Arquivos estrabismo vertical - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/estrabismo-vertical/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:30:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos estrabismo vertical - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/estrabismo-vertical/ 32 32 Síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane-e-uma-forma-rara-de-estrabismo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane-e-uma-forma-rara-de-estrabismo/#respond Thu, 22 May 2025 14:43:05 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3451 A síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo, que representa de 1 a 4% dos casos totais de estrabismo. Contudo, é uma condição que afeta bastante a qualidade de vida da criança. Para falar mais sobre a síndrome de Duane, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e […]

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A síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo, que representa de 1 a 4% dos casos totais de estrabismo. Contudo, é uma condição que afeta bastante a qualidade de vida da criança.

Para falar mais sobre a síndrome de Duane, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Síndrome de Duane está presente desde o nascimento

O estrabismo é uma condição oftalmológica que leva ao desvio do eixo ocular. Normalmente, se desenvolve na infância. Entretanto, há formas que são congênitas, ou seja, a criança já nasce com o estrabismo. Sendo assim, a síndrome de Duane é uma forma congênita, porém rara de estrabismo.

Geralmente, a condição afeta mais meninas do que meninos: 6 em cada 10 crianças afetadas são do sexo feminino, quando o desvio afeta apenas um dos olhos (estrabismo unilateral). Adicionalmente, os casos bilaterais representam 15% a 20% de todos os casos da síndrome de Duane.

Causa está associada à má formação embrionária

De acordo com Dra. Marcela, a síndrome de Duane é resultado de problemas com o embrião, entre a quarta e a oitava semana de gestação. “Normalmente, ocorre uma má formação do VII nervo craniano, que acarreta uma desenervação do músculo reto lateral do olho. Dessa maneira, os músculos oculares não recebem os sinais elétricos necessários para os movimentos dos olhos”.

Primeiramente, para compreender melhor a síndrome de Duane, é importante lembrar que os movimentos do corpo humano são controlados pelos nervos. Os olhos, por exemplo, são controlados pelos músculos extraoculares, que permitem os movimentos dos olhos em todas as direções. De uma maneira mais didática, podemos comparar esses músculos com as “rédeas de um cavalo”.

“Ao todo, são seis músculos extraoculares que precisam trabalhar juntos para mover os olhos em todas as direções. Esses movimentos dependem dos nervos cranianos. Portanto, quando o nervo não envia o sinal do cérebro para o músculo, é como se não houvesse um fio entre o interruptor e a lâmpada. Para além disso, o nervo que controla o músculo oposto ao reto lateral, o reto medial, envia uma ramo extra para ativá-lo. Com isso, surge uma espécie de “confusão”, explica Dra. Marcela.

“Dessa forma, o músculo reto lateral tenta puxar o olho para fora, enquanto o cérebro passa a mensagem ao músculo reto medial para puxar o olho para dentro. Nesse processo, o olho se retrai para dentro da órbita ocular e o músculo reto medial puxa o olho para dentro. Por isso que a SD também é chamada de síndrome de retração de Duane”, complementa a especialista.

Sinais podem passar despercebidos nos primeiros anos de vida

Embora a SD esteja presente desde o nascimento, pode não ser tão aparente nos primeiros anos de vida. Por esse motivo, a condição passa despercebida pelos pais e, até mesmo, pelo pediatra.

“Normalmente, o sinal mais característico é o torcicolo ocular. Para enxergar, a criança adota posições anormais da cabeça, o que ajuda a compensar o desvio. Adicionalmente, podem surgir dificuldades na visão. Desse modo, o diagnóstico costuma acontecer por volta dos 10 anos de idade ou um pouco antes”, aponta Dra. Marcela.

Características da síndrome de Duane

A síndrome de Duane, em 80% dos casos, afeta apenas um olho, normalmente o esquerdo. Mas pode afetar os dois olhos. Confira abaixo as principais manifestações da condição:

  • Limitação parcial ou completa do movimento do olho para fora (em direção às orelhas);
  • Limitação parcial do movimento do olho para dentro (em direção ao nariz);
  • Estreitamento da abertura da pálpebra e retração do globo ocular para dentro da órbita, quando o olho se movimenta para dentro;
  • Aumento da abertura da pálpebra na tentativa de olhar para fora;
  • Movimentos oculares involuntários para cima ou para baixo, quando o olho se movimenta para dentro;
  • Fechar um dos olhos para conseguir enxergar;
  • Visão dupla;
  • Dores de cabeça e no pescoço.

