Arquivos astigmatismo - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/astigmatismo/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:29:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos astigmatismo - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/astigmatismo/ 32 32 Meu filho não quer usar os óculos? O que eu faço? https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:33:10 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4365 Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente. Segundo a oftalmologista […]

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Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, a verdade é que realmente essas situações são bastante comuns. “De modo geral, as crianças costumam ser boas usuárias de óculos e, na maioria das vezes, aceitam bem a correção visual. No entanto, dependendo da idade da criança e principalmente do tipo de grau, podem existir fases de maior aceitação e fases de rejeição ao uso dos óculos”.

Quando a rejeição é mais comum?

Essa dificuldade acontece com muito mais frequência em crianças com hipermetropia e/ou astigmatismo do que em crianças míopes. “A miopia reduz bastante a visão, principalmente para longe. A criança enxerga tudo muito embaçado sem os óculos e percebe uma melhora clara e imediata quando começa a usá-los”, comenta Dra. Marcela.

“Por isso, em geral, a qualidade da visão melhora muito com os óculos e, com isso, a criança sente o benefício e a aceitação é bem melhor. A exceção são as crianças muito pequenas, cujo mundo ainda é predominantemente de perto. Nesses casos, a diferença com o óculos pode não ser tão perceptível no início”, aponta a especialista.

Crianças com hipermetropia são mais resistentes para usar os óculos

Já na hipermetropia, a situação é diferente. Esse é um tipo de grau em que a criança consegue compensar muito bem a visão. Mesmo sem óculos, ela consegue realizar suas atividades do dia a dia, brincar, desenhar e ir à escola — mas às custas de muito esforço visual.

“Os óculos para a hipermetropia são cruciais para melhorar a visão, reduzir o esforço visual e proporcionar conforto para a criança. Para além disso, os óculos também protegem o desenvolvimento da visão”, alerta Dra. Marcela.

Contudo, o problema é que, dependendo da idade, a criança não percebe esse ganho. Ela sente que “dá conta” sem os óculos e, por isso, acaba tirando, evitando usar na escola ou rejeitando em algumas situações.

E o astigmatismo? Dá para não usar os óculos?

No astigmatismo, a imagem é naturalmente distorcida. A criança muitas vezes se acostuma a enxergar assim e não tem referência do que é uma visão realmente nítida. Isso também pode levar à resistência inicial ao uso dos óculos.

Fases de aceitação e rejeição são normais ao usar os óculos

Acima de tudo, é importante reforçar que essas oscilações fazem parte do processo. A criança pode passar por fases em que aceita bem os óculos, fases em que rejeita, além de momentos de maior adaptação e outros de resistência. Isso não significa que o tratamento não está funcionando.

“Por outro lado, é crucial realizar um acompanhamento com um oftalmologista infantil, pois há casos em que o grau pode aumentar ou diminuir e esse pode ser um dos motivos pelos quais a criança pode não querer usar os óculos”, reforça Dra. Marcela.

A importância do trabalho em conjunto 

De qualquer maneira, é importante falar sobre os óculos na infância. Os erros refrativos – miopia, astigmatismo e hipermetropia – são muito comuns. Felizmente, o uso dos óculos corrige a visão e isso protege o desenvolvimento visual, que só se completa por volta dos 7 anos. Inclusive, a falta da correção impacta diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na vida escolar”, ressalta Dra. Marcela.

“Por isso, o ideal é os pais reagirem naturalmente ao diagnósticos e trabalharem em parceria com o oftalmologista para convencer a criança a usar os óculos”, finaliza a médica.

Dicas para convencer a criança a usar os óculos

  • Procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório, reforçando para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens;
  • Leve a criança para participar da escolha da armação, principalmente os maiores;
  • Faça uma lista dos familiares mais próximos que também usam óculos;
  • Peça a ótica que coloque prendedores nos óculos para facilitar a prática de esportes;
  • Para os menores, o ideal é escolher modelos de silicone, pois são mais resistentes a quedas e ao manuseio;
  • Caso seja possível, opte pelas lentes antirreflexo.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Problemas de visão na escola –Como professores podem ajudar https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/#respond Thu, 29 Jan 2026 19:07:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4320 Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno. Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam […]

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Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno.

Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam identificar sinais de que a criança pode ter alguma condição visual que merece uma avaliação oftalmológica.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, a maioria das crianças menores não costumam se queixar de problemas na visão. “A razão é que a criança não tem um parâmetro sobre o que é uma visão ruim. Afinal, elas não conhecem outra realidade. Por esse motivo, o olhar atento dos professores em sala de aula é fundamental”.

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentar perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar o quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições comuns na infância.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula. “Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial.  Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, explica Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos – outros problemas de visão na escola

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais que citamos acima.

Outros sintomas de problemas oculares em crianças:

  • Dor de cabeça, principalmente após atividades escolares;
  • Ardência ou coceira nos olhos;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz.

Esses sintomas costumam surgir após longos períodos de esforço visual.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento os sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Vale lembrar que quanto antes o ocorre o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Por isso, recomendamos que os pais levem o bebê para uma consulta de rotina desde o primeiro ano de vida. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente e, especialmente, na fase escolar”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266 2768

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Estrabismo divergente intermitente leva ao desvio do olho para fora https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-divergente-intermitente-leva-ao-desvio-do-olho-para-fora/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-divergente-intermitente-leva-ao-desvio-do-olho-para-fora/#respond Thu, 22 Jan 2026 19:35:07 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4300 O estrabismo divergente intermitente é uma condição ocular em que um dos olhos se desvia para fora, na direção das orelhas, de vez em quando. Embora seja um dos tipos mais comuns de estrabismo, pode demorar para ser percebido pelos pais. Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e chefe do Serviço […]

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O estrabismo divergente intermitente é uma condição ocular em que um dos olhos se desvia para fora, na direção das orelhas, de vez em quando. Embora seja um dos tipos mais comuns de estrabismo, pode demorar para ser percebido pelos pais.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), no estrabismo divergente intermitente o desalinhamento não está sempre presente: a criança pode parecer com os olhos alinhados em alguns momentos e, em outros, um dos olhos desvia para fora.

