Arquivos Doenças Oculares na Infância - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/doencas-oculares-na-infancia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:28:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos Doenças Oculares na Infância - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/doencas-oculares-na-infancia/ 32 32 Problemas de visão na escola –Como professores podem ajudar https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/#respond Thu, 29 Jan 2026 19:07:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4320 Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno. Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam […]

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Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno.

Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam identificar sinais de que a criança pode ter alguma condição visual que merece uma avaliação oftalmológica.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, a maioria das crianças menores não costumam se queixar de problemas na visão. “A razão é que a criança não tem um parâmetro sobre o que é uma visão ruim. Afinal, elas não conhecem outra realidade. Por esse motivo, o olhar atento dos professores em sala de aula é fundamental”.

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentar perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar o quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições comuns na infância.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula. “Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial.  Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, explica Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos – outros problemas de visão na escola

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais que citamos acima.

Outros sintomas de problemas oculares em crianças:

  • Dor de cabeça, principalmente após atividades escolares;
  • Ardência ou coceira nos olhos;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz.

Esses sintomas costumam surgir após longos períodos de esforço visual.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento os sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Vale lembrar que quanto antes o ocorre o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Por isso, recomendamos que os pais levem o bebê para uma consulta de rotina desde o primeiro ano de vida. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente e, especialmente, na fase escolar”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266 2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Irritação nos olhos das crianças durante o verão: causas, prevenção e cuidados https://homolog.marcelabarreira.com.br/irritacao-nos-olhos-das-criancas-durante-o-verao-causas-prevencao-e-cuidados/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/irritacao-nos-olhos-das-criancas-durante-o-verao-causas-prevencao-e-cuidados/#respond Wed, 17 Dec 2025 14:39:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4157 A irritação nos olhos das crianças durante o verão é uma situação muito comum. Durante a estação mais quente do ano, boa parte das crianças frequenta praias e piscinas, o que acaba deixando-as mais expostas a uma série de situações que podem causar desconforto nos olhos. Por que a irritação nos olhos das crianças é […]

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A irritação nos olhos das crianças durante o verão é uma situação muito comum. Durante a estação mais quente do ano, boa parte das crianças frequenta praias e piscinas, o que acaba deixando-as mais expostas a uma série de situações que podem causar desconforto nos olhos.

Por que a irritação nos olhos das crianças é mais comum no verão?

Primeiramente, é importante lembrar que nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro temos um clima mais quente e úmido. Isso une as condições perfeitas para a proliferação de micro-organismos, que podem causar infecções, como as conjuntivites e o terçol.

Dessa maneira, crianças que frequentam piscinas públicas, como em clubes e hotéis, por exemplo, correm mais risco de desenvolver essas infecções.

Contudo, há outras condições oculares que são mais comuns e podem atingir boa parte dos pequenos durante as férias de verão.

Causas de irritação nos olhos das crianças no verão- Saiba quais são

Durante o verão, diversos fatores podem causar irritação nos olhos das crianças, como:

  • Exposição ao sol e aos raios UV, que podem causar inflamação na superfície ocular;
  • Cloro de piscinas, que altera a proteção natural da lágrima;
  • Água do mar, rica em sal, que pode ressecar e irritar os olhos;
  • Areia, vento e poeira, comuns em ambientes externos;
  • Suor, que pode escorrer para os olhos e causar ardência;
  • Protetor solar líquido, que pode entrar em contato com os olhos.

Esses fatores tornam os olhos mais sensíveis, principalmente em crianças, cuja superfície ocular ainda está em desenvolvimento.

Para além da irritação nos olhos das crianças, podem surgir outros sintomas, como:

  • Olhos vermelhos;
  • Ardência ou queimação;
  • Coceira frequente;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Sensibilidade à luz.

Em alguns casos, a irritação pode evoluir para conjuntivites ou inflamações mais intensas se não houver cuidado adequado.

Como prevenir a irritação nos olhos das crianças durante o verão

Algumas medidas simples podem prevenir a irritação nos olhos e outros problemas.

Proteção solar adequada

  • Incentive o uso de óculos de sol com proteção UV, próprios para crianças e, se possível, reforce a proteção com bonés ou chapéus;
  • Prefira protetor solar em bastão no rosto, pois não escorre e reduz o risco de o produto entrar nos olhos.

Cuidados com piscina e praia

  • As crianças devem usar óculos de natação durante as práticas aquáticas;
  • Oriente a criança a evitar abrir os olhos debaixo d’água;
  • Após sair da piscina ou do mar, lave o rosto da sua criança com água limpa. Para isso, sempre tenha uma garrafa com água potável em mãos, especialmente em locais em que não há acesso fácil à água corrente.

Hidratação

  • Mantenha a criança bem hidratada, pois isso ajuda na produção da lágrima;
  • Em alguns casos, o uso de lágrimas artificiais pode ser indicado pelo médico.

Oriente a criança a não coçar os olhos

Coçar os olhos é um dos piores hábitos, especialmente na infância. Além de poder evoluir para doenças mais sérias, como o ceratocone, a fricção pode piorar a irritação e aumentar o risco de infecções.

Irritação nos olhos das crianças – quando procurar um oftalmologista

Na maioria dos casos, a irritação nos olhos das crianças é passageira e tem relação com os hábitos e atividades durante as férias de verão. Por outro lado, os pais devem procurar um oftalmologista se os sintomas persistirem ou piorarem.

Conclusão

O verão é uma fase de diversão, mas também exige atenção especial com a saúde ocular das crianças. Com medidas simples de prevenção e cuidados diários, é possível evitar a irritação nos olhos das crianças e garantir que os pequenos aproveitem a estação com conforto, segurança e bem-estar visual.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

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Alergia ocular na primavera é comum – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-na-primavera-e-comum-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-na-primavera-e-comum-sinais-e-sintomas/#respond Thu, 16 Oct 2025 17:58:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3907 A alergia ocular na primavera é comum e costuma ter origem na reação alérgica ao pólen. O nome da condição é ceratoconjuntivite primaveril. Em geral, é mais prevalente em crianças, mas pode atingir adultos. Para falar mais sobre a alergia ocular na primavera, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo […]

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A alergia ocular na primavera é comum e costuma ter origem na reação alérgica ao pólen. O nome da condição é ceratoconjuntivite primaveril. Em geral, é mais prevalente em crianças, mas pode atingir adultos.

