Arquivos córnea - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/cornea/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:25:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos córnea - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/cornea/ 32 32 Ceratocone em crianças – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone-em-criancas-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone-em-criancas-sinais-e-sintomas/#respond Wed, 04 Jun 2025 19:18:38 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3480 O ceratocone em crianças costuma ser mais agressivo do que em adultos, embora seja mais raro. De qualquer maneira, é uma doença que precisa de tratamento, pois pode levar à perda da visão. Hoje, vamos falar mais sobre o ceratocone em crianças e sobre a doença em geral, em homenagem ao movimento Junho Violeta, que […]

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O ceratocone em crianças costuma ser mais agressivo do que em adultos, embora seja mais raro. De qualquer maneira, é uma doença que precisa de tratamento, pois pode levar à perda da visão.

Hoje, vamos falar mais sobre o ceratocone em crianças e sobre a doença em geral, em homenagem ao movimento Junho Violeta, que visa aumentar o conhecimento da população sobre a doença.

Para isso, vamos entrevistar a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Ceratocone resulta de deformações na córnea

Segundo Dra. Marcela Barreira, o ceratocone é uma doença que afeta a córnea, alterando sua forma. “Primeiramente, ocorrem mudanças no colágeno que, por sua vez, resultam em deformidades na córnea, estrutura essencial para a visão. A córnea se deforma e lembra o formato de um cone, daí o nome “ceratocone”.

“Desse modo, a mudança no formato da córnea acarreta o desenvolvimento de astigmatismo irregular, afinamento da córnea e miopia progressiva. Infelizmente, todas essas condições podem levar à redução da acuidade visual”, explica a médica.

“Embora seja mais prevalente a partir da adolescência, o ceratocone em crianças é muito preocupante. A razão é que na população infantil temos uma progressão mais rápida. Por outro lado, o diagnóstico pode ser mais tardio, devido ao fato de que as crianças menores podem não conseguir expressar queixas a respeito de problemas na visão”, alerta Dra. Marcela.

Ceratocone em crianças e em outras populações – Quais são os fatores de risco?

Acima de tudo, é importante esclarecer que nem sempre é possível definir a causa exata do ceratocone. Por outro lado, ao longo dos anos estudos apontaram alguns fatores de risco importantes em relação à doença, como:

  • Quadros repetitivos de ceratoconjuntivite (inflamação da conjuntiva e da córnea);
  • Atopia (alergias), especialmente alergias oculares;
  • Síndrome de Down;
  • Retinite pigmentosa e doenças genéticas;
  • Histórico familiar de ceratocone.

A ligação do ceratocone com as alergias é bem documentada. As crianças alérgicas tendem a coçar os olhos com muita frequência.

“Dessa maneira, essa fricção constante pode liberar substâncias, que geram uma inflamação crônica na córnea. O quadro inflamatório pode desencadear alterações no colágeno da córnea, alterando assim o seu formato. Por este motivo, há uma relação bastante importante entre o ceratocone e as alergias em geral, particularmente as alergias oculares”, comenta Dra. Marcela.

Vale reforçar que o ceratocone em crianças é mais agressivo e raro do que em adultos. Adicionalmente, o ceratocone é responsável por cerca de 15% a 20% dos transplantes de córnea em crianças.

Sinais de alerta do ceratocone em crianças

Infelizmente, como já dissemos, nas fases iniciais o ceratocone não causa sinais tão evidentes. Ademais, precisamos levar em consideração que as crianças podem não se queixar sobre alterações na visão. O motivo é que elas não possuem parâmetros a respeito do que é enxergar bem ou enxergar mal.

“Geralmente, as crianças em idade escolar podem se queixar de dificuldades para enxergar na lousa, escrever, ler, praticar esportes. Na verdade, nos estágios iniciais, os sintomas do ceratocone são parecidos com os dos erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia). Contudo, o mais importante sinal de alerta é necessidade de troca constante de grau ou ainda queixas de problemas para enxergar, mesmo usando os óculos”, alerta Dra. Marcela.

Veja os sinais e sintomas do ceratocone em fases mais avançadas:

  • Sensibilidade à luz
  • Cansaço visual
  • Intensificação da coceira ocular
  • Irritação e desconforto nos olhos
  • Visão dupla
  • Percepção de várias imagens de um mesmo objeto, além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz.

Tratamento pode exigir transplante de córnea

Infelizmente, o ceratocone em crianças é responsável por cerca de 15% a 20% dos transplantes na população pediátrica. Mas, vale ressaltar que o transplante é um dos últimos recursos para tratar a doença.

Nas fases iniciais e moderadas, o tratamento do ceratocone consiste no uso de óculos ou de lentes de contato especiais. Vale lembrar que a evolução da doença costuma ser lenta, podendo durar, em média, 6 anos.

Outro tratamento que pode beneficiar os pacientes é o cross-linking, método minimamente invasivo e seguro. O oftalmologista aplica a riboflavina, um dos tipos de vitamina B, nos olhos do paciente. Logo depois, aplica um feixe de luz ultravioleta que visa à ligação da vitamina B com o colágeno da córnea. O objetivo do cross-linking é fortalecer a córnea para manter seu formato e prevenir uma deformação mais acentuada.

Já o transplante de córnea, como dissemos anteriormente, é a última opção de tratamento. Em contrapartida, quando necessário, pode ser um recurso importante para restabelecer a visão do paciente.

É possível prevenir o ceratocone em crianças?