“Na verdade, o desvio costuma se tornar mais evidente quando a criança está cansada, distraída, doente ou olhando para algo distante — situações em que a capacidade de manter os olhos alinhados fica mais difícil”, conta a oftalmopediatra.

O estrabismo divergente intermitente costuma aparecer por volta dos 2 anos ou mais. Contudo, pode aparecer antes, embora não seja comum.

Sinais e sintomas do estrabismo divergente intermitente

O principal do estrabismo divergente intermitente é o desvio do olho para fora, que pode vir e ir ao longo do tempo. Contudo, algumas crianças podem apresentar outros sintomas e sinais, como:

  • Fechar um dos olhos em ambientes com muita luz;
  • Dificuldade em perceber profundidade ou distância;
  • Visão dupla em alguns casos;
  • Preferência por usar um olho mais do que o outro.

Qual a causa do estrabismo divergente intermitente?

Primeiramente, é importante esclarecer que nem sempre é possível identificar a causa do estrabismo divergente intermitente e nem das outras formas de estrabismo. Por outro lado, temos alguns fatores que podem ter relação com esse tipo de desvio. Entre eles estão:

  • Histórico familiar de estrabismo;
  • Prematuridade e/ou baixo peso ao nascer;
  • Tabagismo durante a gestação;
  • Doenças neurológicas;
  • Retinopatia da prematuridade;
  • Outras complicações neonatais.

O que pode acontecer se não tratar o estrabismo divergente intermitente?

“Acima de tudo, é importante que os pais entendam que o estrabismo não é uma questão estética. Na verdade, em crianças com estrabismo, o cérebro pode começar a ignorar as imagens vindas do olho desviado. Com o tempo, isso pode levar à ambliopia — o chamado “olho preguiçoso” — em que o cérebro privilegia o olho bom em detrimento do outro”, alerta Dra. Marcela.

“Portanto, se isso acontece na fase crítica do desenvolvimento visual – entre os 2 e 4 anos -, os danos podem ser permanentes. Sendo assim, uma das principais funções do tratamento do estrabismo divergente intermitente é garantir o desenvolvimento adequado da visão binocular, que é essencial para que os dois olhos trabalhem juntos e para que se possa perceber profundidade e estímulos tridimensionais com clareza”, complementa a oftalmologista infantil.

Tratamento do estrabismo divergente intermitente – o que você precisa saber

O tratamento padrão para o estrabismo divergente é a cirurgia de estrabismo. A principal recomendação é fazer o procedimento por volta dos 4 anos e sempre antes dos 7 anos, idade em que o sistema visual está completo. Portanto, a correção precoce é crucial para prevenir a ambliopia e problemas oculares em outras fases da vida.

Além da cirurgia, o oftalmologista pode recomendar outras estratégias complementares, como:

  • Uso de óculos especiais, quando há necessidade de correção de erros refrativos, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia;
  • Tampão ocular para estimular o olho com visão mais fraca, quando há ambliopia associada;

A importância do acompanhamento de crianças com estrabismo

Vale lembrar que toda criança precisa passar em consultas oftalmológicas de rotina desde o nascimento. Caso os pais percebam o desvio do olho para fora ou em outras direções, a recomendação é procurar um oftalmologista infantil.

“Quando a criança possui estrabismo, o acompanhamento ao longo da infância é muito importante, mesmo após a cirurgia. Em alguns casos, o desvio pode aparecer de novo ou a criança pode desenvolver erros refrativos, que irão precisar de tratamento também. Por fim, um recado importante para os pais é que a visão é crucial para o desenvolvimento global da criança. Assim, cuidar da visão deve fazer parte dos cuidados ao longo da infância”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Dilatação das pupilas em crianças – Para que serve e como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/#respond Wed, 26 Nov 2025 13:33:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4074 A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala. Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. Como funciona o exame de vista em […]

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A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala.

Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

Como funciona o exame de vista em bebês e crianças

Primeiramente, é importante reforçar que os cuidados com a visão devem começar desde o nascimento. O primeiro exame de vista acontece ainda na maternidade e se chama Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como “teste do olhinho”.

Contudo, nesse exame não é possível detectar todas as doenças ou condições visuais que se desenvolvem na infância. Desse modo, os pais devem levar o bebê, ainda no primeiro ano de vida, para uma consulta oftalmológica de rotina.

Nessa consulta, o oftalmologista infantil pode descobrir ou diagnosticar várias condições, como:

  • Estrabismo;
  • Erros Refrativos como miopia, astigmatismo e hipermetropia;
  • Alergias oculares;
  • Obstrução do canal lacrimal;
  • Ptose palpebral congênita.

Acima de tudo, esses são apenas alguns exemplos de problemas oftalmológicos que podem ser detectados na consulta de rotina.

Conheça melhor a pupila

Antes de falarmos mais sobre a dilatação das pupilas em crianças, vamos conhecer melhor essa estrutura ocular.

A pupila é aquela parte preta no meio da íris, a parte colorida do olho. A principal função da pupila é controlar a entrada da luz nos olhos. De uma forma mais didática, podemos comparar a pupila com o diafragma de uma câmera fotográfica. Porém, curiosamente a pupila não é preta, o que vemos, na verdade, é a luz sendo absorvida pelo interior do olho.

Dessa forma, quando há muita luz no ambiente, a pupila se contrai e quando há pouca luz ela se dilata. Vale esclarecer que esse processo de contração e dilatação da pupila é automático e depende do sistema nervoso central.

Agora, também é curioso notar que a contração e a dilatação da pupila também podem ocorrer por outros motivos, como medo, surpresa, alegria, interesse e uso de certos medicamentos. Finalmente, uma contração muito rápida da pupila pode ser um sinal de algum problema mais grave, como um acidente vascular cerebral (AVC).

Dilatação das pupilas em crianças – Como funciona

Inicialmente, precisamos entender que o estado normal da pupila é a miose, ou seja, a pupila fica mais contraída. Diante isso, sem a dilatação das pupilas em crianças, o oftalmologista infantil não consegue visualizar a parte de trás dos olhos, que contempla a retina e o nervo óptico.

Sem a dilatação, é como se o oftalmologista estivesse olhando pelo “buraco de uma fechadura”. Para além de examinar o fundo do olho, a dilatação das pupilas em crianças é crucial para detectar os erros refrativos, com precisão.

