Arquivos conjuntivite alérgica - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/conjuntivite-alergica/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 15:18:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos conjuntivite alérgica - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/conjuntivite-alergica/ 32 32 Uso de maquiagem em idade precoce aumenta risco de alergias nos olhos https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/#respond Wed, 14 Jan 2026 20:45:04 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4257 O uso de maquiagem em idade precoce é um assunto que tem causado polêmicas e divide opiniões. Será que existe um exagero na preocupação de pais e médicos a respeito do uso de produtos cosméticos por crianças? De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, o fato é que muitas […]

O post Uso de maquiagem em idade precoce aumenta risco de alergias nos olhos apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
O uso de maquiagem em idade precoce é um assunto que tem causado polêmicas e divide opiniões. Será que existe um exagero na preocupação de pais e médicos a respeito do uso de produtos cosméticos por crianças?

De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, o fato é que muitas crianças usam maquiagem e outros produtos cosméticos atualmente. Entretanto, a maioria desses produtos não é para crianças e sim para adultos. Portanto, o risco de reações alérgicas é extremamente alto.

“Primeiramente, é importante lembrar que a maquiagem é a segunda causa de alergia ocular, especificamente da dermatite de contato na região periocular, especialmente nas pálpebras. Esse risco afeta tanto os adultos e ainda mais as crianças, que possuem uma propensão maior a alergias”, comenta Dra. Marcela.

“O motivo desse maior risco de reações alérgicas em crianças é que na infância o sistema imunológico ainda está se formando. Portanto, a probabilidade de o organismo reagir de forma exagerada a certos produtos é muito maior do que em adultos”, complementa a especialista.

O que dizem os estudos sobre o uso de maquiagem em idade precoce

Uma vez que o incentivo para o uso de maquiagem em idade precoce é cada vez maior, especialmente motivado pelos influenciadores mirins nas redes sociais, alguns estudos foram realizados para avaliar os riscos envolvidos nesse novo hábito infantil.

Para além das reações alérgicas, os especialistas alertam para a presença de componentes químicos altamente nocivos para a saúde.

De acordo com uma pesquisa publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health, conduzida pela Columbia University Mailman School of Public Health, 79% das crianças com 12 anos ou menos usaram produtos de maquiagem e corpo — incluindo glitter, sombras e gloss — que muitas vezes contêm substâncias químicas tóxicas, como metais pesados, PFAS e formaldeído.

Outro estudo clínico mostrou que o uso de maquiagem em crianças começa em média aos 4 anos de idade, com produtos muitas vezes projetados para adultos sendo utilizados sem orientação médica.

Região ocular é mais sensível e exige atenção dos pais

O uso de maquiagem em idade precoce, especialmente na região ocular, é altamente preocupante. Inicialmente, é importante esclarecer que a pele das pálpebras é mais fina do corpo humano. Com isso, essa região periocular é mais propensa à absorção das substâncias. Portanto, há nisso um maior risco de reações alérgicas.

Adicionalmente, as maquiagens, especialmente sombras, lápis de olho e rímel, contêm substâncias em suas fórmulas que podem não só causar alergias, como outros problemas mais sérios.

Entre os componentes que podem ser nocivos estão:

  • Metais pesados como alumínio, níquel, cromo e chumbo, encontrados, principalmente, em maquiagens com brilho e cores mais intensas;
  • Timerosal – conservante derivado do mercúrio usado, especialmente, em máscaras de cílios;
  • Ftalatos, parabenos e perfluorquímicos (PFCs);
  • Fragrâncias;
  • Pigmentos para dar cor aos produtos.

“A regra mais importante para os pais é que quanto mais colorido e brilhante o produto, maior o risco de reações alérgicas. Adicionalmente, produtos voltados para adultos, com ácidos ou sem aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não devem ser usados por crianças, em nenhuma hipótese”, alerta Dra. Marcela.

Uso precoce de maquiagem em crianças – Sintomas de reações alérgicas

Dentre todas as condições que podem ocorrer devido ao uso precoce de maquiagem, a mais comum é a dermatite de contato. Essa alergia pode acontecer logo após o uso do produto ou mais tardiamente.

  • Vermelhidão das pálpebras;
  • Coceira intensa;
  • Inchaço;
  • Descamação ou sensação de queimadura;
  • Ardência;
  • Lacrimejamento;
  • Surgimento de lesões, como bolhas e placas vermelhas.

Para além da alergia

Acima de tudo, as reações alérgicas são apenas um dos problemas de crianças usarem maquiagem. Em alguns casos, esses produtos podem aumentar o risco de outras complicações, como a irritação mecânica.

“Durante a aplicação da maquiagem nos olhos, os produtos podem entrar em contato com a conjuntiva. Caso a criança coce os olhos, essa fricção pode causar lesões não só na conjuntiva, como arranhões na córnea. Maquiagens com glitter ou em pós são as mais perigosas”, ressalta Dra. Marcela.

Existe idade segura para uso de maquiagem?

A princípio não existe uma idade em que seja seguro usar maquiagens na infância. Até mesmo adultos podem apresentar reações alérgicas aos cosméticos.

O ideal é evitar, ao máximo, que crianças usam maquiagens e outros produtos cosméticos, especialmente na região dos olhos.

