Arquivos erros refrativos - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/erros-refrativos/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:25:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos erros refrativos - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/erros-refrativos/ 32 32 Consulta com o oftalmologista infantil deve ser anual https://homolog.marcelabarreira.com.br/consulta-com-o-oftalmologista-infantil-deve-ser-anual/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/consulta-com-o-oftalmologista-infantil-deve-ser-anual/#respond Thu, 23 Jan 2025 14:37:34 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3140 A consulta com o oftalmologista infantil deve ser anual, principalmente em crianças na fase pré-escolar (2 aos 6 anos) e escolar, a partir dos 6 anos. O início das aulas está próximo e esse é o momento perfeito para levar a criança para uma consulta oftalmológica de rotina. Para falar mais sobre a importância dos […]

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A consulta com o oftalmologista infantil deve ser anual, principalmente em crianças na fase pré-escolar (2 aos 6 anos) e escolar, a partir dos 6 anos.

O início das aulas está próximo e esse é o momento perfeito para levar a criança para uma consulta oftalmológica de rotina. Para falar mais sobre a importância dos cuidados com a visão na infância, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Visão é essencial para o desenvolvimento infantil

Primeiramente, é importante entender que a visão é um dos sentidos mais importantes do corpo humano, sendo crucial para o desenvolvimento infantil. Portanto, qualquer condição que prejudique o sistema visual pode resultar em problemas e atrasos no desenvolvimento da fala, motor, cognitivo etc.

“Para além dos atrasos no desenvolvimento global da criança, uma vez que a visão se desenvolve fora do útero e se completa por volta dos 7 anos de idade, as patologias oculares na infância podem acarretar problemas mais sérios na visão. Outro ponto é que os tratamentos e intervenções precisam ser feitos ainda na infância, dentro da janela de oportunidade (entre os 2 e 4 anos) para atingir melhores resultados”, explica Dra. Marcela.

 Quando realizar a primeira consulta oftalmológica

A recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta com o oftalmologista infantil. Naturalmente, se o bebê apresenta alguma doença ocular congênita, detectada nos primeiros dias ou meses de vida, o acompanhamento será diferente.

“Sendo assim, quando nenhum problema visual é detectado na primeira consulta, o acompanhamento de rotina pode ser anual. Por outro lado, se houver diagnóstico de condições como estrabismo, miopia e outros problemas de visão, o acompanhamento deve ter com mais regularidade”, aponta Dra. Marcela.

Consulta com o oftalmologista infantil é crucial para o processo de aprendizagem

Segundo uma pesquisa realizada pela International Agency for Prevention of Blindness (IAPB) a baixa acuidade visual afeta por volta de 5,5% das crianças em idade escolar. Em 80% dos casos, basta o uso de óculos para corrigir o problema. Portanto, quando a criança entra na escola, torna-se imprescindível passar em consulta com o oftalmologista infantil.

“Muitas crianças possuem erros refrativos que só são descobertos, justamente, na fase pré-escolar ou escolar. O diagnóstico, normalmente, acontece em ocasiões em que a criança começa a apresentar problemas de aprendizagem, atrasos escolares e dificuldades motoras durante as aulas de educação física, por exemplo.

Sinais de problemas na visão na infância

Em geral, não há como perceber, facilmente, se a criança tem problemas na visão. Mas, os pais podem ficar atentos a alguns sinais como:

  1. Sensibilidade à luz
  2. Lacrimejamento constante
  3. Ficar muito próximo à TV
  4. Entortar o olho para dentro quando precisa usar a visão de perto
  5. Apertar os olhos para conseguir enxergar de longe
  6. Dor de cabeça, especialmente no final do dia
  7. Vermelhidão ocular
  8. Dificuldades oculares e problemas de aprendizagem
  9. Quedas constantes
  10. Dificuldades na coordenação motora
  11. Desinteresse por atividades de leitura e escrita

Como funciona a consulta com o oftalmologista infantil

Acima de tudo, é importante esclarecer que a consulta com o oftalmologista infantil em bebês e crianças, que ainda não falam, é perfeitamente possível. Isso porque existem aparelhos próprios para o exame visual nesse público. Por outro lado, quando a criança já fala, os exames são semelhantes àqueles feitos em adultos.

“Em conclusão, hoje há inúmeros recursos para examinar e tratar problemas de visão na infância. Dessa maneira, o mais importante é conscientizar os pais sobre a necessidade de levar a criança para uma consulta com o oftalmologista infantil, pelo menos uma vez por ano, para facilitar o diagnóstico e o tratamento, bem como para prevenir doenças oculares”, finalioza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Progressão da miopia na infância pode causar doenças oculares na vida adulta https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia-na-infancia-pode-causar-doencas-oculares-na-vida-adulta/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia-na-infancia-pode-causar-doencas-oculares-na-vida-adulta/#respond Thu, 26 Sep 2024 11:01:25 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2749 A progressão da miopia na infância e na adolescência pode representar muito mais do que precisar trocar as lentes dos óculos para enxergar melhor. O aumento do grau, na verdade, eleva o risco de complicações nos olhos ao longo dos anos, principalmente na vida adulta. Dessa forma, o aumento exponencial do número de casos de […]

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A progressão da miopia na infância e na adolescência pode representar muito mais do que precisar trocar as lentes dos óculos para enxergar melhor. O aumento do grau, na verdade, eleva o risco de complicações nos olhos ao longo dos anos, principalmente na vida adulta. Dessa forma, o aumento exponencial do número de casos de miopia em todo o mundo é uma preocupação constante entre os oftalmologistas.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a miopia é um erro refrativo que afeta a visão de longe. “O olho míope é essencialmente mais longo do que deveria ser. Como resultado, a luz que entra no olho é focada na frente da retina, em vez de diretamente nela, fazendo com que objetos e imagens distantes pareçam embaçados e sem nitidez”.

