Arquivos Hipermetropia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/hipermetropia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:35:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos Hipermetropia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/hipermetropia/ 32 32 Hipermetropia em crianças – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas-2/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas-2/#respond Wed, 24 Jun 2026 15:06:16 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4122 A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. […]

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A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento.

Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um dos erros refrativos, que causa dificuldade para enxergar de perto. Os demais erros refrativos são a miopia, o astigmatismo e a presbiopia.

Portanto, uma pessoa com hipermetropia enxerga bem de longe e sente dificuldade de enxergar de perto.

Afinal, o que é um erro refrativo?

Para entender a hipermetropia, é importante compreender o que é um erro refrativo. Então, vamos lá.

Para enxergarmos com nitidez, a luz que entra nos olhos precisa atingir um ponto específico da retina, popularmente chamada de “fundo do olho”. A esse processo se dá o nome de refração.

A luz entra no olho e passa pelas “lentes naturais”, como a córnea (que tem o maior poder de foco) e o cristalino (que ajusta o foco para perto e para longe), fenômeno chamado de acomodação.

Em pessoas com olhos sem alterações, a luz faz o caminho normal e atinge o ponto exato da retina, resultando em uma visão nítida.

E quando a luz não atinge o ponto certo da retina?

Agora que você já entendeu o que é a refração, vamos falar sobre os erros refrativos. Há pessoas que apresentam alterações anatômicas nos olhos, especialmente na córnea e no cristalino.

Dessa maneira, essas alterações levam ao desvio da luz e isso leva aos erros refrativos. No caso da hipermetropia, o foco da imagem fica atrás da retina.

Então, há dois motivos para o desvio da luz na hipermetropia:

  1. Olho mais curto do que o normal (causa mais comum)

A hipermetropia costuma ter origem em globos oculares menores que o eixo anteroposterior, ou seja, o trajeto da córnea até a retina. Assim, a lente foca mais longe do que deveria.

  1. Córnea ou cristalino com pouco poder de convergência

Apesar de ser menos frequente, a hipermetropia pode acontecer em pessoas com uma córnea mais plana ou ainda em pessoas com um cristalino com menor capacidade de refração da luz. Portanto, nesses casos o olho não converte a luz com a intensidade suficiente. Como resultado, o foco também ocorre atrás da retina, afetando a visão de perto.

Hipermetropia em crianças dificulta a visão de perto

Para enxergamos de perto, é preciso um poder maior de convergência. Sendo assim, o cristalino precisa compensar isso por meio da acomodação. Ou seja, ele encurta sua curvatura para aumentar o foco.

Um bom exemplo para entender isso é: imagina que você quer tirar uma foto de uma abelha pousando numa flor. Você pega seu celular e vai ajustando o foco de perto, porém a imagem fica embaçada e você demora algum tempo até conseguir atingir a nitidez. Esse é mais ou menos o processo que os olhos precisam fazer para podermos enxergar de perto.

Contudo, na hipermetropia, devido as alterações anatômicas que já falamos, há um grande esforço para conseguir enxergar.

O que uma pessoa com hipermetropia sente?

O principal sinal da hipermetropia é a dificuldade de enxergar de perto. Todavia, quando a pessoa não usa óculos, o esforço visual pode causar alguns sintomas, como:

  • Cansaço visual;
  • Dor de cabeça;
  • Ardência nos olhos;
  • Visão embaçada

Hipermetropia em crianças – Entenda melhor

Acima de tudo, a hipermetropia costuma se desenvolver na infância. Agora, a dificuldade de enxergar de perto que surge após os 40 anos leva o nome de presbiopia. Outra questão é que nos adultos, a dificuldade de enxergar de perto tem relação com a perda da capacidade de acomodação do cristalino.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipermetropia é feito por meio dos exames oftalmológicos de rotina. Mesmo em bebês e crianças que ainda não falam, é possível detectar a presença desse erro refrativo.

A boa notícia é que nem todos os casos de hipermetropia precisam de correção por meio de óculos. A razão é que com o passar do tempo, graus baixos de hipermetropia costumam desaparecer.

Dessa maneira, apenas graus mais elevados da hipermetropia têm indicação para o uso de óculos.

Segundo as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade.

A razão é que, normalmente, o grau diminui à medida em que a criança cresce, já que os olhos também aumentam de tamanho ao longo dos anos.

Por outro lado, quando o grau é alto, aumenta o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, principalmente nas crianças que ainda não estão com o sistema visual completo (abaixo dos 7 anos).