Embora a origem exata do ceratocone não esteja totalmente esclarecida, é possível prevenir problemas na córnea por meio da mudança de hábitos e do acompanhamento preventivo e precoce de crianças com astigmatismo ou ainda com histórico familiar da doença. Outro componente da prevenção é evitar coçar os olhos de forma frequente, garantindo tratamentos adequados para quadros de alergia ocular”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Crianças podem desenvolver síndrome do olho seco – Saiba o porquê https://homolog.marcelabarreira.com.br/criancas-sindrome-do-olho-seco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/criancas-sindrome-do-olho-seco/#respond Wed, 17 Jul 2024 17:12:46 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2711 Uso de telas por tempo prolongado é principal fator de risco Embora o olho seco seja uma doença mais prevalente em adultos, especialmente após os 40 anos, também pode afetar o público infantil. Ou seja, crianças podem desenvolver a síndrome do olho seco, apesar de ser mais raro. E um dos principais fatores de risco […]

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Uso de telas por tempo prolongado é principal fator de risco

Embora o olho seco seja uma doença mais prevalente em adultos, especialmente após os 40 anos, também pode afetar o público infantil. Ou seja, crianças podem desenvolver a síndrome do olho seco, apesar de ser mais raro. E um dos principais fatores de risco é o uso prolongado de telas.

Hoje, vamos falar um pouco mais sobre o porquê crianças podem desenvolver o olho seco. A razão é que o mês de julho foi eleito para aumentar o conhecimento sobre a síndrome do olho seco, também chamada de ceratoconjuntivite seca, por meio do movimento Julho Turquesa.

Síndrome do olho seco – O que você precisa saber

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, o olho seco é uma doença que afeta a superfície ocular. Esta região é composta pela córnea, esclera, episclera e conjuntiva. A saúde desta área ocular depende do bom funcionamento de algumas glândulas, como as sebáceas e as lacrimais. Estas glândulas produzem substâncias que compõem o filme lacrimal, popularmente chamado de lágrima”.

“A lágrima tem três camadas: a aquosa, a gordurosa e a mucosa. Toda vez que piscamos, o filme lacrimal se espalha na superfície ocular, lubrificando, nutrindo e protegendo a região. Entretanto, existem algumas condições que podem alterar o funcionamento das glândulas lacrimais e sebáceas dos olhos. Quando o problema é nas glândulas sebáceas, ocorre o olho seco evaporativo. Já as alterações nas glândulas lacrimais acarretam o olho seco por deficiência aquosa”, explica Dra. Marcela.

Tipicamente, o olho seco é uma doença de adultos relacionada à inúmeros fatores de risco. Contudo, nos últimos anos, os estudos apontam que a baixa prevalência do olho seco na infância pode estar associada ao subdiagnóstico.

“Mas, assim como acontece com os adultos, o olho seco na infância pode ser bastante desconfortável e afetar a visão, com impactos na aprendizagem, nos esportes e em outras áreas da vida. Por esses motivos, é importante entender que crianças podem desenvolver o olho seco”, alerta Dra. Marcela.

Crianças podem desenvolver olho seco devido ao uso prolongado de telas

Atualmente, um dos principais fatores de risco do olho seco na infância é o tempo prolongado de telas. Um estudo de 2021, publicado no periódico Clinical Epidemiology and Global Health, apontou que existe uma associação importante entre o uso prolongado de smartphones e o risco aumentado de desenvolver doenças da superfície ocular. Para além disso, o estudo também indicou que quanto mais tempo a criança usa o smartphone, menor é a taxa de intermitência (tempo entre uma piscada e outra).

Entre outros fatores de risco de olho seco na infância estão:

  • Alergias oculares
  • Doenças autoimunes como síndrome de Sjogren e artrite reumatoide
  • Conjuntivite e ceratoconjuntivite
  • Inflamação e danos na superfície ocular
  • Anormalidades neurossensoriais
  • Blefarite e disfunção das glândulas sebáceas das pálpebras
  • Uso de lentes de contato
  • Rosácea
  • Deficiência de vitamina A
  • Má nutrição em geral
  • Uso de medicamentos tópicos e sistêmicos para acne, anti-histamínicos e colírios com cloreto de benzalcônio na fórmula

Muito além da secura ocular

Vale esclarecer que a secura ocular é apenas um dos sintomas do olho seco. Aliás, isoladamente, o ressecamento dos olhos não é suficiente para determinar o diagnóstico. “A secura pode vir acompanhada de irritação, coceira, vermelhidão na conjuntiva, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, visão embaçada, sensibilidade à luz, desconforto ao usar lentes de contato e acúmulo de remelas nos cantos dos olhos, próximos ao nariz”, aponta Dra. Marcela.

A principal recomendação é que na presença dos sintomas, de forma persistente, os pais procurem um oftalmopediatra para uma avaliação. O tratamento depende da origem do olho seco e pode envolver uso de medicamentos, colírios, compressas mornas e mudança de hábitos.

Crianças e síndrome do olho seco – O que os pais precisam fazer

“As crianças com síndrome do olho seco precisam mudar certos hábitos. O primeiro é reduzir, ao máximo, o uso das telas. O problema dos dispositivos eletrônicos é a redução do número de piscadas. A tendência quando usamos um celular, por exemplo, é de piscar menos vezes e isto pode afetar a superfície ocular, bem como agravar os sintomas”, diz Dra. Marcela.

Aqui vai uma dica: como pode ser quase impossível inibir o uso das telas, o ideal é fazer pausas a cada 20 minutos de uso. Os pais também podem orientar a criança a piscar mais vezes enquanto estiverem em frente as telas.

Outro cuidado importante é manter os ambientes da casa com boa umidade no ar. Em períodos mais secos do ano, quando chove menos, por exemplo, a recomendação é usar umidificadores de ar. O ar também fica mais seco quando o ambiente é climatizado com ar-condicionado. Portanto, a regra da umidificação também serve nestes casos.

Nos casos de olho seco evaporativo, o uso de compressas mornas para amolecer as secreções acumuladas nos ductos das glândulas sebáceas pode ajudar a melhorar a qualidade do filme lacrimal. Também é preciso garantir que a criança tenha um bom aporte de nutrientes, especialmente de vitamina A.

