Arquivos desenvolvimento infantil - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/desenvolvimento-infantil/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:26:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos desenvolvimento infantil - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/desenvolvimento-infantil/ 32 32 Meu filho não quer usar os óculos? O que eu faço? https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:33:10 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4365 Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente. Segundo a oftalmologista […]

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Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, a verdade é que realmente essas situações são bastante comuns. “De modo geral, as crianças costumam ser boas usuárias de óculos e, na maioria das vezes, aceitam bem a correção visual. No entanto, dependendo da idade da criança e principalmente do tipo de grau, podem existir fases de maior aceitação e fases de rejeição ao uso dos óculos”.

Quando a rejeição é mais comum?

Essa dificuldade acontece com muito mais frequência em crianças com hipermetropia e/ou astigmatismo do que em crianças míopes. “A miopia reduz bastante a visão, principalmente para longe. A criança enxerga tudo muito embaçado sem os óculos e percebe uma melhora clara e imediata quando começa a usá-los”, comenta Dra. Marcela.

“Por isso, em geral, a qualidade da visão melhora muito com os óculos e, com isso, a criança sente o benefício e a aceitação é bem melhor. A exceção são as crianças muito pequenas, cujo mundo ainda é predominantemente de perto. Nesses casos, a diferença com o óculos pode não ser tão perceptível no início”, aponta a especialista.

Crianças com hipermetropia são mais resistentes para usar os óculos

Já na hipermetropia, a situação é diferente. Esse é um tipo de grau em que a criança consegue compensar muito bem a visão. Mesmo sem óculos, ela consegue realizar suas atividades do dia a dia, brincar, desenhar e ir à escola — mas às custas de muito esforço visual.

“Os óculos para a hipermetropia são cruciais para melhorar a visão, reduzir o esforço visual e proporcionar conforto para a criança. Para além disso, os óculos também protegem o desenvolvimento da visão”, alerta Dra. Marcela.

Contudo, o problema é que, dependendo da idade, a criança não percebe esse ganho. Ela sente que “dá conta” sem os óculos e, por isso, acaba tirando, evitando usar na escola ou rejeitando em algumas situações.

E o astigmatismo? Dá para não usar os óculos?

No astigmatismo, a imagem é naturalmente distorcida. A criança muitas vezes se acostuma a enxergar assim e não tem referência do que é uma visão realmente nítida. Isso também pode levar à resistência inicial ao uso dos óculos.

Fases de aceitação e rejeição são normais ao usar os óculos

Acima de tudo, é importante reforçar que essas oscilações fazem parte do processo. A criança pode passar por fases em que aceita bem os óculos, fases em que rejeita, além de momentos de maior adaptação e outros de resistência. Isso não significa que o tratamento não está funcionando.

“Por outro lado, é crucial realizar um acompanhamento com um oftalmologista infantil, pois há casos em que o grau pode aumentar ou diminuir e esse pode ser um dos motivos pelos quais a criança pode não querer usar os óculos”, reforça Dra. Marcela.

A importância do trabalho em conjunto 

De qualquer maneira, é importante falar sobre os óculos na infância. Os erros refrativos – miopia, astigmatismo e hipermetropia – são muito comuns. Felizmente, o uso dos óculos corrige a visão e isso protege o desenvolvimento visual, que só se completa por volta dos 7 anos. Inclusive, a falta da correção impacta diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na vida escolar”, ressalta Dra. Marcela.

“Por isso, o ideal é os pais reagirem naturalmente ao diagnósticos e trabalharem em parceria com o oftalmologista para convencer a criança a usar os óculos”, finaliza a médica.

Dicas para convencer a criança a usar os óculos

  • Procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório, reforçando para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens;
  • Leve a criança para participar da escolha da armação, principalmente os maiores;
  • Faça uma lista dos familiares mais próximos que também usam óculos;
  • Peça a ótica que coloque prendedores nos óculos para facilitar a prática de esportes;
  • Para os menores, o ideal é escolher modelos de silicone, pois são mais resistentes a quedas e ao manuseio;
  • Caso seja possível, opte pelas lentes antirreflexo.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Uso do Tampão para Tratar Olho Preguiçoso – Dicas para ajudar os pais https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-do-tampao-para-tratar-olho-preguicoso/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-do-tampao-para-tratar-olho-preguicoso/#respond Fri, 19 Jan 2024 12:18:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2615 O uso do tampão para tratar o olho preguiçoso, termo popular para a ambliopia,  pode causar muito estresse nas crianças e nos pais. Realmente não é fácil fazer com que crianças e bebês aceitem ficar com um dos olhos tampados por algumas horas. Contudo, o uso do tampão é hoje o principal tratamento para a […]

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O uso do tampão para tratar o olho preguiçoso, termo popular para a ambliopia,  pode causar muito estresse nas crianças e nos pais. Realmente não é fácil fazer com que crianças e bebês aceitem ficar com um dos olhos tampados por algumas horas.

Contudo, o uso do tampão é hoje o principal tratamento para a ambliopia. Além disto, tem um custo acessível e é crucial para prevenir prejuízos no desenvolvimento da visão.

Por isto, neste artigo vamos oferecer para você, mamãe ou papai, um guia definitivo para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso. Primeiramente, vamos falar um pouco mais sobre a ambliopia.

 Ambliopia pode atingir até 4% das crianças

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o olho preguiçoso se desenvolve apenas na infância. A condição é diagnosticada quando há redução da melhor acuidade visual corrigida em um ou em ambos os olhos.

“Em outras palavras, a ambliopia ocorre quando a visão de um olho é melhor do que a do outro, mesmo corrigindo o estrabismo ou um erro refrativo, por exemplo. O olho preguiçoso ocorre por três motivos: estrabismo e erros refrativos e, mais raramente, por doenças que causam privação de estímulo, como catarata, glaucoma ou ptose palpebral congênitos”, explica a especialista.

Vale reforçar que o tampão não trata o estrabismo! Mas corrigir o estrabismo é essencial para tratar a ambliopia! Desta forma, quando o olho preguiçoso é causado pelo estrabismo se faz a cirurgia, além do uso do tampão.

“Quando é causado por erros refrativos, são prescritos óculos. A ptose palpebral pode ser corrigida cirurgicamente. Por outro lado, a ambliopia causada pela catarata e glaucoma congênitos é uma pouco mais complexa, mas também é possível usar alguns recursos no tratamento”, comenta a médica.