O que é um grau alto?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

 Hipermetropia, estrabismo e olho preguiçoso têm relação?

Sim! A hipermetropia é a causa do estrabismo acomodativo. Portanto, na medida em que a criança tenta enxergar de perto, o olho se desvia para dentro.  Mas, basta colocar os óculos para o alinhamento do eixo ocular.

As crianças com hipermetropia correm mais risco de desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso. Por isso, o acompanhamento com um oftalmologista infantil é crucial. O tratamento, nesse caso, é o uso do tampão.

Tem como prevenir a hipermetropia?

A hipermetropia não é uma doença, é resultado de uma alteração anatômica das estruturas, como a córnea e o cristalino. Sendo assim, não existe uma maneira de preveni-la.

Contudo, é crucial cuidar da saúde ocular das crianças, desde o primeiro ano de vida. Para isso, os pais devem procurar um oftalmologista infantil e realizar o acompanhamento do desenvolvimento visual desde cedo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento.

Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um dos erros refrativos, que causa dificuldade para enxergar de perto. Os demais erros refrativos são a miopia, o astigmatismo e a presbiopia.

Portanto, uma pessoa com hipermetropia enxerga bem de longe e sente dificuldade de enxergar de perto.

Afinal, o que é um erro refrativo?

Para entender a hipermetropia, é importante compreender o que é um erro refrativo. Então, vamos lá.

Para enxergarmos com nitidez, a luz que entra nos olhos precisa atingir um ponto específico da retina, popularmente chamada de “fundo do olho”. A esse processo se dá o nome de refração.

A luz entra no olho e passa pelas “lentes naturais”, como a córnea (que tem o maior poder de foco) e o cristalino (que ajusta o foco para perto e para longe), fenômeno chamado de acomodação.

Em pessoas com olhos sem alterações, a luz faz o caminho normal e atinge o ponto exato da retina, resultando em uma visão nítida.

E quando a luz não atinge o ponto certo da retina?

Agora que você já entendeu o que é a refração, vamos falar sobre os erros refrativos. Há pessoas que apresentam alterações anatômicas nos olhos, especialmente na córnea e no cristalino.

Dessa maneira, essas alterações levam ao desvio da luz e isso leva aos erros refrativos. No caso da hipermetropia, o foco da imagem fica atrás da retina.

Então, há dois motivos para o desvio da luz na hipermetropia:

  1. Olho mais curto do que o normal (causa mais comum)

A hipermetropia costuma ter origem em globos oculares menores que o eixo anteroposterior, ou seja, o trajeto da córnea até a retina. Assim, a lente foca mais longe do que deveria.

  1. Córnea ou cristalino com pouco poder de convergência

Apesar de ser menos frequente, a hipermetropia pode acontecer em pessoas com uma córnea mais plana ou ainda em pessoas com um cristalino com menor capacidade de refração da luz. Portanto, nesses casos o olho não converte a luz com a intensidade suficiente. Como resultado, o foco também ocorre atrás da retina, afetando a visão de perto.

Hipermetropia dificulta a visão de perto

Para enxergamos de perto, é preciso um poder maior de convergência. Sendo assim, o cristalino precisa compensar isso por meio da acomodação. Ou seja, ele encurta sua curvatura para aumentar o foco.

Um bom exemplo para entender isso é: imagina que você quer tirar uma foto de uma abelha pousando numa flor. Você pega seu celular e vai ajustando o foco de perto, porém a imagem fica embaçada e você demora algum tempo até conseguir atingir a nitidez. Esse é mais ou menos o processo que os olhos precisam fazer para podermos enxergar de perto.

Contudo, na hipermetropia, devido as alterações anatômicas que já falamos, há um grande esforço para conseguir enxergar.

O que uma pessoa com hipermetropia sente?

O principal sinal da hipermetropia é a dificuldade de enxergar de perto. Todavia, quando a pessoa não usa óculos, o esforço visual pode causar alguns sintomas, como:

  • Cansaço visual;

  • Dor de cabeça;

  • Ardência nos olhos;

  • Visão embaçada

Hipermetropia só afeta crianças?

Acima de tudo, a hipermetropia costuma se desenvolver na infância. Agora, a dificuldade de enxergar de perto que surge após os 40 anos leva o nome de presbiopia. Outra questão é que nos adultos, a dificuldade de enxergar de perto tem relação com a perda da capacidade de acomodação do cristalino.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipermetropia é feito por meio dos exames oftalmológicos de rotina. Mesmo em bebês e crianças que ainda não falam, é possível detectar a presença desse erro refrativo.

