Arquivos controle da miopia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/controle-da-miopia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:24:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos controle da miopia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/controle-da-miopia/ 32 32 Lentes de contato para crianças e adolescentes – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 20 May 2026 13:41:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4723 As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética. Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não […]

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As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética.

Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não é indicar a cirurgia refrativa para eliminar o grau?

Neste texto, vamos explicar tudo o que pais e adolescentes precisam saber sobre as lentes de contato para crianças e adolescentes.

Crianças e adolescentes podem usar lentes de contato?

Sim. Em muitos casos, as lentes de contato podem ser usadas com segurança por crianças e adolescentes. Entretanto, a indicação deve ser feita sempre por um oftalmologista.

Inclusive, é importante dizer que a idade, isoladamente, não é o principal fator que se leva em consideração para a prescrição das lentes. Na verdade, o mais importante é a maturidade do paciente para seguir corretamente os cuidados de higiene, limpeza e tempo de uso das lentes.

Existem adolescentes muito responsáveis e adultos que não conseguem cuidar adequadamente das lentes. Por isso, cada caso demanda uma avaliação individual.

Em quais situações as lentes de contato para crianças e adolescentes podem. ser indicadas?

As lentes de contato podem substituir os óculos em crianças e adolescentes como:

  • Miopia;
  • Astigmatismo;
  • Hipermetropia.

Além disso, as lentes de contato podem ser especialmente úteis para crianças e adolescentes que:

  • Praticam esportes;
  • Sentem desconforto com os óculos;
  • Possuem graus altos;
  • Apresentam diferenças importantes de grau entre os olhos;
  • Têm dificuldades de adaptação aos óculos.

As lentes também podem ajudar na autoestima e na qualidade de vida da criança e do adolescente. Isso porque a adolescência é uma fase desafiadora e os óculos podem se tornar motivo de bullying ou de outras situações sociais que podem afetar o bem-estar.

Quais são os principais cuidados com lentes de contato na adolescência?

O uso inadequado das lentes pode causar complicações sérias, incluindo infecções na córnea que podem comprometer a visão. Por isso, alguns cuidados são indispensáveis:

Higienizar sempre as mãos

Antes de colocar ou retirar as lentes, é fundamental lavar bem as mãos com água e sabão.

Nunca dormir com as lentes

Dormir com lentes aumenta significativamente o risco de infecções e inflamações oculares.

Não usar água para limpar as lentes

As lentes nunca devem ser lavadas com água da torneira, soro fisiológico ou saliva. O correto é utilizar apenas as soluções específicas indicadas pelo oftalmologista.

Não entrar em piscina ou mar usando lentes

O contato com água pode favorecer infecções graves, incluindo a ceratite por Acanthamoeba, um micro-organismo presente em ambientes aquáticos.

Respeitar o tempo de troca

Cada lente possui um período correto de descarte. Utilizar lentes vencidas pode provocar irritação, alergias e lesões na córnea.

Quais sinais merecem atenção?

Os pais devem procurar avaliação oftalmológica imediata caso o adolescente apresente:

  • Vermelhidão nos olhos;
  • Ardência;
  • Dor ocular;
  • Sensação de areia;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Visão embaçada;
  • Sensibilidade à luz;
  • Secreção ocular;

Esses sintomas podem indicar infecção ou inflamação relacionada ao uso das lentes.

Por que crianças e adolescentes não podem fazer cirurgia refrativa?

Essa é uma dúvida muito comum entre adolescentes que desejam abandonar os óculos definitivamente.

A cirurgia refrativa — como LASIK, PRK ou SMILE — normalmente não é indicada antes dos 18 anos. Isso acontece porque, durante a infância e adolescência, o grau ainda costuma estar em mudança.

Na miopia, por exemplo, é muito comum haver progressão ao longo da adolescência. Se a cirurgia ocorrer antes da estabilização do grau, existe grande chance de o paciente voltar a precisar de óculos posteriormente.

Para realizar cirurgia refrativa com segurança, é necessário que:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Grau estável há pelo menos 12 meses;
  • A córnea tenha espessura adequada;
  • Não existam doenças como ceratocone;
  • O olho tenha maturidade suficiente para o procedimento.