Conclusão

O olho seco em crianças é menos frequente do que em adultos. Todavia, o uso excessivo e prolongado de telas está associado a um risco maior de desenvolver a síndrome do olho seco na infância. Sendo assim, cabe aos pais controlarem o tempo de uso dos dispositivos eletrônicos, garantir uma boa nutrição, orientar sobre as pausas durante o uso das telas e levar as crianças ao oftalmopediatra na presença de sinais e sintomas da doença”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é ceratocone? Sinais, sintomas e tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ceratocone-2/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ceratocone-2/#respond Tue, 18 Jun 2024 12:17:03 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2696 O ceratocone é uma doença oftalmológica que afeta córnea, tecido transparente que pode ser comparado a um vidro de um relógio. Ela permite a entrada da luz e executa dois terços das tarefas de foco, seguida da íris (aquela área colorida do olho) e a pupila. Portanto, o ceratocone pode causar danos importantes na capacidade […]

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O ceratocone é uma doença oftalmológica que afeta córnea, tecido transparente que pode ser comparado a um vidro de um relógio. Ela permite a entrada da luz e executa dois terços das tarefas de foco, seguida da íris (aquela área colorida do olho) e a pupila. Portanto, o ceratocone pode causar danos importantes na capacidade de enxergar.

Para se ter uma ideia, o ceratocone aumenta em 7 vezes a chance de precisar de um transplante de córnea. Devido à gravidade da doença, temos o movimento “Junho Violeta”, dedicado a aumentar o conhecimento da população sobre o ceratocone.

Ceratocone atinge adultos e crianças

Embora o ceratocone seja mais prevalente em adultos, a forma infantil é mais grave. Estima-se que a doença seja responsável por cerca de 20% dos transplantes de córnea em crianças. Para além disto, é mais comum em meninos que meninas.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, também especialista em estrabismo e neuroftalmologia, o ceratocone causa mudanças na estrutura da córnea, que assume um formato de cone, sendo esta a explicação para o nome da doença. “O ceratocone causa alterações no colágeno que, por sua vez, causa uma deformação da córnea”.

“Uma das consequências destas deformidades é o desenvolvimento do astigmatismo irregular, miopia progressiva e afinamento da córnea. O ceratocone acarreta uma piora considerável na acuidade visual”, completa Dra. Marcela.

Normalmente, o ceratocone é mais comum na puberdade. Quando surge em crianças menores, é uma grande preocupação. Isto porque nessa população a progressão é mais rápida.

Coçar os olhos é o principal fator de risco

Um dos fatores de risco mais conhecidos do ceratocone é a fricção constante dos olhos. Ou seja, coçar demais os olhos pode levar ao desenvolvimento da doença. Por este motivo, o ceratocone está intimamente relacionado às alergias em geral, especialmente àquelas que atingem os olhos.

“Uma das hipóteses é que o hábito de coçar os olhos de forma constante libera substâncias inflamatórias, que desencadeiam alterações no colágeno da córnea, levando a sua deformação”, explica Dra. Marcela.

“Temos outros fatores de risco, como quadros repetitivos de ceratoconjuntivite (inflamação da conjuntiva e da córnea), síndrome de Down, retinite pigmentosa, entre outras doenças genéticas. Além disso, crianças com histórico familiar de ceratocone têm um risco muito maior de ter a doença do que a população em geral”, comenta Dra. Marcela.

Ceratocone não causa sintomas nas fases iniciais

Um dos principais problemas do ceratocone é que nas fases iniciais da doença não há sintomas específicos. Por essa razão, a maioria dos casos da doença em crianças não é detectada de forma precoce. “Um dos sinais mais típicos do ceratocone é a necessidade de trocar de grau de forma constante. Outro indício é a intolerância ao uso de lentes de contato”, alerta Dra. Marcela.

Na medida em que o ceratocone avança, surgem sintomas como redução da acuidade visual, sensibilidade à luz, cansaço visual, aumento da coceira, irritação e desconforto nos olhos. Por fim, alguns pacientes podem ter visão dupla, percepção de várias imagens de um mesmo objeto, além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz.

Diagnóstico e tratamento do ceratocone

As crianças com histórico familiar de ceratocone e condições que aumentam o risco de desenvolver a doença, como alergias e a síndrome de Down, por exemplo, devem ser acompanhadas desde o nascimento por um oftalmologista infantil.

O ceratocone, inicialmente, pode ser gerenciado com o uso de óculos. Estima-se que a progressão da doença ocorra em cerca de 6 anos. Quando a deformação da córnea é muito importante, torna-se necessário realizar um transplante de córnea.

Contudo, antes do transplante, é possível tratar a doença com algumas técnicas que podem impedir a evolução da doença, bem como estabilizar a curvatura da córnea. Um dos tratamentos mais usados é o cross-linking.

“Trata-se de um procedimento seguro em que o oftalmologista aplica gotas de riboflavina, um dos tipos de vitamina B. Após a instilação, o médico aplica um feixe de luz ultravioleta. A luz UV promove a ligação da vitamina com o colágeno da córnea, fortalecendo-a. Com isso, consegue-se fixar a córnea no formato em que ela se encontra naquele momento”, conta Dra. Marcela.

Pare de coçar os olhos

A consulta regular com o oftalmologista é importante para detectar e tratar o ceratocone de forma precoce. Contudo, os pais precisam ficar atentos ao hábito de coçar os olhos. Caso a criança tenha alergias oculares constantes, é preciso tratar de forma efetiva.

“Para além disto, queixas de dificuldade para enxergar, mesmo após mudanças recentes de grau, também são sinais de alerta. Por fim, é preciso dar mais atenção para crianças com histórico familiar de ceratocone, bem como àquelas com síndromes genéticas associadas à condição”, finaliza a oftalmopediatra.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Deformação na córnea: Entenda o que é o ceratocone e fatores de risco https://homolog.marcelabarreira.com.br/deformacao-na-cornea/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/deformacao-na-cornea/#respond Fri, 16 Jun 2023 15:07:44 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2482 Deformação na córnea está associada ao hábito de coçar os olhos  com frequência Aproximadamente 70% dos pacientes com ceratocone relatam coçar os olhos com frequência desde a infância O movimento Junho Violeta foi criado para aumentar o conhecimento da população a respeito do ceratocone. Trata-se de uma doença oftalmológica ligada à deformação da córnea que […]

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Deformação na córnea está associada ao hábito de coçar os olhos  com frequência

Aproximadamente 70% dos pacientes com ceratocone relatam coçar os olhos com frequência desde a infância

O movimento Junho Violeta foi criado para aumentar o conhecimento da população a respeito do ceratocone. Trata-se de uma doença oftalmológica ligada à deformação da córnea que assume um formato de cone e pode causar a perda da visão.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista especialista em estrabismo, a fricção frequente dos olhos é uma das principais causas associadas ao ceratocone. Pessoas com alergias em geral e condições genéticas, como a síndrome de Down, são mais propensas ao hábito de esfregar os olhos. Este ato pode causar alterações biomecânicas, inflamação e afinamento da córnea. Todos estes fatores podem resultar no desenvolvimento do ceratocone”.

