Arquivos Desenvolvimento Visual - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/desenvolvimento-visual/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:01:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos Desenvolvimento Visual - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/desenvolvimento-visual/ 32 32 Meu filho não quer usar os óculos? O que eu faço? https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:33:10 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4365 Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente. Segundo a oftalmologista […]

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Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, a verdade é que realmente essas situações são bastante comuns. “De modo geral, as crianças costumam ser boas usuárias de óculos e, na maioria das vezes, aceitam bem a correção visual. No entanto, dependendo da idade da criança e principalmente do tipo de grau, podem existir fases de maior aceitação e fases de rejeição ao uso dos óculos”.

Quando a rejeição é mais comum?

Essa dificuldade acontece com muito mais frequência em crianças com hipermetropia e/ou astigmatismo do que em crianças míopes. “A miopia reduz bastante a visão, principalmente para longe. A criança enxerga tudo muito embaçado sem os óculos e percebe uma melhora clara e imediata quando começa a usá-los”, comenta Dra. Marcela.

“Por isso, em geral, a qualidade da visão melhora muito com os óculos e, com isso, a criança sente o benefício e a aceitação é bem melhor. A exceção são as crianças muito pequenas, cujo mundo ainda é predominantemente de perto. Nesses casos, a diferença com o óculos pode não ser tão perceptível no início”, aponta a especialista.

Crianças com hipermetropia são mais resistentes para usar os óculos

Já na hipermetropia, a situação é diferente. Esse é um tipo de grau em que a criança consegue compensar muito bem a visão. Mesmo sem óculos, ela consegue realizar suas atividades do dia a dia, brincar, desenhar e ir à escola — mas às custas de muito esforço visual.

“Os óculos para a hipermetropia são cruciais para melhorar a visão, reduzir o esforço visual e proporcionar conforto para a criança. Para além disso, os óculos também protegem o desenvolvimento da visão”, alerta Dra. Marcela.

Contudo, o problema é que, dependendo da idade, a criança não percebe esse ganho. Ela sente que “dá conta” sem os óculos e, por isso, acaba tirando, evitando usar na escola ou rejeitando em algumas situações.

E o astigmatismo? Dá para não usar os óculos?

No astigmatismo, a imagem é naturalmente distorcida. A criança muitas vezes se acostuma a enxergar assim e não tem referência do que é uma visão realmente nítida. Isso também pode levar à resistência inicial ao uso dos óculos.

Fases de aceitação e rejeição são normais ao usar os óculos

Acima de tudo, é importante reforçar que essas oscilações fazem parte do processo. A criança pode passar por fases em que aceita bem os óculos, fases em que rejeita, além de momentos de maior adaptação e outros de resistência. Isso não significa que o tratamento não está funcionando.

“Por outro lado, é crucial realizar um acompanhamento com um oftalmologista infantil, pois há casos em que o grau pode aumentar ou diminuir e esse pode ser um dos motivos pelos quais a criança pode não querer usar os óculos”, reforça Dra. Marcela.

A importância do trabalho em conjunto 

De qualquer maneira, é importante falar sobre os óculos na infância. Os erros refrativos – miopia, astigmatismo e hipermetropia – são muito comuns. Felizmente, o uso dos óculos corrige a visão e isso protege o desenvolvimento visual, que só se completa por volta dos 7 anos. Inclusive, a falta da correção impacta diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na vida escolar”, ressalta Dra. Marcela.

“Por isso, o ideal é os pais reagirem naturalmente ao diagnósticos e trabalharem em parceria com o oftalmologista para convencer a criança a usar os óculos”, finaliza a médica.

Dicas para convencer a criança a usar os óculos

  • Procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório, reforçando para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens;
  • Leve a criança para participar da escolha da armação, principalmente os maiores;
  • Faça uma lista dos familiares mais próximos que também usam óculos;
  • Peça a ótica que coloque prendedores nos óculos para facilitar a prática de esportes;
  • Para os menores, o ideal é escolher modelos de silicone, pois são mais resistentes a quedas e ao manuseio;
  • Caso seja possível, opte pelas lentes antirreflexo.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Uso de telas nas férias pode prejudicar a visão das crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/#respond Thu, 08 Jan 2026 12:30:36 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4229 O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo. Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis […]

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O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo.

Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis e não prejudicavam a saúde. Nos grandes centros urbanos é cada vez mais difícil ver crianças brincando na rua, devido à violência e a falta de espaços para essas atividades. Adicionalmente, nem todas as famílias podem proporcionar viagens e outras atividades, já que muitos pais não tiram férias ou voltam a trabalhar logo após o recesso de final de ano.

“Sendo assim, diante desse contexto social, as telas preenchem essas lacunas e acabam sendo, em muitos casos, a única opção da criança ou adolescente para passar o tempo nas férias. Contudo, é muito importante que os pais fiquem atentos aos efeitos negativos dos dispositivos eletrônicos na saúde visual das crianças”, comenta Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, especialista em estrabismo e neuroftalmologista.

Efeitos do excesso de telas – Quais são eles

“Primeiramente, vamos falar do cansaço visual, chamado de fadiga ocular. Essa condição acontece quando os olhos permanecem longos períodos em atividades de perto, como no uso das telas. Em crianças, isso pode ser ainda mais prejudicial, já que a visão ainda está em desenvolvimento”, aponta a oftalmopediatra.

Para além do tempo gasto em celulares e tablets, a fadiga ocular pode ocorrer devido a menor frequência de piscadas durante o uso das telas, falta de iluminação no ambiente e uso sem fazer pausas.

Sintomas da fadiga ocular em crianças:

  • Olhos vermelhos;
  • Lacrimejamento;
  • Coceira ocular;
  • Dor de cabeça, especialmente no final do dia;
  • Sensibilidade à luz;
  • Irritabilidade e dificuldade de concentração.

Qual é o tempo de tela recomendado para crianças e adolescentes?

Acima de tudo, os pais devem restringir o tempo de tela, bem como respeitar as recomendações dos especialistas.

