Arquivos cirurgia de estrabismo - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/cirurgia-de-estrabismo/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:18:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos cirurgia de estrabismo - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/cirurgia-de-estrabismo/ 32 32 Estrabismo causado pela hipermetropia: entenda o que é, por que acontece e como tratar https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/#respond Wed, 22 Apr 2026 17:51:40 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4587 O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças. Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos […]

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O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças.

Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos principais exemplos é o estrabismo causado pela hipermetropia, também conhecido como estrabismo acomodativo.

Neste artigo, você vai entender de forma clara e completa como isso acontece, quais são os sinais de alerta e qual é o tratamento mais indicado.

O que é estrabismo causado pela hipermetropia?

O estrabismo acomodativo é um tipo de desvio ocular em que o olho se desvia para dentro (em direção ao nariz), principalmente ao tentar focar objetos próximos. Portanto, é um estrabismo classificado como convergente.

Esse tipo de estrabismo está diretamente relacionado à hipermetropia, um erro refrativo que dificulta a visão de perto.

Ou seja: não é um problema nos músculos oculomotores, mas sim uma consequência do esforço visual para enxergar de perto.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um grau em que o olho precisa fazer mais esforço para enxergar de perto. Isso acontece porque a imagem não é focalizada corretamente na retina.

Na infância, é comum existir um certo grau de hipermetropia — chamado de fisiológico — que tende a diminuir com o crescimento.

No entanto, quando o grau é mais elevado, esse esforço constante pode desencadear problemas, como o estrabismo.

Por que a hipermetropia pode causar estrabismo?

Para entender isso, é importante conhecer um mecanismo natural do olho chamado acomodação.

Quando tentamos enxergar algo de perto:

  • o olho precisa “focar” (acomodar)
  • ao mesmo tempo, os olhos convergem (viram levemente para dentro)

Em crianças com hipermetropia alta, esse esforço é muito maior. Como consequência:

  • a acomodação excessiva estimula também a convergência
  • o olho acaba desviando para dentro

Esse é o mecanismo que leva ao estrabismo acomodativo.

Em que idade o problema costuma aparecer?

O estrabismo causado pela hipermetropia geralmente surge na infância, principalmente entre 1 e 3 anos de idade.

Isso acontece porque é justamente nessa fase que a visão está em desenvolvimento e mais sensível a alterações.

Quais são os sinais de alerta?

Os pais devem ficar atentos a alguns sinais importantes:

  • Olho que desvia para dentro (principalmente ao olhar de perto)
  • Desvio que aparece e desaparece (intermitente)
  • Criança que aproxima muito os objetos do rosto
  • Dores de cabeça ou cansaço visual
  • Fechar um dos olhos para focar

Mesmo que o desvio seja discreto, é fundamental investigar.

Todo grau de hipermetropia causa estrabismo?

Não. A maioria das crianças com hipermetropia não desenvolve estrabismo. O risco é maior quando:

  • o grau é alto
  • não há correção adequada
  • a criança está na fase de desenvolvimento visual

Graus mais elevados aumentam também o risco de ambliopia (olho preguiçoso).

Como é feito o tratamento?

A boa notícia é que o estrabismo acomodativo tem um tratamento bastante eficaz: a correção da hipermetropia com óculos.

Ao corrigir o grau:

  • o esforço para focar diminui
  • a convergência excessiva desaparece
  • os olhos voltam a se alinhar

Na maioria dos casos, isso é suficiente para corrigir o desvio.

Tratamento da ambliopia (quando necessário)

Caso a criança tenha desenvolvido a ambliopia, além dos óculos para corrigir a hipermetropia, será necessário usar o tampão.

Cirurgia (em casos específicos)

Diferente de outros tipos de estrabismo, a cirurgia geralmente não é o primeiro tratamento, sendo indicada apenas quando:

  • existe um componente não acomodativo associado
  • o desvio persiste mesmo com o uso correto dos óculos

O estrabismo causado pela hipermetropia tem cura?

Na maioria dos casos, sim — especialmente quando diagnosticado precocemente. Com o uso adequado dos óculos e acompanhamento oftalmológico, os olhos podem se manter alinhados e a visão se desenvolve normalmente.

Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Quando procurar um oftalmologista?

Procure avaliação se você notar:

  • qualquer desvio ocular após os 3 meses de idade
  • desvio do olho para dentro com frequência
  • dificuldade visual para enxergar de perto

Quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são os resultados.

Conclusão

O estrabismo causado pela hipermetropia é uma condição comum na infância, mas que tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, não exige cirurgia.

Entender a relação entre o grau e o desvio ocular é fundamental para um diagnóstico precoce e para evitar complicações como a ambliopia.

Se houver qualquer suspeita, a avaliação com um oftalmologista é essencial.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Cirurgia de estrabismo: como funciona, quando é indicada e o que esperar https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-estrabismo-como-funciona-quando-e-indicada-e-o-que-esperar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-estrabismo-como-funciona-quando-e-indicada-e-o-que-esperar/#respond Tue, 14 Apr 2026 14:25:53 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4554 A cirurgia de estrabismo dói? Sem dúvidas, sentir dor é um dos principais medos de quem vai passar por uma cirurgia. A cirurgia de estrabismo é um dos tratamentos mais eficazes para corrigir o desalinhamento dos olhos — uma condição que pode afetar a visão e pode causar prejuízos irreversíveis, especialmente na infância. Apesar de […]

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A cirurgia de estrabismo dói? Sem dúvidas, sentir dor é um dos principais medos de quem vai passar por uma cirurgia.

A cirurgia de estrabismo é um dos tratamentos mais eficazes para corrigir o desalinhamento dos olhos — uma condição que pode afetar a visão e pode causar prejuízos irreversíveis, especialmente na infância.

Apesar de a cirurgia de estrabismo ser um procedimento relativamente comum na oftalmologia, ainda existem muitas dúvidas e inseguranças sobre como ele funciona, quando é realmente necessário e quais são os resultados.

Neste guia completo, você vai entender tudo de forma clara e segura.

O que é estrabismo?

O estrabismo ocorre quando os olhos não estão alinhados corretamente, ou seja, cada olho aponta para uma direção diferente.

Esse desalinhamento pode ser:

  • Para dentro (esotropia)
  • Para fora (exotropia)
  • Para cima ou para baixo

Além do impacto estético, o estrabismo pode prejudicar a visão binocular (visão em profundidade) e, em alguns casos, levar à ambliopia (olho preguiçoso), especialmente em crianças.

