Arquivos Oftalmopediatria - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/oftalmopediatria/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:29:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos Oftalmopediatria - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/category/oftalmopediatria/ 32 32 Lentes de contato para crianças e adolescentes – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 20 May 2026 13:41:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4723 As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética. Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não […]

O post Lentes de contato para crianças e adolescentes – O que você precisa saber apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética.

Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não é indicar a cirurgia refrativa para eliminar o grau?

Neste texto, vamos explicar tudo o que pais e adolescentes precisam saber sobre as lentes de contato para crianças e adolescentes.

Crianças e adolescentes podem usar lentes de contato?

Sim. Em muitos casos, as lentes de contato podem ser usadas com segurança por crianças e adolescentes. Entretanto, a indicação deve ser feita sempre por um oftalmologista.

Inclusive, é importante dizer que a idade, isoladamente, não é o principal fator que se leva em consideração para a prescrição das lentes. Na verdade, o mais importante é a maturidade do paciente para seguir corretamente os cuidados de higiene, limpeza e tempo de uso das lentes.

Existem adolescentes muito responsáveis e adultos que não conseguem cuidar adequadamente das lentes. Por isso, cada caso demanda uma avaliação individual.

Em quais situações as lentes de contato para crianças e adolescentes podem. ser indicadas?

As lentes de contato podem substituir os óculos em crianças e adolescentes como:

  • Miopia;
  • Astigmatismo;
  • Hipermetropia.

Além disso, as lentes de contato podem ser especialmente úteis para crianças e adolescentes que:

  • Praticam esportes;
  • Sentem desconforto com os óculos;
  • Possuem graus altos;
  • Apresentam diferenças importantes de grau entre os olhos;
  • Têm dificuldades de adaptação aos óculos.

As lentes também podem ajudar na autoestima e na qualidade de vida da criança e do adolescente. Isso porque a adolescência é uma fase desafiadora e os óculos podem se tornar motivo de bullying ou de outras situações sociais que podem afetar o bem-estar.

Quais são os principais cuidados com lentes de contato na adolescência?

O uso inadequado das lentes pode causar complicações sérias, incluindo infecções na córnea que podem comprometer a visão. Por isso, alguns cuidados são indispensáveis:

Higienizar sempre as mãos

Antes de colocar ou retirar as lentes, é fundamental lavar bem as mãos com água e sabão.

Nunca dormir com as lentes

Dormir com lentes aumenta significativamente o risco de infecções e inflamações oculares.

Não usar água para limpar as lentes

As lentes nunca devem ser lavadas com água da torneira, soro fisiológico ou saliva. O correto é utilizar apenas as soluções específicas indicadas pelo oftalmologista.

Não entrar em piscina ou mar usando lentes

O contato com água pode favorecer infecções graves, incluindo a ceratite por Acanthamoeba, um micro-organismo presente em ambientes aquáticos.

Respeitar o tempo de troca

Cada lente possui um período correto de descarte. Utilizar lentes vencidas pode provocar irritação, alergias e lesões na córnea.

Quais sinais merecem atenção?

Os pais devem procurar avaliação oftalmológica imediata caso o adolescente apresente:

  • Vermelhidão nos olhos;
  • Ardência;
  • Dor ocular;
  • Sensação de areia;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Visão embaçada;
  • Sensibilidade à luz;
  • Secreção ocular;

Esses sintomas podem indicar infecção ou inflamação relacionada ao uso das lentes.

Por que crianças e adolescentes não podem fazer cirurgia refrativa?

Essa é uma dúvida muito comum entre adolescentes que desejam abandonar os óculos definitivamente.

A cirurgia refrativa — como LASIK, PRK ou SMILE — normalmente não é indicada antes dos 18 anos. Isso acontece porque, durante a infância e adolescência, o grau ainda costuma estar em mudança.

Na miopia, por exemplo, é muito comum haver progressão ao longo da adolescência. Se a cirurgia ocorrer antes da estabilização do grau, existe grande chance de o paciente voltar a precisar de óculos posteriormente.

Para realizar cirurgia refrativa com segurança, é necessário que:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Grau estável há pelo menos 12 meses;
  • A córnea tenha espessura adequada;
  • Não existam doenças como ceratocone;
  • O olho tenha maturidade suficiente para o procedimento.

Além disso, adolescentes ainda apresentam alterações hormonais e crescimento corporal em andamento, fatores que também podem influenciar na evolução do grau.

Por isso, as lentes de contato acabam sendo uma alternativa temporária segura para muitos jovens até que exista idade e estabilidade ocular adequadas para avaliar uma possível cirurgia refrativa no futuro.

Lentes de contato exigem acompanhamento médico

Mesmo quando o adolescente já está adaptado às lentes, o acompanhamento oftalmológico regular continua sendo fundamental.

As consultas permitem avaliar:

  • A saúde da córnea;
  • A lubrificação ocular;
  • A adaptação das lentes;
  • Possíveis alergias ou irritações;
  • Mudanças no grau.

Além disso, o oftalmologista pode orientar qual tipo de lente é mais indicado para cada idade e rotina.

Conclusão

As lentes de contato podem ser uma excelente opção para pré-adolescentes e adolescentes, oferecendo mais liberdade, conforto e praticidade no dia a dia.

Porém, o uso seguro depende de responsabilidade, higiene adequada e acompanhamento oftalmológico regular.

E embora muitos jovens desejem abandonar definitivamente os óculos, a cirurgia refrativa ainda não costuma ser indicada nessa fase, justamente porque o grau geralmente ainda não está estabilizado.

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para definir o momento mais seguro e adequado para cada tipo de tratamento.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

O post Lentes de contato para crianças e adolescentes – O que você precisa saber apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/feed/ 0
Uso de maquiagem em idade precoce aumenta risco de alergias nos olhos https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/#respond Wed, 14 Jan 2026 20:45:04 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4257 O uso de maquiagem em idade precoce é um assunto que tem causado polêmicas e divide opiniões. Será que existe um exagero na preocupação de pais e médicos a respeito do uso de produtos cosméticos por crianças? De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, o fato é que muitas […]

O post Uso de maquiagem em idade precoce aumenta risco de alergias nos olhos apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
O uso de maquiagem em idade precoce é um assunto que tem causado polêmicas e divide opiniões. Será que existe um exagero na preocupação de pais e médicos a respeito do uso de produtos cosméticos por crianças?

De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, o fato é que muitas crianças usam maquiagem e outros produtos cosméticos atualmente. Entretanto, a maioria desses produtos não é para crianças e sim para adultos. Portanto, o risco de reações alérgicas é extremamente alto.