Deformação na córnea é rara na infância

O ceratocone é uma doença que se desenvolve lentamente desde a infância. As primeiras manifestações costumam surgir no final da adolescência em meninos e por volta dos 20 anos nas meninas. “Raramente a condição afeta crianças menores. Porém, quando isto ocorre, o diagnóstico e o tratamento precisam ser precoces”.

Isto porque na população infantil a doença tem uma progressão mais rápida e agressiva, explica a médica. Para se ter uma ideia, o ceratocone infantil aumenta em 7 vezes a necessidade de um transplante de córnea.

Sem reclamações

Infelizmente, o diagnóstico do ceratocone pediátrico costuma ser tardio. A razão é que a criança não tem um parâmetro para comparar se sua visão está ruim ou boa, especialmente antes dos oito anos de idade.

“Nas fases iniciais, os sintomas do ceratocone estão ligados à dificuldade de enxergar o que aponta para a presença de erros refrativos. Algumas crianças podem se queixar de sensibilidade à luz e desconforto ocular. O que pode ajudar a diferenciar um erro refrativo do ceratocone é a necessidade constante de corrigir o grau e a intolerância ao uso de lentes de contato”, alerta Dra. Marcela.

Quando a doença avança, a dificuldade para enxergar de longe e de perto é bastante evidente. O paciente apresenta outros sintomas como aumento da coceira, irritação, cansaço visual, percepção de várias imagens do mesmo objeto, distorção da imagem e até mesmo diplopia.

Deformação na córnea e Astigmatismo irregular

Outro sinal característico do ceratocone é a presença do astigmatismo irregular. Nestes casos, a córnea apresenta deformidades em todas as direções. Por este motivo, as lentes comuns não conseguem corrigir o grau.

Tratamento

O tratamento do ceratocone depende da gravidade e da taxa de progressão. Entre os principais tratamentos estão óculos e lentes de contato específicas para o ceratocone, cirurgias para impedir a progressão da deformidade na córnea e, por fim, o transplante de córnea.

Consulta oftalmológica na infância é essencial

Embora o ceratocone seja uma doença rara, pode causar a perda da visão. É muito importante que pessoas com histórico familiar da doença procurem levar a criança para uma consulta preventiva ainda no primeiro ano de vida ou antes dos 7 anos. “Também é preciso incluir em consultas de triagem crianças com alterações genéticas, como a síndrome de Down e àquelas com quadros alérgicos, como rinite, asma e conjuntivite alérgica”, finaliza a médica.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Crianças podem desenvolver olho seco? Quais os sintomas? Como tratar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/criancas-olho-seco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/criancas-olho-seco/#respond Wed, 05 Oct 2022 13:40:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2345 As crianças podem desenvolver olho seco! Embora o olho seco seja uma doença com maior prevalência na vida adulta, é cada vez mais comum em crianças e adolescentes. Mas por que houve aumento de crianças com olho seco? O principal motivo para o aumento de crianças com olho seco é o uso excessivo e prolongado […]

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As crianças podem desenvolver olho seco! Embora o olho seco seja uma doença com maior prevalência na vida adulta, é cada vez mais comum em crianças e adolescentes.

Mas por que houve aumento de crianças com olho seco?

O principal motivo para o aumento de crianças com olho seco é o uso excessivo e prolongado de tablets e celulares.  Um estudo de 2021 comprovou que o uso de dispositivos eletrônicos levou ao aumento de casos de olho seco em crianças e adolescentes. 

O que é olho seco?

O olho seco, também chamado de síndrome do olho seco ou ceratoconjuntivite seca, é uma doença que afeta a superfície ocular e pode causar sintomas bastante desconfortáveis. A maioria dos casos afeta adultos, mas atualmente é cada vez maior o número de crianças e adolescentes com sintomas sugestivos de olho seco.

Os especialistas acreditam que a prevalência do olho seco em crianças é subestimada, porque a condição é frequentemente atribuída a outras causas de irritação ocular, incluindo alergias, algo muito comum no público infanto-juvenil.

O uso prolongado e excessivo de tablets e celulares ao aumento da prevalência do olho seco em crianças e adolescentes, pois quando as crianças mantêm os olhos abertos para manter o foco na tela ocorre uma redução na taxa de intermitência (piscadas) em até 5 a 6 vezes/minuto, segundo estudos.

Redução da frequência de piscar é o principal fator de risco

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, durante o uso de dispositivos eletrônicos piscamos menos e isso causa problemas no filme lacrimal (lágrima), responsável pela nutrição e saúde da superfície ocular. “O ato de piscar, ou seja, abrir e fechar as pálpebras, é essencial para que o filme lacrimal se distribua uniformemente pela superfície ocular”.

Essa distribuição é essencial para assegurar que a superfície ocular, que inclui a córnea, esteja lubrificada, hidratada, limpa e protegida. Quando piscamos menos, o risco de desenvolver o olho seco aumenta.

“As crianças podem apresentar sintomas como sensibilidade à luz, secura ocular, vermelhidão, desconforto visual, coceira e dor de cabeça”, aponta Dra. Marcela.

Nas crianças, há outras causas do olho seco como a artrite reumatoide juvenil, diabetes juvenil e síndrome de Sjögren. O tempo mais seco, alergias e infecções também podem causar sintomas como a secura ocular, mas a diferença é que nesses casos é uma manifestação temporária.

