Arquivos conjuntivite - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/conjuntivite/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:28:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos conjuntivite - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/conjuntivite/ 32 32 Irritação nos olhos das crianças durante o verão: causas, prevenção e cuidados https://homolog.marcelabarreira.com.br/irritacao-nos-olhos-das-criancas-durante-o-verao-causas-prevencao-e-cuidados/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/irritacao-nos-olhos-das-criancas-durante-o-verao-causas-prevencao-e-cuidados/#respond Wed, 17 Dec 2025 14:39:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4157 A irritação nos olhos das crianças durante o verão é uma situação muito comum. Durante a estação mais quente do ano, boa parte das crianças frequenta praias e piscinas, o que acaba deixando-as mais expostas a uma série de situações que podem causar desconforto nos olhos. Por que a irritação nos olhos das crianças é […]

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A irritação nos olhos das crianças durante o verão é uma situação muito comum. Durante a estação mais quente do ano, boa parte das crianças frequenta praias e piscinas, o que acaba deixando-as mais expostas a uma série de situações que podem causar desconforto nos olhos.

Por que a irritação nos olhos das crianças é mais comum no verão?

Primeiramente, é importante lembrar que nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro temos um clima mais quente e úmido. Isso une as condições perfeitas para a proliferação de micro-organismos, que podem causar infecções, como as conjuntivites e o terçol.

Dessa maneira, crianças que frequentam piscinas públicas, como em clubes e hotéis, por exemplo, correm mais risco de desenvolver essas infecções.

Contudo, há outras condições oculares que são mais comuns e podem atingir boa parte dos pequenos durante as férias de verão.

Causas de irritação nos olhos das crianças no verão- Saiba quais são

Durante o verão, diversos fatores podem causar irritação nos olhos das crianças, como:

  • Exposição ao sol e aos raios UV, que podem causar inflamação na superfície ocular;
  • Cloro de piscinas, que altera a proteção natural da lágrima;
  • Água do mar, rica em sal, que pode ressecar e irritar os olhos;
  • Areia, vento e poeira, comuns em ambientes externos;
  • Suor, que pode escorrer para os olhos e causar ardência;
  • Protetor solar líquido, que pode entrar em contato com os olhos.

Esses fatores tornam os olhos mais sensíveis, principalmente em crianças, cuja superfície ocular ainda está em desenvolvimento.

Para além da irritação nos olhos das crianças, podem surgir outros sintomas, como:

  • Olhos vermelhos;
  • Ardência ou queimação;
  • Coceira frequente;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Sensibilidade à luz.

Em alguns casos, a irritação pode evoluir para conjuntivites ou inflamações mais intensas se não houver cuidado adequado.

Como prevenir a irritação nos olhos das crianças durante o verão

Algumas medidas simples podem prevenir a irritação nos olhos e outros problemas.

Proteção solar adequada

  • Incentive o uso de óculos de sol com proteção UV, próprios para crianças e, se possível, reforce a proteção com bonés ou chapéus;
  • Prefira protetor solar em bastão no rosto, pois não escorre e reduz o risco de o produto entrar nos olhos.

Cuidados com piscina e praia

  • As crianças devem usar óculos de natação durante as práticas aquáticas;
  • Oriente a criança a evitar abrir os olhos debaixo d’água;
  • Após sair da piscina ou do mar, lave o rosto da sua criança com água limpa. Para isso, sempre tenha uma garrafa com água potável em mãos, especialmente em locais em que não há acesso fácil à água corrente.

Hidratação

  • Mantenha a criança bem hidratada, pois isso ajuda na produção da lágrima;
  • Em alguns casos, o uso de lágrimas artificiais pode ser indicado pelo médico.

Oriente a criança a não coçar os olhos

Coçar os olhos é um dos piores hábitos, especialmente na infância. Além de poder evoluir para doenças mais sérias, como o ceratocone, a fricção pode piorar a irritação e aumentar o risco de infecções.

Irritação nos olhos das crianças – quando procurar um oftalmologista

Na maioria dos casos, a irritação nos olhos das crianças é passageira e tem relação com os hábitos e atividades durante as férias de verão. Por outro lado, os pais devem procurar um oftalmologista se os sintomas persistirem ou piorarem.

Conclusão

O verão é uma fase de diversão, mas também exige atenção especial com a saúde ocular das crianças. Com medidas simples de prevenção e cuidados diários, é possível evitar a irritação nos olhos das crianças e garantir que os pequenos aproveitem a estação com conforto, segurança e bem-estar visual.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Alergia ocular na primavera é comum – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-na-primavera-e-comum-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-na-primavera-e-comum-sinais-e-sintomas/#respond Thu, 16 Oct 2025 17:58:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3907 A alergia ocular na primavera é comum e costuma ter origem na reação alérgica ao pólen. O nome da condição é ceratoconjuntivite primaveril. Em geral, é mais prevalente em crianças, mas pode atingir adultos. Para falar mais sobre a alergia ocular na primavera, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo […]

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A alergia ocular na primavera é comum e costuma ter origem na reação alérgica ao pólen. O nome da condição é ceratoconjuntivite primaveril. Em geral, é mais prevalente em crianças, mas pode atingir adultos.

Para falar mais sobre a alergia ocular na primavera, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Primavera leva à concentração de pólen no ar

A estação mais colorida do ano chegou: a primavera. Contudo, para além das flores que colorem e dão vida às paisagens, o ar fica com uma concentração maior do pólen. Esse elemento é fundamental para a natureza e é constituído de minúsculos grãos, encontrados nas anteras das flores. A função primária do pólen é a fecundação das flores. Mas, ele também é fundamental para as abelhas, que o coletam e levam para as colmeias. Lá, o pólen vira alimento para as abelhas, sendo essencial para o desenvolvimento as crias e produção da famosa geleia real.

“Contudo, para além das funções cruciais do pólen para a natureza, há o lado prejudicial para o ser humano. Isso porque o pólen é um poderoso agente alérgeno. Em outras palavras, o pólen está associado a reações alérgicas importantes, como a alergia ocular na primavera. Portanto, como há uma maior concentração do pólen durante a primavera, temos mais casos dessa doença”, comenta Dra. Marcela.

Alergia ocular na primavera – Como ela se desenvolve

Primeiramente, é importante esclarecer que a conjuntivite primaveril é um dos tipos de conjuntivite alérgica. A alergia ocular pode acontecer por uma reação a vários alérgenos, como o pólen. Como a concentração desse agente é maior na primavera, sua prevalência é maior nessa época do ano.

Segundo Dra. Marcela, a alergia ocular na primeira leva a uma inflamação na conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. “Quando a criança está em ambientes, especialmente ao ar livre, com uma concentração alta de pólen, acaba desenvolvendo uma reação de hipersensibilidade a esse agente. Vale ressaltar que essa alergia pode ser mais severa, já que pode atingir também a córnea”, explica a especialista.

