Arquivos estrabismo paralitico - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/estrabismo-paralitico/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:30:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos estrabismo paralitico - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/estrabismo-paralitico/ 32 32 Estrabismo em adultos – Causas Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-em-adultos-causas-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-em-adultos-causas-sintomas-e-tratamento/#respond Sat, 20 Sep 2025 14:48:25 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3809 O estrabismo em adultos tem várias causas. Mas, acima de tudo, é importante esclarecer que o desvio ocular na vida adulta tem causas diferentes do que em crianças. Normalmente, o estrabismo em adultos tem origem em doenças, traumas, cirurgias oculares ou descompensação de um estrabismo que surgiu na infância. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, […]

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O estrabismo em adultos tem várias causas. Mas, acima de tudo, é importante esclarecer que o desvio ocular na vida adulta tem causas diferentes do que em crianças. Normalmente, o estrabismo em adultos tem origem em doenças, traumas, cirurgias oculares ou descompensação de um estrabismo que surgiu na infância.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, o estrabismo em adultos costuma ter relação, principalmente com doenças que afetam o sistema nervoso central. “Na infância, o estrabismo tem associação com o desenvolvimento do sistema visual, mais especificamente com os músculos oculomotores, que comandam os movimentos oculares. Há também relação com síndromes genéticas, que alteram o funcionamento neuromuscular”, explica.

Por outro lado, o estrabismo na vida adulta, na maioria dos casos, tem origem em doenças ou condições adquiridas.

Estrabismo em adultos por causas neurológicas

Agora, vamos falar um pouco mais sobre o estrabismo em adultos por causas neurológicas. “Primeiramente, é muito importante destacar que o surgimento repentino de um desvio ocular em adultos é um sinal de alerta para a presença de doenças que afetam o sistema nervoso central, como um acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, sempre que o estrabismo em adultos aparecer, é crucial procurar um médico”, comenta Dra. Marcela.

De qualquer modo, as causas neurológicas do estrabismo em adultos podem ser:

  • Lesões ou disfunções nos nervos cranianos que controlam os músculos oculares (III, IV e VI pares cranianos). Nesse caso, o nome é estrabismo paralítico;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Esclerose múltipla;
  • Neuropatia diabética ou hipertensiva (quando os nervos que controlam os olhos sofrem danos por diabetes ou hipertensão);
  • Tumores no cérebro.

Outras causas do estrabismo em adultos

Para além das causas neurológicas, o estrabismo em adultos também pode ser consequência das seguintes condições:

  • Miastenia gravis (doença autoimune que afeta a junção neuromuscular);
  • Distúrbios da tireoide (como a orbitopatia da Doença de Graves), que podem causar inflamação e rigidez nos músculos oculares;
  • Traumas na cabeça ou na órbita ocular, que podem danificar nervos ou músculos;
  • Fraturas orbitárias com aprisionamento muscular;
  • Perda ou redução significativa da visão em um olho (“estrabismo sensorial”), fazendo com que ele desvie;
  • Cirurgias oculares (como de retina ou catarata) que podem alterar o equilíbrio motor dos olhos.
  • Descompensação de um estrabismo leve que surgiu na infância.

Estrabismo em adultos leva à visão dupla

Um dos principais diferenciais do estrabismo em adultos é o surgimento da visão dupla. Mas, por que isso não ocorre em crianças com estrabismo?

“Inicialmente, vamos entender um pouco melhor como funciona a visão. A imagem que enxergamos se forma a partir da fusão das duas imagens captadas pelos nossos olhos. Desse modo, o cérebro combina as duas imagens em uma única imagem tridimensional (3-D). Portanto, é dessa maneira que podemos dizer o quão perto ou longe algo está de nós (chamado percepção de profundidade)”, conta Dra. Marcela.

“Por outro lado, quando há um desvio do eixo ocular, o cérebro nas crianças aprende a suprimir a imagem captada pelo olho desalinhado. Diante disso, esse olho passa a ser “ignorado” e tem seu desenvolvimento comprometido. Surge assim a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, aponta a especialista.

Então, na vida adulta, o cérebro perde essa capacidade de suprimir a imagem do olho com o estrabismo. Portanto, o estrabismo em adultos leva à visão dupla, a manifestação mais característica do estrabismo na vida adulta.

Sinais e sintomas do estrabismo na vida adulta

  • Desvio do eixo ocular (pode ser em todas as direções, ou seja, para cima, para baixo, para fora e para dentro);
  • Visão dupla;
  • Visão embaçada;
  • Dificuldade de leitura;
  • Perda de percepção de profundidade;
  • Inclinar ou virar a cabeça para ver uma imagem com mais clareza.