“Portanto, a exposição a esses produtos deve ser mínima e sempre supervisionada pelos responsáveis. Diante disso, também é importante informar que a Anvisa determina limites e exige que informações claras nos rótulos sobre a faixa etária indicada. Outro cuidado dos pais é que no caso de permitir que a criança use maquiagem, sempre avaliar se são produtos à base de água e que podem ser facilmente removidos”, reforça Dra. Marcela.

Uso de maquiagem em idade precoce – Dicas para os pais

Por fim, para reduzir o risco de alergias oculares e outros problemas nos olhos e na pele, o ideal é:

  • Sempre optar pelos produtos dermatologicamente testados e aprovados para crianças, pela Anvisa;
  • Antes que a criança use, é importante fazer um teste de contato em pequena área da pele;
  • Ler o rótulo dos produtos é crucial, prestando atenção nas substâncias que são altamente tóxicas e nocivas para o organismo;
  • Sempre optar por produtos com fórmulas à base de água e ajudar a criança a remover a maquiagem, com produtos adequados para a faixa etária.

Conclusão

“Enfim, o uso de maquiagem em idade precoce já faz parte da realidade e não pode ser ignorado. Há muitos riscos e os pais devem estar cientes disso. Inclusive, temos evidências científicas que alertam sobre os efeitos nocivos de cosméticos na infância. Portanto, o ideal é evitar e, quando não for possível, optar por produtos de boa procedência e voltados para o público infantil. Finalmente, caso a criança apresente sintomas, como mencionamos acima, os pais devem procurar um oftalmologista infantil assim que possível”, conclui Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para 11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

O post Uso de maquiagem em idade precoce aumenta risco de alergias nos olhos apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/feed/ 0
Alergia ocular na primavera é comum – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-na-primavera-e-comum-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-na-primavera-e-comum-sinais-e-sintomas/#respond Thu, 16 Oct 2025 17:58:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3907 A alergia ocular na primavera é comum e costuma ter origem na reação alérgica ao pólen. O nome da condição é ceratoconjuntivite primaveril. Em geral, é mais prevalente em crianças, mas pode atingir adultos. Para falar mais sobre a alergia ocular na primavera, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo […]

O post Alergia ocular na primavera é comum – Sinais e Sintomas apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
A alergia ocular na primavera é comum e costuma ter origem na reação alérgica ao pólen. O nome da condição é ceratoconjuntivite primaveril. Em geral, é mais prevalente em crianças, mas pode atingir adultos.

Para falar mais sobre a alergia ocular na primavera, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Primavera leva à concentração de pólen no ar

A estação mais colorida do ano chegou: a primavera. Contudo, para além das flores que colorem e dão vida às paisagens, o ar fica com uma concentração maior do pólen. Esse elemento é fundamental para a natureza e é constituído de minúsculos grãos, encontrados nas anteras das flores. A função primária do pólen é a fecundação das flores. Mas, ele também é fundamental para as abelhas, que o coletam e levam para as colmeias. Lá, o pólen vira alimento para as abelhas, sendo essencial para o desenvolvimento as crias e produção da famosa geleia real.

“Contudo, para além das funções cruciais do pólen para a natureza, há o lado prejudicial para o ser humano. Isso porque o pólen é um poderoso agente alérgeno. Em outras palavras, o pólen está associado a reações alérgicas importantes, como a alergia ocular na primavera. Portanto, como há uma maior concentração do pólen durante a primavera, temos mais casos dessa doença”, comenta Dra. Marcela.

Alergia ocular na primavera – Como ela se desenvolve

Primeiramente, é importante esclarecer que a conjuntivite primaveril é um dos tipos de conjuntivite alérgica. A alergia ocular pode acontecer por uma reação a vários alérgenos, como o pólen. Como a concentração desse agente é maior na primavera, sua prevalência é maior nessa época do ano.

Segundo Dra. Marcela, a alergia ocular na primeira leva a uma inflamação na conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. “Quando a criança está em ambientes, especialmente ao ar livre, com uma concentração alta de pólen, acaba desenvolvendo uma reação de hipersensibilidade a esse agente. Vale ressaltar que essa alergia pode ser mais severa, já que pode atingir também a córnea”, explica a especialista.

Sendo assim, ocorre uma reação exagerada do organismo ao pólen. Em outras palavras, o organismo ativa o sistema imunológico para combater o “invasor”. Com isso, liberam-se substâncias inflamatórias que resultam na alergia ocular.

Por fim, as crianças são as principais vítimas da conjuntivite primaveril, devido à imaturidade do sistema imunológico. Logicamente que pessoas que são atópicas também correm mais risco de desenvolver essa alergia ocular. Ademais, quando o tempo está mais seco e quente, o pólen fica ainda mais suspenso no ar.

Sinais e sintomas da alergia ocular na primavera

“Acima de tudo é importante destacar que os sintomas das conjuntivites alérgicas costumam ser muito semelhantes. Por outro lado, as formas alérgicas de alergia ocular não causam a produção de secreção purulenta. Dessa maneira, a secreção costuma ser mais esbranquiçada, porém mais abundante”, aponta Dra. Marcela.

