Arquivos cirurgia estrabismo adultos - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/cirurgia-estrabismo-adultos/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:16:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos cirurgia estrabismo adultos - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/cirurgia-estrabismo-adultos/ 32 32 Anestesia geral na cirurgia de estrabismo é segura? https://homolog.marcelabarreira.com.br/anestesia-geral-na-cirurgia-de-estrabismo-e-segura/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/anestesia-geral-na-cirurgia-de-estrabismo-e-segura/#respond Wed, 04 Mar 2026 11:05:08 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4416 A anestesia geral na cirurgia de estrabismo é segura. Mesmo assim, quando falamos de bebês e crianças, procedimentos como a anestesia geral podem gerar dúvidas e angústias nos pais. Por isso, é muito importante que os pais conversem com o oftalmopediatra que irá realizar a cirurgia, bem como tirem suas dúvidas e façam os questionamentos […]

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A anestesia geral na cirurgia de estrabismo é segura. Mesmo assim, quando falamos de bebês e crianças, procedimentos como a anestesia geral podem gerar dúvidas e angústias nos pais. Por isso, é muito importante que os pais conversem com o oftalmopediatra que irá realizar a cirurgia, bem como tirem suas dúvidas e façam os questionamentos com o anestesiologista.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo, a anestesia geral é segura, desde que seja realizada por um médico anestesiologista, com acompanhamento adequado antes, durante e após a cirurgia.

“A anestesiologia é a especialidade médica responsável por promover ausência de dor e consciência durante procedimentos cirúrgicos, além de monitorar constantemente os sinais vitais do paciente ao longo de todo o processo cirúrgico”, comenta.

“Sendo assim, durante a cirurgia, o anestesiologista não só administra os anestésicos, como também monitora frequência cardíaca, pressão arterial, oxigenação e temperatura. Para além disso, é o anestesiologista que acompanha o despertar da criança após a cirurgia. Todos esses cuidados tornam a cirurgia de estrabismo segura e controlada”, complementa Dra. Marcela.

Por que a anestesia geral é indicada na cirurgia de estrabismo?

“Primeiramente, é importante esclarecer por que a cirurgia de estrabismo é feita sob anestesia geral em crianças. Trata-se da melhor opção para a população pediátrica, já que é preciso que a criança fica completamente imóvel durante a cirurgia. Além disso, a manipulação no olho para realizar as incisões causa desconforto no paciente. Com isso, caso o paciente esteja acordado, pode fazer movimentos que podem comprometer a segurança da cirurgia”, explica Dra. Marcela.

Outro ponto importante de destaque é desmitificar que a anestesia geral é sinônimo de gravidade. Na verdade, a anestesia geral na cirurgia de estrabismo é a forma mais segura e confortável para a população pediátrica.

Como funciona a anestesia geral na cirurgia de estrabismo?

Consulta pré-anestésica

Antes da cirurgia, os pais passam por uma avaliação com o anestesiologista. Nessa consulta, são analisados:

  • Histórico de saúde da criança
  • Doenças pré-existentes
  • Alergias
  • Uso de medicamentos

Adicionalmente, o médico pode pedir avaliação cardiológica pré-operatória. Esse é o momento ideal para que os pais possam tirar todas as dúvidas sobre a anestesia geral na cirurgia de estrabismo.

Jejum antes da anestesia geral

Afinal, por que é preciso fazer jejum antes de tomar uma anestesia geral? Bem, isso serve para todas as pessoas que passam por cirurgias. Na verdade, o jejum é crucial para a segurança durante a cirurgia. “A razão é que ocorre uma redução dos reflexos de proteção do estômago. Portanto, quando existe algum alimento ou líquido no órgão, pode acontecer uma aspiração para os pulmões — uma complicação grave, mas evitável”, aponta a oftalmologista.

De forma geral, a recomendação de jejum da anestesia geral na cirurgia de estrabismo é de 8 horas de jejum para alimentos sólidos. Já o jejum de líquidos pode variar, de acordo com a orientação do anestesiologista.

Lembre-se: cumprir corretamente o jejum é uma das medidas mais importantes para garantir a segurança da anestesia geral na cirurgia de estrabismo.

O que acontece no dia da cirurgia?

Quando a criança chega ao hospital, a equipe de enfermagem a prepara para ir para a sala pré-cirúrgica. Nesse momento, o anestesiologista está presente para conversar com os pais e com a criança. Um dos pais pode acompanhar a criança até a sala de cirurgia e ficar com ela na primeira indução anestésica, realizada com gás inalatório.

Para tornar esse momento mais leve e lúdico, o anestesiologista deixa a criança escolher o aroma do gás. Logo após, o médico colocar a máscara e a criança adormece, de forma tranquila e em poucos segundos. “Essa etapa é importante, pois dá segurança para os pais e permite puncionar a veia da criança com ela adormecida. Portanto, isso é ótima para minimizar o medo de agulhas, por exemplo”, comenta Dra. Marcela.

A punção na veia serve para administrar os anestésicos até que a cirurgia termine. Durante todo o procedimento, o anestesiologista fica ao lado da criança, monitorando todos os parâmetros vitais. Quando a cirurgia termina, os medicamentos são suspensos e a criança vai para a sala de recuperação. O despertar acontece de forma gradual e controlada.

Como funciona a intubação? Para que serve?

Outra questão que deixa os pais apreensivos é a necessidade de intubação. Apesar de parecer algo assustador, a intubação é um procedimento que reforça a segurança durante a cirurgia. Contudo, nem sempre é preciso realizá-la. Na anestesia geral na cirurgia de estrabismo, a decisão sobre intubação é individualizada.

Como é o despertar da anestesia geral na cirurgia de estrabismo

Como falamos acima, logo após a cirurgia, a criança vai para a sala de recuperação pós-anestésica. Nesse momento, um dos pais pode ficar com a criança até que ela desperte, de forma espontânea. Os sinais vitais continuam em monitoramento e o médico anestesiologista acompanha o processo do despertar.

“A maioria das crianças acorda bem. Naturalmente, é um momento um pouco confuso e algumas podem ficar mais agitadas, estranhar o ambiente, rir ou chorar. Mas, essas reações são temporárias e esperadas, além de terem todo o apoio da equipe e dos pais”, conta Dra. Marcela.

Outra preocupação comum dos pais é a alimentação, já que os pequenos ficam em jejum para realizar a cirurgia. A liberação da dieta é feita pelo anestesiologista, mas depende do estado geral da criança. Normalmente, a alimentação é liberada depois de uns 20 a 30 minutos do despertar da criança, com líquidos e alimentos leves.

Quais são os riscos da anestesia geral na cirurgia de estrabismo?

Qualquer cirurgia envolve riscos. Portanto, isso serve também para a cirurgia de estrabismo. Por outro lado, em crianças saudáveis os riscos da anestesia geral são mínimos. Dessa maneira, é importante e imprescindível passar pelos exames e consultas pré-operatórios, já que isso previne problemas durante e após a cirurgia.

