Arquivos astigmatismo irregular - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/astigmatismo-irregular/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:25:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos astigmatismo irregular - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/astigmatismo-irregular/ 32 32 O que é ceratocone? Sinais, sintomas e tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ceratocone-2/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ceratocone-2/#respond Tue, 18 Jun 2024 12:17:03 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2696 O ceratocone é uma doença oftalmológica que afeta córnea, tecido transparente que pode ser comparado a um vidro de um relógio. Ela permite a entrada da luz e executa dois terços das tarefas de foco, seguida da íris (aquela área colorida do olho) e a pupila. Portanto, o ceratocone pode causar danos importantes na capacidade […]

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O ceratocone é uma doença oftalmológica que afeta córnea, tecido transparente que pode ser comparado a um vidro de um relógio. Ela permite a entrada da luz e executa dois terços das tarefas de foco, seguida da íris (aquela área colorida do olho) e a pupila. Portanto, o ceratocone pode causar danos importantes na capacidade de enxergar.

Para se ter uma ideia, o ceratocone aumenta em 7 vezes a chance de precisar de um transplante de córnea. Devido à gravidade da doença, temos o movimento “Junho Violeta”, dedicado a aumentar o conhecimento da população sobre o ceratocone.

Ceratocone atinge adultos e crianças

Embora o ceratocone seja mais prevalente em adultos, a forma infantil é mais grave. Estima-se que a doença seja responsável por cerca de 20% dos transplantes de córnea em crianças. Para além disto, é mais comum em meninos que meninas.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, também especialista em estrabismo e neuroftalmologia, o ceratocone causa mudanças na estrutura da córnea, que assume um formato de cone, sendo esta a explicação para o nome da doença. “O ceratocone causa alterações no colágeno que, por sua vez, causa uma deformação da córnea”.

“Uma das consequências destas deformidades é o desenvolvimento do astigmatismo irregular, miopia progressiva e afinamento da córnea. O ceratocone acarreta uma piora considerável na acuidade visual”, completa Dra. Marcela.

Normalmente, o ceratocone é mais comum na puberdade. Quando surge em crianças menores, é uma grande preocupação. Isto porque nessa população a progressão é mais rápida.

Coçar os olhos é o principal fator de risco

Um dos fatores de risco mais conhecidos do ceratocone é a fricção constante dos olhos. Ou seja, coçar demais os olhos pode levar ao desenvolvimento da doença. Por este motivo, o ceratocone está intimamente relacionado às alergias em geral, especialmente àquelas que atingem os olhos.

“Uma das hipóteses é que o hábito de coçar os olhos de forma constante libera substâncias inflamatórias, que desencadeiam alterações no colágeno da córnea, levando a sua deformação”, explica Dra. Marcela.

“Temos outros fatores de risco, como quadros repetitivos de ceratoconjuntivite (inflamação da conjuntiva e da córnea), síndrome de Down, retinite pigmentosa, entre outras doenças genéticas. Além disso, crianças com histórico familiar de ceratocone têm um risco muito maior de ter a doença do que a população em geral”, comenta Dra. Marcela.

Ceratocone não causa sintomas nas fases iniciais

Um dos principais problemas do ceratocone é que nas fases iniciais da doença não há sintomas específicos. Por essa razão, a maioria dos casos da doença em crianças não é detectada de forma precoce. “Um dos sinais mais típicos do ceratocone é a necessidade de trocar de grau de forma constante. Outro indício é a intolerância ao uso de lentes de contato”, alerta Dra. Marcela.

Na medida em que o ceratocone avança, surgem sintomas como redução da acuidade visual, sensibilidade à luz, cansaço visual, aumento da coceira, irritação e desconforto nos olhos. Por fim, alguns pacientes podem ter visão dupla, percepção de várias imagens de um mesmo objeto, além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz.

Diagnóstico e tratamento do ceratocone

As crianças com histórico familiar de ceratocone e condições que aumentam o risco de desenvolver a doença, como alergias e a síndrome de Down, por exemplo, devem ser acompanhadas desde o nascimento por um oftalmologista infantil.

O ceratocone, inicialmente, pode ser gerenciado com o uso de óculos. Estima-se que a progressão da doença ocorra em cerca de 6 anos. Quando a deformação da córnea é muito importante, torna-se necessário realizar um transplante de córnea.

Contudo, antes do transplante, é possível tratar a doença com algumas técnicas que podem impedir a evolução da doença, bem como estabilizar a curvatura da córnea. Um dos tratamentos mais usados é o cross-linking.