Tratamento de estrabismo na vida adulta – Como funciona

Normalmente, boa parte dos casos de estrabismo em adultos se resolve espontaneamente, de acordo com a melhora da doença de base. Em outras palavras, uma pessoa que sofre um AVC e apresentou estrabismo, pode apresentar normalização da visão de acordo com a melhora do quadro do AVC.

“Entretanto, em outros casos o desvio pode permanecer, dependendo da causa. Sendo assim, é crucial procurar um oftalmologista especialista em estrabismo, para uma avaliação do caso. Quando há indicação, a cirurgia de correção do estrabismo pode solucionar o desvio. Adicionalmente, também é possível usar a toxina botulínica para corrigir o estrabismo em adultos”, diz Dra. Marcela.

Acima de tudo, é importante reforçar que a cirurgia de estrabismo em adultos melhora função ocular, além de corrigir o desalinhamento ocular, para eliminar a visão dupla. Adicionalmente, muitos estudos apontaram que a maioria dos adultos experimenta melhorias na função binocular, responsável pela visão de profundidade e de objetos em 3D.

“Em conclusão: o estrabismo em adultos pode surgir por doenças do sistema nervoso central, por descompensação de um estrabismo de infância, entre outras causas. O mais importante é procurar um especialista em estrabismo para avaliação e tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Causas da visão dupla – tudo que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-da-visao-dupla-tudo-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-da-visao-dupla-tudo-que-voce-precisa-saber/#respond Thu, 06 Mar 2025 18:12:57 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3238 As causas da visão dupla, cujo nome médico é diplopia, podem ter associação com diversas doenças e condições. Sendo assim, determinar as causas da visão dupla pode ser uma tarefa complexa, que exige a experiência de um médico, como um neuroftalmologista, bem como de um neurologista. Para entender melhor o que é a visão dupla […]

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As causas da visão dupla, cujo nome médico é diplopia, podem ter associação com diversas doenças e condições. Sendo assim, determinar as causas da visão dupla pode ser uma tarefa complexa, que exige a experiência de um médico, como um neuroftalmologista, bem como de um neurologista.

Para entender melhor o que é a visão dupla e quais são as causas da visão dupla, hoje vamos entrevistar a neuroftalmologista, Dra. Marcela Barreira, que também é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. A médica também é Chefe do Serviço de Neuroftalmologia, do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Visão dupla é um sintoma e não uma doença

Primeiramente, é importante esclarecer que a diplopia não é uma doença, mas sim o sintoma de alguma outra condição ou patologia. A principal característica da visão dupla é enxergar duas imagens em vez de uma única.

“Além disso, a visão dupla só ocorre em adultos, embora possa ocorrer em adolescentes ou crianças maiores. A razão é que é que a visão se desenvolve na infância, até por volta dos 8 ou 9 anos. Durante esse período, o cérebro consegue suprimir a imagem dupla, já que a visão binocular não está totalmente desenvolvida”, explica Dra. Marcela.

Por outro lado, nos adultos o cérebro não tem essa habilidade de supressão da imagem duplicada. Dessa forma, o paciente vai apresentar a diplopia.

Quais são as causas da diplopia?

De acordo com Dra. Marcela, as causas da visão dupla são aneurismas, tumores no cérebro, traumatismos cranianos, acidente vascular cerebral, doenças da tireoide, estrabismos descompensados, paralisia de nervos cranianos, doenças na córnea, catarata, erros refrativos não corrigidos, ceratocone, pterígio, Miastenia gravis e inflamação no nervo óptico.

“Para além das causas, podemos ter duas apresentações da visão dupla: a monocular e a binocular. A diplopia monocular atinge um dos olhos e acontece quando há uma distorção da transmissão da luz até a retina, gerando duas imagens. Normalmente, uma das imagens é normal e a outra de qualidade inferior”, comenta a especialista.

“Já na visão dupla binocular a causa é o desalinhamento do eixo ocular. Geralmente, as duas imagens são nítidas e de boa qualidade. Entretanto, o cérebro não consegue juntá-las em uma única imagem. Nesses casos, o paciente entorta a cabeça para tentar compensar o desvio e enxergar, o que chamamos de posições de bloqueio”, aponta Dra. Marcela.

Sinais e Sintomas

Adicionalmente, é crucial dizer que existem outros sintomas que podem aparecer quando o paciente apresenta a diplopia. O paciente pode apresentar visão turva, dor de cabeça, dor no olho, sensibilidade à luz, ardência nos olhos, olhos saltados e fraqueza muscular.