De forma geral, as orientações mais aceitas são:

  • Até 2 anos: Até os dois anos, a criança não deve usar telas;
  • De 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia;
  • Crianças maiores e adolescentes: idealmente até 2 horas de telas recreativas por dia

Quando esse tempo é excedido — algo comum nas férias —, o risco de cansaço visual aumenta significativamente.

Ensine a criança a fazer pausas durante o uso das telas

Inicialmente, além de respeitar o tempo de tela de acordo com a idade, os pais podem aplicar a regra 20-20-20. Isso pode reduzir muito os sintomas da fadiga ocular.

Como funciona?

A cada 20 minutos de tela, a criança deve:

  • Olhar para algo a pelo menos 6 metros de distância;
  • Permanecer assim por 20 segundos;

A regra 20-20-20 pode ser mais lúdica para as crianças. Veja um exemplo:

  • Peça para a criança olhar pela janela, observar uma árvore, um avião passando céu etc.;
  • Incentive a criança a ir até a cozinha beber água ou até mesmo se alongar.

Telas em excesso podem aumentar o grau da miopia?

“Sim, infelizmente um dos principais fatores de risco do aumento de grau da miopia é justamente o uso constante e prolongado das telas. Portanto, pais de crianças e adolescentes míopes precisam redobrar os cuidados com as telas nas férias” alerta Dra. Marcela.

Como proteger a visão das crianças durante as férias?

Algumas medidas simples fazem grande diferença. Mesmo em casa, os pais podem incentivar as crianças a fazerem outras atividades, para reduzir o tempo na tela. Veja algumas dicas:

  • Montar quebra-cabeças;
  • Ajudar nas tarefas de casa (varrer, regar as plantas, ajudar no preparo de alimentos etc.)
  • Pintar ou fazer artesanatos;
  • Definir um tempo de tela, inclusive já existem aplicativos para essa finalidade;
  • Priorizar a TV, já que a visão de perto é menos requisitada;
  • Lembre-se de manter o ambiente mais iluminado, já que no escuro o cansaço visual pode piorar;
  • Quando possível, incentive a criança a fazer atividades ao ar livre como passear com o cachorro, acompanhar os pais ao mercado, padaria, farmácia etc.

Quando procurar um oftalmopediatra?

As férias devem ser um período de descanso e diversão, mas sem descuidar da visão. Com limites adequados, pausas visuais e mais tempo ao ar livre, é possível aproveitar as telas sem prejudicar a saúde ocular infantil.

“Caso a criança ou adolescente apresente queixas persistentes, como vermelhidão nos olhos, coceira, ardência, dor, entre outros sintomas, procure um Oftalmologista infantil”, finaliza Dra. Marcela.

Quer saber como identificar sinais de miopia em crianças? Leia mais aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Lentes de contato na adolescência – Cuidados e Dicas https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-na-adolescencia-cuidados-e-dicas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-na-adolescencia-cuidados-e-dicas/#respond Thu, 04 Sep 2025 16:48:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3765 As lentes de contato na adolescência podem ser uma ótima opção para a prática de esportes e maior liberdade em inúmeras atividades do dia a dia. Por outro lado, o uso das lentes na adolescência exige uma série de cuidados. Hoje, vamos falar mais sobre o assunto em homenagem ao movimento Setembro Safira. A campanha […]

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As lentes de contato na adolescência podem ser uma ótima opção para a prática de esportes e maior liberdade em inúmeras atividades do dia a dia. Por outro lado, o uso das lentes na adolescência exige uma série de cuidados.

Hoje, vamos falar mais sobre o assunto em homenagem ao movimento Setembro Safira. A campanha foi criada para aumentar a conscientização sobre o uso responsável das lentes de contato.

Para isso, vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Erros refrativos não corrigidos são a principal causa de problemas visuais na infância

Primeiramente, vamos falar um pouco mais sobre os erros refrativos, já que as lentes de contato servem para corrigi-los. Acima de tudo, os erros refrativos como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo são as principais causas de deficiência visual em crianças. Sendo assim, os problemas na visão impactam, de forma significativa, no desenvolvimento global dos pequenos.

Segundo um estudo de 2024, a prevalência dos erros refrativos varia entre diferentes populações, influenciada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Mas, a pesquisa apontou uma estimativa de prevalência na população infantojuvenil brasileira de 22% para miopia, 18% para hipermetropia e 16% para astigmatismo.

“Apesar dos erros refrativos serem relativamente comuns, a detecção nem sempre é precoce. Desse modo, os pais costumam procurar o oftalmologista apenas quando a criança vai para a escola e começa a apresentar problemas na aprendizagem, por exemplo. Por outro lado, basta a criança usar os óculos para normalizar a visão”, aponta Dra. Marcela.

Adaptação aos óculos pode ser difícil

Embora possa parecer simples usar óculos, nem sempre é uma missão fácil para os pais. As crianças pequenas, especialmente os bebês, podem sentir mais desconforto e remover os óculos a todo momento.

“Já as maiores podem sentir vergonha ou desconforto na hora de praticar esportes ou brincar, por exemplo. Adicionalmente, os adolescentes podem ser mais resistentes aos óculos. Isso porque há mais prevalência da prática de bullying nas escolas na fase da pré-adolescência e adolescência”, comenta a oftalmologista.

Dessa maneira, as lentes de contato podem ser uma boa escolha para crianças maiores e adolescentes.

Lentes de contato na adolescência – Qual o momento certo?

Agora vamos falar sobre o momento certo de colocar as lentes de contato na adolescência. “A primeira regra é que a criança ou adolescente já tenha autonomia e responsabilidade. Além disso, precisa entender que é mandatório realizar a higiene diária das lentes e do estojo. Enfim, também é importante seguir as orientações do oftalmologista sobre o tempo de uso”, reforça Dra. Marcela.

Contudo, vale frisar que também é obrigatório que os pais supervisionem o uso das lentes de contato, bem como avaliem se o adolescente está realizando a limpeza das lentes, do estojo e usando de acordo com o tempo recomendado.