Sendo assim, ocorre uma reação exagerada do organismo ao pólen. Em outras palavras, o organismo ativa o sistema imunológico para combater o “invasor”. Com isso, liberam-se substâncias inflamatórias que resultam na alergia ocular.

Por fim, as crianças são as principais vítimas da conjuntivite primaveril, devido à imaturidade do sistema imunológico. Logicamente que pessoas que são atópicas também correm mais risco de desenvolver essa alergia ocular. Ademais, quando o tempo está mais seco e quente, o pólen fica ainda mais suspenso no ar.

Sinais e sintomas da alergia ocular na primavera

“Acima de tudo é importante destacar que os sintomas das conjuntivites alérgicas costumam ser muito semelhantes. Por outro lado, as formas alérgicas de alergia ocular não causam a produção de secreção purulenta. Dessa maneira, a secreção costuma ser mais esbranquiçada, porém mais abundante”, aponta Dra. Marcela.

Em geral, os sinais e sintomas são:

  • Vermelhidão intensa na conjuntiva;
  • Coceira intensa e persistente;
  • Ardência;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Sensibilidade à luz.

Adicionalmente, há um importante diferencial da alergia ocular na primavera: a sua duração. Enquanto as conjuntivites infecciosas costumam melhorar em cerca de 7 a 14 dias, as conjuntivites alérgicas podem durar meses ou semanas. Por essa razão, o tratamento costuma ser mais longo.

Tratamento envolve medicamentos e mudança de hábitos

O tratamento da alergia ocular na primavera envolve o uso de antialérgicos, orais ou em forma de colírios. Para além disso, é crucial evitar coçar os olhos, embora possa ser uma missão impossível durante um quadro dessa alergia.

“Infelizmente, a fricção constante nos olhos pode causar lesões na córnea, como úlceras e até mesmo uma perfuração. Também aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone, doença grave que podem levar à perda da visão”, finaliza Dra. Marcela.

Dicas para aliviar os sintomas

  • A primeira dica é procura um oftalmologista infantil, no caso das crianças, quando desconfiar que a criança desenvolveu esse tipo de conjuntivite;
  • Não use colírios sem a prescrição médica;
  • O oftalmologista pode prescrever colírios lubrificantes ou de lágrimas artificiais para aliviar os sintomas;
  • Um recomendação crucial é evitar expor a criança a ambientes ao ar livre, já que o pólen é mais abundante nesses lugares;
  • Em dias mais secos, mantenha os ambientes com umidificadores;
  • Para aliviar a fotofobia, providencie óculos de sol para a criança;
  • Compressas frias ao longo do dia podem ajudar no alívio da coceira, além de ajudar na remoção das secreções acumuladas;
  • Uma vez que essa conjuntivite não é contagiosa, não é preciso afastar a criança de suas atividades.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

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Sinais de problemas oculares na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-de-problemas-oculares-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-de-problemas-oculares-na-infancia/#respond Wed, 13 Aug 2025 19:01:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3690 Os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de condição ou doença que a criança apresenta. Para conhecer quais são os sinais de problemas oculares na infância e como reconhecê-los, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do […]

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Os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de condição ou doença que a criança apresenta.

Para conhecer quais são os sinais de problemas oculares na infância e como reconhecê-los, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

Cuidar da visão na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança

“Primeiramente, é preciso entender que a visão é um dos sentidos mais importantes do corpo humano. Para além disso, a visão se desenvolve fora do útero e só está completa por volta dos 7 ou 8 anos de idade. Portanto, o aparecimento de qualquer condição ou doença oftalmológica ao longo do desenvolvimento visual pode prejudicar a visão”, comenta Dra. Marcela.

“Acima de tudo, é muito importante conscientizar os pais de que o Teste do Olhinho não é suficiente para detectar todos os problemas oftalmológicos que podem surgir ou até mesmo estar presentes após o nascimento. Portanto, a recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina”, alerta a especialista.

A consulta de rotina é muito importante, já que raramente há sinais de problemas oculares na infância. Naturalmente, há condições, como o estrabismo que são mais evidentes, já que o desvio do olho na maioria dos casos é perceptível.

Sinais de problemas oculares na infância – O que você precisa saber

Agora, vamos falar mais sobre os sinais de problemas oculares na infância. “Acima de tudo, é importante entender que há inúmeras patologias que podem afetar o sistema visual. Além disso, os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de doença que a criança apresenta.

Desse modo, vamos abordar separadamente as principais condições e doenças oftalmológicas na infância.

  • Erros Refrativos

Normalmente, os erros refrativos como a miopia, astigmatismo e hipermetropia se desenvolvem nos primeiros anos de vida. Algumas crianças podem apresentar erros refrativos até mesmo antes de completar um ano. Por outro lado, os erros refrativos costumam ficar mais evidentes quando a criança vai para escola.

Sinais de problemas oculares na infância devido a erros refrativos:

Dor de cabeça

A queixa de cefaleia é mais comum nas crianças que frequentam a escola e já sabem falar. Na maioria dos casos está ligada a erros refrativos não tratados. Outro ponto é que essa dor é mais comum no final do dia, depois de longos períodos de estudo, leitura ou uso de dispositivos eletrônicos.

Olho franzido

Apertar os olhos para conseguir enxergar é um sinal típico da presença de um erro refrativo. Adicionalmente, esse movimento de apertar os olhos é um dos motivos do surgimento da dor de cabeça devido a problemas na visão.

Problemas de aprendizagem

Um dos motivos de atrasos ou problemas de aprendizagem é justamente erros refrativos não corrigidos. Uma criança míope sem óculos vai apresentar dificuldade para enxergar o conteúdo na lousa, por exemplo. A criança com hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto) pode apresentar problemas para escrever no caderno, na prova etc.

Portanto, caso a criança esteja apresentando problemas de aprendizagem, é crucial levá-la para uma consulta com um oftalmologista infantil.

Incidentes frequentes (quedas, tropeços, batidas em móveis etc.)

Sabe aquela criança que sempre tropeça, sofre quedas e vive esbarrando em móveis pela casa? Na verdade, esses incidentes podem ter relação com problemas na visão, especialmente erros refrativos sem correção.

Sinais de problemas oculares na infância devido a outras patologias oftalmológicas

Agora que você conheceu algumas manifestações que podem ter relação com erros refrativos sem correção, vamos falar um pouco sobre outros sinais de problemas oculares em crianças, que precisam de atenção.

Reflexo esbranquiçado no olho

 Em algum momento ao longo da vida, certamente você já percebeu que em algumas fotos, saímos com um reflexo vermelho em fotos. Trata-se de uma situação comum que na verdade é o reflexo da retina.

Em contrapartida, o reflexo esbranquiçado nos olhos de crianças, especialmente menores de 3 anos, é um sinal de alerta. Isso porque esse é o principal sinal do retinoblastoma, um tumor maligno que afeta bebês e crianças pequenas. Sendo assim, caso isso aconteça com a sua criança, procure assim que possível um oftalmologista infantil para encaminhamento ao especialista.