 Por que é importante o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

A ambliopia não tratada afeta a visão binocular, ou seja, a capacidade de vermos com os dois olhos. Esta visão é necessária para enxergamos em profundidade e os objetos em 3D. Ela se forma quando os olhos captam as imagens, as mandam para o cérebro e o órgão as funde em uma única imagem.

“Mas, quando a criança desenvolve a ambliopia, o cérebro passa a ignorar a imagem captada pelo olho afetado por uma das três condições que causam o olho preguiçoso. Esta supressão por tempo prolongado, principalmente durante o período considerado essencial para o desenvolvimento da visão, por volta dos 2 aos 7 anos de idade, pode causar prejuízos irreparáveis ou ainda levar à perda da visão binocular”, alerta Dra. Marcela.

 Sem tratamento, olho preguiçoso causa inúmeros prejuízos

Estudos ao longo dos anos apontaram que o olho preguiçoso traz prejuízos na percepção do movimento dos objetos, na coordenação motora, na leitura (crianças com ambliopia leem mais devagar), entre outros problemas.

Em suma, o diagnóstico e o tratamento do olho preguiçoso antes dos 7 anos são essenciais para garantir uma visão saudável. Para além disto, vale reforçar que a visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil.

Qual o tempo de uso do tampão para tratar o olho preguiço?

“Em relação ao tempo de uso do tampão ou ainda a duração do tratamento, o que é preciso entender é que cada criança é avaliada pelo oftalmopediatra de forma individualizada. O tratamento pode durar semanas ou meses. Tudo depende da resposta à terapia”, comenta Dra. Marcela.

Durante o tratamento, a criança vai usar o tampão durante algumas horas do dia e este tempo é determinado pelo médico.

 

Dicas para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

  • Promova atividades estimulantes durante o uso do tampão

 Enquanto a criança estiver usando o tampão, os pais devem estimular o olho a trabalhar. Ou seja, promover atividades como pintar, montar quebra-cabeças, brincar com peças de montar, brincar ao ar livre. Além de ajudar o olho “preguiçoso” a funcionar, as brincadeiras tirar o foco da criança no tampão.

  • Aposte no lúdico

Escolha modelos de tampão com os personagens preferidos da criança. Hoje já é possível encontrar empresas que vendem tampões personalizados. Do mesmo modo, os pais podem aproveitar para contar histórias de piratas e até mesmo usar o tampão junto com a criança por alguns momentos.

  • Escolha o melhor momento e defina prazos

Para bebês e crianças menores, a dica é colocar o tampão antes de acordá-las. Ainda nesta fase, o uso na escola também costuma ser melhor aceito pelas crianças.

Por outro lado, os maiores têm mais resistência em usar o tampão fora de casa, por vergonha ou medo de que os amigos os julguem. Desta forma, o ideal é negociar com a criança e deixá-la escolher onde ela se sente mais confortável para usar o tampão, ou seja, em casa ou na escola.

Para além do momento certo para colocar o tampão, também é importante mostrar para a criança o tempo de uso. Como em geral os pequenos não têm noção do tempo, os pais podem usar recursos como alarmes no celular, despertadores etc.  para a criança saber quando vai colocar e quando vai tirar o tampão.

Alta do tratamento

O término, ou seja, a alta do uso do tampão para tratar o olho preguiçoso é dada quando a visão do olho afetado melhorou e permaneceu estável durante os meses seguintes ao tratamento.

“A criança é acompanhada e passa por consultas regulares ao longo do uso do tampão. Há também uma outra situação em que interrompemos a terapia ao perceber que não houve melhora significativa que justifique a continuidade do tratamento”, aponta a oftalmopediatra.

“Em conclusão, o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso pode ser difícil e angustiantes para as famílias. Porém, a terapia garante uma boa visão e o desenvolvimento saudável das crianças. Assim, os pais devem ser aconselhados, orientados e encorajados a perseverar no tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Desenvolvimento da visão na infância: Tudo o que os pais precisam saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/desenvolvimento-da-visao-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/desenvolvimento-da-visao-na-infancia/#respond Thu, 14 Sep 2023 12:30:14 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2529 O desenvolvimento da visão ocorre na infância. Por isso, doenças e problemas oculares nos primeiros anos de vida podem impactar no desenvolvimento motor, cognitivo e até emocional da criança. Ao nascer, o sistema visual é imaturo e se desenvolve por etapas, ao longos dos primeiros anos de vida. A visão só está completamente formada por […]

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O desenvolvimento da visão ocorre na infância. Por isso, doenças e problemas oculares nos primeiros anos de vida podem impactar no desenvolvimento motor, cognitivo e até emocional da criança. Ao nascer, o sistema visual é imaturo e se desenvolve por etapas, ao longos dos primeiros anos de vida. A visão só está completamente formada por volta dos 7 anos de idade.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o sistema visual envia 90% dos dados de que o cérebro precisa para estabelecer novas conexões neurais. “A formação das vias neurais, portanto, são essenciais para o desenvolvimento do cérebro ao longo da infância. Uma visão saudável é um dos componentes essenciais para alcançar os demais marcos do desenvolvimento”.

“A criança precisa aprender a interpretar a informação visual para compreender o que se passa no ambiente. Estes são fatores cruciais para o desenvolvimento das outras habilidades, como engatinhar, explorar o ambiente, andar, correr, aprender a falar, ler, escrever, pintar, entre outras aquisições que fazem parte do desenvolvimento infantil”, afirma a médica.

Desenvolvimento da visão na infância ocorre por etapas

O desenvolvimento infantil ocorre por etapas e em cada uma delas a criança deve atingir os chamados marcos do desenvolvimento. Estes marcos são as aquisições esperadas dentro uma faixa etária específica, como engatinhar, andar, falar etc.

As habilidades visuais como movimentos oculares coordenados, capacidade de mudar o foco para ver objetos próximos e distantes, distinção de cores e visão binocular, por exemplo, são alguns dos marcos do desenvolvimento visual.

“Os primeiros 6 anos de vida são considerados um “período vulnerável”. Isto porque é uma fase em que o desenvolvimento da criança está mais suscetível aos efeitos das diversas ameaças à sua saúde ocular. Qualquer alteração na visão pode inibir o desenvolvimento das habilidades visuais necessárias e causar atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor”, comenta Dra. Marcela.