“Contudo, para além do alongamento do globo ocular, o olho míope é mais frágil do que um olho sem miopia. O alongamento pode levar ao afinamento da retina, que por sua vez aumenta o risco de complicações, como descolamento da retina, catarata prematura, glaucoma e doenças maculares. Quanto maior o grau da miopia, maiores são os riscos”, explica a médica.

A miopia em crianças e adolescentes, quando não corrigida, também pode causar cansaço visual, dores de cabeça e dificuldades escolares.

O que explica o aumento dos casos de miopia?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2050 metade da população mundial será míope, sendo que a prevalência será maior nas gerações mais jovens. Mas, o que está por trás desse fenômeno global?

O aumento drástico dos casos de miopia em todo o mundo tem alguns componentes, alguns fatores que interagem e podem levar ao desenvolvimento desse erro refrativo. O primeiro é o genético, pois filhos de pais míopes têm risco maior de ter miopia. Para se ter uma ideia, quando ambos os pais são míopes, o risco é de 50%.

Para além da herança genética, as gerações mais novas passam mais tempo nas telas, bem como em atividades em distâncias menores, como estudar e realizar leituras. Como isso, há uma exigência maior da visão de perto, que pode desencadear o desenvolvimento da miopia.

“Outro aspecto importante é que crianças e adolescentes, especialmente aqueles que vivem em grandes centros urbanos, passam menos tempo ao ar livre. A luz natural e os ambientes abertos são fatores importantes para a visão. Isso porque exigem diferentes movimentos oculares, trabalhando o foco da visão de longe, entre outras habilidades visuais”, explica Dra. Marcela.

Como o sistema visual se desenvolve na infância, é importante garantir os estímulos corretos, tanto para a visão de longe, quanto para a de perto.

Como evitar a progressão da miopia na infância

Primeiramente, é crucial conscientizar os pais a respeito da importância de levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. “Sem dúvidas, esse é o primeiro passo para impedir a progressão da miopia, caso a criança tenha esse erro refrativo. A consulta também é importante para avaliar se há histórico familiar de míope, o que contribui para um acompanhamento mais regular durante os primeiros anos de vida”, aponta Dra. Marcela.

O uso dos óculos é importante para assegurar o desenvolvimento da visão e pode ser indicado até mesmo para os bebês e crianças menores. Quando o grau é alto, a atenção precisa ser redobrada.

Mas, se mesmo com a correção do grau, a miopia progride, podemos adotar alguns tratamentos que já temos disponíveis no Brasil. “Temos no mercado algumas lentes especiais que além de corrigirem o grau da miopia, também atuam desfocagem periférica. Trata-se de um mecanismo que desestimula o alongamento do globo ocular, principal fator de risco para a progressão da miopia”, conta Dra. Marcela.

Outra opção para impedir a progressão da miopia na infância é o uso de lentes de contato rígidas durante a noite, para achatar a córnea. Isso permite uma melhora no foco durante o dia. Essas lentes também podem ajudar a retardar o crescimento do globo ocular.

“Por fim, temos o colírio de atropina, cujo mecanismo de ação leva à dilatação das pupilas e ao relaxamento do músculo responsável pelo foco. Isso contribui para reduzir a tensão no globo ocular, desacelerando seu alongamento”, complementa a especialista.

Gerenciar tempo de telas é crucial para impedir a progressão da miopia na infância

Adicionalmente aos recursos das lentes e do colírio de atropina, é crucial gerenciar o tempo gasto nas telas e nas demais atividades que demandam a visão de perto. Também é preciso incentivar as atividades ao ar livre.

Apesar dos malefícios das telas para a visão das crianças, pode parecer impossível abolir os eletrônicos em um mundo hiper conectado. Muitas crianças e adolescentes usam dispositivos eletrônicos para estudar e se comunicar. Portanto, nem sempre uma recomendação pode ser aplicada no dia a dia das famílias.

“Por outro lado, temos dados e evidências suficientes que mostram a relação das telas com a miopia e sua progressão. Dessa forma, podemos usar o bom senso e o equilíbrio, especialmente se a criança já tem o diagnóstico da miopia. Sempre que for possível, é importante que os pais sigam as diretrizes das sociedades médicas a respeito do tempo de uso de tela, de acordo com a idade da criança”, finaliza Dra. Marcela.

O que diz a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), trouxe algumas recomendações a respeito do uso de telas por crianças. O limite de tempo de uso dos dispositivos eletrônicos é determinado pela faixa etária, mas sempre deve ter supervisão de adulto. Confira abaixo.