“Primeiramente, é importante lembrar que a maquiagem é a segunda causa de alergia ocular, especificamente da dermatite de contato na região periocular, especialmente nas pálpebras. Esse risco afeta tanto os adultos e ainda mais as crianças, que possuem uma propensão maior a alergias”, comenta Dra. Marcela.

“O motivo desse maior risco de reações alérgicas em crianças é que na infância o sistema imunológico ainda está se formando. Portanto, a probabilidade de o organismo reagir de forma exagerada a certos produtos é muito maior do que em adultos”, complementa a especialista.

O que dizem os estudos sobre o uso de maquiagem em idade precoce

Uma vez que o incentivo para o uso de maquiagem em idade precoce é cada vez maior, especialmente motivado pelos influenciadores mirins nas redes sociais, alguns estudos foram realizados para avaliar os riscos envolvidos nesse novo hábito infantil.

Para além das reações alérgicas, os especialistas alertam para a presença de componentes químicos altamente nocivos para a saúde.

De acordo com uma pesquisa publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health, conduzida pela Columbia University Mailman School of Public Health, 79% das crianças com 12 anos ou menos usaram produtos de maquiagem e corpo — incluindo glitter, sombras e gloss — que muitas vezes contêm substâncias químicas tóxicas, como metais pesados, PFAS e formaldeído.

Outro estudo clínico mostrou que o uso de maquiagem em crianças começa em média aos 4 anos de idade, com produtos muitas vezes projetados para adultos sendo utilizados sem orientação médica.

Região ocular é mais sensível e exige atenção dos pais

O uso de maquiagem em idade precoce, especialmente na região ocular, é altamente preocupante. Inicialmente, é importante esclarecer que a pele das pálpebras é mais fina do corpo humano. Com isso, essa região periocular é mais propensa à absorção das substâncias. Portanto, há nisso um maior risco de reações alérgicas.

Adicionalmente, as maquiagens, especialmente sombras, lápis de olho e rímel, contêm substâncias em suas fórmulas que podem não só causar alergias, como outros problemas mais sérios.

Entre os componentes que podem ser nocivos estão:

  • Metais pesados como alumínio, níquel, cromo e chumbo, encontrados, principalmente, em maquiagens com brilho e cores mais intensas;
  • Timerosal – conservante derivado do mercúrio usado, especialmente, em máscaras de cílios;
  • Ftalatos, parabenos e perfluorquímicos (PFCs);
  • Fragrâncias;
  • Pigmentos para dar cor aos produtos.

“A regra mais importante para os pais é que quanto mais colorido e brilhante o produto, maior o risco de reações alérgicas. Adicionalmente, produtos voltados para adultos, com ácidos ou sem aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não devem ser usados por crianças, em nenhuma hipótese”, alerta Dra. Marcela.

Uso precoce de maquiagem em crianças – Sintomas de reações alérgicas

Dentre todas as condições que podem ocorrer devido ao uso precoce de maquiagem, a mais comum é a dermatite de contato. Essa alergia pode acontecer logo após o uso do produto ou mais tardiamente.

  • Vermelhidão das pálpebras;
  • Coceira intensa;
  • Inchaço;
  • Descamação ou sensação de queimadura;
  • Ardência;
  • Lacrimejamento;
  • Surgimento de lesões, como bolhas e placas vermelhas.

Para além da alergia

Acima de tudo, as reações alérgicas são apenas um dos problemas de crianças usarem maquiagem. Em alguns casos, esses produtos podem aumentar o risco de outras complicações, como a irritação mecânica.

“Durante a aplicação da maquiagem nos olhos, os produtos podem entrar em contato com a conjuntiva. Caso a criança coce os olhos, essa fricção pode causar lesões não só na conjuntiva, como arranhões na córnea. Maquiagens com glitter ou em pós são as mais perigosas”, ressalta Dra. Marcela.

Existe idade segura para uso de maquiagem?

A princípio não existe uma idade em que seja seguro usar maquiagens na infância. Até mesmo adultos podem apresentar reações alérgicas aos cosméticos.

O ideal é evitar, ao máximo, que crianças usam maquiagens e outros produtos cosméticos, especialmente na região dos olhos.

“Portanto, a exposição a esses produtos deve ser mínima e sempre supervisionada pelos responsáveis. Diante disso, também é importante informar que a Anvisa determina limites e exige que informações claras nos rótulos sobre a faixa etária indicada. Outro cuidado dos pais é que no caso de permitir que a criança use maquiagem, sempre avaliar se são produtos à base de água e que podem ser facilmente removidos”, reforça Dra. Marcela.

Uso de maquiagem em idade precoce – Dicas para os pais

Por fim, para reduzir o risco de alergias oculares e outros problemas nos olhos e na pele, o ideal é:

  • Sempre optar pelos produtos dermatologicamente testados e aprovados para crianças, pela Anvisa;
  • Antes que a criança use, é importante fazer um teste de contato em pequena área da pele;
  • Ler o rótulo dos produtos é crucial, prestando atenção nas substâncias que são altamente tóxicas e nocivas para o organismo;
  • Sempre optar por produtos com fórmulas à base de água e ajudar a criança a remover a maquiagem, com produtos adequados para a faixa etária.

Conclusão

“Enfim, o uso de maquiagem em idade precoce já faz parte da realidade e não pode ser ignorado. Há muitos riscos e os pais devem estar cientes disso. Inclusive, temos evidências científicas que alertam sobre os efeitos nocivos de cosméticos na infância. Portanto, o ideal é evitar e, quando não for possível, optar por produtos de boa procedência e voltados para o público infantil. Finalmente, caso a criança apresente sintomas, como mencionamos acima, os pais devem procurar um oftalmologista infantil assim que possível”, conclui Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para 11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

O post Uso de maquiagem em idade precoce aumenta risco de alergias nos olhos apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/feed/ 0
Dilatação das pupilas em crianças – Para que serve e como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/#respond Wed, 26 Nov 2025 13:33:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4074 A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala. Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. Como funciona o exame de vista em […]

O post Dilatação das pupilas em crianças – Para que serve e como funciona apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala.

Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

Como funciona o exame de vista em bebês e crianças

Primeiramente, é importante reforçar que os cuidados com a visão devem começar desde o nascimento. O primeiro exame de vista acontece ainda na maternidade e se chama Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como “teste do olhinho”.

Contudo, nesse exame não é possível detectar todas as doenças ou condições visuais que se desenvolvem na infância. Desse modo, os pais devem levar o bebê, ainda no primeiro ano de vida, para uma consulta oftalmológica de rotina.

Nessa consulta, o oftalmologista infantil pode descobrir ou diagnosticar várias condições, como:

  • Estrabismo;
  • Erros Refrativos como miopia, astigmatismo e hipermetropia;
  • Alergias oculares;
  • Obstrução do canal lacrimal;
  • Ptose palpebral congênita.