Sendo assim, a dilatação das pupilas em crianças é um procedimento muito importante, especialmente em bebês ou ainda nos pequenos que ainda não desenvolveram a fala. Além de dilatar as pupilas, nessas crianças que ainda não falam é preciso usar um equipamento, que lembra uma régua com várias lentes, o equiascópio.

Como acontece a dilatação das pupilas em crianças

A dilatação das pupilas é feita com o uso de colírios. A maior preocupação dos pais é a possibilidade de a criança sentir dor. Porém, o que pode acontecer é um leve desconforto. Na verdade, são usados 2 colírios: o primeiro é um anestésico, usado para dar mais conforto. Quando o efeito anestésico ocorreu, o colírio que vai dilatar a pupila é instilado.

O que a criança vai sentir depois de dilatar a pupila

Após o leve desconforto da instilação, a criança não vai sentir mais nada. Entretanto, a visão fica turva durante algumas horas, por volta de 3 a 4 horas após o exame. Logo depois desse tempo, a visão se normaliza.

Conclusão

Apesar da dilatação das pupilas em crianças ser uma preocupação para os pais, trata-se de um procedimento de rotina em clínicas oftalmológicas. Em crianças, dilatar as pupilas é ainda mais importante para ter um resultado do exame de vista mais preciso.

Sendo assim, os pais podem ficar tranquilos, pois os efeitos de embaçamento da visão são temporários e a criança sentirá apenas um leve desconforto no momento de pingar os colírios. O mais importante é que o exame de vista na infância garante o diagnóstico e o tratamento precoce de condições visuais, algo crucial para assegurar o desenvolvimento infantil saudável.

Leia aqui como funciona o exame de vista completo em crianças e bebês.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Lentes de contato na adolescência – Cuidados e Dicas https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-na-adolescencia-cuidados-e-dicas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-na-adolescencia-cuidados-e-dicas/#respond Thu, 04 Sep 2025 16:48:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3765 As lentes de contato na adolescência podem ser uma ótima opção para a prática de esportes e maior liberdade em inúmeras atividades do dia a dia. Por outro lado, o uso das lentes na adolescência exige uma série de cuidados. Hoje, vamos falar mais sobre o assunto em homenagem ao movimento Setembro Safira. A campanha […]

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As lentes de contato na adolescência podem ser uma ótima opção para a prática de esportes e maior liberdade em inúmeras atividades do dia a dia. Por outro lado, o uso das lentes na adolescência exige uma série de cuidados.

Hoje, vamos falar mais sobre o assunto em homenagem ao movimento Setembro Safira. A campanha foi criada para aumentar a conscientização sobre o uso responsável das lentes de contato.

Para isso, vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Erros refrativos não corrigidos são a principal causa de problemas visuais na infância

Primeiramente, vamos falar um pouco mais sobre os erros refrativos, já que as lentes de contato servem para corrigi-los. Acima de tudo, os erros refrativos como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo são as principais causas de deficiência visual em crianças. Sendo assim, os problemas na visão impactam, de forma significativa, no desenvolvimento global dos pequenos.

Segundo um estudo de 2024, a prevalência dos erros refrativos varia entre diferentes populações, influenciada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Mas, a pesquisa apontou uma estimativa de prevalência na população infantojuvenil brasileira de 22% para miopia, 18% para hipermetropia e 16% para astigmatismo.

“Apesar dos erros refrativos serem relativamente comuns, a detecção nem sempre é precoce. Desse modo, os pais costumam procurar o oftalmologista apenas quando a criança vai para a escola e começa a apresentar problemas na aprendizagem, por exemplo. Por outro lado, basta a criança usar os óculos para normalizar a visão”, aponta Dra. Marcela.

Adaptação aos óculos pode ser difícil

Embora possa parecer simples usar óculos, nem sempre é uma missão fácil para os pais. As crianças pequenas, especialmente os bebês, podem sentir mais desconforto e remover os óculos a todo momento.

“Já as maiores podem sentir vergonha ou desconforto na hora de praticar esportes ou brincar, por exemplo. Adicionalmente, os adolescentes podem ser mais resistentes aos óculos. Isso porque há mais prevalência da prática de bullying nas escolas na fase da pré-adolescência e adolescência”, comenta a oftalmologista.

Dessa maneira, as lentes de contato podem ser uma boa escolha para crianças maiores e adolescentes.

Lentes de contato na adolescência – Qual o momento certo?

Agora vamos falar sobre o momento certo de colocar as lentes de contato na adolescência. “A primeira regra é que a criança ou adolescente já tenha autonomia e responsabilidade. Além disso, precisa entender que é mandatório realizar a higiene diária das lentes e do estojo. Enfim, também é importante seguir as orientações do oftalmologista sobre o tempo de uso”, reforça Dra. Marcela.

Contudo, vale frisar que também é obrigatório que os pais supervisionem o uso das lentes de contato, bem como avaliem se o adolescente está realizando a limpeza das lentes, do estojo e usando de acordo com o tempo recomendado.

Lentes de contato na adolescência ajudam na autoestima

Naturalmente, que todo mundo sabe que a adolescência é uma época cheia de desafios e talvez uma das fases mais desafiadoras da vida. Além das mudanças físicas e emocionais, é preciso lidar com a vida social, com a aceitação dos grupos, amizades, relacionamentos amorosos e, claro, o bullying.

Desse modo, as lentes de contato na adolescência podem contribuir para evitar certas situações. Ademais, sem os óculos, o adolescente pode ter mais autoconfiança e isso também ajuda na autoestima. Outro benefício importante é permitir a prática de esportes com mais segurança, por exemplo”, ressalta Dra. Marcela.

Lentes de contato na adolescência – Quais os riscos

Independentemente da fase da vida, as lentes de contato não são isentas de risco. Pelo contrário, o mau uso desses dispositivos pode trazer uma série de problemas sérios para a visão.

“As lentes de contato alteram a fisiologia dos olhos, principalmente quando a pessoa é usuária há muito tempo. Durante o uso das lentes, há diversos fatores físicos e ambientais acontecendo, especialmente na córnea. A falta de limpeza e o uso ininterrupto (como dormir de lentes) são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da ceratite. Trata-se de uma infecção grave na córnea, que pode levar à perda da visão”, alerta Dra. Marcela.