Síndrome de Duane tem formas variadas – Conheça quais são

Existem três formas de apresentação da SD.

  • A síndrome de Duane Tipo I é mais comum e responde a 80% dos casos. O paciente apresenta dificuldade em mover o olho para fora. O desvio é convergente (para dentro);
  • No tipo II, o paciente tem pouca ou nenhuma capacidade de mover o olho para dentro. Nestes casos, o desvio é divergente (para fora, em direção às orelhas);
  • Na SD Tipo III, há pouca ou nenhuma capacidade para movimentar o olho para dentro e para fora. Sendo assim, esses pacientes podem apresentar tanto o desvio convergente como o divergente.

Diagnóstico e Tratamento – O que você precisa saber

Como se trata de uma doença pouco conhecida e bastante específica, o ideal é procurar um oftalmologista especialista em estrabismo. De uma forma geral, o diagnóstico é clínico, por meio de exames que analisam os movimentos oculares. Em alguns casos, o especialista pode solicitar exames adicionais.

Embora não haja uma cura para a síndrome de Duane, hoje existem algumas técnicas cirúrgicas que podem ajudar o paciente.

Como funciona a cirurgia

“A cirurgia visa à redução do ângulo do estrabismo e, com isso, é possível melhorar ou eliminar o torcicolo. Adicionalmente, também é possível reduzir o estrabismo quando o paciente olha para frente. Ainda podemos melhorar a retração do olho e o estreitamento da abertura palpebral. Por fim, o procedimento cirúrgico pode servir para eliminar o desvio vertical que ocorre quando o paciente movimenta os olhos”, ressalta Dra. Marcela.

Entretanto, é importante esclarecer que nem todos os pacientes precisam da cirurgia. Em muitos casos, o paciente consegue compensar o estrabismo com posições de bloqueio mais tênues. Por outro lado, é preciso reforçar que crianças com a síndrome de Duane devem realizar acompanhamento oftalmológico regular.

“Finalmente, é importante lembrar que a síndrome de Duane pode resultar em outros problemas na visão, sendo a principal preocupação a ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso. Portanto o acompanhamento oftalmológico é imprescindível durante a infância. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento”, conclui Dra. Marcela.

 

Leia mais sobre a Ambliopia aqui.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

 

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O que é estrabismo vertical? Sintomas e Tratamento em SP https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-vertical-sintomas-e-tratamento-em-sp/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-estrabismo-vertical-sintomas-e-tratamento-em-sp/#respond Wed, 12 Feb 2025 18:32:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3193 O estrabismo vertical é uma condição oftalmológica que ocorre quando há um desalinhamento do eixo ocular. Nesse caso, o olho se desvia para cima ou para baixo. Para entender melhor o estrabismo vertical, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos […]

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O estrabismo vertical é uma condição oftalmológica que ocorre quando há um desalinhamento do eixo ocular. Nesse caso, o olho se desvia para cima ou para baixo.

Para entender melhor o estrabismo vertical, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Estrabismo Vertical – Tudo que você precisa saber

Primeiramente, é importante dizer que o estrabismo vertical é menos comum que o estrabismo horizontal (quando os olhos se desviam em direção ao nariz ou às orelhas). “Contudo, em alguns casos o desvio ocular vertical pode indicar condições que precisam de tratamento imediato, como um acidente vascular cerebral (AVC). Dessa forma, é importante conhecer melhor esse tipo de estrabismo”, alerta Dra. Marcela.

Como já dissemos anteriormente, o estrabismo vertical ocorre devido ao desalinhamento do olho, para cima ou para baixo. “Os termos hipertropia e hipotropia são usados ​​para descrever o desalinhamento vertical. A hipertropia ocorre quando o olho com o desvio é mais alto que o olho normal. Já a hipotropia é quando o olho com o desvio é mais baixo que o olho normal”, explica a médica.