“Acima de tudo, é muito importante esclarecer ao público em geral que a visão dupla, especialmente de forma repentina, pode ser um indício de condições graves, com um aneurisma ou um AVC. Portanto, na presença da diplopia é mandatório procurar um serviço de pronto-atendimento”, alerta Dra. Marcela.

Tratamento depende das causas da visão dupla

“Normalmente, as causas da visão dupla determinam o tipo de tratamento. De maneira geral, quando tratamento a doença de base, a diplopia costuma desaparecer. Quando a causa é um estrabismo descompensado, a resolução se dá por meio da cirurgia em que corrigimos o desalinhamento do eixo visual”, conta Dra. Marcela.

“Em contrapartida, há casos em que a cirurgia não irá resolver a visão dupla. Portanto, é preciso esperar que a doença que causou a diplopia melhore, para observar como será a evolução do paciente. De qualquer maneira, as causas da visão dupla são diversas e, com isso, cada caso deve ter tratamento individualizado. Finalmente, o ideal é procurar um especialista na área de neuroftalmologia”, conclui a médica.

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Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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O que é Síndrome de Duane? Conheça melhor essa forma de estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-sindrome-de-duane/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-sindrome-de-duane/#respond Fri, 16 Aug 2024 12:44:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2727 A síndrome de Duane, também chamada de síndrome de retração de Duane, é uma forma rara de estrabismo. Estima-se que a SD represente de 1 a 4% de todos os casos de desalinhamento ocular. A condição é congênita em 90% dos casos, ou seja, está presente desde o nascimento. O fator hereditário representa apenas 10 […]

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A síndrome de Duane, também chamada de síndrome de retração de Duane, é uma forma rara de estrabismo. Estima-se que a SD represente de 1 a 4% de todos os casos de desalinhamento ocular. A condição é congênita em 90% dos casos, ou seja, está presente desde o nascimento. O fator hereditário representa apenas 10 de todos os casos da condição. A SD é mais prevalente em meninas – 6 em cada 10 crianças afetadas são do sexo feminino.

Embora a SD esteja presente desde o nascimento, pode não ser aparente nos primeiros anos de vida. Em geral, a condição é percebida quando a criança demonstra dificuldades na visão e passa a adotar posições anormais da cabeça (torcicolo) para compensar o desvio e conseguir enxergar. Por esse motivo, o diagnóstico costuma ser mais tardio, por volta dos 10 anos de idade.

Duane está associada à má formação dos nervos cranianos

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do BOS (Banco de Olhos de Sorocaba), a síndrome de Duane está associada a problemas no VII nervo craniano, responsável pelos movimentos do músculo reto lateral.

“As evidências sugerem que a condição é resultado de problemas com o embrião, entre a quarta e a oitava semana de gestação. Esses problemas envolvem a má formação do VII nervo craniano, que acarreta uma desenervação. Com isso, os músculos oculares não recebem os sinais elétricos para se movimentarem”, explica Dra. Marcela.

Síndrome de Duane – Nervos Cranianos e Movimentos Oculares

Os movimentos do corpo humano, incluindo os dos olhos, são controlados pelos músculos e pelos nervos.

“Os nervos enviam sinais elétricos para os músculos e, assim, eles realizam os movimentos. Nos olhos, temos os músculos extrínsecos, também chamados de músculos extraoculares. São eles que permitem que os olhos se movimentem em todas as direções, como se fossem as “rédeas de um cavalo”, numa linguagem mais leiga”, conta a especialista.

“Ao todo, são seis músculos extraoculares que precisam trabalhar juntos para mover os olhos em todas as direções. Esses movimentos dependem dos nervos cranianos. Portanto, quando o nervo não envia o sinal do cérebro para o músculo, é como se não houvesse um fio entre o interruptor e a lâmpada”, adiciona Dra. Marcela.

Para além disso, o nervo que controla o músculo oposto ao reto lateral, o reto medial, envia uma ramo extra para ativá-lo. Mas, isso gera uma espécie de “confusão”. O músculo reto lateral tenta puxar o olho para fora, enquanto o cérebro passa a mensagem ao músculo reto medial para puxar o olho para dentro. Nesse processo, o olho se retrai para dentro da órbita ocular e o músculo reto medial puxa o olho para dentro, por isso a SD é chamada de síndrome de retração de Duane.