Quando a cirurgia de estrabismo é indicada?

A cirurgia é recomendada quando:

  • O desalinhamento é constante ou significativo
  • O uso de óculos não corrige totalmente o problema (apenas no caso do estrabismo acomodativo)
  • Há impacto funcional (visão dupla ou dificuldade visual)
  • Existe incômodo estético importante (no caso de adultos)

Importante: o único tipo de estrabismo que não tem indicação de cirurgia é o estrabismo convergente acomodativo. Nesse caso, a origem do desalinhamento é a presença da hipermetropia. Assim, quando o paciente coloca os óculos, o desvio some.

Como funciona a cirurgia de estrabismo?

A cirurgia atua diretamente nos músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos.

Durante o procedimento, o médico pode:

  • Enfraquecer um músculo que está puxando demais
  • Fortalecer ou reposicionar outro músculo para equilibrar o movimento

O objetivo é alinhar corretamente os olhos, restaurando tanto a função visual quanto a estética.

Quanto tempo dura a cirurgia?

Em geral, a cirurgia de estrabismo dura entre 30 minutos e 1 hora, dependendo da complexidade do caso. Contudo, para além do tempo da cirurgia, é preciso considerar desde a internação do paciente até alta. Nesse contexto, o paciente vai passar, em média, cerca de 6 horas no hospital. A boa notícia é que a alta é no mesmo dia da cirurgia.

Qual tipo de anestesia é utilizada?

A anestesia varia conforme a idade e o perfil do paciente:

  • Crianças: anestesia geral
  • Adultos: anestesia local com sedação ou geral

A escolha é feita com foco em segurança e conforto.

A cirurgia de estrabismo dói?

Essa é uma das dúvidas mais comuns — e a resposta costuma tranquilizar: não dói durante o procedimento, pois o paciente está anestesiado.

No pós-operatório, pode haver:

  • Leve desconforto
  • Sensação de areia nos olhos
  • Ardência ou vermelhidão

Esses sintomas são temporários e controlados com medicação.

Como é o pós-operatório?

A recuperação costuma ser tranquila, mas exige alguns cuidados:

Nos primeiros dias:

  • Olhos vermelhos e sensíveis
  • Leve inchaço
  • Possível visão dupla temporária

Recomendações:

  • Evite coçar os olhos
  • Use corretamente os colírios prescritos
  • Faça o repouso recomendado pelo médico, que costuma ser de 5 a 7 dias
  • Não faça esforço físico e nem visual nos primeiros dias
  • Banhos de mar e piscina ficam suspensos por volta de 30 dias
  • Exercícios mais rigorosos ou que aumentem o risco de lesões oculares devem ser liberados pelo médico

A maioria dos pacientes retorna às atividades em poucos dias.

Quando o resultado aparece?

O alinhamento dos olhos já pode ser percebido logo após a cirurgia, mas o resultado definitivo costuma se estabilizar ao longo de algumas semanas.

Em alguns casos, pequenos ajustes naturais acontecem com o tempo.

A cirurgia de estrabismo é segura?

Como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos — mas desde que a cirurgia de estrabismo seja realizada por um especialista, como a Dra. Marcela Barreira, os riscos são mínimos e muito raros de acontecer.

Portanto, a cirurgia de estrabismo é considerada segura e com alta taxa de sucesso.

O estrabismo pode voltar depois da cirurgia?

Sim, em alguns casos pode haver recidiva ao longo do tempo.

Isso depende de fatores como:

  • Tipo de estrabismo
  • Idade do paciente
  • Resposta individual ao tratamento

Por isso, o acompanhamento é fundamental após a cirurgia, ou seja, o paciente deve agendar consultas de rotina, de forma regular.

A cirurgia melhora a aparência?

Sim — e esse é um dos grandes benefícios.

O alinhamento ocular:

  • Melhora a visão
  • Melhora a harmonia facial
  • Aumenta a autoestima
  • Reduz o impacto social do estrabismo

Mas é importante reforçar: o objetivo principal é funcional, não apenas estético.

Conclusão

A cirurgia de estrabismo é um procedimento seguro, eficaz e capaz de transformar tanto a visão quanto a qualidade de vida do paciente.

Se você ou seu filho apresentam sinais de desalinhamento ocular, a avaliação com uma especialista é o primeiro passo para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

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Você sabe quais os tipos de estrabismo? Muitas pessoas acreditam que existe apenas um tipo de desvio ocular. Mas, na verdade, há diferentes formas de estrabismo, que variam de acordo com a direção do desvio do olho e a causa do problema.

O estrabismo é uma condição em que os olhos não ficam alinhados. Em outras palavras, um dos olhos pode se desviar para dentro, para fora, para cima ou para baixo. O problema costuma surgir na infância, embora também possa aparecer na vida adulta. Estima-se que o estrabismo afete de 3% a 5% das crianças em idade escolar.

Quais os tipos de estrabismo?

Quando falamos sobre quais os tipos de estrabismo, a classificação é feita de acordo com a direção em que o olho se desvia.

Agora vamos conhecer os principais tipos de estrabismo

Estrabismo convergente

O estrabismo convergente, também chamado de esotropia, acontece quando o olho se desvia para dentro, em direção ao nariz. Esse é um dos tipos mais comuns de estrabismo e também o mais conhecido pela população em geral.

Em alguns casos, o estrabismo convergente pode estar presente desde o nascimento, sendo chamado de estrabismo congênito. Em outros, ele aparece ao longo da infância.

Além disso, existe o estrabismo acomodativo, uma forma de estrabismo convergente em que o desvio ocorre devido à presença da hipermetropia. Nesse caso, a criança faz muito esforço para enxergar de perto, e o olho acaba se desviando para dentro. A boa notícia é que esse é o único tipo de estrabismo que normalmente não precisa de cirurgia, já que os óculos costumam corrigir o desalinhamento.

Estrabismo divergente

Outro dos principais tipos de estrabismo é o estrabismo divergente, também chamado de exotropia. Nesse caso, o olho se desvia para fora, em direção à orelha. Muitas vezes, esse desvio é intermitente, ou seja, aparece apenas em alguns momentos. Por isso, ele pode passar despercebido durante meses ou até anos.