Sensibilidade à luz

A fotofobia pode ocorrer em inúmeras patologias oculares. Dessa maneira, para fechar um diagnóstico, será necessário levar em consideração outros sintomas. De qualquer modo, a fotofobia pode indicar um quadro de conjuntivite, erros refrativos, estrabismo, alergia ocular, entre outros.

Coceira

O ato de coçar os olhos de forma frequente pode ser sinal de uma alergia ocular, quadros de conjuntivite ou até mesmo um hábito da criança. Contudo, a fricção constante dos olhos na infância aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone. Trata-se de uma doença que afeta a córnea e pode levar à perda da visão, sem tratamento.

Dessa forma, é importante levar a criança a um oftalmopediatra para uma avaliação e sempre que possível repreender a criança para que não coce os olhos.

Desvio ocular

O desalinhamento do olho é o principal sinal do estrabismo, doença que se desenvolve na infância. Ainda que o desvio ocorra de vez em quando, como no estrabismo divergente intermitente, é necessário corrigir o desalinhamento. Portanto, caso os pais percebam que a criança apresenta algum tipo de desvio, é crucial procurar um oftalmologista infantil.

Lacrimejamento excessivo

O lacrimejamento constante em bebês recém-nascidos é um sintoma da obstrução do canal lacrimal. É uma condição benigna, mas que precisa da orientação do oftalmologista. Em crianças maiores, pode ser sinal de erros refrativos, olho seco, blefarite e irritação nos olhos.

Vermelhidão

A vermelhidão ocular pode indicar inúmeras doenças oftalmológicas. Por isso, não deve ser avaliada de forma isolada. Após um dia mais cansativo, por exemplo, é uma condição passageira e benigna. Por outro lado, quando há outros sintomas presentes, pode indicar a presença de alergias, conjuntivites, terçol etc.

Piscar excessivo

Quando a criança pisca demais pode indicar problemas nas pálpebras, tiques, estrabismo, erros de refração, falta de sono ou até o uso prolongado de telas.

Conclusão

“Enfim, há inúmeros sinais de problemas oculares na infância. Entretanto, nem sempre essas manifestações indicam diagnósticos mais complexos. De qualquer maneira, a principal recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a uma consulta de rotina. Na presença de sintomas mais intensos, também é importante procurar um oftalmologista infantil. Finalmente, os exames oculares são cruciais quando a criança vai para escola, especialmente no período da alfabetização”, conclui Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Sintomas da conjuntivite alérgica – Como reconhecê-los https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-conjuntivite-alergica-como-reconhece-los/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-conjuntivite-alergica-como-reconhece-los/#respond Thu, 24 Jul 2025 13:24:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3620 Os sintomas da conjuntivite alérgica são bem específicos, sendo o principal a coceira intensa nos olhos. Outro sinal é a vermelhidão nos olhos. Acima de tudo, é muito importante saber diferenciar a conjuntivite alérgica das formas infecciosas. Isso porque o tratamento é diferente, não sendo necessário, por exemplo, o uso de antibióticos. Para falar um […]

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Os sintomas da conjuntivite alérgica são bem específicos, sendo o principal a coceira intensa nos olhos. Outro sinal é a vermelhidão nos olhos. Acima de tudo, é muito importante saber diferenciar a conjuntivite alérgica das formas infecciosas. Isso porque o tratamento é diferente, não sendo necessário, por exemplo, o uso de antibióticos.

Para falar um pouco mais sobre os sintomas da conjuntivite alérgica, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

Conjuntivite alérgica afeta até 30% das crianças com outras alergias

Segundo estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) casos de alergia ocular em crianças e adolescentes têm aumentado no mundo todo. Dados da entidade apontam que a conjuntivite alérgica afeta de 15 a 25% das crianças e adolescentes no Brasil. Além disso, estima-se que 44% das crianças e adolescentes com asma também apresentam sintomas alérgicos nos olhos, de forma frequente.

“Vale reforçar que a conjuntivite alérgica crônica ou sem tratamento correto aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone. Trata-se de uma doença na córnea, que pode evoluir para a perda da visão. Portanto, é muito importante conhecer melhor os sintomas da alergia ocular e entender o que fazer na presença deles”, comenta Dra. Marcela.

Sintomas da Conjuntivite alérgica – Quais são eles?

Agora, vamos conhecer melhor os sintomas da conjuntivite alérgica. Definitivamente, a coceira e a vermelhidão são os sintomas mais comuns da conjuntivite alérgica. Os demais sintomas são lacrimejamento, inchaço nas pálpebras, na conjuntiva (quemose) e acúmulo de secreção esbranquiçada nos olhos”, acrescenta a médica.

“A propósito, um dos principais diferenciais da conjuntivite alérgica para as demais formas é a secreção, que é mais branquinha. Nas formas infecciosas, por exemplo, temos uma secreção esverdeada ou amarelada, típica de uma infecção”, explica Dra. Marcela.

Tipos de conjuntivite alérgica – Conheça quais são

A conjuntivite alérgica do tipo sazonal e/ou perene é a forma mais comum. No tipo sazonal os sintomas duram menos de 4 semanas. Já na perene as manifestações persistem por mais de 4 semanas.

“Adicionalmente, temos a ceratoconjuntivite primaveril, forma rara e grave da conjuntivite alérgica. Normalmente, 8 em cada 10 casos afetam crianças menores de 10 anos. Finalmente, uma outra forma da conjuntivite alérgica é irritativa, quase sempre provocada por contato com agentes, como produtos químicos e outros alérgenos”, conta Dra. Marcela.

O que fazer na presença dos sintomas da conjuntivite alérgica?

“A recomendação é que na presença dos sintomas da conjuntivite alérgica, os pais procurem um oftalmologista infantil. Normalmente, é preciso usar medicamentos em forma de colírio e, em outros casos, pode ser necessário prescrever antialérgicos orais. Ademais, também é importante realizar compressas frias ao longo do dia, bem como remover as secreções que se acumulam nos olhos”, reforça a oftalmologista infantil.

“O uso de lágrimas artificiais durante as crises também podem ajudar a aliviar os sintomas. Outra dica é providenciar óculos de sol com lentes UVA/UVB. Desse modo, é possível evitar o contato dos olhos com substâncias que podem agravar a alergia, além e ajudar no alívio da sensibilidade à luz, um dos sintomas da conjuntivite alérgica”, comenta Dra. Marcela.

“Por outro lado, é importante esclarecer que as crianças alérgicas podem apresentar muitos quadros de conjuntivite alérgica ao longo da infância e adolescência. Contudo, ao longo os anos a tendência é a redução das crises. Entretanto, o tratamento é crucial para evitar problemas na córnea, como o ceratocone”, alerta a especialista.