Acima de tudo, esses são apenas alguns exemplos de problemas oftalmológicos que podem ser detectados na consulta de rotina.

Conheça melhor a pupila

Antes de falarmos mais sobre a dilatação das pupilas em crianças, vamos conhecer melhor essa estrutura ocular.

A pupila é aquela parte preta no meio da íris, a parte colorida do olho. A principal função da pupila é controlar a entrada da luz nos olhos. De uma forma mais didática, podemos comparar a pupila com o diafragma de uma câmera fotográfica. Porém, curiosamente a pupila não é preta, o que vemos, na verdade, é a luz sendo absorvida pelo interior do olho.

Dessa forma, quando há muita luz no ambiente, a pupila se contrai e quando há pouca luz ela se dilata. Vale esclarecer que esse processo de contração e dilatação da pupila é automático e depende do sistema nervoso central.

Agora, também é curioso notar que a contração e a dilatação da pupila também podem ocorrer por outros motivos, como medo, surpresa, alegria, interesse e uso de certos medicamentos. Finalmente, uma contração muito rápida da pupila pode ser um sinal de algum problema mais grave, como um acidente vascular cerebral (AVC).

Dilatação das pupilas em crianças – Como funciona

Inicialmente, precisamos entender que o estado normal da pupila é a miose, ou seja, a pupila fica mais contraída. Diante isso, sem a dilatação das pupilas em crianças, o oftalmologista infantil não consegue visualizar a parte de trás dos olhos, que contempla a retina e o nervo óptico.

Sem a dilatação, é como se o oftalmologista estivesse olhando pelo “buraco de uma fechadura”. Para além de examinar o fundo do olho, a dilatação das pupilas em crianças é crucial para detectar os erros refrativos, com precisão.

Sendo assim, a dilatação das pupilas em crianças é um procedimento muito importante, especialmente em bebês ou ainda nos pequenos que ainda não desenvolveram a fala. Além de dilatar as pupilas, nessas crianças que ainda não falam é preciso usar um equipamento, que lembra uma régua com várias lentes, o equiascópio.

Como acontece a dilatação das pupilas em crianças

A dilatação das pupilas é feita com o uso de colírios. A maior preocupação dos pais é a possibilidade de a criança sentir dor. Porém, o que pode acontecer é um leve desconforto. Na verdade, são usados 2 colírios: o primeiro é um anestésico, usado para dar mais conforto. Quando o efeito anestésico ocorreu, o colírio que vai dilatar a pupila é instilado.

O que a criança vai sentir depois de dilatar a pupila

Após o leve desconforto da instilação, a criança não vai sentir mais nada. Entretanto, a visão fica turva durante algumas horas, por volta de 3 a 4 horas após o exame. Logo depois desse tempo, a visão se normaliza.

Conclusão

Apesar da dilatação das pupilas em crianças ser uma preocupação para os pais, trata-se de um procedimento de rotina em clínicas oftalmológicas. Em crianças, dilatar as pupilas é ainda mais importante para ter um resultado do exame de vista mais preciso.

Sendo assim, os pais podem ficar tranquilos, pois os efeitos de embaçamento da visão são temporários e a criança sentirá apenas um leve desconforto no momento de pingar os colírios. O mais importante é que o exame de vista na infância garante o diagnóstico e o tratamento precoce de condições visuais, algo crucial para assegurar o desenvolvimento infantil saudável.

Leia aqui como funciona o exame de vista completo em crianças e bebês.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

O post Dilatação das pupilas em crianças – Para que serve e como funciona apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/feed/ 0
Exame de vista na infância é crucial para desenvolvimento da criança https://homolog.marcelabarreira.com.br/exame-de-vista-na-infancia-e-crucial-para-desenvolvimento-da-crianca/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/exame-de-vista-na-infancia-e-crucial-para-desenvolvimento-da-crianca/#respond Thu, 17 Apr 2025 11:01:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3342 O exame de vista na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Porém, muitos pais desconhecem a importância de levar o bebê para uma consulta oftalmológica de rotina nos primeiros meses de vida. Além disso, na fase escolar também é importante investigar possíveis problemas na visão, que podem afetar a aprendizagem. Para falar […]

O post Exame de vista na infância é crucial para desenvolvimento da criança apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
O exame de vista na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Porém, muitos pais desconhecem a importância de levar o bebê para uma consulta oftalmológica de rotina nos primeiros meses de vida. Além disso, na fase escolar também é importante investigar possíveis problemas na visão, que podem afetar a aprendizagem.

Para falar mais sobre a importância do exame de vista na infância, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Visão capta 80% das informações recebidas pelo ambiente

Primeiramente, é preciso entender a importância da visão para a vida humana. A visão é responsável por captar 80% das informações que recebemos. Portanto, uma criança com problemas oftalmológicos pode enfrentar diversos desafios. Adicionalmente, problemas na visão afetam o desenvolvimento neuropsicomotor e, mais tarde, podem interferir no processo de aprendizagem.

“Acima de tudo, precisamos esclarecer que o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e se completa por volta dos 7 anos. Portanto, a infância é uma fase crucial para a visão. Ou seja, quando a criança desenvolve alguma condição ocular e fica sem tratamento, pode ficar com problemas permanentes de visão”, alerta Dra. Marcela.

Uma pesquisa realizada na Inglaterra, revelou que um quarto das crianças em idade escolar nunca passou por exame de vista na infância. “Embora não exista uma pesquisa semelhante no Brasil, percebemos na nossa prática clínica que grande parte dos pais procura o oftalmologista quando a criança vai para a escola, por volta dos 5 anos idade ou mais”, comenta a especialista.

Entretanto, essa procura tardia pode interferir no resultado dos tratamentos, especialmente para condições como a ambliopia, por exemplo. Essa condição ocorre quando um ou ambos os olhos são incapazes de estabelecer uma conexão forte com o cérebro, causando o desenvolvimento inadequado da visão.

Problemas de visão ou problemas de comportamento? Exame de vista na infância pode ajudar a diferenciar

Os problemas de visão desempenham um papel significativo na capacidade de a criança aprender e se comportar adequadamente em sala de aula. “Dessa forma, compreender a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial, especialmente para ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e desenvolvimento em geral”, explica Dra. Marcela.

Portanto, os problemas de visão podem interferir na leitura, na escrita e nas atividades em sala de aula. Infelizmente, uma criança que não enxerga bem pode apresentar comportamentos inadequados em sala de aula. Entretanto, é comum que pais e professores interpretem, erroneamente, esses comportamentos como problemas de concentração, preguiça ou ainda transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade).

O que os problemas de visão podem causar na infância

  • Dificuldade em acompanhar tarefas de leitura ou escrita. Como resultado, elas podem ficar frustradas e agir de forma agressiva para evitar a atividade.