Normalmente, a ceratite em pessoas que usam lentes de contato tem como causa a contaminação pela Acanthamoeba. Esse micro-organismo é um protozoário que vive na água doce, como a água da torneira, piscinas, entre outros meios aquáticos.

“Outro problema comum em quem usa lentes de contato é o desenvolvimento do olho seco, irritações constantes e até mesmo alergia. Por esses motivos, a decisão de usar lentes de contato na adolescência deve ser muito bem pensada. Além disso, sempre deve ter a prescrição de um oftalmologista”, finaliza Dra. Marcela.

Sinais de alerta de problemas causados pelas lentes de contato

  • Ardência ocular
  • Coceira
  • Vermelhidão
  • Sensação de areia nos olhos
  • Lacrimejamento em excesso
  • Visão embaçada
  • Dor nos olhos
  • Acúmulo de secreção nos olhos

Na presença dos sintomas, os pais devem levar o adolescente para uma consulta oftalmológica.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Sinais de problemas oculares na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-de-problemas-oculares-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-de-problemas-oculares-na-infancia/#respond Wed, 13 Aug 2025 19:01:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3690 Os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de condição ou doença que a criança apresenta. Para conhecer quais são os sinais de problemas oculares na infância e como reconhecê-los, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do […]

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Os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de condição ou doença que a criança apresenta.

Para conhecer quais são os sinais de problemas oculares na infância e como reconhecê-los, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

Cuidar da visão na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança

“Primeiramente, é preciso entender que a visão é um dos sentidos mais importantes do corpo humano. Para além disso, a visão se desenvolve fora do útero e só está completa por volta dos 7 ou 8 anos de idade. Portanto, o aparecimento de qualquer condição ou doença oftalmológica ao longo do desenvolvimento visual pode prejudicar a visão”, comenta Dra. Marcela.

“Acima de tudo, é muito importante conscientizar os pais de que o Teste do Olhinho não é suficiente para detectar todos os problemas oftalmológicos que podem surgir ou até mesmo estar presentes após o nascimento. Portanto, a recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina”, alerta a especialista.

A consulta de rotina é muito importante, já que raramente há sinais de problemas oculares na infância. Naturalmente, há condições, como o estrabismo que são mais evidentes, já que o desvio do olho na maioria dos casos é perceptível.

Sinais de problemas oculares na infância – O que você precisa saber

Agora, vamos falar mais sobre os sinais de problemas oculares na infância. “Acima de tudo, é importante entender que há inúmeras patologias que podem afetar o sistema visual. Além disso, os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de doença que a criança apresenta.

Desse modo, vamos abordar separadamente as principais condições e doenças oftalmológicas na infância.

  • Erros Refrativos

Normalmente, os erros refrativos como a miopia, astigmatismo e hipermetropia se desenvolvem nos primeiros anos de vida. Algumas crianças podem apresentar erros refrativos até mesmo antes de completar um ano. Por outro lado, os erros refrativos costumam ficar mais evidentes quando a criança vai para escola.

Sinais de problemas oculares na infância devido a erros refrativos:

Dor de cabeça

A queixa de cefaleia é mais comum nas crianças que frequentam a escola e já sabem falar. Na maioria dos casos está ligada a erros refrativos não tratados. Outro ponto é que essa dor é mais comum no final do dia, depois de longos períodos de estudo, leitura ou uso de dispositivos eletrônicos.

Olho franzido

Apertar os olhos para conseguir enxergar é um sinal típico da presença de um erro refrativo. Adicionalmente, esse movimento de apertar os olhos é um dos motivos do surgimento da dor de cabeça devido a problemas na visão.

Problemas de aprendizagem

Um dos motivos de atrasos ou problemas de aprendizagem é justamente erros refrativos não corrigidos. Uma criança míope sem óculos vai apresentar dificuldade para enxergar o conteúdo na lousa, por exemplo. A criança com hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto) pode apresentar problemas para escrever no caderno, na prova etc.

Portanto, caso a criança esteja apresentando problemas de aprendizagem, é crucial levá-la para uma consulta com um oftalmologista infantil.

Incidentes frequentes (quedas, tropeços, batidas em móveis etc.)

Sabe aquela criança que sempre tropeça, sofre quedas e vive esbarrando em móveis pela casa? Na verdade, esses incidentes podem ter relação com problemas na visão, especialmente erros refrativos sem correção.

Sinais de problemas oculares na infância devido a outras patologias oftalmológicas

Agora que você conheceu algumas manifestações que podem ter relação com erros refrativos sem correção, vamos falar um pouco sobre outros sinais de problemas oculares em crianças, que precisam de atenção.

Reflexo esbranquiçado no olho

 Em algum momento ao longo da vida, certamente você já percebeu que em algumas fotos, saímos com um reflexo vermelho em fotos. Trata-se de uma situação comum que na verdade é o reflexo da retina.

Em contrapartida, o reflexo esbranquiçado nos olhos de crianças, especialmente menores de 3 anos, é um sinal de alerta. Isso porque esse é o principal sinal do retinoblastoma, um tumor maligno que afeta bebês e crianças pequenas. Sendo assim, caso isso aconteça com a sua criança, procure assim que possível um oftalmologista infantil para encaminhamento ao especialista.

Sensibilidade à luz

A fotofobia pode ocorrer em inúmeras patologias oculares. Dessa maneira, para fechar um diagnóstico, será necessário levar em consideração outros sintomas. De qualquer modo, a fotofobia pode indicar um quadro de conjuntivite, erros refrativos, estrabismo, alergia ocular, entre outros.

Coceira

O ato de coçar os olhos de forma frequente pode ser sinal de uma alergia ocular, quadros de conjuntivite ou até mesmo um hábito da criança. Contudo, a fricção constante dos olhos na infância aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone. Trata-se de uma doença que afeta a córnea e pode levar à perda da visão, sem tratamento.

Dessa forma, é importante levar a criança a um oftalmopediatra para uma avaliação e sempre que possível repreender a criança para que não coce os olhos.

Desvio ocular

O desalinhamento do olho é o principal sinal do estrabismo, doença que se desenvolve na infância. Ainda que o desvio ocorra de vez em quando, como no estrabismo divergente intermitente, é necessário corrigir o desalinhamento. Portanto, caso os pais percebam que a criança apresenta algum tipo de desvio, é crucial procurar um oftalmologista infantil.