Problemas visuais na infância

A consulta oftalmológica nos primeiros meses de vida é fundamental. Isto porque muitos problemas oculares na infância não são evidentes e dependem de exames realizados pelo oftalmopediatra. Além disto, raramente uma criança irá se queixar de problemas na visão, já que ela não tem como distinguir uma visão boa de uma ruim.

Quanto mais cedo um problema de visão for diagnosticado e tratado, melhor será a chance de uma visão saudável ao longo da vida. É importante observar também o desenvolvimento do seu bebê para garantir que ele atinja os marcos. “Quando há atrasos no desenvolvimento, é importante investigar se há problemas oculares”, aponta a especialista.

Sinais de alerta para problemas visuais na infância

Veja abaixo alguns sinais e manifestações que podem indicar doenças oculares ou problemas na visão. Na presença deles, os pais devem procurar um oftalmologista infantil assim que possível.

  • Reflexo esbranquiçado no olho

O reflexo esbranquiçado em fotos de crianças é um sinal de alerta. Este é o principal sinal do retinoblastoma, um tumor maligno que afeta bebês e crianças pequenas.

  • Sensibilidade à luz

A fotofobia pode indicar a presença de erros refrativos, como a miopia, bem como pode ser até mesmo de uma conjuntivite.

  • Coceira

A coceira pode estar associada a alergias ou a uma conjuntivite infecciosa. Vale ressaltar que a fricção constante dos olhos na infância pode causar diversos problemas ao longo da vida. Um deles é o desenvolvimento do ceratocone e queda da pálpebra (ptose).

  • Dor de cabeça

A dor de cabeça que aparece no final do dia, após a escola, pode estar associada a erros refrativos não corrigidos. Crianças que passam muitas horas nas telas também podem apresentar cefaleia.

  • Olho franzido

Quando a criança aperta os olhos para conseguir enxergar, é um sinal claro de um erro refrativo (miopia, astigmatismo ou hipermetropia). O movimento de franzir a região ocular também está associado a dor de cabeça relacionada a problemas na visão.

  • Desvio ocular

O desvio de um dos olhos ao fixar uma imagem é sinal de estrabismo. Mesmo que o desvio ocorra de vez em quando, por exemplo, é considerado estrabismo. Lembre-se que o desvio pode ocorrer em todas as direções: para dentro, para fora, para baixo e para cima.

  • Dificuldades escolares

A maioria dos casos de erros refrativos é diagnosticada na fase em que a criança vai para escola. Porém, nem todas as crianças recebem o diagnóstico e podem desenvolver dificuldades escolares importantes. Portanto, caso a criança apresente problemas na aprendizagem, a consulta com um oftalmologista é imprescindível.

  • Quedas e tropeços frequentes

Engatinhar, andar, correr. Estes marcos do desenvolvimento são fundamentais. Porém, é preciso ficar atento a tombos e tropeços frequentes, bem como a esbarrões em móveis e objetos. Estes incidentes podem ter relação com problemas na visão.

  • Lacrimejamento excessivo em recém-nascidos

Uma das doenças oculares mais comuns em bebês recém-nascidos é a obstrução do canal lacrimal. É uma condição benigna, mas que precisa da orientação do oftalmologista.

  • Vermelhidão

A vermelhidão pode ser uma manifestação de algumas condições oculares, desde alergias, irritação, conjuntivite, cansaço visual, olho seco etc.

  • Piscar excessivo

Quando a criança pisca demais pode indicar problemas nas pálpebras, tiques, estrabismo, erros de refração, falta de sono ou até o uso prolongado de telas.

Procure um oftalmopediatra para garantir uma visão saudável

Em conclusão, o desenvolvimento da visão na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Além disto, o diagnóstico precoce é importante para que as intervenções sejam feitas dentro da janela de oportunidade, que vai dos 2 aos 6 anos.

Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, a primeira consulta com um oftalmopediatra deve ser realizada entre 6 meses e 1 ano de idade.

Esta recomendação considera bebês com visão saudável ao nascimento. Caso exista um diagnóstico ou fator de risco presente desde os primeiros meses de vida, o acompanhamento será mais frequente.

“Quando não há nenhum problema com a visão do bebê, a consulta passa a ser anual. Estas consultas de rotina são importantes, considerando que a visão se desenvolve ao longo da infância. Vale reforçar que na idade pré-escolar e escolar, a atenção com a saúde visual deve ser redobrada. Naturalmente, os pais devem procurar um oftalmologista infantil na presença de sinais e sintomas que possam indicar doenças oftalmológicas”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Dicas para convencer a criança a usar óculos de grau https://homolog.marcelabarreira.com.br/convencer-a-crianca-a-usar-oculos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/convencer-a-crianca-a-usar-oculos/#respond Thu, 21 Jul 2022 13:27:46 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2291 Convencer a criança de usar os óculos de grau pode ser uma tarefa nada fácil! Por isso, vamos ajudar você nessa missão quase impossível por meio de dicas para convencer seu (sua) filho (a) a usar óculos! Por que uma criança precisa usar óculos? Os erros refrativos são muito comuns, ou seja, quase todo mundo […]

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Convencer a criança de usar os óculos de grau pode ser uma tarefa nada fácil! Por isso, vamos ajudar você nessa missão quase impossível por meio de dicas para convencer seu (sua) filho (a) a usar óculos!

Por que uma criança precisa usar óculos?

Os erros refrativos são muito comuns, ou seja, quase todo mundo tem ou vai ter miopia, astigmatismo ou hipermetropia ao longo da vida, inclusive as crianças e até mesmo bebês.

Felizmente, são condições que não oferecem nenhum risco à saúde. Por outro lado, os erros refrativos precisam ser corrigidos para o bom uso da visão.

Além disso, os erros refrativos não corrigidos na infância podem afetar o processo de aprendizagem e o desenvolvimento neuropsicomotor de uma forma geral.

A questão é que nem sempre será fácil convencer a criança que ela precisa usar óculos de grau.

Por isso, vamos falar um pouco mais sobre o que os pais podem fazer para convencer a criança a usar os óculos de grau.

1- Reaja naturalmente

A reação dos pais no momento do diagnóstico pode fazer toda a diferença na aceitação da criança em relação aos óculos.

 Pode ser um pouco assustador para os pais descobrirem que um bebê ou uma criança muito pequena vai precisar de óculos. Contudo, lembre-se que a criança é impactada pela emoção dos pais. A dica, portanto, é reagir de forma natural.