Desvio vertical pode atingir crianças e adultos

Embora a maioria dos casos de estrabismo ocorra na infância, o desvio vertical também atinge adultos. O que difere a presença do desalinhamento ocular vertical em crianças e em adultos é a causa do desvio.

Segundo estudos, mais da metade dos casos de estrabismo vertical são congênitos. Portanto, a criança já nasce com o desvio vertical. Outro aspecto é que muitas crianças que nascem com esse desvio possuem histórico familiar da doença. Sendo assim, quando há casos na família, o risco de desenvolver o estrabismo vertical é maior.

De acordo com a especialista, o estrabismo vertical na infância também pode ter associação com problemas nos nervos oculomotores. “Nesses casos, trata-se do estrabismo paralítico do IV nervo craniano. Para além disso, outra causa do desvio vertical em crianças é a paralisia cerebral”.

“Por outro lado, em adultos as causas do estrabismo vertical são condições neurológicas e algumas doenças da tireoide. Normalmente, o desalinhamento ocular vertical na vida adulta pode ser resultado de lesões cerebrais, traumas, tumores oculares, aneurismas e AVC”, complementa Dra. Marcela.

Sinais e sintomas do estrabismo vertical

Geralmente, o estrabismo vertical infantil não causa distúrbios visuais significativos. No entanto, é muito evidente. Sendo assim, o desvio é facilmente percebido pelos pais. De qualquer maneira, podem ocorrer algumas manifestações devido ao desvio ocular vertical, como:

  • Dificuldade em focar imagens corretamente, especialmente em curta distância;

  • Torcicolo ocular: a criança pode inclinar ou girar a cabeça, para alcançar posições de bloqueio. Em outras palavras, ela adota uma postura coma a cabeça para compensar o desalinhamento do olho. Essas posições costumam minimizar o desvio ocular, melhorando a visão;

  • Piora da visão de profundidade: o desvio vertical pode prejudicar a percepção de profundidade, que se refere à capacidade de perceber as distâncias relativas de objetos no espaço tridimensional. Como resultado, a criança pode apresentar mais dificuldades para atividades esportivas, bem como pode prejudicar o processo de aprendizagem;

  • Fadiga e tensão ocular: Quando a criança tem estrabismo vertical e busca, constantemente, compensar o desalinhamento, pode sobrecarregar os músculos oculares. Com isso, podem surgir desconforto ocular, fadiga, dores de cabeça ou dor ao redor dos olhos;

  • Ambliopia (olho preguiçoso): O estrabismo vertical na infância pode levar ao desenvolvimento da ambliopia pode se desenvolver. A condição ocorre quando o cérebro favorece o olho saudável, suprimindo as imagens captadas pelo olho com o desvio. Quando isso ocorre por tempo prolongado, especialmente durante o período crítico para o desenvolvimento visual, a criança pode perder a visão binocular. Leia mais sobre a ambliopia aqui.

“Já em adultos, o estrabismo vertical pode causar a visão dupla (diplopia). A razão é que nos adultos o cérebro não consegue mais suprimir a imagem captada pelo olho com o desvio. O paciente também pode apresentar dificuldades de leitura, problemas de equilíbrio, dores de cabeça e visão turva. Adicionalmente, o paciente apresenta maior risco de sofrer pequenos acidentes, devido ao comprometimento da visão de profundidade”, aponta Dra. Marcela.

Tratamento do estrabismo vertical – Como funciona

“O tratamento do estrabismo vertical vai depender da causa e da idade do paciente. Na maioria dos casos, é possível corrigir o estrabismo por meio da cirurgia, especialmente em crianças. Por outro lado, nem sempre há indicação de correção cirúrgica em adultos, especialmente quando o estrabismo vertical é resultado de doenças como AVC, tumores e lesões na região do olho e da cabeça”, encerra Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

Fontes:

https://www.emro.who.int/emhj-volume-18-2012/issue-2/article-5.html

https://jamanetwork.com/journals/jamaophthalmology/fullarticle/2672742

 

 