Para falar mais sobre a alergia ocular na primavera, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Primavera leva à concentração de pólen no ar

A estação mais colorida do ano chegou: a primavera. Contudo, para além das flores que colorem e dão vida às paisagens, o ar fica com uma concentração maior do pólen. Esse elemento é fundamental para a natureza e é constituído de minúsculos grãos, encontrados nas anteras das flores. A função primária do pólen é a fecundação das flores. Mas, ele também é fundamental para as abelhas, que o coletam e levam para as colmeias. Lá, o pólen vira alimento para as abelhas, sendo essencial para o desenvolvimento as crias e produção da famosa geleia real.

“Contudo, para além das funções cruciais do pólen para a natureza, há o lado prejudicial para o ser humano. Isso porque o pólen é um poderoso agente alérgeno. Em outras palavras, o pólen está associado a reações alérgicas importantes, como a alergia ocular na primavera. Portanto, como há uma maior concentração do pólen durante a primavera, temos mais casos dessa doença”, comenta Dra. Marcela.

Alergia ocular na primavera – Como ela se desenvolve

Primeiramente, é importante esclarecer que a conjuntivite primaveril é um dos tipos de conjuntivite alérgica. A alergia ocular pode acontecer por uma reação a vários alérgenos, como o pólen. Como a concentração desse agente é maior na primavera, sua prevalência é maior nessa época do ano.

Segundo Dra. Marcela, a alergia ocular na primeira leva a uma inflamação na conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. “Quando a criança está em ambientes, especialmente ao ar livre, com uma concentração alta de pólen, acaba desenvolvendo uma reação de hipersensibilidade a esse agente. Vale ressaltar que essa alergia pode ser mais severa, já que pode atingir também a córnea”, explica a especialista.

Sendo assim, ocorre uma reação exagerada do organismo ao pólen. Em outras palavras, o organismo ativa o sistema imunológico para combater o “invasor”. Com isso, liberam-se substâncias inflamatórias que resultam na alergia ocular.

Por fim, as crianças são as principais vítimas da conjuntivite primaveril, devido à imaturidade do sistema imunológico. Logicamente que pessoas que são atópicas também correm mais risco de desenvolver essa alergia ocular. Ademais, quando o tempo está mais seco e quente, o pólen fica ainda mais suspenso no ar.

Sinais e sintomas da alergia ocular na primavera

“Acima de tudo é importante destacar que os sintomas das conjuntivites alérgicas costumam ser muito semelhantes. Por outro lado, as formas alérgicas de alergia ocular não causam a produção de secreção purulenta. Dessa maneira, a secreção costuma ser mais esbranquiçada, porém mais abundante”, aponta Dra. Marcela.

Em geral, os sinais e sintomas são:

  • Vermelhidão intensa na conjuntiva;
  • Coceira intensa e persistente;
  • Ardência;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Sensibilidade à luz.

Adicionalmente, há um importante diferencial da alergia ocular na primavera: a sua duração. Enquanto as conjuntivites infecciosas costumam melhorar em cerca de 7 a 14 dias, as conjuntivites alérgicas podem durar meses ou semanas. Por essa razão, o tratamento costuma ser mais longo.

Tratamento envolve medicamentos e mudança de hábitos

O tratamento da alergia ocular na primavera envolve o uso de antialérgicos, orais ou em forma de colírios. Para além disso, é crucial evitar coçar os olhos, embora possa ser uma missão impossível durante um quadro dessa alergia.

“Infelizmente, a fricção constante nos olhos pode causar lesões na córnea, como úlceras e até mesmo uma perfuração. Também aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone, doença grave que podem levar à perda da visão”, finaliza Dra. Marcela.

Dicas para aliviar os sintomas

  • A primeira dica é procura um oftalmologista infantil, no caso das crianças, quando desconfiar que a criança desenvolveu esse tipo de conjuntivite;
  • Não use colírios sem a prescrição médica;
  • O oftalmologista pode prescrever colírios lubrificantes ou de lágrimas artificiais para aliviar os sintomas;
  • Um recomendação crucial é evitar expor a criança a ambientes ao ar livre, já que o pólen é mais abundante nesses lugares;
  • Em dias mais secos, mantenha os ambientes com umidificadores;
  • Para aliviar a fotofobia, providencie óculos de sol para a criança;
  • Compressas frias ao longo do dia podem ajudar no alívio da coceira, além de ajudar na remoção das secreções acumuladas;
  • Uma vez que essa conjuntivite não é contagiosa, não é preciso afastar a criança de suas atividades.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Sinais de problemas oculares na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-de-problemas-oculares-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-de-problemas-oculares-na-infancia/#respond Wed, 13 Aug 2025 19:01:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3690 Os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de condição ou doença que a criança apresenta. Para conhecer quais são os sinais de problemas oculares na infância e como reconhecê-los, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do […]

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Os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de condição ou doença que a criança apresenta.

Para conhecer quais são os sinais de problemas oculares na infância e como reconhecê-los, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

Cuidar da visão na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança

“Primeiramente, é preciso entender que a visão é um dos sentidos mais importantes do corpo humano. Para além disso, a visão se desenvolve fora do útero e só está completa por volta dos 7 ou 8 anos de idade. Portanto, o aparecimento de qualquer condição ou doença oftalmológica ao longo do desenvolvimento visual pode prejudicar a visão”, comenta Dra. Marcela.

“Acima de tudo, é muito importante conscientizar os pais de que o Teste do Olhinho não é suficiente para detectar todos os problemas oftalmológicos que podem surgir ou até mesmo estar presentes após o nascimento. Portanto, a recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina”, alerta a especialista.

A consulta de rotina é muito importante, já que raramente há sinais de problemas oculares na infância. Naturalmente, há condições, como o estrabismo que são mais evidentes, já que o desvio do olho na maioria dos casos é perceptível.

Sinais de problemas oculares na infância – O que você precisa saber

Agora, vamos falar mais sobre os sinais de problemas oculares na infância. “Acima de tudo, é importante entender que há inúmeras patologias que podem afetar o sistema visual. Além disso, os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de doença que a criança apresenta.

Desse modo, vamos abordar separadamente as principais condições e doenças oftalmológicas na infância.

  • Erros Refrativos

Normalmente, os erros refrativos como a miopia, astigmatismo e hipermetropia se desenvolvem nos primeiros anos de vida. Algumas crianças podem apresentar erros refrativos até mesmo antes de completar um ano. Por outro lado, os erros refrativos costumam ficar mais evidentes quando a criança vai para escola.

