Arquivos coceira ocular - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/coceira-ocular/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 14:29:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos coceira ocular - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/coceira-ocular/ 32 32 Conjuntivite primaveril: Quais os sintomas e como tratar https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-primaveril-quais-os-sintomas-e-como-tratar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-primaveril-quais-os-sintomas-e-como-tratar/#respond Fri, 25 Oct 2024 11:59:14 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2869 A conjuntivite primaveril é uma das formas de conjuntivite alérgica. Como o próprio nome já diz, sua incidência é maior durante a primavera, estação do ano em que há uma maior concentração de pólen no ar. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, a ceratoconjuntivite primaveril é uma inflamação na conjuntiva, o tecido […]

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A conjuntivite primaveril é uma das formas de conjuntivite alérgica. Como o próprio nome já diz, sua incidência é maior durante a primavera, estação do ano em que há uma maior concentração de pólen no ar.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, a ceratoconjuntivite primaveril é uma inflamação na conjuntiva, o tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. “A pessoa exposta ao pólen desenvolve uma reação de hipersensibilidade a este agente. Esta forma de conjuntivite pode ser mais grave, já que pode comprometer a córnea”.

Portanto, a ceratoconjuntivite primaveril é resultado de uma reação exagerada do organismo ao pólen. Dessa forma, o sistema imunológico inicia um trabalho para “combater” o invasor, liberando substâncias inflamatórias que desencadeiam a alergia ocular.

Conjuntivite primaveril causa coceira e vermelhidão

Há vários tipos de conjuntivite e os sintomas costumam ser parecidos. “Entretanto, um importante diferencial da forma primaveril é que não há presença de secreção purulenta, já que não é infecciosa. A coceira é mais intensa, podendo surgir ainda outra manifestações como vermelhidão, irritação, sensação de areia nos olhos e sensibilidade à luz”, explica Dra. Marcela.

Outro diferencial da conjuntivite alérgica é a duração, já que o curso da doença é mais longo do que as conjuntivites infecciosas. “Dessa maneira, em muitos casos precisamos realizar tratamentos mais longos, com medicamentos para reduzir a inflamação, por exemplo”, adiciona a médica.

Atenção alérgicos!

Embora qualquer pessoa pode desenvolver a conjuntivite primaveril, a prevalência é maior em crianças, principalmente naquelas que já possuem histórico de alergias. Em localidades mais quentes e secas, há um número maior de casos, já que o pólen fica mais tempo concentrado no ar.

Não coce os olhos!

Pode ser quase impossível não coçar os olhos durante um episódio de conjuntivite alérgica! Todavia, a fricção constante é perigosa. “O principal problema é que o hábito de coçar o olho pode danificar a córnea. A pessoa pode desenvolver lesões, úlceras e até perfuração nesta região do olho”, alerta Dra. Marcela.

Dicas para aliviar os sintomas

Na presença dos sintomas, a recomendação é procurar um oftalmologista. Após o diagnóstico, o médico pode prescrever colírios e até mesmo medicamentos antialérgicos de uso oral. “Finalmente, além da medicação, é preciso seguir as orientações do médico para assegurar bons resultados no tratamento”, finaliza a oftalmologista infantil.

Cuidados e dicas durante o tratamento da conjuntivite primaveril

  • Use colírios lubrificantes e/ou lágrimas artificiais;
  • Evite contato com o pólen, que em geral é mais abundante em ambientes ao ar livre com vegetação;
  • Caso o ar esteja seco, aposte nos umidificadores de ar;
  • Use óculos de sol com lentes de proteção UVA/UVB;
  • Faça compressas frias nos olhos ao longo dia, para aliviar a coceira e remover as secreções acumuladas.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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O que é ceratocone? Sinais, sintomas e tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ceratocone-2/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ceratocone-2/#respond Tue, 18 Jun 2024 12:17:03 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2696 O ceratocone é uma doença oftalmológica que afeta córnea, tecido transparente que pode ser comparado a um vidro de um relógio. Ela permite a entrada da luz e executa dois terços das tarefas de foco, seguida da íris (aquela área colorida do olho) e a pupila. Portanto, o ceratocone pode causar danos importantes na capacidade […]

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O ceratocone é uma doença oftalmológica que afeta córnea, tecido transparente que pode ser comparado a um vidro de um relógio. Ela permite a entrada da luz e executa dois terços das tarefas de foco, seguida da íris (aquela área colorida do olho) e a pupila. Portanto, o ceratocone pode causar danos importantes na capacidade de enxergar.