Mudança de hábitos também ajuda no controle dos sintomas

Para além de medicamentos, o controle da conjuntivite alérgica também depende de algumas medidas. Entre eles está o afastamento da criança/adolescente de potenciais alérgenos. Um bom exemplo é a retirada de cortinas, tapetes e bichos de pelúcia do quarto. Como esses objetos tendem a acumular pó e ácaros, é importante removê-los do ambiente em que a criança dorme.

Para além disso, nos dias mais secos é importante manter o ambiente umidificado. A razão é que quando o ar está seco, as partículas de poluição e poeira ficam suspensas. Sendo assim, podem entrar em contato com os olhos mais facilmente.

Em relação aos bichinhos de estimação, também é preciso avaliar se a criança desenvolve sintomas após contato com eles. Infelizmente, se isso acontecer, ou seja, se os sintomas da conjuntivite alérgica se manifestarem após contato com animais, também é preciso reavaliar esse convívio.

Não deixe a criança coçar os olhos

O hábito de coçar ou esfregar os olhos é particularmente comum entre as crianças. Contudo, essa fricção frequente pode causar danos na córnea. Em alguns casos, a criança pode desenvolver o ceratocone, doença que altera o formato da córnea e pode causar perda da visão.

“Em muitos casos, os pais podem não perceber que a coceira nos olhos é um dos sintomas da conjuntivite alérgica, em sua forma crônica. Desse modo é imprescindível levar a criança para uma consulta com um oftalmologista infantil”, alerta Dra. Marcela.

Finalmente, existe também a possibilidade dessas manifestações indicarem uma conjuntivite infecciosa. Por isso, a dica final é sempre buscar ajuda médica especializada”, finaliza a especialista.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

O post Sintomas da conjuntivite alérgica – Como reconhecê-los apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

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Conjuntivite viral em crianças – Sinais Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-viral-em-criancas-sinais-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-viral-em-criancas-sinais-sintomas-e-tratamento/#respond Wed, 23 Apr 2025 14:28:31 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3360 A conjuntivite viral em crianças pode causar vários sinais e sintomas, sendo a vermelhidão nos olhos uma das principais características dessa doença. Contudo, existem outras manifestações. Além disso, a conjuntivite viral em crianças exige isolamento, devido ao alto risco de transmissão.   Para falar mais sobre a conjuntivite viral em crianças, hoje vamos entrevistar a […]

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A conjuntivite viral em crianças pode causar vários sinais e sintomas, sendo a vermelhidão nos olhos uma das principais características dessa doença. Contudo, existem outras manifestações. Além disso, a conjuntivite viral em crianças exige isolamento, devido ao alto risco de transmissão.

 

Para falar mais sobre a conjuntivite viral em crianças, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, que também é especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

 

O que é conjuntivite viral?

 

“Primeiramente, é importante esclarecer que a conjuntivite é uma doença oftalmológica que causa a inflamação da conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. Contudo, há diferentes tipos de conjuntivite, como a causada por vírus, ou seja, a conjuntivite viral. Temos ainda a conjuntivite bacteriana e a conjuntivite alérgica”, explica Dra. Marcela.

 

Em geral, é muito comum em crianças que frequentam creches e escolas. A razão é que a conjuntivite viral é altamente contagiosa. “Dessa maneira, basta a criança coçar os olhos e pegar um brinquedo para contaminá-lo. Por isso, é muito importante que os pais procurem um oftalmologista infantil assim que perceberem alguns dos sintomas”, alerta a especialista.

 

“Adicionalmente, nos meses de outono e inverno, em que as crianças ficam mais tempo em ambientes fechados, percebemos um aumento no número de casos da conjuntivite viral. Para além disso, é também nos meses mais frios do ano que as infecções respiratórias, como o resfriado, tem maior prevalência”, conta Dra. Marcela.

 

Vírus do resfriado é a principal causa da conjuntivite viral em crianças e adultos

 

Inicialmente, podemos dizer que a maioria dos casos de conjuntivite viral tem relação com o adenovírus, ou seja, o vírus comum do resfriado. Entretanto, existem outros vírus que podem levar ao desenvolvimento da conjuntivite viral, como o herpes simples (HSV), enterovírus, coxsackievírus (que causa da doença pé-mão-boca) e, mais recentemente, o SARS-CoV-2.

 

“Todavia, apesar dos tipos de vírus que podem levar ao desenvolvimento da conjuntivite viral em crianças, o mais importante é que se trata de uma doença contagiosa, especialmente nos primeiros dias. Com isso, precisamos manter a criança afastada das atividades escolares, esportivas e sociais”, reforça Dra. Marcela.

 

Sinais e sintomas da conjuntivite viral em crianças

 

  • Olhos vermelhos (geralmente começa em um olho e depois passa para o outro);

  • Lacrimejamento constante;

  • Sensação de areia nos olhos;

  • Secreção esbranquiçada, que pode ser constante e criar crostas, podendo deixar os olhos “grudados”

  • Inchaço nas pálpebras;

  • Fotofobia (sensibilidade à luz).

“Acima de tudo, quando a criança apresenta a conjuntivite viral em conjunto com outra doença, como o resfriado, os sintomas podem se juntar às manifestações do adenovírus, como febre, dor de garganta, mal-estar, entre outros”, comenta Dra. Marcela.

 

O que os pais precisam fazer na presença dos sintomas da conjuntivite 

 

Logo que os pais perceberem os sintomas, especialmente a vermelhidão nos olhos, é importante procurar um oftalmologista. “O diagnóstico é clínico, ou seja, não solicitamos exames laboratoriais ou de imagem. Durante a consulta, no exame físico, é possível confirmar a presença da conjuntivite, em conjunto com a descrição dos sinais e sintomas”, aponta a médica.

 

Quanto ao tratamento, é crucial esclarecer que a conjuntivite viral não exige uso de antibióticos, já que esses medicamentos não combatem vírus e sim bactérias. O tratamento é sintomático, com uso de compressas frias, lubrificantes oculares e, ocasionalmente, colírios anti-inflamatórios. Definitivamente, não se deve usar nenhum colírio na criança sem a prescrição do oftalmologista.

 

Por fim, durante a consulta, o oftalmologista vai orientar os pais quanto ao isolamento da criança, que normalmente é de 7 dias. A doença tende a melhorar em cerca de 2 semanas, mas o maior risco de contágio é na primeira semana. Portanto, a criança poderá retomar suas atividades após a primeira semana.

 

Como prevenir a conjuntivite 

 

Atualmente, não existe vacina para o resfriado, principal agente causador da conjuntivite viral. Dessa maneira, não há uma forma mais assertiva de prevenir o desenvolvimento dessa patologia. Contudo, as medidas de higiene, especialmente durante os primeiros dias, podem prevenir que a criança transmita a doença para outras pessoas. Entre esses cuidados estão:

 

  • Seguir as recomendações do oftalmologista infantil quanto ao período de afastamento das atividades escolares, esportivas e sociais;
  • Lavar toalhas, fronhas e evitar, ao máximo, o compartilhamento de objetos pessoais da criança com outras pessoas;
  • Lavar sempre as mãos ao longo do dia ou usar álcool gel.