  • Menores de 2 anos: nenhum contato com telas ou videogames;
  • Dos 2 aos 5 anos: até uma hora por dia;
  • Dos 6 aos 10 anos: entre uma e duas horas por dia;
  • Dos 11 aos 18 anos: entre duas e três horas por dia.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Quais são os sinais da miopia na infância? https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-da-miopia-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-da-miopia-na-infancia/#respond Wed, 13 Mar 2024 17:11:35 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2643 Os sinais da miopia na infância nem sempre são tão evidentes, principalmente em bebês e em crianças menores. Mas, existem alguns indícios que podem levar à suspeita da presença da dificuldade em enxergar de longe. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, nos bebês e nas crianças menores, os pais podem desconfiar quando a […]

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Os sinais da miopia na infância nem sempre são tão evidentes, principalmente em bebês e em crianças menores. Mas, existem alguns indícios que podem levar à suspeita da presença da dificuldade em enxergar de longe.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, nos bebês e nas crianças menores, os pais podem desconfiar quando a criança coça muitos olhos, sem outras causas que poderiam estar relacionadas à coceira, como alergias ou conjuntivite.

“Um outro sinal que pode indicar a miopia é quando a criança aproxima demais o tablet ou celular do rosto, bem como quando se aproxima da televisão para conseguir enxergar. Também nos chama atenção crianças que costumam tropeçar e cair de forma frequente. Por fim, a miopia pode ainda causar fotofobia, ou seja, a criança fica mais sensível à luz”, explica a especialista.

Apesar destes sinais da miopia na infância, o diagnóstico em bebês e em crianças menores é mais difícil. Em primeiro lugar, porque bebês não falam e mesmo as crianças que já falam não possuem um parâmetro para diferenciar uma visão boa de uma visão ruim. Outro ponto é que nem sempre os pais procuram um oftalmopediatra nos primeiros anos de vida”, aponta Dra. Marcela.

Sinais da miopia na infância – Fase pré-escolar e escolar

Em geral, a miopia costuma ser diagnosticada quando a criança vai para a escola. Isto porque é no ambiente escolar que a criança vai precisar usar mais a visão de longe, seja para brincar, praticar esportes, ler no quadro etc.

Na maior parte dos casos de miopia, o diagnóstico ocorre a partir de dificuldades na escola, seja no aprendizado ou na hora de praticar esportes e outras atividades que demandam a visão de longe.

Entre os principais indícios da miopia nas crianças maiores estão:

  • Dor de cabeça recorrente, principalmente no final do dia ou logo após atividades escolares

  • Aumento da frequência das piscadas

  • Aperto das pálpebras para conseguir enxergar

  • Ver TV ou usar outros dispositivos eletrônicos com o rosto aproximado desses objetos

  • Dificuldades de aprendizagem

  • Tropeços e quedas frequentes

  • Dificuldades em esportes

  • Coceira ocular

Diagnóstico da miopia pode ser feito desde o nascimento

A miopia pode estar presente desde os primeiros meses de vida ou surgir mais tarde. O mais importante é esclarecer que o diagnóstico da miopia pode ser feito mesmo em crianças que ainda não falam e naquelas que não sabem ler. O oftalmologista infantil, ou oftalmopediatra, possui equipamentos específicos para o diagnóstico de erros refrativos em bebês e em crianças.

“A consulta não só é importante para avaliar a acuidade visual, como também para detectar de forma precoce outros problemas visuais. Independente dos sinais da miopia na infância, é fundamental conscientizar os pais a respeito da importância de cuidar da saúde ocular desde o nascimento”, finaliza Dra. Marcela.

Alerta sobre a miopia na infância

A miopia é um erro refrativo que ocorre devido a interação de diversos fatores genéticos e ambientais. Infelizmente, há um número crescente de crianças que desenvolvem a miopia em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Entre alguns fatores que explicam esta alta na prevalência da miopia estão o estilo de vida moderno, com uso excessivo da visão de perto, seja em telas ou durante a rotina escolar. Além disto, houve uma redução drástica do tempo gasto em atividades ao ar livre, algo que também contribui para a progressão da miopia ou para seu surgimento.

A miopia, especialmente em graus mais elevados, aumenta o risco de doenças como glaucoma e descolamento de retina, por exemplo. Por isto, a partir do diagnóstico na infância, é preciso realizar um acompanhamento periódico com o oftalmopediatra. Para além disto, é importante reduzir o tempo gasto nas telas e aumentar as atividades ao ar livre.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

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Uso do Tampão para Tratar Olho Preguiçoso – Dicas para ajudar os pais https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-do-tampao-para-tratar-olho-preguicoso/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-do-tampao-para-tratar-olho-preguicoso/#respond Fri, 19 Jan 2024 12:18:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2615 O uso do tampão para tratar o olho preguiçoso, termo popular para a ambliopia,  pode causar muito estresse nas crianças e nos pais. Realmente não é fácil fazer com que crianças e bebês aceitem ficar com um dos olhos tampados por algumas horas. Contudo, o uso do tampão é hoje o principal tratamento para a […]

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O uso do tampão para tratar o olho preguiçoso, termo popular para a ambliopia,  pode causar muito estresse nas crianças e nos pais. Realmente não é fácil fazer com que crianças e bebês aceitem ficar com um dos olhos tampados por algumas horas.

Contudo, o uso do tampão é hoje o principal tratamento para a ambliopia. Além disto, tem um custo acessível e é crucial para prevenir prejuízos no desenvolvimento da visão.

Por isto, neste artigo vamos oferecer para você, mamãe ou papai, um guia definitivo para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso. Primeiramente, vamos falar um pouco mais sobre a ambliopia.