Lacrimejamento excessivo

O lacrimejamento constante em bebês recém-nascidos é um sintoma da obstrução do canal lacrimal. É uma condição benigna, mas que precisa da orientação do oftalmologista. Em crianças maiores, pode ser sinal de erros refrativos, olho seco, blefarite e irritação nos olhos.

Vermelhidão

A vermelhidão ocular pode indicar inúmeras doenças oftalmológicas. Por isso, não deve ser avaliada de forma isolada. Após um dia mais cansativo, por exemplo, é uma condição passageira e benigna. Por outro lado, quando há outros sintomas presentes, pode indicar a presença de alergias, conjuntivites, terçol etc.

Piscar excessivo

Quando a criança pisca demais pode indicar problemas nas pálpebras, tiques, estrabismo, erros de refração, falta de sono ou até o uso prolongado de telas.

Conclusão

“Enfim, há inúmeros sinais de problemas oculares na infância. Entretanto, nem sempre essas manifestações indicam diagnósticos mais complexos. De qualquer maneira, a principal recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a uma consulta de rotina. Na presença de sintomas mais intensos, também é importante procurar um oftalmologista infantil. Finalmente, os exames oculares são cruciais quando a criança vai para escola, especialmente no período da alfabetização”, conclui Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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A anisometropia é uma condição que se caracteriza pela diferença importante de grau de um erro refrativo entre os dois olhos. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar, além do grau diferente, diferentes erros refrativos em cada olho.

O principal problema da anisometropia é que quando não corrigida, pode levar ao desenvolvimento da ambliopia (olho preguiçoso). Nesses casos, a condição leva o nome de ambliopia refrativa.

Para entender melhor a anisometropia e suas consequências para a visão, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).  

Anisometropia é uma das principais causas do olho preguiçoso

Apesar do nome diferente, a anisometropia é uma das principais causas da ambliopia (olho preguiçoso). Por esse motivo, é muito importante conhecer melhor a condição. De acordo com estudos, a prevalência da anisometropia pode variar de 3,79% a 21,7% da população em geral.

“Primeiramente, é bom explicar que a maioria das pessoas possui pequenas diferenças de refração de um olho para o outro. Nesses casos, é considerada uma anisometropia fisiológica. Contudo, quando as diferenças são muito grandes, bem como quando há presença de erros refrativos diferentes entre os olhos, a anisometropia torna-se patológica. Isso, por sua vez, pode comprometer a visão binocular, levando ao desenvolvimento da ambliopia em crianças”, explica Dra. Marcela.

Ambliopia Refrativa – O que você precisa saber

De acordo com a oftalmologista infantil, os olhos precisam ter a mesma oportunidade para se desenvolverem adequadamente. Contudo, numa criança com anisometropia, isto não acontece.

“A razão é que o cérebro vai escolher a imagem captada pelo olho mais saudável ou menos afetado pelos erros refrativos. Sendo assim, a imagem captada pelo olho mais afetado ou com mais dificuldade de foco, passa a ser ignorada. Quando esta supressão ocorre por tempo prolongado e de forma constante, instala-se o olho preguiçoso”, conta a especialista.

Caso a ambliopia não seja detectada e tratada na chamada “janela de oportunidade”, que vai dos 2 aos 7 anos, a criança pode perder a visão binocular. Em outras palavras, o cérebro perde a capacidade da fusão das imagens.

A visão binocular é crucial para diversas atividades cotidianas, sendo responsável por vermos em profundidade e em 3D. Desse modo, a perda da visão binocular pode ser um impedimento para exercer algumas profissões, entre outras restrições ao longo da infância, adolescência e vida adulta.

Tipos de anisometropia

Inicialmente, precisamos conhecer quais são os erros refrativos existentes. Vamos lá?

  • Miopia – dificuldade de enxergar de longe
  • Hipermetropia – dificuldade para enxergar de perto
  • Astigmatismo – dificuldade para enxergar de longe e de perto
  • Presbiopia (só afeta adultos) – dificuldade de enxergar de perto, especialmente após os 40 anos

Agora, vamos falar um pouco mais sobre os tipos de anisometropia, que variam de acordo com o tipo de erro refrativo presente em cada olho:

  1. Anisometropia hipermetrópica

  • Um olho (ou ambos, em graus diferentes) tem hipermetropia (dificuldade para ver de perto);
  • O cérebro pode ter dificuldade em fundir as imagens dos dois olhos por causa da diferença de tamanho das imagens (aniseiconia);
  • Mais comum em crianças e com maior risco de ambliopia.
  1. Anisometropia míopica

  • Um olho tem miopia (dificuldade para ver de longe) em grau diferente do outro;
  • Geralmente, a fusão da imagem é menos prejudicada do que na anisometropia hipermetrópica, mas pode causar desconforto visual.
  1. Anisometropia mista

  • Um olho é míope e o outro é hipermetrope;
  • Esse tipo costuma causar grande dificuldade de adaptação, pois as imagens formadas nos olhos são muito diferentes.
  1. Anisometropia astigmática

  • O astigmatismo é diferente entre os dois olhos.
  • Pode ser combinado com miopia ou hipermetropia (ex: um olho com astigmatismo miópico e outro com astigmatismo hipermetrópico).
  1. Anisometropia axial vs. refrativa

  • Axial: diferença no comprimento axial dos olhos (um olho é mais comprido ou mais curto).
  • Refrativa: diferença no poder refrativo (córnea ou cristalino com curvaturas diferentes).

Vale lembrar que a anisometropia pode atingir crianças, adolescentes e adultos. Contudo, em crianças a preocupação é maior, já que a condição pode levar ao desenvolvimento da ambliopia, conforme já mencionamos acima.

Como funciona o diagnóstico?

“O diagnóstico da anisometropia costuma ocorrer durantes as consultas de rotina com um oftalmologista infantil, no caso das crianças. Por isso mesmo, é muito importante que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida para uma avaliação. Contudo, normalmente os erros refrativos ficam mais evidentes quando a criança vai para escola. Sendo assim, o diagnóstico costuma ocorrer mais tardiamente, na idade pré-escolar ou escolar”, aponta Dra. Marcela.