Em geral, os sinais e sintomas são:

  • Vermelhidão intensa na conjuntiva;
  • Coceira intensa e persistente;
  • Ardência;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Sensibilidade à luz.

Adicionalmente, há um importante diferencial da alergia ocular na primavera: a sua duração. Enquanto as conjuntivites infecciosas costumam melhorar em cerca de 7 a 14 dias, as conjuntivites alérgicas podem durar meses ou semanas. Por essa razão, o tratamento costuma ser mais longo.

Tratamento envolve medicamentos e mudança de hábitos

O tratamento da alergia ocular na primavera envolve o uso de antialérgicos, orais ou em forma de colírios. Para além disso, é crucial evitar coçar os olhos, embora possa ser uma missão impossível durante um quadro dessa alergia.

“Infelizmente, a fricção constante nos olhos pode causar lesões na córnea, como úlceras e até mesmo uma perfuração. Também aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone, doença grave que podem levar à perda da visão”, finaliza Dra. Marcela.

Dicas para aliviar os sintomas

  • A primeira dica é procura um oftalmologista infantil, no caso das crianças, quando desconfiar que a criança desenvolveu esse tipo de conjuntivite;
  • Não use colírios sem a prescrição médica;
  • O oftalmologista pode prescrever colírios lubrificantes ou de lágrimas artificiais para aliviar os sintomas;
  • Um recomendação crucial é evitar expor a criança a ambientes ao ar livre, já que o pólen é mais abundante nesses lugares;
  • Em dias mais secos, mantenha os ambientes com umidificadores;
  • Para aliviar a fotofobia, providencie óculos de sol para a criança;
  • Compressas frias ao longo do dia podem ajudar no alívio da coceira, além de ajudar na remoção das secreções acumuladas;
  • Uma vez que essa conjuntivite não é contagiosa, não é preciso afastar a criança de suas atividades.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

O post Alergia ocular na primavera é comum – Sinais e Sintomas apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-na-primavera-e-comum-sinais-e-sintomas/feed/ 0
Sintomas da conjuntivite alérgica – Como reconhecê-los https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-conjuntivite-alergica-como-reconhece-los/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-conjuntivite-alergica-como-reconhece-los/#respond Thu, 24 Jul 2025 13:24:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3620 Os sintomas da conjuntivite alérgica são bem específicos, sendo o principal a coceira intensa nos olhos. Outro sinal é a vermelhidão nos olhos. Acima de tudo, é muito importante saber diferenciar a conjuntivite alérgica das formas infecciosas. Isso porque o tratamento é diferente, não sendo necessário, por exemplo, o uso de antibióticos. Para falar um […]

O post Sintomas da conjuntivite alérgica – Como reconhecê-los apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Os sintomas da conjuntivite alérgica são bem específicos, sendo o principal a coceira intensa nos olhos. Outro sinal é a vermelhidão nos olhos. Acima de tudo, é muito importante saber diferenciar a conjuntivite alérgica das formas infecciosas. Isso porque o tratamento é diferente, não sendo necessário, por exemplo, o uso de antibióticos.

Para falar um pouco mais sobre os sintomas da conjuntivite alérgica, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

Conjuntivite alérgica afeta até 30% das crianças com outras alergias

Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) casos de alergia ocular em crianças e adolescentes têm aumentado no mundo todo. Dados da entidade apontam que a conjuntivite alérgica afeta de 15 a 25% das crianças e adolescentes no Brasil. Além disso, estima-se que 44% das crianças e adolescentes com asma também apresentam sintomas alérgicos nos olhos, de forma frequente.

“Vale reforçar que a conjuntivite alérgica crônica ou sem tratamento correto aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone. Trata-se de uma doença na córnea, que pode evoluir para a perda da visão. Portanto, é muito importante conhecer melhor os sintomas da alergia ocular e entender o que fazer na presença deles”, comenta Dra. Marcela.

Sintomas da Conjuntivite alérgica – Quais são eles?

Agora, vamos conhecer melhor os sintomas da conjuntivite alérgica. Definitivamente, a coceira e a vermelhidão são os sintomas mais comuns da conjuntivite alérgica. Os demais sintomas são lacrimejamento, inchaço nas pálpebras, na conjuntiva (quemose) e acúmulo de secreção esbranquiçada nos olhos”, acrescenta a médica.

“A propósito, um dos principais diferenciais da conjuntivite alérgica para as demais formas é a secreção, que é mais branquinha. Nas formas infecciosas, por exemplo, temos uma secreção esverdeada ou amarelada, típica de uma infecção”, explica Dra. Marcela.

Tipos de conjuntivite alérgica – Conheça quais são

A conjuntivite alérgica do tipo sazonal e/ou perene é a forma mais comum. No tipo sazonal os sintomas duram menos de 4 semanas. Já na perene as manifestações persistem por mais de 4 semanas.

“Adicionalmente, temos a ceratoconjuntivite primaveril, forma rara e grave da conjuntivite alérgica. Normalmente, 8 em cada 10 casos afetam crianças menores de 10 anos. Finalmente, uma outra forma da conjuntivite alérgica é irritativa, quase sempre provocada por contato com agentes, como produtos químicos e outros alérgenos”, conta Dra. Marcela.

