Arquivos alergia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/alergia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 14:34:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos alergia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/alergia/ 32 32 Alergia ocular na primavera é comum – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-na-primavera-e-comum-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-na-primavera-e-comum-sinais-e-sintomas/#respond Thu, 16 Oct 2025 17:58:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3907 A alergia ocular na primavera é comum e costuma ter origem na reação alérgica ao pólen. O nome da condição é ceratoconjuntivite primaveril. Em geral, é mais prevalente em crianças, mas pode atingir adultos. Para falar mais sobre a alergia ocular na primavera, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo […]

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A alergia ocular na primavera é comum e costuma ter origem na reação alérgica ao pólen. O nome da condição é ceratoconjuntivite primaveril. Em geral, é mais prevalente em crianças, mas pode atingir adultos.

Para falar mais sobre a alergia ocular na primavera, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Primavera leva à concentração de pólen no ar

A estação mais colorida do ano chegou: a primavera. Contudo, para além das flores que colorem e dão vida às paisagens, o ar fica com uma concentração maior do pólen. Esse elemento é fundamental para a natureza e é constituído de minúsculos grãos, encontrados nas anteras das flores. A função primária do pólen é a fecundação das flores. Mas, ele também é fundamental para as abelhas, que o coletam e levam para as colmeias. Lá, o pólen vira alimento para as abelhas, sendo essencial para o desenvolvimento as crias e produção da famosa geleia real.

“Contudo, para além das funções cruciais do pólen para a natureza, há o lado prejudicial para o ser humano. Isso porque o pólen é um poderoso agente alérgeno. Em outras palavras, o pólen está associado a reações alérgicas importantes, como a alergia ocular na primavera. Portanto, como há uma maior concentração do pólen durante a primavera, temos mais casos dessa doença”, comenta Dra. Marcela.

Alergia ocular na primavera – Como ela se desenvolve

Primeiramente, é importante esclarecer que a conjuntivite primaveril é um dos tipos de conjuntivite alérgica. A alergia ocular pode acontecer por uma reação a vários alérgenos, como o pólen. Como a concentração desse agente é maior na primavera, sua prevalência é maior nessa época do ano.

Segundo Dra. Marcela, a alergia ocular na primeira leva a uma inflamação na conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. “Quando a criança está em ambientes, especialmente ao ar livre, com uma concentração alta de pólen, acaba desenvolvendo uma reação de hipersensibilidade a esse agente. Vale ressaltar que essa alergia pode ser mais severa, já que pode atingir também a córnea”, explica a especialista.

Sendo assim, ocorre uma reação exagerada do organismo ao pólen. Em outras palavras, o organismo ativa o sistema imunológico para combater o “invasor”. Com isso, liberam-se substâncias inflamatórias que resultam na alergia ocular.

Por fim, as crianças são as principais vítimas da conjuntivite primaveril, devido à imaturidade do sistema imunológico. Logicamente que pessoas que são atópicas também correm mais risco de desenvolver essa alergia ocular. Ademais, quando o tempo está mais seco e quente, o pólen fica ainda mais suspenso no ar.

Sinais e sintomas da alergia ocular na primavera

“Acima de tudo é importante destacar que os sintomas das conjuntivites alérgicas costumam ser muito semelhantes. Por outro lado, as formas alérgicas de alergia ocular não causam a produção de secreção purulenta. Dessa maneira, a secreção costuma ser mais esbranquiçada, porém mais abundante”, aponta Dra. Marcela.

Em geral, os sinais e sintomas são:

  • Vermelhidão intensa na conjuntiva;
  • Coceira intensa e persistente;
  • Ardência;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Sensibilidade à luz.

Adicionalmente, há um importante diferencial da alergia ocular na primavera: a sua duração. Enquanto as conjuntivites infecciosas costumam melhorar em cerca de 7 a 14 dias, as conjuntivites alérgicas podem durar meses ou semanas. Por essa razão, o tratamento costuma ser mais longo.

Tratamento envolve medicamentos e mudança de hábitos

O tratamento da alergia ocular na primavera envolve o uso de antialérgicos, orais ou em forma de colírios. Para além disso, é crucial evitar coçar os olhos, embora possa ser uma missão impossível durante um quadro dessa alergia.

“Infelizmente, a fricção constante nos olhos pode causar lesões na córnea, como úlceras e até mesmo uma perfuração. Também aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone, doença grave que podem levar à perda da visão”, finaliza Dra. Marcela.

