Arquivos descolamento retina - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/descolamento-retina/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 15:20:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos descolamento retina - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/descolamento-retina/ 32 32 Lesões oculares são importante causa de baixa visão e cegueira na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/lesoes-oculares-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lesoes-oculares-infancia/#respond Thu, 22 Sep 2022 19:02:17 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2337 Estima-se que cerca de 50 mil pessoas perdem a visão todos os anos devidos a traumas oculares, sendo que 30% delas têm menos de 18 anos de idade A maioria das lesões oculares na infância ocorre durante atividades recreativas e esportivas. Entre as lesões mais comuns estão arranhões na córnea, lesões contusas no globo ocular […]

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Estima-se que cerca de 50 mil pessoas perdem a visão todos os anos devidos a traumas oculares, sendo que 30% delas têm menos de 18 anos de idade

A maioria das lesões oculares na infância ocorre durante atividades recreativas e esportivas. Entre as lesões mais comuns estão arranhões na córnea, lesões contusas no globo ocular (socos, boladas, pontapés), lesões químicas e lesões perfuro cortantes (acidentes com tesouras, lápis e outros objetos pontiagudos).

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, qualquer lesão nos olhos das crianças e bebês precisa ser avaliada por um oftalmologista. “Nem sempre um médico generalista consegue examinar com mais precisão todas as estruturas oculares. Por isso, o ideal é que os pais procurem serviços de urgência especializados em oftalmologia”, ressalta.

Boladas e socos nos olhos ameaçam a visão

As lesões de alta velocidade são muito perigosas para a visão. Esses traumas são aqueles que ocorrem, geralmente, durante um jogo com bola. Quanto menor a bola, maior o risco. Nesse grupo também entram socos e pontapés.

“As lesões que atingem o olho em alta velocidade podem causar danos estruturais importantes no globo ocular. Uma das consequências é o aumento da pressão intraocular e consequente desenvolvimento de um glaucoma por trauma. Também pode ocorrer descolamento de retina, hemorragia vítrea e até fratura do osso orbitário”, comenta Dra. Marcela.

Fora de alcance

Os acidentes oculares que envolvem produtos químicos também são comuns. Mas no geral são menos graves do que lesões contusas.

“De qualquer maneira, os pais e responsáveis precisam sempre manter produtos químicos longe do alcance das crianças. Nessa lista entram detergentes, produtos de limpeza, perfumes, cremes, desodorantes e até mesmo o álcool em gel”, reforça Dra. Marcela.

Longe das pontas

As lesões perfurocortantes também são comuns. “As crianças são curiosas por natureza, principalmente quando começam a andar e a explorar os ambientes. Portanto, nessa fase e ao longo da infância é preciso tomar muito cuidado com objetos pontiagudos, brinquedos, lápis, tesouras etc. Portanto, a regra é sempre supervisionar a criança e manter objetos com pontas bem guardados e fora do alcance dos pequenos.

Plantas e animais

As plantas também podem ser perigosas para as crianças. “Existem algumas plantas que têm pontas. Outras soltam substâncias que podem causar lesões químicas. Devemos ainda lembrar dos animais que podem causar arranhaduras na córnea, como cães, gatos e pássaros”, adiciona Dra. Marcela

Trauma ocular é emergência médica

As lesões oculares devem ser tratadas como uma emergência médica. “A recomendação é procurar um oftalmologista ou serviço de pronto atendimento oftalmológico sempre que houver lesões nos olhos. Os pais não devem aplicar nenhum tipo de medicamento, colírio, pomada ou fazer curativos. Quando a lesão for química, a recomendação é lavar os olhos com água durante uns 15 minutos e ir para serviço médico”, alerta Dra. Marcela.

O atendimento precoce em lesões mais graves é muito importante para prevenir perda visual ou consequências.

 

Veja agora algumas dicas para prevenir acidentes oculares na infância

  • Oriente a criança a não colocar o rosto muito perto dos animais na hora de brincar

  • Não permita que a criança tenha brinquedos como estilingues, armas que soltam jato de água, espadas etc.

  • Mantenha produtos químicos fora do alcance das crianças, bem como medicamentos em forma de pomadas ou colírios

  • Opte por plantas sem espinhos, pontas e que não sejam tóxicas

  • Preste atenção nos móveis com quinas, objetos de decoração pontiagudos etc.