É comum que o estrabismo divergente apareça quando a criança está cansada, doente, sonolenta ou distraída. Em alguns momentos, os olhos parecem normais; em outros, um deles “escapa” para fora. Esse quadro recebe o nome de estrabismo divergente intermitente.

Estrabismo vertical

Entre os tipos de estrabismo, também existem os desvios verticais. Eles acontecem quando o olho se move para cima ou para baixo.

  • Hipertropia: quando o olho fica desviado para cima;
  • Hipotropia: quando o olho fica desviado para baixo.

O estrabismo vertical pode ser mais difícil de perceber, principalmente quando o desvio é discreto. Muitas vezes, os pais notam apenas que a criança inclina a cabeça ou mantém o rosto torto para enxergar melhor. Essa condição se chama torcicolo ocular.

Estrabismo paralítico

Outro tipo menos conhecido é o estrabismo paralítico. Ele acontece quando há alteração nos nervos ou músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos. Nesses casos, o desvio pode surgir de repente e geralmente tem relação com doenças neurológicas, traumas ou alterações nos nervos cranianos.

Em crianças, um dos casos mais comuns é a paralisia do IV nervo craniano, que costuma provocar um desvio vertical discreto. Já nos adultos, o estrabismo paralítico pode estar relacionado a condições como AVC, aneurisma ou tumores.

Quais os tipos de estrabismo mais comuns?

Os tipos de estrabismo mais frequentes são:

  1. Estrabismo convergente;
  2. Estrabismo divergente intermitente;
  3. Estrabismo acomodativo;
  4. Estrabismo vertical.

Entre eles, o estrabismo convergente e o divergente intermitente são os mais comuns na infância.

Por que é importante identificar os tipos de estrabismo?

Saber quais os tipos de estrabismo é importante porque cada um deles exige um tratamento diferente. Além disso, o estrabismo não é apenas uma questão estética.

Sem tratamento, o desalinhamento dos olhos pode comprometer o desenvolvimento da visão, levando a problemas como ambliopia, também conhecida como “olho preguiçoso”, e perda da visão binocular. Essas alterações podem ser permanentes se não forem tratadas ainda na infância.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende do tipo de estrabismo. Em alguns casos, o uso de óculos é suficiente. Em outros, pode ser necessário realizar cirurgia para alinhar os olhos.

  • Estrabismo acomodativo: geralmente tratado com óculos;
  • Estrabismo convergente não acomodativo: costuma precisar de cirurgia;
  • Estrabismo divergente: pode necessitar de cirurgia;
  • Estrabismo vertical ou paralítico: o tratamento varia de acordo com a causa.

Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de preservar a visão e evitar consequências definitivas. Por isso, caso você perceba qualquer desvio nos olhos da criança, é fundamental procurar um oftalmopediatra o quanto antes.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Tratamento do estrabismo em adultos funciona? https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/#respond Thu, 19 Mar 2026 18:11:59 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4473  O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão […]

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 O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão binocular, responsável pela visão de profundidade.

De acordo com oftalmologista Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo, o tratamento do estrabismo em adultos também é importante para reduzir os efeitos da condição na vida social, profissional e na autoestima.

“Ao longo dos anos, estudos apontaram que os prejuízos psicossociais do estrabismo são sentidos ainda na infância. Quando não tratado, o estrabismo também causa problemas importantes na autoimagem, nos relacionamentos interpessoais e na empregabilidade. Além disso, há evidências de que o estrabismo afeta mais as mulheres e pessoas com o estrabismo convergente, aquela em que o olho se desvia para dentro”, comenta Dra. Marcela.

Tratamento do estrabismo em adultos melhora visão 3D

Inicialmente, é importante saber que o desenvolvimento visual acontece na infância. A visão se forma por volta dos 7 a 8 anos. Sendo assim, todas as doenças e condições visuais que ocorrem do nascimento até essa idade podem deixar danos permanentes na visão.

‘No caso do estrabismo, o prejuízo é no desenvolvimento da visão binocular. Essa capacidade visual ocorre quando o cérebro funde as imagens captadas pelos olhos em uma única. Contudo, em crianças com estrabismo, o cérebro suprime a imagem do olho com o desvio. Como resultado, surge a ambliopia, popularmente chamado de olho preguiçoso”, explica Dra. Marcela.

“Quando essa supressão acontece por tempo prolongado, no período crítico de desenvolvimento visual (entre os 2 a 4 anos), o risco de problemas na visão binocular é muito alto. Na prática, isso pode significar que na vida adulta, o paciente pode ter impedimentos para exercer certas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, entre outros cargos”, alerta a especialista em estrabismo.

Tratamento do estrabismo na vida adulta: como funciona

O primeiro passo para o tratamento do estrabismo na vida adulta é procurar um médico oftalmologista especialista nessa condição. Na consulta, o médico irá avaliar se é ou não um caso cirúrgico.

“Acima de tudo, é importante entender que há um tipo de estrabismo que não tem indicação de correção cirúrgica. Trata-se do estrabismo acomodativo, cuja causa é um grau alto de hipermetropia. Nesses casos, o uso de óculos já é suficiente para alinhar os olhos. Em outros casos, dependendo da causa do estrabismo, como tumores ou doenças neurológicas, não é necessário operar, pois o tratamento das condições de base tende a resolver o desvio”, conta Dra. Marcela.

Como funciona a cirurgia de estrabismo em adultos

A cirurgia de estrabismo é realizada em hospitais, mas o paciente não fica internado. Ou seja, opera e vai para casa no mesmo dia. A anestesia em adultos pode ser local com leve sedação. Em relação ao repouso, a recomendação é de 7 dias, podendo retomar as atividades normais após esse período.

“Outra preocupação dos pacientes é em relação aos sintomas depois da cirurgia. A boa notícia é que o paciente não sente dor, somente um leve desconforto nos dois primeiros dias. Os olhos podem ficar vermelhos, mas é normal e melhora rapidamente. Outra preocupação dos pacientes são os pontos. Porém, o corpo os absorve, sem necessidade de removê-los”, finaliza Dra. Marcela.

Veja tudo sobre o pós-operatório da cirurgia do estrabismo aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Tire todas as dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-acontece-depois-da-cirurgia-de-estrabismo-tire-todas-as-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-acontece-depois-da-cirurgia-de-estrabismo-tire-todas-as-duvidas/#respond Wed, 11 Mar 2026 19:12:52 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4432 O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Com certeza, essa é uma das perguntas mais comuns para o médico oftalmologista antes ou depois da operação. Na verdade, é normal ter dúvidas, especialmente quando a cirurgia é feita em crianças e bebês. Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em cirurgia de estrabismo, a […]

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O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Com certeza, essa é uma das perguntas mais comuns para o médico oftalmologista antes ou depois da operação. Na verdade, é normal ter dúvidas, especialmente quando a cirurgia é feita em crianças e bebês.

Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em cirurgia de estrabismo, a condição aparece na infância e o principal tratamento é a cirurgia. Geralmente, a operação deve ser feita antes de a criança completar 7 anos. Isso porque a visão se desenvolve fora do útero e, portanto, condições como o estrabismo podem afetar o sistema visual.

“Alguns estrabismos, como o congênito, precisam de cirurgia mais precoce. Em outros, como o estrabismo divergente intermitente, podem os esperar um pouco mais e operar a criança por volta dos 3 e 4 anos. De qualquer maneira, é importante dizer que a cirurgia de estrabismo é um procedimento seguro e tranquilo”, comenta Dra. Marcela.

Com a ajuda da especialista, vamos responder às principais dúvidas sobre o que acontece depois da cirurgia de estrabismo.

1- A criança sente dor depois da cirurgia de estrabismo?

Não, a criança não sente dor depois da cirurgia de estrabismo. O que pode acontecer é a criança sentir desconforto. Mas, isso melhora logo no segundo dia e, se precisar, o médico prescreve analgésicos leves para controlar esses sintomas.

2- É normal sentir dor ao mexer os olhos depois da cirurgia de estrabismo?

Sim, nos primeiros dois dias, a criança pode sentir uma dor leve ao movimentos os olhos. A razão é que para alinhar os olhos, o oftalmologista manipula os músculos oculares responsáveis pelos movimentos oculares. Portanto, ao mexer os olhos no pós-operatório pode ser que a criança sinta um leve desconforto.

3- É normal sentir ardência ou sensação de areia nos olhos?

Sim, é normal sentir ardência ou sensação de areia nos olhos depois da cirurgia de estrabismo. Durante o procedimento, o médico realiza cortes e manipula os músculos oculares. Portanto, nos primeiros dois dias, o paciente pode ter esses sintomas. A boa notícia é que a partir do terceiro dia, eles tendem a desaparecer ou a melhorar muito.

4- Quanto tempo o olho fica vermelho depois da cirurgia de estrabismo?

Como já falamos, na cirurgia de estrabismo o médico realiza cortes na conjuntiva (tecido que recobre a parte da frente dos olhos). Além disso, manipula os músculos oculares. Por esses motivos, é normal o olho ficar vermelho por cerca de 1 semana ou mais, dependendo do processo de cicatrização.

5- O olho fica muito inchado depois da cirurgia de estrabismo?

Normalmente, o inchaço é leve e tende a melhorar logo nos primeiros dias.

6- É normal lacrimejar após a cirurgia de estrabismo?

Após a cirurgia, o olho começa um processo de cicatrização. Sendo assim, o lacrimejamento é uma resposta natural dos olhos para manter a superfície ocular lubrificada. Com isso, o desconforto melhora.

7- Quanto tempo dura o pós-operatório da cirurgia de estrabismo?

Geralmente, o repouso da cirurgia de estrabismo é de 7 dias.

8- Em quantos dias posso voltar ao trabalho ou à escola?

O paciente pode voltar ao trabalho ou à escola após uma semana da cirurgia de estrabismo ou até mesmo antes disso, se estiver se sentindo bem.

9- Quanto tempo o olho leva para cicatrizar?

O processo de cicatrização do olho depois da cirurgia de estrabismo pode levar cerca de 30 dias, em média.

10- Quando aparece o resultado definitivo da cirurgia de estrabismo?

Embora a cicatrização leve cerca de 30 dias, o resultado definitivo da cirurgia de estrabismo pode demorar um pouco mais para se estabilizar.

11- O olho fica torto logo depois da cirurgia de estrabismo?

Não, já que a cirurgia de estrabismo tem como objetivo o alinhamento dos olhos. Em alguns casos, pode levar alguns dias para observar a correção. Mas, na maioria dos casos, o alinhamento já pode ser percebido nos primeiros dias.

12- Quanto tempo os pontos demorar para cair na cirurgia de estrabismo?

Preste atenção: os pontos na cirurgia de estrabismo, quando necessários, são absorvidos pelo organismo. Portanto, não é preciso ir ao médico para tirá-los e eles não “caem”.

13- O olho operado ficar maior ou diferente?

Não, a cirurgia de estrabismo não altera o tamanho do olho e nem seu formato. Contudo, nos primeiros dias, o inchaço pode dar a impressão de mudanças no olho. Mas isso é passageiro e desaparece ao longo dos primeiros dias.

14- Pode levar o cabelo depois da cirurgia de estrabismo?

A princípio sim. Contudo, nos primeiros dois dias, lavar o cabelo pode causar irritação nos olhos devido aos produtos. Com isso, o paciente pode querer manipular os olhos e isso pode ser bastante desconfortável.

15- Pode mexer no celular depois da cirurgia de estrabismo?

Sim, pode mexer no celular depois da cirurgia de estrabismo. Contudo, nos primeiros dois dias o paciente pode sentir dor ao movimentar os olhos. O ideal é usar os recursos de áudio, sem forçar tanto a visão. Ouvir músicas e podcasts pode ser uma boa alternativa.

16- Pode ver televisão depois de operar o estrabismo?

A resposta é a mesma acima. Ou seja, como a movimentação dos olhos nos primeiros dias pode ser desconfortável, o ideal é realizar outras atividades que não exijam tanto da visão.

17- Pode fazer exercícios físicos depois da cirurgia de estrabismo?

A recomendação é aguardar e seguir o repouso de 7 dias. Depois disso, o paciente pode retomar as atividades físicas.

18- Pode entrar no mar ou piscina depois da cirurgia de estrabismo?

Essa é uma pergunta importante. Como a água é um meio importante de contaminação, as atividades aquáticas ficam suspensas por cerca de 30 dias.

19- Pode dirigir depois da cirurgia de estrabismo?

O ideal é evitar dirigir nos primeiros dias, pois a visão pode ficar um pouco embaçada ou prejudicada pelo inchaço do olho. Mas, assim que o paciente sentir que está enxergando bem, pode dirigir depois da cirurgia de estrabismo.