Características da síndrome de Duane

A síndrome de Duane, em 80% dos casos, afeta apenas um olho, normalmente o esquerdo. Mas pode afetar os dois olhos. Confira abaixo as principais manifestações da condição:

  • Limitação parcial o completa do movimento do olho para fora (em direção às orelhas)
  • Limitação parcial do movimento do olho para dentro (em direção ao nariz)
  • Estreitamento da abertura da pálpebra e retração do globo ocular para dentro da órbita, quando o olho se movimenta para dentro
  • Aumento da abertura da pálpebra na tentativa de olhar para fora
  • Movimentos oculares involuntários para cima ou para baixo, quando o olho se movimenta para dentro

Sinais e sintomas

Além das características descritas acima, a marca registrada da síndrome da Duane é a adoção de posturas anormais na cabeça (torcicolo ocular), para compensar a dificuldade em enxergar. Outra característica é quando a criança fecha um dos olhos para enxergar melhor. As crianças mais velhas podem apresentar queixas de visão dupla, dores de cabeça e no pescoço.

 Tipos da Síndrome de Duane

Existem três formas de apresentação da SD.

A síndrome de Duane Tipo I é mais comum e responde a 80% dos casos. O paciente apresenta dificuldade em mover o olho para fora. O desvio é convergente (para dentro).

No tipo II, o paciente tem pouca ou nenhuma capacidade de mover o olho para dentro. Nestes casos, o desvio é divergente.

Por fim, na SD Tipo III, há pouca ou nenhuma capacidade para movimentar o olho para dentro e para fora. Pacientes podem apresentar tanto desvio convergente como divergente.

Diagnóstico e Tratamento da Síndrome de Duane

O diagnóstico da síndrome de Duane é feito por um oftalmopediatra, preferencialmente especialista em estrabismo. Normalmente, não são necessários exames complexos ou adicionais para confirmar a presença da condição. Infelizmente, não há cura, já que não é possível reparar ou substituir o VI nervo craniano.

“O tratamento depende de alguns fatores. Nos casos em que o desalinhamento afeta a qualidade de vida e a visão, é possível reduzir realizar uma cirurgia para reduzir o ângulo do estrabismo, para melhorar ou eliminar o torcicolo. A cirurgia também pode diminuir o estrabismo quando o paciente olha para frente, bem como para melhorar a retração do olho e o estreitamento da abertura palpebral. Por fim, também é possível eliminar o desvio vertical quando o paciente movimenta os olhos”, conta Dra. Marcela.

Apesar das opções cirúrgicas, é importante dizer que muitos pacientes conseguem compensar o desalinhamento dos olhos com as posições de bloqueio leves. Em geral, nesses casos, não há uma necessidade ou indicação para cirurgia. Por outro lado, são pacientes que precisam de acompanhamento oftalmológico regular.

“A síndrome de Duane pode causar outros problemas na visão, sendo a principal preocupação a ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso. Portanto o acompanhamento oftalmológico é imprescindível durante a infância. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é estrabismo paralítico? Causa, sintomas e tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-paralitico/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-paralitico/#respond Thu, 06 Jun 2024 13:57:16 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2689 O estrabismo paralítico é aquele em que o desvio do olho acontece quando existe alguma alteração nos nervos que conectam a cabeça ao cérebro. Embora o nervo óptico seja o mais importante para a visão, o sistema visual também depende do bom funcionamento de outros nervos cranianos. Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especializada e […]

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O estrabismo paralítico é aquele em que o desvio do olho acontece quando existe alguma alteração nos nervos que conectam a cabeça ao cérebro. Embora o nervo óptico seja o mais importante para a visão, o sistema visual também depende do bom funcionamento de outros nervos cranianos.

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especializada e estrabismo e em neuroftalmologia, o nervo óptico é o II nervo craniano. “Este nervo é responsável por enviar as informações captadas pelos olhos para o cérebro, sendo crucial para a visão. Temos também o nervo oculomotor, chamado de III nervo craniano, que participa de funções motoras como movimentação dos olhos, abertura e fechamento das pálpebras, dilatação e contração das pupilas e cristalino”.

O IV e o VI são nervos cranianos que também participam dos movimentos oculares. Por último, o V nervo craniano, mais conhecido por trigêmeo, comanda o tato facial e isso inclui a sensação do toque nos olhos.

Causas do estrabismo paralítico

O estrabismo paralítico ocorre quando alguns nervos cranianos sofrem uma paralisia, que pode ser total ou parcial. Com isto, os movimentos oculares podem ficar descoordenados e levar ao estrabismo. Entre os nervos afetados estão o III, IV e VI.

Agora, vamos conhecer cada um dos tipos de estrabismo paralítico.

Estrabismo paralítico do III Nervo Craniano

O estrabismo paralítico do III nervo craniano é aquele em que o olho fica, praticamente, congelado. Ou seja, não se move para cima, para baixo e nem para dentro. O único movimento é para fora. Além disto, as pálpebras não se fecham.