Além disso, adolescentes ainda apresentam alterações hormonais e crescimento corporal em andamento, fatores que também podem influenciar na evolução do grau.

Por isso, as lentes de contato acabam sendo uma alternativa temporária segura para muitos jovens até que exista idade e estabilidade ocular adequadas para avaliar uma possível cirurgia refrativa no futuro.

Lentes de contato exigem acompanhamento médico

Mesmo quando o adolescente já está adaptado às lentes, o acompanhamento oftalmológico regular continua sendo fundamental.

As consultas permitem avaliar:

  • A saúde da córnea;
  • A lubrificação ocular;
  • A adaptação das lentes;
  • Possíveis alergias ou irritações;
  • Mudanças no grau.

Além disso, o oftalmologista pode orientar qual tipo de lente é mais indicado para cada idade e rotina.

Conclusão

As lentes de contato podem ser uma excelente opção para pré-adolescentes e adolescentes, oferecendo mais liberdade, conforto e praticidade no dia a dia.

Porém, o uso seguro depende de responsabilidade, higiene adequada e acompanhamento oftalmológico regular.

E embora muitos jovens desejem abandonar definitivamente os óculos, a cirurgia refrativa ainda não costuma ser indicada nessa fase, justamente porque o grau geralmente ainda não está estabilizado.

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para definir o momento mais seguro e adequado para cada tipo de tratamento.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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O aumento do grau da miopia é perigoso? Leia e descubra https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/#respond Thu, 07 May 2026 12:14:26 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4636 O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%. Diante […]

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O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%.

Diante desse cenário, surge uma dúvida importante: o aumento do grau da miopia e suas consequências para a saúde ocular. E mais do que isso: é possível controlar essa progressão?

O que é aumento do grau da miopia?

A progressão é o aumento do grau da miopia ao longo do tempo. Isso ocorre, principalmente, devido ao crescimento do globo ocular, fazendo com que a imagem se forme antes da retina.

O aumento do grau da miopia é mais comum na infância e adolescência, especialmente entre os 6 e 10 anos, fase em que o avanço costuma ser mais rápido.

A progressão da miopia é perigosa?

Nem sempre. Em muitos casos, o aumento do grau é esperado e pode acontecer sem representar risco imediato para a visão.

No entanto, a progressão da miopia se torna preocupante quando é rápida ou atinge graus moderados e altos, especialmente acima de -6 graus (miopia alta).

Isso porque o alongamento do olho pode causar alterações importantes em estruturas como a retina e o nervo óptico, aumentando o risco de doenças oculares ao longo da vida.

Quais são os riscos do aumento do grau da miopia?

A miopia, principalmente em graus mais elevados, está associada a um maior risco de desenvolver:

  • Descolamento de retina;
  • Degeneração macular associada à miopia;
  • Glaucoma;
  • Catarata;
  • Ambliopia (olho preguiçoso), especialmente em crianças;
  • Estrabismo.

Essas condições podem levar a perdas visuais importantes, reforçando a necessidade de acompanhamento e controle.

Miopia não é só sobre usar óculos

Com o aumento expressivo dos casos, a miopia passou a ser considerada um problema de saúde pública global. Mais preocupante ainda é o crescimento dos casos de miopia alta, que aumentam significativamente o risco de complicações.

Como destaca a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, “a miopia não é apenas sobre usar óculos, mas sim sobre evitar a progressão e proteger a visão ao longo da vida.”

O que causa o aumento do grau da miopia?

A miopia tem forte componente genético, mas fatores ambientais têm papel decisivo no seu avanço.

Os principais fatores de risco incluem:

  • Uso excessivo de telas (celulares, tablets e computadores);
  • Pouco tempo ao ar livre;
  • Alta demanda visual para perto (leitura, estudos prolongados).

Esses hábitos ajudam a explicar o aumento acelerado da miopia entre crianças e adolescentes.

Como saber se o grau da miopia aumentou?