Hoje, com tecnologia moderna, monitorização avançada e profissionais especializados, a anestesia geral na cirurgia de estrabismo é considerada segura e bem estabelecida.

O mais importante: converse com o anestesiologista

“A informação é a base para gerenciar a angústia dos pais antes da cirurgia de estrabismo. A anestesia geral na cirurgia de estrabismo é um recurso importante, que permite que o procedimento ocorra com conforto, segurança e controle total da dor”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Momento certo para operar o estrabismo – Quando fazer a cirurgia https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/#respond Fri, 20 Feb 2026 17:12:43 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4385 O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular. Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende […]

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O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende de vários fatores. “O principal deles é o tipo de estrabismo que a criança apresenta. Contudo, vale ressaltar que a cirurgia do estrabismo pode ser feita até mesmo em adultos”.

Estrabismo congênito exige tratamento mais precoce que os demais tipos de desvio

“O estrabismo congênito é um dos mais comuns e se caracteriza pelo desvio do olho para dentro. O desvio é evidente desde o nascimento. Nesses casos, a indicção para operar pode ocorrer antes mesmo de a criança completar um ano de idade. Entretanto, o mais comum é realizar a cirurgia de estrabismo entre 10 e 18 meses”, comenta Dra. Marcela.

De acordo com a médica, a precocidade da cirurgia do estrabismo congênito é uma tentativa de restabelecer, mesmo que um pouco, a visão binocular dessa criança e evitar o desenvolvimento da ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”.

“A visão binocular (estereopsia) ocorre quando o cérebro funde as duas imagens captadas pelos olhos em uma só. A visão binocular é fundamental para enxergar um campo visual maior e para dar a noção de profundidade, assim como para vermos imagens em 3D”, explica a oftalmologista.

“Porém, em crianças com estrabismo, o cérebro recebe duas imagens diferentes e escolhe a melhor. Com isso, ocorre a supressão da imagem do olho com o desvio. Caso essa supressão ocorra por tempo prolongado, dentro da janela de oportunidade – entre os 2 e 4 anos – a criança pode ter prejuízos importantes e permanentes na visão binocular”, complementa Dra. Marcela.

Em resumo, o estrabismo congênito é o mais prejudicial para o desenvolvimento a visão e o melhor momento para a cirurgia é ainda nos primeiros anos de vida ou antes.

Momento certo para operar o estrabismo divergente intermitente

O estrabismo divergente intermitente se caracteriza pelo desvio do olho para fora. Além disso, ora o olho fica alinhado e ora desalinhado. “Por esse motivo, é um estrabismo menos prejudicial para o desenvolvimento da visão. Sendo assim, a criança consegue compensar bem o desvio e, por esse motivo, podemos esperar um pouco mais para fazer a cirurgia, até por volta dos 4 anos”, comenta Dra. Marcela.

Outro tipo comum é o estrabismo divergente intermitente. É mais prevalente nas crianças maiores de um ano de idade. Menos prejudicial para a visão binocular, pode ser operado por volta dos três ou quatro anos. “Esse estrabismo é aquele em que a criança desvia o olho em direção às orelhas, mas de vez em quando. Por isso, prejudica menos o desenvolvimento visual”, cita Dra. Marcela.

Momento certo para operar outros tipos de estrabismo

Primeiramente, é importante esclarecer que nem todos os estrabismos são operáveis ou têm indicação para correção cirúrgica. “Um bom exemplo é o estrabismo acomodativo, causado pela hipermetropia – dificuldade de enxergar de perto. Nesses casos, um grau mais alto de hipermetropia pode levar à criança a tentar focar a visão e, com isso, ocorre o desvio do olho para dentro. Nesses casos, o uso de óculos resolve o desvio. Sendo assim, não há indicação cirúrgica”, aponta Dra. Marcela.

Há também alguns estrabismos que ocorrem como resultado de doenças neurológicas, tumores ou ainda doenças da tireoide. Em geral, o desvio costuma se resolver espontaneamente.

Por fim, alguns desvios verticais também podem ser corrigidos por meio da cirurgia, mas cada caso é avaliado de forma individual.

Conclusão – qual o melhor momento para operar o estrabismo

Em conclusão, não existe o melhor momento para operar o estrabismo. Na verdade, a definição depende de vários fatores e é uma decisão do médico.

“Por outro lado, em crianças é crucial que a cirurgia, quando há indicação, ocorra antes dos 7 anos de idade. Isso porque o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e, sem o devido tratamento, podem ocorrer prejuízos irreversíveis na visão”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Estrabismo divergente intermitente leva ao desvio do olho para fora https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-divergente-intermitente-leva-ao-desvio-do-olho-para-fora/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-divergente-intermitente-leva-ao-desvio-do-olho-para-fora/#respond Thu, 22 Jan 2026 19:35:07 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4300 O estrabismo divergente intermitente é uma condição ocular em que um dos olhos se desvia para fora, na direção das orelhas, de vez em quando. Embora seja um dos tipos mais comuns de estrabismo, pode demorar para ser percebido pelos pais. Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e chefe do Serviço […]

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O estrabismo divergente intermitente é uma condição ocular em que um dos olhos se desvia para fora, na direção das orelhas, de vez em quando. Embora seja um dos tipos mais comuns de estrabismo, pode demorar para ser percebido pelos pais.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), no estrabismo divergente intermitente o desalinhamento não está sempre presente: a criança pode parecer com os olhos alinhados em alguns momentos e, em outros, um dos olhos desvia para fora.

“Na verdade, o desvio costuma se tornar mais evidente quando a criança está cansada, distraída, doente ou olhando para algo distante — situações em que a capacidade de manter os olhos alinhados fica mais difícil”, conta a oftalmopediatra.

O estrabismo divergente intermitente costuma aparecer por volta dos 2 anos ou mais. Contudo, pode aparecer antes, embora não seja comum.

Sinais e sintomas do estrabismo divergente intermitente

O principal do estrabismo divergente intermitente é o desvio do olho para fora, que pode vir e ir ao longo do tempo. Contudo, algumas crianças podem apresentar outros sintomas e sinais, como:

  • Fechar um dos olhos em ambientes com muita luz;
  • Dificuldade em perceber profundidade ou distância;
  • Visão dupla em alguns casos;
  • Preferência por usar um olho mais do que o outro.

Qual a causa do estrabismo divergente intermitente?

Primeiramente, é importante esclarecer que nem sempre é possível identificar a causa do estrabismo divergente intermitente e nem das outras formas de estrabismo. Por outro lado, temos alguns fatores que podem ter relação com esse tipo de desvio. Entre eles estão:

  • Histórico familiar de estrabismo;
  • Prematuridade e/ou baixo peso ao nascer;
  • Tabagismo durante a gestação;
  • Doenças neurológicas;
  • Retinopatia da prematuridade;
  • Outras complicações neonatais.

O que pode acontecer se não tratar o estrabismo divergente intermitente?