A boa notícia é que nem todos os casos de hipermetropia precisam de correção por meio de óculos. A razão é que com o passar do tempo, graus baixos de hipermetropia costumam desaparecer.

Dessa maneira, apenas graus mais elevados da hipermetropia têm indicação para o uso de óculos.

Segundo as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade.

A razão é que, normalmente, o grau diminui à medida em que a criança cresce, já que os olhos também aumentam de tamanho ao longo dos anos.

Por outro lado, quando o grau é alto, aumenta o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, principalmente nas crianças que ainda não estão com o sistema visual completo (abaixo dos 7 anos).

O que é um grau alto?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Hipermetropia, estrabismo e olho preguiçoso têm relação?

Sim! A hipermetropia é a causa do estrabismo acomodativo. Portanto, na medida em que a criança tenta enxergar de perto, o olho se desvia para dentro.  Mas, basta colocar os óculos para o alinhamento do eixo ocular.

As crianças com hipermetropia correm mais risco de desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso. Por isso, o acompanhamento com um oftalmologista infantil é crucial. O tratamento, nesse caso, é o uso do tampão.

Tem como prevenir a hipermetropia?

A hipermetropia não é uma doença, é resultado de uma alteração anatômica das estruturas, como a córnea e o cristalino. Sendo assim, não existe uma maneira de preveni-la.

Contudo, é crucial cuidar da saúde ocular das crianças, desde o primeiro ano de vida. Para isso, os pais devem procurar um oftalmologista infantil e realizar o acompanhamento do desenvolvimento visual desde cedo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Hipermetropia pode causar estrabismo acomodativo https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-pode-causar-estrabismo-acomodativo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-pode-causar-estrabismo-acomodativo/#respond Wed, 09 Apr 2025 12:04:37 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3329 A hipermetropia pode causar estrabismo acomodativo, em que o olho se desvia para dentro devido ao esforço visual para acomodar e focar os objetos de perto. Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba […]

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A hipermetropia pode causar estrabismo acomodativo, em que o olho se desvia para dentro devido ao esforço visual para acomodar e focar os objetos de perto.

Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Hipermetropia surge na infância

Primeiramente, é importante entender o que é a hipermetropia. Trata-se de um erro refrativo que dificulta enxergar de perto.

“Em geral, a hipermetropia é o resultado de um globo ocular menor do o que normal, mais achatado ou com uma córnea mais plana. Sendo assim, essas alterações no formato do olho fazem com a luz atinja a parte de trás da retina, dificultando a visão de perto. Por outro lado, a visão de longe, em quem tem apenas a hipermetropia, é nítida”, explica Dra. Marcela.

“Curiosamente, a maioria dos bebês nasce com algum grau de hipermetropia, o que chamamos de hipermetropia fisiológica. Contudo, na medida em que o olho cresce e a visão se desenvolve, a hipermetropia tende a desaparecer ou a diminuir, especialmente na adolescência. Dessa forma, nem sempre será preciso usar óculos para corrigir esse erro refrativo”, aponta a oftalmologista.

Grau alto de hipermetropia pode causar estrabismo

Em contrapartida, um grau mais alto de hipermetropia pode causar estrabismo acomodativo, especialmente em crianças menores de 7 anos. “A razão é que a visão de desenvolve fora do útero e se completa por volta dos 7 ou 8 anos. Portanto, problemas oculares que surgem nessa fase de desenvolvimento visual, podem causar problemas, como o estrabismo”, conta Dra. Marcela.

Adicionalmente, o estrabismo acomodativo pode levar à ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”. “Vale ressaltar que quanto mais alto o grau da hipermetropia, maior o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, especialmente nas crianças abaixo dos 7 anos de idade”, alerta a especialista.

O que é um grau alto de hipermetropia?

A classificação da American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus (AAPOS) considera as seguintes medidas do grau para tratamento da hipermetropia:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Entenda por que a hipermetropia pode causar estrabismo

Segundo Dra. Marcela, uma criança com hipermetropia realiza muito esforço para conseguir enxergar de perto. “Dessa forma, o olho perde seu alinhamento e se desvia para dentro, em direção ao nariz. Esse tipo de desvio recebe o nome de desvio convergente. Sendo assim, a hipermetropia pode causar estrabismo”.