“Na maioria dos casos, a paralisia do III nervo craniano ocorre durante um acidente vascular cerebral, aneurisma ou ainda em pessoas com tumores cerebrais e diabetes. Desta forma, é mais prevalente em adultos. Dada a gravidade, na presença deste tipo de estrabismo é importante procurar ajuda médica”, alerta Dra. Marcela.

Estrabismo paralítico por Paralisia IV Nervo Craniano

O estrabismo associado à paralisia do IV Nervo Craniano é o mais comum na infância. “Contudo, na maioria dos casos pode passar desapercebido pelos pais e até mesmo pediatra. O desvio é, praticamente, imperceptível e não afeta a estética. O estrabismo, nestes casos, é vertical e dá a impressão de um olho está um pouco mais alto que o outro”, conta a médica.

“A manifestação mais característica do estrabismo paralítico do IV nervo craniano é a inclinação lateral da cabeça. Ou seja, a criança entorta o pescoço para tentar enxergar melhor, compensar o desvio. Isto é chamado de torcicolo ocular, muitas vezes confundido com o torcicolo congênito. Felizmente, este estrabismo pode ser corrigido por meio de uma cirurgia, com ótimos resultados”, diz Dra. Marcela.

Estrabismo paralítico por Paralisia VI Nervo Craniano

O estrabismo paralitico do VI Nervo Craniano afeta o músculo que controla os movimentos do olho para fora, em direção às orelhas. O olho, portanto, se desvia para dentro em ângulos bastante acentuados. Em geral, a forma adquirida é a mais prevalente e costuma estar associada a infecções na infância ou, ainda, como um efeito adverso após vacinação.

“Em adultos, este estrabismo paralítico tem relação como problemas no sistema nervoso central, com um AVC e tumores na cabeça. A boa notícia é que se trata de um desvio temporário, cuja resolução costuma ser espontânea. Em raríssimos casos, quando o estrabismo permanece, é possível corrigi-lo cirurgicamente”, aponta Dra. Marcela.

Vamos relembrar as causas do estrabismo paralítico?

  • Congênita (quando a criança já nasce com o problema)
  • Traumas cranioencefálicos
  • Lesões nos vasos sanguíneos cerebrais (derrames, aneurismas, consequência do diabetes)
  • Infecções
  • Enxaquecas
  • Tumores cerebrais
  • Aumento da pressão dentro do cérebro

Sintomas do estrabismo paralítico

Os sintomas do estrabismo paralítico dependem de qual nervo foi afetado e da causa da paralisia. Em outras palavras, as manifestações dependem da origem do desvio. Em um AVC, por exemplo, além do estrabismo, a pessoa pode apresentar dor de cabeça intensa, tontura, enjoos, alterações na coordenação motora de um lado do corpo, entre outros sintomas.

“Já na paralisia do IV nervo craniano, o sintoma mais típico é o torcicolo ocular. Na paralisia do III nervo craniano, temos a queda da pálpebra, chamada de ptose palpebral. Sendo assim, a recomendação é que na presença do desvio ocular, o paciente procure um oftalmologista ou um neuroftalmologista, sempre que possível”, reforça Dra. Marcela.

Diagnóstico do estrabismo paralítico – Que médico procurar?

Poucas pessoas sabem, mas existe uma subespecialidade da oftalmologia chamada de neuroftalmologia. Trata-se do oftalmologista que se especializou nas doenças que afetam os nervos responsáveis pela visão. Existem ainda oftalmologistas especializados em estrabismo. Portanto, idealmente, essas duas especialidades são as mais capacitadas para diagnosticar e tratar o estrabismo paralítico.

Ao mesmo tempo, também é importante procurar um neurologista para descartar problemas no sistema nervoso central.

“Quanto ao tratamento, há várias possibilidades que sempre estarão condicionadas às causas da paralisia dos nervos cranianos. Vale dizer que nem todos os tipos de estrabismo paralítico podem ser corrigidos por meio de cirurgia. Além disto, muitos desvios se resolvem de forma espontânea”, finaliza Dra. Marcela.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, além de oftalmopediatra e especialista em estrabismo. A médica realiza tanto o diagnóstico como o tratamento da diplopia.

A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins. Além disso, é Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Causas do Estrabismo em Adultos – Quais são e como tratar https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-do-estrabismo-em-adultos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-do-estrabismo-em-adultos/#respond Thu, 07 Mar 2024 17:00:29 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2640 As causas do estrabismo em adultos, ou seja, o estrabismo de aparecimento tardio, são diversas. Em primeiro lugar, é importante dizer que, segundo estudos epidemiológicos, o estrabismo em adultos é um distúrbio oftalmológico comum, que pode afetar até 4% desta população. Segundo a oftalmologista Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, muitos adultos trazem […]

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As causas do estrabismo em adultos, ou seja, o estrabismo de aparecimento tardio, são diversas. Em primeiro lugar, é importante dizer que, segundo estudos epidemiológicos, o estrabismo em adultos é um distúrbio oftalmológico comum, que pode afetar até 4% desta população.