Dicas para aliviar os sintomas

  • A primeira dica é procura um oftalmologista infantil, no caso das crianças, quando desconfiar que a criança desenvolveu esse tipo de conjuntivite;
  • Não use colírios sem a prescrição médica;
  • O oftalmologista pode prescrever colírios lubrificantes ou de lágrimas artificiais para aliviar os sintomas;
  • Um recomendação crucial é evitar expor a criança a ambientes ao ar livre, já que o pólen é mais abundante nesses lugares;
  • Em dias mais secos, mantenha os ambientes com umidificadores;
  • Para aliviar a fotofobia, providencie óculos de sol para a criança;
  • Compressas frias ao longo do dia podem ajudar no alívio da coceira, além de ajudar na remoção das secreções acumuladas;
  • Uma vez que essa conjuntivite não é contagiosa, não é preciso afastar a criança de suas atividades.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/dermatite-atopica-aumenta-risco-de-uveite-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dermatite-atopica-aumenta-risco-de-uveite-na-infancia/#respond Thu, 29 May 2025 12:43:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3467 A dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância, segundo um estudo recente, publicado em maior de 2025, no JAMA Ophthalmology. Como a dermatite atópica tem um prevalência importante entre as crianças, é uma descoberta que desperta interesse na área de oftalmologia infantil. Para entender por que a dermatite atópica aumenta risco de uveíte na […]

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A dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância, segundo um estudo recente, publicado em maior de 2025, no JAMA Ophthalmology. Como a dermatite atópica tem um prevalência importante entre as crianças, é uma descoberta que desperta interesse na área de oftalmologia infantil.

Para entender por que a dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Dermatite atópica é relativamente comum na infância

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite atópica afeta de 15% a 25% das crianças e cerca de 7% dos adultos no Brasil.

Trata-se de uma doença dermatológica crônica, que causa uma inflamação na pele, além de secura, coceira e lesões. Normalmente, pode ser desencadeada pelo estresse ou pelo contato com substâncias, como pelo de animais e outros alérgenos. Para além disso, atinge principalmente pessoas com asma e rinite alérgica. Em geral, os sintomas surgem na infância e podem permanecer durante a vida adulta.

Apesar de a dermatite atópica ser uma doença dermatológica, um novo estudo apontou que crianças que desenvolvem a doença, de forma mais precoce, têm um risco maior de desenvolver uveíte, doença oftalmológica que pode ameaçar a visão. Em outras palavras, a dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância.

De acordo com dados da pesquisa, a gravidade da dermatite atópica também aumenta a chance de a criança ter uma uveíte. Finalmente, os pesquisadores concluíram que é muito importante monitorar a saúde ocular de crianças com dermatite atópica, especialmente de início precoce.

Afinal, o que é uveíte?

Primeiramente, é importante dizer que a uveíte é uma das doenças oftalmológicas mais preocupantes quando se fala em visão. “O termo uveíte é dado a uma série de condições que se caracterizam pela inflamação da úvea, também chamada de trato uveal ou túnica vascular. A úvea é uma parte do globo ocular composta pela íris, corpo ciliar e coroide. Ela se localiza na chamada câmara posterior do olho (parte de trás do globo ocular)”, explica Dra. Marcela.

Partes da úvea

  • Íris – a parte colorida dos olhos
  • Corpo ciliar – um músculo que aumenta o poder de refração do cristalino, essencial para a acomodação visual da visão de longe para a de perto
  • Coroide – responsável por cerca de 90% do fluxo de sangue dos olhos

Sendo assim, a uveíte pode atingir uma ou todas as partes da úvea. Por esse motivo, cada tipo de inflamação no trato uveal recebe um nome, de acordo com a parte em que a inflamação ocorre.

“A uveíte anterior ocorre na parte da frente da úvea e inclui a íris. A uveíte posterior é a inflamação da parte de trás do trato uveal e pode envolver a retina e a coroide. Finalmente, a panuveíte é a inflamação que afeta todo o trato uveal”, explica Dra. Marcela.

Dor e vermelhidão no olho são principais sintomas da uveíte

Os sintomas da uveíte se manifestam de acordo com a região da úvea afetada.  “A uveíte que atinge a parte da frente do trato uveal é a que costuma causar os sintomas mais incômodos. “A criança pode começar a sentir muita dor no olho, vermelhidão na parte branca do olho (esclera), sensibilidade à luz e leve redução da acuidade visual”, comenta a oftalmologista infantil.

“Por outro lado, a forma intermediária de uveíte costuma ser indolor. Em alguns casos, o paciente pode enxergar as moscas volantes (pontinhos pretos e irregulares que se movem de acordo com os movimentos dos olhos). Essa manifestação também acontece na uveíte posterior, que pode causar inflamação no nervo óptico e perda súbita da visão”, complementa Dra. Marcela.