Lentes de contato na adolescência ajudam na autoestima

Naturalmente, que todo mundo sabe que a adolescência é uma época cheia de desafios e talvez uma das fases mais desafiadoras da vida. Além das mudanças físicas e emocionais, é preciso lidar com a vida social, com a aceitação dos grupos, amizades, relacionamentos amorosos e, claro, o bullying.

Desse modo, as lentes de contato na adolescência podem contribuir para evitar certas situações. Ademais, sem os óculos, o adolescente pode ter mais autoconfiança e isso também ajuda na autoestima. Outro benefício importante é permitir a prática de esportes com mais segurança, por exemplo”, ressalta Dra. Marcela.

Lentes de contato na adolescência – Quais os riscos

Independentemente da fase da vida, as lentes de contato não são isentas de risco. Pelo contrário, o mau uso desses dispositivos pode trazer uma série de problemas sérios para a visão.

“As lentes de contato alteram a fisiologia dos olhos, principalmente quando a pessoa é usuária há muito tempo. Durante o uso das lentes, há diversos fatores físicos e ambientais acontecendo, especialmente na córnea. A falta de limpeza e o uso ininterrupto (como dormir de lentes) são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da ceratite. Trata-se de uma infecção grave na córnea, que pode levar à perda da visão”, alerta Dra. Marcela.

Normalmente, a ceratite em pessoas que usam lentes de contato tem como causa a contaminação pela Acanthamoeba. Esse micro-organismo é um protozoário que vive na água doce, como a água da torneira, piscinas, entre outros meios aquáticos.

“Outro problema comum em quem usa lentes de contato é o desenvolvimento do olho seco, irritações constantes e até mesmo alergia. Por esses motivos, a decisão de usar lentes de contato na adolescência deve ser muito bem pensada. Além disso, sempre deve ter a prescrição de um oftalmologista”, finaliza Dra. Marcela.

Sinais de alerta de problemas causados pelas lentes de contato

  • Ardência ocular
  • Coceira
  • Vermelhidão
  • Sensação de areia nos olhos
  • Lacrimejamento em excesso
  • Visão embaçada
  • Dor nos olhos
  • Acúmulo de secreção nos olhos

Na presença dos sintomas, os pais devem levar o adolescente para uma consulta oftalmológica.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Uso de óculos de grau na infância – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-oculos-de-grau-na-infancia-tire-suas-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-oculos-de-grau-na-infancia-tire-suas-duvidas/#respond Thu, 30 Jan 2025 14:39:14 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3162 Uso de óculos de grau na infância é algo relativamente comum, pois boa parte da população apresenta um dos chamados erros refrativos, como miopia, astigmatismo e hipermetropia. Na maioria dos casos, essas condições surgem na infância ou na adolescência. Para falar um pouco mais sobre o uso de óculos de grau na infância, hoje vamos […]

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Uso de óculos de grau na infância é algo relativamente comum, pois boa parte da população apresenta um dos chamados erros refrativos, como miopia, astigmatismo e hipermetropia. Na maioria dos casos, essas condições surgem na infância ou na adolescência.

Para falar um pouco mais sobre o uso de óculos de grau na infância, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Uso de óculos de grau na infância é crucial para o desenvolvimento da visão

“Primeiramente, é importante saber que a visão se desenvolve fora do útero e se completa por volta dos 7 anos de idade. Sendo assim, condições e doenças oftalmológicas que surgem nessa fase, podem interferir no desenvolvimento visual, com impactos importantes na capacidade de enxergar, por exemplo”, explica a especialista.

“Adicionalmente, durante o desenvolvimento da visão podemos realizar intervenções para minimizar ou eliminar condições que ameacem o sistema visual. Mas, é crucial aproveitar o que chamamos de “janela de oportunidade” para tratar ou corrigir problemas na visão, preferencialmente entre os 2 e 4 anos”, aponta Dra. Marcela.

Portanto, a primeira recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma avaliação oftalmológica completa.

Uso de óculos de grau na infância – Tire suas dúvidas

Dra. Marcela, como é possível detectar um erro refrativo em bebês e crianças que ainda não falam?

Sem dúvidas, essa é uma pergunta muito comum no dia a dia do consultório. Atualmente, existem inúmeros recursos para realizarmos o exame oftalmológico no público infantil que ainda não desenvolveu a fala.

Para descobrir se a criança tem algum erro refrativo, usamos o esquiascópio. Trata-se de um dispositivo semelhante a uma régua, com diversas lentes. O exame se chama esquiascopia e, preferencialmente, deve ser feito após a dilatação das pupilas. Quando a criança já fala e sabe identificar imagens ou letras, podemos usar o exame de refração tradicional.

Para além disso, realizamos o teste de acuidade visual em que é preciso ler uma tabela com letras. Para crianças que ainda não sabem ler, usamos desenhos e figuras. Nesse exame, podemos avaliar a capacidade de fixação, além de observar se a criança consegue seguir objetos com os dois olhos.

Quais os erros refrativos mais comuns na infância?

A prevalência dos erros refrativos costuma variar muito, de acordo com inúmeros fatores ambientais, genéticos e geográficos. Contudo, hoje a miopia é a mais comum, seguida do astigmatismo e da hipermetropia. Vale adicionar que em muitas crianças, temos o chamado astigmatismo miópico, que é quando a criança apresenta as duas condições ao mesmo tempo.

Os erros refrativos são hereditários?

Sim, mas nem todos. Em outras palavras, o desenvolvimento de um erro refrativo depende de fatores genéticos e ambientais. Por outro lado, a miopia, por exemplo, tem um importante fator genético. Quando ambos os pais têm miopia, a criança tem um risco de 50% de se tornar míope.

Para além de herdar um erro refrativo, temos síndromes genéticas que influenciam na visão. Na síndrome de Down, por exemplo, temos uma prevalência importante de astigmatismo. Já nos bebês prematuros, podemos observar mais casos de hipermetropia do que nos bebês nascidos a termo.

Por que o uso de óculos de grau na infância é importante? Os pais podem optar por não seguir a prescrição do oftalmologista infantil?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, bem como de organizações e entidades médicas, os erros refrativos não corrigidos na infância são as principais causas de baixa visão e cegueira na infância. Acima de tudo, precisamos conscientizar os pais que os problemas de visão na infância impactam negativamente no desenvolvimento cognitivo, motor, bem como na aprendizagem.