20- É normal ver duplo depois da cirurgia de estrabismo?

Não, não é normal ver duplo depois da cirurgia de estrabismo. Nesses casos, o paciente deve procurar o médico que realizou a cirurgia para uma avaliação.

21- A visão fica embaçada depois da cirurgia de estrabismo?

Depende. Em alguns casos, devido ao inchaço e colírios, pode ser que a visão fique embaçada depois da cirurgia de estrabismo. Contudo, esse é um sintoma passageiro que tende a melhorar a partir do terceiro dia.

22- O estrabismo pode voltar depois da cirurgia?

Sim, em alguns casos o estrabismo pode voltar depois da cirurgia, especialmente em crianças. O crescimento, por exemplo, pode levar ao aumento do olho e isso pode causar um novo desvio. Há outros fatores também. Contudo, é possível reoperar o estrabismo.

23- Quantas cirurgias de estrabismo uma pessoa pode fazer?

A princípio, não existe um limite exato de quantas cirurgias de estrabismo a pessoa pode fazer. Na maioria dos casos, uma única cirurgia é suficiente para alinhar os olhos. Mas, alguns pacientes podem precisar de uma nova cirurgia corrigir o desvio. Cada caso deve ser analisado de maneira individual.

24- A cirurgia de estrabismo corrige o problema para sempre?

Sim, na maioria dos casos a cirurgia de estrabismo corrige o problema para sempre. Mas, como falamos, em alguns pacientes o estrabismo pode voltar.

25- Existe chance de ficar pior?

Não, desde que o paciente faça a cirurgia de estrabismo com um médico especialista, com experiência e que dê a indicação correta.

26- Como limpar o olho após a cirurgia de estrabismo?

Após a cirurgia, não se deve manipular os olhos e usar produtos para limpá-los. O ideal é seguir as recomendações do oftalmologista que realizou a cirurgia. Em alguns casos, compressas frias podem ajudar a amenizar o desconforto e a remover possíveis secreções que podem se acumular nos olhos. Acima de tudo, não use pomadas ou colírios por conta própria, siga a prescrição e as recomendações do médico.

27- Pode dormir de lado depois da cirurgia de estrabismo?

A princípio não existe uma contraindicação para a posição na hora de dormir. Contudo, o ideal é evitar pressionar o olho no travesseiro nos primeiros dias, independente da posição ao dormir.

28- Pode usar maquiagem depois da cirurgia de estrabismo?

Como nos primeiros dias o olho pode ficar mais sensível, o ideal é evitar o uso de maquiagem na região ocular. Portanto, evite sombras, lápis e rímel nesse período de recuperação. O risco está ligado à alergias ou irritação nos olhos, bem como um risco de contaminação.

29- Pode usar óculos ou lente de contato depois da cirurgia de estrabismo?

Para quem usa lentes de contato e vai operar o estrabismo, a recomendação é providenciar óculos. As lentes aumentam o risco de infecções, além de necessitar manipular os olhos para colocá-las. O ideal é esperar por volta de 15 dias para voltar a usar as lentes ou após a liberação do médico.

30- Quanto tempo preciso usar colírio antibiótico depois da cirurgia de estrabismo?

Como um medida de prevenção, o médico oftalmologista que operar o estrabismo prescreve um colírio antibiótico. Em geral, o tempo de uso desse medicamento é de 7 dias ou a critério médico.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Anestesia geral na cirurgia de estrabismo é segura? https://homolog.marcelabarreira.com.br/anestesia-geral-na-cirurgia-de-estrabismo-e-segura/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/anestesia-geral-na-cirurgia-de-estrabismo-e-segura/#respond Wed, 04 Mar 2026 11:05:08 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4416 A anestesia geral na cirurgia de estrabismo é segura. Mesmo assim, quando falamos de bebês e crianças, procedimentos como a anestesia geral podem gerar dúvidas e angústias nos pais. Por isso, é muito importante que os pais conversem com o oftalmopediatra que irá realizar a cirurgia, bem como tirem suas dúvidas e façam os questionamentos […]

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A anestesia geral na cirurgia de estrabismo é segura. Mesmo assim, quando falamos de bebês e crianças, procedimentos como a anestesia geral podem gerar dúvidas e angústias nos pais. Por isso, é muito importante que os pais conversem com o oftalmopediatra que irá realizar a cirurgia, bem como tirem suas dúvidas e façam os questionamentos com o anestesiologista.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo, a anestesia geral é segura, desde que seja realizada por um médico anestesiologista, com acompanhamento adequado antes, durante e após a cirurgia.

“A anestesiologia é a especialidade médica responsável por promover ausência de dor e consciência durante procedimentos cirúrgicos, além de monitorar constantemente os sinais vitais do paciente ao longo de todo o processo cirúrgico”, comenta.

“Sendo assim, durante a cirurgia, o anestesiologista não só administra os anestésicos, como também monitora frequência cardíaca, pressão arterial, oxigenação e temperatura. Para além disso, é o anestesiologista que acompanha o despertar da criança após a cirurgia. Todos esses cuidados tornam a cirurgia de estrabismo segura e controlada”, complementa Dra. Marcela.

Por que a anestesia geral é indicada na cirurgia de estrabismo?

“Primeiramente, é importante esclarecer por que a cirurgia de estrabismo é feita sob anestesia geral em crianças. Trata-se da melhor opção para a população pediátrica, já que é preciso que a criança fica completamente imóvel durante a cirurgia. Além disso, a manipulação no olho para realizar as incisões causa desconforto no paciente. Com isso, caso o paciente esteja acordado, pode fazer movimentos que podem comprometer a segurança da cirurgia”, explica Dra. Marcela.

Outro ponto importante de destaque é desmitificar que a anestesia geral é sinônimo de gravidade. Na verdade, a anestesia geral na cirurgia de estrabismo é a forma mais segura e confortável para a população pediátrica.

Como funciona a anestesia geral na cirurgia de estrabismo?

Consulta pré-anestésica

Antes da cirurgia, os pais passam por uma avaliação com o anestesiologista. Nessa consulta, são analisados:

  • Histórico de saúde da criança
  • Doenças pré-existentes
  • Alergias
  • Uso de medicamentos

Adicionalmente, o médico pode pedir avaliação cardiológica pré-operatória. Esse é o momento ideal para que os pais possam tirar todas as dúvidas sobre a anestesia geral na cirurgia de estrabismo.