Uveíte é emergência médica

Infelizmente, a uveíte pode causar danos severos na visão, além de aumentar o risco de lesões na retina e desenvolvimento de catarata e glaucoma. “Por esses motivos, a recomendação é procurar um serviço de emergência, preferencialmente, oftalmológica. A perda repentina da acuidade visual, manchas na visão (moscas volantes) e dor ocular são importantes sinais de alerta para procurar ajuda”, ressalta a especialista.

“Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de imagens, como um ultrassom, além de exames laboratoriais. Quando a suspeita se confirma, é necessário iniciar o tratamento rapidamente, para impedir o avanço da uveíte para outras regiões oculares, como retina e nervo óptico”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, é crucial esclarecer que após um episódio de uveíte, o paciente precisa fazer um acompanhamento regular com um oftalmologista. A razão é que a doença pode voltar a acontecer, especialmente quando tem relação com doenças como a dermatite atópica, doenças reumatológicas e inflamatórias intestinais.

Dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância – O que os pais devem saber

Acima de tudo, esse estudo demonstrou que a dermatite atópica aumenta risco de uveíte na infância. Desse modo, embora a uveíte não seja uma doença tão conhecida e tão prevalente, trata-se de uma condição grave, que pode afetar a visão.

“Portanto, o ideal é que crianças com dermatite atópica façam um acompanhamento regular com um oftalmologista infantil. Para além disso, os pais devem ficar atentos ao surgimento de sintomas sugestivos de uveíte. Na presença das manifestações, é crucial procurar um médico”, conclui Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

Fonte:

https://jamanetwork.com/journals/jamaophthalmology/article-abstract/2832128

 

 

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Sintomas da conjuntivite alérgica em crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-conjuntivite-alergica-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-conjuntivite-alergica-criancas/#respond Wed, 27 Mar 2024 13:55:33 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2650 Os sintomas da conjuntivite alérgica em crianças não diferem muito das manifestações na população em geral. De qualquer maneira, podem ser bastante incômodos e afetam a qualidade de vida na infância. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, os principais sintomas da conjuntivite alérgica em crianças são coceira intensa nos olhos, vermelhidão na […]

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Os sintomas da conjuntivite alérgica em crianças não diferem muito das manifestações na população em geral. De qualquer maneira, podem ser bastante incômodos e afetam a qualidade de vida na infância.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, os principais sintomas da conjuntivite alérgica em crianças são coceira intensa nos olhos, vermelhidão na parte branca dos olhos (esclera), lacrimejamento, inchaço nas pálpebras, quemose (inchaço na conjuntiva) e acúmulo de secreção esbranquiçada nos olhos.

“Contudo, vale esclarecer que existem alguns tipos de conjuntivite alérgica, que variam de acordo o tipo de reação do sistema imunológico. Por este motivo, os sintomas podem se manifestar de forma distinta de paciente para paciente”, comenta a médica.

Proteção em excesso

Antes de falarmos mais sobre a conjuntivite alérgica, é importante entender o mecanismo por trás das reações alérgicas. O sistema imunológico é essencial para defender o corpo da invasão de vírus, bactérias e outros agentes. Esta defesa ocorre por meio de reações imunológicas que produzem os anticorpos que combatem os invasores.

Entretanto, algumas pessoas apresentam uma reação imunológica excessiva, chamada de hipersensibilidade. Quando isto ocorre, ao invés de ajudar, a resposta imune pode causar prejuízos no organismo, como a conjuntivite alérgica. Há quatro tipos de hipersensibilidade, sendo a tipo I e a tipo IV as que estão envolvidas nas alergias oculares.

Rinite é fator de risco para conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica quase sempre está relacionada a outros problemas respiratórios, como rinite e sinusite, por exemplo. Estima-se que 30% das crianças alérgicas apresentam conjuntivite alérgica, bem como têm um risco aumentado para desenvolver episódios recorrentes da doença.

“A conjuntivite alérgica ocorre com uma resposta imediata do organismo ao contato com um alérgeno. A criança brinca com um gato, por exemplo, e em seguida começa a apresentar espirros, coceira no olho e os demais sintomas. Outros agentes alérgenos são: poeira, ácaros, odores, poluição, entre outros”, comenta Dra. Marcela.

As mudanças climáticas também estão associadas à conjuntivite alérgica. “Com a entrada do outono, os casos se intensificam devido a alterações na imunidade e maior presença de agentes alérgenos, como ácaros, suspensos no ar. O nome usado para este tipo de alergia é conjuntivite alérgica sazonal”, conta a especialista.

Vale lembrar que produtos químicos também podem desencadear a conjuntivite alérgica, como esmaltes, perfumes, cremes, cloro de piscina etc.