Tratamento principal é o uso de óculos

“O tratamento da anisometropia pode envolver o uso de óculos para corrigir o grau. Em alguns casos, pode ser necessário usar lentes de contato. Ademais, o uso do tampão pode ser crucial para tratar a ambliopia, quando há também esse diagnóstico. Após os 18 anos, é possível optar pela cirurgia refrativa”, comenta a oftalmologista.

Por fim, vale ressaltar a importância do acompanhamento oftalmológico desde o nascimento. Além da anisometropia, há outras condições e doenças oculares que podem interferir no desenvolvimento da visão. Quando conseguimos detectá-las de forma precoce, podemos obter mais sucesso com os tratamentos, já que aproveitamos a neuroplasticidade que é maior na infância”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

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Os novos tratamentos para a ambliopia devem chegar ao Brasil em breve. Alguns já estão disponíveis em países como os Estados Unidos. Outros ainda estão em fase de desenvolvimento. De qualquer maneira, o mais importante é que existe uma perspectiva positiva para a chegada de novos tratamentos para a ambliopia, que possam ser efetivos e mais bem aceitos pelas crianças.

 

Para falar um pouco mais sobre os novos tratamentos para a ambliopia, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

 

Ambliopia atinge de 2 a 5% das crianças

 

A ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é uma condição que se desenvolve exclusivamente na infância. Em cerca de 50% dos casos, a ambliopia tem ligação com o estrabismo, desvio do eixo ocular. Adicionalmente, erros refrativos e doenças oculares, como catarata e glaucoma congênitos, também podem levar ao desenvolvimento do olho preguiçoso.

 

“A ambliopia ocorre quando um dos olhos não se desenvolve adequadamente, devido à presença de alguma outra condição. No estrabismo, por exemplo, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho com o desvio, passando a favorecer a imagem captada pelo olho saudável. Com isso, o desenvolvimento do olho com o estrabismo fica prejudicado”, explica Dra. Marcela.

 

A falta de tratamento da ambliopia pode comprometer o desenvolvimento da visão binocular. Em outras palavras, a criança pode não desenvolver a capacidade de enxergar em 3D e em profundidade. Como resultado, podem surgir dificuldades ao longo do desenvolvimento, principalmente nos estudos. Ademais, na vida adulta podem ocorrer impedimentos para exercer certas profissões, como, por exemplo, a de piloto de avião.

Vale lembrar que a ambliopia também pode ocorrer quando há uma diferença muito grande de grau de um olho para o outro, ou ainda quando a criança apresenta uma doença que priva o olho do estímulo visual. Entre essas doenças estão a catarata e glaucoma congênitos e a ptose palpebral.

 

Tampão é o único tratamento disponível no Brasil

 

Primeiramente, é importante reforçar que no Brasil o único tratamento disponível para a ambliopia é o uso do tampão. “A terapia de oclusão ocular consiste no uso de um tampão no olho saudável, para estimular o desenvolvimento do olho “preguiçoso”. Acima de tudo, é crucial esclarecer que o tampão não trata o estrabismo, nem as demais condições, como erros refrativos, catarata, glaucoma e ptose”, reforça Dra. Marcela.

 

Em outras palavras, essas condições precisam de tratamento específico. O estrabismo, por exemplo, necessita da correção cirúrgica. Para corrigir os erros refrativos, a criança deve usar óculos. Já nas demais condições, como catarata e glaucoma congênitos, são necessários outros tratamentos. Portanto, o tampão é voltado, exclusivamente, para incentivar o desenvolvimento da visão no olho comprometido por outras condições oftalmológicas.

 

Novos tratamentos para a ambliopia – O que há de novo em desenvolvimento

 

Dito isso, vamos falar sobre os novos tratamentos para a ambliopia. Uma das abordagens terapêuticas, ainda em fase de estudos pré-clínicos, é a tetrodotoxina (TTX).

 

“Trata-se de uma neurotoxina cuja ação terapêutica é o bloqueio temporário da função do olho saudável. Dessa maneira, seu uso pode forçar o cérebro a usar o olho amblíope, criando novas conexões com o cérebro. A forma de aplicação é por meio de uma injeção, aplicada diretamente na retina saudável”, comenta Dra. Marcela.

 

Embora em fases iniciais, o uso da substância levou à recuperação completa da resposta visual em todos os modelos animais. Além disso, o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato da boa resposta, mesmo após a fase crítica do desenvolvimento da visão.

 

Outra pesquisa em andamento, ainda em fases iniciais, consiste em um medicamento de pequena molécula, chamado de Neu-001. O foco desse neuropeptídeo é alterar o mecanismo neuronal envolvido na ambliopia. Leia mais aqui.

 

Treinamento dicóptico usa videogame para tratar ambliopia

 

Uma novidade, que já está disponível em alguns países, é o treinamento dicóptico. De uma maneira mais didática, é uma espécie de videogame em que a criança joga como os dois olhos abertos, enquanto usa óculos especiais, semelhantes aos usados para apreciar um eclipse solar.

 

Sendo assim, esses óculos possuem uma lente azul e a outra vermelha. Durante o uso, a criança assiste a um conteúdo específico, fornecido pela empresa detentora da tecnologia, que funciona como uma espécie de “videogame”.

 

Ao longo do treinamento, o oftalmologista consegue monitorar, remotamente, a posição do eixo visual da criança em tempo real. O aplicativo desfoca o centro da visão do olho dominante, enquanto fornece ao olho preguiçoso uma imagem normal e nítida.

 

“Dessa maneira, ocorre um estímulo visual que obriga o olho amblíope a processar as imagens. Portanto, o treinamento resulta na necessidade de os dois olhos trabalharem juntos, algo fundamental para assegurar o desenvolvimento da visão binocular”, reforça a oftalmologista infantil.

 

Outro tratamento já disponível nos Estados Unidos é o uso de realidade virtual (RV). Por meio de um óculos RV, a criança assiste aos programas favoritos, incentivando os dois olhos a trabalharem juntos.

