Arquivos estrabismo congênito - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/estrabismo-congenito/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:26:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos estrabismo congênito - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/estrabismo-congenito/ 32 32 Estrabismo em crianças – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-em-criancas-tire-suas-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-em-criancas-tire-suas-duvidas/#respond Mon, 03 Nov 2025 13:26:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3990 O estrabismo em crianças é o tema da nossa entrevista de hoje, com a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. Confira agora tudo que você precisa saber sobre o estrabismo em crianças. Dra. Marcela, o que é estrabismo? O estrabismo é uma condição oftalmológica que se caracteriza pela disfunção da musculatura […]

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O estrabismo em crianças é o tema da nossa entrevista de hoje, com a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

Confira agora tudo que você precisa saber sobre o estrabismo em crianças.

Dra. Marcela, o que é estrabismo?

O estrabismo é uma condição oftalmológica que se caracteriza pela disfunção da musculatura extraocular, que pode ser congênita ou adquirida. A prevalência gira em torno de 2 a 4% da população infantil.

O estrabismo em crianças é o mais comum, embora também afete adultos. Entretanto, em adultos o desvio do eixo ocular costuma estar associado a doenças neurológicas, vasculares, tumores, entre outras condições. Mas, hoje eu quero falar especialmente o estrabismo em crianças.

Quais os tipos de estrabismo em crianças?

Primeiramente, eu gostaria de falar um pouco mais sobre o funcionamento dos músculos oculomotores. Isso é importante para entendermos melhor o estrabismo. Os movimentos oculares são determinados pelos músculos oculomotores. Cada olho possui 6 músculos oculomotores que controlam os movimentos dos olhos. Podemos imaginar que esses músculos são as “rédeas” de um cavalo, de uma forma que fique mais clara para o público leigo.

O estrabismo ocorre quando há um desequilíbrio no funcionamento desses músculos. Desse modo, o tipo de estrabismo é definido de acordo com qual músculo é afetado.

O estrabismo convergente é aquele em que o olho se desvia para dentro, em direção ao nariz. Esse desvio pode ser congênito ou aparecer nos primeiros anos de vida.

O estrabismo acomodativo também ocorre com o desvio do olho para dentro, sendo, portanto, convergente. Mas, esse é único desvio que não tem indicação cirúrgica. Isso porque é causado pela hipermetropia. Dessa maneira, o uso de óculos é suficiente para alinhar os olhos.

Temos ainda o estrabismo divergente intermitente, que o olho se desvia para fora de vez em quando. Então, ora o olho está alinhado e ora desviado. Por fim, temos o estrabismo vertical e horizontal.

Dra. Marcela, quais são as causas do estrabismo?

Bem, a origem do estrabismo ainda não está totalmente esclarecida. Por outro lado, temos fatores de risco bem estabelecidos, como a prematuridade, baixo peso ao nascer, tabagismo durante a gestação, retinopatia da prematuridade, erros refrativos, síndrome de Down e outras síndromes genéticas.

Dra. Marcela, o estrabismo é uma questão estética ou o desvio do olho pode causar problemas na visão?

Uma das questões mais importantes quando se fala em estrabismo é esclarecer que não se trata de uma condição estética. O desvio do eixo ocular na infância afeta o desenvolvimento da visão, que ocorre fora do útero e se completa até por volta dos 7 anos.

O alinhamento dos olhos é fundamental para desenvolver a visão binocular, capacidade do cérebro de fundir as duas imagens captadas pelos olhos em uma única. Isso é imprescindível para enxergar em profundidade, em 3D e para exercer diversas profissões, por exemplo.

Em crianças com estrabismo, o cérebro passa a ignorar a imagem captada pelo olho com o desvio. Caso isso aconteça por tempo prolongado, no período crítico para o desenvolvimento visual (entre os 2 e 4 anos) pode resultar na perda da visão binocular. Portanto, o estrabismo afeta a função visual, ou seja, não é uma questão estética.

Como funciona o tratamento do estrabismo em crianças?

O tratamento do estrabismo em crianças depende de alguns fatores. O estrabismo convergente congênito, o estrabismo divergente e o estrabismo vertical precisam de correção cirúrgica. Agora, a cirurgia precisa ocorrer antes dos 7 anos de idade, para assegurar o desenvolvimento saudável da visão.