O que fazer na presença dos sintomas da conjuntivite alérgica?

“A recomendação é que na presença dos sintomas da conjuntivite alérgica, os pais procurem um oftalmologista infantil. Normalmente, é preciso usar medicamentos em forma de colírio e, em outros casos, pode ser necessário prescrever antialérgicos orais. Ademais, também é importante realizar compressas frias ao longo do dia, bem como remover as secreções que se acumulam nos olhos”, reforça a oftalmologista infantil.

“O uso de lágrimas artificiais durante as crises também podem ajudar a aliviar os sintomas. Outra dica é providenciar óculos de sol com lentes UVA/UVB. Desse modo, é possível evitar o contato dos olhos com substâncias que podem agravar a alergia, além e ajudar no alívio da sensibilidade à luz, um dos sintomas da conjuntivite alérgica”, comenta Dra. Marcela.

“Por outro lado, é importante esclarecer que as crianças alérgicas podem apresentar muitos quadros de conjuntivite alérgica ao longo da infância e adolescência. Contudo, ao longo os anos a tendência é a redução das crises. Entretanto, o tratamento é crucial para evitar problemas na córnea, como o ceratocone”, alerta a especialista.

Mudança de hábitos também ajuda no controle dos sintomas

Para além de medicamentos, o controle da conjuntivite alérgica também depende de algumas medidas. Entre eles está o afastamento da criança/adolescente de potenciais alérgenos. Um bom exemplo é a retirada de cortinas, tapetes e bichos de pelúcia do quarto. Como esses objetos tendem a acumular pó e ácaros, é importante removê-los do ambiente em que a criança dorme.

Para além disso, nos dias mais secos é importante manter o ambiente umidificado. A razão é que quando o ar está seco, as partículas de poluição e poeira ficam suspensas. Sendo assim, podem entrar em contato com os olhos mais facilmente.

Em relação aos bichinhos de estimação, também é preciso avaliar se a criança desenvolve sintomas após contato com eles. Infelizmente, se isso acontecer, ou seja, se os sintomas da conjuntivite alérgica se manifestarem após contato com animais, também é preciso reavaliar esse convívio.

Não deixe a criança coçar os olhos

O hábito de coçar ou esfregar os olhos é particularmente comum entre as crianças. Contudo, essa fricção frequente pode causar danos na córnea. Em alguns casos, a criança pode desenvolver o ceratocone, doença que altera o formato da córnea e pode causar perda da visão.

“Em muitos casos, os pais podem não perceber que a coceira nos olhos é um dos sintomas da conjuntivite alérgica, em sua forma crônica. Desse modo é imprescindível levar a criança para uma consulta com um oftalmologista infantil”, alerta Dra. Marcela.

Finalmente, existe também a possibilidade dessas manifestações indicarem uma conjuntivite infecciosa. Por isso, a dica final é sempre buscar ajuda médica especializada”, finaliza a especialista.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

O post Sintomas da conjuntivite alérgica – Como reconhecê-los apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-conjuntivite-alergica-como-reconhece-los/feed/ 0
Sintomas da conjuntivite alérgica em crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-conjuntivite-alergica-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-conjuntivite-alergica-criancas/#respond Wed, 27 Mar 2024 13:55:33 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2650 Os sintomas da conjuntivite alérgica em crianças não diferem muito das manifestações na população em geral. De qualquer maneira, podem ser bastante incômodos e afetam a qualidade de vida na infância. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, os principais sintomas da conjuntivite alérgica em crianças são coceira intensa nos olhos, vermelhidão na […]

O post Sintomas da conjuntivite alérgica em crianças apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Os sintomas da conjuntivite alérgica em crianças não diferem muito das manifestações na população em geral. De qualquer maneira, podem ser bastante incômodos e afetam a qualidade de vida na infância.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, os principais sintomas da conjuntivite alérgica em crianças são coceira intensa nos olhos, vermelhidão na parte branca dos olhos (esclera), lacrimejamento, inchaço nas pálpebras, quemose (inchaço na conjuntiva) e acúmulo de secreção esbranquiçada nos olhos.

“Contudo, vale esclarecer que existem alguns tipos de conjuntivite alérgica, que variam de acordo o tipo de reação do sistema imunológico. Por este motivo, os sintomas podem se manifestar de forma distinta de paciente para paciente”, comenta a médica.

Proteção em excesso

Antes de falarmos mais sobre a conjuntivite alérgica, é importante entender o mecanismo por trás das reações alérgicas. O sistema imunológico é essencial para defender o corpo da invasão de vírus, bactérias e outros agentes. Esta defesa ocorre por meio de reações imunológicas que produzem os anticorpos que combatem os invasores.

Entretanto, algumas pessoas apresentam uma reação imunológica excessiva, chamada de hipersensibilidade. Quando isto ocorre, ao invés de ajudar, a resposta imune pode causar prejuízos no organismo, como a conjuntivite alérgica. Há quatro tipos de hipersensibilidade, sendo a tipo I e a tipo IV as que estão envolvidas nas alergias oculares.