Adicionalmente, quando não tratamos um erro refrativo, a criança pode desenvolver o olho preguiçoso, chamado de ambliopia. Essa condição pode afetar o desenvolvimento da visão binocular, que na vida adulta pode ser um impeditivo para certas profissões, como piloto de avião, cirurgião, entre outras.

Dessa forma, a decisão sobre o uso de óculos de grau na infância é dos pais. Contudo, o oftalmologista precisa conscientizá-los dos prejuízos de não seguir a prescrição e as recomendações médicas. Por fim, é preciso reforçar que as intervenções precoces aumentam a chance de eliminar ou evitar os problemas visuais mais sérios e, para isso, precisamos tratar antes dos 7 anos de idade.

Como convencer a criança a usar os óculos de grau

Realmente, nem sempre é fácil convencer uma criança de que ela precisa usar óculos de grau. Para ajudar os pais nessa missão, quase impossível, preparamos algumas dicas com a juda da Dra. Marcela Barreira. Confira abaixo

  • Reação positiva e natural – As crianças são sensíveis e percebem as emoções e reações dos pais. Por isso, no momento do diagnóstico, a reação dos pais deve ser o mais natural possível. Afinal, os erros refrativos não são doença, apenas uma característica anatômica dos olhos.
  • Procure expor o lado “positivo” – Caso um dos pais use óculos, a melhor maneira de convencer a criança a usar os seus é fazer a identificação com a causa. Em outras palavras, mostre para a criança que ela vai ficar “igual” ao papai ou a mamãe, ou ainda a colegas, professores e outras pessoas que façam parte do convívio social.
  • Torne o momento de comprar os óculos lúdico – Atualmente, algumas óticas possuem espaços dedicados às crianças. Mesmo que você não encontre esse tipo de estabelecimento, vale à pena inserir a criança na escolha da armação, caso ela tenha idade para isso.
  • Seja persistente – Apesar de bebês e crianças menores aceitarem de maneira mais tranquila, sempre existem as exceções. Sendo assim, quando a rebeldia surgir, a dica é ser persistente e ter uma boa parceria com o oftalmopediatra.

Como escolher o óculos de grau para crianças? Leia nosso artigo sobre o assunto.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

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Dor de cabeça na infância pode estar relacionada à problemas na visão? https://homolog.marcelabarreira.com.br/dor-de-cabeca-na-infancia-relacionada-a-problemas-na-visao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dor-de-cabeca-na-infancia-relacionada-a-problemas-na-visao/#respond Thu, 15 Feb 2024 20:28:04 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2627 Sim, a dor de cabeça na infância pode estar relacionada à problemas na visão. Estima-se que até 30% das queixas de cefaleia em crianças têm origem em erros refrativos não corrigidos, segundo um estudo publicado no Ophthalmic Epidemiology. Os pesquisadores também descobriram que a dor de cabeça estava presente em outras condições como o estrabismo. […]

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Sim, a dor de cabeça na infância pode estar relacionada à problemas na visão. Estima-se que até 30% das queixas de cefaleia em crianças têm origem em erros refrativos não corrigidos, segundo um estudo publicado no Ophthalmic Epidemiology. Os pesquisadores também descobriram que a dor de cabeça estava presente em outras condições como o estrabismo.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, este tipo de cefaleia ocorre por esforço visual contínuo. “Quando a criança tem miopia, astigmatismo e hipermetropia não corrigidos, acaba fazendo um esforço maior para conseguir focar ou compensar a visão embaçada. Este esforço leva os músculos dos olhos a trabalharem excessivamente. O estiramento contínuo dos músculos, por sua vez, pode levar à tensão muscular que se manifesta como dor de cabeça”.

Em geral, a cefaleia por esforço visual costuma aparecer no final do dia ou depois de atividades como uso de celulares, computadores, leitura e tarefas escolares.

Dor de cabeça relacionada a problemas na visão é diferente de outros tipos de cefaleia

Uma das principais características da dor de cabeça visual é sua localização. “Normalmente, a dor se concentra na testa ou nas têmporas. Outro sinal é a sensibilidade à luz, ou seja, a criança pode se sentir mais incomodada em ambientes com mais luminosidade”, comenta Dra. Marcela.

Outras manifestações que podem ocorrer junto com a cefaleia por esforço visual são:

  • Náuseas
  • Vômitos
  • Olho franzido para conseguir enxergar
  • Desvio ocular
  • Dor no olho
  • Quedas e tropeços frequentes
  • Mau desempenho escolar
  • Lacrimejamento

Dor de cabeça na infância deve ser investigada

A cefaleia não é uma condição muito comum na infância. Geralmente, pode ocorrer em dias mais cansativos, em que a criança brincou ou estudou muito, por exemplo. Mas isto não quer dizer que a dor de cabeça está associada a problemas na visão. “Por outro lado, quando esta queixa é muito frequente e sempre aparece depois de atividades que exigem esforço visual, é importante sim procurar um oftalmologista infantil”, alerta Dra. Marcela.

O uso de óculos para corrigir os erros refrativos costuma ser efetivo na remissão da dor de cabeça por esforço visual. Por outro lado, se a criança ainda apresentar quadros de cefaleia, a recomendação é que os pais procurem um neurologista para descartar outras causas.

Cuide da visão na infância

Os erros refrativos não corrigidos são as principais causas de baixa visão na infância. Por isto, levar a criança regularmente ao oftalmologista infantil é essencial. Mesmo em bebês é possível detectar miopia, astigmatismo e hipermetropia nos exames de rotina.