Alguns sinais podem indicar progressão:

  • Visão embaçada para longe;
  • Necessidade frequente de trocar óculos;
  • Aproximação excessiva de telas ou livros;
  • Dores de cabeça;
  • Dificuldade escolar (em crianças).

A confirmação só pode ser feita com avaliação oftalmológica.

Controle da miopia: o que é e como funciona?

O controle da miopia consiste em um conjunto de estratégias para desacelerar o aumento do grau — especialmente durante a infância e adolescência. Esse controle envolve tanto tratamentos clínicos quanto mudanças de hábitos.

Tratamentos disponíveis

Entre os principais recursos utilizados estão:

  • Colírios de atropina em baixa dose;
  • Lentes de contato especiais para controle da miopia;
  • Óculos com lentes especiais, produzidas com tecnologias específicas.

Essas abordagens não “curam” a miopia, mas ajudam a reduzir sua progressão.

Mudança de hábitos: parte essencial do tratamento

Além dos recursos clínicos, mudanças no estilo de vida são fundamentais:

  1. Mais tempo ao ar livre
    A exposição à luz natural estimula a liberação de dopamina na retina, ajudando a retardar o crescimento do olho.
  2. Redução do tempo de telas
    O uso excessivo de dispositivos eletrônicos está diretamente ligado ao aumento da miopia.
  • Até 2 anos: não é recomendado uso de telas;
  • Acima disso: uso limitado e supervisionado.

Quando começar o controle da miopia?

O ideal é iniciar o mais cedo possível, especialmente entre os 6 e 10 anos, quando a progressão costuma ser mais rápida.

Mesmo graus leves devem ser acompanhados, pois já estão associados a maior risco de problemas oculares no futuro.

Além disso, embora muitos adolescentes estabilizem o grau por volta dos 16 anos, uma parcela ainda pode apresentar progressão — o que exige acompanhamento até o início da vida adulta.

A importância do acompanhamento oftalmológico

O controle da miopia exige acompanhamento regular com oftalmologista, preferencialmente um oftalmopediatra.

A frequência das consultas pode variar:

  • A cada 3 meses (casos mais avançados);
  • A cada 6 meses (casos moderados);
  • Anualmente (casos estáveis).

Mesmo graus leves podem evoluir — por isso, o seguimento é essencial.

Conclusão

O aumento do grau da miopia nem sempre é perigoso, mas não deve ser negligenciado. Quando a progressão é rápida ou atinge graus elevados, os riscos para a saúde ocular aumentam significativamente.

Por isso, o diagnóstico precoce, o acompanhamento regular e o controle da miopia são fundamentais para preservar a visão ao longo da vida.

Mais do que corrigir a visão com óculos, o foco atual da oftalmologia é evitar que a miopia avance e cause complicações futuras.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

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Tempo excessivo de tela leva ao aumento de grau da miopia e outros problemas https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-excessivo-de-tela-leva-ao-aumento-de-grau-da-miopia-e-outros-problemas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-excessivo-de-tela-leva-ao-aumento-de-grau-da-miopia-e-outros-problemas/#respond Wed, 03 Dec 2025 15:33:16 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4099 O tempo excessivo de tela, segundo estudos, tem associação direta com aumento do grau de miopia, dores de cabeça e aumento do risco de obesidade, entre outras condições. Nos últimos anos, o uso de dispositivos digitais — celulares, tablets, computadores — tornou-se parte do cotidiano de crianças e adolescentes. No entanto, uma nova análise abrangente, […]

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O tempo excessivo de tela, segundo estudos, tem associação direta com aumento do grau de miopia, dores de cabeça e aumento do risco de obesidade, entre outras condições.

Nos últimos anos, o uso de dispositivos digitais — celulares, tablets, computadores — tornou-se parte do cotidiano de crianças e adolescentes. No entanto, uma nova análise abrangente, baseada em estudos publicados entre 2017 e 2025, trouxe um alerta importante. O recado desse estudo é que o tempo excessivo de tela está diretamente associado a uma série de problemas de saúde, tanto oculares quanto sistêmicos.

De acordo com dados desses estudos, as crianças que usam esses dispositivos eletrônicos por mais de 3 horas por dia, apresentam maior prevalência de dores de cabeça, dor nos olhos, sensação de corpo estranho, vermelhidão, cansaço visual e lacrimejamento.