Jejum antes da anestesia geral

Afinal, por que é preciso fazer jejum antes de tomar uma anestesia geral? Bem, isso serve para todas as pessoas que passam por cirurgias. Na verdade, o jejum é crucial para a segurança durante a cirurgia. “A razão é que ocorre uma redução dos reflexos de proteção do estômago. Portanto, quando existe algum alimento ou líquido no órgão, pode acontecer uma aspiração para os pulmões — uma complicação grave, mas evitável”, aponta a oftalmologista.

De forma geral, a recomendação de jejum da anestesia geral na cirurgia de estrabismo é de 8 horas de jejum para alimentos sólidos. Já o jejum de líquidos pode variar, de acordo com a orientação do anestesiologista.

Lembre-se: cumprir corretamente o jejum é uma das medidas mais importantes para garantir a segurança da anestesia geral na cirurgia de estrabismo.

O que acontece no dia da cirurgia?

Quando a criança chega ao hospital, a equipe de enfermagem a prepara para ir para a sala pré-cirúrgica. Nesse momento, o anestesiologista está presente para conversar com os pais e com a criança. Um dos pais pode acompanhar a criança até a sala de cirurgia e ficar com ela na primeira indução anestésica, realizada com gás inalatório.

Para tornar esse momento mais leve e lúdico, o anestesiologista deixa a criança escolher o aroma do gás. Logo após, o médico colocar a máscara e a criança adormece, de forma tranquila e em poucos segundos. “Essa etapa é importante, pois dá segurança para os pais e permite puncionar a veia da criança com ela adormecida. Portanto, isso é ótima para minimizar o medo de agulhas, por exemplo”, comenta Dra. Marcela.

A punção na veia serve para administrar os anestésicos até que a cirurgia termine. Durante todo o procedimento, o anestesiologista fica ao lado da criança, monitorando todos os parâmetros vitais. Quando a cirurgia termina, os medicamentos são suspensos e a criança vai para a sala de recuperação. O despertar acontece de forma gradual e controlada.

Como funciona a intubação? Para que serve?

Outra questão que deixa os pais apreensivos é a necessidade de intubação. Apesar de parecer algo assustador, a intubação é um procedimento que reforça a segurança durante a cirurgia. Contudo, nem sempre é preciso realizá-la. Na anestesia geral na cirurgia de estrabismo, a decisão sobre intubação é individualizada.

Como é o despertar da anestesia geral na cirurgia de estrabismo

Como falamos acima, logo após a cirurgia, a criança vai para a sala de recuperação pós-anestésica. Nesse momento, um dos pais pode ficar com a criança até que ela desperte, de forma espontânea. Os sinais vitais continuam em monitoramento e o médico anestesiologista acompanha o processo do despertar.

“A maioria das crianças acorda bem. Naturalmente, é um momento um pouco confuso e algumas podem ficar mais agitadas, estranhar o ambiente, rir ou chorar. Mas, essas reações são temporárias e esperadas, além de terem todo o apoio da equipe e dos pais”, conta Dra. Marcela.

Outra preocupação comum dos pais é a alimentação, já que os pequenos ficam em jejum para realizar a cirurgia. A liberação da dieta é feita pelo anestesiologista, mas depende do estado geral da criança. Normalmente, a alimentação é liberada depois de uns 20 a 30 minutos do despertar da criança, com líquidos e alimentos leves.

Quais são os riscos da anestesia geral na cirurgia de estrabismo?

Qualquer cirurgia envolve riscos. Portanto, isso serve também para a cirurgia de estrabismo. Por outro lado, em crianças saudáveis os riscos da anestesia geral são mínimos. Dessa maneira, é importante e imprescindível passar pelos exames e consultas pré-operatórios, já que isso previne problemas durante e após a cirurgia.

Hoje, com tecnologia moderna, monitorização avançada e profissionais especializados, a anestesia geral na cirurgia de estrabismo é considerada segura e bem estabelecida.

O mais importante: converse com o anestesiologista

“A informação é a base para gerenciar a angústia dos pais antes da cirurgia de estrabismo. A anestesia geral na cirurgia de estrabismo é um recurso importante, que permite que o procedimento ocorra com conforto, segurança e controle total da dor”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

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Uso de tampão para ambliopia é um desafio para pais e oftalmopediatras https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/#respond Wed, 25 Feb 2026 11:25:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4396 O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo. Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem […]

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O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo.

Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem essencial para garantir o desenvolvimento da visão binocular.

Uso de tampão para ambliopia é uma missão (quase impossível)

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, na maioria dos casos é difícil para os pais fazer com que as crianças usem o tampão. “É uma queixa constante no consultório e isso também nos preocupa. Em contrapartida, é crucial entender que o tampão é um tratamento médico, como outro qualquer. Diante disso, há estratégias que podemos oferecer aos pais para ajudar nessa missão, quase impossível”, comenta a especialista.

Afinal, o que é ambliopia?

A ambliopia pode afetar até 4% das crianças e se desenvolve, exclusivamente, na infância. “O fator determinante para o diagnóstico é a redução da melhor acuidade visual corrigida em um ou em ambos os olhos. Ou seja, a ambliopia acontece quando a visão de um olho é melhor do que a do outro, mesmo corrigindo o estrabismo ou um erro refrativo, por exemplo”, explica Dra. Marcela.

Em relação às causas, temos 3: estrabismo, erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia) e doenças que causam privação do estímulo visual. Entre essas doenças estão o glaucoma e a catarata congênitos, ptose palpebral, entre outros. Todos esses fatores afetam o desenvolvimento da visão, especificamente do olho afetado por uma dessas condições.

Por que é importante usar o tampão para ambliopia

Primeiramente é importante destacar que o desenvolvimento visual acontece durante a infância. Sendo assim, doenças e condições que afetam a visão em crianças podem resultar em problemas imediatos ou em longo prazo.

“No caso da ambliopia, o prejuízo é na visão binocular (a que nos permite enxergar em profundidade). Essa capacidade é crucial, especialmente para exercer certas profissões na vida adulta. Entretanto, na infância também é importante. Em crianças com ambliopia não tratada, por exemplo, podem ocorrer problemas na aprendizagem, coordenação motora, entre outros”, aponta Dra. Marcela.