 

Conclusão

“A conjuntivite viral em crianças é altamente prevalente, especialmente em ambientes com grande aglomeração, como escolas. Com alta taxa de transmissão e impacto significativo na saúde pública, o reconhecimento precoce e a adoção de medidas preventivas são essenciais para o controle da doença”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

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Alergia ocular em crianças por maquiagem – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-em-criancas-por-maquiagem-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-em-criancas-por-maquiagem-o-que-voce-precisa-saber/#respond Thu, 27 Feb 2025 18:28:51 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3223 A alergia ocular em crianças por maquiagem é um problema sério. Sendo assim, o uso cada vez mais precoce e frequente de cosméticos na infância, tem sido uma preocupação frequente dos oftalmologistas e dermatologistas. Com a chegada do Carnaval, o tema se torna ainda mais preocupante. Por isso, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. […]

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A alergia ocular em crianças por maquiagem é um problema sério. Sendo assim, o uso cada vez mais precoce e frequente de cosméticos na infância, tem sido uma preocupação frequente dos oftalmologistas e dermatologistas. Com a chegada do Carnaval, o tema se torna ainda mais preocupante.

Por isso, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Maquiagem para os olhos é a segunda causa de alergia ocular

Inicialmente, é importante esclarecer que a maquiagem é a segunda causa de alergia ocular, especificamente da dermatite de contato na região periocular, especialmente nas pálpebras. “Sendo assim, como as meninas hoje estão usando maquiagem cada vez mais cedo, precisamos esclarecer para os pais e responsáveis o risco de certos problemas, como a alergia ocular em crianças por maquiagem”, comenta Dra. Marcela.

Quanto mais brilhante, maior o risco de alergia 

Primeiramente, precisamos falar sobre as alergias na infância, que são muito comuns. “Dessa forma, precisamos estar atentos aos produtos voltado para as crianças. Uma das razões para uma maior incidência de alergias na infância é que o sistema imunológico está em formação. Em outras palavras, há um risco maior do organismo em reagir de forma exagerada a certas substância químicas, ou outros alérgenos, como pó, pelos de animais, polén e certos alimentos”, explica Dra. Marcela.

Em relação aos cosméticos, especialmente maquiagens para a região periocular, a reação alérgica pode ter associação com alguns componentes das fórmulas. “Acima de tudo, precisamos reforçar que quanto mais colorida e mais brilhante for a maquiagem, maior o risco de o produto conter alumínio, cobalto, níquel, cromo e chumbo. Sendo assim, esses metais são muito perigosos para a saúde, tanto de crianças como de adultos” alerta a oftalmologista.

Outro produto perigoso para as crianças é rímel, que pode ter em sua fórmula o timerosal, uma forma do mercúrio, que ajuda a conversar o produto. De acordo com estudos, essa substância tem um alto risco de desencadear alergias nas pálpebras.

Mas, vale reforçar que todos os produtos para a região podem desencadear a alergia ocular em crianças por maquiagem. Entre eles:

  • Sombras
  • Delineadores
  • Lápis de olho
  • Rímel
  • Corretivos
  • Iluminadores

Alergia  em crianças por maquiagem – Quais os sintomas

Inicialmente é importante dizer que nem todas as crianças podem apresentar alergia ocular ao usarem maquiagem. Por outro lado, é crucial saber quais são os sinais e sintomas e o que fazer.

“A alergia pode ocorrer logo em seguida da aplicação das maquiagens. Nesse caso, se for na pele das pálpebras, estamos falando da dermatite de contato. Os sintomas são coceira, vermelhidão, inchaço e ardência. Além disso, podem se formar bolhas ou protuberâncias na pele”, diz Dra. Marcela.

“A primeira recomendação é remover o produto e lavar com água de forma abundante. Os pais também precisam ficar atentos a uma reação mais severa, que é o fechamento da glote. Nesses casos, a criança pode apresentar diversos sintomas como falta de ar, sensação de ter um bolo na garganta, chiado no peito, dificuldade para falar, inchaço nos lábios e no rosto e coceira na garganta. Definitivamente, essa situação é uma emergência médica e os pais devem levar a criança imediatamente para um pronto socorro”, alerta a oftalmologista.

“Quando a alergia se concentra nas pálpebras ou nos olhos, além de lavar com água, pode ser necessário prescrever medicamentos antialérgicos, sejam locais ou orais. Portanto, o ideal é procurar o pediatra ou outro médico”, finaliza Dra. Marcela.

Dicas para prevenir alergia nos olhos

Enfim, como pode ser difícil proibir as crianças de usar maquiagem, o ideal é adotar alguns cuidados. Com a ajuda da Dra. Marcela, preparamos dicas para os pais.

  • Bom senso – Quando falamos de maquiagem em crianças, é preciso usar o bom senso. Em outras palavras, os pais podem e devem controlar o uso. A recomendação é reservar para ocasiões especiais, ou seja, evitar que a criança use todos os dias.
  • Cuidado com maquiagens de origem duvidosa – Atualmente, há uma variedade imensa de maquiagens que chegam de outros países. Contudo, esses produtos podem ter origem duvidosa, especialmente se não possuem a autorização das agências de controle sanitário do nosso país. Portanto, é crucial evitar que as crianças usem cosméticos de má procedência.
  • Invista em produtos de qualidade – Acima de tudo, lembre-se de optar por produtos voltados para crianças. Leia os rótulos e prefira produtos veganos, que possuem menos química.
  • Teste antes do uso – Para prevenir reações alérgicas, realize um teste na pele do pulso antes de a criança usar a maquiagem.
  • Evite o brilho – Embora as meninas costumem adorar as maquiagens com glitter e brilho, atente-se! Isso porque são os produtos que podem conter a maior quantidade de metais.
  • Crianças alérgicas – Quando a criança é alérgica (possui asma, rinite, dermatite atópica etc.), o ideal é não usar maquiagens. Afinal, o risco de desenvolver uma alergia ocular é maior do que em crianças não atópicas.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

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Causas de vermelhidão nos olhos – Quando se preocupar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-de-vermelhidao-nos-olhos-quando-se-preocupar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-de-vermelhidao-nos-olhos-quando-se-preocupar/#respond Thu, 09 Jan 2025 14:16:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3114 Há inúmeras causas de vermelhidão nos olhos, condição chamada de hiperemia. Aliás, trata-se de uma das queixas mais frequentes nos consultórios oftalmológicos. Praticamente, todas as pessoas já tiveram ou terão algum episódio de vermelhidão nos olhos, inclusive as crianças. Entretanto, na maioria dos casos a hiperemia é uma condição passageira e não representa uma ameaça […]

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Há inúmeras causas de vermelhidão nos olhos, condição chamada de hiperemia. Aliás, trata-se de uma das queixas mais frequentes nos consultórios oftalmológicos. Praticamente, todas as pessoas já tiveram ou terão algum episódio de vermelhidão nos olhos, inclusive as crianças. Entretanto, na maioria dos casos a hiperemia é uma condição passageira e não representa uma ameaça ao sistema visual.