 

Novos tratamentos para ambliopia focam na neuroplasticidade

 

Enfim, há muitos estudos em andamento para desenvolver novos tratamentos para a ambliopia. Contudo, a maioria deles tem como foco usar a capacidade de o cérebro gerar novas conexões neurais, ou seja, a neuroplasticidade. Ademais, o uso da tecnologia, incluindo a Inteligência Artificial, devem ser os principais tratamentos para a ambliopia nos próximos anos.

 

“Dessa maneira, os resultados que temos acesso mostram que essas terapias funcionam, mesmo depois da fase crítica do desenvolvimento visual. Portanto, até mesmo adultos podem se beneficiar das novas terapias”, comenta Dra. Marcela.

 

Diagnóstico e tratamento precoces são a chave para bons resultados  

 

A ambliopia é uma das principais causas de baixa visão em crianças. Portanto, é crucial realizar o diagnóstico o quanto antes, para que o tratamento possa assegurar o desenvolvimento da visão binocular.

 

“Todas as causas da ambliopia são detectáveis e tratáveis, mas para isso é preciso conscientizar os pais a respeito da importância das consultas oftalmológicas de rotina, desde os primeiros meses de vida. O diagnóstico e o tratamento precoces da ambliopia ainda são a chave para garantir um bom desenvolvimento da visão”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Exame de vista na infância é crucial para desenvolvimento da criança https://homolog.marcelabarreira.com.br/exame-de-vista-na-infancia-e-crucial-para-desenvolvimento-da-crianca/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/exame-de-vista-na-infancia-e-crucial-para-desenvolvimento-da-crianca/#respond Thu, 17 Apr 2025 11:01:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3342 O exame de vista na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Porém, muitos pais desconhecem a importância de levar o bebê para uma consulta oftalmológica de rotina nos primeiros meses de vida. Além disso, na fase escolar também é importante investigar possíveis problemas na visão, que podem afetar a aprendizagem. Para falar […]

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O exame de vista na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Porém, muitos pais desconhecem a importância de levar o bebê para uma consulta oftalmológica de rotina nos primeiros meses de vida. Além disso, na fase escolar também é importante investigar possíveis problemas na visão, que podem afetar a aprendizagem.

Para falar mais sobre a importância do exame de vista na infância, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Visão capta 80% das informações recebidas pelo ambiente

Primeiramente, é preciso entender a importância da visão para a vida humana. A visão é responsável por captar 80% das informações que recebemos. Portanto, uma criança com problemas oftalmológicos pode enfrentar diversos desafios. Adicionalmente, problemas na visão afetam o desenvolvimento neuropsicomotor e, mais tarde, podem interferir no processo de aprendizagem.

“Acima de tudo, precisamos esclarecer que o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e se completa por volta dos 7 anos. Portanto, a infância é uma fase crucial para a visão. Ou seja, quando a criança desenvolve alguma condição ocular e fica sem tratamento, pode ficar com problemas permanentes de visão”, alerta Dra. Marcela.

Uma pesquisa realizada na Inglaterra, revelou que um quarto das crianças em idade escolar nunca passou por exame de vista na infância. “Embora não exista uma pesquisa semelhante no Brasil, percebemos na nossa prática clínica que grande parte dos pais procura o oftalmologista quando a criança vai para a escola, por volta dos 5 anos idade ou mais”, comenta a especialista.

Entretanto, essa procura tardia pode interferir no resultado dos tratamentos, especialmente para condições como a ambliopia, por exemplo. Essa condição ocorre quando um ou ambos os olhos são incapazes de estabelecer uma conexão forte com o cérebro, causando o desenvolvimento inadequado da visão.

Problemas de visão ou problemas de comportamento? Exame de vista na infância pode ajudar a diferenciar

Os problemas de visão desempenham um papel significativo na capacidade de a criança aprender e se comportar adequadamente em sala de aula. “Dessa forma, compreender a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial, especialmente para ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e desenvolvimento em geral”, explica Dra. Marcela.

Portanto, os problemas de visão podem interferir na leitura, na escrita e nas atividades em sala de aula. Infelizmente, uma criança que não enxerga bem pode apresentar comportamentos inadequados em sala de aula. Entretanto, é comum que pais e professores interpretem, erroneamente, esses comportamentos como problemas de concentração, preguiça ou ainda transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade).

O que os problemas de visão podem causar na infância

  • Dificuldade em acompanhar tarefas de leitura ou escrita. Como resultado, elas podem ficar frustradas e agir de forma agressiva para evitar a atividade.

  • Período de Atenção Curto: O desconforto visual pode fazer com que as crianças percam o foco rapidamente. Isso faz com que elas se distraiam facilmente, o que pode ser diagnosticado erroneamente como TDAH.

  • Evitar trabalhos que exigem atenção, como ler ou escrever, podem ser particularmente desafiadoras para crianças com problemas de visão. Para evitar essas tarefas, elas podem atrapalhar a aula ou mostrar desinteresse pelas atividades.

  • Problemas de visão podem causar desconforto físico, levando a dores de cabeça frequentes, sensibilidade à luz e cansaço visual. Esse desconforto pode resultar em irritabilidade e diversos problemas comportamentais.

  • Baixo desempenho acadêmico: A dificuldade com os trabalhos escolares pode afetar a autoestima e a motivação da criança. Ela pode agir de forma agressiva para expressar sua frustração ou desviar a atenção de suas dificuldades acadêmicas.

Erros refrativos não corrigidos são os principais problemas de visão em crianças

Segundo Dra. Marcela Barreira, o atraso no diagnóstico dos erros refrativos é o fato de que os sinais de problemas na visão não são tão evidentes nas crianças. “Além disto, não existe um parâmetro de comparação, já que a criança não tem noção do que é enxergar bem ou mal. De qualquer forma, notas baixas e dificuldades para aprender são aspectos que podem ocorrer quando a criança não enxerga bem”.

Dessa forma, o exame de vista na infância é crucial para detectar e tratar, de forma precoce, condições como estrabismo, ambliopia, miopia, astigmatismo e hipermetropia. Além dos problemas escolares, os pais podem desconfiar de problemas na visão quando a criança:

  • Aperta os olhos ou inclina a cabeça para enxergar melhor;

  • Esfrega ou pisca os olhos com frequência;

  • Queixa-se de dores de cabeça ou cansaço visual, especialmente no final do dia;

  • Coloca o celular, tablet ou livros muito próximos do rosto. Aqui também deve-se prestar atenção se a criança fica muito perto da TV para enxergar;

  • Apresenta dificuldade de concentração em tarefas como ler, escrever, pintar, recortar etc.