Segundo a oftalmologista Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, muitos adultos trazem o estrabismo desde a infância. Nestes casos, o desvio fica latente e descompensa ao longo dos anos. “Mas, há também pacientes que trataram cirurgicamente e na fase adulta o desvio volta a acontecer.  Estas duas situações são as mais prevalentes”.

“Temos ainda os pacientes idosos que podem apresentar desvios oculares devido ao processo natural do envelhecimento. Com o passar do tempo, os músculos podem ficar mais flácidos e levar ao aparecimento de um estrabismo. Isto costuma ser mais comum em pessoas a partir dos 65 anos, com um aumento de casos importante após os 80 anos”, comenta a especialista.

Causas do estrabismo em adultos podem ter origem neurológica

Algumas doenças do sistema nervoso central podem causar o estrabismo em adultos. “Entre as condições neurológicas que têm associação com o estrabismo na população adulta estão os acidentes vasculares cerebrais (AVCs), tumores no cérebro e traumas cranioencefálicos”, diz Dra. Marcela.

Para além destas causas neurológicas, temos o estrabismo paralítico em que os olhos se desviam devido a alguma alteração nos nervos que ligam a cabeça ao cérebro. Em adultos, o mais comum é o estrabismo causado pela paralisia do III Nervo Craniano. Entre as causas estão o AVC, tumores, diabetes e aneurismas cerebrais.

Por fim, as causas do estrabismo em adultos também podem estar associadas a doenças sistêmicas, tais como miastenia gravis, doenças da tireoide, entre outras.

Tratamento depende das causas do estrabismo em adultos

Um dos principais problemas do estrabismo na vida adulta é o surgimento da visão dupla. Nas crianças, o estrabismo não causa diplopia, pois o cérebro é capaz de suprimir a imagem captada pelo olho com o desvio. Mas isto, na infância, pode levar ao desenvolvimento da chamada ambliopia, mais conhecida pelo termo “olho preguiçoso”.

Contudo, na vida adulta, o sistema visual já está desenvolvido e o cérebro não consegue mais ignorar a imagem captada pelo olho com o desvio. Por este motivo, quando um adulto tem estrabismo, pode desenvolver a visão dupla. Isto não ocorre em todos os casos, mas quando acontece, se torna uma condição incapacitante.

Já o tratamento do estrabismo em adultos depende das causas. “Nos casos em que o estrabismo estava latente desde a infância e descompensou na vida adulta, a recomendação é a correção cirúrgica. Vale ressaltar que inúmeros estudos apontaram que a cirurgia de estrabismo em adultos melhora a função visual, a visão binocular e vários aspectos psicossociais relacionados ao desvio na vida adulta”, comenta Dra. Marcela.

Já nos desvios relacionados a problemas neurológicos e às doenças sistêmicas, a cirurgia nem sempre é indicada. Isto porque a resolução costuma ser espontânea, ou seja, o estrabismo é temporário.

Cirurgia de estrabismo não tem limite de idade

Uma das dúvidas mais comuns é se existe um limite de idade para operar o estrabismo. “A idade não é uma contraindicação para a cirurgia de correção dos desvios oculares. Ou seja, podemos realizar a cirurgia de estrabismo em bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos”, aponta Dra. Marcela.

Como funciona a cirurgia de estrabismo em adultos

Uma das principais diferenças da cirurgia de estrabismo em adultos é a anestesia. Enquanto em bebês e crianças a anestesia geral é indispensável, na população adulta é possível fazer a cirurgia sob anestesia local, em forma de colírios, e leve sedação.

Nos demais aspectos, a cirurgia é igual. Em outras palavras, é uma cirurgia relativamente tranquila, feita em centro cirúrgico, mas sem necessidade de internação. O paciente volta para casa no mesmo dia. Muitos pacientes que trabalham temem ficar afastados de suas atividades. A boa notícia é que mesmo nos primeiros dias é possível retornar ao trabalho.