“Nas fases escolar e pré-escolar as consultas oftalmológicas também são cruciais para garantir o aprendizado, bem como o desenvolvimento de forma global”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Desenvolvimento da visão na infância: Tudo o que os pais precisam saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/desenvolvimento-da-visao-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/desenvolvimento-da-visao-na-infancia/#respond Thu, 14 Sep 2023 12:30:14 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2529 O desenvolvimento da visão ocorre na infância. Por isso, doenças e problemas oculares nos primeiros anos de vida podem impactar no desenvolvimento motor, cognitivo e até emocional da criança. Ao nascer, o sistema visual é imaturo e se desenvolve por etapas, ao longos dos primeiros anos de vida. A visão só está completamente formada por […]

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O desenvolvimento da visão ocorre na infância. Por isso, doenças e problemas oculares nos primeiros anos de vida podem impactar no desenvolvimento motor, cognitivo e até emocional da criança. Ao nascer, o sistema visual é imaturo e se desenvolve por etapas, ao longos dos primeiros anos de vida. A visão só está completamente formada por volta dos 7 anos de idade.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o sistema visual envia 90% dos dados de que o cérebro precisa para estabelecer novas conexões neurais. “A formação das vias neurais, portanto, são essenciais para o desenvolvimento do cérebro ao longo da infância. Uma visão saudável é um dos componentes essenciais para alcançar os demais marcos do desenvolvimento”.

“A criança precisa aprender a interpretar a informação visual para compreender o que se passa no ambiente. Estes são fatores cruciais para o desenvolvimento das outras habilidades, como engatinhar, explorar o ambiente, andar, correr, aprender a falar, ler, escrever, pintar, entre outras aquisições que fazem parte do desenvolvimento infantil”, afirma a médica.

Desenvolvimento da visão na infância ocorre por etapas

O desenvolvimento infantil ocorre por etapas e em cada uma delas a criança deve atingir os chamados marcos do desenvolvimento. Estes marcos são as aquisições esperadas dentro uma faixa etária específica, como engatinhar, andar, falar etc.

As habilidades visuais como movimentos oculares coordenados, capacidade de mudar o foco para ver objetos próximos e distantes, distinção de cores e visão binocular, por exemplo, são alguns dos marcos do desenvolvimento visual.

“Os primeiros 6 anos de vida são considerados um “período vulnerável”. Isto porque é uma fase em que o desenvolvimento da criança está mais suscetível aos efeitos das diversas ameaças à sua saúde ocular. Qualquer alteração na visão pode inibir o desenvolvimento das habilidades visuais necessárias e causar atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor”, comenta Dra. Marcela.

Problemas visuais na infância

A consulta oftalmológica nos primeiros meses de vida é fundamental. Isto porque muitos problemas oculares na infância não são evidentes e dependem de exames realizados pelo oftalmopediatra. Além disto, raramente uma criança irá se queixar de problemas na visão, já que ela não tem como distinguir uma visão boa de uma ruim.

Quanto mais cedo um problema de visão for diagnosticado e tratado, melhor será a chance de uma visão saudável ao longo da vida. É importante observar também o desenvolvimento do seu bebê para garantir que ele atinja os marcos. “Quando há atrasos no desenvolvimento, é importante investigar se há problemas oculares”, aponta a especialista.

Sinais de alerta para problemas visuais na infância

Veja abaixo alguns sinais e manifestações que podem indicar doenças oculares ou problemas na visão. Na presença deles, os pais devem procurar um oftalmologista infantil assim que possível.

  • Reflexo esbranquiçado no olho

O reflexo esbranquiçado em fotos de crianças é um sinal de alerta. Este é o principal sinal do retinoblastoma, um tumor maligno que afeta bebês e crianças pequenas.

  • Sensibilidade à luz

A fotofobia pode indicar a presença de erros refrativos, como a miopia, bem como pode ser até mesmo de uma conjuntivite.

  • Coceira

A coceira pode estar associada a alergias ou a uma conjuntivite infecciosa. Vale ressaltar que a fricção constante dos olhos na infância pode causar diversos problemas ao longo da vida. Um deles é o desenvolvimento do ceratocone e queda da pálpebra (ptose).

  • Dor de cabeça

A dor de cabeça que aparece no final do dia, após a escola, pode estar associada a erros refrativos não corrigidos. Crianças que passam muitas horas nas telas também podem apresentar cefaleia.

  • Olho franzido

Quando a criança aperta os olhos para conseguir enxergar, é um sinal claro de um erro refrativo (miopia, astigmatismo ou hipermetropia). O movimento de franzir a região ocular também está associado a dor de cabeça relacionada a problemas na visão.

  • Desvio ocular

O desvio de um dos olhos ao fixar uma imagem é sinal de estrabismo. Mesmo que o desvio ocorra de vez em quando, por exemplo, é considerado estrabismo. Lembre-se que o desvio pode ocorrer em todas as direções: para dentro, para fora, para baixo e para cima.

  • Dificuldades escolares

A maioria dos casos de erros refrativos é diagnosticada na fase em que a criança vai para escola. Porém, nem todas as crianças recebem o diagnóstico e podem desenvolver dificuldades escolares importantes. Portanto, caso a criança apresente problemas na aprendizagem, a consulta com um oftalmologista é imprescindível.

  • Quedas e tropeços frequentes

Engatinhar, andar, correr. Estes marcos do desenvolvimento são fundamentais. Porém, é preciso ficar atento a tombos e tropeços frequentes, bem como a esbarrões em móveis e objetos. Estes incidentes podem ter relação com problemas na visão.

  • Lacrimejamento excessivo em recém-nascidos

Uma das doenças oculares mais comuns em bebês recém-nascidos é a obstrução do canal lacrimal. É uma condição benigna, mas que precisa da orientação do oftalmologista.

  • Vermelhidão

A vermelhidão pode ser uma manifestação de algumas condições oculares, desde alergias, irritação, conjuntivite, cansaço visual, olho seco etc.

  • Piscar excessivo

Quando a criança pisca demais pode indicar problemas nas pálpebras, tiques, estrabismo, erros de refração, falta de sono ou até o uso prolongado de telas.

Procure um oftalmopediatra para garantir uma visão saudável

Em conclusão, o desenvolvimento da visão na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Além disto, o diagnóstico precoce é importante para que as intervenções sejam feitas dentro da janela de oportunidade, que vai dos 2 aos 6 anos.

Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, a primeira consulta com um oftalmopediatra deve ser realizada entre 6 meses e 1 ano de idade.

Esta recomendação considera bebês com visão saudável ao nascimento. Caso exista um diagnóstico ou fator de risco presente desde os primeiros meses de vida, o acompanhamento será mais frequente.

“Quando não há nenhum problema com a visão do bebê, a consulta passa a ser anual. Estas consultas de rotina são importantes, considerando que a visão se desenvolve ao longo da infância. Vale reforçar que na idade pré-escolar e escolar, a atenção com a saúde visual deve ser redobrada. Naturalmente, os pais devem procurar um oftalmologista infantil na presença de sinais e sintomas que possam indicar doenças oftalmológicas”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Dicas para convencer a criança a usar óculos de grau https://homolog.marcelabarreira.com.br/convencer-a-crianca-a-usar-oculos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/convencer-a-crianca-a-usar-oculos/#respond Thu, 21 Jul 2022 13:27:46 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2291 Convencer a criança de usar os óculos de grau pode ser uma tarefa nada fácil! Por isso, vamos ajudar você nessa missão quase impossível por meio de dicas para convencer seu (sua) filho (a) a usar óculos! Por que uma criança precisa usar óculos? Os erros refrativos são muito comuns, ou seja, quase todo mundo […]

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Convencer a criança de usar os óculos de grau pode ser uma tarefa nada fácil! Por isso, vamos ajudar você nessa missão quase impossível por meio de dicas para convencer seu (sua) filho (a) a usar óculos!

Por que uma criança precisa usar óculos?

Os erros refrativos são muito comuns, ou seja, quase todo mundo tem ou vai ter miopia, astigmatismo ou hipermetropia ao longo da vida, inclusive as crianças e até mesmo bebês.

Felizmente, são condições que não oferecem nenhum risco à saúde. Por outro lado, os erros refrativos precisam ser corrigidos para o bom uso da visão.

Além disso, os erros refrativos não corrigidos na infância podem afetar o processo de aprendizagem e o desenvolvimento neuropsicomotor de uma forma geral.

A questão é que nem sempre será fácil convencer a criança que ela precisa usar óculos de grau.

Por isso, vamos falar um pouco mais sobre o que os pais podem fazer para convencer a criança a usar os óculos de grau.

1- Reaja naturalmente

A reação dos pais no momento do diagnóstico pode fazer toda a diferença na aceitação da criança em relação aos óculos.

 Pode ser um pouco assustador para os pais descobrirem que um bebê ou uma criança muito pequena vai precisar de óculos. Contudo, lembre-se que a criança é impactada pela emoção dos pais. A dica, portanto, é reagir de forma natural.

2- Passe segurança

O passo seguinte da reação natural à notícia do diagnóstico do erro refrativo é passar segurança para a criança.

Aproveite para expor os benefícios dos óculos na vida da criança, caso ela já tenha idade para esse entendimento. Explique que há uma série de benefícios em corrigir o grau.

3- Procure identificação

Caso um dos pais use óculos, a melhor maneira de convencer a criança a usar óculos é fazer a identificação com a causa. Em outras palavras, mostre para a criança que ela vai ficar “igual” ao papai ou a mamãe. Você pode usar outras referências, como a professora, os avós, os tios, primos, amigos. O importante é mostrar que várias pessoas usam óculos e que isso é normal.

Ainda no processo de identificação, procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório. Aproveite para reforçar para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens.

4- Participação é tudo

Atualmente, há óticas que possuem espaços dedicados às crianças. Mesmo que você não encontre esse tipo de estabelecimento, vale à pena inserir a criança na escolha da armação, caso ela tenha idade para isso.

Para os menores, a dica é escolher modelos de silicone que são mais resistentes a quedas e ao manuseio. Lembre-se ainda de solicitar à ótica prendedores para práticas esportivas.

5- Seja perseverante

Apesar de bebês e crianças menores aceitarem de maneira mais tranquila a necessidade de usar óculos, sempre existem as exceções. Para os mais rebeldes, a dica é a persistência e uma boa parceria com o oftalmopediatra para não causar traumas na criança.

Como descobrir se o bebê precisa usar óculos?

 Essa é uma dúvida muito comum nos consultórios dos oftalmopediatras. Felizmente, os erros refrativos podem ser diagnosticados em bebês pequenos e em crianças que ainda não falam.

Por isso, é fundamental que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra.

Vale lembrar que muitas crianças, mesmo com graus muito altos, não demonstram dificuldade para enxergar como os adultos. Isso porque quando a criança nasce com um erro refrativo, ela ainda não entende que a maneira que ela está enxergando está embaçada ou inadequada. Com isso, ela se adapta àquela visão.

Outro motivo é que os pequenos têm uma capacidade muito grande de compensar graus bastante elevados. Com isso, não demonstram que estão com dificuldades para enxergar.

Por último, como o crescimento pode alterar o grau, uma vez que o olho cresce também, crianças com erros refrativos precisam de acompanhamento com o oftalmopediatra de forma frequente ao longo da infância.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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11 sinais de problemas de visão na infância que precisam de atenção https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao/#respond Tue, 01 Feb 2022 14:26:44 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2201 Todos os pais sabem que a criança precisa ter um pediatra desde o nascimento para acompanhar seu crescimento, seu desenvolvimento e a sua saúde em geral. Mas, nem todo mundo que tem filhos sabe que também é importante realizar consultas de rotina com outras especialidades, como a oftalmologia, ainda no primeiro ano de vida para […]

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Todos os pais sabem que a criança precisa ter um pediatra desde o nascimento para acompanhar seu crescimento, seu desenvolvimento e a sua saúde em geral.

Mas, nem todo mundo que tem filhos sabe que também é importante realizar consultas de rotina com outras especialidades, como a oftalmologia, ainda no primeiro ano de vida para a avaliar os problemas de visão na infância.

Para ajudar os papais e mamães que têm dúvidas sobre a visão na infância, elaboramos uma lista com 11 manifestações que podem indiciar problemas na visão.