Sinais de problemas oculares na infância devido a erros refrativos:

Dor de cabeça

A queixa de cefaleia é mais comum nas crianças que frequentam a escola e já sabem falar. Na maioria dos casos está ligada a erros refrativos não tratados. Outro ponto é que essa dor é mais comum no final do dia, depois de longos períodos de estudo, leitura ou uso de dispositivos eletrônicos.

Olho franzido

Apertar os olhos para conseguir enxergar é um sinal típico da presença de um erro refrativo. Adicionalmente, esse movimento de apertar os olhos é um dos motivos do surgimento da dor de cabeça devido a problemas na visão.

Problemas de aprendizagem

Um dos motivos de atrasos ou problemas de aprendizagem é justamente erros refrativos não corrigidos. Uma criança míope sem óculos vai apresentar dificuldade para enxergar o conteúdo na lousa, por exemplo. A criança com hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto) pode apresentar problemas para escrever no caderno, na prova etc.

Portanto, caso a criança esteja apresentando problemas de aprendizagem, é crucial levá-la para uma consulta com um oftalmologista infantil.

Incidentes frequentes (quedas, tropeços, batidas em móveis etc.)

Sabe aquela criança que sempre tropeça, sofre quedas e vive esbarrando em móveis pela casa? Na verdade, esses incidentes podem ter relação com problemas na visão, especialmente erros refrativos sem correção.

Sinais de problemas oculares na infância devido a outras patologias oftalmológicas

Agora que você conheceu algumas manifestações que podem ter relação com erros refrativos sem correção, vamos falar um pouco sobre outros sinais de problemas oculares em crianças, que precisam de atenção.

Reflexo esbranquiçado no olho

 Em algum momento ao longo da vida, certamente você já percebeu que em algumas fotos, saímos com um reflexo vermelho em fotos. Trata-se de uma situação comum que na verdade é o reflexo da retina.

Em contrapartida, o reflexo esbranquiçado nos olhos de crianças, especialmente menores de 3 anos, é um sinal de alerta. Isso porque esse é o principal sinal do retinoblastoma, um tumor maligno que afeta bebês e crianças pequenas. Sendo assim, caso isso aconteça com a sua criança, procure assim que possível um oftalmologista infantil para encaminhamento ao especialista.

Sensibilidade à luz

A fotofobia pode ocorrer em inúmeras patologias oculares. Dessa maneira, para fechar um diagnóstico, será necessário levar em consideração outros sintomas. De qualquer modo, a fotofobia pode indicar um quadro de conjuntivite, erros refrativos, estrabismo, alergia ocular, entre outros.

Coceira

O ato de coçar os olhos de forma frequente pode ser sinal de uma alergia ocular, quadros de conjuntivite ou até mesmo um hábito da criança. Contudo, a fricção constante dos olhos na infância aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone. Trata-se de uma doença que afeta a córnea e pode levar à perda da visão, sem tratamento.

Dessa forma, é importante levar a criança a um oftalmopediatra para uma avaliação e sempre que possível repreender a criança para que não coce os olhos.

Desvio ocular

O desalinhamento do olho é o principal sinal do estrabismo, doença que se desenvolve na infância. Ainda que o desvio ocorra de vez em quando, como no estrabismo divergente intermitente, é necessário corrigir o desalinhamento. Portanto, caso os pais percebam que a criança apresenta algum tipo de desvio, é crucial procurar um oftalmologista infantil.

Lacrimejamento excessivo

O lacrimejamento constante em bebês recém-nascidos é um sintoma da obstrução do canal lacrimal. É uma condição benigna, mas que precisa da orientação do oftalmologista. Em crianças maiores, pode ser sinal de erros refrativos, olho seco, blefarite e irritação nos olhos.

Vermelhidão

A vermelhidão ocular pode indicar inúmeras doenças oftalmológicas. Por isso, não deve ser avaliada de forma isolada. Após um dia mais cansativo, por exemplo, é uma condição passageira e benigna. Por outro lado, quando há outros sintomas presentes, pode indicar a presença de alergias, conjuntivites, terçol etc.

Piscar excessivo

Quando a criança pisca demais pode indicar problemas nas pálpebras, tiques, estrabismo, erros de refração, falta de sono ou até o uso prolongado de telas.

Conclusão

“Enfim, há inúmeros sinais de problemas oculares na infância. Entretanto, nem sempre essas manifestações indicam diagnósticos mais complexos. De qualquer maneira, a principal recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a uma consulta de rotina. Na presença de sintomas mais intensos, também é importante procurar um oftalmologista infantil. Finalmente, os exames oculares são cruciais quando a criança vai para escola, especialmente no período da alfabetização”, conclui Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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O que é anisometropia? Tudo que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-anisometropia-tudo-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-anisometropia-tudo-que-voce-precisa-saber/#respond Thu, 31 Jul 2025 12:07:26 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3644 A anisometropia é uma condição que se caracteriza pela diferença importante de grau de um erro refrativo entre os dois olhos. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar, além do grau diferente, diferentes erros refrativos em cada olho. O principal problema da anisometropia é que quando não corrigida, pode levar ao desenvolvimento da ambliopia (olho […]

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A anisometropia é uma condição que se caracteriza pela diferença importante de grau de um erro refrativo entre os dois olhos. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar, além do grau diferente, diferentes erros refrativos em cada olho.

O principal problema da anisometropia é que quando não corrigida, pode levar ao desenvolvimento da ambliopia (olho preguiçoso). Nesses casos, a condição leva o nome de ambliopia refrativa.

Para entender melhor a anisometropia e suas consequências para a visão, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).  

Anisometropia é uma das principais causas do olho preguiçoso

Apesar do nome diferente, a anisometropia é uma das principais causas da ambliopia (olho preguiçoso). Por esse motivo, é muito importante conhecer melhor a condição. De acordo com estudos, a prevalência da anisometropia pode variar de 3,79% a 21,7% da população em geral.

“Primeiramente, é bom explicar que a maioria das pessoas possui pequenas diferenças de refração de um olho para o outro. Nesses casos, é considerada uma anisometropia fisiológica. Contudo, quando as diferenças são muito grandes, bem como quando há presença de erros refrativos diferentes entre os olhos, a anisometropia torna-se patológica. Isso, por sua vez, pode comprometer a visão binocular, levando ao desenvolvimento da ambliopia em crianças”, explica Dra. Marcela.