2- Passe segurança

O passo seguinte da reação natural à notícia do diagnóstico do erro refrativo é passar segurança para a criança.

Aproveite para expor os benefícios dos óculos na vida da criança, caso ela já tenha idade para esse entendimento. Explique que há uma série de benefícios em corrigir o grau.

3- Procure identificação

Caso um dos pais use óculos, a melhor maneira de convencer a criança a usar óculos é fazer a identificação com a causa. Em outras palavras, mostre para a criança que ela vai ficar “igual” ao papai ou a mamãe. Você pode usar outras referências, como a professora, os avós, os tios, primos, amigos. O importante é mostrar que várias pessoas usam óculos e que isso é normal.

Ainda no processo de identificação, procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório. Aproveite para reforçar para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens.

4- Participação é tudo

Atualmente, há óticas que possuem espaços dedicados às crianças. Mesmo que você não encontre esse tipo de estabelecimento, vale à pena inserir a criança na escolha da armação, caso ela tenha idade para isso.

Para os menores, a dica é escolher modelos de silicone que são mais resistentes a quedas e ao manuseio. Lembre-se ainda de solicitar à ótica prendedores para práticas esportivas.

5- Seja perseverante

Apesar de bebês e crianças menores aceitarem de maneira mais tranquila a necessidade de usar óculos, sempre existem as exceções. Para os mais rebeldes, a dica é a persistência e uma boa parceria com o oftalmopediatra para não causar traumas na criança.

Como descobrir se o bebê precisa usar óculos?

 Essa é uma dúvida muito comum nos consultórios dos oftalmopediatras. Felizmente, os erros refrativos podem ser diagnosticados em bebês pequenos e em crianças que ainda não falam.

Por isso, é fundamental que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra.

Vale lembrar que muitas crianças, mesmo com graus muito altos, não demonstram dificuldade para enxergar como os adultos. Isso porque quando a criança nasce com um erro refrativo, ela ainda não entende que a maneira que ela está enxergando está embaçada ou inadequada. Com isso, ela se adapta àquela visão.

Outro motivo é que os pequenos têm uma capacidade muito grande de compensar graus bastante elevados. Com isso, não demonstram que estão com dificuldades para enxergar.

Por último, como o crescimento pode alterar o grau, uma vez que o olho cresce também, crianças com erros refrativos precisam de acompanhamento com o oftalmopediatra de forma frequente ao longo da infância.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Ambliopia pode afetar área do cérebro responsável pela atenção, diz estudo https://homolog.marcelabarreira.com.br/ambliopia-pode-afetar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/ambliopia-pode-afetar/#respond Thu, 23 Jun 2022 11:38:39 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2279 A ambliopia pode afetar a atenção e as capacidades funcionais das crianças? Segundo estudos, isso é possível! Pesquisas ao longo dos anos mostraram que o olho preguiçoso não tratado pode causar problemas no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças A ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”, pode afetar o desenvolvimento de áreas cerebrais responsáveis pela atenção e […]

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A ambliopia pode afetar a atenção e as capacidades funcionais das crianças? Segundo estudos, isso é possível!

Pesquisas ao longo dos anos mostraram que o olho preguiçoso não tratado pode causar problemas no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças

A ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”, pode afetar o desenvolvimento de áreas cerebrais responsáveis pela atenção e outras funções. Essa foi a descoberta de um estudo publicado no periódico Investigative Opthalmology & Visual Science. Os pesquisadores descobriram que esse efeito está ligado à ambliopia causada pelo estrabismo, que corresponde a cerca de metade dos casos da condição.

Em geral, a ambliopia afeta cerca de 3% da população infantil. A condição é caracterizada pela redução da melhor acuidade visual corrigida, em um ou em ambos os olhos. É uma patologia que surge na infância, mas que pode trazer consequências para o resto da vida, quando não diagnosticada e tratada de forma precoce.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o processo visual ocorre quando a imagem é captada pela retina e enviada ao cérebro pelo nervo óptico. “São enviadas duas imagens, uma de cada olho. No cérebro, essas imagens são fundidas em uma só. A visão binocular permite visualizar um campo visual mais amplo, dando a noção de profundidade. Na ambliopia, o cérebro dá preferência pela imagem captada pelo olho “bom”, devido a um conflito na fusão dessas imagens”.

Ambliopia pode afetar atenção? 

“Caso essa supressão aconteça por tempo prolongado, durante o período considerado crítico para o desenvolvimento visual, que é por volta dos dois anos de idade, e que se completa por volta dos sete, há a possibilidade de ocorrer supressão irreversível. Ou seja, o cérebro irá continuamente favorecer o olho com a melhor visão, reduzindo a capacidade visual do olho afetado”, aponta Dra. Marcela.

Ambliopia pode afetar o desenvolvimento neuropsicomotor

Há muitos anos, a ambliopia é alvo de estudos que já haviam apontado a hipótese dos prejuízos no neurodesenvolvimento. “A visão é essencial para o processo de aprendizagem e tem um papel preponderante – de cerca de 60 a 70% – até os nove anos de idade. Portanto, qualquer problema visual pode afetar a funcionalidade da criança, incluindo a sua vida escolar”, comenta a especialista.

Em relação ao estudo, a oftalmopediatra explica que a atenção é uma área que realmente pode ser prejudicada pela ambliopia. “Isso pode ocorrer porque a criança precisa direcionar o olhar e sustentar o foco da atenção para adquirir de forma contínua as informações do ambiente. Quando a criança tem ambliopia estrábica, o olho se desvia e esse foco pode ser prejudicado”.

“A visão se constrói por meio da identificação de cores, formas e detalhes associadas às informações dos movimentos. Portanto, qualquer problema no processamento visual pode prejudicar o desenvolvimento neuropsicomotor e cognitivo”, reforça a médica.

Prejuízos funcionais

Para além do déficit de atenção que a ambliopia pode causar, há evidências crescentes de que as crianças com a condição têm habilidades motoras piores do que crianças com visão normal. Essas crianças podem ter mais dificuldade na escrita, desenho, jogos com bolas, recortes e qualquer outra atividade que exija a coordenação motora fina e grossa.