Diagnóstico do olho seco 

Atualmente, é possível realizar um exame para avaliar a superfície ocular e determinar se há alterações sugestivas do olho seco, tanto em crianças como em adultos. O exame se chama Tearcheck®. O teste é realizado em 10 minutos e permite ao oftalmologista avaliar as condições do filme lacrimal e da superfície ocular por meio de duas câmeras de alta resolução.

Prevenção e tratamento do olho seco 

A melhor forma de prevenir o olho seco em crianças e adolescentes é limitar o tempo de uso de celulares, tablets e computadores. Além disso, os pais precisam estar atentos ao fato de que crianças menores de 2 anos não devem ser expostas aos dispositivos eletrônicos.

“Outra atitude é incentivar que as crianças e adolescentes façam pausas a cada 20 minutos em frente às telas. Se possível, explique a importância de piscar mais frequentemente para garantir que o filme lacrimal lubrifique a superfície ocular com mais eficácia”, reforça Dra. Marcela.

“Por fim, o ideal é reduzir o tempo nas telas e aumentar o tempo das atividades ao ar livre e dos esportes. Isso vai ajudar na prevenção do olho seco, assim como previne o surgimento da miopia ou sua progressão, algo também ligado ao uso excessivo das telas”, finaliza a especialista.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Lesões oculares são importante causa de baixa visão e cegueira na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/lesoes-oculares-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lesoes-oculares-infancia/#respond Thu, 22 Sep 2022 19:02:17 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2337 Estima-se que cerca de 50 mil pessoas perdem a visão todos os anos devidos a traumas oculares, sendo que 30% delas têm menos de 18 anos de idade A maioria das lesões oculares na infância ocorre durante atividades recreativas e esportivas. Entre as lesões mais comuns estão arranhões na córnea, lesões contusas no globo ocular […]

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Estima-se que cerca de 50 mil pessoas perdem a visão todos os anos devidos a traumas oculares, sendo que 30% delas têm menos de 18 anos de idade

A maioria das lesões oculares na infância ocorre durante atividades recreativas e esportivas. Entre as lesões mais comuns estão arranhões na córnea, lesões contusas no globo ocular (socos, boladas, pontapés), lesões químicas e lesões perfuro cortantes (acidentes com tesouras, lápis e outros objetos pontiagudos).

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, qualquer lesão nos olhos das crianças e bebês precisa ser avaliada por um oftalmologista. “Nem sempre um médico generalista consegue examinar com mais precisão todas as estruturas oculares. Por isso, o ideal é que os pais procurem serviços de urgência especializados em oftalmologia”, ressalta.

Boladas e socos nos olhos ameaçam a visão

As lesões de alta velocidade são muito perigosas para a visão. Esses traumas são aqueles que ocorrem, geralmente, durante um jogo com bola. Quanto menor a bola, maior o risco. Nesse grupo também entram socos e pontapés.

“As lesões que atingem o olho em alta velocidade podem causar danos estruturais importantes no globo ocular. Uma das consequências é o aumento da pressão intraocular e consequente desenvolvimento de um glaucoma por trauma. Também pode ocorrer descolamento de retina, hemorragia vítrea e até fratura do osso orbitário”, comenta Dra. Marcela.

Fora de alcance

Os acidentes oculares que envolvem produtos químicos também são comuns. Mas no geral são menos graves do que lesões contusas.

“De qualquer maneira, os pais e responsáveis precisam sempre manter produtos químicos longe do alcance das crianças. Nessa lista entram detergentes, produtos de limpeza, perfumes, cremes, desodorantes e até mesmo o álcool em gel”, reforça Dra. Marcela.

Longe das pontas

As lesões perfurocortantes também são comuns. “As crianças são curiosas por natureza, principalmente quando começam a andar e a explorar os ambientes. Portanto, nessa fase e ao longo da infância é preciso tomar muito cuidado com objetos pontiagudos, brinquedos, lápis, tesouras etc. Portanto, a regra é sempre supervisionar a criança e manter objetos com pontas bem guardados e fora do alcance dos pequenos.

Plantas e animais

As plantas também podem ser perigosas para as crianças. “Existem algumas plantas que têm pontas. Outras soltam substâncias que podem causar lesões químicas. Devemos ainda lembrar dos animais que podem causar arranhaduras na córnea, como cães, gatos e pássaros”, adiciona Dra. Marcela

Trauma ocular é emergência médica

As lesões oculares devem ser tratadas como uma emergência médica. “A recomendação é procurar um oftalmologista ou serviço de pronto atendimento oftalmológico sempre que houver lesões nos olhos. Os pais não devem aplicar nenhum tipo de medicamento, colírio, pomada ou fazer curativos. Quando a lesão for química, a recomendação é lavar os olhos com água durante uns 15 minutos e ir para serviço médico”, alerta Dra. Marcela.

O atendimento precoce em lesões mais graves é muito importante para prevenir perda visual ou consequências.

 

Veja agora algumas dicas para prevenir acidentes oculares na infância

  • Oriente a criança a não colocar o rosto muito perto dos animais na hora de brincar

  • Não permita que a criança tenha brinquedos como estilingues, armas que soltam jato de água, espadas etc.

  • Mantenha produtos químicos fora do alcance das crianças, bem como medicamentos em forma de pomadas ou colírios

  • Opte por plantas sem espinhos, pontas e que não sejam tóxicas

  • Preste atenção nos móveis com quinas, objetos de decoração pontiagudos etc.

  • O uso de óculos de proteção em jogos com bola é uma forma de reduzir o risco de acidentes oculares

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Crianças podem usar lentes de contato? https://homolog.marcelabarreira.com.br/criancas-lentes-de-contato/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/criancas-lentes-de-contato/#respond Tue, 13 Sep 2022 15:28:40 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2327 Crianças podem usar lentes de contato, porém a partir dos 10 anos de idade.  Setembro Safira reforça a importância da educação e conscientização sobre o uso das lentes de contato Estamos no Setembro Safira, mês eleito para debater o uso correto das lentes de contato. O tema é muito importante na medida em que muitos […]

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Crianças podem usar lentes de contato, porém a partir dos 10 anos de idade. 