Ambliopia Refrativa – O que você precisa saber

De acordo com a oftalmologista infantil, os olhos precisam ter a mesma oportunidade para se desenvolverem adequadamente. Contudo, numa criança com anisometropia, isto não acontece.

“A razão é que o cérebro vai escolher a imagem captada pelo olho mais saudável ou menos afetado pelos erros refrativos. Sendo assim, a imagem captada pelo olho mais afetado ou com mais dificuldade de foco, passa a ser ignorada. Quando esta supressão ocorre por tempo prolongado e de forma constante, instala-se o olho preguiçoso”, conta a especialista.

Caso a ambliopia não seja detectada e tratada na chamada “janela de oportunidade”, que vai dos 2 aos 7 anos, a criança pode perder a visão binocular. Em outras palavras, o cérebro perde a capacidade da fusão das imagens.

A visão binocular é crucial para diversas atividades cotidianas, sendo responsável por vermos em profundidade e em 3D. Desse modo, a perda da visão binocular pode ser um impedimento para exercer algumas profissões, entre outras restrições ao longo da infância, adolescência e vida adulta.

Tipos de anisometropia

Inicialmente, precisamos conhecer quais são os erros refrativos existentes. Vamos lá?

  • Miopia – dificuldade de enxergar de longe
  • Hipermetropia – dificuldade para enxergar de perto
  • Astigmatismo – dificuldade para enxergar de longe e de perto
  • Presbiopia (só afeta adultos) – dificuldade de enxergar de perto, especialmente após os 40 anos

Agora, vamos falar um pouco mais sobre os tipos de anisometropia, que variam de acordo com o tipo de erro refrativo presente em cada olho:

  1. Anisometropia hipermetrópica

  • Um olho (ou ambos, em graus diferentes) tem hipermetropia (dificuldade para ver de perto);
  • O cérebro pode ter dificuldade em fundir as imagens dos dois olhos por causa da diferença de tamanho das imagens (aniseiconia);
  • Mais comum em crianças e com maior risco de ambliopia.
  1. Anisometropia míopica

  • Um olho tem miopia (dificuldade para ver de longe) em grau diferente do outro;
  • Geralmente, a fusão da imagem é menos prejudicada do que na anisometropia hipermetrópica, mas pode causar desconforto visual.
  1. Anisometropia mista

  • Um olho é míope e o outro é hipermetrope;
  • Esse tipo costuma causar grande dificuldade de adaptação, pois as imagens formadas nos olhos são muito diferentes.
  1. Anisometropia astigmática

  • O astigmatismo é diferente entre os dois olhos.
  • Pode ser combinado com miopia ou hipermetropia (ex: um olho com astigmatismo miópico e outro com astigmatismo hipermetrópico).
  1. Anisometropia axial vs. refrativa

  • Axial: diferença no comprimento axial dos olhos (um olho é mais comprido ou mais curto).
  • Refrativa: diferença no poder refrativo (córnea ou cristalino com curvaturas diferentes).

Vale lembrar que a anisometropia pode atingir crianças, adolescentes e adultos. Contudo, em crianças a preocupação é maior, já que a condição pode levar ao desenvolvimento da ambliopia, conforme já mencionamos acima.

Como funciona o diagnóstico?

“O diagnóstico da anisometropia costuma ocorrer durantes as consultas de rotina com um oftalmologista infantil, no caso das crianças. Por isso mesmo, é muito importante que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida para uma avaliação. Contudo, normalmente os erros refrativos ficam mais evidentes quando a criança vai para escola. Sendo assim, o diagnóstico costuma ocorrer mais tardiamente, na idade pré-escolar ou escolar”, aponta Dra. Marcela.

Tratamento principal é o uso de óculos

“O tratamento da anisometropia pode envolver o uso de óculos para corrigir o grau. Em alguns casos, pode ser necessário usar lentes de contato. Ademais, o uso do tampão pode ser crucial para tratar a ambliopia, quando há também esse diagnóstico. Após os 18 anos, é possível optar pela cirurgia refrativa”, comenta a oftalmologista.

Por fim, vale ressaltar a importância do acompanhamento oftalmológico desde o nascimento. Além da anisometropia, há outras condições e doenças oculares que podem interferir no desenvolvimento da visão. Quando conseguimos detectá-las de forma precoce, podemos obter mais sucesso com os tratamentos, já que aproveitamos a neuroplasticidade que é maior na infância”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Sintomas da conjuntivite alérgica – Como reconhecê-los https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-conjuntivite-alergica-como-reconhece-los/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-conjuntivite-alergica-como-reconhece-los/#respond Thu, 24 Jul 2025 13:24:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3620 Os sintomas da conjuntivite alérgica são bem específicos, sendo o principal a coceira intensa nos olhos. Outro sinal é a vermelhidão nos olhos. Acima de tudo, é muito importante saber diferenciar a conjuntivite alérgica das formas infecciosas. Isso porque o tratamento é diferente, não sendo necessário, por exemplo, o uso de antibióticos. Para falar um […]

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Os sintomas da conjuntivite alérgica são bem específicos, sendo o principal a coceira intensa nos olhos. Outro sinal é a vermelhidão nos olhos. Acima de tudo, é muito importante saber diferenciar a conjuntivite alérgica das formas infecciosas. Isso porque o tratamento é diferente, não sendo necessário, por exemplo, o uso de antibióticos.

Para falar um pouco mais sobre os sintomas da conjuntivite alérgica, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

Conjuntivite alérgica afeta até 30% das crianças com outras alergias

Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) casos de alergia ocular em crianças e adolescentes têm aumentado no mundo todo. Dados da entidade apontam que a conjuntivite alérgica afeta de 15 a 25% das crianças e adolescentes no Brasil. Além disso, estima-se que 44% das crianças e adolescentes com asma também apresentam sintomas alérgicos nos olhos, de forma frequente.

“Vale reforçar que a conjuntivite alérgica crônica ou sem tratamento correto aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone. Trata-se de uma doença na córnea, que pode evoluir para a perda da visão. Portanto, é muito importante conhecer melhor os sintomas da alergia ocular e entender o que fazer na presença deles”, comenta Dra. Marcela.

Sintomas da Conjuntivite alérgica – Quais são eles?