Por outro lado, as causas de vermelhidão dos olhos podem variar e, em alguns casos, pode ser necessário buscar ajuda médica. Para esclarecer as dúvidas sobre esse assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Causas de vermelhidão nos olhos – O que você precisa saber

“Primeiramente, é importante esclarecer que a vermelhidão nos olhos pode aparecer após um dia mais cansativo, longas horas em dispositivos eletrônicos, bem como depois de atividades aquáticas ou ainda quando ar está mais seco e/ou poluído. Nesses casos, a tendência é a melhora espontânea, seja ao longo do dia ou no dia seguinte”, comenta Dra. Marcela.

“Entretanto, se a vermelhidão ocular persistir e estiver acompanhada de outros sintomas, é um indicativo de que é preciso procurar um oftalmologista, alerta a especialista.

Agora, com a colaboração da oftalmopediatra, vamos falar mais sobre as principais causas de vermelhidão ocular e quando se preocupar.

Conjuntivite causa vermelhidão nos olhos

“Uma das principais causas de vermelhidão nos olhos é a conjuntivite, inflamação que atinge conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. A conjuntivite afeta os dois olhos, sendo esse um importante diferencial para o diagnóstico. Para além disso, a doença pode ter origem viral, bacteriana, alérgica ou irritativa”, explica Dra. Marcela.

Geralmente, a vermelhidão nos olhos é apenas um dos sintomas. Veja os demais abaixo:

  • Ardência
  • Coceira
  • Sensibilidade à luz
  • Acúmulo de secreção
  • Inchaço
  • Sensação de corpo estranho no olho
  • Olhos grudados (especialmente nas formas infecciosas)

A oftalmologista lembra que é importante diferenciar os tipos de conjuntivite, pois apenas a forma bacteriana exige tratamento medicamentoso. “Normalmente, a secreção da forma bacteriana e viral costuma ser esverdeada e abundante. Já na alérgica, o muco costuma ser mais esbranquiçado e menos abundante.

Alergia ocular/irritativa

“Inicialmente, é importante esclarecer que a alergia ocular também costuma afetar os dois olhos. Entre os principais sintomas estão coceira intensa, ardência e sensação de areia nos olhos. As pálpebras ficam inchadas e os olhos apresentam lacrimejamento constante”, aponta Dra. Marcela.

O desencadeamento de uma alergia ocular pode ocorrer devido à exposição do paciente a agentes químicos, como cloro de piscina, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza etc. O processo alérgico também pode ocorrer devido a reações a agentes como pó, pelos de animais e polén.

Lesões na córnea

A córnea é uma das estruturas mais importantes do olho humano. Sendo assim, doenças e lesões nessa região podem ameaçar a visão. Uma das lesões comuns, principalmente entre crianças, são os arranhões na córnea. Entre as principais causas estão o contato da córnea como areia, poeira ou demais partículas que podem entrar nos olhos e se alojar no tecido corneano.

Os sinais de um arranhão na córnea são:

  • Dor ocular intensa;
  • Sensação de areia no olho;
  • Olhos lacrimejantes;
  • Vermelhidão nos olhos;
  • Sensibilidade à luz;
  • Dor de cabeça

Acima de tudo, é crucial saber que lesões na córnea são consideradas uma emergência médica. Portanto, é uma situação que demanda procurar atendimento imediato. Uma recomendação importante é lavar os olhos com lágrimas artificiais. Caso não tenha essa produto, basta usar água limpa, procurando piscar várias vezes, para remover o máximo de resíduos possível.

Infecções virais – Gripes e Resfriados podem causar vermelhidão nos olhos

As gripes e resfriados são causas bem comuns de vermelhidão nos olhos. Os vírus das doenças do trato respiratório superior costumam causar congestão nos vasos sanguíneos, ou seja, há um acúmulo anormal e excessivo de sangue.

A congestão pode afetar os vasos sanguíneos da esclera (parte branca dos olhos) e causar a vermelhidão nos olhos. Geralmente, não é um quadro preocupante, já que tende a desaparecer juntamente os demais sintomas das viroses.

Por outro lado, alguns quadros virais, especialmente gripes e resfriados, podem evoluir e levar a uma conjuntivite. Sendo assim, é importante que durante quadros virais, o paciente se atento ao surgimento de outras manifestações, como:

  • Ardência;
  • Coceira;
  • Sensibilidade à luz;
  • Acúmulo de secreção purulenta (mais abundante na forma bacteriana);
  • Inchaço nas pálpebras;
  • Sensação de corpo estranho no olho.

Na presença desses sintomas, associados à vermelhidão nos olhos, a recomendação é procurar um oftalmologista.

Traumas e lesões

Embora em adultos traumas oculares sejam mais raros, na infância podem ser bastante comuns. De qualquer maneira, boladas, socos, pancadas e perfurações podem levar a hemorragia nos olhos e nos anexos, como as pálpebras, seja em adultos ou em crianças. “Dessa forma, acidentes que atingem os olhos demandam tratamento imediato, principalmente quando surgem outros sintomas, como dor ocular intensa, perda da visão, enjoos e vômitos”, alerta Dra. Marcela.

Terçol

O terçol é uma das condições oftalmológicas mais comuns. Tanto que a maioria da população vai desenvolver ao menos um terçol ao longo da vida. Embora o terçol se desenvolva na margem das pálpebras, pode causar uma irritação na conjuntiva, resultando na vermelhidão do globo ocular.

O terçol melhora de forma espontânea. Assim, a vermelhidão nos olhos também tende a desaparecer juntamente com os demais sintomas.

Leia mais sobre o terçol aqui.

Conclusão – Causas de vermelhidão nos olhos são diversas, mas nem todas são inofensivas

Como vimos, há diversas causas de vermelhidão nos olhos. A maior parte não representa um perigo para a visão. Por outro lado, em alguns casos é preciso ficar atento a outros sintomas e procurar ajuda médica assim que possível.

“Finalmente, é importante reforçar que a persistência da vermelhidão nos olhos, além do surgimento de outras manifestações, são dois sinais de que é preciso procurar um oftalmologista para realizar o correto diagnóstico e prescrever o tratamento mais adequado”, encerra Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Cuidados com os olhos no verão – Dicas práticas https://homolog.marcelabarreira.com.br/cuidados-com-os-olhos-no-verao-dicas-praticas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/cuidados-com-os-olhos-no-verao-dicas-praticas/#respond Fri, 13 Dec 2024 11:59:44 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3030 Hoje vamos falar sobre os cuidados com os olhos no verão. Primeiramente, é importante lembrar que esses cuidados devem ser diários. Contudo, no verão a saúde ocular fica mais suscetível a certas condições e doenças. Para ajudar a esclarecer o assunto e falar sobre os cuidados com os olhos no verão, hoje vamos entrevistar a […]

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Hoje vamos falar sobre os cuidados com os olhos no verão. Primeiramente, é importante lembrar que esses cuidados devem ser diários. Contudo, no verão a saúde ocular fica mais suscetível a certas condições e doenças.