Setembro Safira reforça a importância da educação e conscientização sobre o uso das lentes de contato

Estamos no Setembro Safira, mês eleito para debater o uso correto das lentes de contato. O tema é muito importante na medida em que muitos problemas podem surgir quando o usuário não segue as recomendações do oftalmologista no que diz respeito à higiene, tempo de uso e outros aspectos relacionados às lentes corretivas.

Uma das dúvidas mais comuns é se existe contraindicação das lentes de contato para crianças e adolescentes. A princípio, crianças maiores de 10 anos e adolescentes podem usá-las. Contudo, é preciso muita cautela.

De acordo com a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, a prescrição de lentes de contato para crianças e adolescentes é uma decisão que deve ser tomada pelo médico junto aos pais.  “O uso de lentes de contato não é isento de riscos. Pelo contrário, exige comprometimento com as recomendações do oftalmologista para o uso responsável nesse público”.

A cautela e o comprometimento são indispensáveis quando o assunto é uso de lentes de contato por crianças. Isso porque um estudo publicado no periódico Pediatrics, apontou que 20% das crianças que passam por consultas de urgência anualmente nos Estados Unidos, apresentam complicações relacionadas às lentes de contato.

Lentes de contato podem causar lesões na córnea

A principal preocupação quando se fala em lentes de contato é a córnea. “A córnea é a camada externa do olho e pode ser comparada a tampa de vidro de um relógio. A pior consequência do mau uso das lentes de contato é a ceratite, inflamação grave da córnea. Quando não tratada ou tardiamente diagnosticada, pode causar danos irreversíveis na visão”, aponta Dra. Marcela.

A falta ou a má higiene das lentes de contato somada ao tempo prolongado de uso são fatores que aumentam de forma considerável o risco da ceratite.

“A ceratite pode ser causada por bactérias, fungos, vírus e pela Acanthamoeba, sendo muito comum em usuários de lentes de contato. Normalmente, esse os micro-organismos aderem às lentes por má limpeza ou em contato com águas contaminadas de piscinas, lagos, rios e até mesmo na água encanada, dependendo da localidade”, diz a médica.

Autonomia

Um dos principais critérios para prescrição de lentes de contato em crianças é o quanto essa criança é independente e o quanto ela compreende o que é responsabilidade.

O oftalmologista precisa considerar a capacidade de autonomia da criança em colocar e remover as lentes. Além disso, é necessário que a criança compreenda a importância de higienizar corretamente as lentes e que respeite o tempo de uso.

“Naturalmente, é mandatório que os pais supervisionem o uso das lentes de contato em crianças e adolescentes. Quanto a idade, dependendo da maturidade da criança, podemos trocar os óculos pelas lentes de contato a partir dos 10 anos”, explica Dra. Marcela.

“Além de todos os cuidados com a colocação e limpeza, crianças que usam lentes de contato precisam ir ao oftalmopediatra com mais frequência para avaliar possíveis alterações e lesões oculares causadas pelas lentes”, alerta a especialista.

Por fim, a decisão de prescrever lentes de contato para o público infanto-juvenil deve ser baseada na necessidade funcional e não somente na estética.

Há benefícios?

Apesar de todos os cuidados e restrições, as lentes de contato podem trazer benefícios como a oportunidade de praticar alguns esportes, melhorar a autoestima e até a acuidade visual, dependendo do tipo de problema ocular que a criança apresenta.

“Em muitos casos as lentes de contato são usadas para doenças que demandam esse tipo de dispositivo como catarata congênita, irregularidades na córnea, ceratocone, estrabismos e anisometropia (grande diferença de grau entre os dois olhos)”, aponta Dra. Marcela.

Quando se preocupar

A partir do momento em que a criança começa a usar lentes de contato, os pais precisam ficar atentos a possíveis sinais e sintomas oculares que podem indicar uma possível inflamação ou lesão na córnea. Também é comum que algumas crianças desenvolvam alergias e irritação nos olhos.

Sinais de Alerta

  • Ardência ocular

  • Coceira

  • Vermelhidão

  • Sensação de areia nos olhos

  • Lacrimejamento em excesso

  • Visão embaçada

  • Dor nos olhos

  • Acúmulo de secreção

No caso de a criança apresentar qualquer um desses sintomas, os pais devem procurar o oftalmopediatra para avaliação.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Ceratocone pediátrico é mais agressivo que adulto, embora mais raro https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone-2/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone-2/#respond Thu, 09 Jun 2022 12:34:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2271 Meninos são mais propensos que meninas e hábito de coçar os olhos é importante fator de risco Ceratocone é responsável por cerca de 15% a 20% dos transplantes de córnea em crianças O ceratocone é uma doença progressiva que afeta córnea e pode causar a perda visão. Além disso, a condição aumenta em sete vezes […]

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Meninos são mais propensos que meninas e hábito de coçar os olhos é importante fator de risco

Ceratocone é responsável por cerca de 15% a 20% dos transplantes de córnea em crianças

O ceratocone é uma doença progressiva que afeta córnea e pode causar a perda visão. Além disso, a condição aumenta em sete vezes a necessidade de um transplante de córnea.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, também especialista em estrabismo e neuroftalmologia, o ceratocone altera a estrutura da córnea. “A partir de alterações no colágeno, a córnea se deforma e assume um formato “cônico”, daí o nome ceratocone. Essas deformidades da córnea levam ao desenvolvimento de astigmatismo irregular, miopia progressiva e afinamento corneano. Todas essas condições pioram a acuidade visual”.

“Embora o ceratocone seja mais prevalente a partir da puberdade, a condição também pode afetar as crianças menores. Nesses casos, o diagnóstico e o tratamento precisam ser precoces, uma vez que na população infantil a doença tem uma progressão mais rápida”, explica a médica.