Criança com ambliopia pode não reclamar

Estar ciente desses aspectos de prejuízos funcionais da ambliopia estrábica é importante. Isso porque a criança não tem um parâmetro do que é uma boa ou uma má visão.

“Dificilmente uma criança, principalmente quando ainda não fala, vai reclamar que não está enxergando bem para os pais ou educadores. Mas, crianças com dificuldades escolares e problemas de coordenação motora, por exemplo, podem ter ambliopia. Como o olho preguiçoso não é tão evidente quanto o estrabismo, que causa o desalinhamento dos olhos, pode passar despercebida pelos pais”, diz Dra. Marcela.

Tratamento precoce da ambliopia é fundamental

Felizmente, o tratamento de oclusão ocular, o famoso tampão, apresenta ótimos resultados na melhora da visão das crianças com olho preguiçoso. “No caso das crianças com ambliopia estrábica, quando a cirurgia de correção do desvio é feita dentro da janela de oportunidade (antes dos sete anos de idade), é possível recuperar os possíveis atrasos no neurodesenvolvimento sensório-motor”, ressalta a especialista.

Como saber se a criança é amblíope?

Como foi dito, a ambliopia não é evidente, ou seja, apenas o oftalmologista consegue diagnosticar a condição. A prevenção da ambliopia consiste no diagnóstico precoce de suas causas, principalmente do estrabismo que é responsável por cerca de 50% dos casos do olho preguiçoso. Contudo, os erros refrativos como miopia e hipermetropia, também podem causar a ambliopia.

“Portanto, a melhor prevenção é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra. Ao longo da infância, as consultas devem ser periódicas porque o estrabismo pode aparecer após os 12 meses, bem como os demais problemas de visão”, finaliza Dra. Marcela.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Sinais da Miopia em Crianças: Quais são? Como reconhecer? Qual médico procurar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-miopia-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-miopia-em-criancas/#respond Thu, 31 Mar 2022 18:17:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2233 Nem sempre os sinais de miopia em crianças podem ser claros. Em muitos casos, o diagnóstico da miopia só acontece quando a criança começa a ser alfabetizada. Contudo, é possível que alguns sinais da miopia em crianças apareçam de forma precoce. Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre a miopia e suas manifestações. […]

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Nem sempre os sinais de miopia em crianças podem ser claros. Em muitos casos, o diagnóstico da miopia só acontece quando a criança começa a ser alfabetizada.

Contudo, é possível que alguns sinais da miopia em crianças apareçam de forma precoce.

Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre a miopia e suas manifestações.

Antes de mais nada, é importante entender o que é a miopia, seus fatores de riscos e como é o tratamento.

 O que é miopia?

Primeiramente, é importante dizer que a miopia é um dos erros refrativos mais comuns em todo o mundo. Quem é míope tem dificuldade de enxergar de longe. O processo visual depende de vários fatores. Um deles é o fenômeno da refração.

A luz entra no olho e atinge a retina. A partir disso, a luz é enviada para o nervo óptico que a transmite para o cérebro. Contudo, os chamados erros refrativos desviam a entrada da luz, fazendo-a incidir de diferentes maneiras na retina.

No caso da miopia, especificamente, ela ocorre porque o olho do míope é mais alongado. Assim, em vez da luz que entra no olho atingir diretamente a parte de trás da retina, ela se concentra na parte da frente. O resultado é uma imagem distorcida e embaçada quando a pessoa precisa usar a visão de longe.

Quais os sinais da miopia em crianças?

 Dificilmente uma criança vai perceber que não está enxergando bem. Isso porque os pequenos não têm um parâmetro para comparar se a visão está boa ou ruim.

Dessa maneira, bebês e crianças que ainda não vão para a escola podem não receber o diagnóstico precoce da miopia.

Mas, a boa notícia é que existem sim alguns sinais da miopia que podem alertar os pais sobre a possibilidade de a criança ser míope.

 Sinas em bebês e crianças menores

  • Coçar muito os olhos, sem outra causa (alergia, conjuntivite etc.)

  • Sensibilidade a luz

  • Ficar perto da TV quando assiste a algum desenho ou trazer o tablet ou celular para muito perto do rosto

  • Tropeços e quedas frequentes

Sinais da miopia em criança maiores

Nas crianças maiores, pode ser um pouco mais fácil os pais perceberem os sinais da miopia. O diagnóstico da miopia em crianças costuma acontecer, quase sempre, na idade pré-escolar, ou seja, por volta dos 5 aos 6 anos.

Naturalmente, na escola a criança vai precisar usar muito a visão de longe para os esportes e as atividades em classe, por exemplo.

Frequentemente, os sinais da miopia em crianças maiores são:

  • Dor de cabeça recorrente, principalmente no final do dia ou logo após atividades escolares

  • Aumento da frequência das piscadas

  • Aperto das pálpebras para conseguir enxergar

  • Ver TV ou usar outros dispositivos eletrônicos com o rosto aproximado desses objetos

  • Dificuldades de aprendizagem

  • Tropeços e quedas frequentes

  • Dificuldades em esportes

  • Coceira ocular

Como é possível diagnosticar a miopia em bebês e crianças que ainda não sabem ler ou falar?

Muitos pais desconhecem que o exame visual pode ser feito em bebês e crianças que ainda não sabem nem falar e nem ler. Isso graças a equipamentos especialmente feitos para o exame oftalmológico nessa faixa etária.

É de extrema importância que os pais levem o bebê ainda em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra para uma consulta de rotina. Quanto antes a miopia for diagnosticada, melhor será o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Afinal, a visão é responsável por 85% das informações que são enviadas para o cérebro.

Quais são as causas da miopia

A miopia é um erro refrativo que ocorre devido a interação de diversos fatores genéticos e ambientais.

Nos últimos anos, os casos de miopia estão aumentando de maneira exponencial em todo o mundo. As pesquisas apontam que as mudanças nos hábitos de vida, como maior exposição às telas e menos tempo ao ar livre são alguns fatores diretamente relacionados a chamada “epidemia da miopia”.

A miopia é perigosa?

Na maioria dos casos, a miopia é uma condição inofensiva e pode ser corrigida com o uso de óculos ou lentes de contato. Após os 18 anos, é possível ainda realizar uma cirurgia refrativa para correção do grau para não precisar mais usar as lentes corretivas.

Contudo, quando a miopia é considerada alta, pode trazer alguns riscos para a visão. Esses casos precisam ser acompanhados de perto por um oftalmopediatra/oftalmologista.