“Acima de tudo, é importante que os pais entendam que o estrabismo não é uma questão estética. Na verdade, em crianças com estrabismo, o cérebro pode começar a ignorar as imagens vindas do olho desviado. Com o tempo, isso pode levar à ambliopia — o chamado “olho preguiçoso” — em que o cérebro privilegia o olho bom em detrimento do outro”, alerta Dra. Marcela.

“Portanto, se isso acontece na fase crítica do desenvolvimento visual – entre os 2 e 4 anos -, os danos podem ser permanentes. Sendo assim, uma das principais funções do tratamento do estrabismo divergente intermitente é garantir o desenvolvimento adequado da visão binocular, que é essencial para que os dois olhos trabalhem juntos e para que se possa perceber profundidade e estímulos tridimensionais com clareza”, complementa a oftalmologista infantil.

Tratamento do estrabismo divergente intermitente – o que você precisa saber

O tratamento padrão para o estrabismo divergente é a cirurgia de estrabismo. A principal recomendação é fazer o procedimento por volta dos 4 anos e sempre antes dos 7 anos, idade em que o sistema visual está completo. Portanto, a correção precoce é crucial para prevenir a ambliopia e problemas oculares em outras fases da vida.

Além da cirurgia, o oftalmologista pode recomendar outras estratégias complementares, como:

  • Uso de óculos especiais, quando há necessidade de correção de erros refrativos, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia;
  • Tampão ocular para estimular o olho com visão mais fraca, quando há ambliopia associada;

A importância do acompanhamento de crianças com estrabismo

Vale lembrar que toda criança precisa passar em consultas oftalmológicas de rotina desde o nascimento. Caso os pais percebam o desvio do olho para fora ou em outras direções, a recomendação é procurar um oftalmologista infantil.

“Quando a criança possui estrabismo, o acompanhamento ao longo da infância é muito importante, mesmo após a cirurgia. Em alguns casos, o desvio pode aparecer de novo ou a criança pode desenvolver erros refrativos, que irão precisar de tratamento também. Por fim, um recado importante para os pais é que a visão é crucial para o desenvolvimento global da criança. Assim, cuidar da visão deve fazer parte dos cuidados ao longo da infância”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Causas do estrabismo – Entenda quais são as causas do desvio ocular https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-do-estrabismo-entenda-quais-sao-as-causas-do-desvio-ocular/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-do-estrabismo-entenda-quais-sao-as-causas-do-desvio-ocular/#respond Wed, 07 May 2025 16:46:02 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3397 As causas do estrabismo ainda não estão totalmente claras para a comunidade científica. Contudo, existem estudos que apontam algumas hipóteses sobre a origem do estrabismo. Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba […]

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As causas do estrabismo ainda não estão totalmente claras para a comunidade científica. Contudo, existem estudos que apontam algumas hipóteses sobre a origem do estrabismo.

Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Estrabismo se desenvolve na infância, na maioria dos casos

Primeiramente, é importante esclarecer que a maioria dos casos de estrabismo surge na infância. A estimativa é que o desvio ocular afeta de 2 a 4% das crianças. “O estrabismo é uma condição em que há desalinhamento do olho, que pode se desviar em várias direções. Ou seja, para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Dessa maneira, cada desvio recebe uma classificação”, explica Dra. Marcela.

As principais formas de estrabismo são: o estrabismo convergente (quando o olho se desvia para dentro, em direção ao nariz); estrabismo divergente intermitente (quando o olho se desvia para fora, em direção às orelhas, de vez em quando) e o estrabismo vertical (quando o olho se desvia para cima ou para baixo).

Causas do estrabismo são diversas

Bem, agora vamos falar das causas do estrabismo. A especialista esclarece que nem sempre é possível determinar a causa exata do desalinhamento do olho. Atualmente, há estudos em andamento e alguns estudos já realizados a respeito da origem do estrabismo. Por outro lado, ainda não há um consenso a respeito das causas do estrabismo”, comenta.

Causas do estrabismo podem ser genéticas

O entendimento das bases genéticas do estrabismo é crucial para diagnosticar de forma precoce, o que pode ajudar a prevenir prejuízos no desenvolvimento visual. Mais do que isso, os estudos podem proporcionar a descoberta de novas abordagens preventivas ou terapêuticas.

Primeiramente, as descobertas científicas a respeito da genética do estrabismo mostraram que algumas formas raras de estrabismo são causadas por uma mutação em um único gene. “Algumas dessas mutações são dominantes, o que significa que a criança precisa de apenas uma cópia do gene mutado (de um dos pais) para herdar a condição. Já nas formas recessivas, a criança vai precisar herdar duas cópias do gene mutado (um da mãe e um do pai) para herdá-la”, esclarece Dra. Marcela.

“Contudo, a herança dos tipos mais comuns de estrabismo é mais complexa. As pesquisas na área identificaram vários genes que podem contribuir para a condição. Sendo assim, o que pode determinar o aparecimento do estrabismo é a interação entre os genes e outros aspectos, como os ambientais”, complementa a especialista.

Estudos com gêmeos e irmãos ajudam a mostrar como a genética pode desempenhar um papel importante (mas não exclusivo) no estrabismo. Em estudos com gêmeos idênticos, nos quais um deles apresenta estrabismo infantil comum, o outro gêmeo tem até 82% de chance de desenvolver a condição. Já em gêmeos que não são idênticos, a chance é de 47%.

Afinal, o estrabismo é hereditário?

Sim, o estrabismo tende a ser hereditário. Um estudo de 2023 descobriu que 20 a 30% das pessoas com estrabismo tinham um parente próximo com estrabismo. Alguns tipos de estrabismo podem ter maior probabilidade de ser hereditários. No mesmo estudo, pessoas com esotropia (olhos voltados para dentro, em direção ao nariz) eram mais propensas a ter histórico familiar do que pessoas com exotropia (olhos voltados para fora).

Prematuridade e baixo peso ao nascer são importantes causas do estrabismo

Um bebê prematuro é aquele que nasce antes de completar 37 semanas de gestação. Devido ao nascimento antes do tempo, o bebê pode apresentar diversos problemas de saúde, incluindo condições que afetam os olhos, como o estrabismo. Adicionalmente à prematuridade, temos os bebês com baixo peso ao nascer, que também apresentam risco aumentado para o desvio dos olhos.

Os bebês prematuros estão sujeitos a diversas complicações devido à imaturidade de todos os órgãos e sistemas, incluindo o sistema nervoso central (SNC). Dessa forma, essa imaturidade orgânica também afeta o sistema visual, o último sistema do corpo humano a se desenvolver. Ademais, quando o prematuro desenvolve a retinopatia da prematuridade, também há um risco maior de desenvolver o estrabismo.

Estima-se que de 22 a 47% das crianças que tiveram ROP terão estrabismo e cerca de metade irá apresentar algum grau de ambliopia (olho preguiçoso).