 Ambliopia pode atingir até 4% das crianças

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o olho preguiçoso se desenvolve apenas na infância. A condição é diagnosticada quando há redução da melhor acuidade visual corrigida em um ou em ambos os olhos.

“Em outras palavras, a ambliopia ocorre quando a visão de um olho é melhor do que a do outro, mesmo corrigindo o estrabismo ou um erro refrativo, por exemplo. O olho preguiçoso ocorre por três motivos: estrabismo e erros refrativos e, mais raramente, por doenças que causam privação de estímulo, como catarata, glaucoma ou ptose palpebral congênitos”, explica a especialista.

Vale reforçar que o tampão não trata o estrabismo! Mas corrigir o estrabismo é essencial para tratar a ambliopia! Desta forma, quando o olho preguiçoso é causado pelo estrabismo se faz a cirurgia, além do uso do tampão.

“Quando é causado por erros refrativos, são prescritos óculos. A ptose palpebral pode ser corrigida cirurgicamente. Por outro lado, a ambliopia causada pela catarata e glaucoma congênitos é uma pouco mais complexa, mas também é possível usar alguns recursos no tratamento”, comenta a médica.

 Por que é importante o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

A ambliopia não tratada afeta a visão binocular, ou seja, a capacidade de vermos com os dois olhos. Esta visão é necessária para enxergamos em profundidade e os objetos em 3D. Ela se forma quando os olhos captam as imagens, as mandam para o cérebro e o órgão as funde em uma única imagem.

“Mas, quando a criança desenvolve a ambliopia, o cérebro passa a ignorar a imagem captada pelo olho afetado por uma das três condições que causam o olho preguiçoso. Esta supressão por tempo prolongado, principalmente durante o período considerado essencial para o desenvolvimento da visão, por volta dos 2 aos 7 anos de idade, pode causar prejuízos irreparáveis ou ainda levar à perda da visão binocular”, alerta Dra. Marcela.

 Sem tratamento, olho preguiçoso causa inúmeros prejuízos

Estudos ao longo dos anos apontaram que o olho preguiçoso traz prejuízos na percepção do movimento dos objetos, na coordenação motora, na leitura (crianças com ambliopia leem mais devagar), entre outros problemas.

Em suma, o diagnóstico e o tratamento do olho preguiçoso antes dos 7 anos são essenciais para garantir uma visão saudável. Para além disto, vale reforçar que a visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil.

Qual o tempo de uso do tampão para tratar o olho preguiço?

“Em relação ao tempo de uso do tampão ou ainda a duração do tratamento, o que é preciso entender é que cada criança é avaliada pelo oftalmopediatra de forma individualizada. O tratamento pode durar semanas ou meses. Tudo depende da resposta à terapia”, comenta Dra. Marcela.

Durante o tratamento, a criança vai usar o tampão durante algumas horas do dia e este tempo é determinado pelo médico.

 

Dicas para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

  • Promova atividades estimulantes durante o uso do tampão

 Enquanto a criança estiver usando o tampão, os pais devem estimular o olho a trabalhar. Ou seja, promover atividades como pintar, montar quebra-cabeças, brincar com peças de montar, brincar ao ar livre. Além de ajudar o olho “preguiçoso” a funcionar, as brincadeiras tirar o foco da criança no tampão.

  • Aposte no lúdico

Escolha modelos de tampão com os personagens preferidos da criança. Hoje já é possível encontrar empresas que vendem tampões personalizados. Do mesmo modo, os pais podem aproveitar para contar histórias de piratas e até mesmo usar o tampão junto com a criança por alguns momentos.

  • Escolha o melhor momento e defina prazos

Para bebês e crianças menores, a dica é colocar o tampão antes de acordá-las. Ainda nesta fase, o uso na escola também costuma ser melhor aceito pelas crianças.

Por outro lado, os maiores têm mais resistência em usar o tampão fora de casa, por vergonha ou medo de que os amigos os julguem. Desta forma, o ideal é negociar com a criança e deixá-la escolher onde ela se sente mais confortável para usar o tampão, ou seja, em casa ou na escola.

Para além do momento certo para colocar o tampão, também é importante mostrar para a criança o tempo de uso. Como em geral os pequenos não têm noção do tempo, os pais podem usar recursos como alarmes no celular, despertadores etc.  para a criança saber quando vai colocar e quando vai tirar o tampão.

Alta do tratamento

O término, ou seja, a alta do uso do tampão para tratar o olho preguiçoso é dada quando a visão do olho afetado melhorou e permaneceu estável durante os meses seguintes ao tratamento.

“A criança é acompanhada e passa por consultas regulares ao longo do uso do tampão. Há também uma outra situação em que interrompemos a terapia ao perceber que não houve melhora significativa que justifique a continuidade do tratamento”, aponta a oftalmopediatra.

“Em conclusão, o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso pode ser difícil e angustiantes para as famílias. Porém, a terapia garante uma boa visão e o desenvolvimento saudável das crianças. Assim, os pais devem ser aconselhados, orientados e encorajados a perseverar no tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

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Dificuldades escolares podem estar associadas à visão https://homolog.marcelabarreira.com.br/dificuldades-escolares-visao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dificuldades-escolares-visao/#respond Thu, 29 Jun 2023 14:09:39 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2489 Notas baixas e rendimento abaixo do esperado podem estar ligados a erros refrativos e outros problemas de visão na infância As férias de julho estão próximas e neste finalzinho de semestre é hora de avaliar como a criança se saiu na escola. Quando o rendimento ficou abaixo do esperado, é importante que os pais procurem […]

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Notas baixas e rendimento abaixo do esperado podem estar ligados a erros refrativos e outros problemas de visão na infância

As férias de julho estão próximas e neste finalzinho de semestre é hora de avaliar como a criança se saiu na escola. Quando o rendimento ficou abaixo do esperado, é importante que os pais procurem entender quais as causas e o que pode estar associado às dificuldades escolares.