Entretanto, é importante dizer que nem sempre uma criança com hipermetropia irá desenvolver o estrabismo. Na verdade, isso acontece, em geral, quando o grau é alto.

Diagnóstico e tratamento

 O diagnóstico da hipermetropia é importante, já que o tratamento pode evitar a ambliopia. Então, a melhor maneira de saber se o bebê ou a criança tem hipermetropia é consultar um oftalmologista infantil, se possível nos primeiros meses de vida.

 Óculos é o tratamento padrão para hipermetropia e estrabismo acomodativo

O tratamento da hipermetropia e do estrabismo acomodativo consiste no uso de óculos para corrigir o grau. Portanto, o estrabismo causado pela hipermetropia é o único que não tem indicação para correção cirúrgica. Todavia, vale reforçar a importância do uso do óculos para prevenir o desenvolvimento da ambliopia.

Leia mais sobre ambliopia aqui.

“Eventualmente, a cirurgia pode ser necessária para corrigir o estrabismo acomodativo. Isso porque alguns pacientes, mesmo com o uso de óculos, continuam apresentando um desvio do eixo ocular. Assim, a cirurgia visa corrigir esse desvio restante”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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O que é hipermetropia? Sinais Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-hipermetropia-sinais-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-hipermetropia-sinais-sintomas-e-tratamento/#respond Thu, 03 Oct 2024 13:29:13 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2753 Hoje vamos falar sobre o que é hipermetropia, se há sinais e sintomas e como funciona o tratamento. Primeiramente, é importante dizer que a hipermetropia não é uma doença. Trata-se de uma condição oftalmológica relacionada a uma alteração anatômica da córnea, a lente natural dos olhos. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e […]

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Hoje vamos falar sobre o que é hipermetropia, se há sinais e sintomas e como funciona o tratamento.

Primeiramente, é importante dizer que a hipermetropia não é uma doença. Trata-se de uma condição oftalmológica relacionada a uma alteração anatômica da córnea, a lente natural dos olhos.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a hipermetropia é um erro refrativo que causa dificuldade em enxergar de perto. O seu desenvolvimento ocorre na infância.

“Na verdade, a maioria das crianças quando nasce já apresenta algum grau de hipermetropia, condição chamada de hipermetropia fisiológica. Contudo, na medida em que o olho cresce, a hipermetropia pode desaparecer. Normalmente, isso ocorre na adolescência”, explica.

“Em geral, a hipermetropia está associada a um globo ocular menor do que deveria ser ou ainda a uma córnea mais achatada. Dessa forma, essas duas condições alteram o trajeto da luz, que acaba atingindo a parte de trás da retina. A visão fica embaçada e sem nitidez nas leituras, durante o uso de celulares, tablets, computadores, trabalhos manuais, entre outras atividades que demandam a visão de perto”, comenta Dra. Marcela.

Como saber se a criança tem hipermetropia?

Portanto, como a hipermetropia pode estar presente desde o nascimento ou se desenvolver nos primeiros anos de vida, é crucial levar a criança para uma consulta oftalmológica de rotina.

“Durante os exames oculares, conseguimos identificar a presença de erros refrativos por meio de equipamentos específicos, quando a criança ainda não desenvolveu a linguagem oral. Para além da hipermetropia, a consulta é crucial para identificar vários problemas oculares, como estrabismo, ambliopia, doenças na retina e outras condições”, reforça a especialista.

Antes de tudo, é preciso lembrar que nem sempre existem sinais e sintomas evidentes de que a criança não enxerga de perto. Adicionalmente, temos a questão das crianças e bebês que ainda não falam e, portanto, não conseguem expressar que estão com dificuldade em enxergar. Por fim, crianças não costumam ter uma referência do que é enxergar bem ou mal. Dessa forma, a melhor maneira de descobrir a presença da hipermetropia é procurar um oftalmologista infantil.

Sinais e sintomas da hipermetropia

Existem alguns indícios da presença de erros refrativos, mas como já reforçamos acima, nem sempre isso ocorre. Vamos agora conhecer algumas manifestações que podem indicar que a criança tem hipermetropia.

  • Dor de cabeça, especialmente após a escola ou ficar muito tempo em celulares e tablets
  • Desvio do olho para dentro, em direção ao nariz (estrabismo)
  • Dor nos olhos
  • Lacrimejamento constante
  • Queixa de visão embaçada
  • Coceira
  • Piscadas mais frequentes
  • Baixa rendimento escolar
  • Dificuldade em ler e em escrever

Como é o tratamento 

O tratamento da hipermetropia na infância consiste no uso de óculos com lentes que corrigem o grau. Entretanto, existem algumas condições que definem se a criança precisa ou não de óculos para corrigir a hipermetropia.