Síndromes genéticas e estrabismo

O estrabismo também tem uma maior ocorrência em crianças que nascem com algumas síndromes genéticas, como a síndrome de Down. Há também uma forma congênita de estrabismo, a síndrome de Duane.

Tabagismo na gravidez é uma das causas de estrabismo?

Segundo um estudo recente, o tabagismo durante a gravidez aumenta em 65% o risco da criança desenvolver estrabismo. Embora a relação entre o cigarro e o estrabismo não esteja totalmente clara, esse e outros estudos comprovaram que filhos de mães tabagistas apresentam maior chance de apresentar desvio do olho.

Conheça outras causas do estrabismo

Adicionalmente ao tabagismo, às síndromes genéticas, mutação e hereditariedade, o estrabismo também pode ter relação com os seguintes aspectos:

  • Consumo de álcool na gestação
  • Idade avançada da gestante
  • Complicações neonatal como icterícia, infecções e qualquer condição que afete o sistema nervoso central, especialmente com danos nos músculos oculares
  • Diferença de grau muito alta entre os olhos
  • Hipermetropia – responsável pelos casos de estrabismo acomodativo

Conclusão – Causas do estrabismo são inúmeras

Como vimos ao longo do artigo, existem várias causas do estrabismo. Por outro lado, nem sempre será possível determinar a origem exata do desvio ocular. Acima de tudo, o mais importante é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmologista infantil, para uma consulta de rotina.

“Ademais, é importante realizar consultas de rotina ao longo da infância, bem como procurar o oftalmopediatra, caso a criança apresente desvio do eixo ocular, entre outros problemas de vista. Por outro lado, também é importante que os pais informem ao médico se há casos de estrabismo na família. Cabe também durante a anamnese levantar o histórico da gestação e dos primeiros meses de vida da criança”, ressalta Dra. Marcela.

“Felizmente, o estrabismo tem tratamento por meio de cirurgia, que deve ser feita na infância.  Apenas o estrabismo acomodativo, aquele causado pela hipermetropia, é corrigido pelos óculos de grau”, finaliza a médica.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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O que é estrabismo vertical? Sintomas e Tratamento em SP https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-vertical-sintomas-e-tratamento-em-sp/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-vertical-sintomas-e-tratamento-em-sp/#respond Wed, 12 Feb 2025 18:32:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3193 O estrabismo vertical é uma condição oftalmológica que ocorre quando há um desalinhamento do eixo ocular. Nesse caso, o olho se desvia para cima ou para baixo. Para entender melhor o estrabismo vertical, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos […]

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O estrabismo vertical é uma condição oftalmológica que ocorre quando há um desalinhamento do eixo ocular. Nesse caso, o olho se desvia para cima ou para baixo.

Para entender melhor o estrabismo vertical, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Estrabismo Vertical – Tudo que você precisa saber

Primeiramente, é importante dizer que o estrabismo vertical é menos comum que o estrabismo horizontal (quando os olhos se desviam em direção ao nariz ou às orelhas). “Contudo, em alguns casos o desvio ocular vertical pode indicar condições que precisam de tratamento imediato, como um acidente vascular cerebral (AVC). Dessa forma, é importante conhecer melhor esse tipo de estrabismo”, alerta Dra. Marcela.

Como já dissemos anteriormente, o estrabismo vertical ocorre devido ao desalinhamento do olho, para cima ou para baixo. “Os termos hipertropia e hipotropia são usados ​​para descrever o desalinhamento vertical. A hipertropia ocorre quando o olho com o desvio é mais alto que o olho normal. Já a hipotropia é quando o olho com o desvio é mais baixo que o olho normal”, explica a médica.

Desvio vertical pode atingir crianças e adultos

Embora a maioria dos casos de estrabismo ocorra na infância, o desvio vertical também atinge adultos. O que difere a presença do desalinhamento ocular vertical em crianças e em adultos é a causa do desvio.

Segundo estudos, mais da metade dos casos de estrabismo vertical são congênitos. Portanto, a criança já nasce com o desvio vertical. Outro aspecto é que muitas crianças que nascem com esse desvio possuem histórico familiar da doença. Sendo assim, quando há casos na família, o risco de desenvolver o estrabismo vertical é maior.

De acordo com a especialista, o estrabismo vertical na infância também pode ter associação com problemas nos nervos oculomotores. “Nesses casos, trata-se do estrabismo paralítico do IV nervo craniano. Para além disso, outra causa do desvio vertical em crianças é a paralisia cerebral”.

“Por outro lado, em adultos as causas do estrabismo vertical são condições neurológicas e algumas doenças da tireoide. Normalmente, o desalinhamento ocular vertical na vida adulta pode ser resultado de lesões cerebrais, traumas, tumores oculares, aneurismas e AVC”, complementa Dra. Marcela.

Sinais e sintomas do estrabismo vertical

Geralmente, o estrabismo vertical infantil não causa distúrbios visuais significativos. No entanto, é muito evidente. Sendo assim, o desvio é facilmente percebido pelos pais. De qualquer maneira, podem ocorrer algumas manifestações devido ao desvio ocular vertical, como:

  • Dificuldade em focar imagens corretamente, especialmente em curta distância;

  • Torcicolo ocular: a criança pode inclinar ou girar a cabeça, para alcançar posições de bloqueio. Em outras palavras, ela adota uma postura coma a cabeça para compensar o desalinhamento do olho. Essas posições costumam minimizar o desvio ocular, melhorando a visão;

  • Piora da visão de profundidade: o desvio vertical pode prejudicar a percepção de profundidade, que se refere à capacidade de perceber as distâncias relativas de objetos no espaço tridimensional. Como resultado, a criança pode apresentar mais dificuldades para atividades esportivas, bem como pode prejudicar o processo de aprendizagem;

  • Fadiga e tensão ocular: Quando a criança tem estrabismo vertical e busca, constantemente, compensar o desalinhamento, pode sobrecarregar os músculos oculares. Com isso, podem surgir desconforto ocular, fadiga, dores de cabeça ou dor ao redor dos olhos;

  • Ambliopia (olho preguiçoso): O estrabismo vertical na infância pode levar ao desenvolvimento da ambliopia pode se desenvolver. A condição ocorre quando o cérebro favorece o olho saudável, suprimindo as imagens captadas pelo olho com o desvio. Quando isso ocorre por tempo prolongado, especialmente durante o período crítico para o desenvolvimento visual, a criança pode perder a visão binocular. Leia mais sobre a ambliopia aqui.

“Já em adultos, o estrabismo vertical pode causar a visão dupla (diplopia). A razão é que nos adultos o cérebro não consegue mais suprimir a imagem captada pelo olho com o desvio. O paciente também pode apresentar dificuldades de leitura, problemas de equilíbrio, dores de cabeça e visão turva. Adicionalmente, o paciente apresenta maior risco de sofrer pequenos acidentes, devido ao comprometimento da visão de profundidade”, aponta Dra. Marcela.