A progressão da miopia, ou seja, o aumento do grau, tem sido associada a problemas de visão que podem surgir ao longo da vida, como descolamento de retina, degeneração macular, glaucoma e catarata.

Prevenção

  • A primeira e mais importante forma de prevenir a miopia é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra.

  • Quando a criança não apresenta nenhum problema na visão, a consulta deve ser repetida na idade pré-escolar.

  • Além do acompanhamento com o oftalmopediatra, é recomendado que as crianças menores de 2 anos não sejam expostas a nenhum dispositivo

  • A partir dos 2 anos, o uso de telas deve seguir as diretrizes de órgãos como Sociedade Brasileira de Pediatria

  • Outro fator que pode prevenir a miopia ou sua progressão é promover atividades ao ar livre. Isso porque, estudos comprovaram que a luz solar é fundamental para quem é míope e para evitar que a criança desenvolva essa condição

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

 

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Miopia na infância aumenta risco de desenvolver estrabismo, aponta estudo https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia-estrabismo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia-estrabismo/#respond Mon, 08 Nov 2021 14:40:36 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2160 Aumento dos casos de miopia preocupa especialistas e pode afetar 50% da população mundial em 2050 A miopia na infância aumenta o risco de estrabismo. Isso foi o que foi mostrou uma meta-análise recente, que inclui a revisão de mais de 23 mil estudos, mostrou que a miopia é um fator de risco para o […]

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Aumento dos casos de miopia preocupa especialistas e pode afetar 50% da população mundial em 2050

A miopia na infância aumenta o risco de estrabismo. Isso foi o que foi mostrou uma meta-análise recente, que inclui a revisão de mais de 23 mil estudos, mostrou que a miopia é um fator de risco para o estrabismo divergente intermitente. Nesse tipo de desalinhamento, o olho se desvia para fora, em direção às orelhas. Outra característica é a intermitência do desvio, ou seja, ele não é constante.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo, uma das hipóteses é que a miopia está associada à diminuição das necessidades de acomodação. “Trata-se da capacidade do olho humano de garantir que a imagem captada tenha foco e nitidez. Isso reduz a convergência e pode explicar, portanto, o risco aumentado para desenvolver o estrabismo divergente”.

Estrabismo intermitente

O estrabismo divergente intermitente é o mais comum de todos os desvios. Normalmente, se desenvolve entre os 12 meses e 4 anos de idade

“Esse é o estrabismo em que o olho se desvia para fora, em direção às orelhas. O mais comum é o desalinhamento intermitente. Isso quer dizer que o desvio ocorre em alguns momentos. Em geral, aparece quando a criança está mais cansada, nervosa ou irritada”, comenta Dra. Marcela.

A boa notícia é que ambas as condições têm tratamento. A miopia é corrigida com óculos e o estrabismo com cirurgia. Vale lembrar que apenas o estrabismo acomodativo, causado pela hipermetropia, a correção é com óculos e não com alinhamento cirúrgico.

Janela de oportunidade

O sistema visual é o último a se desenvolver. Por essa razão, a intervenção precoce pode prevenir a perda da visão binocular e o desenvolvimento da ambliopia, mais conhecida pelo termo “olho preguiçoso.

“Para atingir bons resultados, a cirurgia de correção do estrabismo deve ser feita entre os 2 e 4 anos de idade, de preferência”, reforça Dra. Marcela.

“Quanto à miopia, é importante dizer o crescimento do olho ao longo da infância e adolescência pode aumentar ou diminuir o grau. Por isso, o acompanhamento da criança com o oftalmopediatra deve ser regular até que o grau se estabilize, o que ocorre por volta dos 18 anos”, finaliza.

Prevenção

A ambliopia tem uma forte ligação com a história familiar. Filhos de pais míopes têm 50% de chance de desenvolver a condição. Entretanto, é possível adotar hábitos que podem prevenir a miopia ou ainda o aumento do grau.

  • Reduza ao máximo o tempo da criança em frente às telas (tablets, computadores e celulares)
  • Crianças com menos de 2 anos não devem ser expostas às telas
  • Incentive atividades ao ar livre, se possível todos os dias
  • Leva o bebê no oftalmopediatra ainda no primeiro ano de vida e depois, de forma preventiva

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Tecnologia e miopia https://homolog.marcelabarreira.com.br/tecnologia-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tecnologia-miopia/#respond Fri, 22 Mar 2019 16:36:22 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2019/03/22/tecnologia-miopia/ Tecnologia e miopia são duas coisas que não combinam! os dispositivos tecnológicos, como celulares, computadores e tablets são uma das principais causas do aumento dos casos de miopia. Não é de hoje que especialistas em desenvolvimento infantil vem alertando sobre os perigos da exposição excessiva aos dispositivos eletrônicos. E nesta última semana, com os vídeos […]

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Tecnologia e miopia são duas coisas que não combinam! os dispositivos tecnológicos, como celulares, computadores e tablets são uma das principais causas do aumento dos casos de miopia.

Não é de hoje que especialistas em desenvolvimento infantil vem alertando sobre os perigos da exposição excessiva aos dispositivos eletrônicos. E nesta última semana, com os vídeos da boneca MoMo circulando nas redes sociais, este assunto voltou a ser muito comentado. Será possível manter as crianças inseridas no mundo tecnológico sem trazer prejuízos a a saúde e para o desenvolvimento?

De acordo com as pesquisas e evidências científicas atuais, a exposição exagerada às telas de celulares, tablets e computadores e o uso excessivo da visão de perto trazem problemas para a saúde de crianças e adolescentes. Em relação às alterações oculares, sabemos que o uso da visão de perto, em detrimento da exposição à luz natural e do uso da visão de longe, pode causar ou ainda piorar a miopia. O aumento deste erro refrativo no mundo tem sido considerado pela comunidade médica uma epidemia mundial.

Mas não e só a miopia que nos preocupa. Estamos observando um aumento importante nos quadros de olho seco, irritação e cansaço ocular em pessoas que ficam expostas por mais de uma hora a telas de tablets, celulares ou computadores. Sintomas estes antes ausentes em crianças e adolescentes, que agora estão se tornando corriqueiros nos consultórios de oftalmopediatra.