De acordo com as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade. Em geral, graus mais elevados podem levar ao estrabismo e ao olho preguiçoso. Portanto, nesses casos, o uso de óculos é importante.

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Hipermetropia e estrabismo

A hipermetropia pode levar ao desenvolvimento do chamado estrabismo acomodativo. A criança realiza muito esforço para conseguir enxergar de perto e isso leva ao desalinhamento do olho. A boa notícia é que o uso do óculos é suficiente para alinhar os olhos. Nesses casos, é muito importante corrigir o grau, para evitar o desenvolvimento do olho preguiçoso”, alerta Dra. Marcela.

Quer saber mais sobre o estrabismo acomodativo? Leia aqui.

Como prevenir 

A hipermetropia está relacionada a alterações anatômicas do globo ocular. Sendo assim, não é possível preveni-la.

“A recomendação é levar o bebê em seus primeiros meses de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. Essas consultas são importantes também ao longo da infância para detectar outros problemas e doenças oftalmológicas. A hipermetropia não é passível de prevenção, mas suas consequências, como o estrabismo e a ambliopia, podem ser evitadas com o uso dos óculos”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

Matéria produzida pela jornalista

Leda Maria Sangiorgio

MTB 30.714

É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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O que é hipermetropia? Tem cura? Como é tratada? https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia/#comments Mon, 14 Mar 2022 13:04:00 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2218 A hipermetropia é uma condição ocular que gera a dificuldade de enxergar de perto. Por isso, ler, escrever, mexer no celular, estudar ou enxergar um objeto próximo pode ser bastante difícil para quem tem esse erro refrativo. Primeiramente, é importante dizer que a maioria das crianças é hipermetrópica ao nascimento (hipermetropia fisiológica). Contudo, essa situação […]

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A hipermetropia é uma condição ocular que gera a dificuldade de enxergar de perto. Por isso, ler, escrever, mexer no celular, estudar ou enxergar um objeto próximo pode ser bastante difícil para quem tem esse erro refrativo.

Primeiramente, é importante dizer que a maioria das crianças é hipermetrópica ao nascimento (hipermetropia fisiológica).

Contudo, essa situação é corrigida à medida que o olho cresce e se desenvolve. Desse modo, a hipermetropia tende a diminuir e desaparecer na adolescência.

A hipermetropia é comum?

Sim, como você viu, a maioria das crianças apresenta a hipermetropia desde o nascimento. Segundo estudos, mais da metade das pessoas que usa óculos apresenta hipermetropia ou presbiopia (que afeta pessoas com mais de 40 anos).

Assim, a hipermetropia é uma condição em que há diminuição da capacidade de foco a curta distância.

Como é tratada?

Na maior parte dos casos, não é necessário fazer nenhum tratamento. Isso porque, ao longo do tempo, esse erro refrativo é convertido e a criança consegue enxergar de perto, sem necessidade de óculos.

O tratamento é indicado quando o grau da hipermetropia é alto. Segundo as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade.

A razão é que, normalmente, o grau diminui à medida em que a criança cresce, já que os olhos também aumentam de tamanho ao longo dos anos.

Por outro lado, quando o grau é alto, aumenta o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, principalmente nas crianças que ainda não estão com o sistema visual completo (abaixo dos 7 anos).

O que é um grau alto?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

O teste do olhinho detecta esse problema?

Não! O teste do reflexo vermelho é realizado ainda na maternidade e tem como foco as doenças oculares congênitas, como glaucoma, catarata, retinopatia da prematuridade etc. Somente um exame com um oftalmopediatra pode levar ao diagnóstico da hipermetropia ou de qualquer outro erro refrativo.

Como é o tratamento da hipermetropia?

O tratamento da hipermetropia é feito com o uso de óculos. Nas crianças com risco de desenvolver ambliopia, pode ser recomendado pelo oftalmopediatra a terapia de oclusão ocular, mais conhecido como “tampão”.

O objetivo é tampar o olho saudável para o olho afetado pela hipermetropia tenha a chance de se desenvolver.

Vale lembrar que a cirurgia refrativa não é realizada em crianças. Uma opção para crianças maiores e adolescentes é o uso das lentes de contato.

A hipermetropia causa sintomas?