Para se ter uma ideia, o ceratocone aumenta em 7 vezes a chance de precisar de um transplante de córnea. Devido à gravidade da doença, temos o movimento “Junho Violeta”, dedicado a aumentar o conhecimento da população sobre o ceratocone.

Ceratocone atinge adultos e crianças

Embora o ceratocone seja mais prevalente em adultos, a forma infantil é mais grave. Estima-se que a doença seja responsável por cerca de 20% dos transplantes de córnea em crianças. Para além disto, é mais comum em meninos que meninas.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, também especialista em estrabismo e neuroftalmologia, o ceratocone causa mudanças na estrutura da córnea, que assume um formato de cone, sendo esta a explicação para o nome da doença. “O ceratocone causa alterações no colágeno que, por sua vez, causa uma deformação da córnea”.

“Uma das consequências destas deformidades é o desenvolvimento do astigmatismo irregular, miopia progressiva e afinamento da córnea. O ceratocone acarreta uma piora considerável na acuidade visual”, completa Dra. Marcela.

Normalmente, o ceratocone é mais comum na puberdade. Quando surge em crianças menores, é uma grande preocupação. Isto porque nessa população a progressão é mais rápida.

Coçar os olhos é o principal fator de risco

Um dos fatores de risco mais conhecidos do ceratocone é a fricção constante dos olhos. Ou seja, coçar demais os olhos pode levar ao desenvolvimento da doença. Por este motivo, o ceratocone está intimamente relacionado às alergias em geral, especialmente àquelas que atingem os olhos.

“Uma das hipóteses é que o hábito de coçar os olhos de forma constante libera substâncias inflamatórias, que desencadeiam alterações no colágeno da córnea, levando a sua deformação”, explica Dra. Marcela.

“Temos outros fatores de risco, como quadros repetitivos de ceratoconjuntivite (inflamação da conjuntiva e da córnea), síndrome de Down, retinite pigmentosa, entre outras doenças genéticas. Além disso, crianças com histórico familiar de ceratocone têm um risco muito maior de ter a doença do que a população em geral”, comenta Dra. Marcela.

Ceratocone não causa sintomas nas fases iniciais

Um dos principais problemas do ceratocone é que nas fases iniciais da doença não há sintomas específicos. Por essa razão, a maioria dos casos da doença em crianças não é detectada de forma precoce. “Um dos sinais mais típicos do ceratocone é a necessidade de trocar de grau de forma constante. Outro indício é a intolerância ao uso de lentes de contato”, alerta Dra. Marcela.

Na medida em que o ceratocone avança, surgem sintomas como redução da acuidade visual, sensibilidade à luz, cansaço visual, aumento da coceira, irritação e desconforto nos olhos. Por fim, alguns pacientes podem ter visão dupla, percepção de várias imagens de um mesmo objeto, além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz.

Diagnóstico e tratamento do ceratocone

As crianças com histórico familiar de ceratocone e condições que aumentam o risco de desenvolver a doença, como alergias e a síndrome de Down, por exemplo, devem ser acompanhadas desde o nascimento por um oftalmologista infantil.

O ceratocone, inicialmente, pode ser gerenciado com o uso de óculos. Estima-se que a progressão da doença ocorra em cerca de 6 anos. Quando a deformação da córnea é muito importante, torna-se necessário realizar um transplante de córnea.

Contudo, antes do transplante, é possível tratar a doença com algumas técnicas que podem impedir a evolução da doença, bem como estabilizar a curvatura da córnea. Um dos tratamentos mais usados é o cross-linking.