  • Período de Atenção Curto: O desconforto visual pode fazer com que as crianças percam o foco rapidamente. Isso faz com que elas se distraiam facilmente, o que pode ser diagnosticado erroneamente como TDAH.

  • Evitar trabalhos que exigem atenção, como ler ou escrever, podem ser particularmente desafiadoras para crianças com problemas de visão. Para evitar essas tarefas, elas podem atrapalhar a aula ou mostrar desinteresse pelas atividades.

  • Problemas de visão podem causar desconforto físico, levando a dores de cabeça frequentes, sensibilidade à luz e cansaço visual. Esse desconforto pode resultar em irritabilidade e diversos problemas comportamentais.

  • Baixo desempenho acadêmico: A dificuldade com os trabalhos escolares pode afetar a autoestima e a motivação da criança. Ela pode agir de forma agressiva para expressar sua frustração ou desviar a atenção de suas dificuldades acadêmicas.

Erros refrativos não corrigidos são os principais problemas de visão em crianças

Segundo Dra. Marcela Barreira, o atraso no diagnóstico dos erros refrativos é o fato de que os sinais de problemas na visão não são tão evidentes nas crianças. “Além disto, não existe um parâmetro de comparação, já que a criança não tem noção do que é enxergar bem ou mal. De qualquer forma, notas baixas e dificuldades para aprender são aspectos que podem ocorrer quando a criança não enxerga bem”.

Dessa forma, o exame de vista na infância é crucial para detectar e tratar, de forma precoce, condições como estrabismo, ambliopia, miopia, astigmatismo e hipermetropia. Além dos problemas escolares, os pais podem desconfiar de problemas na visão quando a criança:

  • Aperta os olhos ou inclina a cabeça para enxergar melhor;

  • Esfrega ou pisca os olhos com frequência;

  • Queixa-se de dores de cabeça ou cansaço visual, especialmente no final do dia;

  • Coloca o celular, tablet ou livros muito próximos do rosto. Aqui também deve-se prestar atenção se a criança fica muito perto da TV para enxergar;

  • Apresenta dificuldade de concentração em tarefas como ler, escrever, pintar, recortar etc.

  • Apresenta problemas na coordenação motora;

  • Sofre quedas e tropeços de forma frequente;

  • Desvia o olho para dentro, para fora, para cima ou para baixo.

A importância do exame de vista na infância

Em conclusão, é fundamental realizar o exame de vista na infância, o quanto antes. Vale ressaltar que é possível detectar erros refrativos até mesmo em bebês. O diagnóstico e o tratamento das condições e patologias oculares na infância, antes dos 7 anos de idade, são cruciais para assegurar o desenvolvimento global e o sucesso acadêmico das crianças”, finaliza Dra. Marcela.

Leia aqui como funciona o exame de vista em crianças

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para 11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

O post Exame de vista na infância é crucial para desenvolvimento da criança apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/exame-de-vista-na-infancia-e-crucial-para-desenvolvimento-da-crianca/feed/ 0
Exames oftalmológicos em bebês e crianças – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/exames-oftalmologicos-em-bebes-e-criancas-tire-suas-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/exames-oftalmologicos-em-bebes-e-criancas-tire-suas-duvidas/#respond Thu, 20 Feb 2025 11:07:38 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3206 Os exames oftalmológicos em bebês e crianças são cruciais para assegurar o desenvolvimento da visão, que ocorre na infância. Contudo, muitos pais possuem dúvidas sobre como é possível descobrir, por exemplo, se o bebê tem miopia ou outro erro refrativo Enfim, para entender melhor quais são e como são feitos os exames oftalmológicos em bebês […]

O post Exames oftalmológicos em bebês e crianças – Tire suas dúvidas apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Os exames oftalmológicos em bebês e crianças são cruciais para assegurar o desenvolvimento da visão, que ocorre na infância. Contudo, muitos pais possuem dúvidas sobre como é possível descobrir, por exemplo, se o bebê tem miopia ou outro erro refrativo

Enfim, para entender melhor quais são e como são feitos os exames oftalmológicos em bebês e crianças, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Exames oftalmológicos em bebês e crianças – O que você precisa saber

Primeiramente, é importante dizer que todos os bebês nascidos no Brasil passam pelo chamado Teste do Reflexo Vermelho, mais conhecido como “teste do olhinho”. Contudo, o teste do olhinho consegue detectar apenas algumas doenças oculares mais graves, como glaucoma congênito, catarata congênita e retinopatia da prematuridade, por exemplo.

“Em outras palavras, o teste do olhinho é importante, mas é insuficiente para detectar condições como o estrabismo, miopia, hipermetropia e astigmatismo. Sendo assim, é fundamental que os pais entendam a necessidade de levar o bebê, em seu primeiro ano de vida, para uma consulta oftalmológica de rotina”, alerta Dra. Marcela.

Método para realizar exames oftalmológicos em bebês e crianças é diferente do que em adultos

Provavelmente, você já passou, pelo menos uma vez, em uma consulta oftalmológica ao longo da vida. Nesse caso, você provavelmente precisou ler letras em uma tabela. Além disso, é possível que se recorde de precisar dizer ao oftalmologista se a visão piorava ou melhorava, de acordo com algumas lentes durante o exame de refração.

Mas, como é possível realizar os exames de acuidade visual (por meio da tabela) e de refração (com as lentes especiais) em bebês, em crianças que ainda não falam ou naquelas que ainda não sabem ler?

De acordo com Dra. Marcela, que é especialista em oftalmologia infantil, o exame oftalmológico em bebês e em crianças funciona de outra maneira. Existem aparelhos específicos para realizar os exames de vista no público infantil, bem como outros recursos. Dessa forma, podemos detectar os problemas de visão mais comuns, como os erros refrativos, estrabismo, ambliopia, entre outras patologias”, explica.

 Teste de acuidade visual em bebês e crianças – como funciona

Para crianças de até 3 anos, o oftalmopediatra realiza o teste de acuidade visual por meio de objetos. Esse teste ajuda a avaliar a capacidade de fixação, bem como se a criança consegue seguir o objeto com os dois olhos.

“Quando a criança já sabe falar, o oftalmologista pode usar tabelas especiais, com desenhos e bichinhos. Por último, é possível ainda usar a letra E, da tabela de Snellen, orientando a criança a apontar na direção da ponta da letra”, comenta a especialista.

Teste de Refração em bebês e crianças

“Nos bebês e nas crianças, que ainda não falam, conseguimos detectar a presença de erros refrativos por meio da esquiascopia. O aparelho, que se chama esquiascópio, lembra uma régua com várias lentes. Para termos mais precisão nesse teste, é crucial dilatar as pupilas dos pequenos”, reforça Dra. Marcela.