Antes de mais nada, é preciso dizer que a criança não tem noção que sua visão é ruim, pois ela não tem um parâmetro. Além disso, os bebês e as crianças que ainda não falam também não conseguem verbalizar a questão de problemas oculares.

Contudo, nas crianças maiores alguns sinais podem servir de alerta para os pais procurem um oftalmologista infantil.

  • Dor de cabeça após os estudos/escola
  • Desvio do olho para dentro, em direção ao nariz (estrabismo)
  • Dor nos olhos
  • Lacrimejamento constante
  • Queixa de visão embaçada
  • Coceira
  • Piscadas mais frequentes
  • Baixa rendimento escolar
  • Dificuldade em ler e em escrever

Como prevenir a hipermetropia?

Não é possível prevenir a hipermetropia, pois está ligado à anatomia do olho humano. Contudo, é essencial que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta com um oftalmopediatra.

Durante o exame, o médico pode diagnosticar a hipermetropia e tratar, precocemente, para evitar que a criança desenvolva a ambliopia e o estrabismo.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

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Hipermetropia é uma das causas do estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-estrabismo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-estrabismo/#respond Mon, 25 Jan 2021 14:40:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=1966 A hipermetropia se caracteriza pela dificuldade de enxergar, principalmente de perto, devido ao esforço do olho para acomodar e focar os objetos. Esse erro refrativo pode levar ao desenvolvimento de um tipo de estrabismo: o estrabismo acomodativo. Segundo Dra. Marcela Barreira, Oftalmologista Pediátrica e especialista em Estrabismo, a hipermetropia leva a criança a realizar muito […]

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A hipermetropia se caracteriza pela dificuldade de enxergar, principalmente de perto, devido ao esforço do olho para acomodar e focar os objetos. Esse erro refrativo pode levar ao desenvolvimento de um tipo de estrabismo: o estrabismo acomodativo.

Segundo Dra. Marcela Barreira, Oftalmologista Pediátrica e especialista em Estrabismo, a hipermetropia leva a criança a realizar muito esforço para conseguir enxergar um objeto próximo, de perto. “Com isso, pelo esforço acomodativo que o olho faz, perde o alinhamento e se desvia para dentro, em direção ao nariz”.

Alerta aos pais

Normalmente, o estrabismo acomodativo se desenvolve entre o primeiro e o segundo ano de vida. “A visão se desenvolve do nascimento até por volta dos sete anos. Nos primeiros meses de vida é comum o bebê entortar o olho para dentro. Entretanto, se depois dos três meses esse desvio for constante, é preciso procurar um oftalmopediatra”, reforça Dra. Marcela.

Óculos é o tratamento padrão
Uma vez que o estrabismo acomodativo é causado pela hipermetropia, o tratamento padrão é a correção do grau com óculos. “De todos os tipos de estrabismo, é um dos únicos que não tem indicação cirúrgica. Mas, isso não quer dizer que não precisa de tratamento. Todos os estrabismos devem ser corrigidos na infância para não afetar o desenvolvimento da visão”, explica a especialista.

Uso de tampão pode ser necessário

Em alguns casos de estrabismo acomodativo, o uso de tampão pode ser indicado para prevenir o desenvolvimento da ambliopia, mais conhecida pelo termo “olho preguiçoso”.

“Qualquer condição que interfira na visão no período considerado crítico para o desenvolvimento visual, ou seja, do nascimento até por volta dos sete anos de idade, pode levar à ambliopia. Por isso, as condições que afetam a visão na infância, como o estrabismo, precisam ser corrigidas precocemente”, reforça Dra. Marcela.

“A ambliopia se desenvolve quando o cérebro suprime por tempo prolongado a imagem captada pelo olho afetado pelo desvio. Esse padrão de supressão pode resultar em uma redução da visão no olho com o desvio, que não pode ser corrigida com óculos ou cirurgia refrativa. Ou seja, sem tratamento, essa condição pode se tornar irreversível”, diz a médica.

Cirurgia pode ser necessária

Enquanto os outros tipos de estrabismo só podem ser corrigidos com cirurgia, o acomodativo é tratado com óculos. “A cirurgia só está indicada nos casos de estrabismo parcialmente acomodativo. Nesses pacientes, o uso de óculos diminui o tamanho do desvio, mas não o corrige completamente. Portanto, é necessário realizar a cirurgia para corrigir o desvio que sobra mesmo com o uso das lentes corretivas”, finaliza Dra. Marcela.

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