Tratamento do estrabismo vertical – Como funciona

“O tratamento do estrabismo vertical vai depender da causa e da idade do paciente. Na maioria dos casos, é possível corrigir o estrabismo por meio da cirurgia, especialmente em crianças. Por outro lado, nem sempre há indicação de correção cirúrgica em adultos, especialmente quando o estrabismo vertical é resultado de doenças como AVC, tumores e lesões na região do olho e da cabeça”, encerra Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

Fontes:

https://www.emro.who.int/emhj-volume-18-2012/issue-2/article-5.html

https://jamanetwork.com/journals/jamaophthalmology/fullarticle/2672742

 

 

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Hoje, vamos falar um pouco mais sobre o estrabismo divergente. Nessa forma de estrabismo, o olho se desvia para fora, em direção às orelhas. Outra característica importante é que o desvio é intermitente, ou seja, o desalinhamento não é constante. Por esse motivo, o diagnóstico pode ser um pouco mais tardio.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo, o estrabismo divergente intermitente pode aparecer nos primeiros meses ou anos de vida. O mais comum é perceber o desvio após os 6 meses de vida. O desvio do olho para fora pode passar despercebido pelos pais e até mesmo pelo pediatra.

“A razão é justamente a intermitência, ou seja, ora o olho está alinhado, ora desalinhado. Geralmente, o desvio acontece quando a criança está cansada, doente, desatenta, quando olha para imagens mais distantes ou ainda quando há muita luz no ambiente, especialmente a luz natural”, explica.

Causas do desvio do olho para fora

A origem exata do estrabismo divergente não é um consenso na comunidade científica. Contudo, existem fatores que podem aumentar o risco de a criança desenvolver o estrabismo divergente, bem como outras formas de desvio.

“Nem sempre é possível determinar a causa do estrabismo divergente. A condição pode ser resultado da combinação de uma série de fatores, como os genéticos (casos da condição na família), ambientais (problemas na gestação e no período neonatal), doenças sistêmicas e erros refrativos”, comenta a especialista.

Sinas e sintomas

O sinal mais evidente do estrabismo divergente é o desvio do olho para fora, nas situações já citadas, como em momentos de desatenção, cansaço e doença. Outro indício importante é quando a criança fecha um dos olhos quando há muita claridade. Por fim, estudos recentes apontaram que há uma prevalência maior de miopia em crianças com o estrabismo divergente intermitente. Mas, nem todas as crianças com o desvio para fora têm miopia.

Como é o tratamento para o estrabismo divergente intermitente

O tratamento padrão para o estrabismo divergente intermitente é a cirurgia. A diferença para outras formas de estrabismo é que o desvio para fora é menos prejudicial para o desenvolvimento da visão.

“Por esse motivo, costumamos esperar um pouco mais para operar a criança. Contudo, vale ressaltar que a cirurgia deve ser feita antes dos 7 anos idades e, preferencialmente, entre os 2 e 4 anos, período considerado crítico para o desenvolvimento visual”, reforça Dra. Marcela.

Estrabismo divergente não é questão estética

Tanto o estrabismo divergente, como as outras formas de desvio, não são questões estéticas. Isso é um mito que precisa ser esclarecido. O estrabismo na infância, quando não tratado, pode acarretar prejuízos definitivos na visão binocular. Um dos principais problemas é o desenvolvimento da ambliopia, mais conhecido como “olho preguiçoso.

“Essa condição acontece quando o cérebro passa a priorizar a imagem captada pelo olho saudável e suprime a imagem do olho com o desvio. Essa supressão, por tempo prolongado, prejudica o desenvolvimento da visão binocular, essencial para enxergarmos um campo visual maior, bem como para dar a noção de profundidade e para vermos imagens em 3D”, aponta Dra. Marcela.

O tratamento do estrabismo divergente visa ao alinhamento do eixo visual para evitar o desenvolvimento da ambliopia e garantir o desenvolvimento pleno da visão. “Quando a criança já tem ambliopia, além da cirurgia, será preciso também usar o tampão para incentivar o desenvolvimento do olho afetado pelo estrabismo. Contudo, é importante dizer que o tampão não trata o estrabismo, mas sim o olho preguiçoso”, finaliza a oftalmopediatra.

Quer saber mais sobre a cirurgia de estrabismo divergente, como funciona e como é o pós-operatório? Leia mais aqui

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Hoje, o tema do nosso artigo é estrabismo, tipos e tratamento. Para iniciar, é importante esclarecer que estrabismo é o nome dado ao desalinhamento do eixo visual, popularmente chamado de “vesguice”. Na maioria dos casos, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 3 a 5% das crianças. Contudo, o estrabismo também pode aparecer na vida adulta.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a principal característica da condição é o desvio de um ou dos dois olhos. O desvio pode ser constante ou ocorrer de vez em quando, o que é chamado de desvio intermitente. O estrabismo pode ocorrer quando o olho se desvia para dentro, chamado de convergente, bem como pode ocorrer quando o olho se desvia para fora, chamado de divergente. Temos outros tipos de estrabismo, que ocorrem quando o olho se desvia verticalmente”, explica.

Um dos principais mitos sobre o estrabismo é que se trata de uma condição estética. Na verdade, o desalinhamento do eixo visual, sem tratamento, pode levar a problemas na visão irreversíveis, como a perda da visão binocular. Para além disso, pode impactar no desenvolvimento neuropsicomotor, bem como no processo de aprendizagem. Sendo assim, o diagnóstico e o tratamento do estrabismo na infância são cruciais para assegurar todos os aspectos do desenvolvimento das crianças”, alerta Dra. Marcela.

Conheça melhor os principais tipos de estrabismo

Antes de falarmos mais sobre as causas e tratamento do estrabismo, vamos conhecer um pouco melhor os principais tipos de estrabismo.

Estrabismo convergente congênito

Neste tipo de estrabismo, o bebê já nasce com o desvio do olho para dentro (estrabismo convergente). Este é o tipo mais comum de estrabismo, sendo o que mais pode causar problemas na visão, como a perda da visão binocular. “Por esse motivo, o estrabismo congênito requer tratamento mais precoce. A cirurgia para correção do desvio pode ser realizada ainda no primeiro ano de vida do bebê”, comenta Dra. Marcela.

Estrabismo acomodativo

O estrabismo acomodativo se caracteriza pelo desvio do olho para dentro (convergente), mas está associado à hipermetropia. Na tentativa de enxergar de perto, a criança apresenta o desalinhamento do olho para dentro. Este é o único tipo de estrabismo que não necessita de cirurgia, sendo que o uso de óculos para corrigir a hipermetropia é suficiente para alinhar os olhos.

Estrabismo divergente intermitente

O estrabismo divergente intermitente se caracteriza pelo desvio do olho para dentro, em direção às orelhas. Contudo, ele é intermitente: ora o olho está alinhado, ora desalinhado. Por essa razão, o diagnóstico costuma ocorrer mais tardiamente, já que o desvio pode passar despercebido pelos pais e até mesmo pelo pediatra.