E por falar em dilatar as pupilas, há muitos mitos e preocupações sobre esse procedimento. Entretanto, é importante reforçar que a dilatação das pupilas é segura e permite ao oftalmologista determinar, com mais exatidão, a presença e o grau dos erros refrativos, como a miopia, por exemplo.

Leia aqui e descubra os sinais da miopia na infância.

Por que é preciso dilatar as pupilas?

A pupila é a parte preta dos olhos e se localiza ao redor da íris, a parte colorida dos olhos. Sendo assim, sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho para dar nitidez a visão. “Então, podemos comparar a pupila a abertura da lente de uma câmera fotográfica. Quando precisamos de mais luz, a pupila se abre e quando precisamos de menos luz, a pupila se contraí. Adicionalmente, é importante lembrar que o estado natural da pupila é a contração, que se chama miose”, comenta Dra. Marcela.

Portanto, uma vez que a pupila fica mais contraída, sem a dilatação durante os exames oftalmológicos, se torna mais difícil visualizar as partes posteriores dos olhos, como a retina e o nervo óptico. De uma forma leiga, podemos dizer que sem a dilatar as pupilas, é como se o oftalmologista olhasse pelo buraco de uma fechadura.

“A dilatação das pupilas envolve o uso de colírios, específicos para essa finalidade. Para diminuir o desconforto, o paciente recebe um colírio anestésico e, posteriormente, o colírio para dilatar a pupila”, conta a especialista.

Exames oftalmológicos em bebês e crianças podem detectar doenças oculares mais graves

Acima de tudo, vale esclarecer que o teste de acuidade visual e de refração são apenas alguns dos exames que fazem parte de uma consulta oftalmológica de rotina. O oftalmologista infantil examina todas as estruturas do sistema visual, além de levantar o histórico de saúde do paciente, bem como o histórico familiar. Com isso, é possível prever o aparecimento de patologias que são hereditárias, por exemplo.

Eventualmente, durante os exames oftalmológicos em bebês e crianças, o médico pode detectar doenças oculares mais preocupantes, como doenças na retina, córnea, tumores oculares, como o retinoblastoma, entre outras anormalidades.

Dra. Marcela ressalta que o diagnóstico precoce de doenças visuais é imprescindível para assegurar o desenvolvimento visual, que acontece durante a infância. “Dessa maneira, quando chegamos ao diagnóstico dentro da janela de oportunidade, que vai dos 2 aos 4 anos, conseguimos realizar intervenções que podem prevenir prejuízos na visão”, alerta a médica.

Quando levar minha criança a um oftalmologista infantil?

Sem dúvidas, a principal recomendação é levar o bebê em seus primeiros meses de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. Quando possível, o ideal é optar por oftalmologistas especialistas em crianças, os oftalmopediatras.

Após a primeira consulta, quando a visão é normal, ou seja, quando o bebê não apresenta nenhum problema ocular, os pais podem optar por exames anuais ou de acordo com a recomendação do médico.

“Porém, vale lembrar que quando a criança vai para a escola, é muito importante passar pelo oftalmologista infantil, já que a visão é crucial para o processo de aprendizagem. Muitos pais só descobrem que a criança precisa usar óculos justamente quando começa a ter problemas na escola”, reforça Dra. Marcela.

“Já para crianças com estrabismo, erros refrativos, ptose palpebral e outras doenças oculares, o acompanhamento deve ser frequente ou de acordo com a recomendação do oftalmopediatra”, finaliza a especialista.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

O post Exames oftalmológicos em bebês e crianças – Tire suas dúvidas apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/exames-oftalmologicos-em-bebes-e-criancas-tire-suas-duvidas/feed/ 0
Consulta com o oftalmologista infantil deve ser anual https://homolog.marcelabarreira.com.br/consulta-com-o-oftalmologista-infantil-deve-ser-anual/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/consulta-com-o-oftalmologista-infantil-deve-ser-anual/#respond Thu, 23 Jan 2025 14:37:34 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3140 A consulta com o oftalmologista infantil deve ser anual, principalmente em crianças na fase pré-escolar (2 aos 6 anos) e escolar, a partir dos 6 anos. O início das aulas está próximo e esse é o momento perfeito para levar a criança para uma consulta oftalmológica de rotina. Para falar mais sobre a importância dos […]

O post Consulta com o oftalmologista infantil deve ser anual apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
A consulta com o oftalmologista infantil deve ser anual, principalmente em crianças na fase pré-escolar (2 aos 6 anos) e escolar, a partir dos 6 anos.

O início das aulas está próximo e esse é o momento perfeito para levar a criança para uma consulta oftalmológica de rotina. Para falar mais sobre a importância dos cuidados com a visão na infância, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Visão é essencial para o desenvolvimento infantil

Primeiramente, é importante entender que a visão é um dos sentidos mais importantes do corpo humano, sendo crucial para o desenvolvimento infantil. Portanto, qualquer condição que prejudique o sistema visual pode resultar em problemas e atrasos no desenvolvimento da fala, motor, cognitivo etc.

“Para além dos atrasos no desenvolvimento global da criança, uma vez que a visão se desenvolve fora do útero e se completa por volta dos 7 anos de idade, as patologias oculares na infância podem acarretar problemas mais sérios na visão. Outro ponto é que os tratamentos e intervenções precisam ser feitos ainda na infância, dentro da janela de oportunidade (entre os 2 e 4 anos) para atingir melhores resultados”, explica Dra. Marcela.

 Quando realizar a primeira consulta oftalmológica

A recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta com o oftalmologista infantil. Naturalmente, se o bebê apresenta alguma doença ocular congênita, detectada nos primeiros dias ou meses de vida, o acompanhamento será diferente.

“Sendo assim, quando nenhum problema visual é detectado na primeira consulta, o acompanhamento de rotina pode ser anual. Por outro lado, se houver diagnóstico de condições como estrabismo, miopia e outros problemas de visão, o acompanhamento deve ter com mais regularidade”, aponta Dra. Marcela.

Consulta com o oftalmologista infantil é crucial para o processo de aprendizagem

Segundo uma pesquisa realizada pela International Agency for Prevention of Blindness (IAPB) a baixa acuidade visual afeta por volta de 5,5% das crianças em idade escolar. Em 80% dos casos, basta o uso de óculos para corrigir o problema. Portanto, quando a criança entra na escola, torna-se imprescindível passar em consulta com o oftalmologista infantil.

“Muitas crianças possuem erros refrativos que só são descobertos, justamente, na fase pré-escolar ou escolar. O diagnóstico, normalmente, acontece em ocasiões em que a criança começa a apresentar problemas de aprendizagem, atrasos escolares e dificuldades motoras durante as aulas de educação física, por exemplo.