Todavia, nos primeiros dias após a cirurgia, os olhos ficam mais sensíveis à luz e bastante vermelhos. Por isto, o ideal é fazer um repouso relativo nos primeiros cinco dias. De qualquer maneira, é importante reforçar que os sintomas não impedem a pessoa de trabalhar. A melhora do desvio ocorre logo após a cirurgia e o resultado definitivo é esperado dentro de 30 a 40 dias”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é estrabismo causado pela paralisia do IV Nervo? https://homolog.marcelabarreira.com.br/paralisia-do-iv-nervo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/paralisia-do-iv-nervo/#respond Wed, 07 Sep 2022 17:49:39 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2323 O estrabismo, desvio do eixo ocular, pode ter diversas causas. Uma delas é a paralisia do IV nervo ou paralisia do oblíquo superior que causa o estrabismo paralítico. Mas o que é isso? Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, trata-se do estrabismo paralítico congênito mais comum. “O IV nervo craniano, ou nervo troclear, […]

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O estrabismo, desvio do eixo ocular, pode ter diversas causas. Uma delas é a paralisia do IV nervo ou paralisia do oblíquo superior que causa o estrabismo paralítico.

Mas o que é isso?

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, trata-se do estrabismo paralítico congênito mais comum. “O IV nervo craniano, ou nervo troclear, é responsável pelos movimentos do músculo oblíquo superior que comanda os movimentos oculares verticais para baixo”.

O estrabismo paralítico é quando os olhos se desviam devido a alguma alteração nos nervos que ligam a cabeça ao cérebro. Ao todo são 12 pares de nervos cranianos que se conectam ao cérebro e alguns deles são essenciais para a visão. O mais conhecido é o nervo óptico, que o II nervo craniano que envia as informações captadas pelas células nervosas da retina e as envia para o cérebro.

O III nervo craniano é chamado de oculomotor. Ele é responsável pelos movimentos dos olhos, as pálpebras, bem como a pupila e o cristalino. Os IV e VI nervos cranianos também participam dos movimentos oculares. Por último, o V nervo craniano, mais conhecido por trigêmeo, comanda o tato facial e isso inclui a sensação do toque nos olhos.

Estrabismo paralítico: paralisia do IV nervo craniano

 O estrabismo paralítico pode ocorrer quando há problemas no III, IV ou VI nervo craniano. “O IV nervo craniano é responsável pelos movimentos oculares para verticais para baixo. Ele pode passar despercebido pelos pais e pediatras na maioria dos casos. Isso porque é um desvio que praticamente não altera a estética, ou seja, não é tão evidente como os demais estrabismos”, aponta a médica.

Torcicolo é o principal sinal

Apesar de o desvio não ser tão evidente, o estrabismo paralítico do IV nervo tem uma característica bem marcante: o bebê ou a criança costuma inclinar a cabeça para o lado para compensar o desvio e conseguir enxergar.

“Em muitos casos, o pediatra encaminha os pais para o ortopedista com a suspeita de ser um distúrbio musculoesquelético como o torcicolo congênito. O estrabismo paralítico do IV nervo é a condição ocular mais frequente do torcicolo infantil”, alerta Dra. Marcela.

“O tratamento do estrabismo paralítico do IV nervo é muito importante. Isso porque a inclinação constante da cabeça na infância pode causar contratura permanente do músculo esternocleidomastóideo. Esse músculo é responsável por diversos movimentos da cabeça, além de auxiliar na respiração”, comenta Dra. Marcela.

 Tratamento é cirúrgico

Felizmente, o estrabismo paralítico do IV nervo congênito é uma condição benigna, ou seja, é tratável e com bons resultados.

“O diagnóstico precoce é fundamental para um bom prognóstico desse tipo de estrabismo. Felizmente, a cirurgia para correção do desvio pode ser feita até mesmo em bebês ou idades precoces, normalizando o eixo visual. Vale reforçar que o ideal é corrigir o desvio dentro da janela de oportunidade – entre os 2 e 4 anos, ou no máximo até os 7 anos”, reforça Dra. Marcela.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O estrabismo paralítico é quando os olhos se desviam devido a alguma alteração nos nervos que ligam a cabeça ao cérebro.

Por que o cérebro é importante para a visão?

A visão só é possível devido à comunicação do olho com o cérebro. Essa comunicação se traduz no envio da luz captada pelo olho para o cérebro, por meio do nervo óptico.

Mas, há outros nervos que também participam da visão chamados de nervos cranianos. Ao todo, temos 12 pares de nervos que saem de partes da cabeça e se conectam ao cérebro.

Além da visão, esses nervos são responsáveis por diversos sentidos do corpo humano, como o paladar, o olfato, a audição e demais capacidades do sistema sensorial. Há também os nervos que comandam os músculos e as glândulas que se localizam na cabeça.

Nervos cranianos envolvidos na visão

O nervo óptico é o II Nervo Craniano. Como dissemos acima, ele é responsável por enviar as informações captadas pelo olho para o cérebro.