Atopia é importante fator de risco

Muitas vezes, o ceratocone é uma doença isolada. No entanto, a condição pode estar associada a quadros repetitivos de ceratoconjuntivite (inflamação da conjuntiva e da córnea), atopia (alergias), síndrome de Down, retinite pigmentosa, entre outras doenças genéticas. Além disso, crianças com histórico familiar de ceratocone têm um risco muito maior de ter a doença do que a população em geral.

“O ceratocone está intimamente ligado à atopia, ou seja, às alergias. A alergia ocular é uma condição muito frequente nas crianças que apresentam rinite, sinusite, asma e dermatites. Como um dos principais sintomas da conjuntivite alérgica é a coceira, o risco de lesões na córnea é significativamente maior nas crianças alérgicas”, aponta Dra. Marcela.

Sem reclamações

Geralmente, o diagnóstico do ceratocone pediátrico é feito de maneira tardia, na maioria dos casos. A razão é que a criança não tem um parâmetro para comparar se sua visão está ruim ou boa, especialmente antes dos oito anos de idade.

“Infelizmente, nos estágios iniciais do ceratocone os sintomas são os mesmos de qualquer outro erro refrativo, como a miopia, astigmatismo e hipermetropia. Mas, um sinal de alerta pode ser a necessidade frequente de correção do grau. Uma manifestação comum em adolescentes é o desenvolvimento da intolerância em usar lentes de contato”, diz Dra. Marcela.

Nos estágios mais avançados, a redução da acuidade visual é bem evidente. Outros sintomas podem surgir como sensibilidade à luz, cansaço visual, aumento da coceira, irritação e desconforto nos olhos. Por fim, alguns pacientes podem ter visão dupla, percepção de várias imagens de um mesmo objeto, além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz. f

Como a criança não se queixa de problemas de visão, cabe aos pais realizar um acompanhamento oftalmológico desde cedo. “O ideal é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra para uma avaliação inicial. Inclusive, esse é um importante momento para levantar o histórico familiar de doenças visuais, por exemplo”, ressalta Dra. Marcela.

Já as crianças com histórico familiar de ceratocone e condições que aumentam o risco, como a alergia e a síndrome de Down, por exemplo, devem ser acompanhadas de maneira frequente por um oftalmologista infantil.

O tratamento do ceratocone depende de sua gravidade e taxa de progressão. Os casos diagnosticados de forma precoce são tratados com óculos e lentes de contato. Os quadros mais avançados podem necessitar do transplante de córnea ou ainda de cirurgias para melhorar o formato da córnea.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é ceratocone https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ceratocone/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ceratocone/#respond Mon, 14 Jun 2021 19:25:24 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2015 Ceratocone é uma doença ocular que afeta a córnea. Quando não tratado, pode causar cegueira. Quem nunca viu uma criança coçando os olhinhos quando está com sono, principalmente? Cenas como essa são comuns no dia a dia. Porém, coçar demais os olhos é um fator de risco para o desenvolvimento do ceratocone. Trata-se de uma […]

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Ceratocone é uma doença ocular que afeta a córnea. Quando não tratado, pode causar cegueira.

Quem nunca viu uma criança coçando os olhinhos quando está com sono, principalmente? Cenas como essa são comuns no dia a dia. Porém, coçar demais os olhos é um fator de risco para o desenvolvimento do ceratocone.

Trata-se de uma doença que afeta a córnea. Essa estrutura do globo ocular se localiza na parte anterior do olho. Juntamente com o cristalino, a córnea é responsável por direcionar a luz para a pupila e para retina, como se fosse uma lente.

No ceratocone, a córnea ganha um formato de cone. Daí o nome “ceratocone”. Essa nova forma da córnea resulta em um astigmatismo irregular, que reduz, significativamente, a acuidade visual. Conforme a doença progride, se não houver tratamento, pode haver a necessidade de transplante de córnea.

Ceratocone pode ser grave 

A prevalência estimada do ceratocone é de aproximadamente 50 a 230 casos a cada 100 mil habitantes. Embora relativamente raro, o ceratocone é uma doença de longa duração, com necessidade de acompanhamento oftalmológico constante.

Em 10% dos casos, a doença é hereditária. Portanto, pais que tiveram a doença devem levar os filhos em um oftalmopediatra ainda na primeira infância para a avaliação de risco.

Correção de grau frequente chama atenção

O grande problema do ceratocone é que, nos estágios precoces, os sintomas são os mesmos de qualquer outro erro refrativo, como miopia, astigmatismo e hipermetropia. O que pode ser interpretado como um sinal de alerta é a necessidade frequente de correção do grau ou ainda a diminuição da tolerância ao uso de lentes de contato.

A origem do ceratocone

A constante fricção dos olhos causa traumas repetitivos, que resultam em alterações expressivas na córnea. Além disso, coçar os pode levar à liberação de substâncias inflamatórias. Essas, por sua vez, alteram o colágeno da córnea, levando à deformação da estrutura.

Grupo de Risco para ceratocone

Sem dúvidas, as crianças atópicas, ou seja, que possuem alergia, merecem atenção redobrada. Asma, rinite e alergia ocular são comuns em quem tem ceratocone. Portanto, esse é um grupo de risco para desenvolver a condição. As crianças com síndrome de Down também são consideradas de risco.

Astigmatismo irregular

Um forte indício da presença do ceratocone é o astigmatismo irregular, causado por um formato muito desigual da córnea. Nesses casos, é importante que se faça uma topografia de córnea.

Em um estágio mais avançado, quando é possível identificar clinicamente o ceratocone, há alguns sinais e sintomas, como:

  • Diminuição importante da acuidade visual, tanto para perto quanto para longe, associado à miopia e/ou astigmatismo
  • Sensibilidade à luz (fotofobia)
  • Cansaço visual
  • Coceira
  • Irritação
  • Desconforto ocular

Alguns pacientes podem ainda ter visão dupla (diplopia), poliopia (percepção de várias imagens de um mesmo objeto), além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz.

Dos óculos à cirurgia

A progressão do ceratocone é relativamente lenta, cerca de seis anos. A deformação mais acentuada da córnea não tem cura. Nesses casos, a única solução é o transplante de córnea.