  • O uso de óculos de proteção em jogos com bola é uma forma de reduzir o risco de acidentes oculares

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Pandemia contribuiu para a progressão da miopia em crianças e adolescentes, aponta estudo https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia/#respond Thu, 21 Apr 2022 17:24:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2247 A progressão da miopia pode ser grave e a ameaçar a visão Aumento do grau da miopia está associado a um risco maior de desenvolver condições oculares potencialmente graves, como o glaucoma As taxas de progressão da miopia foram maiores durante o período de confinamento da pandemia, quando comparadas aos períodos anteriores. Essa foi a […]

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A progressão da miopia pode ser grave e a ameaçar a visão

Aumento do grau da miopia está associado a um risco maior de desenvolver condições oculares potencialmente graves, como o glaucoma

As taxas de progressão da miopia foram maiores durante o período de confinamento da pandemia, quando comparadas aos períodos anteriores. Essa foi a conclusão de um estudo, publicado no Journal American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus (AAPOS).

Não é novidade que a miopia é considerada uma epidemia, já que a sua prevalência tem aumentado de maneira assustadora em todo o mundo. Hoje, a miopia afeta de 35 a 40% da população. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que em 2050, quase metade das pessoas será míope.

O aumento dos casos de miopia está relacionado a dois fatores principais: o uso excessivo de telas e a redução do tempo gasto em atividades ao ar livre. E foi justamente devido a esses aspectos que 60% das crianças e adolescentes apresentaram aumento do grau da miopia entre 2020 e 2021.

Progressão da miopia pode ser grave

De acordo com Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, estudos preliminares já apontavam a relação do confinamento com a progressão da miopia, bem como com o surgimento de novos casos da condição.

“Os fatores de risco, como o excesso de uso dos dispositivos eletrônicos e à redução do tempo gasto ao ar livre são bem documentados pelos estudos como causas da miopia. Portanto, era algo que esperávamos que fosse ocorrer frente à necessidade do isolamento social”, relata

“Felizmente, estamos caminhando para um momento mais tranquilo da pandemia, com a volta de praticamente todas as atividades, inclusive das aulas presenciais. Portanto, o mais importante é que os pais levem os filhos ao oftalmologista. A consulta é essencial para verificar se a criança desenvolveu a miopia ou ainda para checar se houve aumento do grau”, reforça Dra. Marcela.

Riscos da progressão da miopia

Ao longo dos anos, algumas pessoas podem ter uma progressão do grau da miopia. Dependendo da variação, há um aumento do risco de desenvolver doenças oculares, que podem ser potencialmente graves para a visão.

“A maioria dos casos de miopia são leves. Porém, a partir de 3,00 D, é preciso ficar atento. Entre 3,25 a 4,75 D é classificada como miopia moderada. Acima de 5,00 D, é considerada alta miopia. A miopia moderada e, principalmente, a alta são consideradas com um fator de risco para complicações oculares, que podem causar perda da acuidade visual”, aponta Dra. Marcela.

“A miopia aumenta o risco de desenvolver a catarata mais precocemente, Também aumenta o risco do descolamento de retina e do glaucoma. Em todos os casos, quanto maior o grau da miopia, maior a probabilidade das complicações”, afirma a especialista.

Segundo estudos, quem é míope tem um risco de 2 a 3 vezes maior de desenvolver glaucoma do que os não míopes. Estima-se ainda que cerca de 55% dos casos de descolamento de retina (sem relação com trauma ocular), por exemplo, são causados pela miopia.

As pessoas costumam não dar muita atenção para a saúde oftalmológica. Contudo, os cuidados preventivos devem começar desde cedo. O teste do olhinho, isoladamente, não é suficiente para diagnosticar doenças oculares na infância.

“Por isso, a recomendação hoje é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra. Inclusive, é possível detectar a miopia nessa consulta e tratá-la para evitar danos à visão no futuro”, finaliza Dra. Marcela.

Vale ressaltar que quem tem miopia, mesmo que a leve, precisa fazer consultas periódicas ao longo da vida para avaliação da mudança de grau. Além disso, praticamente todas as pessoas com miopia apresentam também o astigmatismo.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

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