Rinite é fator de risco para conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica quase sempre está relacionada a outros problemas respiratórios, como rinite e sinusite, por exemplo. Estima-se que 30% das crianças alérgicas apresentam conjuntivite alérgica, bem como têm um risco aumentado para desenvolver episódios recorrentes da doença.

“A conjuntivite alérgica ocorre com uma resposta imediata do organismo ao contato com um alérgeno. A criança brinca com um gato, por exemplo, e em seguida começa a apresentar espirros, coceira no olho e os demais sintomas. Outros agentes alérgenos são: poeira, ácaros, odores, poluição, entre outros”, comenta Dra. Marcela.

As mudanças climáticas também estão associadas à conjuntivite alérgica. “Com a entrada do outono, os casos se intensificam devido a alterações na imunidade e maior presença de agentes alérgenos, como ácaros, suspensos no ar. O nome usado para este tipo de alergia é conjuntivite alérgica sazonal”, conta a especialista.

Vale lembrar que produtos químicos também podem desencadear a conjuntivite alérgica, como esmaltes, perfumes, cremes, cloro de piscina etc.

Sintomas da conjuntivite alérgica em crianças são diferentes da forma infecciosa

Como já dissemos acima, os sintomas da conjuntivite alérgica em crianças podem afetar bastante a qualidade de vida. Vamos lembrar quais são?

  • Coceira intensa nos olhos

  • Vermelhidão na parte branca dos olhos (esclera)

  • Inchaço na conjuntiva (quemose)

  • Lacrimejamento

  • Secreção esbranquiçada

Um alerta importante é saber diferenciar os sintomas da conjuntivite alérgica das formas infecciosas da doença. A coceira é um sintoma bem típico da forma alérgica, enquanto nas conjuntivites infecciosas o que mais chama atenção é a ardência.

Para além disto, a forma alérgica dura semanas e as infecciosas se resolvem em menos tempo. Por fim, a secreção purulenta e em abundância é peculiar na conjuntivite infecciosa. Na conjuntivite alérgica a secreção é mais esbranquiçada.

O que fazer ao notar sintomas da conjuntivite alérgica em crianças?

Em alguns casos, a conjuntivite alérgica desaparece com o uso de antialérgicos, compressas de água fria e colírios lubrificantes. Naturalmente, é importante afastar a criança do agente que causou a reação alérgica. Caso os sintomas persistam, o ideal é procurar o oftalmopediatra.

“Em contrapartida, há crianças que apresentam quadros crônicos de alergia ocular e, nesses pacientes, o tratamento pode envolver o uso de corticoides e outros medicamentos”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

O post Sintomas da conjuntivite alérgica em crianças apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-conjuntivite-alergica-criancas/feed/ 0
Dicas para proteger os olhos das crianças no verão https://homolog.marcelabarreira.com.br/olhos-das-criancas-no-verao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/olhos-das-criancas-no-verao/#respond Fri, 15 Dec 2023 13:32:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2598 Os olhos das crianças no verão ficam suscetíveis a várias doenças e desconfortos. Mas, com alguns cuidados simples é possível prevenir que isto aconteça. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o clima quente e úmido une condições perfeitas para a multiplicação de micro-organismos com fungos, bactérias e vírus. “Por isto, temos muitos casos […]

O post Dicas para proteger os olhos das crianças no verão apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Os olhos das crianças no verão ficam suscetíveis a várias doenças e desconfortos. Mas, com alguns cuidados simples é possível prevenir que isto aconteça.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o clima quente e úmido une condições perfeitas para a multiplicação de micro-organismos com fungos, bactérias e vírus.

“Por isto, temos muitos casos de conjuntivites infecciosas durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Normalmente, a contaminação ocorre quando a criança frequenta piscinas contaminadas, como as de clubes, hotéis e condomínios”.

Outra doença bastante comum no verão é a conjuntivite irritativa/alérgica. “A água do mar e o cloro das piscinas são agentes que podem irritar os olhos das crianças. Somado a isto, o uso de protetor solar no rosto pode escorrer e entrar no olho, causando ardência e deixando o olho irritado por algum tempo”, comenta a médica.

“E no calorão que anda fazendo no Brasil, nada melhor do que ficar em ambientes climatizados. Contudo, o ar-condicionado e os ventiladores reduzem a umidade no ar e isto também pode ressecar a superfície ocular”, acrescenta Dra. Marcela.

Vermelhidão persistente é sinal de alerta

Além de tomar alguns cuidados, os pais precisam estar atentos aos sinais e sintomas. A vermelhidão ocular após um dia na praia e na piscina é comum. “Mas se este sintoma persistir por mais tempo, e estiver acompanhado de outras manifestações como coceira, dor, irritação, ardência e acúmulo de secreção, é preciso procurar um oftalmologista”, alerta Dra. Marcela.

Terçol também é mais comum no verão

O terçol, infecção bacteriana que atinge as pálpebras, é bastante frequente no verão. As crianças costumam tocar os olhos e a face em geral com as mãos sujas. Com isto, podem levar os micro-organismos para a região ocular, ocasionando um terçol.

“O sinal mais clássico é o surgimento repetino de uma bolinha nas bordas das pálpebras. A região pode ficar dolorida, quente e vermelha, com a formação de pus. Felizmente, o terçol se resolve de forma espontânea. A única recomendação é fazer compressas mornas para amolecer a secreção”, conta a especialista.