Agora, vamos conhecer melhor os sintomas da conjuntivite alérgica. Definitivamente, a coceira e a vermelhidão são os sintomas mais comuns da conjuntivite alérgica. Os demais sintomas são lacrimejamento, inchaço nas pálpebras, na conjuntiva (quemose) e acúmulo de secreção esbranquiçada nos olhos”, acrescenta a médica.

“A propósito, um dos principais diferenciais da conjuntivite alérgica para as demais formas é a secreção, que é mais branquinha. Nas formas infecciosas, por exemplo, temos uma secreção esverdeada ou amarelada, típica de uma infecção”, explica Dra. Marcela.

Tipos de conjuntivite alérgica – Conheça quais são

A conjuntivite alérgica do tipo sazonal e/ou perene é a forma mais comum. No tipo sazonal os sintomas duram menos de 4 semanas. Já na perene as manifestações persistem por mais de 4 semanas.

“Adicionalmente, temos a ceratoconjuntivite primaveril, forma rara e grave da conjuntivite alérgica. Normalmente, 8 em cada 10 casos afetam crianças menores de 10 anos. Finalmente, uma outra forma da conjuntivite alérgica é irritativa, quase sempre provocada por contato com agentes, como produtos químicos e outros alérgenos”, conta Dra. Marcela.

O que fazer na presença dos sintomas da conjuntivite alérgica?

“A recomendação é que na presença dos sintomas da conjuntivite alérgica, os pais procurem um oftalmologista infantil. Normalmente, é preciso usar medicamentos em forma de colírio e, em outros casos, pode ser necessário prescrever antialérgicos orais. Ademais, também é importante realizar compressas frias ao longo do dia, bem como remover as secreções que se acumulam nos olhos”, reforça a oftalmologista infantil.

“O uso de lágrimas artificiais durante as crises também podem ajudar a aliviar os sintomas. Outra dica é providenciar óculos de sol com lentes UVA/UVB. Desse modo, é possível evitar o contato dos olhos com substâncias que podem agravar a alergia, além e ajudar no alívio da sensibilidade à luz, um dos sintomas da conjuntivite alérgica”, comenta Dra. Marcela.

“Por outro lado, é importante esclarecer que as crianças alérgicas podem apresentar muitos quadros de conjuntivite alérgica ao longo da infância e adolescência. Contudo, ao longo os anos a tendência é a redução das crises. Entretanto, o tratamento é crucial para evitar problemas na córnea, como o ceratocone”, alerta a especialista.

Mudança de hábitos também ajuda no controle dos sintomas

Para além de medicamentos, o controle da conjuntivite alérgica também depende de algumas medidas. Entre eles está o afastamento da criança/adolescente de potenciais alérgenos. Um bom exemplo é a retirada de cortinas, tapetes e bichos de pelúcia do quarto. Como esses objetos tendem a acumular pó e ácaros, é importante removê-los do ambiente em que a criança dorme.

Para além disso, nos dias mais secos é importante manter o ambiente umidificado. A razão é que quando o ar está seco, as partículas de poluição e poeira ficam suspensas. Sendo assim, podem entrar em contato com os olhos mais facilmente.

Em relação aos bichinhos de estimação, também é preciso avaliar se a criança desenvolve sintomas após contato com eles. Infelizmente, se isso acontecer, ou seja, se os sintomas da conjuntivite alérgica se manifestarem após contato com animais, também é preciso reavaliar esse convívio.

Não deixe a criança coçar os olhos

O hábito de coçar ou esfregar os olhos é particularmente comum entre as crianças. Contudo, essa fricção frequente pode causar danos na córnea. Em alguns casos, a criança pode desenvolver o ceratocone, doença que altera o formato da córnea e pode causar perda da visão.

“Em muitos casos, os pais podem não perceber que a coceira nos olhos é um dos sintomas da conjuntivite alérgica, em sua forma crônica. Desse modo é imprescindível levar a criança para uma consulta com um oftalmologista infantil”, alerta Dra. Marcela.

Finalmente, existe também a possibilidade dessas manifestações indicarem uma conjuntivite infecciosa. Por isso, a dica final é sempre buscar ajuda médica especializada”, finaliza a especialista.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Sintomas da celulite ocular em crianças – Fique atento https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-celulite-ocular-em-criancas-fique-atento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-celulite-ocular-em-criancas-fique-atento/#respond Thu, 12 Jun 2025 12:15:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3500 Os sintomas da celulite ocular em crianças são inchaço intenso na região ao redor do globo ocular, vermelhidão, calor no local, febre e dor intensa ao movimentar o olho. A condição pode causar ainda inchaço na conjuntiva (tecido que reveste a parte da frente do globo ocular), dor de cabeça, secreção com pus no nariz […]

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Os sintomas da celulite ocular em crianças são inchaço intenso na região ao redor do globo ocular, vermelhidão, calor no local, febre e dor intensa ao movimentar o olho. A condição pode causar ainda inchaço na conjuntiva (tecido que reveste a parte da frente do globo ocular), dor de cabeça, secreção com pus no nariz e mal-estar geral, devido ao processo infeccioso.

 

A celulite ocular, chamada de celulite orbitária é uma condição grave, que precisa de tratamento precoce, muitas vezes em ambiente hospitalar.

 

Para falar mais sobre a doença, causas e como funciona o tratamento, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

 

Celulite ocular – Que doença é essa

 

Segundo Dra. Marcela, a celulite ocular é uma infecção grave, que afeta os tecidos moles da órbita ocular. Por isso, o nome médico da condição é celulite orbitária. De qualquer maneira, a órbita é a cavidade em que o globo ocular se localiza. Essa região é formada por músculos, vasos sanguíneos, nervo óptico, gordura, tecido conjuntivo e glândulas lacrimais. Dessa maneira, a infecção pode atingir todas as estruturas que compõe a órbita ocular”, explica.

 

A celulite ocular não possui uma prevalência alta. Por outro lado, é uma doença grave, que ameaça a visão. Embora possa atingir pessoas de todas as idades, é mais comum em crianças. Ademais, a principal causa da celulite ocular é a sinusite bacteriana. Mas, existem outras condições que podem levar a quadros da doença, como:

 

  • Infecção dos dentes, ouvido médio ou face;

  • Dacriocistite (infecção no saco lacrimal);

  • Trauma orbitário com fratura ou corpo estranho;

  • Cirurgia oftalmológica, como cirurgia de estrabismo, blefaroplastia, ceratotomia radial e cirurgia de retina;

  • Anestesia peribulbar (aplicação de anestesia na órbita);

  • Mucocele infectada que erode para dentro da órbita (lesão cística e benigna que se forma na cavidade oral, normalmente devido ao acúmulo de saliva (mucina) dentro dos tecidos moles);

  • Imunodeficiência.