Sinais de problemas na visão na infância

Em geral, não há como perceber, facilmente, se a criança tem problemas na visão. Mas, os pais podem ficar atentos a alguns sinais como:

  1. Sensibilidade à luz
  2. Lacrimejamento constante
  3. Ficar muito próximo à TV
  4. Entortar o olho para dentro quando precisa usar a visão de perto
  5. Apertar os olhos para conseguir enxergar de longe
  6. Dor de cabeça, especialmente no final do dia
  7. Vermelhidão ocular
  8. Dificuldades oculares e problemas de aprendizagem
  9. Quedas constantes
  10. Dificuldades na coordenação motora
  11. Desinteresse por atividades de leitura e escrita

Como funciona a consulta com o oftalmologista infantil

Acima de tudo, é importante esclarecer que a consulta com o oftalmologista infantil em bebês e crianças, que ainda não falam, é perfeitamente possível. Isso porque existem aparelhos próprios para o exame visual nesse público. Por outro lado, quando a criança já fala, os exames são semelhantes àqueles feitos em adultos.

“Em conclusão, hoje há inúmeros recursos para examinar e tratar problemas de visão na infância. Dessa maneira, o mais importante é conscientizar os pais sobre a necessidade de levar a criança para uma consulta com o oftalmologista infantil, pelo menos uma vez por ano, para facilitar o diagnóstico e o tratamento, bem como para prevenir doenças oculares”, finalioza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

O post Consulta com o oftalmologista infantil deve ser anual apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/consulta-com-o-oftalmologista-infantil-deve-ser-anual/feed/ 0
Por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos? https://homolog.marcelabarreira.com.br/por-que-precisa-dilatar-a-pupila-nos-exames-oftalmologicos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/por-que-precisa-dilatar-a-pupila-nos-exames-oftalmologicos/#comments Tue, 03 Dec 2024 20:50:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2935 Por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos? Essa é uma dúvida comum e vamos falar mais sobre o assunto nesse artigo. Primeiramente, é importante esclarecer que dilatar a pupila é algo rotineiro nas clínicas oftalmológicas. Outro ponto é que nas crianças, a dilatação das pupilas é crucial para um resultado mais apurado no […]

O post Por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos? apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos? Essa é uma dúvida comum e vamos falar mais sobre o assunto nesse artigo.

Primeiramente, é importante esclarecer que dilatar a pupila é algo rotineiro nas clínicas oftalmológicas. Outro ponto é que nas crianças, a dilatação das pupilas é crucial para um resultado mais apurado no exame de acuidade visual.

Agora, se você quer descobrir por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos, confira nossa entrevista com a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo.

Afinal, o que é pupila e qual a sua função

Segundo Dra. Marcela, a pupila é uma estrutura crucial para a visão. A pupila é a parte preta dos olhos, que se localiza ao redor da íris, a parte colorida dos olhos. A função da pupila é controlar a quantidade de luz que entra no olho, algo crucial para assegurar a nitidez na visão.

“Sendo assim, a pupila abre e fecha, como se fosse a abertura da lente de uma câmera fotográfica. A contração e a dilatação da pupila são controladas por dois músculos. Portanto, quando há muita luz no ambiente, a pupila se contraí, processo chamado de miose. Já nos ambientes pouco iluminados, a pupila se dilata, onde ocorre a midríase”, explica a oftalmologista.

Para além de controlar a nitidez visual, a dilatação e a contração das pupilas podem ser decorrentes de alguns problemas de saúde, como doenças e uso de certos medicamentos. Uma dilatação repentina, por exemplo, pode indicar que o paciente está passando por um acidente vascular cerebral.

Por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos

Agora vamos entender como e por que precisa dilatar a pupila nos exames de vista. Inicialmente, é importante entender que o estado normal da pupila é a miose, ou seja, a pupila fica mais contraída.

“Com isso, durante um exame de vista, o médico não consegue visualizar a parte de trás do olho, composta pela retina e pelo nervo óptico. De forma mais ilustrativa, podemos dizer que sem dilatar as pupilas, é como se o médico olhasse pelo buraco de uma fechadura”, comenta a especialista.

Para além da avaliação do fundo de olho, dilatar a pupila é crucial para determinar, de forma precisa, a presença dos erros refrativos, principalmente em bebês e em crianças. “A dilatação das pupilas envolve o uso de colírios, específicos para essa finalidade. Para reduzir o desconforto, o paciente recebe um colírio anestésico e, depois de um tempo, o colírio para dilatar a pupila”, aponta Dra. Marcela.

Efeitos após o exame de vista

Infelizmente, apesar de ser um procedimento seguro, a dilatação das pupilas costuma deixar a visão embaçada por algumas horas (de 3 a 4 horas). Mas, logo após esse tempo, a visão volta ao normal.

Dilatação ou contração espontânea da pupila – Quando se preocupar

Ao contrário da dilatação induzida das pupilas, existe a dilatação ou contração espontânea, manifestação que pode indicar a presença de doenças ou problemas de saúde mais sérios. Entre essas condições estão um acidente vascular cerebral (AVC), aneurismas e tumores no cérebro, doenças respiratórias que reduzem a oxigenação e glaucoma.

O uso de certos medicamentos também pode causar a dilatação das pupilas, como anticonvulsivantes, antialérgicos, antidepressivos e drogas estimulantes.

Pupila e emoções

A dilatação espontânea da pupila também acontecer devido a emoções e sentimentos muito intensos.  Dessa forma, sensações boas ou ruins podem desencadear respostas involuntárias do sistema nervoso central, aumentando o tamanho da pupila.

Por que precisa dilatar a pupila – Conclusão

Como você viu, a dilatação da pupila é um procedimento simples e seguro, necessário para um exame de vista mais apurado. “Enfim, em crianças e bebês a dilatação é ainda mais importante, pois garante que o oftalmologista infantil consiga determinar com mais precisão os erros refrativos”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

O post Por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos? apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/por-que-precisa-dilatar-a-pupila-nos-exames-oftalmologicos/feed/ 1
Lentes de contato para crianças exigem cuidados https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-exigem-cuidados/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-exigem-cuidados/#respond Thu, 19 Sep 2024 20:08:38 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2746 As lentes de contato para crianças exigem cuidados, para prevenir problemas como uma infecção na córnea, por exemplo. Mas, você pode estar se perguntando: crianças podem usar lentes de contato? A resposta é sim! Contudo, o uso de lentes de contato na infância deve ser avaliado para crianças maiores de 10 anos de idade. A […]

O post Lentes de contato para crianças exigem cuidados apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
As lentes de contato para crianças exigem cuidados, para prevenir problemas como uma infecção na córnea, por exemplo. Mas, você pode estar se perguntando: crianças podem usar lentes de contato?