Em muitos casos, as notas baixas e problemas na aprendizagem podem estar ligados a problemas na visão não diagnosticados, com miopia, hipermetropia e astigmatismo. Estima-se que a maioria dos diagnósticos de erros refrativos ocorre na idade escolar, ou seja, a partir dos 6 anos de idade.

Sinais podem não ser evidentes

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, um obstáculo importante que pode atrasar o diagnóstico dos erros refrativos é o fato de que os sinais de problemas na visão não são tão evidentes na infância.

“Além disto, não existe um parâmetro de comparação, já que a criança não tem noção do que é enxergar bem ou mal. De qualquer forma, notas baixas e dificuldades para aprender são aspectos que podem ocorrer quando a criança não enxerga bem”.

Dificuldades escolares e visão: qual a relação?

Uma das razões para os frequentes diagnósticos de erros refrativos depois que a criança vai para a escola é que o ambiente educacional exige diversas habilidades visuais como copiar tarefas da lousa, ler, escrever, enxergar de perto e de longe, realizar atividades físicas, recortar etc. A visão é um processo que integra as informações sensoriais e motoras criadas pelo cérebro e pelo corpo.

“Enxergar bem depende, por exemplo, da coordenação dos músculos oculares para que os olhos apontem na mesma direção. Para enxergar em profundidade, é preciso ter um bom desenvolvimento da visão binocular. As pálpebras precisam estar alinhadas e os erros refrativos, quando presentes, precisam ser corrigidos”, conta Dra. Marcela.

Em conclusão, quando a criança tem problemas de visão é provável que tenha seu rendimento escolar comprometido, entre outras consequências.

Sinais de alerta – Dificuldades escolares e visão

Veja agora uma lista de sinais e manifestações que podem indicar que é hora de levar a criança para uma consulta oftalmológica:

  • Desvio do eixo ocular
  • O ato da criança tampar um dos olhos para enxergar
  • Dor de cabeça frequente, principalmente no final do dia
  • Coceira frequente nos olhos
  • Piscar muito
  • Queda da pálpebra
  • Apertar os olhos para enxergar de longe
  • Sensibilidade à luz
  • Quedas e tropeços frequentes
  • Dificuldades para brincar com brinquedos de encaixe
  • Dificuldades para ler, escrever, desenhar, recortar

Procure o oftalmopediatra

Infelizmente, no Brasil não é um costume levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica. Mas deveria ser! Há diversas condições visuais que podem ser diagnosticadas e tratadas em bebês e em crianças menores. Isto pode contribuir muito para o processo de aprendizagem escolar.

“Todavia, quando a consulta oftalmológica não aconteceu nestes primeiros anos de vida, é fundamental que os pais procurem o oftalmopediatra antes de a criança ir para a escola ou na fase escolar. O simples fato de corrigir um erro refrativo pode ser a chave para uma vida acadêmica proveitosa”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Risco de desenvolver miopia aumenta com baixa exposição aos raios solares https://homolog.marcelabarreira.com.br/risco-desenvolver-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/risco-desenvolver-miopia/#respond Thu, 02 Mar 2023 15:46:56 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2421 Risco de desenvolver miopia aumenta com baixa exposição à luz solar e uso excessivo da visão de perto  Miopia é considerada um problema de saúde pública e deve afetar metade da população mundial até 2050, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) Um estudo apontou que o risco de desenvolver miopia é 2,6 vezes […]

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Risco de desenvolver miopia aumenta com baixa exposição à luz solar e uso excessivo da visão de perto 

Miopia é considerada um problema de saúde pública e deve afetar metade da população mundial até 2050, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Um estudo apontou que o risco de desenvolver miopia é 2,6 vezes maior em crianças que não praticam atividades ao ar livre durante o dia e que usam a visão de perto por muito tempo, principalmente em dispositivos eletrônicos.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o comportamento das crianças e jovens mudou bastante ao longo das gerações. “A partir de 2010, as telas passaram a fazer parte do dia a dia das famílias. Somado a isso, temos a adoção de um estilo de vida que não incentiva as atividades ao ar livre, seja por falta de tempo ou pela escassez de espaços urbanos que propiciem segurança e um ambiente favorável para a convivência das crianças e jovens”.

Visão de perto e risco de desenvolver miopia

“Temos um outro componente que é o tempo dedicado aos estudos. O risco das telas está relacionado ao uso excessivo da visão de perto, que também é demandada durante estudos e leituras. Hoje, muitas crianças estudam em período integral ou fazem cursos extras. Portanto, todas as atividades que demandam a visão de perto aumentam o risco de desenvolver a miopia”, explica a médica.

Mudança de hábitos é a melhor forma de prevenir a miopia

Estudos recentes demonstraram que a luz do sol estimula a produção da dopamina. “Trata-se de um neurotransmissor que, entre outras funções, previne que o olho cresça alongado. Quando ocorre o alongamento do globo ocular, há distorção do foco de luz que não chega ao ponto correto da retina. O resultado dessa alteração do trajeto da luz é o desenvolvimento da miopia”, comenta Dra. Marcela.