  • Apresenta problemas na coordenação motora;

  • Sofre quedas e tropeços de forma frequente;

  • Desvia o olho para dentro, para fora, para cima ou para baixo.

A importância do exame de vista na infância

Em conclusão, é fundamental realizar o exame de vista na infância, o quanto antes. Vale ressaltar que é possível detectar erros refrativos até mesmo em bebês. O diagnóstico e o tratamento das condições e patologias oculares na infância, antes dos 7 anos de idade, são cruciais para assegurar o desenvolvimento global e o sucesso acadêmico das crianças”, finaliza Dra. Marcela.

Leia aqui como funciona o exame de vista em crianças

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para 11 3846 0200

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Astigmatismo em crianças aumentou após a pandemia, diz estudo https://homolog.marcelabarreira.com.br/astigmatismo-em-criancas-aumentou-apos-a-pandemia-diz-estudo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/astigmatismo-em-criancas-aumentou-apos-a-pandemia-diz-estudo/#respond Wed, 26 Mar 2025 14:53:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3298 O astigmatismo em crianças aumentou após a pandemia. Para além do aumento dos casos, o astigmatismo se tornou mais grave. Essa foi a conclusão de um estudo publicado recentemente, em março de 2025, no JAMA Ophthalmology. O estudo avaliou cerca de 21 mil crianças, com idades entre 6 e 8 anos, de diferentes partes do […]

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O astigmatismo em crianças aumentou após a pandemia. Para além do aumento dos casos, o astigmatismo se tornou mais grave. Essa foi a conclusão de um estudo publicado recentemente, em março de 2025, no JAMA Ophthalmology. O estudo avaliou cerca de 21 mil crianças, com idades entre 6 e 8 anos, de diferentes partes do mundo, entre 2015 e 2023.

Segundo os pesquisadores, houve um aumento de cerca de 34,7% nos casos de astigmatismo em crianças, entre 2022 e 2023. As causas desse aumento não foram totalmente esclarecidas. Mas, o estudo apontou que a maior prevalência do astigmatismo em crianças pode ter relação com a interação de fatores ambientais, alterações no estilo de vida durante a pandemia e alterações fisiológicas da córnea durante o desenvolvimento da visão.

Astigmatismo em crianças – O que você precisa saber

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), o astigmatismo é um erro refrativo que dificulta a visão de perto e de longe. Em geral, pode afetar de 15 a 30% das crianças no primeiro ano de vida. Contudo, na maioria dos casos não há necessidade de correção do grau.

“Primeiramente, é importante explicar que o astigmatismo causa embaçamento e distorção da visão, tanto de longe como de perto. Em geral, o astigmatismo pode acontecer devido ao formato irregular da córnea ou do cristalino. O astigmatismo corneano é resultado de uma córnea mais ovalada, que lembra uma bola de futebol americano”, explica Dra. Marcela.

Portanto, quando a córnea sofre essa alteração em sua forma, os raios de luz se espalham na retina, em vez de atingirem apenas um ponto focal. “Como resultado, a imagem fica embaçada e distorcida, tanto para perto quanto para longe. Adicionalmente, é importante dizer que muitas crianças desenvolvem o chamado astigmatismo miópico, ou seja, a criança apresenta tanto a miopia como o astigmatismo”, complementa a especialista.

Miopia e astigmatismo: uma dupla nada perfeita!

Normalmente, o astigmatismo aparece acompanhado de outros erros refrativos. Isso quer dizer que a criança pode ter miopia e astigmatismo, ou astigmatismo e hipermetropia, por exemplo.

“Como a miopia e o astigmatismo causam dificuldade para ver de longe, muitas pessoas podem nem imaginar que possuem os dois erros refrativos. Além disso, quando há um atraso muito grande no diagnóstico do astigmatismo, há um aumento no risco de desenvolver a miopia”, alerta Dra. Marcela.

Existem sinais do astigmatismo em crianças?

Infelizmente, o diagnóstico do astigmatismo não costuma ser muito precoce, na maioria dos casos. Isso porque as crianças não possuem um parâmetro para comparar se estão enxergando bem ou mal. Para além disso, bebês e crianças que ainda não desenvolveram a linguagem também não têm como expressarem ou se queixarem a respeito de dificuldades na visão.

Em contrapartida, existem alguns sinais que podem indicar a presença do astigmatismo ou até mesmo de outros erros refrativos no público infantil. Veja abaixo:

Há alguns sinais que podem sugerir que a presença desses erros refrativos como:

  • Quedas e tropeços frequentes;
  • Dificuldades para praticar esportes;
  • Atrasos motores;
  • Aperto dos olhos, como se estivesse se esforçando para enxergar;
  • Dificuldades escolares, principalmente para ler, escrever, recortar, pintar
  • Para crianças que já desenvolveram a fala, fique atento a queixas sobre dores de cabeça e nos olhos, especialmente no final do dia;
  • Necessidade de ficar muito perto da TV ou das telas para enxergar.

Astigmatismo em crianças – Diagnóstico e Tratamento

Assim como na miopia, os casos de astigmatismo podem ter relação com a genética. Ou seja, filhos de pais com astigmatismo têm maior chance de desenvolver a condição. De qualquer maneira, é imprescindível levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. Acima de tudo, é importante esclarecer que é possível identificar erros refrativos em bebês e crianças que ainda não falam.

“Entretanto, o mais comum é diagnosticar o astigmatismo na idade pré-escolar, quando a criança começa a apresentar problemas de aprendizagem ou outras dificuldades nos estudos. É nessa fase também que a criança consegue expressar dificuldades para enxergar”, diz Dra. Marcela.

“O tratamento do astigmatismo é simples, feito com o uso de óculos. Porém, como as crianças crescem, o formato da córnea pode mudar e alterar o grau, para mais ou para menos. Dessa forma, a partir do diagnóstico, é preciso realizar um acompanhamento regular com um oftalmologista infantil”, finaliza a especialista.

Leia aqui sobre como funciona o exame de vista em crianças.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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