Sintomas da conjuntivite alérgica em crianças são diferentes da forma infecciosa

Como já dissemos acima, os sintomas da conjuntivite alérgica em crianças podem afetar bastante a qualidade de vida. Vamos lembrar quais são?

  • Coceira intensa nos olhos

  • Vermelhidão na parte branca dos olhos (esclera)

  • Inchaço na conjuntiva (quemose)

  • Lacrimejamento

  • Secreção esbranquiçada

Um alerta importante é saber diferenciar os sintomas da conjuntivite alérgica das formas infecciosas da doença. A coceira é um sintoma bem típico da forma alérgica, enquanto nas conjuntivites infecciosas o que mais chama atenção é a ardência.

Para além disto, a forma alérgica dura semanas e as infecciosas se resolvem em menos tempo. Por fim, a secreção purulenta e em abundância é peculiar na conjuntivite infecciosa. Na conjuntivite alérgica a secreção é mais esbranquiçada.

O que fazer ao notar sintomas da conjuntivite alérgica em crianças?

Em alguns casos, a conjuntivite alérgica desaparece com o uso de antialérgicos, compressas de água fria e colírios lubrificantes. Naturalmente, é importante afastar a criança do agente que causou a reação alérgica. Caso os sintomas persistam, o ideal é procurar o oftalmopediatra.

“Em contrapartida, há crianças que apresentam quadros crônicos de alergia ocular e, nesses pacientes, o tratamento pode envolver o uso de corticoides e outros medicamentos”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Onde de calor exige cuidados com os olhos das crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/onde-de-calor-cuidados-com-olhos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/onde-de-calor-cuidados-com-olhos/#respond Tue, 26 Sep 2023 20:09:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2552 Onde calor e cuidados com os olhos A onda de calor que atinge alguns estados brasileiros pode causar diversos problemas de saúde como desidratação, hipertermia, insolação e mal-estar em geral. Para além disto, o calor acima do normal também pode ocasionar alguns problemas oculares ou ainda agravar sintomas de condições já existentes nas crianças. Segundo […]

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Onde calor e cuidados com os olhos

A onda de calor que atinge alguns estados brasileiros pode causar diversos problemas de saúde como desidratação, hipertermia, insolação e mal-estar em geral. Para além disto, o calor acima do normal também pode ocasionar alguns problemas oculares ou ainda agravar sintomas de condições já existentes nas crianças.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista especialista em estrabismo, o calor associado à baixa umidade, causam o acúmulo de partículas que ficam suspensas no ar. Poeira, poluição e outros agentes alérgenos podem piorar as alergias em geral, incluindo as conjuntivites alérgicas. Isto pode ocorrer com todas as crianças, incluindo àquelas sem histórico de alergias.

Primavera e pólen

Outro fator que pode contribuir para o aumento de problemas oculares nas crianças é a chegada da primavera. Nesta estação, temos uma concentração maior do pólen. Embora seja de extrema importância para a biodiversidade, este agente invisível está associado ao aumento das alergias durante os meses de setembro e outubro.

O contato com o pólen ocorre durante a respiração, já que ele fica suspenso no ar. Com o ar mais seco, a presença deste agente na atmosfera é ainda maior. Nas crianças que são atópicas (alérgicas) o contato com pólen aciona o sistema imunológico que apresenta uma reação exagerada, levando a crises de rinite e de conjuntivite alérgica”, explica Dra. Marcela.

Secura ocular também pode afetar os pequenos

Além do risco de alergias oculares e conjuntivite, a onda de calor e o ar seco podem causar sintomas como secura ocular nas crianças. “A climatização dos ambientes, seja com ar-condicionado ou ventiladores, deixa o ar ainda mais seco. E neste calor temos ainda o aumento da frequência de piscinas e praias. A água do mar e das piscinas podem agravar os sintomas oculares como a coceira, secura e vermelhidão”, comenta Dra. Marcela.

Cuide dos olhinhos

Com a ajuda da especialista, elaboramos uma lista de cuidados com a saúde ocular dos pequenos nos dias mais quentes e secos.

  • Procure manter os ambientes limpos, removendo a poeira acumulada na casa. Lembre-se que as partículas podem estar nos brinquedos, tapetes, cortinas e até na roupa de cama
  • O uso de umidificadores também é imprescindível para manter a qualidade do ar
  • O umidificador também é importante nos ambientes climatizados com ventiladores e ar-condicionado
  • Crianças que frequentam praias e piscinas devem usar óculos de natação para proteger os olhos do cloro, água salgada e outros micro-organismos que podem causar infecções oculares
  • Evite levar a criança para as ruas, especialmente nos horários de pico. Isto porque as partículas da poluição ficam suspensas no ar
  • O uso de óculos de sol com proteção UVA/UVB também é importante para proteger os olhos das crianças
  • Peça ao oftalmopediatra a prescrição de um colírio lubrificante, caso a criança apresente ressecamento ocular, vermelhidão e irritação