 

Sintomas da celulite ocular em crianças e em outras populações

“Geralmente, os primeiros sinais da celulite ocular em crianças são a vermelhidão e o inchaço. O inchaço é um sinal muito característico, já que a criança pode não conseguir nem mesmo abrir os olhos. Adicionalmente, como se trata de uma infecção, a criança pode apresentar febre, além de ficar mais debilitada”, alerta Dra. Marcela.

O mais importante é saber que quando esses sinais e sintomas se manifestam, especialmente após a criança passar por um quadro de sinusite infecciosa ou alguma outra situação em que há fatores de risco, é crucial procurar um serviço de emergência.

 

Celulite ocular pode resultar em perda da visão e em casos de meningite

 

“Infelizmente, a celulite orbital pode levar à perda da visão em cerca de 11% dos casos. Portanto, na presença dos sintomas da celulite ocular em crianças, os pais precisam levar a criança ao pronto-socorro o mais rápido possível”, reforça Dra. Marcela.

 

Outra consequência grave da celulite ocular é a meningite, infecção que atinge o cérebro. Ou seja, a infecção na órbita pode atingir o cérebro, já que os olhos, os seios da face (os espaços que ficam no interior da face e do crânio), a mucosa nasal e o cérebro estão localizados muito próximos uns dos outros.

 

Como funcionam o diagnóstico e o tratamento da celulite ocular

 

“Basicamente, o diagnóstico da celulite orbitária é clínico. Inclusive, há características importantes que contribuem para diferenciar a celulite ocular de outras condições. Entre esses sinais estão a limitação da mobilidade ocular (oftalmoplegia), presença de dor ao movimento e proptose ocular, popularmente chamada de “olhos esbugalhados”, conta Dra. Marcela.

 

Por outro lado, em alguns casos podemos solicitar alguns exames, como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). “Para além disto, como usamos antibióticos para combater a infecção, pode ser necessário exames de sangue para descobrir qual a bactéria que causou a doença. Dessa maneira, podemos ser mais assertivos na escolha do antibiótico”, aponta a especialista.

 

Por fim, como se trata de uma condição grave, o tratamento ocorre em ambiente hospitalar, com aplicação endovenosa de antibióticos assim que fechamos o diagnóstico.

 

É possível prevenir a celulite ocular?

 

A prevenção da celulite ocular depende, basicamente, do tratamento da condição de base, ou seja, da doença que levou ao seu desenvolvimento. Como na maioria dos casos a causa é uma sinusite infecciosa, seu tratamento é a chave para prevenir a celulite ocular.

 

“Um recado importante é que as sinusites infecciosas são mais prevalentes no inverno. Portanto, os pais devem estar atentos as infecções do trato respiratório e procurar tratamento adequado, principalmente para as sinusites”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Ceratocone em crianças – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone-em-criancas-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone-em-criancas-sinais-e-sintomas/#respond Wed, 04 Jun 2025 19:18:38 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3480 O ceratocone em crianças costuma ser mais agressivo do que em adultos, embora seja mais raro. De qualquer maneira, é uma doença que precisa de tratamento, pois pode levar à perda da visão. Hoje, vamos falar mais sobre o ceratocone em crianças e sobre a doença em geral, em homenagem ao movimento Junho Violeta, que […]

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O ceratocone em crianças costuma ser mais agressivo do que em adultos, embora seja mais raro. De qualquer maneira, é uma doença que precisa de tratamento, pois pode levar à perda da visão.

Hoje, vamos falar mais sobre o ceratocone em crianças e sobre a doença em geral, em homenagem ao movimento Junho Violeta, que visa aumentar o conhecimento da população sobre a doença.

Para isso, vamos entrevistar a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Ceratocone resulta de deformações na córnea

Segundo Dra. Marcela Barreira, o ceratocone é uma doença que afeta a córnea, alterando sua forma. “Primeiramente, ocorrem mudanças no colágeno que, por sua vez, resultam em deformidades na córnea, estrutura essencial para a visão. A córnea se deforma e lembra o formato de um cone, daí o nome “ceratocone”.

“Desse modo, a mudança no formato da córnea acarreta o desenvolvimento de astigmatismo irregular, afinamento da córnea e miopia progressiva. Infelizmente, todas essas condições podem levar à redução da acuidade visual”, explica a médica.

“Embora seja mais prevalente a partir da adolescência, o ceratocone em crianças é muito preocupante. A razão é que na população infantil temos uma progressão mais rápida. Por outro lado, o diagnóstico pode ser mais tardio, devido ao fato de que as crianças menores podem não conseguir expressar queixas a respeito de problemas na visão”, alerta Dra. Marcela.

Ceratocone em crianças e em outras populações – Quais são os fatores de risco?

Acima de tudo, é importante esclarecer que nem sempre é possível definir a causa exata do ceratocone. Por outro lado, ao longo dos anos estudos apontaram alguns fatores de risco importantes em relação à doença, como:

  • Quadros repetitivos de ceratoconjuntivite (inflamação da conjuntiva e da córnea);
  • Atopia (alergias), especialmente alergias oculares;
  • Síndrome de Down;
  • Retinite pigmentosa e doenças genéticas;
  • Histórico familiar de ceratocone.

A ligação do ceratocone com as alergias é bem documentada. As crianças alérgicas tendem a coçar os olhos com muita frequência.

“Dessa maneira, essa fricção constante pode liberar substâncias, que geram uma inflamação crônica na córnea. O quadro inflamatório pode desencadear alterações no colágeno da córnea, alterando assim o seu formato. Por este motivo, há uma relação bastante importante entre o ceratocone e as alergias em geral, particularmente as alergias oculares”, comenta Dra. Marcela.

Vale reforçar que o ceratocone em crianças é mais agressivo e raro do que em adultos. Adicionalmente, o ceratocone é responsável por cerca de 15% a 20% dos transplantes de córnea em crianças.

Sinais de alerta do ceratocone em crianças

Infelizmente, como já dissemos, nas fases iniciais o ceratocone não causa sinais tão evidentes. Ademais, precisamos levar em consideração que as crianças podem não se queixar sobre alterações na visão. O motivo é que elas não possuem parâmetros a respeito do que é enxergar bem ou enxergar mal.