Outra mudança de hábito importante é aumentar as atividades que demandam menos da visão de perto e mais da visão de longe. “Jogar bola, passear com o cachorro, empinar pipa, andar de bicicleta. O ideal é reservar algumas horas por dia para “descansar” a visão de perto e treinar a visão de longe”, reforça a especialista.

Use o bom senso e reduza o risco de desenvolver miopia

As telas hoje fazem parte do cotidiano e não é possível excluir totalmente da rotina. Inclusive, as escolas já usam as telas no processo de aprendizagem. O mais importante é usar o bom senso para equilibrar as atividades ao longo do dia, inclusive estudos e leituras.

Mas vale lembrar que a recomendação das sociedades médicas e da OMS é que as crianças menores de 2 anos não devem ser expostas às telas. Para as demais idades, veja a recomendação:

  • Entre 2 e 5 anos, o uso de telas não deve ultrapassar 1 hora por dia
  • Crianças de 6 a 10 anos podem usar os dispositivos eletrônicos até 2 horas por dia
  • Para a faixa etária 11 a 18 anos, o uso deve ser limitado a 3 horas por dia

“O conhecimento desses fatores de risco pode ajudar os pais a adotarem novos comportamentos e hábitos que podem prevenir o desenvolvimento da miopia. Além disso, é importante levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica, que deve se repetir anualmente durante a infância e adolescência”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Consulta oftalmológica é imprescindível no início do ano escolar https://homolog.marcelabarreira.com.br/consulta-oftalmologica/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/consulta-oftalmologica/#respond Wed, 18 Jan 2023 13:59:09 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2398 Consulta Oftalmológica no início do ano escolar é fundamental para prevenir problemas no rendimento escolar e aprendizado A volta às aulas é o melhor momento para levar as crianças na idade pré-escolar para uma consulta oftalmológica. Isso porque a visão é essencial no processo de aprendizado. Segundo a Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, […]

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Consulta Oftalmológica no início do ano escolar é fundamental para prevenir problemas no rendimento escolar e aprendizado


A volta às aulas é o melhor momento para levar as crianças na idade pré-escolar para uma consulta oftalmológica. Isso porque a visão é essencial no processo de aprendizado.

Segundo a Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a visão é um processo que abrange informações sensoriais e motoras que são produzidas pelo cérebro e pelo corpo. “O sistema visual tem participação fundamental no processamento das informações. Portanto, a visão é parte essencial da aprendizagem”.

Consulta oftalmológica é importante para diagnosticar os erros refrativos 

A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia são chamados de erros refrativos, sendo responsáveis por 43% dos casos de cegueira e baixa visão na infância. Isso mesmo, dependendo do grau do erro refrativo, a pessoa é considerada legalmente cega.

De acordo com a International Agency for Prevention of Blindness (IAPB) a baixa acuidade visual afeta por volta de 5,5% das crianças em idade escolar. Em 80% dos casos, basta o uso de óculos para corrigir o problema. Porém, a maioria das crianças recebem o diagnóstico tardio e isso impacta no rendimento escolar.

Importância da consulta oftalmológica

“Um aspecto que dificulta o diagnóstico mais precoce dos erros refrativos é que as crianças não têm um parâmetro do que é uma visão boa ou ruim, especialmente os menores. Dessa maneira, o exame oftalmológico torna-se fundamental para diagnosticar erros refrativos e outras condições oculares típicas da infância, como o estrabismo”, reforça Dra. Marcela.

Visão na sala de aula

A maioria dos erros refrativos é diagnosticada nas crianças em idade pré-escolar. “A explicação é que na fase de pré-alfabetização a criança vai precisar muito mais da visão do que em idades mais precoces. O próprio professor pode perceber alguns sinais de que a criança não está enxergando bem e comunicar os pais”, conta a médica.

A vida escolar exige diversas habilidades visuais de acordo com os tipos de tarefas, como escrever, ler, copiar tarefas da lousa, sincronizar movimentos físicos com os oculares etc. Ou seja, a visão é parte do processo de aprendizado.

Sinais de erros refrativos

Será que existem sinais de que possam indicar que a criança precisa de óculos? A resposta é sim, mas não é uma regra. Veja abaixo:

  • Dor de cabeça, principalmente depois de estudos e leitura
  • Movimento de apertar os olhos para conseguir enxergar
  • Desempenho escolar ruim, sem outra explicação ou condição que
  • Coceira nos olhos
  • Vermelhidão e ardência
  • Tampar um dos olhos para enxergar

“A recomendação é levar a criança ao oftalmologista antes das aulas começarem. Assim a criança tem a chance de aprender e de desenvolver todo o seu potencial na vida escolar”, finaliza Dra. Marcela.

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O que é ambliopia refrativa? Quais os sinais e como é o tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/ambliopia-refrativa/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/ambliopia-refrativa/#respond Thu, 01 Dec 2022 17:17:00 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2378 A ambliopia refrativa é aquela causada pela diferença de grau ou de erro refrativo entre os olhos  Você sabia que há pessoas que apresentam erros refrativos diferentes entre os olhos ou ainda grande diferença de grau, em geral maior que 4 graus, de um olho para o outro? Essa condição se chama anisometropia. A anisometropia […]

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A ambliopia refrativa é aquela causada pela diferença de grau ou de erro refrativo entre os olhos 

Você sabia que há pessoas que apresentam erros refrativos diferentes entre os olhos ou ainda grande diferença de grau, em geral maior que 4 graus, de um olho para o outro? Essa condição se chama anisometropia.