Sinais de alerta

Na persistência dos sintomas como coceira, irritação e vermelhidão os pais devem procurar o oftalmologista. Em muitos casos é preciso usar medicamentos antialérgicos e anti-inflamatórios para controlar a alergia. Outra recomendação é não usar colírios sem orientação médica”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Conjuntivite alérgica em crianças – Tudo que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-alergica-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-alergica-em-criancas/#respond Fri, 24 Mar 2023 14:32:47 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2437 Conjuntivite alérgica está presente em cerca de 30% das crianças com outras alergias como rinite e asma Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) casos de alergia ocular em crianças e adolescentes tem aumentado no mundo todo Os casos de alergia ocular em crianças e adolescentes tem aumentado em todo o mundo. Entre […]

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Conjuntivite alérgica está presente em cerca de 30% das crianças com outras alergias como rinite e asma

Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) casos de alergia ocular em crianças e adolescentes tem aumentado no mundo todo

Os casos de alergia ocular em crianças e adolescentes tem aumentado em todo o mundo. Entre os fatores responsáveis por esse aumento estão a predisposição genética associada aos fatores ambientais como alimentação cada vez mais industrializada, poluição e contato frequente com alérgenos.

Dados da SBOP indicam que a alergia ocular (associada ou não aos quadros alérgicos) atinge de 15 a 28% das crianças e adolescentes no Brasil. Outro dado que chama a atenção é que cerca de 44% das crianças e adolescentes até os 14 anos com asma apresentam sintomas oculares, mas apenas um terço recebe o diagnóstico de conjuntivite alérgica.

A conclusão dos pesquisadores é que existe um subdiagnóstico da doença, algo que é preocupante. Isso porque a alergia ocular crônica sem tratamento aumenta o risco do desenvolvimento de problemas de visão mais graves, como lesões na córnea e ceratocone.

Conjuntivite alérgica em crianças é marcada por intensa coceira ocular

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a conjuntivite alérgica do tipo sazonal e/ou perene é a forma mais prevalente da doença. No tipo sazonal os sintomas duram menos de 4 semanas. Já na perene há persistência das manifestações por mais de 4 semanas.

“A coceira e a vermelhidão são os sintomas mais comuns da conjuntivite alérgica. A criança também pode apresentar lacrimejamento, inchaço nas pálpebras, na conjuntiva (quemose) e acúmulo de secreção esbranquiçada nos olhos”, acrescenta a médica.

Existe outro tipo de alergia ocular, a ceratoconjuntivite primaveril. “Essa é a forma mais rara, porém mais grave de conjuntivite alérgica. Cerca de 80% dos casos ocorrem em crianças menores de 10 anos. Temos ainda a alergia ocular de contato que se desencadeia após contato com alérgenos, principalmente com substâncias químicas”, aponta Dra. Marcela.

Conjuntivite alérgica: Diagnóstico e Tratamento

“Realmente é muito comum que crianças atópicas, ou seja, com alergias como rinite, asma e dermatite atópica, desenvolvam quadros de conjuntivite alérgica com frequência ao longo da infância e adolescência. Entretanto, a tendência com o passar dos anos é de melhora, mas sempre é preciso acompanhar quando as alergias são crônicas e frequentes”, afirma a oftalmologista infantil.

O tratamento medicamentoso depende do tipo de conjuntivite, da duração dos sintomas e de outros fatores. Por outro lado, há medidas não farmacológicas essenciais para o controle dos sintomas. Um deles é afastar a criança dos alérgenos que podem desencadear os quadros alérgicos como poeira, poluição, pelos de animais etc.

“O uso de compressas frias e de lágrimas artificiais durante as crises também podem ajudar a aliviar os sintomas. Uma dica para os pais é providenciar óculos de sol com lentes UVA/UVB para prevenir o contato com substâncias que podem causar alergia e para melhorar a sensibilidade à luz, que também é uma das manifestações da conjuntivite alérgica”, comenta Dra. Marcela.

Quando a coceira no olho pode virar motivo de preocupação

A alergia ocular pode afetar qualquer pessoa, em qualquer idade. Entretanto, os pais de crianças atópicas devem ficar atentos aos sintomas persistentes da alergia ocular.

“Muitas vezes os pais podem pensar que coçar os olhos é apenas um hábito da criança, quando na verdade já é uma manifestação de um quando crônico de conjuntivite alérgica. Portanto, estamos falando de um grupo que tem um risco bastante aumentado. Nesses casos é imprescindível levar a criança para uma consulta com um oftalmologista infantil”, alerta a especialista.