“A visão binocular se forma quando os olhos captam as imagens, as mandam para o cérebro e o órgão as funde em uma única imagem. Contudo, em crianças com ambliopia, o cérebro ignora a imagem do olho afetado. Essa supressão por tempo prolongado, principalmente durante o período considerado essencial para o desenvolvimento da visão, por volta dos 2 aos 7 anos de idade, pode causar prejuízos irreparáveis ou ainda levar à perda da visão binocular”, alerta Dra. Marcela.

Uso do tampão para ambliopia – O que você precisa saber

“Acima de tudo, o diagnóstico e o tratamento do olho preguiçoso antes dos 7 anos são essenciais para garantir uma visão saudável. Para além disto, vale reforçar que a visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil.  Dessa maneira, mesmo sendo um desafio para os pais, é preciso no uso do tampão para ambliopia”, reforça a oftalmologista infantil.

Quanto tempo dura o uso do tampão para ambliopia

 Bem, o tratamento com o tampão é sempre individualizado e depende de vários fatores. De qualquer maneira, essa definição é do oftalmologista. Durante o tratamento, a criança vai usar o tampão durante algumas horas do dia e este tempo é determinado pelo médico.

Dicas para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

Promova atividades estimulantes durante o uso do tampão

 Enquanto a criança estiver usando o tampão, os pais devem estimular o olho a trabalhar. Ou seja, promover atividades como pintar, montar quebra-cabeças, brincar com peças de montar, brincar ao ar livre. Além de ajudar o olho “preguiçoso” a funcionar, as brincadeiras tirar o foco da criança no tampão.

Aposte no lúdico

Escolha modelos de tampão com os personagens preferidos da criança. Hoje já é possível encontrar empresas que vendem tampões personalizados. Do mesmo modo, os pais podem aproveitar para contar histórias de piratas e até mesmo usar o tampão junto com a criança por alguns momentos.

Escolha o melhor momento

Para bebês e crianças menores, a dica é colocar o tampão antes de acordá-las. Ainda nesta fase, o uso na escola também costuma ser mais aceitável.

Por outro lado, os maiores têm mais resistência em usar o tampão fora de casa, por vergonha ou medo de que os amigos os julguem. Desta forma, o ideal é estipular o uso durante o período em casa.

Para além do momento certo para colocar o tampão, também é importante mostrar para a criança o tempo de uso. Como em geral os pequenos não têm noção do tempo, os pais podem usar recursos como alarmes no celular, despertadores etc.

Alta do tratamento

O término, ou seja, a alta do uso do tampão para tratar o olho preguiçoso é dada quando a visão do olho afetado melhorou e permaneceu estável durante os meses seguintes ao tratamento. “A criança é acompanhada e passa por consultas regulares ao longo do uso do tampão. Há também uma outra situação em que interrompemos a terapia ao perceber que não houve melhora significativa que justifique a continuidade do tratamento”, aponta a oftalmopediatra.

“Em conclusão, o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso pode ser difícil e angustiantes para as famílias. Porém, a terapia garante uma boa visão e o desenvolvimento saudável das crianças. Assim, os pais devem ser aconselhados, orientados e encorajados a perseverar no tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Momento certo para operar o estrabismo – Quando fazer a cirurgia https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/#respond Fri, 20 Feb 2026 17:12:43 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4385 O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular. Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende […]

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O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende de vários fatores. “O principal deles é o tipo de estrabismo que a criança apresenta. Contudo, vale ressaltar que a cirurgia do estrabismo pode ser feita até mesmo em adultos”.

Estrabismo congênito exige tratamento mais precoce que os demais tipos de desvio

“O estrabismo congênito é um dos mais comuns e se caracteriza pelo desvio do olho para dentro. O desvio é evidente desde o nascimento. Nesses casos, a indicção para operar pode ocorrer antes mesmo de a criança completar um ano de idade. Entretanto, o mais comum é realizar a cirurgia de estrabismo entre 10 e 18 meses”, comenta Dra. Marcela.

De acordo com a médica, a precocidade da cirurgia do estrabismo congênito é uma tentativa de restabelecer, mesmo que um pouco, a visão binocular dessa criança e evitar o desenvolvimento da ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”.

“A visão binocular (estereopsia) ocorre quando o cérebro funde as duas imagens captadas pelos olhos em uma só. A visão binocular é fundamental para enxergar um campo visual maior e para dar a noção de profundidade, assim como para vermos imagens em 3D”, explica a oftalmologista.

“Porém, em crianças com estrabismo, o cérebro recebe duas imagens diferentes e escolhe a melhor. Com isso, ocorre a supressão da imagem do olho com o desvio. Caso essa supressão ocorra por tempo prolongado, dentro da janela de oportunidade – entre os 2 e 4 anos – a criança pode ter prejuízos importantes e permanentes na visão binocular”, complementa Dra. Marcela.

Em resumo, o estrabismo congênito é o mais prejudicial para o desenvolvimento a visão e o melhor momento para a cirurgia é ainda nos primeiros anos de vida ou antes.

Momento certo para operar o estrabismo divergente intermitente

O estrabismo divergente intermitente se caracteriza pelo desvio do olho para fora. Além disso, ora o olho fica alinhado e ora desalinhado. “Por esse motivo, é um estrabismo menos prejudicial para o desenvolvimento da visão. Sendo assim, a criança consegue compensar bem o desvio e, por esse motivo, podemos esperar um pouco mais para fazer a cirurgia, até por volta dos 4 anos”, comenta Dra. Marcela.

Outro tipo comum é o estrabismo divergente intermitente. É mais prevalente nas crianças maiores de um ano de idade. Menos prejudicial para a visão binocular, pode ser operado por volta dos três ou quatro anos. “Esse estrabismo é aquele em que a criança desvia o olho em direção às orelhas, mas de vez em quando. Por isso, prejudica menos o desenvolvimento visual”, cita Dra. Marcela.

Momento certo para operar outros tipos de estrabismo

Primeiramente, é importante esclarecer que nem todos os estrabismos são operáveis ou têm indicação para correção cirúrgica. “Um bom exemplo é o estrabismo acomodativo, causado pela hipermetropia – dificuldade de enxergar de perto. Nesses casos, um grau mais alto de hipermetropia pode levar à criança a tentar focar a visão e, com isso, ocorre o desvio do olho para dentro. Nesses casos, o uso de óculos resolve o desvio. Sendo assim, não há indicação cirúrgica”, aponta Dra. Marcela.