Dentre os dispositivos, o mais prejudicial para a saúde ocular é o celular. Em um estudo com crianças entre 6 e 7 anos, 70% delas relataram sintomas como dores de cabeça, dor nos olhos piscar excessivo, visão borrada, sensação de corpo estranho e coceira nos olhos.

O estudo apontou ainda que os efeitos de longo prazo do uso do celular, por mais de 3 horas por dia, incluíram progressão acelerada da miopia, bem como um aumento de 21% no risco de desenvolver esse erro refrativo.

Miopia em alta: o impacto em longo prazo

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista também em Estrabismo e Neuroftalmologista, esses estudos reforçam a urgência na necessidade de alertar pais e responsáveis sobre os prejuízos do excesso de tempo em frente às telas.

“Atualmente, a miopia é altamente prevalente na infância e o uso do celular, por muitas horas, está diretamente ligado ao risco não só do surgimento da miopia, quanto ao aumento do grau. O que nem todo mundo sabe é que graus moderados e altos desse erro refrativo podem resultar em problemas na vida adulta, como descolamento de retina e desenvolvimento de um glaucoma, por exemplo”, alerta Dra. Marcela.

“Para além da miopia, temos os sintomas que prejudicam a qualidade de vida da criança. É comum queixas como as dores de cabeça, cansaço visual, sensação de areia nos olhos, entre outros que o estudo mostrou e que é comum no dia a dia do nosso consultório. Cada vez mais, crianças pequenas apresentam essas manifestações oculares”, acrescenta a especialista.

Excesso de telas também aumenta risco de outras doenças

Adicionalmente aos riscos para a saúde ocular, o excesso de telas aumenta a chance de a criança desenvolver obesidade. O estudo apontou que crianças que passam mais de 3 horas em frente às telas possuem um risco 1,37 maior de se tornarem obesas.

Os pesquisadores também alertaram os pais sobre os prejuízos para o sono, bem como para o aumento do risco de desenvolver transtornos mentais, como ansiedade, sintomas depressivos, irritabilidade de dificuldades de relacionamento.

Como proteger a saúde ocular e sistêmica das crianças

O tempo excessivo de tela é uma realidade na maioria dos lares brasileiros onde moram crianças e adolescentes. Em muitos casos, pode parecer impossível tirar a criança das telas. Mas é preciso!

Veja algumas medidas que podem ajudar a minimizar o risco dos problemas citados acima:

  • Os pais devem limitar o tempo diário de uso das telas, especialmente os celulares. O ideal é que a criança não use mais de 3 horas. Ou melhor, quanto menos tempo de uso, menor será o risco de surgirem problemas oculares e outras condições;

  • A cada 20 minutos, oriente a criança ou adolescente a fazer uma pausa e olhar para algo a 20 pés de distância (aproximadamente 6 metros), por 20 segundos;

  • Procure aumentar o tempo da criança ou adolescente ao ar livre, ou seja, a exposição à luz natural;

  • Lembre-se que crianças menores de 2 anos não devem ser expostas às telas, de maneira alguma. Nessa faixa etária, a televisão pode ser uma boa alternativa, desde que seja por pouco tempo e que a criança fique distante da tela.

Conclusão

O tempo excessivo de tela é uma problema real e vivido por milhares de famílias ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Como a tecnologia faz parte do cotidiano e pode não ser possível proibir o uso dos dispositivos eletrônicos, é importante adotar medidas para reduzir os riscos para a saúde ocular e sistêmica.