“Trata-se de um procedimento seguro em que o oftalmologista aplica gotas de riboflavina, um dos tipos de vitamina B. Após a instilação, o médico aplica um feixe de luz ultravioleta. A luz UV promove a ligação da vitamina com o colágeno da córnea, fortalecendo-a. Com isso, consegue-se fixar a córnea no formato em que ela se encontra naquele momento”, conta Dra. Marcela.

Pare de coçar os olhos

A consulta regular com o oftalmologista é importante para detectar e tratar o ceratocone de forma precoce. Contudo, os pais precisam ficar atentos ao hábito de coçar os olhos. Caso a criança tenha alergias oculares constantes, é preciso tratar de forma efetiva.

“Para além disto, queixas de dificuldade para enxergar, mesmo após mudanças recentes de grau, também são sinais de alerta. Por fim, é preciso dar mais atenção para crianças com histórico familiar de ceratocone, bem como àquelas com síndromes genéticas associadas à condição”, finaliza a oftalmopediatra.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Deformação na córnea: Entenda o que é o ceratocone e fatores de risco https://homolog.marcelabarreira.com.br/deformacao-na-cornea/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/deformacao-na-cornea/#respond Fri, 16 Jun 2023 15:07:44 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2482 Deformação na córnea está associada ao hábito de coçar os olhos  com frequência Aproximadamente 70% dos pacientes com ceratocone relatam coçar os olhos com frequência desde a infância O movimento Junho Violeta foi criado para aumentar o conhecimento da população a respeito do ceratocone. Trata-se de uma doença oftalmológica ligada à deformação da córnea que […]

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Deformação na córnea está associada ao hábito de coçar os olhos  com frequência

Aproximadamente 70% dos pacientes com ceratocone relatam coçar os olhos com frequência desde a infância

O movimento Junho Violeta foi criado para aumentar o conhecimento da população a respeito do ceratocone. Trata-se de uma doença oftalmológica ligada à deformação da córnea que assume um formato de cone e pode causar a perda da visão.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista especialista em estrabismo, a fricção frequente dos olhos é uma das principais causas associadas ao ceratocone. Pessoas com alergias em geral e condições genéticas, como a síndrome de Down, são mais propensas ao hábito de esfregar os olhos. Este ato pode causar alterações biomecânicas, inflamação e afinamento da córnea. Todos estes fatores podem resultar no desenvolvimento do ceratocone”.

Deformação na córnea é rara na infância

O ceratocone é uma doença que se desenvolve lentamente desde a infância. As primeiras manifestações costumam surgir no final da adolescência em meninos e por volta dos 20 anos nas meninas. “Raramente a condição afeta crianças menores. Porém, quando isto ocorre, o diagnóstico e o tratamento precisam ser precoces”.

Isto porque na população infantil a doença tem uma progressão mais rápida e agressiva, explica a médica. Para se ter uma ideia, o ceratocone infantil aumenta em 7 vezes a necessidade de um transplante de córnea.

Sem reclamações

Infelizmente, o diagnóstico do ceratocone pediátrico costuma ser tardio. A razão é que a criança não tem um parâmetro para comparar se sua visão está ruim ou boa, especialmente antes dos oito anos de idade.

“Nas fases iniciais, os sintomas do ceratocone estão ligados à dificuldade de enxergar o que aponta para a presença de erros refrativos. Algumas crianças podem se queixar de sensibilidade à luz e desconforto ocular. O que pode ajudar a diferenciar um erro refrativo do ceratocone é a necessidade constante de corrigir o grau e a intolerância ao uso de lentes de contato”, alerta Dra. Marcela.

Quando a doença avança, a dificuldade para enxergar de longe e de perto é bastante evidente. O paciente apresenta outros sintomas como aumento da coceira, irritação, cansaço visual, percepção de várias imagens do mesmo objeto, distorção da imagem e até mesmo diplopia.

Deformação na córnea e Astigmatismo irregular

Outro sinal característico do ceratocone é a presença do astigmatismo irregular. Nestes casos, a córnea apresenta deformidades em todas as direções. Por este motivo, as lentes comuns não conseguem corrigir o grau.

Tratamento

O tratamento do ceratocone depende da gravidade e da taxa de progressão. Entre os principais tratamentos estão óculos e lentes de contato específicas para o ceratocone, cirurgias para impedir a progressão da deformidade na córnea e, por fim, o transplante de córnea.