“Trata-se de um procedimento seguro em que o oftalmologista aplica gotas de riboflavina, um dos tipos de vitamina B. Após a instilação, o médico aplica um feixe de luz ultravioleta. A luz UV promove a ligação da vitamina com o colágeno da córnea, fortalecendo-a. Com isso, consegue-se fixar a córnea no formato em que ela se encontra naquele momento”, conta Dra. Marcela.

Pare de coçar os olhos

A consulta regular com o oftalmologista é importante para detectar e tratar o ceratocone de forma precoce. Contudo, os pais precisam ficar atentos ao hábito de coçar os olhos. Caso a criança tenha alergias oculares constantes, é preciso tratar de forma efetiva.

“Para além disto, queixas de dificuldade para enxergar, mesmo após mudanças recentes de grau, também são sinais de alerta. Por fim, é preciso dar mais atenção para crianças com histórico familiar de ceratocone, bem como àquelas com síndromes genéticas associadas à condição”, finaliza a oftalmopediatra.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Desenvolvimento da visão na infância: Tudo o que os pais precisam saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/desenvolvimento-da-visao-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/desenvolvimento-da-visao-na-infancia/#respond Thu, 14 Sep 2023 12:30:14 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2529 O desenvolvimento da visão ocorre na infância. Por isso, doenças e problemas oculares nos primeiros anos de vida podem impactar no desenvolvimento motor, cognitivo e até emocional da criança. Ao nascer, o sistema visual é imaturo e se desenvolve por etapas, ao longos dos primeiros anos de vida. A visão só está completamente formada por […]

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O desenvolvimento da visão ocorre na infância. Por isso, doenças e problemas oculares nos primeiros anos de vida podem impactar no desenvolvimento motor, cognitivo e até emocional da criança. Ao nascer, o sistema visual é imaturo e se desenvolve por etapas, ao longos dos primeiros anos de vida. A visão só está completamente formada por volta dos 7 anos de idade.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o sistema visual envia 90% dos dados de que o cérebro precisa para estabelecer novas conexões neurais. “A formação das vias neurais, portanto, são essenciais para o desenvolvimento do cérebro ao longo da infância. Uma visão saudável é um dos componentes essenciais para alcançar os demais marcos do desenvolvimento”.

“A criança precisa aprender a interpretar a informação visual para compreender o que se passa no ambiente. Estes são fatores cruciais para o desenvolvimento das outras habilidades, como engatinhar, explorar o ambiente, andar, correr, aprender a falar, ler, escrever, pintar, entre outras aquisições que fazem parte do desenvolvimento infantil”, afirma a médica.

Desenvolvimento da visão na infância ocorre por etapas

O desenvolvimento infantil ocorre por etapas e em cada uma delas a criança deve atingir os chamados marcos do desenvolvimento. Estes marcos são as aquisições esperadas dentro uma faixa etária específica, como engatinhar, andar, falar etc.

As habilidades visuais como movimentos oculares coordenados, capacidade de mudar o foco para ver objetos próximos e distantes, distinção de cores e visão binocular, por exemplo, são alguns dos marcos do desenvolvimento visual.

“Os primeiros 6 anos de vida são considerados um “período vulnerável”. Isto porque é uma fase em que o desenvolvimento da criança está mais suscetível aos efeitos das diversas ameaças à sua saúde ocular. Qualquer alteração na visão pode inibir o desenvolvimento das habilidades visuais necessárias e causar atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor”, comenta Dra. Marcela.

Problemas visuais na infância

A consulta oftalmológica nos primeiros meses de vida é fundamental. Isto porque muitos problemas oculares na infância não são evidentes e dependem de exames realizados pelo oftalmopediatra. Além disto, raramente uma criança irá se queixar de problemas na visão, já que ela não tem como distinguir uma visão boa de uma ruim.

Quanto mais cedo um problema de visão for diagnosticado e tratado, melhor será a chance de uma visão saudável ao longo da vida. É importante observar também o desenvolvimento do seu bebê para garantir que ele atinja os marcos. “Quando há atrasos no desenvolvimento, é importante investigar se há problemas oculares”, aponta a especialista.