“Por fim, também é crucial que os pais levem as crianças regularmente ao Oftalmologista. A identificação precoce de erros refrativos é importante. Para a miopia, por exemplo, já existem métodos que podem controlar o aumento do grau, como lentes especiais e colírios”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Controle da miopia – Como evitar o aumento de grau da miopia https://homolog.marcelabarreira.com.br/controle-da-miopia-como-evitar-o-aumento-de-grau-da-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/controle-da-miopia-como-evitar-o-aumento-de-grau-da-miopia/#respond Fri, 26 Sep 2025 14:40:51 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3832 O controle da miopia, erro refrativo que causa dificuldade para enxergar de longe, é um tema bastante importante. Isso porque, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Internacional de Miopia (IMI) reconheceram a miopia como uma epidemia crescente, projetando que quase 50% da população global será míope e cerca de 10% terão miopia […]

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O controle da miopia, erro refrativo que causa dificuldade para enxergar de longe, é um tema bastante importante. Isso porque, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Internacional de Miopia (IMI) reconheceram a miopia como uma epidemia crescente, projetando que quase 50% da população global será míope e cerca de 10% terão miopia alta até 2050.

Desse modo, a miopia não é apenas uma dificuldade em enxergar de longe. Na verdade, a condição se tornou um problema de saúde pública devido ao aumento rápido de sua prevalência e a associação com complicações que podem ameaçar a visão. Entre essas complicações estão a maculopatia miópica, descolamento de retina, glaucoma e neovascularização coroidal.

Diante disso, as pesquisas para encontrar tratamentos que possam controlar a miopia e impedir o aumento do grau avançaram bastante nos últimos anos.

Para falar um pouco mais sobre os tratamentos para controle da miopia, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço do Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Controle da miopia: muito além de corrigir a visão

Primeiramente, é importante ressaltar que nos últimos anos, frente ao aumento exponencial dos casos de miopia, a abordagem clínica mudou. “Portanto, hoje não só é preciso corrigir o grau da miopia, como também avaliar a necessidade de prevenção de seu aparecimento e tratamentos para impedir o aumento do grau, ou seja, a progressão da miopia”, comenta Dra. Marcela.

Sendo assim, muitos estudos estão em andamento e hoje já temos algumas opções de tratamento visando ao controle da miopia. Entre eles estão lentes especiais para óculos, lentes de contato e o uso de colírios de atropina. Vale complementar que em casos de miopia grave ou patológica, pode ser necessários algumas intervenções cirúrgicas.

Por fim, um maior número de casos de alta miopia pode acarretar maior prevalência de deficiência visual, decorrente de suas complicações degenerativas.

Um pouco mais sobre a miopia

A miopia é um erro refrativo que ocorre devido ao formato do globo ocular, que costuma ser mais alongado. Há casos também em que a córnea tem uma curvatura mais acentuada ou ainda casos em que o cristalino tem poder refrativo maior. O resultado dessas alterações anatômicas no globo ocular de um míope é a distorção das imagens na visão de longe.

Adicionalmente, quanto maior o grau, maior a dificuldade de enxergar de longe. O grau da miopia é representado por números negativos (ex: -2,00).

 Classificação pelo grau

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a miopia é classificada da seguinte forma:

  • Miopia baixa: até –3,00 dioptrias (D)
  • Miopia moderada: entre –3,00 D e –6,00 D
  • Miopia alta ou patológica: acima de –6,00 D (ou comprimento axial do olho > 26 mm)

Tratamentos para controle da miopia disponíveis no Brasil

Naturalmente que o tratamento mais comum para a miopia é a correção com lentes de grau. Contudo, as lentes simples apenas corrigem a visão de longe, mas não evitam a progressão da miopia.

Atualmente, existem as chamadas lentes especiais que geram um desfoque controlado na visão periférica (lateral). De acordo com os estudos, o uso dessas lentes pode reduzir em até 50% a evolução da miopia em crianças.

Outra opção são as lentes de contato multifocais. Essas lentes possuem zonas em diferentes focos que ajudam a controlar o crescimento do olho. As evidências apontam que a redução da progressão da miopia pode chegar a 40%.

Recentemente, o uso de lentes de contato rígidas, durante a noite, também foi reconhecido como um método que pode ajudar a controlar a miopia. As lentes moldam temporariamente a córnea. Ao longo do dia, a criança enxerga bem sem óculos. Essas lentes, segundo os estudos, podem reduzir em até 60% o avanço da miopia. Contudo, é preciso um acompanhamento rigoroso devido ao risco de infecção da córnea, a ceratite.