Dicas práticas

Para ajudar os papais e mamães a proteger os olhos das crianças no verão, preparamos algumas dicas. Confira:

  • O óculos de natação é um item indispensável para proteger os olhos durante práticas aquáticas. Além de reduzir o contato com os produtos químicos de piscinas e da água do mar, as lentes barram os micro-organismos.
  • O protetor solar não deve ser aplicado nas pálpebras superiores da criança! A aplicação deve ser feita apenas na região de baixo das pálpebras, preferencialmente com protetores faciais. O produto deve secar antes de a criança voltar para a água. Hoje já é possível encontrar protetores faciais em bastão, que são mais práticos e seguros na hora de aplicar nas crianças.
  • Os óculos de sol com lentes de proteção contra os raios solares são bem-vindos, desde que a criança se adeque ao uso.
  • Seja na praia ou na piscina, tenha em mãos uma garrafa  com água potável para lavar os olhos da criança, sempre que necessário.
  • Reforce a proteção da região facial com o uso de bonés ou viseiras
  • Não use colírios ou pomadas nos olhos das crianças, sem prescrição do oftalmologista.

Procure o Oftalmologista

Caso a criança apresente sinais persistentes e sintomas mais repentinos, o ideal é procurar um oftalmologista ou um pronto-socorro.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

O post Dicas para proteger os olhos das crianças no verão apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/olhos-das-criancas-no-verao/feed/ 0
Onde de calor exige cuidados com os olhos das crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/onde-de-calor-cuidados-com-olhos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/onde-de-calor-cuidados-com-olhos/#respond Tue, 26 Sep 2023 20:09:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2552 Onde calor e cuidados com os olhos A onda de calor que atinge alguns estados brasileiros pode causar diversos problemas de saúde como desidratação, hipertermia, insolação e mal-estar em geral. Para além disto, o calor acima do normal também pode ocasionar alguns problemas oculares ou ainda agravar sintomas de condições já existentes nas crianças. Segundo […]

O post Onde de calor exige cuidados com os olhos das crianças apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Onde calor e cuidados com os olhos

A onda de calor que atinge alguns estados brasileiros pode causar diversos problemas de saúde como desidratação, hipertermia, insolação e mal-estar em geral. Para além disto, o calor acima do normal também pode ocasionar alguns problemas oculares ou ainda agravar sintomas de condições já existentes nas crianças.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista especialista em estrabismo, o calor associado à baixa umidade, causam o acúmulo de partículas que ficam suspensas no ar. Poeira, poluição e outros agentes alérgenos podem piorar as alergias em geral, incluindo as conjuntivites alérgicas. Isto pode ocorrer com todas as crianças, incluindo àquelas sem histórico de alergias.

Primavera e pólen

Outro fator que pode contribuir para o aumento de problemas oculares nas crianças é a chegada da primavera. Nesta estação, temos uma concentração maior do pólen. Embora seja de extrema importância para a biodiversidade, este agente invisível está associado ao aumento das alergias durante os meses de setembro e outubro.

O contato com o pólen ocorre durante a respiração, já que ele fica suspenso no ar. Com o ar mais seco, a presença deste agente na atmosfera é ainda maior. Nas crianças que são atópicas (alérgicas) o contato com pólen aciona o sistema imunológico que apresenta uma reação exagerada, levando a crises de rinite e de conjuntivite alérgica”, explica Dra. Marcela.

Secura ocular também pode afetar os pequenos

Além do risco de alergias oculares e conjuntivite, a onda de calor e o ar seco podem causar sintomas como secura ocular nas crianças. “A climatização dos ambientes, seja com ar-condicionado ou ventiladores, deixa o ar ainda mais seco. E neste calor temos ainda o aumento da frequência de piscinas e praias. A água do mar e das piscinas podem agravar os sintomas oculares como a coceira, secura e vermelhidão”, comenta Dra. Marcela.

Cuide dos olhinhos

Com a ajuda da especialista, elaboramos uma lista de cuidados com a saúde ocular dos pequenos nos dias mais quentes e secos.

  • Procure manter os ambientes limpos, removendo a poeira acumulada na casa. Lembre-se que as partículas podem estar nos brinquedos, tapetes, cortinas e até na roupa de cama
  • O uso de umidificadores também é imprescindível para manter a qualidade do ar
  • O umidificador também é importante nos ambientes climatizados com ventiladores e ar-condicionado
  • Crianças que frequentam praias e piscinas devem usar óculos de natação para proteger os olhos do cloro, água salgada e outros micro-organismos que podem causar infecções oculares
  • Evite levar a criança para as ruas, especialmente nos horários de pico. Isto porque as partículas da poluição ficam suspensas no ar
  • O uso de óculos de sol com proteção UVA/UVB também é importante para proteger os olhos das crianças
  • Peça ao oftalmopediatra a prescrição de um colírio lubrificante, caso a criança apresente ressecamento ocular, vermelhidão e irritação