Estrabismo Paralítico

O estrabismo paralítico é aquele em que o desvio dos olhos está relacionado a alterações nos nervos que conectam a cabeça ao cérebro. Algumas formas de estrabismo paralítico são mais prevalentes em adultos, estando associadas a tumores cerebrais, aneurismas e acidente vascular cerebral (AVC).

“O estrabismo associado à paralisia do IV Nervo Craniano é o mais prevalente na infância. Apesar de mais comum, pode passar desapercebido com mais facilidade, uma vez que o desvio é, praticamente, imperceptível e não afeta a estética. O estrabismo, nestes casos, é vertical e dá a impressão de um olho está um pouco mais alto que o outro”, conta a médica.

O estrabismo do IV Nervo Craniano tem uma manifestação bastante peculiar, que é a inclinação lateral da cabeça. A criança adota posições anormais para conseguir enxergar melhor e compensar o desvio. Portanto, o torcicolo ocular é um importante indício deste tipo de estrabismo.

Causas do estrabismo – O que você precisa saber

A causa exata do estrabismo ainda é motivo de estudos. O que se sabe até o momento é que existe um forte componente genético. Em outras palavras, filhos de pais com estrabismo apresentam um risco maior de apresentar a condição.

Em relação aos fatores ambientais, as evidências científicas mostram que o risco do estrabismo na infância está associado a alguns aspectos, como:

  • Idade materna avançada
  • Tabagismo durante a gravidez
  • Baixo peso ao nascer (menos que 1,5kg)
  • Prematuridade
  • Síndromes genéticas, como a trissomia do cromossomo 21
  • Complicações neonatais
  • Diferença de grau muito grande entre os olhos

Nos adultos, o estrabismo está relacionado a doenças, principalmente àquelas que afetam o cérebro e o sistema nervoso central, bem como à traumas e acidentes oculares.

Tratamento do estrabismo – Entenda por que é preciso corrigir o desvio dos olhos

Agora que você já conheceu melhor o que é o estrabismo e os tipos, vamos falar mais sobre a necessidade de tratamento e o que pode acontecer quando não se trata a condição.

De acordo com Dra. Marcela, o desenvolvimento visual ocorre na infância e se completa até por volta dos 7 anos de idade. Nesse período, a criança desenvolve várias funções visuais, entre elas a visão binocular. “A visão binocular é a capacidade do cérebro em fundir as imagens captadas pelos olhos em uma só. Essa capacidade é crucial para a noção de profundidade, ou seja, para enxergamos as imagens em 3D”.

“Todavia, crianças com estrabismo tendem a desenvolver a ambliopia, popularmente chamada de “olho preguiçoso”. O cérebro passa a ignorar a imagem captada pelo olho com o desvio. Quando essa supressão ocorre por tempo prolongado, no período crítico para o desenvolvimento da visão – entre os 2 e os 7 anos de idade – pode ser irreversível. Ou seja, o cérebro irá sempre favorecer a imagem captada pelo olho com a melhor visão, reduzindo assim a capacidade visual do olho com o desvio”, aponta a especialista.

A visão binocular é essencial ao longo da vida e, sem ela, haverá limitações diversas, incluindo a incapacidade para desenvolver algumas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, entre outras.

Tratamento do Estrabismo em crianças

O tratamento do estrabismo consiste no realinhamento do eixo ocular. Hoje, o tratamento padrão para o desvio ocular é a cirurgia. No caso das crianças, a cirurgia deve ser realizada antes dos 7 anos de idade.

“No caso do estrabismo convergente, o ideal é operar assim que é feito o diagnóstico. Já no desvio divergente intermitente, é possível esperar um pouco mais, até por volta dos 4 anos de idade. A cirurgia realinha os olhos, na maioria dos casos. É um procedimento seguro, tranquilo e com rápida recuperação”, conta Dra. Marcela.

Há casos em que não há indicação de cirurgia, como o estrabismo acomodativo, em que o desvio é solucionado por meio do uso de óculos para corrigir a hipermetropia.

Tratamento do estrabismo em adultos

O estrabismo em adultos também pode ser corrigido por meio de cirurgia, mas sempre depende da causa. “Alguns estrabismos em adultos estão relacionados a doenças como um AVC. A tendência, nestes casos, é que o olho volte ao normal ao longo do tempo. Mas temos adultos que tiveram estrabismo na infância e que desejam corrigi-lo na vida adulta. Portanto, o tratamento do estrabismo em adultos sempre depende de uma avaliação individual e da causa”, acrescenta Dra. Marcela.

Um outro tipo de tratamento para o estrabismo é a aplicação de toxina botulínica, indicada para pequenos desvios ou para estrabismo paralítico.

Conclusão

Hoje falamos sobre estrabismo, tipos e tratamento. Como vimos ao longo do artigo, o estrabismo é uma condição que se desenvolve na infância, na maioria dos casos. Não se trata de uma questão estética, mas sim de uma condição que precisa de diagnóstico e tratamento para prevenir problemas irreversíveis na visão.

“A recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta com um oftalmopediatra. O acompanhamento da saúde visual ao longo da infância é crucial para garantir uma boa visão e para assegurar o pleno desenvolvimento global da criança”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é estrabismo paralítico? Causa, sintomas e tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-paralitico/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-paralitico/#respond Thu, 06 Jun 2024 13:57:16 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2689 O estrabismo paralítico é aquele em que o desvio do olho acontece quando existe alguma alteração nos nervos que conectam a cabeça ao cérebro. Embora o nervo óptico seja o mais importante para a visão, o sistema visual também depende do bom funcionamento de outros nervos cranianos. Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especializada e […]

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O estrabismo paralítico é aquele em que o desvio do olho acontece quando existe alguma alteração nos nervos que conectam a cabeça ao cérebro. Embora o nervo óptico seja o mais importante para a visão, o sistema visual também depende do bom funcionamento de outros nervos cranianos.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especializada e estrabismo e em neuroftalmologia, o nervo óptico é o II nervo craniano. “Este nervo é responsável por enviar as informações captadas pelos olhos para o cérebro, sendo crucial para a visão. Temos também o nervo oculomotor, chamado de III nervo craniano, que participa de funções motoras como movimentação dos olhos, abertura e fechamento das pálpebras, dilatação e contração das pupilas e cristalino”.

O IV e o VI são nervos cranianos que também participam dos movimentos oculares. Por último, o V nervo craniano, mais conhecido por trigêmeo, comanda o tato facial e isso inclui a sensação do toque nos olhos.

Causas do estrabismo paralítico

O estrabismo paralítico ocorre quando alguns nervos cranianos sofrem uma paralisia, que pode ser total ou parcial. Com isto, os movimentos oculares podem ficar descoordenados e levar ao estrabismo. Entre os nervos afetados estão o III, IV e VI.

Agora, vamos conhecer cada um dos tipos de estrabismo paralítico.

Estrabismo paralítico do III Nervo Craniano

O estrabismo paralítico do III nervo craniano é aquele em que o olho fica, praticamente, congelado. Ou seja, não se move para cima, para baixo e nem para dentro. O único movimento é para fora. Além disto, as pálpebras não se fecham.