Colírio de atropina – O que você precisa saber

Sem dúvidas, o recurso mais acessível e mais usado para controlar a miopia é o colírio de atropina, em baixas doses. Os estudos mostram que esse tratamento medicamentoso é capaz de reduzir a progressão da miopia em 50 a 60%. Porém, é um tratamento em longo prazo, de 2 a 3 anos, que exige acompanhamento regular com o oftalmologista.

Novos tratamentos devem surgir para controle da miopia

Diante da perspectiva do aumento dos casos da miopia nos próximos anos, as pesquisas para controle do aumento do grau continuam. Sendo assim, novos tratamentos devem surgir. Hoje, por exemplo, o uso da Luz Vermelha de Baixa Intensidade Repetida (RLRL) está sendo usada em alguns países. O dispositivo emite flashes de luz vermelha

A Terapia Repetida de Luz Vermelha de Baixa Intensidade (RLRL) é uma abordagem promissora para controlar a progressão da miopia, especialmente em crianças. Na aplicação, direciona-se um feixe de luz vermelha para a retina, por curtos períodos, duas vezes ao dia, cinco dias por semana. O tratamento, que aproveita propriedades da luz vermelha para influenciar o crescimento ocular, mostrou-se eficaz em retardar o alongamento do olho e a progressão da miopia.

Apesar de parecer promissor, o tratamento com a luz vermelha ainda está em fases iniciais de uso e demanda mais estudos para avaliar sua eficácia.

Mudanças de estilo de vida ajudam no controle da miopia

A parte dos tratamentos com óculos, lentes e colírios, o controle da miopia também passa por mudanças no estilo de vida. Apesar de a miopia ter um forte componente genético, os fatores ambientais são decisivos no surgimento desse erro refrativo.

A miopia está fortemente associada ao uso dos dispositivos eletrônicos, por tempo excessivo e prolongado. Ademais, há também ligação com atividades em geral, como ler e estudar, que exigem a visão de perto.

Portanto, reduzir ao máximo possível o tempo em frente às telas é crucial para prevenir tanto o surgimento da miopia, quanto o aumento do grau. Durante o uso das telas, é importante parar a cada 20 minutos e olhar pelo menos 20 segundos para o horizonte. As atividades ao ar livre também são importantes no controle da miopia e devem ser estimuladas.

Conclusão

Como vimos, a miopia é cada vez mais frequente e o aumento do grau pode ameaçar a visão. Dessa maneira, é crucial que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina.

“Quando o grau da miopia é alto, os pais precisam estar atentos. Além de mudar os hábitos para evitar a progressão do grau, é preciso levar a criança ao oftalmopediatra com mais frequência”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Progressão da miopia na infância pode causar doenças oculares na vida adulta https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia-na-infancia-pode-causar-doencas-oculares-na-vida-adulta/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia-na-infancia-pode-causar-doencas-oculares-na-vida-adulta/#respond Thu, 26 Sep 2024 11:01:25 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2749 A progressão da miopia na infância e na adolescência pode representar muito mais do que precisar trocar as lentes dos óculos para enxergar melhor. O aumento do grau, na verdade, eleva o risco de complicações nos olhos ao longo dos anos, principalmente na vida adulta. Dessa forma, o aumento exponencial do número de casos de […]

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A progressão da miopia na infância e na adolescência pode representar muito mais do que precisar trocar as lentes dos óculos para enxergar melhor. O aumento do grau, na verdade, eleva o risco de complicações nos olhos ao longo dos anos, principalmente na vida adulta. Dessa forma, o aumento exponencial do número de casos de miopia em todo o mundo é uma preocupação constante entre os oftalmologistas.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a miopia é um erro refrativo que afeta a visão de longe. “O olho míope é essencialmente mais longo do que deveria ser. Como resultado, a luz que entra no olho é focada na frente da retina, em vez de diretamente nela, fazendo com que objetos e imagens distantes pareçam embaçados e sem nitidez”.

“Contudo, para além do alongamento do globo ocular, o olho míope é mais frágil do que um olho sem miopia. O alongamento pode levar ao afinamento da retina, que por sua vez aumenta o risco de complicações, como descolamento da retina, catarata prematura, glaucoma e doenças maculares. Quanto maior o grau da miopia, maiores são os riscos”, explica a médica.