Sinais de alerta para problemas visuais na infância

Veja abaixo alguns sinais e manifestações que podem indicar doenças oculares ou problemas na visão. Na presença deles, os pais devem procurar um oftalmologista infantil assim que possível.

  • Reflexo esbranquiçado no olho

O reflexo esbranquiçado em fotos de crianças é um sinal de alerta. Este é o principal sinal do retinoblastoma, um tumor maligno que afeta bebês e crianças pequenas.

  • Sensibilidade à luz

A fotofobia pode indicar a presença de erros refrativos, como a miopia, bem como pode ser até mesmo de uma conjuntivite.

  • Coceira

A coceira pode estar associada a alergias ou a uma conjuntivite infecciosa. Vale ressaltar que a fricção constante dos olhos na infância pode causar diversos problemas ao longo da vida. Um deles é o desenvolvimento do ceratocone e queda da pálpebra (ptose).

  • Dor de cabeça

A dor de cabeça que aparece no final do dia, após a escola, pode estar associada a erros refrativos não corrigidos. Crianças que passam muitas horas nas telas também podem apresentar cefaleia.

  • Olho franzido

Quando a criança aperta os olhos para conseguir enxergar, é um sinal claro de um erro refrativo (miopia, astigmatismo ou hipermetropia). O movimento de franzir a região ocular também está associado a dor de cabeça relacionada a problemas na visão.

  • Desvio ocular

O desvio de um dos olhos ao fixar uma imagem é sinal de estrabismo. Mesmo que o desvio ocorra de vez em quando, por exemplo, é considerado estrabismo. Lembre-se que o desvio pode ocorrer em todas as direções: para dentro, para fora, para baixo e para cima.

  • Dificuldades escolares

A maioria dos casos de erros refrativos é diagnosticada na fase em que a criança vai para escola. Porém, nem todas as crianças recebem o diagnóstico e podem desenvolver dificuldades escolares importantes. Portanto, caso a criança apresente problemas na aprendizagem, a consulta com um oftalmologista é imprescindível.

  • Quedas e tropeços frequentes

Engatinhar, andar, correr. Estes marcos do desenvolvimento são fundamentais. Porém, é preciso ficar atento a tombos e tropeços frequentes, bem como a esbarrões em móveis e objetos. Estes incidentes podem ter relação com problemas na visão.

  • Lacrimejamento excessivo em recém-nascidos

Uma das doenças oculares mais comuns em bebês recém-nascidos é a obstrução do canal lacrimal. É uma condição benigna, mas que precisa da orientação do oftalmologista.

  • Vermelhidão

A vermelhidão pode ser uma manifestação de algumas condições oculares, desde alergias, irritação, conjuntivite, cansaço visual, olho seco etc.

  • Piscar excessivo

Quando a criança pisca demais pode indicar problemas nas pálpebras, tiques, estrabismo, erros de refração, falta de sono ou até o uso prolongado de telas.

Procure um oftalmopediatra para garantir uma visão saudável

Em conclusão, o desenvolvimento da visão na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Além disto, o diagnóstico precoce é importante para que as intervenções sejam feitas dentro da janela de oportunidade, que vai dos 2 aos 6 anos.

Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, a primeira consulta com um oftalmopediatra deve ser realizada entre 6 meses e 1 ano de idade.

Esta recomendação considera bebês com visão saudável ao nascimento. Caso exista um diagnóstico ou fator de risco presente desde os primeiros meses de vida, o acompanhamento será mais frequente.