Já em crianças que não possuem nenhum tipo de alergia, o ideal é ficar atento à frequência e à persistência da coceira e da vermelhidão. Isso porque a alergia ocular também pode ser desencadeada pelo contato com produtos químicos e outras substâncias. “

Finalmente, existe também a possibilidade dessas manifestações indicarem uma conjuntivite infecciosa. Por isso, a dica final é sempre buscar ajuda médica especializada”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

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5 causas comuns de vermelhidão ocular em crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/vermelhidao-ocular-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/vermelhidao-ocular-criancas/#comments Thu, 27 Oct 2022 14:22:05 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2359 Há muitas causas de vermelhidão ocular em crianças. Chorar, por exemplo, é uma delas. Mas os olhos podem ficar vermelhos por outros motivos e é sobre isso que vamos falar hoje. “A vermelhidão ocular, chamada de hiperemia, é uma queixa oftalmológica comum na infância. Em geral, é um sintoma que costuma desaparecer sozinho e está […]

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Há muitas causas de vermelhidão ocular em crianças. Chorar, por exemplo, é uma delas. Mas os olhos podem ficar vermelhos por outros motivos e é sobre isso que vamos falar hoje.

“A vermelhidão ocular, chamada de hiperemia, é uma queixa oftalmológica comum na infância. Em geral, é um sintoma que costuma desaparecer sozinho e está ligado a situações do dia a dia da criança. Porém, em outros casos é preciso avaliar se há manifestações associadas à vermelhidão, principalmente quando se torna um sintoma persistente”, explica Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo.

Com a ajuda da médica, elaboramos uma lista com as principais doenças e condições oftalmológicas que podem causar vermelhidão nos olhos das crianças.

 

1- Conjuntivite Infecciosa (Viral ou Bacteriana)

A conjuntivite é a inflamação que afeta a conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. Na infância, é uma doença ocular frequente e pode ser de origem viral, bacteriana ou alérgica.

Em geral, os dois olhos são afetados pela vermelhidão. Outros sintomas da conjuntivite são:

  • Ardência
  • Coceira
  • Sensibilidade à luz
  • Acúmulo de secreção (mais abundante na forma bacteriana)
  • Inchaço nas pálpebras
  • Sensação de corpo estranho no olho

As conjuntivites virais e bacterianas são contagiosas. Por esse motivo, a criança deve ser afastada da escola e demais atividades por cerca de 7 dias. A vermelhidão melhora ao longo dos dias e desaparece quando a doença é sanada.

2- Alergia ocular/irritativa

As alergias são muito prevalentes na infância e podem se manifestar de diversas maneiras. Uma delas é a conjuntivite alérgica ou alergia ocular, que costuma afetar os dois olhos. Além dos olhos vermelhos, a alergia ocular causa coceira intensa, ardência, inchaço palpebral, sensação de areia nos olhos e lacrimejamento.

A conjuntivite alérgica quase sempre está associada a outros problemas respiratórios, como rinite e sinusite. Normalmente é provocada por contato com agentes alérgenos como pó, tapetes, cortinas, cobertores, roupas de lá, bichos de pelúcia, cloro de piscina, perfumes e outros produtos químicos.

Diferentemente das conjuntivites infecciosas, cujo tratamento dura de cinco a sete dias, a conjuntivite alérgica tem o tratamento mais demorado porque há períodos de melhora e de piora da condição. Portanto, a vermelhidão nos olhos da criança pode persistir de acordo com o comportamento da alergia.

3- Infecções virais – Gripes e Resfriados

As gripes e resfriados são causas bem comuns de vermelhidão nos olhos das crianças. Os vírus das doenças do trato respiratório superior costumam causar congestão nos vasos sanguíneos, ou seja, há um acúmulo anormal e excessivo de sangue.

A congestão pode afetar os vasos sanguíneos da esclera (parte branca dos olhos) e causar a vermelhidão ocular nas crianças.

Em geral, a vermelhidão tende a desaparecer juntamente com os demais sintomas dessas viroses. Contudo, tais vírus também podem causar conjuntivites.

Assim, os pais devem ficar atentos ao sintomas das conjuntivites infecciosas como:

  • Ardência
  • Coceira
  • Sensibilidade à luz
  • Acúmulo de secreção purulenta (mais abundante na forma bacteriana)
  • Inchaço nas pálpebras
  • Sensação de corpo estranho no olho

Na presença desses sintomas, associados à vermelhidão, é preciso procurar o oftalmopediatra.

4- Olho seco

O olho seco não é uma doença comum na infância. Contudo, devido ao uso excessivo de tablets e celulares, é cada vez maior o número de crianças que desenvolvem essa condição. Um dos sintomas é a vermelhidão ocular.