A miopia em crianças e adolescentes, quando não corrigida, também pode causar cansaço visual, dores de cabeça e dificuldades escolares.

O que explica o aumento dos casos de miopia?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2050 metade da população mundial será míope, sendo que a prevalência será maior nas gerações mais jovens. Mas, o que está por trás desse fenômeno global?

O aumento drástico dos casos de miopia em todo o mundo tem alguns componentes, alguns fatores que interagem e podem levar ao desenvolvimento desse erro refrativo. O primeiro é o genético, pois filhos de pais míopes têm risco maior de ter miopia. Para se ter uma ideia, quando ambos os pais são míopes, o risco é de 50%.

Para além da herança genética, as gerações mais novas passam mais tempo nas telas, bem como em atividades em distâncias menores, como estudar e realizar leituras. Como isso, há uma exigência maior da visão de perto, que pode desencadear o desenvolvimento da miopia.

“Outro aspecto importante é que crianças e adolescentes, especialmente aqueles que vivem em grandes centros urbanos, passam menos tempo ao ar livre. A luz natural e os ambientes abertos são fatores importantes para a visão. Isso porque exigem diferentes movimentos oculares, trabalhando o foco da visão de longe, entre outras habilidades visuais”, explica Dra. Marcela.

Como o sistema visual se desenvolve na infância, é importante garantir os estímulos corretos, tanto para a visão de longe, quanto para a de perto.

Como evitar a progressão da miopia na infância

Primeiramente, é crucial conscientizar os pais a respeito da importância de levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. “Sem dúvidas, esse é o primeiro passo para impedir a progressão da miopia, caso a criança tenha esse erro refrativo. A consulta também é importante para avaliar se há histórico familiar de míope, o que contribui para um acompanhamento mais regular durante os primeiros anos de vida”, aponta Dra. Marcela.

O uso dos óculos é importante para assegurar o desenvolvimento da visão e pode ser indicado até mesmo para os bebês e crianças menores. Quando o grau é alto, a atenção precisa ser redobrada.

Mas, se mesmo com a correção do grau, a miopia progride, podemos adotar alguns tratamentos que já temos disponíveis no Brasil. “Temos no mercado algumas lentes especiais que além de corrigirem o grau da miopia, também atuam desfocagem periférica. Trata-se de um mecanismo que desestimula o alongamento do globo ocular, principal fator de risco para a progressão da miopia”, conta Dra. Marcela.

Outra opção para impedir a progressão da miopia na infância é o uso de lentes de contato rígidas durante a noite, para achatar a córnea. Isso permite uma melhora no foco durante o dia. Essas lentes também podem ajudar a retardar o crescimento do globo ocular.

“Por fim, temos o colírio de atropina, cujo mecanismo de ação leva à dilatação das pupilas e ao relaxamento do músculo responsável pelo foco. Isso contribui para reduzir a tensão no globo ocular, desacelerando seu alongamento”, complementa a especialista.

Gerenciar tempo de telas é crucial para impedir a progressão da miopia na infância

Adicionalmente aos recursos das lentes e do colírio de atropina, é crucial gerenciar o tempo gasto nas telas e nas demais atividades que demandam a visão de perto. Também é preciso incentivar as atividades ao ar livre.

Apesar dos malefícios das telas para a visão das crianças, pode parecer impossível abolir os eletrônicos em um mundo hiper conectado. Muitas crianças e adolescentes usam dispositivos eletrônicos para estudar e se comunicar. Portanto, nem sempre uma recomendação pode ser aplicada no dia a dia das famílias.

“Por outro lado, temos dados e evidências suficientes que mostram a relação das telas com a miopia e sua progressão. Dessa forma, podemos usar o bom senso e o equilíbrio, especialmente se a criança já tem o diagnóstico da miopia. Sempre que for possível, é importante que os pais sigam as diretrizes das sociedades médicas a respeito do tempo de uso de tela, de acordo com a idade da criança”, finaliza Dra. Marcela.