A resposta é sim! Contudo, o uso de lentes de contato na infância deve ser avaliado para crianças maiores de 10 anos de idade. A razão é que o uso das lentes demanda certa maturidade e autonomia da criança.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, a autonomia da criança é importante, especialmente nos momentos de colocar e retirar as lentes. “Para além disso, a criança precisa ser capaz de compreender a necessidade de cuidados, como a higiene diária das lentes, limpeza do estojo, importância de não as usar por muito tempo ou durante atividades aquáticas”.

Entretanto, vale ressaltar que os pais sempre devem supervisionar a criança para assegurar as boas práticas no uso das lentes de contato.

Benefícios das lentes de contato na infância

A troca dos óculos pelas lentes de contato pode trazer uma série de benefícios. Quando a criança começa a entrar na pré-puberdade, por volta dos 10 anos, os óculos podem causar situações constrangedoras e até mesmo ser motivo de bullying na escola e outros ambientes sociais

“As lentes de contato para crianças pode contribuir para a autoestima, melhorar a autoconfiança e melhorar as interações socais. Outro benefício importante na infância é permitir que a criança faça alguns esportes com mais segurança, por exemplo”, ressalta Dra. Marcela.

Vale lembrar que existem algumas doenças oftalmológicas, cujo tratamento é o uso de lentes de contato especiais, mesmo em crianças menores ou bebês. Entre essas condições estão

catarata congênita, irregularidades na córnea, ceratocone, estrabismos e anisometropia (grande diferença de grau entre os dois olhos).

Lentes não são isentas de riscos

O número de pessoas que usam lentes de contato em todo o mundo é enorme, dada à comodidade e conveniência desses dispositivos. Entretanto, ao contrário dos óculos, as lentes de contato aumentam o risco de desenvolver algumas condições oftalmológicas, que podem prejudicar a visão ou ainda causar alguns desconfortos.

“As lentes, ao longo do tempo, podem mudar a fisiologia dos olhos. Temos fatores ambientais e físicos interagindo sempre. A córnea é a principal estrutura do olho que pode sofrer alguns problemas decorrentes do mau uso das lentes de contato, como a ceratite, infecção na córnea”, explica Dra. Marcela.

Geralmente, a ceratite é causada pela Acanthamoeba, um protozoário que vive na água doce. A infecção também pode ter origem bacteriana. Quando não tratada a tempo, a ceratite pode evoluir para úlceras na córnea e outros problemas sérios.

Sinais de alerta em crianças que usam lentes de contato

A ceratite, apesar de grave, não é tão comum. De qualquer maneira, os pais devem ficar atentos a alguns sintomas persistentes que as lentes de contato para crianças podem causar. Veja alguns deles.

  • Ardência ocular
  • Coceira
  • Vermelhidão
  • Sensação de areia nos olhos
  • Lacrimejamento em excesso
  • Visão embaçada
  • Dor nos olhos
  • Acúmulo de secreção nos olhos

“No caso de a criança apresentar qualquer um desses sintomas, os pais devem procurar o oftalmopediatra para avaliação. A prescrição de lentes de contato para crianças é uma decisão que deve ser pensada e avaliada junto aos pais, sempre deixando claro os riscos e os benefícios”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

O post Lentes de contato para crianças exigem cuidados apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-exigem-cuidados/feed/ 0
Olho Seco em Crianças – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/olho-seco-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/olho-seco-em-criancas/#respond Thu, 09 May 2024 12:37:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2672 O olho seco em crianças não é tão comum. Contudo, estudos recentes apontam que o uso excessivo de celulares e tablets tem contribuído para o desenvolvimento precoce da síndrome do olho seco, na população infantojuvenil. Segundo os pesquisadores, a explicação é que durante o uso das telas, o número de piscadas diminui. Com isto, a […]

O post Olho Seco em Crianças – Sinais e Sintomas apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
O olho seco em crianças não é tão comum. Contudo, estudos recentes apontam que o uso excessivo de celulares e tablets tem contribuído para o desenvolvimento precoce da síndrome do olho seco, na população infantojuvenil.

Segundo os pesquisadores, a explicação é que durante o uso das telas, o número de piscadas diminui. Com isto, a superfície ocular fica menos lubrificada, levando ao desenvolvimento dos sintomas. A taxa de intermitência (piscadas) pode cair de 5 a 6 vezes por minuto durante o uso das telas.

Os estudos indicam que, provavelmente, a prevalência do olho seco em crianças é subestimada, já que os sinais e sintomas do olho seco na infância e adolescência costumam ser associados a doenças como alergias e conjuntivites, por exemplo.

Menos piscadas, mais problemas

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, durante o uso de celulares, tablets e computadores, piscamos menos. “O ato de piscar é responsável por distribui o filme lacrimal na superfície ocular. A lágrima é crucial para manter essa superfície nutrida, lubrificada, limpa e protegida contra os agentes alérgenos e partículas que possam penetrar nos olhos. Quando há queda da taxa de piscadas, a superfície ocular fica ressecada, pois a lágrima evapora mais rápido, deixando uma porta aberta para o desenvolvimento do olho seco”.

Fatores de risco do olho seco em crianças

Um estudo recente, publicado no periódico científico The Ocular Surface, fez alguns apontamentos interessantes sobre o olho seco em crianças. A prevalência da síndrome do olho seco, com base em sinais e sintomas, foi significativamente maior em crianças entre os 7 e 12 anos, moradoras de centros urbanos.

Já o uso diário das telas foi considerado um fator de risco independente de outros fatores, em crianças a partir dos 7 anos. No estudo, observou-se que quando o uso do smartphone foi interrompido por 4 semanas, os sinais e sintomas do olho seco melhoraram.

Por outro lado, os dados da pesquisa mostraram um aumento de 15% no risco de desenvolver olho seco a cada hora em frente às telas. O estudo sugeriu ainda que a alergia ocular pode ser uma comorbidade do olho seco em crianças.

Sinais e sintomas do olho seco em crianças

“A secura ocular, por si só, não indica a presença da síndrome do olho seco. O mais importante é entender que a secura nos olhos é uma queixa comum, que pode acontecer depois de um dia na piscina, em dias mais secos, em ambientes com baixa umidade no ar, entre outras situações. O principal ponto de atenção é a persistência do sintoma e o surgimento de outros sinais”, aponta Dra. Marcela.

Os pais devem ficar atentos a

  • Presença persistente de secura ocular
  • Sensação de corpo estranho nos olhos
  • Lacrimejamento
  • Vermelhidão
  • Irritação
  • Coceira

Diagnóstico do olho seco em crianças

Atualmente, é possível realizar um exame para avaliar a superfície ocular e determinar se há alterações sugestivas do olho seco, tanto em crianças como em adultos. O exame se chama Tearcheck. O teste é realizado em 10 minutos e permite ao oftalmologista avaliar as condições do filme lacrimal e da superfície ocular por meio de duas câmeras de alta resolução.