Em alguns casos de estrabismo congênito, a cirurgia pode acontecer ainda no primeiro ano de vida. Já em estrabismos divergentes bem compensados, podemos esperar um pouco mais. Por fim, o estrabismo acomodativo, cuja causa é a hipermetropia, se resolve com o uso de óculos de grau. Raramente usamos a toxina botulínica em crianças, mas é uma opção para pequenos desvios.

Quais os riscos da cirurgia de estrabismo?

Como qualquer cirurgia, a correção de estrabismo também tem riscos. Por outro lado, são mínimos. A cirurgia é muito segura quando realizada por um profissional devidamente especializado em Estrabismo. Além disso, antes da cirurgia, a criança passa por uma consulta com o Anestesiologista, bem como por exames que mostrem que não há nenhuma contraindicação para a operação.

Fale um pouco mais sobre a cirurgia de estrabismo em crianças.

A cirurgia de estrabismo em crianças acontece em ambiente hospitalar. Contudo, a criança vai para casa no mesmo dia. A cirurgia é feita sob anestesia geral, sendo relativamente rápida. A recuperação também é tranquila e a criança pode retomar suas atividades em cerca de uma semana após a cirurgia.

Em geral, a criança não vai sentir dor no pós-operatório. O que pode acontecer é uma sensação de desconforto devido aos pontos, que são absorvidos pelo organismo.

O estrabismo em crianças pode voltar depois da cirurgia?

Sim, o estrabismo pode voltar, mesmo depois de sua correção. Geralmente, a reoperação pode ser necessária quando há um estrabismo residual ou ainda secundário. Os outros fatores que podem levar à recorrência do estrabismo são idade do paciente, presença de nistagmo, ocorrência de paralisia do nervo craniano, tempo de início do estrabismo, surgimento de um estrabismo secundário, cirurgia em idade mais precoce, presença de doenças como nistagmo e oftalmoplegia.

Adicionalmente, temos estudos anteriores que mostraram que quando a cirurgia ocorre em idade mais precoce, aumenta a probabilidade de reoperação do estrabismo.

Dra. Marcela, gostaria de deixar um recado para nossos leitores?

Sim, gostaria de reforçar que a visão é crucial para o desenvolvimento infantil. Por isso, os pais devem procurar uma oftalmologista infantil e levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta de rotina.

Para além disso, caso os pais notem o desvio do olho, em qualquer idade, é crucial procurar um oftalmologista também. Quanto mais cedo tratar o estrabismo em crianças, melhor será o resultado para garantir o desenvolvimento visual.

 

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

Matéria produzida pela jornalista

Leda Maria Sangiorgio

MTB 30.714

É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Cirurgia de estrabismo em bebês – Quais as indicações e como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-estrabismo-em-bebes-quais-as-indicacoes-e-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-estrabismo-em-bebes-quais-as-indicacoes-e-como-funciona/#respond Wed, 02 Jul 2025 15:53:31 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3553 A cirurgia de estrabismo em bebês pode ser necessária, em alguns casos específicos. Ou seja, normalmente a correção do desalinhamento ocular pode ser feita mais tarde, entre os 2 e 4 anos. Mas, nos casos de estrabismo congênito, presente desde o nascimento, pode haver a necessidade de fazer a cirurgia de forma mais precoce. Para […]

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A cirurgia de estrabismo em bebês pode ser necessária, em alguns casos específicos. Ou seja, normalmente a correção do desalinhamento ocular pode ser feita mais tarde, entre os 2 e 4 anos. Mas, nos casos de estrabismo congênito, presente desde o nascimento, pode haver a necessidade de fazer a cirurgia de forma mais precoce.

Para falar mais sobre a cirurgia de estrabismo em bebês, vamos entrevistar a especialista, Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Tudo sobre o Estrabismo

Primeiramente, é importante esclarecer que estrabismo é o nome dado ao desalinhamento do eixo ocular. Em geral, ocorre na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças. O olho pode se desviar em várias direções. O desvio para dentro, chamado de estrabismo divergente, pode estar presente desde o nascimento, sendo chamado de estrabismo congênito.