Para ajudar a esclarecer o assunto e falar sobre os cuidados com os olhos no verão, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Cuidados com os olhos no verão podem evitar imprevistos

Sem dúvidas, o verão é a estação do ano mais esperada pelos brasileiros. Mas, para além da diversão e do bem-estar que essa época traz, há também um risco maior de certos problemas de saúde.

“O clima mais quente e úmido é ideal para a proliferação de micro-organismos, como fungos, vírus e bactérias. Em razão disso, durante o verão temos um aumento de casos de conjuntivites infecciosas, por exemplo. Em geral, a contaminação pode ocorrer em piscinas de uso comum, seja em hotéis, clubes e outros locais públicos. A transmissão também ocorre de pessoa para pessoa e por meio do compartilhamento de objetos de uso pessoal”, comenta Dra. Marcela.

Vale lembrar que a água de rios, cachoeiras e lagos também pode conter micro-organismos perigosos para a saúde ocular e para a saúde como um todo. Dessa maneira, é crucial se certificar a respeito da qualidade da água, ou seja, se o local é próprio para o banho.

Olhos vermelhos e irritados

Durante os meses do verão, especialmente dezembro e janeiro, boa parte da população viaja ou passa a frequentar praias e piscinas.

“A água do mar, o cloro e outros produtos usados para tratar piscinas, bem como areia e o vento podem causar quadros de conjuntivite irritativa ou alérgica. Outro fator de risco para a irritação e alergia ocular é o uso de protetor solar na face, que acaba escorrendo para os olhos”, explica Dra. Marcela.

A oftalmologista lembra ainda que o ar-condicionado, ventiladores e climatizadores, muito utilizados nos meses mais quentes, reduzem a umidade relativa do ar. Com isso, os olhos podem ficar mais secos, levando à coceira, ardência, vermelhidão e outros sintomas oculares.

Sintomas oculares persistentes precisam de atenção

Acima de tudo, os cuidados com os olhos no verão também envolvem prestar atenção ao surgimento de sintomas persistentes. “Após um dia na praia ou na piscina, é comum que os olhos fiquem um pouco mais vermelhos e irritados. Por outro lado, quando esses sintomas persistem por muitos dias, a recomendação é procurar um serviço médico”, diz a oftalmologista.

Prevalência do terçol pode aumentar no verão

Adicionalmente às alergias, conjuntivites e irritação nos olhos, há uma outra condição que é bastante frequente durante o verão: o terçol.

“O terçol é uma infecção bacteriana que afeta as margens das pálpebras. O sinal clássico do terçol é o surgimento de uma bolinha vermelha que, após alguns dias, fica repleta de pus. Nas crianças, a prevalência é maior, já que os pequenos costumam tocar a face com as mãos sujas, levando micro-organismos para os olhos”, aponta Dra. Marcela.

Felizmente, na maioria dos casos, o terçol se resolve espontaneamente. Sendo assim, a única recomendação é aplicar compressas mornas para amolecer a secreção que se concentra dentro do terçol.

Dicas práticas de cuidados com os olhos no verão

Agora, vamos dar várias dicas práticas de cuidados com os olhos no verão, que servem para todos os públicos, inclusive para bebês e crianças. Confira.

  • Proteja os olhos na água – O óculos de natação é um item obrigatório para proteger os olhos durante práticas aquáticas. O item reduz o contato dos olhos com produtos químicos e micro-organismos;
  • Proteja os olhos do sol – O sol também pode causar problemas nos olhos, mesmo que em longo prazo. Portanto, invista em óculos de sol que possuam lentes de proteção contra os raios solares UV. As crianças também podem usar óculos de sol, mas em geral pode ser um desafio. Nesses casos, o reforço pode ser com um boné ou chapéu;
  • Cuidado com o protetor solar na face – O protetor solar não deve ser aplicado nas pálpebras superiores ou muito próximo dos olhos. Após a aplicação, é preciso esperar secar bem, especialmente se o produto for mais líquido. A dica é apostar em protetores em bastão, que reduzem o risco de irritar os olhos;
  • Tenha sempre água potável por perto – Seja na praia ou na piscina, é crucial manter uma garrafa de água por perto, para eventuais acidentes com os olhos. Isso é mais importante ainda em praias ou locais em que não há água potável ou limpa por perto.
  • Em caso de acidentes com os olhos, lava com água de forma abundante e procure um serviço médico. Jamais use colírios

Cuidados com os olhos no verão – Conclusão

Como você viu, é preciso adotar cuidados com os olhos no verão para aproveitar essa estação ao máximo. “Na presença de sintomas oculares persistentes, a recomendação é procurar um oftalmologista ou um serviço médico”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Molusco contagioso nos olhos – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/molusco-contagioso-nos-olhos-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/molusco-contagioso-nos-olhos-sinais-e-sintomas/#respond Wed, 11 Dec 2024 11:35:25 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3016 Hoje vamos falar um pouco mais sobre o molusco contagioso nos olhos. Embora seja uma infecção que afeta a pele, a doença pode se espalhar para outras regiões, como a face e a região das pálpebras. Para entender melhor os sinais e sintomas do molusco contagioso nos olhos, vamos entrevistar a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, […]

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Hoje vamos falar um pouco mais sobre o molusco contagioso nos olhos. Embora seja uma infecção que afeta a pele, a doença pode se espalhar para outras regiões, como a face e a região das pálpebras.

Para entender melhor os sinais e sintomas do molusco contagioso nos olhos, vamos entrevistar a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo.

Entenda melhor o que é o molusco contagioso

Primeiramente, é importante saber que o molusco contagioso é uma infecção viral, muito prevalente na infância, que atinge a pele. Os principais sinais são bolhas rosadas ou esbranquiçadas na pele. Já os sintomas são dor nas lesões, coceira e inflamação.

O vírus que causa o molusco contagioso é o Molluscipoxvirus, que pertence ao grupo dos Poxvirus. “Trata-se de um vírus extremamente contagioso, cuja transmissão acontece pelo contato direto com superfícies contaminadas, bem como pelo compartilhamento de objetos de uso pessoal”, explica a médica.

“Inicialmente, o vírus afeta a pele do corpo, mas pode facilmente se espalhar e chegar à face. Portanto, nesses casos, o molusco contagioso nos olhos é resultado de uma autoinoculação. Em outras palavras, o responsável por levar o vírus para outras regiões do corpo é o próprio paciente”, alerta Dra. Marcela.