Já o III nervo craniano é chamado de oculomotor. Isso quer dizer que esse nervo participa da função motora dos músculos que movimentam os olhos, as pálpebras, bem como a pupila e o cristalino.

O IV e o VI nervos cranianos também participam dos movimentos oculares. Por último, o V nervo craniano, mais conhecido por trigêmeo, comanda o tato facial e isso inclui a sensação do toque nos olhos.

Você pode se perguntar: o que tudo isso tem a ver com o estrabismo?

Tudo! Quando alguns desses nervos sofrem uma paralisia, ou seja, param de funcionar, total ou parcialmente, prejudicam os movimentos oculares que dependem deles.

O estrabismo paralítico pode ocorrer quando há problemas no III, IV ou VI nervo craniano. Vamos agora falar um pouco mais de cada um dos tipos de estrabismo paralítico.

Estrabismo paralítico do III Nervo Craniano

A paralisia do III Nervo Craniano é extremamente rara na infância. Esse estrabismo envolve muitos músculos responsáveis pelos movimentos oculares. O olho fica, praticamente, congelado. Não desce, não sobe e não se move para dentro, em direção ao nariz.  O único movimento que o olho faz é para fora. Além disso, a pálpebra se fecha.

Em geral, os quadros da paralisia do III Nervo Craniano estão relacionados a quadros neurológicos. Nos adultos, por exemplo, é muito comum ocorrer em pessoas com aneurisma, AVC, tumores e diabetes.

Aliás, o estrabismo paralítico do III Nervo Craniano pode ser um dos principais sinais de um aneurisma cerebral. O tratamento vai depender da causa, bem como se houve ou não resolução espontânea.

Estrabismo paralítico por Paralisia IV Nervo Craniano

O estrabismo causado pela paralisia do IV Nervo Craniano é o mais comum na infância. Porém, na maioria dos casos, pode passar desapercebido pelos pais e até mesmo pediatra.

Isso porque o desvio é quase imperceptível e não afeta a estética, não um desvio tão evidente. O desvio, nesses casos, é vertical, o olho parece estar um pouco mais alto.

Contudo, o principal sinal desse estrabismo é a inclinação lateral da cabeça. Em outras palavras, quando o bebê ou a criança entorta o pescoço para os lados, pode ser um indício desse desvio.

Em muitos casos, a criança pode ser avaliada para um possível diagnóstico de torcicolo congênito.

Felizmente, é um quadro com ótimo prognóstico. O tratamento, basicamente, é cirúrgico para alinhar os olhos e apresenta excelente resposta.

Estrabismo paralítico por Paralisia VI Nervo Craniano

O estrabismo paralitico do VI Nervo Craniano é aquele em que o olho se desvia para dentro, pois a paralisia afeta o músculo que puxa o olho para fora. Em muitos casos, a paralisia leva a desvios muito grandes.

Essa forma de estrabismo pode ser congênita, mas é muito raro. A forma adquirida é a mais comum. Na infância, essa paralisia está relacionada, na maioria das vezes, a quadros infecciosos gripais ou ainda após a vacinação.

Já nos adultos, as causas são diversas. Entre as mais comuns estão tumores de cabeça, AVC, alterações neurológicas, entre outras.

Felizmente, é uma paralisia temporária e de resolução espontânea. Caso não se resolva, é possível realizar a cirurgia de estrabismo para alinhar os olhos.

Causas da paralisia dos nervos cranianos

  • Congênita (quando a criança já nasce com o problema)

  • Traumas cranioencefálicos

  • Lesões nos vasos sanguíneos cerebrais (derrames, aneurismas, consequência do diabetes)

  • Infecções

  • Enxaquecas

  • Tumores cerebrais

  • Aumento da pressão dentro do cérebro

Quais são os sintomas de uma paralisia do nervo craniano?

Além do estrabismo e da visão dupla, a paralisia do nervo craniano pode causar a queda de uma das pálpebras (ptose) e uma dilatação anormal da pupila (midríase).

Diagnóstico do estrabismo paralítico

O diagnóstico do estrabismo é feito por um oftalmologista. Porém, quando a causa é paralisia de nervo craniano, o ideal é consultar um neuroftalmologista. Isso porque esse profissional é especializado tanto na área de oftalmologia, quanto na área de neurologia.

O tratamento vai depender de vários fatores e feito de forma individualizada.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, além de oftalmopediatra e especialista em estrabismo. A médica realiza tanto o diagnóstico como o tratamento da diplopia.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins. Além disso, é Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), bem como realiza alguns atendimentos na cidade do Rio de Janeiro.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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