Outro ponto que se soma a estes citados é que publicações recentes apontaram que o excesso de exposição à luz azul (espectro da luz visível de cumprimento de onda curto e de alta energia) pode levar a danos na retina, gerar distúrbios do sono e irritabilidade. Isso porque a luz azul tem participação no nosso ciclo sono – vigília por interferir na nossa produção de melatonina, principal substância envolvida na indução do sono.

Sendo assim, crianças que usam tablets e celulares à noite podem ter uma piora na qualidade do sono, levando a um menor rendimento escolar, por exemplo. E como se não bastasse todas as alterações oftalmológicas, temos ainda estudos demonstrando que esta excessiva interação com as telas tem gerado problemas no desenvolvimento global da criança, tanto na parte motora quanto cognitiva. Um estudo recente demonstrou sinais de atrofia cerebral em adolescentes, além de sinais de maturação cerebral precoce.

E os prejuízos não param por aí! Outros estudos apontam que o uso excessivo da tecnologia acarreta na diminuição do raciocínio lógico, da coordenação motora e das habilidades de interação social. Poderíamos ficar horas falando sobre estes malefícios, devidamente comprovados pela ciência. O fato é que a tecnologia faz parte do mundo moderno, sendo inclusive recurso acadêmico em muitas escolas. Assim, não há como privar as crianças e a adolescentes de usar os dispositivos eletrônicos.

O que podemos fazer então? É mandatório que os pais controlem de forma rigorosa o uso recreativo, principalmente em casa, de celulares, tablets, computadores e outros dispositivos. Inclusive, de acordo com as Sociedade Brasileiras de Pediatria e de Oftalmopediatria, crianças menores de dois anos não devem ter nenhum contato com tais tecnologias. Para as maiores de dois anos, a recomendação é que o uso não ultrapasse uma hora por dia.

Sobre a televisão, preocupação de muitos pais, a dica é escolher o que a criança irá assistir. Lembrando que a TV exige o uso da visão de longe, sendo uma opção menos maléfica para o desenvolvimento visual. Outra dica é que se a criança usa o computador para estudar é colocar o dispositivo perto de uma janela.

Isto irá ajudar a criança a intercalar a visão de perto com a visão de longe durante as atividades. Esta troca relaxa a acomodação visual e diminui os sintomas de cansaço ocular. Somado a isto, o ideal é fazer intervalos periódicos quando é preciso ficar mais tempo em frente ao computador, dica que também vale para adultos que trabalham o dia todo nestes dispositivos.

Por fim, é fundamental estipular um horário noturno, que não deve passar das 18h ou 19h horas para uso dos dispositivos, já que a luz azul interfere no ciclo do sono e na produção da melatonina. Outro ponto é deixar as luzes acesas para proteger a visão dos raios emitidos e dar preferência para a luz natural.

Como uma última dica para os pais, quando tiramos algo da criança é sempre importante colocar outra atividade no lugar. Reduzir o tempo de exposição aos eletrônicos é mandatório, assim como aumentar as atividades ao ar livre, assim como incentivar a criança a praticar esportes e outras atividades fora das telas, como aulas de circo, futebol, dança, entre outras.

Dra. Marcela Barreira
Oftalmopediatra – Especialista em Estrabismo – Neuroftalmologista

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Como a visão do bebê se desenvolve? https://homolog.marcelabarreira.com.br/visao-do-bebe/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/visao-do-bebe/#respond Wed, 13 Feb 2019 19:15:00 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2019/02/13/visao-do-bebe/ A visão do bebê se desenvolve de várias maneiras. O mais importante é entender que ela começa no útero, mas só está totalmente formada aos 7 anos.  Hoje vamos falar sobre o desenvolvimento visual dos bebês, já que muitos pais me perguntam sobre este aspecto. “O que poucas pessoas sabem é que a visão é […]

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A visão do bebê se desenvolve de várias maneiras. O mais importante é entender que ela começa no útero, mas só está totalmente formada aos 7 anos. 

Hoje vamos falar sobre o desenvolvimento visual dos bebês, já que muitos pais me perguntam sobre este aspecto. “O que poucas pessoas sabem é que a visão é o último sistema do corpo humano a se desenvolver. Embora os bebês tenham a estrutura biológica da visão completa ao nascer, eles irão aprender a usar os olhos ao longo do tempo, em um processo chamado de maturação visual”. 

Segundo a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, os olhos são órgãos ligados ao cérebro. A visão é um processo complexo que precisa da integridade física dos olhos e das demais estruturas do sistema visual para funcionar. O primeiro ano de vida é um período de extrema importância para o desenvolvimento visual, assim como para detectar qualquer alteração que possa impactar na visão ao longo da vida.

Principais marcos do desenvolvimento visual na gestação
No início da gravidez, por volta do 22º dia, surgem dois pequenos pontos pretos que darão origem aos olhos do bebê. Entre a 9ª a 13 ª semanas, formam-se as pálpebras, a íris e a retina.

A partir da 27ª semana, o bebê abre e fecha os olhos e começa a apresentar sensibilidade à luz, podendo reagir quando a mãe fica exposta ao sol, por exemplo, cobrindo os olhinhos com as mãos ou braços.

O que um recém-nascido enxerga?
Ao nascer, a visão do bebê é borrada e só alcança objetos ou pessoas que estejam distantes cerca de 30 a 40 cm. O recém-nascido enxerga somente a luz e é capaz de perceber na intensidade da luz, como sair de um ambiente claro e entrar em um escuro, por exemplo.

Em relação às cores, o mundo do recém-nascido, até por volta do primeiro mês de vida, é visto em preto e branco.

Outra curiosidade é que o recém-nascido não consegue usar os dois olhos ao mesmo tempo. Por isso, é comum que o bebê desvie os olhos, ficando “vesgo” em certos momentos. Isso é esperado e é considerado normal.

Porém, vale ressaltar que há casos de estrabismo congênito, ou seja, o bebê já nasce com o estrabismo, que costuma ser percebido pela equipe neonatal da maternidade ou ainda pelos próprios pais junto ao pediatra ainda no primeiro mês de vida.

Você sabia?
O tamanho do olho aumenta cerca de três vezes entre o nascimento e a maturidade. Entretanto, um terço do crescimento do diâmetro ocular acontece no primeiro ano de vida.

 

Marcos do primeiro ano de vida

No primeiro mês de vida, o bebê começa a aprender a focar com os dois olhos e passa a perceber a aproximação de pessoas ou de objetos. Outro marco importante é a capacidade de acompanhar o movimento dos objetos com os olhos.