Molusco contagioso nos olhos pode ameaçar a visão

O molusco contagioso nos olhos pode causar alguns problemas preocupantes. “Infelizmente, as crianças tendem a colocar as mãos na boca, nos olhos e na face de forma excessiva e, na maioria das vezes, de forma automática. Dessa forma, podem levar o vírus facilmente para essas áreas e infectar a região ocular”, reforça a oftalmologista.

Sendo assim, quando o molusco contagioso se desenvolve na pele das pálpebras, pode evoluir para complicações como a conjuntivite folicular crônica.

“O problema é que as lesões liberam toxinas que o vírus produz. Essas substâncias podem causar irritação na conjuntiva, tecido que recobre a parte da frente do globo ocular. Para além disso, podem surgir sintomas como coceira, vermelhidão e sensação de areia nos olhos Lamentavelmente, caso a infecção se agrave, podemos ter uma evolução para o tecido da córnea ou ainda uma infecção bacteriana secundária”, ressalta Dra. Marcela.

Como acontece a transmissão

Com a chegada das férias de verão, os pais precisam ficar ainda mais atentos. Isso porque o risco de contrair o vírus é maior em crianças que frequentam piscinas e chuveiros de clubes, academias e condomínios, por exemplo. Outro ponto de atenção é que esse vírus tem uma resistência muito grande e consegue sobreviver nas superfícies, como os pisos das piscinas, chuveiros e vestiários, por exemplo.

“Vale lembrar que o compartilhamento de toalhas, sabonetes e até mesmo brinquedos também é um meio de transmissão. Enfim, o calor e a umidade também são condições ideais para a sobrevivência e proliferação do Molluscipoxvirus”, conta Dra. Marcela.

Por fim, é importante entender que o molusco contagioso pode atingir pessoas de todas as idades. Entretanto, é mais prevalente em crianças ou pessoas imunodeprimidas, bem como àquelas com doenças de pele, como a dermatite atópica.

Diagnóstico e tratamento

Como o molusco contagioso é uma doença de pele, os pais devem procurar, em primeiro lugar, um dermatologista. O diagnóstico é clínico, sem necessidade de exames, ou seja, o exame da pele da criança já é suficiente para detectar a doença.

Apesar disso, o molusco contagioso nos olhos demanda uma consulta com um oftalmologista. Dessa forma, os pais devem ficar atentos ao surgimento dos sinais e sintomas na região ocular. Em geral, as lesões na pele se resolvem de espontânea, em torno de 6 a 12 meses.

“Por outro lado, o molusco contagioso nos olhos pode demandar tratamento ou até mesmo se remoção cirúrgica das lesões, especialmente as próximas dos”, finaliza Dra. Marcela.

Como prevenir o molusco contagioso

  • Use chinelos ao frequentar piscinas de uso comum (clubes, academias, condomínios etc.);
  • Ensine a criança a não compartilhar objetos de uso pessoal, sempre que possível;
  • Por ser uma doença muito contagiosa, o risco de transmissão entre os membros da família é grande, especialmente se há outras crianças na casa. Portanto, procure separar a roupa de banho e de cama, bem como outros objetos de uso pessoal;
  • Para evitar que a criança coce as lesões e espalhe a infecção para outras áreas do corpo, cubra as lesões com gases e curativos. Esse cuidado também previne a contaminação de outras pessoas;
  • Oriente a criança a lavar as mãos com frequência, além de investir no uso do álcool em gel;
  • Lembre-se que é possível evitar no molusco contagioso nos olhos com uma boa orientação. Quando possível, explique para a criança que ela precisa evitar tocar nos olhos durante o período da infecção.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Conjuntivite primaveril: Quais os sintomas e como tratar https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-primaveril-quais-os-sintomas-e-como-tratar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-primaveril-quais-os-sintomas-e-como-tratar/#respond Fri, 25 Oct 2024 11:59:14 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2869 A conjuntivite primaveril é uma das formas de conjuntivite alérgica. Como o próprio nome já diz, sua incidência é maior durante a primavera, estação do ano em que há uma maior concentração de pólen no ar. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, a ceratoconjuntivite primaveril é uma inflamação na conjuntiva, o tecido […]

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A conjuntivite primaveril é uma das formas de conjuntivite alérgica. Como o próprio nome já diz, sua incidência é maior durante a primavera, estação do ano em que há uma maior concentração de pólen no ar.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, a ceratoconjuntivite primaveril é uma inflamação na conjuntiva, o tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. “A pessoa exposta ao pólen desenvolve uma reação de hipersensibilidade a este agente. Esta forma de conjuntivite pode ser mais grave, já que pode comprometer a córnea”.

Portanto, a ceratoconjuntivite primaveril é resultado de uma reação exagerada do organismo ao pólen. Dessa forma, o sistema imunológico inicia um trabalho para “combater” o invasor, liberando substâncias inflamatórias que desencadeiam a alergia ocular.

Conjuntivite primaveril causa coceira e vermelhidão

Há vários tipos de conjuntivite e os sintomas costumam ser parecidos. “Entretanto, um importante diferencial da forma primaveril é que não há presença de secreção purulenta, já que não é infecciosa. A coceira é mais intensa, podendo surgir ainda outra manifestações como vermelhidão, irritação, sensação de areia nos olhos e sensibilidade à luz”, explica Dra. Marcela.

Outro diferencial da conjuntivite alérgica é a duração, já que o curso da doença é mais longo do que as conjuntivites infecciosas. “Dessa maneira, em muitos casos precisamos realizar tratamentos mais longos, com medicamentos para reduzir a inflamação, por exemplo”, adiciona a médica.

Atenção alérgicos!

Embora qualquer pessoa pode desenvolver a conjuntivite primaveril, a prevalência é maior em crianças, principalmente naquelas que já possuem histórico de alergias. Em localidades mais quentes e secas, há um número maior de casos, já que o pólen fica mais tempo concentrado no ar.

Não coce os olhos!

Pode ser quase impossível não coçar os olhos durante um episódio de conjuntivite alérgica! Todavia, a fricção constante é perigosa. “O principal problema é que o hábito de coçar o olho pode danificar a córnea. A pessoa pode desenvolver lesões, úlceras e até perfuração nesta região do olho”, alerta Dra. Marcela.

Dicas para aliviar os sintomas

Na presença dos sintomas, a recomendação é procurar um oftalmologista. Após o diagnóstico, o médico pode prescrever colírios e até mesmo medicamentos antialérgicos de uso oral. “Finalmente, além da medicação, é preciso seguir as orientações do médico para assegurar bons resultados no tratamento”, finaliza a oftalmologista infantil.

Cuidados e dicas durante o tratamento da conjuntivite primaveril

  • Use colírios lubrificantes e/ou lágrimas artificiais;
  • Evite contato com o pólen, que em geral é mais abundante em ambientes ao ar livre com vegetação;
  • Caso o ar esteja seco, aposte nos umidificadores de ar;
  • Use óculos de sol com lentes de proteção UVA/UVB;
  • Faça compressas frias nos olhos ao longo dia, para aliviar a coceira e remover as secreções acumuladas.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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