“Além disso, o estrabismo convergente pode surgir ao longo da infância, bem como pode ter associação com a hipermetropia. Nesse caso, trata-se do estrabismo acomodativo. Temos ainda o estrabismo vertical, quando o olho se desvia para cima e para baixo. Por fim, um dos estrabismos mais comuns é o estrabismo divergente intermitente. Nesses casos, o olho se desvia para fora, em alguns momentos”, explica Dra. Marcela.

Cirurgia de Estrabismo em bebês visa preservar a visão binocular

Acima de tudo, é importante reforçar que independentemente do tipo de estrabismo, o diagnóstico e o tratamento são cruciais e devem ocorrer antes de a criança completar 7 anos de idade. Dessa maneira, antes dos 7 anos podemos tratar o estrabismo e prevenir prejuízos que podem ser irreversíveis.

“Agora, em relação ao estrabismo congênito, a intervenção precoce tem relação com a tentativa de preservar a visão binocular. Normalmente, as cirurgias podem ocorrer entre 10 e 18 meses. Para além disso, alguns oftalmopediatras decidem corrigir o estrabismo até por volta dos 6 meses de vida, na tentativa de recuperar, mesmo que seja um pouco, a visão binocular”, aponta Dra. Marcela.

Por que a pressa em fazer a cirurgia de estrabismo em bebês?

A precocidade, ou seja, a pressa de fazer a cirurgia de estrabismo em bebês é uma forma do oftalmologista infantil reduzir o risco de desenvolvimento da ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”. Sendo assim, a correção do desvio pode ajudar na preservação da visão binocular.

Estrabismo divergente em bebês: quando operar

“Por outro lado, o estrabismo divergente intermitente causa menos prejuízos na visão binocular. A razão é que a criança consegue compensar bem o desvio. Em outras palavras, no estrabismo divergente, ora o olho está alinhado, ora desalinhado. Com isso, causa menos danos na visão binocular. Dessa maneira, a cirurgia pode ser feita por volta dos 4 anos”, comenta Dra. Marcela.

Cirurgia de estrabismo em bebês é segura?

Sem dúvidas, um dos principais medos dos pais é em relação à segurança da cirurgia de estrabismo em bebês. “A correção cirúrgica do estrabismo costuma ser tranquila e segura. A cirurgia é feita em centro cirúrgico, sob anestesia local. O bebê vai para casa no mesmo dia, passando apenas algumas horas na observação. Normalmente, o pós-operatório é tranquilo, sem dor importante. O bebê pode sentir um leve incômodo e pode querer coçar os olhos. Mas isso é gerenciável”, aponta Dra. Marcela.

“Acima de tudo, é sempre importante ressaltar que a cirurgia de correção do estrabismo não é estética. O desvio ocular pode levar à perda da visão binocular e prejudica o desenvolvimento visual, que ocorre na infância. Em metade dos casos de olho preguiçoso, a causa é o estrabismo”, finaliza a oftalmopediatra.

Leia mais aqui sobre como funciona a anestesia geral em bebês e crianças.

Lembre-se: Leve seu bebê ainda no primeiro ano de vida para uma consulta com um oftalmopediatra. O exame oftalmológico completo pode detectar não só o estrabismo em bebês, como diversas outras condições visuais típicas da infância.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Mitos e Verdades sobre o Estrabismo – Onde Tratar em SP https://homolog.marcelabarreira.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-estrabismo-onde-tratar-em-sp/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-estrabismo-onde-tratar-em-sp/#respond Fri, 11 Oct 2024 11:05:11 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2756 Os mitos e verdades sobre o estrabismo são muitos. Popularmente chamado de “vesguice”, o estrabismo é uma condição que leva ao desalinhamento do eixo visual. Na maioria dos casos, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar até 5% das crianças. Sendo assim, hoje vamos esclarecer os principais mitos e verdades sobre o estrabismo, […]

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Os mitos e verdades sobre o estrabismo são muitos. Popularmente chamado de “vesguice”, o estrabismo é uma condição que leva ao desalinhamento do eixo visual. Na maioria dos casos, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar até 5% das crianças.

Sendo assim, hoje vamos esclarecer os principais mitos e verdades sobre o estrabismo, com a ajuda da oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo.

Mitos e Verdades sobre o Estrabismo – Conheça alguns deles

O estrabismo é uma questão estética. Portanto, não precisa de tratamento!