“Na maioria dos casos, a paralisia do III nervo craniano ocorre durante um acidente vascular cerebral, aneurisma ou ainda em pessoas com tumores cerebrais e diabetes. Desta forma, é mais prevalente em adultos. Dada a gravidade, na presença deste tipo de estrabismo é importante procurar ajuda médica”, alerta Dra. Marcela.

Estrabismo paralítico por Paralisia IV Nervo Craniano

O estrabismo associado à paralisia do IV Nervo Craniano é o mais comum na infância. “Contudo, na maioria dos casos pode passar desapercebido pelos pais e até mesmo pediatra. O desvio é, praticamente, imperceptível e não afeta a estética. O estrabismo, nestes casos, é vertical e dá a impressão de um olho está um pouco mais alto que o outro”, conta a médica.

“A manifestação mais característica do estrabismo paralítico do IV nervo craniano é a inclinação lateral da cabeça. Ou seja, a criança entorta o pescoço para tentar enxergar melhor, compensar o desvio. Isto é chamado de torcicolo ocular, muitas vezes confundido com o torcicolo congênito. Felizmente, este estrabismo pode ser corrigido por meio de uma cirurgia, com ótimos resultados”, diz Dra. Marcela.

Estrabismo paralítico por Paralisia VI Nervo Craniano

O estrabismo paralitico do VI Nervo Craniano afeta o músculo que controla os movimentos do olho para fora, em direção às orelhas. O olho, portanto, se desvia para dentro em ângulos bastante acentuados. Em geral, a forma adquirida é a mais prevalente e costuma estar associada a infecções na infância ou, ainda, como um efeito adverso após vacinação.

“Em adultos, este estrabismo paralítico tem relação como problemas no sistema nervoso central, com um AVC e tumores na cabeça. A boa notícia é que se trata de um desvio temporário, cuja resolução costuma ser espontânea. Em raríssimos casos, quando o estrabismo permanece, é possível corrigi-lo cirurgicamente”, aponta Dra. Marcela.

Vamos relembrar as causas do estrabismo paralítico?

  • Congênita (quando a criança já nasce com o problema)
  • Traumas cranioencefálicos
  • Lesões nos vasos sanguíneos cerebrais (derrames, aneurismas, consequência do diabetes)
  • Infecções
  • Enxaquecas
  • Tumores cerebrais
  • Aumento da pressão dentro do cérebro

Sintomas do estrabismo paralítico

Os sintomas do estrabismo paralítico dependem de qual nervo foi afetado e da causa da paralisia. Em outras palavras, as manifestações dependem da origem do desvio. Em um AVC, por exemplo, além do estrabismo, a pessoa pode apresentar dor de cabeça intensa, tontura, enjoos, alterações na coordenação motora de um lado do corpo, entre outros sintomas.

“Já na paralisia do IV nervo craniano, o sintoma mais típico é o torcicolo ocular. Na paralisia do III nervo craniano, temos a queda da pálpebra, chamada de ptose palpebral. Sendo assim, a recomendação é que na presença do desvio ocular, o paciente procure um oftalmologista ou um neuroftalmologista, sempre que possível”, reforça Dra. Marcela.

Diagnóstico do estrabismo paralítico – Que médico procurar?

Poucas pessoas sabem, mas existe uma subespecialidade da oftalmologia chamada de neuroftalmologia. Trata-se do oftalmologista que se especializou nas doenças que afetam os nervos responsáveis pela visão. Existem ainda oftalmologistas especializados em estrabismo. Portanto, idealmente, essas duas especialidades são as mais capacitadas para diagnosticar e tratar o estrabismo paralítico.

Ao mesmo tempo, também é importante procurar um neurologista para descartar problemas no sistema nervoso central.

“Quanto ao tratamento, há várias possibilidades que sempre estarão condicionadas às causas da paralisia dos nervos cranianos. Vale dizer que nem todos os tipos de estrabismo paralítico podem ser corrigidos por meio de cirurgia. Além disto, muitos desvios se resolvem de forma espontânea”, finaliza Dra. Marcela.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, além de oftalmopediatra e especialista em estrabismo. A médica realiza tanto o diagnóstico como o tratamento da diplopia.

A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins. Além disso, é Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é diplopia – Tudo que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-diplopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-diplopia/#respond Thu, 02 May 2024 18:10:42 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2669 A diplopia, mais conhecida como visão dupla, é uma condição em que a pessoa enxerga duas imagens em vez de uma. Primeiramente, é importante reforçar que a diplopia não é uma doença, mas sim um sintoma relacionado a outra condição ou patologia. Segundo Dra. Marcela Barreira, neuroftalmologista e especialista em estrabismo, a diplopia pode ter […]

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A diplopia, mais conhecida como visão dupla, é uma condição em que a pessoa enxerga duas imagens em vez de uma. Primeiramente, é importante reforçar que a diplopia não é uma doença, mas sim um sintoma relacionado a outra condição ou patologia.

Segundo Dra. Marcela Barreira, neuroftalmologista e especialista em estrabismo, a diplopia pode ter várias origens, desde doenças neurológicas, como um aneurisma, até problemas na tireoide. “Temos os casos da diplopia relacionados à descompensação de estrabismos prévios, a tumores cerebrais e a doenças neuromusculares, como a miastenia”.

Geralmente, a diplopia atinge adultos ou crianças maiores, que já passaram pelo desenvolvimento visual. Mesmo crianças com estrabismo, não apresentam visão dupla, graças à capacidade do cérebro ignorar a imagem duplicada na fase do desenvolvimento visual.

Tipos de diplopia

A visão dupla pode ser monocular, quando afeta apenas um dos olhos e binocular, quando afeta os dois olhos. “A diplopia monocular ocorre quando há distorção da transmissão da luz até a retina, gerando duas imagens. Uma das imagens é normal e a outra de qualidade inferior”, explica a especialista.

As causas mais comuns da visão dupla monocular são catarata, ceratocone, erros refrativos não corrigidos e cicatrizes na córnea.

“A diplopia binocular ocorre quando os olhos estão desalinhados. A pessoa enxerga duas imagens nítidas e de boa qualidade. Contudo, o cérebro não consegue fundi-las em uma única. Muitas vezes, a pessoa tenta compensar a visão dupla entortando a cabeça para determinadas posições”, comenta Dra. Marcela.

“Na maioria dos casos, a visão dupla binocular está associada a problemas nos nervos e músculos que controlam os movimentos oculares. Uma das principais causas é a paralisia dos nervos cranianos. Também temos casos associados à miastenia grave, síndrome de Guillain-Barré, oftalmopatia de Graves, tumores cerebrais, traumas oculares, acidentes vasculares cerebrais e estrabismos descompensados”, adiciona a médica.