A partir do segundo mês, os objetos e pessoas começam a ser percebidos com mais detalhes, como formas e padrões. Nesta fase, o bebê também já consegue ver as cores principais, como vermelho, amarelo e azul.

Aos quatro meses, inicia-se o desenvolvimento da visão de profundidade (visão binocular), que é útil para ajudar o bebê a perceber se os objetos ou as pessoas estão perto ou longe. Mais tarde, a visão binocular será muito importante para ajudar o bebê a engatinhar.

Aos cinco meses, o bebê já acompanha muito bem o movimento das coisas e consegue reconhecer as cores mais claras.

A partir dos oitos meses, há uma melhora da acuidade visual, do foco e da visão binocular. Embora a visão de perto ainda seja melhor que a de longe, nesta faixa etária o bebê já enxerga bem o suficiente para reconhecer pessoas a certa distância.

Estas características do desenvolvimento visual, que ocorrem por volta dos oito ou nove meses, são essenciais para o desenvolvimento neuropsicomotor. A visão irá motivar o bebê a se aventurar para explorar os ambientes, objetos, móveis, brinquedos, engatinhar e, finalmente, andar.

Entretanto, embora o bebê tenha uma boa visão ao completar um ano, o processo de maturação visual continua até por volta dos sete anos ou mais.

Aos dois anos, por exemplo, se completa a mielinização do nervo óptico, que contribui ainda mais para a melhora da acuidade visual e da orientação vertical, entre outras habilidades.

Entre dois e cinco anos, a criança começa a desenvolver habilidades de processamento sensorial, ou seja, ela começa a ter a capacidade de analisar as cenas. Entretanto, é só mais tarde que ela desenvolverá a capacidade de prever intenções ou objetivos alheios, por meio da visão.

Importância do Oftalmopediatra
A recomendação é levar o bebê, ainda no primeiro ano de vida, para uma consulta de rotina com um oftalmopediatra. Além de avaliar alterações que possam comprometer a visão, o médico irá oferecer aos pais informações importantes sobre os cuidados e estímulos que irão ajudar na maturação visual.

Veja no vídeo abaixo como o bebê enxerga:

 

Dra. Marcela Barreira
Desenvolvimento Visual do Bebê

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Passar pouco tempo ao ar livre aumenta risco de desenvolver miopia https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia/#respond Fri, 14 Sep 2018 19:35:19 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2018/09/14/miopia/ Passar pouco tempo ao ar livre aumenta o risco de ter miopia. A miopia está aumentando em todo o mundo. Você sabia que crianças e adolescentes que passam mais tempo em espaços fechados e menos tempo ao ar livre correm um risco maior de desenvolver a miopia? Estima-se que hoje as crianças passam mais de […]

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Passar pouco tempo ao ar livre aumenta o risco de ter miopia. A miopia está aumentando em todo o mundo. Você sabia que crianças e adolescentes que passam mais tempo em espaços fechados e menos tempo ao ar livre correm um risco maior de desenvolver a miopia? Estima-se que hoje as crianças passam mais de cinco horas vendo TV ou usando o computador em casa. Somando o período que elas passam na escola, podemos dizer que praticamente o tempo gasto em espaços abertos é mínimo.

Porém, estudos recentes apontaram que a falta de exposição à luz solar é um fator de risco importante para o desenvolvimento da miopia ou para a progressão deste erro refrativo em quem já tem o diagnóstico.

A explicação é que a exposição aos raios solares estimula a produção da dopamina, um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado, o que leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular, causando a miopia. Além disso, lugares abertos ajudam a treinar a visão de longe.

De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, outra descoberta importante ligada às atividades ao ar livre é que a dopamina é produzida durante o dia, sendo o neurotransmissor responsável por dar o comando para o olho mudar da visão diurna para a visão noturna. “A pouca exposição à luz solar interrompe esse ciclo, causando modificações no crescimento do olho, outro fator de risco para desenvolver a miopia’, comenta Dra. Marcela.

Casos de miopia aumentam em todo o mundo
Segundo a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), estima-se que em 2050 cerca de metade da população mundial será míope. Isso significa que se nada for feito, haverá um aumento de 83% dos casos de miopia nos próximos 34 anos. “Atualmente, a prevalência da miopia é de 11% a 36%.

“Como o desenvolvimento visual ocorre na infância, até por volta dos 7 anos, é fundamental atuar na prevenção do problema, assim como levar as crianças ao oftalmopediatra ainda no primeiro ano de vida”, ressalta Dra. Marcela.

Miopia não é só hereditária
A miopia tem um fator genético importante, pois algumas pessoas nascem com uma predisposição maior de serem míopes. “Mas, de acordo com a exposição aos fatores de risco, como leitura excessiva, uso prolongado de equipamentos eletrônicos e pouca exposição à luz solar, a miopia pode ou não se desenvolver”, explica Dra. Marcela.

Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas que carregavam a variante do gene chamado APLP2, ligado à miopia, tinham cinco vezes mais chance de desenvolver a condição na adolescência quando submetidos a uma hora ou mais de leitura na infância, por dia. Já as pessoas com o mesmo gene que gastaram menos tempo em atividades que precisam da visão de perto, não tinham o risco adicional de se tornarem míopes.

Dicas
Como tudo na vida, vale sempre usar o bom senso. Naturalmente, é preciso estimular as crianças a se dedicarem à vida escolar e à leitura, desde que as atividades ao ar livre também façam parte do dia a dia.

“A atividade física é o estímulo ideal, pois influencia não só na prevenção da miopia, como também ajuda a criança a manter o peso, controlar os níveis de açúcar, a pressão arterial, além da influência no desenvolvimento motor, cognitivo e na interação social, entre outros benefícios. A recomendação é passar de duas a três horas por dia em ambientes externos, o que pode incluir brincadeiras, esportes, lazer, caminhadas de ida e volta da escola, passeios com o cachorro, entre outros”, recomenda a oftalmopediatra.

“A miopia pode ser corrigida com óculos, lentes de contato ou cirurgia, porém nenhuma dessas terapias irá corrigir o alongamento do globo ocular. Quando o grau da miopia é alto, acima de 6, a deformação do globo ocular aumenta o risco de desenvolver condições como o descolamento de retina, catarata e glaucoma, por exemplo”, conclui Dra. Marcela.

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