Mas, existem algumas técnicas que podem ser aplicadas para impedir a progressão da doença, bem como para estabilizar a curvatura da córnea. Um desses tratamentos é cross-linking.

Trata-se de um método pouco invasivo e seguro. A riboflavina, um dos tipos de vitamina B, é aplicada nos olhos. Depois, é usado um feixe de luz UV. Essa luz ultravioleta promove a ligação da vitamina com o colágeno da córnea, fortalecendo-a. Com isso, a córnea consegue manter o formato em que está no momento do procedimento.

Prevenir o ceratocone

Coçar os olhos é um hábito ruim em qualquer fase da vida. Porém, como o ceratocone começa a se desenvolver na infância ou pré-adolescência, é importante que os pais fiquem mais atentos durante essas fases.

As crianças alérgicas também devem ser monitoradas de perto, principalmente quando desenvolvem quadros frequentes de alergia ocular.

A prevenção do ceratocone e de qualquer outra doença ocular deve começar na infância. Por isso, a recomendação é procurar um oftalmopediatra ainda no primeiro ano de vida, para uma consulta oftalmológica de rotina.

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Ceratocone é uma doença degenerativa https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/ceratocone/#respond Mon, 17 Jun 2019 20:00:13 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2019/06/17/ceratocone/ O ceratocone é uma doença degenerativa que afeta a córnea. Não tem cura. O péssimo hábito de coçar os olhos pode até ser gostoso, mas é um verdadeiro perigo para a saúde ocular. A fricção continua dos olhos, com o passar do tempo, pode levar ao desenvolvimento do ceratocone, uma doença degenerativa que atinge a […]

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O ceratocone é uma doença degenerativa que afeta a córnea. Não tem cura.

O péssimo hábito de coçar os olhos pode até ser gostoso, mas é um verdadeiro perigo para a saúde ocular. A fricção continua dos olhos, com o passar do tempo, pode levar ao desenvolvimento do ceratocone, uma doença degenerativa que atinge a córnea, que se deforma e ganha um formato de cone, daí o nome “ceratocone”. A forma cônica da córnea leva ao astigmatismo irregular, com grande impacto da acuidade visual.

Segundo a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, a deformação da córnea leva à dificuldade de focar as imagens, levando aos principais sintomas do ceratocone: visão embaçada e distorcida. “Para quem sofre com a doença, ler ou reconhecer pessoas pode ser uma missão quase impossível. Porém, na fase inicial, o ceratocone pode passar despercebido e ser diagnosticado como miopia ou astigmatismo”.

A prevalência estimada do ceratocone é de aproximadamente 50 a 230 casos a cada 100 mil habitantes. Embora relativamente rara, o ceratocone é uma doença de longa duração que se inicia na pré-adolescência. Há um impacto importante na visão e, consequentemente, na qualidade de vida do paciente.

Origem ligada à fricção contínua dos olhos

Um dos fatores mais importantes na origem do ceratocone é a frequente fricção dos olhos (ato de coçar os olhos). Este hábito gera traumas repetitivos que resulta em alterações expressivas na córnea. Acredita-se que coçar os olhos regularmente pode liberar substâncias inflamatórias que alteram o colágeno da córnea, levando à deformação.

A prevalência de doenças alérgicas como a asma, eczema e alergia ocular é maior em pacientes com ceratocone. Por isso, pais de crianças alérgicas devem ficar atentos, já que nessa população o ato de coçar os olhos é comum e frequente. Também há uma ligação importante entre a síndrome de Down e o ceratocone.

Correção de grau contínua chama atenção

O grande problema do ceratocone é que nos estágios precoces os sintomas são os mesmos de qualquer outro erro refrativo, como miopia, astigmatismo e hipermetropia. O que pode ser interpretado como um sinal de alerta é a necessidade frequente de correção do grau ou ainda a diminuição da tolerância do uso de lentes de contato.Nos estágios iniciais, se o médico não solicitar exames específicos, como a topografia de córnea, não é possível fazer o diagnóstico. Com o passar do tempo, essa irregularidade da córnea vai se tornando mais evidente, gerando um astigmatismo irregular  (formato da córnea é muito desigual), sendo um forte indício da presença do ceratocone.

Quando o ceratocone é clinicamente evidente, há diminuição importante da acuidade visual, tanto para perto quanto para longe, associado à miopia e/ou astigmatismo, sensibilidade à luz (fotobobia), cansaço visual, coceira, irritação e desconforto ocular. Alguns pacientes podem ainda ter visão dupla (diplopia), poliopia (percepção de várias imagens de um mesmo objeto), além de feixes de luz e distorção dos reflexos em volta da luz.

Dos óculos à cirurgia

A doença costuma progredir por aproximadamente seis anos. Quando a córnea já está bastante deformada, apenas o transplante de córnea é capaz de recuperar a visão. Porém, antes do transplante, são usadas algumas técnicas para diminuir a progressão da doença ou estabilizar a curvatura da córnea, como o cross-linking.

Esse é um tratamento pouco invasivo e seguro, que se baseia no uso de gotas de riboflavina, um dos tipos de vitamina B. A riboflavina é pingada nos olhos, para, depois, ser usado um feixe de luz UV.  O ultravioleta promove a ligação da vitamina com o colágeno da córnea, fortalecendo-a. Com isso, consegue-se fixar a córnea no formato em que ela se encontra naquele momento.

Prevenir é sempre melhor

Além de levar a criança para uma avaliação com um oftalmopediatra, os pais devem ficar de olho nos maus hábitos. Coçar os olhos pode levar ao ceratocone, assim como a outros problemas oculares. Nem crianças nem adultos devem fazer isso. Outro ponto é monitorar as crianças alérgicas e que apresentam quadros crônicos de alergia ocular.

Quanto a hereditariedade, os estudos mostram que cerca de 10% dos casos são hereditários. Portanto, pais com ceratocone também devem consultar um oftalmologista pediátrico para avaliar a criança.

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