A síndrome do olho seco se caracteriza pela queda da qualidade ou da quantidade do filme lacrimal. A lágrima é responsável por manter a superfície ocular úmida e nutrida. Portanto, qualquer alteração na composição do filme lacrimal pode causar o olho seco.

A vermelhidão afeta os dois olhos e pode vir acompanhada de:

  • Ardência
  • Irritação
  • Sensação de areia nos olhos
  • Coceira
  • Sensibilidade à luz
  • Dificuldade para ficar em lugares com ar-condicionado
  • Dificuldades para ler ou para usar dispositivos eletrônicos
  • Embaçamento visual ao longo do dia

Os pais precisam ficar atentos e procurar o oftalmopediatra na persistência da vermelhidão e demais sintomas associados ao olho seco.

5- Traumas e lesões

Os acidentes domésticos na infância são bem comuns e podem afetar os olhos. Boladas, socos, pancadas e perfurações com brinquedos e outros objetos podem causar hemorragias nos olhos e anexos, como as pálpebras.

Nos casos de acidentes que atingem os olhos, o ideal é procurar um serviço de emergência oftalmológica para uma avaliação mais detalhada, principalmente quando a criança apresenta outros sintomas como dor ocular intensa, perda da visão, enjoos e vômitos.

Persistência não é normal

“Como vimos, a vermelhidão ocular é um sintoma comum na infância associado a doenças prevalentes no público infantil. Contudo, a persistência e associação do olho vermelho com outras manifestações, é um sinal de que é preciso procurar o oftalmopediatra para uma avaliação mais detalhada”, alerta Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

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Como tratar a conjuntivite alérgica? https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-alergica-2/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-alergica-2/#respond Wed, 05 May 2021 18:29:56 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2000 Coceira, vermelhidão, irritação e lacrimejamento. Esses são os principais sintomas da conjuntivite alérgica sazonal. Os dados epidemiológicos variam de país para país. Um estudo mostra que, em média, a alergia ocular afeta 30% da população infantil. A conjuntivite alérgica sazonal é, de longe, a mais comum. A maior parte dos casos é mediada por IgE. […]

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Coceira, vermelhidão, irritação e lacrimejamento. Esses são os principais sintomas da conjuntivite alérgica sazonal. Os dados epidemiológicos variam de país para país. Um estudo mostra que, em média, a alergia ocular afeta 30% da população infantil.

A conjuntivite alérgica sazonal é, de longe, a mais comum. A maior parte dos casos é mediada por IgE. Isso significa que a alergia se desencadeia imediatamente após o contato com o alérgeno. Esse tipo de conjuntivite é diferente daquelas causadas por vírus ou bactérias.

Eles estão em toda parte

Entre os alérgenos que podem desencadear uma conjuntivite alérgica estão:

  • Ácaros
  • Pólen
  • Pelos de animais
  • Mofo
  • Produtos de higiene pessoal
  • Produtos de limpeza
  • Poluição

Embora a alergia ocular seja mais comum no outono e na primavera, ela pode acontecer em qualquer época do ano.

A maior prevalência nessas estações está ligada ao ar mais seco. O ar seco e a falta de chuva são fatores que mantêm os alérgenos pairando no ar, bem como presos às superfícies.

No outono, especialmente, é comum tirar roupas, mantas e cobertores para os dias mais frios dos armários. E sabe-se que é usual um acúmulo de ácaros em roupas guardadas por muitos meses.

Diferenciais

A conjuntivite alérgica tem características que a diferencia das infecciosas. A coceira é o traço mais marcante desse tipo de conjuntivite.

Não é contagiosa e pode se estender por até seis semanas, caso não seja tratada. A secreção costuma ser mais esbranquiçada, enquanto as conjuntivites infecciosas costumam deixar uma secreção amarelada, típica da infecção.

Tratamento específico

O tratamento da conjuntivite alérgica é diferente dos casos infecciosos, já que muitas vezes é preciso cuidar do quadro alérgico de forma global.

O manejo da conjuntivite alérgica é mais demorado. Isso porque há picos de exacerbação e picos de melhora, como qualquer tipo de alergia. Geralmente, são utilizados dois medicamentos para tratar os casos alérgicos: um antialérgico e algum tipo de corticoide em forma de colírio.

Há casos de conjuntivite alérgica severa em crianças, que necessitam de um tratamento prolongado, mas são menos prevalentes.

Quando a criança tem conjuntivite alérgica crônica é preciso acompanhar regularmente com um oftalmopediatra, além de controlar os fatores que podem desencadear a alergia. Se os pais já têm conhecimento do que aumenta a alergia, o ideal é evitar que a criança entre em contato com estes alérgenos.