Sinais de alerta

Na persistência dos sintomas como coceira, irritação e vermelhidão os pais devem procurar o oftalmologista. Em muitos casos é preciso usar medicamentos antialérgicos e anti-inflamatórios para controlar a alergia. Outra recomendação é não usar colírios sem orientação médica”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

O post Onde de calor exige cuidados com os olhos das crianças apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/onde-de-calor-cuidados-com-olhos/feed/ 0
Conjuntivite alérgica em crianças – Tudo que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-alergica-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-alergica-em-criancas/#respond Fri, 24 Mar 2023 14:32:47 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2437 Conjuntivite alérgica está presente em cerca de 30% das crianças com outras alergias como rinite e asma Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) casos de alergia ocular em crianças e adolescentes tem aumentado no mundo todo Os casos de alergia ocular em crianças e adolescentes tem aumentado em todo o mundo. Entre […]

O post Conjuntivite alérgica em crianças – Tudo que você precisa saber apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Conjuntivite alérgica está presente em cerca de 30% das crianças com outras alergias como rinite e asma

Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) casos de alergia ocular em crianças e adolescentes tem aumentado no mundo todo

Os casos de alergia ocular em crianças e adolescentes tem aumentado em todo o mundo. Entre os fatores responsáveis por esse aumento estão a predisposição genética associada aos fatores ambientais como alimentação cada vez mais industrializada, poluição e contato frequente com alérgenos.

Dados da SBOP indicam que a alergia ocular (associada ou não aos quadros alérgicos) atinge de 15 a 28% das crianças e adolescentes no Brasil. Outro dado que chama a atenção é que cerca de 44% das crianças e adolescentes até os 14 anos com asma apresentam sintomas oculares, mas apenas um terço recebe o diagnóstico de conjuntivite alérgica.

A conclusão dos pesquisadores é que existe um subdiagnóstico da doença, algo que é preocupante. Isso porque a alergia ocular crônica sem tratamento aumenta o risco do desenvolvimento de problemas de visão mais graves, como lesões na córnea e ceratocone.

Conjuntivite alérgica em crianças é marcada por intensa coceira ocular

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a conjuntivite alérgica do tipo sazonal e/ou perene é a forma mais prevalente da doença. No tipo sazonal os sintomas duram menos de 4 semanas. Já na perene há persistência das manifestações por mais de 4 semanas.

“A coceira e a vermelhidão são os sintomas mais comuns da conjuntivite alérgica. A criança também pode apresentar lacrimejamento, inchaço nas pálpebras, na conjuntiva (quemose) e acúmulo de secreção esbranquiçada nos olhos”, acrescenta a médica.

Existe outro tipo de alergia ocular, a ceratoconjuntivite primaveril. “Essa é a forma mais rara, porém mais grave de conjuntivite alérgica. Cerca de 80% dos casos ocorrem em crianças menores de 10 anos. Temos ainda a alergia ocular de contato que se desencadeia após contato com alérgenos, principalmente com substâncias químicas”, aponta Dra. Marcela.

Conjuntivite alérgica: Diagnóstico e Tratamento

“Realmente é muito comum que crianças atópicas, ou seja, com alergias como rinite, asma e dermatite atópica, desenvolvam quadros de conjuntivite alérgica com frequência ao longo da infância e adolescência. Entretanto, a tendência com o passar dos anos é de melhora, mas sempre é preciso acompanhar quando as alergias são crônicas e frequentes”, afirma a oftalmologista infantil.

O tratamento medicamentoso depende do tipo de conjuntivite, da duração dos sintomas e de outros fatores. Por outro lado, há medidas não farmacológicas essenciais para o controle dos sintomas. Um deles é afastar a criança dos alérgenos que podem desencadear os quadros alérgicos como poeira, poluição, pelos de animais etc.

“O uso de compressas frias e de lágrimas artificiais durante as crises também podem ajudar a aliviar os sintomas. Uma dica para os pais é providenciar óculos de sol com lentes UVA/UVB para prevenir o contato com substâncias que podem causar alergia e para melhorar a sensibilidade à luz, que também é uma das manifestações da conjuntivite alérgica”, comenta Dra. Marcela.

Quando a coceira no olho pode virar motivo de preocupação

A alergia ocular pode afetar qualquer pessoa, em qualquer idade. Entretanto, os pais de crianças atópicas devem ficar atentos aos sintomas persistentes da alergia ocular.

“Muitas vezes os pais podem pensar que coçar os olhos é apenas um hábito da criança, quando na verdade já é uma manifestação de um quando crônico de conjuntivite alérgica. Portanto, estamos falando de um grupo que tem um risco bastante aumentado. Nesses casos é imprescindível levar a criança para uma consulta com um oftalmologista infantil”, alerta a especialista.