 Sem dúvidas, esse é um dos principais mitos em relação ao estrabismo. Em primeiro lugar, a condição se desenvolve na infância, período crítico para o desenvolvimento do sistema visual. A visão está completa por volta dos 7 anos de idade. Por esse motivo, o desalinhamento do eixo visual pode levar ao olho preguiçoso, que por sua vez pode resultar em problemas na visão binocular.

A visão binocular é responsável pela capacidade de enxergamos em profundidade e em 3D. Na infância, é crucial para o aprendizado, para a prática de esportes e outras atividades físicas e educacionais. Já na vida adulta, a visão binocular intacta é crucial para exercer algumas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, dentista etc.

Estima-se que cerca da metade dos casos de ambliopia são resultado do estrabismo. Leia mais aqui sobre o olho preguiçoso.

 O estrabismo pode ou não ser congênito

 Verdade! O estrabismo pode estar presente desde o nascimento ou se desenvolver na infância. No estrabismo congênito, o desvio do olho é para dentro, em direção ao nariz. O desalinhamento costuma ser constante e bastante evidente, já nos primeiros dias ou meses de vida. Saiba mais sobre o estrabismo congênito.

Para além disso, o estrabismo pode ocorrer na vida adulta, devido a problemas neurológicos, como um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo.

Todo prematuro vai desenvolver estrabismo

Mito. Embora a prematuridade seja um importante fator de risco para desenvolver o estrabismo, nem todos os bebês que nascem antes do tempo irão apresentar desalinhamento do eixo visual.

 Nem todo os tipos de estrabismo precisam de correção cirúrgica

 Verdade. O estrabismo acomodativo, por exemplo, ocorre devido à presença da hipermetropia. A criança faz um esforço visual para focar as imagens de perto e, com isso, o olho se desvia para dentro. Dessa forma, nesses casos o desvio está associado à hipermetropia, erro refrativo que é corrigido por meio do uso de óculos. Em conclusão, é uma forma de estrabismo que não precisa de cirurgia.

Também existem os estrabismos que acontecem na vida adulta e podem ser temporários, como àqueles presentes em doenças neurológicas. Portanto, esses casos também não têm indicação cirúrgica.

 O tampão corrigi o estrabismo

 Mito! Certamente, esse é um dos mitos mais comuns em relação ao estrabismo. Mas, ao contrário do que se possa pensar, o uso do tampão não trata o desvio do eixo visual. A chamada terapia de oclusão ocular serve para tratar a ambliopia ou ainda para prevenir seu desenvolvimento. Leia mais sobre o uso do tampão aqui.

 O desvio do olho para dentro é o único tipo de estrabismo

 Mito. Há vários tipos de estrabismo, embora o estrabismo convergente (quando o olho se desvia para dentro) seja o mais conhecido pela população em geral. Outro tipo comum é o estrabismo divergente intermitente, em que o olho se desvia para fora de vez em quando. O olho ainda pode se desviar para cima e para baixo, chamado de estrabismo vertical. Por fim, temos o estrabismo paralítico, que ocorre por problemas nos nervos oculomotores e pode levar a diferentes tipos de desvios.

A toxina botulínica pode tratar o estrabismo

Verdade! Aliás, o primeiro uso dessa substância foi exatamente para tratar o estrabismo. Contudo, hoje a indicação é para pequenos desvios ou para casos muito específicos. Isso porque o efeito, ou seja, o alinhamento do olho, é temporário. Sendo assim, é preciso várias aplicações para obter a correção do desvio. Em crianças, por exemplo, isso significa a necessidade de submetê-las a várias anestesias gerais. Em conclusão, o tratamento mais efetivo atualmente é a cirurgia, tanto para adultos como para crianças.

Saiba mais sobre como funciona o tratamento do estrabismo com toxina botulínica.

Estrabismo também pode ser operado adultos

Verdade. Os adultos também podem passar pela cirurgia de estrabismo. Inclusive, há diversos estudos que comprovaram que a correção do desvio em adultos melhora a visão binocular, além de trazer benefícios psicossociais.

Conclusão 

Por fim, hoje falamos sobre alguns mitos e verdades sobre o estrabismo. Em contrapartida, saiba que existem muitos outros.