O que diz a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), trouxe algumas recomendações a respeito do uso de telas por crianças. O limite de tempo de uso dos dispositivos eletrônicos é determinado pela faixa etária, mas sempre deve ter supervisão de adulto. Confira abaixo.

  • Menores de 2 anos: nenhum contato com telas ou videogames;
  • Dos 2 aos 5 anos: até uma hora por dia;
  • Dos 6 aos 10 anos: entre uma e duas horas por dia;
  • Dos 11 aos 18 anos: entre duas e três horas por dia.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Controle da miopia: O que é? Como funciona? Onde fazer? https://homolog.marcelabarreira.com.br/controle-da-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/controle-da-miopia/#respond Wed, 26 Jul 2023 16:51:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2501 O controle da miopia na infância e adolescência é fundamental para prevenir doenças oculares no futuro, como descolamento de retina, degeneração macular e catarata. O controle da progressão da miopia, ou seja, do aumento do grau, pode ser feito por meio de recursos como o uso de colírios, lentes especiais e de acompanhamento oftalmológico contínuo. […]

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O controle da miopia na infância e adolescência é fundamental para prevenir doenças oculares no futuro, como descolamento de retina, degeneração macular e catarata. O controle da progressão da miopia, ou seja, do aumento do grau, pode ser feito por meio de recursos como o uso de colírios, lentes especiais e de acompanhamento oftalmológico contínuo.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o controle da miopia é particularmente importante para as crianças. Isto porque esta é a fase da vida em que a miopia tem maior probabilidade de progredir ou piorar rapidamente. Este controle também é recomendado durante a adolescência, embora nesta população o ritmo da progressão da miopia seja mais lento”.

Controle da miopia deve iniciar na infância

Estima-se que metade dos adolescentes atinge a estabilidade da progressão da miopia por volta dos 16 anos. Mas temos a outra metade que ainda pode ter aumento no grau. Portanto, o controle da miopia deve continuar até o início da idade adulta.

Miopia não é sobre usar óculos

Infelizmente, os casos de miopia crescem de forma exponencial em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a miopia é um problema de saúde pública.

A projeção da entidade é que em 2050 metade da população mundial será míope. Um dos dados mais preocupantes é que os casos de alta miopia (grau acima de -6D), têm aumentado mais do que a miopia baixa ou moderada, inclusive no Brasil.

“Desta maneira, frente às projeções e dados que temos hoje é possível afirmar que a miopia não é só sobre usar óculos. Precisamos orientar os pais e conscientizá-los sobre a importância das estratégias que podem impedir a progressão da miopia”, afirma Dra. Marcela.

A progressão da miopia significa uma piora na acuidade visual, necessidade frequente de trocar as lentes, além de aumentar o risco de desenvolver problemas oculares ao longo da vida, como o descolamento de retina, degeneração macular, glaucoma e catarata.

Quando começar?

Ao longo dos anos, os estudos evidenciaram que a progressão da miopia é mais rápida em crianças entre 6 e 10 anos. “Por isso, é importante iniciar o controle da miopia assim que possível. As evidências científicas nos mostram que mesmo os graus mais leves de miopia estão associados a um risco maior de desenvolver problemas oculares ao longo da vida”, comenta Dra. Marcela.

Como funciona

O controle da miopia pode ser descrito como cuidados clínicos extras para impedir o aumento do grau. Entre os recursos que podemos usar estão o uso de óculos, a prescrição de colírios de atropina e uso de lentes de contato especiais. “Os cuidados também envolvem a mudança de hábitos, como reduzir drasticamente o tempo de uso de telas e aumentar as atividades ao ar livre”, afirma Dra. Marcela.

“Finalmente, quando a criança recebe o diagnóstico da miopia deve ser acompanhada regularmente por um oftalmopediatra. A periodicidade das consultas podem variar de 3, 6 e 12 meses, dependendo do grau. Os graus mais altos demandam mais cuidado e atenção, mas um grau leve e moderado pode aumentar. Portanto, as visitas ao oftalmologista são essenciais no controle da miopia”, finaliza a especialista.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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