A anisometropia na infância pode levar ao desenvolvimento da ambliopia (olho preguiçoso). Nesses casos, é chamada de ambliopia refrativa já que a causa está ligada aos erros refrativos como a miopia, hipermetropia e astigmatismo.

A ambliopia afeta de 2 a 5% das crianças sendo a causa mais comum de problemas visuais em crianças em todo o mundo.

Visão binocular é afetada na ambliopia refrativa

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a diferença de grau ou de tipo de erro refrativo entre os olhos afeta a visão binocular na medida em que o cérebro recebe duas imagens diferentes, uma de cada olho, e não consegue juntá-las em um só.

“O olho mais fraco recebe menos sinais visuais. Eventualmente, a capacidade dos olhos de trabalhar juntos diminui e o cérebro suprime ou ignora a imagem do olho mais fraco, causando a ambliopia”.

Sem reclamações

A ambliopia causada pelo estrabismo é mais fácil de diagnosticar, já que o desvio do olho é aparente e pode incentivar os pais a procurarem o oftalmologista de forma mais precoce.

“Por outro lado, como as crianças não costumam se queixar a respeito de problemas visuais por não terem parâmetros de comparação, ou ainda por não terem adquirido a linguagem, a ambliopia refrativa pode ser mais difícil de ser diagnosticada”, comenta Dra. Marcela.

Em geral, a ambliopia refrativa se desenvolve na infância e representa importante causa de diminuição visual entre as crianças. Em relação aos sinais, os pais podem ficar atentos a algumas situações que podem ser manifestações da ambliopia como:

  • Dificuldade em pegar e arremessar objetos
  • Falta de jeito – esbarrar em móveis, cair demais, tropeçar de forma frequente
  • Apertar os olhos ou fechar um olho para conseguir enxergar
  • Virar ou inclinar a cabeça na tentativa de enxergar
  • Dificuldade em participar de esportes, andar de bicicleta, patins etc.

Como tratar a ambliopia refrativa

É muito importante que os pais levem o bebê ao oftalmopediatra nos primeiros meses de vida. “Poucas pessoas sabem, mas há ferramentas que permitem ao oftalmopediatra diagnosticar os erros refrativos em bebês e em crianças que ainda não falam. O diagnóstico precoce permite que o grau seja corrigido com o uso de óculos para prevenir o desenvolvimento da ambliopia”, reforça a médica.

Em muitos casos, além do uso de óculos, a criança é tratada com a terapia de oclusão ocular, o famoso “tampão”.

O tampão é usado no olho saudável para que o olho afetado pelo problema possa ter a mesma chance de desenvolvimento. No caso da ambliopia refrativa, o tampão pode ser colocado no olho ou na lente dos óculos.

“O ideal é que o tratamento da ambliopia seja feito dentro da chamada “janela de oportunidade”, que vai dos 2 aos 7 anos. Quanto mais cedo for feito, melhor será o resultado. O tempo do tratamento é individual e vai depender de vários fatores. Pode durar meses ou semanas”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Dor de cabeça em crianças pode estar relacionada problemas oculares https://homolog.marcelabarreira.com.br/dor-de-cabeca-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dor-de-cabeca-em-criancas/#respond Wed, 23 Nov 2022 12:34:03 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2374 Estudo mostrou que 30% das crianças com queixa de cefaleia tinham algum problema ocular A cefaleia (dor de cabeça) é uma condição muito prevalente na população em geral, especialmente em adultos. Mas crianças também podem apresentar dor de cabeça como uma manifestação frequente. Um estudo publicado no jornal Ophthalmic Epidemiology revelou que em 30% dos […]

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Estudo mostrou que 30% das crianças com queixa de cefaleia tinham algum problema ocular

A cefaleia (dor de cabeça) é uma condição muito prevalente na população em geral, especialmente em adultos. Mas crianças também podem apresentar dor de cabeça como uma manifestação frequente.

Um estudo publicado no jornal Ophthalmic Epidemiology revelou que em 30% dos casos de queixas infantis de cefaleia a causa é de origem ocular. Os erros refrativos não tratados são a principal causa de dor de cabeça em crianças. Entre as outras condições reveladas pelo estudo estavam o estrabismo, inflamação do nervo óptico, uveíte e glaucoma.

Dor de cabeça em crianças precisa ser investigada

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, quando a dor de cabeça é esporádica não é preciso se preocupar. “A cefaleia em crianças é uma manifestação rara. As causas podem ter origem em um dia mais cansativo, seja de estudos ou de brincadeiras. Contudo, as queixas frequentes, principalmente quando acompanhadas de outros sintomas, precisam ser investigadas”.

A investigação da origem da cefaleia deve ser completa. Além de um médico neurologista, é importante que a criança seja avaliada por um oftalmopediatra para confirmar ou descartar que a causa de origem ocular. “Felizmente, a maioria dos casos de queixas de dor de cabeça por parte das crianças está ligada aos erros refrativos, como a miopia, não corrigidos”, reforça.