“O mais importante é entender que se trata de uma condição que precisa de tratamento precoce para prevenir prejuízos no desenvolvimento da visão na infância. Dessa forma, a principal recomendação é levar o bebê em seus primeiros meses de vida para uma consulta de rotina com o oftalmologista infantil. Em adultos, o estrabismo pode indicar problemas neurológicos e na presença do desvio ocular, é importante procurar um serviço de pronto-atendimento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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O que é estrabismo convergente congênito? Sinais e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-convergente-congenito/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-convergente-congenito/#respond Wed, 28 Feb 2024 15:03:29 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2636 O estrabismo convergente congênito é aquele em que o desvio do eixo ocular está presente desde o nascimento. Neste estrabismo, o desalinhamento é convergente, ou seja, o olho se desvia para dentro, em direção ao nariz. Outra característica é que o desvio é constante e muito evidente já nos primeiros dias de vida. Segundo Dra. […]

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O estrabismo convergente congênito é aquele em que o desvio do eixo ocular está presente desde o nascimento. Neste estrabismo, o desalinhamento é convergente, ou seja, o olho se desvia para dentro, em direção ao nariz. Outra característica é que o desvio é constante e muito evidente já nos primeiros dias de vida.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, uma das principais dúvidas dos pais é como diferenciar o desvio ocular normal, que ocorre em recém-nascidos, do estrabismo congênito.

“A visão se forma fora do útero e se está completamente desenvolvida por volta dos 7 anos de idade. Ao nascer, o bebê não possui a capacidade de focar as imagens. Por isto, o bebê pode apresentar. até os 4 meses de vida. desvios oculares em situações em que ele tenta focar algum objeto ou pessoa”.

“Porém, após os 4 meses, o bebê começa a desenvolver o foco e estes desvios desaparecem. Já o desvio causado pelo estrabismo convergente congênito está presente o tempo todo, mesmo quando o bebê não está tentando enxergar algo”, comenta.

Causas do estrabismo convergente congênito

O estrabismo congênito pode afetar qualquer bebê. Contudo, é mais prevalente naqueles que nascem antes do tempo e/ou que apresentam baixo peso ao nascer. Para além da prematuridade, algumas síndromes genéticas estão associadas ao estrabismo convergente congênito.

Alguns estudos ao longo dos anos apontaram que o estrabismo congênito também pode estar associado a mutações genéticas, que afetam o eixo visual. Por fim, filhos de pais com estrabismo também têm um risco aumentado para desenvolver o estrabismo.

Estrabismo convergente congênito exige tratamento precoce

A correção cirúrgica do estrabismo convergente congênito deve ser feita entre os 10 e 18 meses de vida. “A precocidade do tratamento é uma tentativa de restaurar, nem que seja minimamente, a visão binocular. Infelizmente, cerca de metade dos bebês com estrabismo convergente congênito desenvolve o olho preguiçoso, que afeta a visão binocular, comenta Dra. Marcela.

A visão binocular é a capacidade do cérebro em fundir as imagens captadas pelos dois olhos em uma só. “Ela é essencial para enxergamos um campo visual maior e para termos a noção de profundidade. Todos os tipos de estrabismo afetam o desenvolvimento da visão binocular. Mas a forma congênita é a que mais pode prejudicar a visão com os dois olhos”, adiciona a especialista.

“Nas crianças com estrabismo, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho afetado pelo desvio, dando preferência à imagem captada pelo olho saudável. Portanto, o olho com o desvio não tem a mesma chance de se desenvolver como o olho alinhado, o que pode resultar em problemas na visão binocular, explica Dra. Marcela.

Estrabismo convergente congênito costuma ser diagnosticado ainda na maternidade

O diagnóstico do estrabismo congênito pode ser feito ainda na maternidade, principalmente quando o exame é realizado por um oftalmologista. Mas, nem sempre isto acontece. Portanto, caso os pais notem o desvio do olho no bebê, o ideal é procurar um oftalmologista infantil para uma avaliação.

