.

“Todas as causas da ambliopia são detectáveis e tratáveis, mas para isso é preciso conscientizar os pais a respeito da importância das consultas oftalmológicas de rotina, desde os primeiros meses de vida. O diagnóstico e o tratamento precoce da ambliopia ainda são a chave para garantir um bom desenvolvimento da visão”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

 

 

 

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