Prevenção e tratamento do olho seco em crianças

A melhor forma de prevenir o olho seco em crianças e adolescentes é limitar o tempo de uso de celulares, tablets e computadores. Além disso, os pais precisam estar atentos ao fato de que crianças menores de 2 anos não devem ser expostas aos dispositivos eletrônicos.

“Outra atitude é incentivar que as crianças e adolescentes façam pausas a cada 20 minutos em frente às telas. Se possível, explique a importância de piscar mais frequentemente para garantir que o filme lacrimal lubrifique a superfície ocular com mais eficácia”, reforça Dra. Marcela.

“Por fim, o ideal é reduzir o tempo nas telas e aumentar o tempo das atividades ao ar livre e dos esportes. Isso vai ajudar na prevenção do olho seco, assim como previne o surgimento da miopia ou sua progressão, algo também ligado ao uso excessivo das telas”, finaliza a especialista.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

O post Olho Seco em Crianças – Sinais e Sintomas apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/olho-seco-em-criancas/feed/ 0
Quando levar a criança ao oftalmopediatra para uma consulta de rotina https://homolog.marcelabarreira.com.br/levar-a-crianca-ao-oftalmopediatra/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/levar-a-crianca-ao-oftalmopediatra/#respond Wed, 17 Jan 2024 11:23:38 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2611 Você sabe quando se deve levar a criança ao oftalmopediatra para uma consulta de rotina? Com certeza, se você é pai ou mãe de primeira viagem, é possível que não tenha ideia da resposta. Então, saiba que o ideal é levar o bebê nos primeiros meses de vida ao oftalmopediatra, também chamado de oftalmologista infantil. […]

O post Quando levar a criança ao oftalmopediatra para uma consulta de rotina apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Você sabe quando se deve levar a criança ao oftalmopediatra para uma consulta de rotina? Com certeza, se você é pai ou mãe de primeira viagem, é possível que não tenha ideia da resposta.

Então, saiba que o ideal é levar o bebê nos primeiros meses de vida ao oftalmopediatra, também chamado de oftalmologista infantil.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, quando nenhum problema visual é detectado na primeira consulta, o acompanhamento de rotina pode ser anual. “Por outro lado, se o bebê apresentar condições como estrabismo, miopia e outros problemas de visão, o acompanhamento precisa ser feito com mais regularidade”.

Por que é preciso levar a criança ao oftalmopediatra?

A visão é um dos sentidos mais importantes do corpo humano, sendo essencial para o desenvolvimento infantil. Desta maneira, qualquer condição que prejudique o sistema visual pode impactar em problemas e atrasos no desenvolvimento da fala, motor, cognitivo etc.

“Para além disto, a visão se desenvolve fora do útero e se completa por volta dos 7 anos de idade. Portanto, os tratamentos e intervenções precisam ser feitos dentro desta janela de oportunidade para atingir melhores resultados”, explica Dra. Marcela.

Levar a criança ao oftalmopediatra na fase escolar também é crucial

Uma boa visão é essencial para o processo de aprendizagem. Muitas crianças possuem erros refrativos que só são descobertos, justamente, na fase pré-escolar ou escolar.

Para se ter uma ideia, segundo uma pesquisa realizada pela International Agency for Prevention of Blindness (IAPB) a baixa acuidade visual afeta por volta de 5,5% das crianças em idade escolar. Em 80% dos casos, basta o uso de óculos para corrigir o problema.

A visão passa a ser crucial para aprender a ler, escrever, desenhar, bem como para a prática de esportes e outras atividades físicas. “Quando surgem problemas no processo de aprendizagem, com baixo rendimento escolar, dificuldades para ler e escrever, entre outros, a escola costuma orientar os pais sobre a necessidade de levar a criança a um oftalmopediatra”, relata a especialista.

Assim, na fase escolar, a recomendação é levar a criança ao oftalmopediatra todos os anos, antes do início das aulas.

Existem sinais de problemas na visão na infância?

Os pais devem ficar atentos a alguns comportamentos, sinais e sintomas que podem indicar problemas na visão como:

  1. Sensibilidade à luz

  2. Lacrimejamento constante

  3. Ficar muito próximo à TV

  4. Entortar o olho para dentro quando precisa usar a visão de perto

  5. Apertar os olhos para conseguir enxergar de longe

  6. Dor de cabeça

  7. Vermelhidão ocular

  8. Dificuldades oculares e problemas de aprendizagem

  9. Quedas constantes

  10. Dificuldades na coordenação motora

  11. Desinteresse por atividades de leitura e escrita

Como funciona o exame de vista em bebês

“A consulta oftalmológica em bebês e crianças que ainda não falam é feita de maneira diferenciada. Nas crianças abaixo dos 3 anos, o teste de acuidade visual é feito por meio de objetos. Esse teste ajuda o médico a avaliar a capacidade de fixação da criança, bem como se a criança consegue seguir o objeto com os dois olhos”, conta Dra. Marcela.

“Quando a criança já sabe falar, é possível usar tabelas especiais com desenhos e bichinhos. Por último, é possível ainda usar a letra E, da tabela de Snellen, orientando a criança a apontar a direção da ponta da letra”, adiciona a médica.

Veja quais os exames e testes feitos ao levar a criança ao oftalmopediatra

Motilidade ocular

O exame de motilidade ocular é muito importante para diagnosticar o estrabismo. É um exame simples, feito com a oclusão ocular e com um objeto, normalmente luminoso.

Teste de Refração

O exame que detecta a presença de miopia, astigmatismo ou hipermetropia em bebês e em crianças se chama esquiascopia. O aparelho usado se chama esquiascópio e lembra uma régua, com diversas lentes. Esse exame pode ser feito com ou sem dilatação das pupilas. Entretanto, a dilatação é importante para determinar, com mais precisão, os erros refrativos.

Exame de fundo de olho

Também chamado de fundoscopia ou ainda de oftalmoscopia, é um exame muito importante e pode detectar diversas doenças visuais que afetam a retina e o nervo óptico.

Avaliação das pálpebras e anexos oculares

O oftalmopediatra também avalia as pálpebras e os anexos oculares. Para isso, usa um aparelho chamado de lâmpada de fenda.

“Felizmente, hoje temos muitos recursos para examinar e tratar problemas de visão na infância. O mais importante é conscientizar os pais sobre a necessidade levar a criança ao oftalmopediatra, pelo menos uma vez por ano, para facilitar o diagnóstico e o tratamento, bem como para prevenir doenças oculares”, encerra Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

O post Quando levar a criança ao oftalmopediatra para uma consulta de rotina apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/levar-a-crianca-ao-oftalmopediatra/feed/ 0