Cirurgia é segura

“Para aliviar a ansiedade dos pais cujos filhos nasceram com o estrabismo congênito, é importante dizer que a cirurgia é segura e relativamente tranquila. Além disto, na maioria dos casos o desvio é corrigido, assegurando o desenvolvimento normal ou muito próximo do normal da visão. Quanto antes a cirurgia for feita, melhores serão os resultados”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista e oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Estrabismo congênito precisa de tratamento precoce https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-congenito/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-congenito/#respond Tue, 06 Jun 2023 15:16:17 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2478 Desvio do olho para dentro pode estar presente desde o nascimento O estrabismo congênito, também chamado de esotropia, é o desvio do olho para dentro, em direção ao nariz. Na forma congênita, o desalinhamento costuma ser constante e bastante evidente já nos primeiros dias ou meses de vida. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em […]

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Desvio do olho para dentro pode estar presente desde o nascimento

O estrabismo congênito, também chamado de esotropia, é o desvio do olho para dentro, em direção ao nariz. Na forma congênita, o desalinhamento costuma ser constante e bastante evidente já nos primeiros dias ou meses de vida.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, os bebês em geral apresentam desvios oculares devido ao fato de que a visão se desenvolve fora do útero. Este desalinhamento é considerado normal e melhora a partir dos 4 meses de idade. “Por outro lado, o estrabismo congênito é diferente, porque o desvio é muito acentuado e não desaparece sozinho”.

O estrabismo congênito pode afetar qualquer bebê. Este desvio costuma também ser mais comum em bebês prematuros e naqueles com síndromes genéticas, como a síndrome de Down e de Duane. “Hoje existe um interesse crescente sobre as bases genéticas do estrabismo. Alguns estudos apontaram que existem mutações genéticas relacionadas ao eixo visual. Além disto, filhos de pais com estrabismo correm um risco maior de apresentarem a condição”, comenta a especialista.

Estrabismo congênito pode causar danos permanentes na visão

O estrabismo congênito precisa ser tratado de forma precoce. O desvio precisa ser corrigido antes de a criança completar um ano. Em geral, a cirurgia pode ser feita entre os 10 e 18 meses. “A cirurgia é uma tentativa de restaurar, nem que seja um pouco, a visão binocular para prevenir a ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso. Esta condição pode atingir até metade dos bebês com estrabismo congênito”, diz Dra. Marcela.

A visão binocular depende da capacidade do cérebro em fundir as imagens captadas pelos dois olhos em uma só. Isto é essencial para enxergamos um campo visual maior e para termos a noção de profundidade.

“No estrabismo, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho afetado pelo desvio, dando preferência à imagem captada pelo olho saudável. Portanto, o olho com o desvio não tem a mesma chance de se desenvolver como o olho alinhado. Como resultado, a criança pode perder ou sofrer um prejuízo importante na visão binocular”, aponta a médica.

Estrabismo congênito: como ocorre o diagnóstico?

Provavelmente você já deve ter ouvido falar do teste do olhinho. Trata-se de um exame realizado na maternidade para detectar doenças congênitas como glaucoma, catarata, doenças da retina e malformações. Embora seja um teste de triagem neonatal de suma importância, pode não ser suficiente para diagnosticar o estrabismo congênito.

“Infelizmente o teste de olhinho nem sempre é realizado por um oftalmologista. Este profissional tem um olhar mais apurado e treinado para detectar condições oftalmológicas que podem não ser tão evidentes durante o exame. Mas sempre que houver alguma alteração mais importante, o bebê deve ser encaminhado para uma consulta oftalmológica”, finaliza Dra. Marcela.

De qualquer maneira, os pais devem levar o bebê, com ou sem alterações visuais, para uma consulta de rotina com o oftalmopediatra nos primeiros meses de vida.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. A médica tem experiência em tratar a ambliopia com tampão. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Leve seu bebê ao oftalmologista infantil https://homolog.marcelabarreira.com.br/oftalmologista-infantil/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/oftalmologista-infantil/#respond Thu, 06 Dec 2018 18:25:21 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2018/12/06/quando-preciso-levar-meu-bebe-a-um-oftalmopediatra/ Leve seu bebê a um oftalmologista infantil, se possível, nos primeiros meses de vida.  Atualmente, as maternidades brasileiras realizam o chamado “Teste do Olhinho”, útil para detectar doenças oculares congênitas. Porém, apesar de ser muito importante, este exame não identifica outros problemas na visão que podem surgir depois do nascimento. Por isso, o ideal é […]

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Leve seu bebê a um oftalmologista infantil, se possível, nos primeiros meses de vida.  Atualmente, as maternidades brasileiras realizam o chamado “Teste do Olhinho”, útil para detectar doenças oculares congênitas.