1- Reflexo esbranquiçado no olho

 Certamente, você já tirou alguma fotografia em que saiu com um reflexo vermelho nos olhos. Saiba que esse reflexo é normal e indica uma retina saudável.

Por outro lado, o reflexo esbranquiçado em fotos de crianças é um sinal de alerta. Isso porque esse é o principal sinal do retinoblastoma, um tumor maligno que afeta bebês e crianças pequenas. Leia mais aqui.

2- Fotofobia

A sensibilidade a luz pode ser um sintoma de alguns problemas de visão, como o retinoblastoma, erros refrativos e até mesmo de uma conjuntivite.

3-Coceira

A coceira nos olhos é um sintoma importante que pode estar ligado a um quadro alérgico. Contudo, a fricção constante dos olhos na infância pode levar ao desenvolvimento do ceratocone, uma doença grave que precisa ser tratada precocemente.

4- Dor de cabeça

A queixa de cefaleia é mais comum nas crianças que frequentam a escola e já sabe falar. Na maioria dos casos está ligada a erros refrativos não tratados. Outro ponto é que essa dor é mais comum no final do dia, depois de longos períodos de estudo, leitura ou uso de dispositivos eletrônicos. Embora seja uma condição rara em crianças, o glaucoma pode estar ligado a queixas de cefaleia.

5- Olho franzido

Quando a criança aperta os olhos para conseguir enxergar, é um sinal claro de erro refrativo. Aliás, esse movimento de franzir a região ocular é que leva à dor de cabeça visual.

6- Desvio ocular

O desvio de um dos olhos ao fixar uma imagem é sinal da presença do estrabismo. Mesmo que o desvio ocorra de vez em quando, por exemplo, é considerado estrabismo. Lembre-se que o desvio pode ocorrer em todas as direções: para dentro, para fora, para baixo e para cima.

Você sabia que o estrabismo também pode ser um dos sinais do retinoblastoma?

7- Problemas de aprendizagem

Em muitos casos, um problema de aprendizagem pode ter ligação com a saúde visual. Imagine uma criança com miopia, dificuldade para enxergar de longe, tentando copiar a matéria da lousa? Por isso, sempre que a escola reportar que a criança está com dificuldades para aprender, considere levá-la para uma avaliação oftalmológica.

8- Quedas e tropeços frequentes

Desastrada ou atrapalhada? Nenhuma das alternativas. Na verdade, crianças que tropeçam ou caem muitas vezes podem ter, na verdade, um problema visual não diagnosticado. Portanto, é outro sinal de alerta para procurar um oftalmopediatra.

9- Lacrimejamento excessivo

O lacrimejamento constante em bebês recém-nascidos é um sintoma da obstrução do canal lacrimal. É uma condição benigna, mas que precisa da orientação do oftalmologista. Já em crianças maiores, pode indicar a presença de conjuntivites, alergias, olho seco etc.

10- Vermelhidão

A vermelhidão ocular pode ser uma manifestação de algumas condições oculares, desde alergias, irritação, conjuntivite, cansaço visual, olho seco etc.

11- Piscar excessivo

Quando a criança pisca demais pode indicar problemas nas pálpebras, tiques, estrabismo, erros de refração, falta de sono ou até o uso prolongado de telas.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo. A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

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A visão pode afetar a aprendizagem? Quais os sinais? Como tratar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/aprendizagem/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/aprendizagem/#respond Wed, 26 Jan 2022 14:58:15 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2195 A aprendizagem está diretamente ligada a uma boa visão. Portanto, problemas de visão afetam o desempenho escolar Volta às aulas é momento ideal para levar a criança ao oftalmopediatra Finalmente, depois de quase dois anos, as crianças poderão frequentar as aulas presenciais. Contudo, para um ano escolar produtivo e um processo de aprendizagem adequado, é […]

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A aprendizagem está diretamente ligada a uma boa visão. Portanto, problemas de visão afetam o desempenho escolar

Volta às aulas é momento ideal para levar a criança ao oftalmopediatra

Finalmente, depois de quase dois anos, as crianças poderão frequentar as aulas presenciais. Contudo, para um ano escolar produtivo e um processo de aprendizagem adequado, é preciso levar em consideração a saúde visual da criança. Isso mesmo, a visão tem um papel fundamental no aprendizado!

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, a visão é um processo que envolve as informações sensoriais e motoras geradas pelo cérebro e pelo corpo. “O sistema visual participa, de forma significativa, na maneira como processamos as informações. Portanto, a visão é fator essencial no aprendizado”.

“Uma boa visão vai muito além de ver objetos de forma nítida. Há processos que envolvem a coordenação dos músculos oculares para que os eixos visuais apontem para a mesma direção; existe a visão de profundidade, a visão periférica, a visão de perto, a visão de longe, a visão noturna, a forma como vemos as cores, o funcionamento das pálpebras etc.”, explica Dra. Marcela.

Para avaliar todos os aspectos da visão da criança, os pais devem procurar um oftalmologista, preferencialmente no primeiro ano de vida. Após essa primeira consulta, o ideal é repetir o exame na idade pré-escolar e escolar.

Falta de percepção

O atraso no diagnóstico de problemas visuais tem relação com a falta de percepção da criança sobre sua própria visão, principalmente abaixo dos 3 anos. “Uma criança muito nova não irá notar que não enxerga muito bem ou que sua visão está embaçada. O mundo dos pequenos é de perto e eles não têm referência do que é uma boa visão”, explica Dra. Marcela.

Isso explica por que a maioria dos diagnósticos de erros refrativos, como a miopia e a hipermetropia, por exemplo, ocorre na idade pré-escolar ou escolar. De acordo com a International Agency for Prevention of Blindness (IAPB) a baixa acuidade visual afeta por volta de 5,5% das crianças em idade escolar. Em 80% dos casos, basta o uso de óculos para corrigir o problema.

Visão na sala de aula

Quando a criança vai para escola, tudo muda! Todas as habilidades visuais serão exigidas e, com isso, podem surgir as manifestações dos problemas oculares.