Consulta oftalmológica na infância é essencial

Embora o ceratocone seja uma doença rara, pode causar a perda da visão. É muito importante que pessoas com histórico familiar da doença procurem levar a criança para uma consulta preventiva ainda no primeiro ano de vida ou antes dos 7 anos. “Também é preciso incluir em consultas de triagem crianças com alterações genéticas, como a síndrome de Down e àquelas com quadros alérgicos, como rinite, asma e conjuntivite alérgica”, finaliza a médica.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Ceratocone pediátrico é mais agressivo que adulto, embora mais raro https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone-2/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone-2/#respond Thu, 09 Jun 2022 12:34:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2271 Meninos são mais propensos que meninas e hábito de coçar os olhos é importante fator de risco Ceratocone é responsável por cerca de 15% a 20% dos transplantes de córnea em crianças O ceratocone é uma doença progressiva que afeta córnea e pode causar a perda visão. Além disso, a condição aumenta em sete vezes […]

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Meninos são mais propensos que meninas e hábito de coçar os olhos é importante fator de risco

Ceratocone é responsável por cerca de 15% a 20% dos transplantes de córnea em crianças

O ceratocone é uma doença progressiva que afeta córnea e pode causar a perda visão. Além disso, a condição aumenta em sete vezes a necessidade de um transplante de córnea.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, também especialista em estrabismo e neuroftalmologia, o ceratocone altera a estrutura da córnea. “A partir de alterações no colágeno, a córnea se deforma e assume um formato “cônico”, daí o nome ceratocone. Essas deformidades da córnea levam ao desenvolvimento de astigmatismo irregular, miopia progressiva e afinamento corneano. Todas essas condições pioram a acuidade visual”.

“Embora o ceratocone seja mais prevalente a partir da puberdade, a condição também pode afetar as crianças menores. Nesses casos, o diagnóstico e o tratamento precisam ser precoces, uma vez que na população infantil a doença tem uma progressão mais rápida”, explica a médica.

Atopia é importante fator de risco

Muitas vezes, o ceratocone é uma doença isolada. No entanto, a condição pode estar associada a quadros repetitivos de ceratoconjuntivite (inflamação da conjuntiva e da córnea), atopia (alergias), síndrome de Down, retinite pigmentosa, entre outras doenças genéticas. Além disso, crianças com histórico familiar de ceratocone têm um risco muito maior de ter a doença do que a população em geral.

“O ceratocone está intimamente ligado à atopia, ou seja, às alergias. A alergia ocular é uma condição muito frequente nas crianças que apresentam rinite, sinusite, asma e dermatites. Como um dos principais sintomas da conjuntivite alérgica é a coceira, o risco de lesões na córnea é significativamente maior nas crianças alérgicas”, aponta Dra. Marcela.

Sem reclamações

Geralmente, o diagnóstico do ceratocone pediátrico é feito de maneira tardia, na maioria dos casos. A razão é que a criança não tem um parâmetro para comparar se sua visão está ruim ou boa, especialmente antes dos oito anos de idade.

“Infelizmente, nos estágios iniciais do ceratocone os sintomas são os mesmos de qualquer outro erro refrativo, como a miopia, astigmatismo e hipermetropia. Mas, um sinal de alerta pode ser a necessidade frequente de correção do grau. Uma manifestação comum em adolescentes é o desenvolvimento da intolerância em usar lentes de contato”, diz Dra. Marcela.

Nos estágios mais avançados, a redução da acuidade visual é bem evidente. Outros sintomas podem surgir como sensibilidade à luz, cansaço visual, aumento da coceira, irritação e desconforto nos olhos. Por fim, alguns pacientes podem ter visão dupla, percepção de várias imagens de um mesmo objeto, além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz. f

Como a criança não se queixa de problemas de visão, cabe aos pais realizar um acompanhamento oftalmológico desde cedo. “O ideal é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra para uma avaliação inicial. Inclusive, esse é um importante momento para levantar o histórico familiar de doenças visuais, por exemplo”, ressalta Dra. Marcela.

Já as crianças com histórico familiar de ceratocone e condições que aumentam o risco, como a alergia e a síndrome de Down, por exemplo, devem ser acompanhadas de maneira frequente por um oftalmologista infantil.

O tratamento do ceratocone depende de sua gravidade e taxa de progressão. Os casos diagnosticados de forma precoce são tratados com óculos e lentes de contato. Os quadros mais avançados podem necessitar do transplante de córnea ou ainda de cirurgias para melhorar o formato da córnea.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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