“Quando não há nenhum problema com a visão do bebê, a consulta passa a ser anual. Estas consultas de rotina são importantes, considerando que a visão se desenvolve ao longo da infância. Vale reforçar que na idade pré-escolar e escolar, a atenção com a saúde visual deve ser redobrada. Naturalmente, os pais devem procurar um oftalmologista infantil na presença de sinais e sintomas que possam indicar doenças oftalmológicas”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é conjuntivite alérgica? Quais os sintomas? Como tratar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-conjuntivite-alergica/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-conjuntivite-alergica/#respond Mon, 28 Mar 2022 13:37:47 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2230 Afinal, o que é conjuntivite alérgica? Será que é diferente da conjuntivite causada por vírus e bactérias? A conjuntivite alérgica é a inflamação da conjuntiva, tecido que reveste o globo ocular. Contudo, antes de falarmos mais sobre essa condição, é importante dizer que a conjuntivite alérgica é mais comum no outono e inverno. Você sabe […]

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Afinal, o que é conjuntivite alérgica? Será que é diferente da conjuntivite causada por vírus e bactérias?

A conjuntivite alérgica é a inflamação da conjuntiva, tecido que reveste o globo ocular. Contudo, antes de falarmos mais sobre essa condição, é importante dizer que a conjuntivite alérgica é mais comum no outono e inverno.

Você sabe o porquê?

A princípio, a conjuntivite alérgica é mais prevalente em crianças atópicas, ou seja, nas crianças alérgicas.

As crianças que têm rinite, sinusite, asma, dermatite e bronquite, por exemplo, têm mais predisposição a desenvolver quadros alérgicos do que as crianças sem essas condições.

Nos meses de outono e inverno, há uma maior concentração de poeira, ácaros e outros agentes alérgenos que aumentam o risco de ter conjuntivite alérgica.

A conjuntivite alérgica está ligada aos problemas respiratórios?

Com vimos, a conjuntivite alérgica está relacionada aos problemas respiratórios e aos quadros de alergia, em geral.

Por que a conjuntivite alérgica é mais comum nos meses mais frios do ano?

As mudanças climáticas causam alterações na imunidade das crianças. Por isso, o inverno é o principal desencadeador da conjuntivite alérgica.

Os atópicos, ou seja, pessoas que são alérgicas, apresentam risco aumentado para a conjuntivite alérgica, que pode ser desencadeada também por outros alérgenos, como com pó, tapetes, cortinas, cobertores, roupas de lá, bichos de pelúcia.

Quais são os sintomas da conjuntivite alérgica?

Frequentemente, os pais podem confundir os sintomas de uma conjuntivite alérgica com outros tipos da doença, como àquelas causadas por vírus e bactérias.

Dessa maneira, vamos falar sobre os principais sintomas da conjuntivite alérgica, que são diferentes daqueles manifestados nas conjuntivites infecciosas.

São eles:

  • Coceira intensa

  • Lacrimejamento

  • Olhos vermelhos

  • Não deixa os olhos grudados

  • A secreção é mais esbranquiçada (quando comparada à secreção das outras conjuntivites)

  • Pode durar semanas ou meses

Como é o diagnóstico?

Caso seu (sua) filho (a) apresente uma coceira constante nos olhos, juntamente com vermelhidão ocular e lacrimejamento, é preciso procurar um oftalmologista infantil.

Qual é o tratamento?

Como a conjuntivite alérgica não é causada por vírus e nem bactérias, não é preciso usar colírios para eliminar esses micro-organismos.

Por outro lado, o oftalmopediatra pode prescrever colírios para reduzir a inflamação no olho. Além disso, será preciso tratar o quadro alérgico de base junto ao pediatra ou médico alergologista.

Geralmente, são utilizados dois medicamentos para tratar os casos alérgicos: um antialérgico e algum tipo de corticoide em forma de colírio.

Quando a criança tem conjuntivite alérgica crônica é preciso acompanhar regularmente com um oftalmopediatra, além de controlar os fatores que podem desencadear a alergia.

O que os pais podem fazer?

O ideal é evitar o contato da criança com os alérgenos. Bichos de pelúcia, tapetes, roupas de frio que ficaram guardadas, cloro de piscina, perfumes etc.

Em outras palavras, é preciso identificar o que causa alergia na criança e impedir que ela tenha contato com esses objetos, comidas, animais etc.

Vale lembrar que nenhum medicamento deve ser usado nos olhos sem a devida prescrição médica, especialmente quando falamos de colírios.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

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