Já em crianças que não possuem nenhum tipo de alergia, o ideal é ficar atento à frequência e à persistência da coceira e da vermelhidão. Isso porque a alergia ocular também pode ser desencadeada pelo contato com produtos químicos e outras substâncias. “

Finalmente, existe também a possibilidade dessas manifestações indicarem uma conjuntivite infecciosa. Por isso, a dica final é sempre buscar ajuda médica especializada”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

O post Conjuntivite alérgica em crianças – Tudo que você precisa saber apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-alergica-em-criancas/feed/ 0
O que é conjuntivite alérgica? Quais os sintomas? Como tratar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-conjuntivite-alergica/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-conjuntivite-alergica/#respond Mon, 28 Mar 2022 13:37:47 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2230 Afinal, o que é conjuntivite alérgica? Será que é diferente da conjuntivite causada por vírus e bactérias? A conjuntivite alérgica é a inflamação da conjuntiva, tecido que reveste o globo ocular. Contudo, antes de falarmos mais sobre essa condição, é importante dizer que a conjuntivite alérgica é mais comum no outono e inverno. Você sabe […]

O post O que é conjuntivite alérgica? Quais os sintomas? Como tratar? apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Afinal, o que é conjuntivite alérgica? Será que é diferente da conjuntivite causada por vírus e bactérias?

A conjuntivite alérgica é a inflamação da conjuntiva, tecido que reveste o globo ocular. Contudo, antes de falarmos mais sobre essa condição, é importante dizer que a conjuntivite alérgica é mais comum no outono e inverno.

Você sabe o porquê?

A princípio, a conjuntivite alérgica é mais prevalente em crianças atópicas, ou seja, nas crianças alérgicas.

As crianças que têm rinite, sinusite, asma, dermatite e bronquite, por exemplo, têm mais predisposição a desenvolver quadros alérgicos do que as crianças sem essas condições.

Nos meses de outono e inverno, há uma maior concentração de poeira, ácaros e outros agentes alérgenos que aumentam o risco de ter conjuntivite alérgica.

A conjuntivite alérgica está ligada aos problemas respiratórios?

Com vimos, a conjuntivite alérgica está relacionada aos problemas respiratórios e aos quadros de alergia, em geral.

Por que a conjuntivite alérgica é mais comum nos meses mais frios do ano?

As mudanças climáticas causam alterações na imunidade das crianças. Por isso, o inverno é o principal desencadeador da conjuntivite alérgica.

Os atópicos, ou seja, pessoas que são alérgicas, apresentam risco aumentado para a conjuntivite alérgica, que pode ser desencadeada também por outros alérgenos, como com pó, tapetes, cortinas, cobertores, roupas de lá, bichos de pelúcia.

Quais são os sintomas da conjuntivite alérgica?

Frequentemente, os pais podem confundir os sintomas de uma conjuntivite alérgica com outros tipos da doença, como àquelas causadas por vírus e bactérias.

Dessa maneira, vamos falar sobre os principais sintomas da conjuntivite alérgica, que são diferentes daqueles manifestados nas conjuntivites infecciosas.

São eles:

  • Coceira intensa

  • Lacrimejamento

  • Olhos vermelhos

  • Não deixa os olhos grudados

  • A secreção é mais esbranquiçada (quando comparada à secreção das outras conjuntivites)

  • Pode durar semanas ou meses

Como é o diagnóstico?

Caso seu (sua) filho (a) apresente uma coceira constante nos olhos, juntamente com vermelhidão ocular e lacrimejamento, é preciso procurar um oftalmologista infantil.

Qual é o tratamento?

Como a conjuntivite alérgica não é causada por vírus e nem bactérias, não é preciso usar colírios para eliminar esses micro-organismos.

Por outro lado, o oftalmopediatra pode prescrever colírios para reduzir a inflamação no olho. Além disso, será preciso tratar o quadro alérgico de base junto ao pediatra ou médico alergologista.

Geralmente, são utilizados dois medicamentos para tratar os casos alérgicos: um antialérgico e algum tipo de corticoide em forma de colírio.

Quando a criança tem conjuntivite alérgica crônica é preciso acompanhar regularmente com um oftalmopediatra, além de controlar os fatores que podem desencadear a alergia.

O que os pais podem fazer?

O ideal é evitar o contato da criança com os alérgenos. Bichos de pelúcia, tapetes, roupas de frio que ficaram guardadas, cloro de piscina, perfumes etc.

Em outras palavras, é preciso identificar o que causa alergia na criança e impedir que ela tenha contato com esses objetos, comidas, animais etc.

Vale lembrar que nenhum medicamento deve ser usado nos olhos sem a devida prescrição médica, especialmente quando falamos de colírios.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

O post O que é conjuntivite alérgica? Quais os sintomas? Como tratar? apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-conjuntivite-alergica/feed/ 0
Quais os tipos de conjuntivites? https://homolog.marcelabarreira.com.br/tipos-conjuntivites/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tipos-conjuntivites/#respond Thu, 13 Feb 2020 15:23:50 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2020/02/13/tipos-conjuntivites/ Quais são os tipos de conjuntivites? Tem mais de uma? Todas são contagiosas? Descubra no vídeo abaixo, da oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira. Leia ainda uma reportagem especial sobre a conjuntivite alérgica.  

O post Quais os tipos de conjuntivites? apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
Quais são os tipos de conjuntivites? Tem mais de uma? Todas são contagiosas?

Descubra no vídeo abaixo, da oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira.

Leia ainda uma reportagem especial sobre a conjuntivite alérgica.

 

O post Quais os tipos de conjuntivites? apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

]]>
https://homolog.marcelabarreira.com.br/tipos-conjuntivites/feed/ 0