Dor de cabeça em crianças e outros sintomas

Os problemas oculares causam outros sintomas e isso pode ajudar os pais no momento de procurar o especialista.

Os pais podem ficar atento às seguintes manifestações que podem ocorrer junto com a cefaleia:

  • Fotofobia (sensibilidade à luz)

  • Nauseas

  • Vômitos

  • Olho franzido para conseguir enxergar

  • Desvio ocular

  • Dor no olho

  • Quedas e tropeços frequentes

  • Mau desempenho escolar

  • Lacrimejamento

“Felizmente, o estudo mostrou que os casos de doenças oculares mais graves correspondem a uma porcentagem pequena das queixas de cefaleia. Mas de qualquer maneira sempre é importante consultar um especialista”, afirma Dra. Marcela.

“A recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra para uma avaliação completa da saúde visual. Na fase pré-escolar também é fundamental investigar problemas refrativos como a miopia, astigmatismo e hipermetropia. Isso porque sem correção, esses problemas visuais impactam diretamente na aprendizagem”, finaliza a médica.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Por que é preciso dilatar a pupila para exames oftalmológicos? https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatar-a-pupila/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatar-a-pupila/#respond Thu, 04 Aug 2022 11:28:15 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2299 Dilatar a pupila é uma prática comum para fazer exames de vista. Provavelmente, em algum momento da sua vida, você precisou dilatar as suas pupilas para realizar um exame oftalmológico. Mas você sabe por que isso é necessário? Antes de falarmos sobre o objetivo de dilatar a pupila durante exames oculares, vamos entender o que […]

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Dilatar a pupila é uma prática comum para fazer exames de vista.

Provavelmente, em algum momento da sua vida, você precisou dilatar as suas pupilas para realizar um exame oftalmológico.

Mas você sabe por que isso é necessário?

Antes de falarmos sobre o objetivo de dilatar a pupila durante exames oculares, vamos entender o que é a pupila e quais as suas funções no sistema visual.

Pupila: o que é e para que serve

A capacidade de enxergar depende de todas as estruturas do olho. A luz entra no olho por meio da córnea. Depois, ela atravessa a pupila que é a parte preta ao redor da íris, a parte colorida dos olhos.

A íris, além de dar cor aos olhos, é responsável por controlar a quantidade de luz que entra no olho. Sabe como ela faz isso? Por meio da dilatação e da contração da pupila.

Quando o ambiente está escuro a pupila se dilata e quando o ambiente está muito claro a pupila se contraí. Dessa maneira, podemos comparar a pupila à abertura de uma lente de uma câmera fotográfica.

A dilatação da pupila se chama midríase. Há várias situações que levam à dilatação da pupila sem que isso seja um problema de saúde.

Por outro lado, a dilatação repentina da pupila pode ser um sinal de alguma outra doença, como um derrame cerebral. Mas vamos falar disso mais adiante.

Por que o oftalmologista dilata a pupila na consulta?

Quase todas as pessoas que passam por um oftalmologista ao longo da vida precisam dilatar a pupila para realizar alguns exames oculares.

A dilatação das pupilas é feita por meio do uso de colírios específicos para esse fim. O oftalmologista usa esse recurso para visualizar com mais facilidade as estruturas internas do globo ocular, principalmente o fundo do olho (retina) e o nervo óptico.

O estado normal da pupila se chama miose. Nesse estado, ou seja, sem dilatar a pupila, o oftalmologista não consegue avaliar a retina, o nervo óptico e outras estruturas da parte de trás dos olhos com tanta clareza.

Em uma explicação mais simples, podemos dizer que sem dilatar as pupilas, o exame seria como olhar no buraco de uma fechadura.

Outra função da dilatação das pupilas é conseguir avaliar de forma mais precisa os erros de refração, especialmente nas crianças e bebês.

Quais os efeitos da dilatação da pupila por meio de colírios?

A dilatação da pupila para a realização dos exames oftalmológicos pode ser desconfortável para alguns pacientes.

Após os exames, é comum apresentar dificuldades para enxergar por algumas horas. Mas, em cerca de 3 a 4 horas após o procedimento, a visão volta ao normal.

Dilatação da pupila patológica

Como vimos, é muito comum dilatar as pupilas para realizar exames oftalmológicos. Contudo, a midríase espontânea pode indicar a presença de alguma patologia. Ou seja, a dilatação da pupila pode ser uma manifestação de alguma doença sistêmica ou até mesmo ocular.

Entre essas doenças podemos citar

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Aneurismas cerebrais
  • Tumores cerebrais
  • Doenças respiratórias ou outras condições que causam baixa oxigenação
  • Glaucoma

Uso de medicamentos

O uso de certos medicamentos também pode causar a dilatação das pupilas.

  • Anticonvulsivantes
  • Antialérgicos
  • Antidepressivos
  • Drogas estimulantes

Você sabia?

A pupila pode se dilatar quando sentimos dores ou passamos por alguma emoção muito forte. Os sentimentos intensos, sejam bons ou ruins, desencadeiam respostas involuntárias do sistema nervoso central que podem alterar o tamanho da pupila.

Quando devo me preocupar?

A dilatação da pupila, dependendo da situação, requer certos cuidados. Quando surge de forma repentina e persiste, ou seja, não volta ao normal, é sinal de que existe algo errado que precisa ser avaliado por um oftalmologista e/ou por um clínico geral, dependendo dos outros sintomas.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

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