Há também alguns estrabismos que ocorrem como resultado de doenças neurológicas, tumores ou ainda doenças da tireoide. Em geral, o desvio costuma se resolver espontaneamente.

Por fim, alguns desvios verticais também podem ser corrigidos por meio da cirurgia, mas cada caso é avaliado de forma individual.

Conclusão – qual o melhor momento para operar o estrabismo

Em conclusão, não existe o melhor momento para operar o estrabismo. Na verdade, a definição depende de vários fatores e é uma decisão do médico.

“Por outro lado, em crianças é crucial que a cirurgia, quando há indicação, ocorra antes dos 7 anos de idade. Isso porque o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e, sem o devido tratamento, podem ocorrer prejuízos irreversíveis na visão”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Problemas de visão na escola –Como professores podem ajudar https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/#respond Thu, 29 Jan 2026 19:07:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4320 Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno. Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam […]

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Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno.

Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam identificar sinais de que a criança pode ter alguma condição visual que merece uma avaliação oftalmológica.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, a maioria das crianças menores não costumam se queixar de problemas na visão. “A razão é que a criança não tem um parâmetro sobre o que é uma visão ruim. Afinal, elas não conhecem outra realidade. Por esse motivo, o olhar atento dos professores em sala de aula é fundamental”.

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentar perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar o quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições comuns na infância.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula. “Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial.  Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, explica Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos – outros problemas de visão na escola

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais que citamos acima.

Outros sintomas de problemas oculares em crianças:

  • Dor de cabeça, principalmente após atividades escolares;
  • Ardência ou coceira nos olhos;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz.

Esses sintomas costumam surgir após longos períodos de esforço visual.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento os sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Vale lembrar que quanto antes o ocorre o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Por isso, recomendamos que os pais levem o bebê para uma consulta de rotina desde o primeiro ano de vida. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente e, especialmente, na fase escolar”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Estrabismo divergente intermitente leva ao desvio do olho para fora https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-divergente-intermitente-leva-ao-desvio-do-olho-para-fora/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-divergente-intermitente-leva-ao-desvio-do-olho-para-fora/#respond Thu, 22 Jan 2026 19:35:07 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4300 O estrabismo divergente intermitente é uma condição ocular em que um dos olhos se desvia para fora, na direção das orelhas, de vez em quando. Embora seja um dos tipos mais comuns de estrabismo, pode demorar para ser percebido pelos pais. Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e chefe do Serviço […]

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O estrabismo divergente intermitente é uma condição ocular em que um dos olhos se desvia para fora, na direção das orelhas, de vez em quando. Embora seja um dos tipos mais comuns de estrabismo, pode demorar para ser percebido pelos pais.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), no estrabismo divergente intermitente o desalinhamento não está sempre presente: a criança pode parecer com os olhos alinhados em alguns momentos e, em outros, um dos olhos desvia para fora.

“Na verdade, o desvio costuma se tornar mais evidente quando a criança está cansada, distraída, doente ou olhando para algo distante — situações em que a capacidade de manter os olhos alinhados fica mais difícil”, conta a oftalmopediatra.

O estrabismo divergente intermitente costuma aparecer por volta dos 2 anos ou mais. Contudo, pode aparecer antes, embora não seja comum.

Sinais e sintomas do estrabismo divergente intermitente

O principal do estrabismo divergente intermitente é o desvio do olho para fora, que pode vir e ir ao longo do tempo. Contudo, algumas crianças podem apresentar outros sintomas e sinais, como:

  • Fechar um dos olhos em ambientes com muita luz;
  • Dificuldade em perceber profundidade ou distância;
  • Visão dupla em alguns casos;
  • Preferência por usar um olho mais do que o outro.

Qual a causa do estrabismo divergente intermitente?

Primeiramente, é importante esclarecer que nem sempre é possível identificar a causa do estrabismo divergente intermitente e nem das outras formas de estrabismo. Por outro lado, temos alguns fatores que podem ter relação com esse tipo de desvio. Entre eles estão:

  • Histórico familiar de estrabismo;
  • Prematuridade e/ou baixo peso ao nascer;
  • Tabagismo durante a gestação;
  • Doenças neurológicas;
  • Retinopatia da prematuridade;
  • Outras complicações neonatais.

O que pode acontecer se não tratar o estrabismo divergente intermitente?

“Acima de tudo, é importante que os pais entendam que o estrabismo não é uma questão estética. Na verdade, em crianças com estrabismo, o cérebro pode começar a ignorar as imagens vindas do olho desviado. Com o tempo, isso pode levar à ambliopia — o chamado “olho preguiçoso” — em que o cérebro privilegia o olho bom em detrimento do outro”, alerta Dra. Marcela.

“Portanto, se isso acontece na fase crítica do desenvolvimento visual – entre os 2 e 4 anos -, os danos podem ser permanentes. Sendo assim, uma das principais funções do tratamento do estrabismo divergente intermitente é garantir o desenvolvimento adequado da visão binocular, que é essencial para que os dois olhos trabalhem juntos e para que se possa perceber profundidade e estímulos tridimensionais com clareza”, complementa a oftalmologista infantil.

Tratamento do estrabismo divergente intermitente – o que você precisa saber

O tratamento padrão para o estrabismo divergente é a cirurgia de estrabismo. A principal recomendação é fazer o procedimento por volta dos 4 anos e sempre antes dos 7 anos, idade em que o sistema visual está completo. Portanto, a correção precoce é crucial para prevenir a ambliopia e problemas oculares em outras fases da vida.

Além da cirurgia, o oftalmologista pode recomendar outras estratégias complementares, como:

  • Uso de óculos especiais, quando há necessidade de correção de erros refrativos, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia;
  • Tampão ocular para estimular o olho com visão mais fraca, quando há ambliopia associada;

A importância do acompanhamento de crianças com estrabismo

Vale lembrar que toda criança precisa passar em consultas oftalmológicas de rotina desde o nascimento. Caso os pais percebam o desvio do olho para fora ou em outras direções, a recomendação é procurar um oftalmologista infantil.

“Quando a criança possui estrabismo, o acompanhamento ao longo da infância é muito importante, mesmo após a cirurgia. Em alguns casos, o desvio pode aparecer de novo ou a criança pode desenvolver erros refrativos, que irão precisar de tratamento também. Por fim, um recado importante para os pais é que a visão é crucial para o desenvolvimento global da criança. Assim, cuidar da visão deve fazer parte dos cuidados ao longo da infância”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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