“Na sala de aula, a criança vai precisar copiar as tarefas da lousa, usar o caderno, enxergar de perto e de longe, realizar as aulas de educação física sincronizando os movimentos físicos com os oculares etc.”, cita Dra. Marcela.

“Quando a criança tem alguma condição ocular não diagnosticada e não tratada, pode apresentar algumas queixas, principalmente após as aulas. Entre os sintomas mais comuns estão dor de cabeça, tontura, enjoo, ardência, vermelhidão e coceira nos olhos”, aponta a médica.

Os pais também devem ficar atentos quando a criança franze a testa, apresenta sensibilidade à luz, quando pisca com muita frequência e quando tampa um dos olhos com a mão.

Outra recomendação para os pais é avaliar se os problemas de aprendizagem não estão ligados a algum problema ocular. “Em alguns casos, a criança pode não apresentar sinais ou sintomas tão evidentes. Mas, sempre que a criança estiver com dificuldades na escola, é bom se certificar se há algum problema visual”, finaliza Dra. Marcela.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo. A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

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Seu filho enxerga bem? https://homolog.marcelabarreira.com.br/seu-filho-enxerga-bem/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/seu-filho-enxerga-bem/#respond Tue, 27 Oct 2020 14:26:19 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=1936 Você já perguntou para uma criança menor de três anos se ela enxerga bem? Se sua resposta é não, saiba que é muito importante prestar atenção na saúde visual dos bebês. Isso porque os erros refrativos, como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo, podem estar presentes desde o nascimento. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra […]

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Você já perguntou para uma criança menor de três anos se ela enxerga bem? Se sua resposta é não, saiba que é muito importante prestar atenção na saúde visual dos bebês. Isso porque os erros refrativos, como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo, podem estar presentes desde o nascimento.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, a criança não tem a percepção de que não enxerga muito bem, principalmente as menores de três anos. “Como a criança pode nascer com algum erro refrativo ou o mesmo aparecer de forma muito precoce, a criança ainda não tem a percepção de que há algum problema com a visão. Para elas, aquela visão embaçada é normal, Por isso, muitas vezes não manifestam nenhuma dificuldade para enxergar, mesmo tendo graus altos”.

Com isso, os erros refrativos podem mesmo passar despercebidos pelos pais e cuidadores. De acordo com a International Agency for Prevention of Blindness (IAPB) a baixa acuidade visual afeta por volta de 5,5% das crianças em idade escolar. Em 80% dos casos, basta o uso de óculos para corrigir o problema.

Consulta precoce
“Quando não corrigidos, os erros refrativos em crianças podem levar a alterações importantes na visão, afetar o desenvolvimento neuropsicomotor, bem como prejudicar o rendimento escolar no futuro”, ressalta Dra. Marcela.

A visão é o único sistema que não está completo ao nascer. O desenvolvimento visual continua na vida extrauterina e só se completa aos sete anos de idade. “Os erros refrativos não tratados podem causar danos permanentes na visão binocular, bem como levar à ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso”, diz a oftalmopediatra.

Por isso, é importante que os pais levem o bebê ao oftalmopediatra antes de completar um ano de idade. Mas, atenção: a avaliação visual de um bebê ou de uma criança menor é diferente daquela feita em adultos.

Muitos pais podem questionar como é possível fazer uma avaliação oftalmológica, já que crianças menores de seis anos não sabem ler e bebês não sabem falar.

Dra. Marcela explica que nessa faixa etária é usado um instrumento específico. “Nas crianças usamos uma régua de esquiascopia ou lentes isoladas. A partir do reflexo da retina que observamos, é possível determinar com precisão qual o erro refrativo presente e qual o grau exato. Realizamos o exame e repetimos após a dilatação das pupilas”, explica Dra. Marcela.

Sinais de problemas na visão
O erro refrativo mais comum na infância costuma ser a hipermetropia, seguido de astigmatismo e por último a miopia. Entretanto, devido ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos, como tablets e celulares, os casos de miopia em crianças estão aumentando em todo o mundo.

“O astigmatismo dificulta tanto a visão de perto, quanto a de longe. A imagem pode ficar mais borrada ou embaçada. A miopia afeta a visão de longe e a hipermetropia a visão de perto”, comenta Dra. Marcela.

Como os bebês não falam, os pais podem ficar atentos a alguns sinais. “É muito comum que os erros refrativos causem fotofobia, ou seja, sensibilidade à luz. Outro sinal é o lacrimejamento dos olhos. Crianças que preferem ver desenhos no tablet em vez de assistir pela TV podem ter miopia, por exemplo. Principalmente se quando assistem a TV, costumam ficar muito próximos do aparelho”, reforça a especialista.

Outros sinais que podem indicar problemas visuais são tombos e tropeços frequentes. “Nos maiores, é comum surgir vermelhidão nos olhos quando realizam atividades prolongadas usando a visão, como leitura e jogos de vídeo game. A falta de atenção nas aulas, pular linhas durante a leitura e desinteresse por atividades que exigem uma concentração e um esforço visual maior também são indícios de problemas visuais”, relata Dra. Marcela.

Hipermetropia e Estrabismo

Vale lembrar ainda que a hipermetropia pode causar estrabismo, ou seja, pode causar desvio nos olhos para dentro. “Quando a criança começa a entortar o olho para dentro, em direção ao nariz, é preciso procurar o oftalmopediatra. Esse estrabismo pode ser causado pela hipermetropia e, portanto, se corrige com o uso de óculos”, explica Dra. Marcela.

E por falar em usar óculos, os bebês, independente da idade, podem usar as lentes corretivas. Hoje há diversos modelos de óculos voltados para bebês e crianças menores. As armações costumam ser emborrachadas ou de material maleável, com prendedores para evitar que a criança tire os óculos ou ainda que eles caiam.
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Quando a criança apresenta algum erro refrativo, o acompanhamento com o oftalmopediatra deve ser feito periodicamente. “Os olhos crescem, como o resto do corpo. Por isso, o grau pode mudar ao longo do crescimento da criança. Nos casos de graus altos, é ainda mais importante, uma vez que podem levar a problemas visuais mais graves”, encerra a médica

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