“Geralmente, as crianças em idade escolar podem se queixar de dificuldades para enxergar na lousa, escrever, ler, praticar esportes. Na verdade, nos estágios iniciais, os sintomas do ceratocone são parecidos com os dos erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia). Contudo, o mais importante sinal de alerta é necessidade de troca constante de grau ou ainda queixas de problemas para enxergar, mesmo usando os óculos”, alerta Dra. Marcela.

Veja os sinais e sintomas do ceratocone em fases mais avançadas:

  • Sensibilidade à luz
  • Cansaço visual
  • Intensificação da coceira ocular
  • Irritação e desconforto nos olhos
  • Visão dupla
  • Percepção de várias imagens de um mesmo objeto, além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz.

Tratamento pode exigir transplante de córnea

Infelizmente, o ceratocone em crianças é responsável por cerca de 15% a 20% dos transplantes na população pediátrica. Mas, vale ressaltar que o transplante é um dos últimos recursos para tratar a doença.

Nas fases iniciais e moderadas, o tratamento do ceratocone consiste no uso de óculos ou de lentes de contato especiais. Vale lembrar que a evolução da doença costuma ser lenta, podendo durar, em média, 6 anos.

Outro tratamento que pode beneficiar os pacientes é o cross-linking, método minimamente invasivo e seguro. O oftalmologista aplica a riboflavina, um dos tipos de vitamina B, nos olhos do paciente. Logo depois, aplica um feixe de luz ultravioleta que visa à ligação da vitamina B com o colágeno da córnea. O objetivo do cross-linking é fortalecer a córnea para manter seu formato e prevenir uma deformação mais acentuada.

Já o transplante de córnea, como dissemos anteriormente, é a última opção de tratamento. Em contrapartida, quando necessário, pode ser um recurso importante para restabelecer a visão do paciente.

É possível prevenir o ceratocone em crianças?

Embora a origem exata do ceratocone não esteja totalmente esclarecida, é possível prevenir problemas na córnea por meio da mudança de hábitos e do acompanhamento preventivo e precoce de crianças com astigmatismo ou ainda com histórico familiar da doença. Outro componente da prevenção é evitar coçar os olhos de forma frequente, garantindo tratamentos adequados para quadros de alergia ocular”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/dermatite-atopica-aumenta-risco-de-uveite-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dermatite-atopica-aumenta-risco-de-uveite-na-infancia/#respond Thu, 29 May 2025 12:43:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3467 A dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância, segundo um estudo recente, publicado em maior de 2025, no JAMA Ophthalmology. Como a dermatite atópica tem um prevalência importante entre as crianças, é uma descoberta que desperta interesse na área de oftalmologia infantil. Para entender por que a dermatite atópica aumenta risco de uveíte na […]

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A dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância, segundo um estudo recente, publicado em maior de 2025, no JAMA Ophthalmology. Como a dermatite atópica tem um prevalência importante entre as crianças, é uma descoberta que desperta interesse na área de oftalmologia infantil.

Para entender por que a dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Dermatite atópica é relativamente comum na infância

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite atópica afeta de 15% a 25% das crianças e cerca de 7% dos adultos no Brasil.

Trata-se de uma doença dermatológica crônica, que causa uma inflamação na pele, além de secura, coceira e lesões. Normalmente, pode ser desencadeada pelo estresse ou pelo contato com substâncias, como pelo de animais e outros alérgenos. Para além disso, atinge principalmente pessoas com asma e rinite alérgica. Em geral, os sintomas surgem na infância e podem permanecer durante a vida adulta.

Apesar de a dermatite atópica ser uma doença dermatológica, um novo estudo apontou que crianças que desenvolvem a doença, de forma mais precoce, têm um risco maior de desenvolver uveíte, doença oftalmológica que pode ameaçar a visão. Em outras palavras, a dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância.

De acordo com dados da pesquisa, a gravidade da dermatite atópica também aumenta a chance de a criança ter uma uveíte. Finalmente, os pesquisadores concluíram que é muito importante monitorar a saúde ocular de crianças com dermatite atópica, especialmente de início precoce.

Afinal, o que é uveíte?

Primeiramente, é importante dizer que a uveíte é uma das doenças oftalmológicas mais preocupantes quando se fala em visão. “O termo uveíte é dado a uma série de condições que se caracterizam pela inflamação da úvea, também chamada de trato uveal ou túnica vascular. A úvea é uma parte do globo ocular composta pela íris, corpo ciliar e coroide. Ela se localiza na chamada câmara posterior do olho (parte de trás do globo ocular)”, explica Dra. Marcela.

Partes da úvea

  • Íris – a parte colorida dos olhos
  • Corpo ciliar – um músculo que aumenta o poder de refração do cristalino, essencial para a acomodação visual da visão de longe para a de perto
  • Coroide – responsável por cerca de 90% do fluxo de sangue dos olhos

Sendo assim, a uveíte pode atingir uma ou todas as partes da úvea. Por esse motivo, cada tipo de inflamação no trato uveal recebe um nome, de acordo com a parte em que a inflamação ocorre.

“A uveíte anterior ocorre na parte da frente da úvea e inclui a íris. A uveíte posterior é a inflamação da parte de trás do trato uveal e pode envolver a retina e a coroide. Finalmente, a panuveíte é a inflamação que afeta todo o trato uveal”, explica Dra. Marcela.

Dor e vermelhidão no olho são principais sintomas da uveíte

Os sintomas da uveíte se manifestam de acordo com a região da úvea afetada.  “A uveíte que atinge a parte da frente do trato uveal é a que costuma causar os sintomas mais incômodos. “A criança pode começar a sentir muita dor no olho, vermelhidão na parte branca do olho (esclera), sensibilidade à luz e leve redução da acuidade visual”, comenta a oftalmologista infantil.

“Por outro lado, a forma intermediária de uveíte costuma ser indolor. Em alguns casos, o paciente pode enxergar as moscas volantes (pontinhos pretos e irregulares que se movem de acordo com os movimentos dos olhos). Essa manifestação também acontece na uveíte posterior, que pode causar inflamação no nervo óptico e perda súbita da visão”, complementa Dra. Marcela.

Uveíte é emergência médica

Infelizmente, a uveíte pode causar danos severos na visão, além de aumentar o risco de lesões na retina e desenvolvimento de catarata e glaucoma. “Por esses motivos, a recomendação é procurar um serviço de emergência, preferencialmente, oftalmológica. A perda repentina da acuidade visual, manchas na visão (moscas volantes) e dor ocular são importantes sinais de alerta para procurar ajuda”, ressalta a especialista.

“Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de imagens, como um ultrassom, além de exames laboratoriais. Quando a suspeita se confirma, é necessário iniciar o tratamento rapidamente, para impedir o avanço da uveíte para outras regiões oculares, como retina e nervo óptico”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, é crucial esclarecer que após um episódio de uveíte, o paciente precisa fazer um acompanhamento regular com um oftalmologista. A razão é que a doença pode voltar a acontecer, especialmente quando tem relação com doenças como a dermatite atópica, doenças reumatológicas e inflamatórias intestinais.

Dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância – O que os pais devem saber

Acima de tudo, esse estudo demonstrou que a dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância. Desse modo, embora a uveíte não seja uma doença tão conhecida e tão prevalente, trata-se de uma condição grave, que pode afetar a visão.

“Portanto, o ideal é que crianças com dermatite atópica façam um acompanhamento regular com um oftalmologista infantil. Para além disso, os pais devem ficar atentos ao surgimento de sintomas sugestivos de uveíte. Na presença das manifestações, é crucial procurar um médico”, conclui Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

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Fonte:

https://jamanetwork.com/journals/jamaophthalmology/article-abstract/2832128

 

 

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Molusco contagioso ocular em crianças exige atenção https://homolog.marcelabarreira.com.br/molusco-contagioso-ocular-em-criancas-exige-atencao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/molusco-contagioso-ocular-em-criancas-exige-atencao/#respond Thu, 01 May 2025 11:02:16 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3380 O molusco contagioso ocular em crianças exige atenção. Embora seja uma infecção que atinge a pele, quando se espalha para a região ocular pode aumentar o risco de complicações, como a irritações na conjuntiva, por exemplo. Para falar mais sobre o molusco contagioso ocular em crianças, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, […]

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O molusco contagioso ocular em crianças exige atenção. Embora seja uma infecção que atinge a pele, quando se espalha para a região ocular pode aumentar o risco de complicações, como a irritações na conjuntiva, por exemplo.

Para falar mais sobre o molusco contagioso ocular em crianças, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Conheça melhor o molusco contagioso

Primeiramente, antes de falarmos mais sobre o molusco contagioso ocular em crianças, vamos conhecer melhor essa doença. O molusco contagioso é uma infecção decorrente do Molluscipoxvirus, que pertence ao grupo dos Poxvirus.

Segundo estudos, a prevalência do molusco contagioso em crianças pode variar de 5 a 11% da população entre 0 e 14 anos. Contudo, em países mais quentes, como o Brasil, a incidência pode ser maior, podendo chegar a 20%.

De qualquer maneira, a maior prevalência do molusco contagioso é em crianças entre 2 e 5 anos. As principais razões são que nessa faixa etária há mais contato físico e o compartilhamento de objetos, como brinquedos, é mais frequente. Entretanto, vale esclarecer que o molusco contagioso pode atingir pessoas de todas as idades.

Vírus é extremamente contagioso – Veja os sinais e sintomas

“O vírus do molusco contagioso, como o próprio nome diz, tem uma taxa de transmissão extremamente alta. Em geral, a transmissão ocorre pelo contato direto com superfícies contaminadas ou ainda de pessoa para pessoa. Para além dessas formas de contaminação, o molusco contagioso pode se espalhar por diversas áreas do corpo, como a região ocular. Sendo assim, essa característica se chama autoinoculação”, explica Dra. Marcela.

“O aparecimento das lesões pode ocorrer de 2 a 6 semanas após o contato com o vírus, período conhecido como tempo de incubação. O molusco contagioso se manifesta por meio de bolhas rosadas ou mais branquinhas na pele. Com isso, essas lesões podem coçar e gerar uma inflamação no local, além de causar dor, em alguns casos”, comenta a especialista.

Grupos e situações de risco

O vírus do molusco contagioso é bastante resistente e permanece em certas superfícies. Dessa maneira, ele pode contaminar pisos de banheiros, piscinas, chuveiros, além de objetos, como brinquedos, toalhas e itens de uso pessoal. Normalmente, ele sobrevive um tempo maior em ambientes úmidos e mais quentes.

Molusco contagioso ocular – O que você precisa saber

Como já falamos, a autoinoculação é uma característica bastante peculiar do molusco contagioso. Portanto, o próprio paciente pode levar o vírus para outras regiões do corpo, como os olhos. Sabemos que crianças menores tocam os olhos, a boca e o rosto com maior frequência. Portanto, o risco de contaminação dessas regiões é maior.

O molusco contagioso ocular em crianças costuma se desenvolver na pele das pálpebras. Por outro lado, há casos em que as lesões podem evoluir para complicações, como a conjuntivite folicular crônica.

“As lesões do molusco contagioso liberam toxinas, que podem causar irritação na conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. Adicionalmente, a criança pode apresentar coceira, vermelhidão e sensação de areia nos olhos. Infelizmente, quando há um agravamento da infecção, o vírus pode afetar a córnea, bem como causar uma infecção bacteriana secundária”, alerta Dra. Marcela.

Quem trata o molusco contagioso ocular

Apesar de o molusco contagioso ser uma infecção de pele, quando surgem lesões nos olhos, os pais devem procurar um oftalmologista infantil. “O diagnóstico é clínico, sem necessidade de exames adicionais. Enfim, o molusco contagioso ocular pode demandar tratamento, como a remoção cirúrgica das lesões, principalmente quando estão muito próximas do globo ocular”, encerra Dra. Marcela.

Dicas de prevenção do molusco contagioso ocular

  • Quando a criança está com molusco contagioso, os pais devem redobrar os cuidados para evitar que a doença se espalhe para a região dos olhos;

  • Para prevenir que a criança contraia a doença, é imprescindível usar chinelos em piscinas e banheiros públicos, como academias, clubes e condomínios;

  • O risco de transmissão entre os membros da família é grande, especialmente se há outras crianças na casa. Portanto, procure separar a roupa de banho e de cama, bem como outros objetos de uso pessoal;

  • Para evitar que a criança coce as lesões e espalhe a infecção para outras áreas do corpo, cubra as lesões com gases e curativos. Esse cuidado também previne a contaminação de outras pessoas;

  • Oriente a criança a lavar as mãos com frequência, além de investir no uso do álcool em gel.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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