Além da visão dupla

A diplopia pode vir acompanhada de outras manifestações como embaçamento visual, dor ocular, fotofobia (sensibilidade à luz), ardência nos olhos, olhos saltados e fraqueza muscular. “O alerta é que a visão dupla não é normal e pode indicar problemas graves, como um AVC. Portanto, ao perceber o sintoma, é preciso procurar um pronto-socorro assim que possível”, alerta Dra. Marcela.

Diagnóstico da visão dupla é complexo

Como mencionamos acima, a visão dupla não é uma doença, mas uma manifestação associada a outras patologias. De qualquer maneira, o diagnóstico da doença de base depende de uma avaliação do histórico de saúde do paciente, exame físico e testes complementares.

“Para descobrir, por exemplo, se a visão dupla é monocular ou binocular, é preciso tampar um dos olhos. Quando a imagem duplicada desaparece, trata-se da diplopia binocular e quando permanece, indica a visão dupla monocular. Fazemos vários exames durante a consulta para avaliar a acuidade visual, o posicionamento das pálpebras, bem como a pressão intraocular, estado da retina, nervo óptico, entre outros testes necessários para fechar o diagnóstico”, comenta Dra. Marcela.

Normalmente, o diagnóstico depende de mais de uma especialidade médica e de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. Mas, não são todos os pacientes que precisam destes exames. Além disto, alguns casos de diplopia desaparecem sem tratamento. Por outro lado, a avaliação ainda é importante.

Tratamento da diplopia depende da causa e da doença de base

De forma geral, o tratamento da doença de base tende a resolver a visão dupla. Os estrabismos descompensados, por exemplo, podem ser corrigidos cirurgicamente. Outros casos são temporários e se resolvem espontaneamente. Por fim, o tratamento das doenças que podem causar a visão dupla tende a amenizar a visão dupla.

“O mais importante é alertar a população de que o surgimento da visão duplicada é um sinal de alerta para procurar ajuda médica assim que possível. Muitas vezes, o diagnóstico imediato pode prevenir complicações mais sérias, como nos casos dos derrames e aneurismas cerebrais, por exemplo”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Estrabismo e olho preguiçoso – tudo que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-olho-preguicoso/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-olho-preguicoso/#respond Thu, 18 Apr 2024 18:40:26 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2661 O estrabismo pode levar ao desenvolvimento do olho preguiçoso, termo popular para a ambliopia. Na verdade, o desalinhamento do eixo visual é responsável por cerca de metade dos casos de olho preguiçoso. A ambliopia é caracterizada pela redução visual em um ou nos dois olhos, devido à falta de estimulação adequada durante o desenvolvimento da […]

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O estrabismo pode levar ao desenvolvimento do olho preguiçoso, termo popular para a ambliopia. Na verdade, o desalinhamento do eixo visual é responsável por cerca de metade dos casos de olho preguiçoso.

A ambliopia é caracterizada pela redução visual em um ou nos dois olhos, devido à falta de estimulação adequada durante o desenvolvimento da visão, que ocorre fora do útero e se completa até por volta dos 7 anos de idade.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a ambliopia se desenvolve na infância e pode ter diferentes origens. A mais comum é quando a criança apresenta estrabismo. “Temos ainda a ambliopia causada por erros refrativos, como a miopia e o astigmatismo e, por fim, a ambliopia por privação de estímulo. Esta última está associada à catarata e glaucoma congênitos, entre outras condições”.

Estrabismo leva à ambliopia por conflitos nas imagens captadas pelos olhos

Para entender a ambliopia é preciso compreender um pouco melhor o processamento das imagens pelo cérebro. “Cada olho capta uma imagem e a envia ao cérebro. O órgão funde as duas imagens em uma única. Esta é a chamada visão binocular, que depende, portanto, da capacidade de fusão das imagens pelo cérebro”, explica Dra. Marcela.

A visão binocular nos permite enxergar um campo visual mais amplo, além de ser essencial para calcular a noção de profundidade e vermos imagens em 3D. O estrabismo leva ao olho preguiçoso devido ao conflito nas imagens captadas pelos olhos. O cérebro passa a ignorar a imagem captada pelo olho com o desvio e opta pela imagem do olho saudável.

Entretanto, esta supressão por tempo prolongado, especialmente durante o período considerado crítico para o desenvolvimento visual, que é por volta dos 2 anos de idade, e que se completa por volta dos 7, pode levar a uma condição irreversível. Ou seja, sem tratamento a criança vai perder a visão binocular e a imagem do olho saudável será melhor do que a do olho com o estrabismo.

Como saber se a criança com estrabismo desenvolveu ambliopia?

Alguns tipos de estrabismo são bastante evidentes, como o estrabismo convergente que leva ao desvio do olho para dentro, em direção ao nariz. Já o estrabismo divergente, que leva o olho em direção às orelhas, pode passar despercebido dos pais e até mesmo do pediatra. Isto porque costuma ser intermitente, ou seja, ora o olho está alinhado, ora desalinhado.

“Contudo, o mais importante é saber que todos os tipos de estrabismo podem levar ao desenvolvimento do olho preguiçoso. Desta forma, crianças estrábicas precisam de acompanhamento oftalmológico regular”, comenta Dra. Marcela.

Existem alguns indícios que podem levar à suspeita da ambliopia como:

  • Dificuldade em pegar e arremessar objetos
  • Falta de jeito – esbarrar em móveis, cair demais, tropeçar de forma frequente
  • Apertar os olhos ou fechar um olho para conseguir enxergar
  • Virar ou inclinar a cabeça na tentativa de enxergar
  • Dificuldade em participar de esportes, andar de bicicleta, patins etc.

Como é o tratamento do estrabismo e do olho preguiçoso?

Os tratamentos do estrabismo e do olho preguiçoso são diferentes, embora muitas pessoas pensem o contrário. O estrabismo é corrigido por meio de uma cirurgia que vai eliminar o desvio e alinhar os olhos. A exceção é o estrabismo acomodativo causado pela hipermetropia. Nestes casos, o desvio é eliminado com o uso de óculos.

Já o tratamento do olho preguiçoso é feito com o uso do tampão, termo popular para a terapia de oclusão ocular. “O tampão é colocado no olho bom para que o cérebro use a imagem captada pelo olho com o desvio, no caso do estrabismo. O uso do tampão costuma apresentar resultados melhores quando iniciado antes dos 5 anos, embora também traga benefícios em outras faixas etárias”, aponta Dra. Marcela.

A duração do tratamento depende de vários fatores e é definida de acordo com as necessidades e condições da criança. Porém, podemos dizer que o tampão pode ser usado durante semanas ou meses, tudo depende da resposta à terapia”, comenta a oftalmopediatra.

“Enquanto a criança estiver com o tampão, os pais precisam encontrar meios de estimular o olho a trabalhar. Ou seja, promover atividades como pintar, montar quebra-cabeças, brincar com peças de montar, brincar ao ar livre. Além de ajudar o olho “preguiçoso” a funcionar, as brincadeiras tiram o foco da criança no tampão”, finaliza a especialista.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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