Porém, apesar de ser muito importante, este exame não identifica outros problemas na visão que podem surgir depois do nascimento. Por isso, o ideal é levar o bebê a um oftalmologista infantil em seu primeiro ano de vida.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, o olhar de um médico especialista é fundamental. “As doenças oftalmológicas mais graves, como a catarata congênita e a retinopatia da prematuridade, por exemplo, podem ser detectadas na maternidade. Entretanto, o bebê pode apresentar outras condições ao longo do primeiro ano de vida, que precisam ser diagnosticadas e tratadas por um oftalmologista infantil”.

Desenvolvimento da visão acontece até os 7 anos
“A primeira consulta com um oftalmopediatra também é importante para bebês sem nenhuma condição ou doença visual. Precisamos pensar no conceito de promoção da saúde. Iremos avaliar o bebê e orientar os pais sobre a higiene dos olhos, além de explicarmos como ocorre o desenvolvimento da visão”, cita Dra. Marcela.

A visão só estará totalmente desenvolvida por volta dos 7 anos de idade. Com isso, há vários cuidados que os pais precisam adotar para que este desenvolvimento ocorra de forma saudável. “Um ótimo exemplo é estimular a visão de longe para prevenir a miopia. Os casos deste erro refrativo vêm aumentando muito nos últimos anos, graças ao uso precoce e excessivo de tablets e celulares”, reforça a oftalmopediatra.

Com a ajuda da especialista, fizemos uma lista dos principais problemas da visão que podem afetar os bebês no primeiro ano de vida. Confira:

  • Obstrução do canal lacrimal: É um dos problemas mais comuns nos bebês, principalmente nos primeiros meses de vida. Cerca de 6% dos pequenos apresentam esta condição. Ela acontece quando há obstrução de uma membrana que liga o ducto lacrimal à cavidade nasal. Ou seja, as lágrimas permanecem nos olhos, levando a sintomas como lacrimejamento constante, acúmulo de secreção nos olhos, pálpebras coladas e irritação da pele.
  • Conjuntivite: As conjuntivites são muito prevalentes na infância, especialmente em bebês que vão para berçários ou escolas, precocemente. Podem ser virais ou bacterianas. Os sintomas são bem parecidos. Olhos vermelhos, secreção, dor, inchaço e coceira. Normalmente a conjuntivite afeta os dois olhos.
  • Alergia ocular: Alguns bebês podem apresentar, desde muito cedo, quadros alérgicos, como rinite e dermatite de contato. Isso significa que esses bebês são atópicos (alérgicos). Por isso, há um risco aumentado de desenvolver alergias oculares também. Os principais sintomas são coceira e vermelhidão nos olhos.
  • Estrabismo: O estrabismo atinge de 2 a 5% das crianças. O sinal mais evidente é o desvio dos olhos para dentro, em direção ao nariz, ou para fora, em direção às orelhas. O estrabismo pode surgir precocemente, nos primeiros meses de vida ou se desenvolver um pouco mais tarde.
  • Erros refrativos: Muitas pessoas desconhecem que bebês já podem nascer com altos graus de miopia, astigmatismo ou de hipermetropia, os chamados erros refrativos. Na primeira consulta com o oftalmopediatra é possível descobrir se algum deles está presente e prescrever óculos. Filhos de pais míopes, por exemplo, têm 50% de chance de ter miopia. Um dos sinais da presença de erros refrativos nos bebês é a sensibilidade à luz (fotofobia).
  • Retinoblastoma: É o tumor intraocular mais prevalente na infância. Segundo dados o Instituto Nacional do Câncer (INCA), corresponde de 2,5 a 4% de todos os tipos de câncer que atingem as crianças. Dois terços dos casos são diagnosticados antes dos dois anos de idade e 95% até os 5 anos. O principal sinal é o reflexo amarelo ou esbranquiçado que aparece em fotos, por exemplo.

“Como vimos, a promoção da saúde passa por consultas de rotina, como a primeira consulta do bebê com um oftalmopediatra. Quando há histórico familiar de estrabismo, alergia e erros refrativos, torna-se ainda mais importante consultar um especialista”, encerra Dra. Marcela.

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