Vale lembrar que nenhum medicamento deve ser usado nos olhos sem a devida prescrição médica, especialmente quando falamos de colírios com corticoide ou qualquer outro colírio.

Dicas

  • Compressas de soro fisiológico frio nas pálpebras podem ajudar na eliminação da secreção acumulada e pode aliviar a coceira
  • Evitar ao máximo deixar a criança coçar os olhos, pois esse hábito pode desencadear problemas na córnea, como ulceração corneana
  • Manter a casa limpa
  • Retirar tapetes, cortinas e qualquer outro adorno que possa acumular pó
  • Se possível, usar um umidificador de ar nos ambientes em que mais a criança fica
  • Seguir corretamente a prescrição médica quanto à dose e o tempo de uso dos colírios

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As alergias oculares são muito prevalentes em crianças. Todos os pais sabem que outono e inverno são sinônimos de agravamento de problemas alérgicos, respiratórios e oftalmológicos, como a conjuntivite alérgica. Esta condição é mais comum entre os meses de abril e setembro e afeta, principalmente, crianças que já apresentam quadros de alergia respiratória, como a rinite.

Estima-se que as alergias oculares, como a conjuntivite, afetam de 15 a 20% da população mundial, sendo o clima um dos principais fatores de risco. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as causas mais comuns da conjuntivite alérgica são pó, ácaros e pólen.

“O clima mais frio é um dos principais desencadeadores das alergias oculares. Isso porque há uma maior exposição aos agentes alergênicos, como pó e ácaros. É um quadro muito comum no outono e no inverno, quando as crianças ficam mais dentro de casa e têm um maior contato com cobertores, tapetes e malhas de lã, objetos muito propícios ao acúmulo de pó e ácaros”, explica a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira. 

Rinite aumenta risco de alergia ocular

De acordo com o Estudo Internacional sobre Asma e Alergias na Infância (ISAAC), no Brasil cerca de 29% dos adolescentes e 25% das crianças em idade escolar sofrem com sintomas relacionados à rinite alérgica e, portanto, estão mais suscetíveis a apresentarem também alergias oculares e outras alergias, como dermatites, por exemplo.

Pacientes com conjuntivite alérgica apresentam coceira nos olhos, vermelhidão e secreção. Entretanto, diferentemente da conjuntivite provocada por bactérias ou vírus, a secreção da conjuntivite alérgica é mais clara e a coceira é muito intensa. É também um tipo de conjuntivite mais prolongada, mais crônica, diferente dos quadros agudos, característicos das conjuntivites infecciosas.

Uma outra diferença da conjuntivite alérgica para as conjuntivites bacterianas ou virais é o tempo de resolução. Nas conjuntivites infecciosas o tratamento é rápido e a condição costuma se resolver entre 7 e 14 dias. Já os quadros alérgicos duram mais tempo e o tratamento deve levar em consideração também o tratamento preventivo da alergia para evitar crises.

Como é feito o tratamento?

Como todo quadro de alergia, a conjuntivite alérgica tem picos de melhora e de piora e, por isso, dependendo da frequência com que ela aparece, o tratamento pode ir além de antialérgicos e colírios.

Existem crianças que apresentam um quadro um pouco mais intenso e frequente. Se não for tratada corretamente, a conjuntivite alérgica pode causar sequelas, como lesões de córnea. A escolha do melhor tratamento e a necessidade de cada criança são determinadas pelo oftalmopediatra e pode variar desde lubrificantes e anti – alérgicos tópicos, ate uso de corticoides tópicos e sistêmicos, além de medicações mais novas como os imunomoduladores.

Prevenção

Se seu filho (a) é alérgico (a), é possível adotar algumas medidas preventivas que ajudarão a evitar o desencadeamento das crises. Veja abaixo:

– Mantenha a casa e o quarto das crianças sempre limpos, evitando o acúmulo de pó

– Preste atenção principalmente nos bichinhos de pelúcia, que tendem a acumular ácaros e poeira. O ideal é mantê-los guardados, para evitar o acúmulo de poeira

– No quarto da criança evite colocar cortinas e tapetes. Se colocar, lave-os a cada 15 dias

– Lave as roupas de lã e/ou de frio antes de usá-las. Geralmente são agasalhos que ficam muito tempo guardados, acumulando ácaros e, às vezes, até desenvolvendo mofo

– Tome cuidado com o ar condicionado. O filtro deve ser sempre limpo

– Em vez de vassouras, prefira o aspirador de pó, que não espalha a poeira no ar e passe um pano úmido no chão em seguida

– Lembre-se que travesseiros e colchão também acumulam ácaros. Coloque-os para tomar sol ou use capas antialérgicas

Assista ao vídeo e confira mais informações.

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