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O que é Síndrome de Duane? Conheça melhor essa forma de estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-sindrome-de-duane/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-sindrome-de-duane/#respond Fri, 16 Aug 2024 12:44:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2727 A síndrome de Duane, também chamada de síndrome de retração de Duane, é uma forma rara de estrabismo. Estima-se que a SD represente de 1 a 4% de todos os casos de desalinhamento ocular. A condição é congênita em 90% dos casos, ou seja, está presente desde o nascimento. O fator hereditário representa apenas 10 […]

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A síndrome de Duane, também chamada de síndrome de retração de Duane, é uma forma rara de estrabismo. Estima-se que a SD represente de 1 a 4% de todos os casos de desalinhamento ocular. A condição é congênita em 90% dos casos, ou seja, está presente desde o nascimento. O fator hereditário representa apenas 10 de todos os casos da condição. A SD é mais prevalente em meninas – 6 em cada 10 crianças afetadas são do sexo feminino.

Embora a SD esteja presente desde o nascimento, pode não ser aparente nos primeiros anos de vida. Em geral, a condição é percebida quando a criança demonstra dificuldades na visão e passa a adotar posições anormais da cabeça (torcicolo) para compensar o desvio e conseguir enxergar. Por esse motivo, o diagnóstico costuma ser mais tardio, por volta dos 10 anos de idade.

Duane está associada à má formação dos nervos cranianos

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do BOS (Banco de Olhos de Sorocaba), a síndrome de Duane está associada a problemas no VII nervo craniano, responsável pelos movimentos do músculo reto lateral.

“As evidências sugerem que a condição é resultado de problemas com o embrião, entre a quarta e a oitava semana de gestação. Esses problemas envolvem a má formação do VII nervo craniano, que acarreta uma desenervação. Com isso, os músculos oculares não recebem os sinais elétricos para se movimentarem”, explica Dra. Marcela.

Síndrome de Duane – Nervos Cranianos e Movimentos Oculares

Os movimentos do corpo humano, incluindo os dos olhos, são controlados pelos músculos e pelos nervos.

“Os nervos enviam sinais elétricos para os músculos e, assim, eles realizam os movimentos. Nos olhos, temos os músculos extrínsecos, também chamados de músculos extraoculares. São eles que permitem que os olhos se movimentem em todas as direções, como se fossem as “rédeas de um cavalo”, numa linguagem mais leiga”, conta a especialista.

“Ao todo, são seis músculos extraoculares que precisam trabalhar juntos para mover os olhos em todas as direções. Esses movimentos dependem dos nervos cranianos. Portanto, quando o nervo não envia o sinal do cérebro para o músculo, é como se não houvesse um fio entre o interruptor e a lâmpada”, adiciona Dra. Marcela.

Para além disso, o nervo que controla o músculo oposto ao reto lateral, o reto medial, envia uma ramo extra para ativá-lo. Mas, isso gera uma espécie de “confusão”. O músculo reto lateral tenta puxar o olho para fora, enquanto o cérebro passa a mensagem ao músculo reto medial para puxar o olho para dentro. Nesse processo, o olho se retrai para dentro da órbita ocular e o músculo reto medial puxa o olho para dentro, por isso a SD é chamada de síndrome de retração de Duane.

Características da síndrome de Duane

A síndrome de Duane, em 80% dos casos, afeta apenas um olho, normalmente o esquerdo. Mas pode afetar os dois olhos. Confira abaixo as principais manifestações da condição:

  • Limitação parcial o completa do movimento do olho para fora (em direção às orelhas)
  • Limitação parcial do movimento do olho para dentro (em direção ao nariz)
  • Estreitamento da abertura da pálpebra e retração do globo ocular para dentro da órbita, quando o olho se movimenta para dentro
  • Aumento da abertura da pálpebra na tentativa de olhar para fora
  • Movimentos oculares involuntários para cima ou para baixo, quando o olho se movimenta para dentro

Sinais e sintomas

Além das características descritas acima, a marca registrada da síndrome da Duane é a adoção de posturas anormais na cabeça (torcicolo ocular), para compensar a dificuldade em enxergar. Outra característica é quando a criança fecha um dos olhos para enxergar melhor. As crianças mais velhas podem apresentar queixas de visão dupla, dores de cabeça e no pescoço.

 Tipos da Síndrome de Duane

Existem três formas de apresentação da SD.

A síndrome de Duane Tipo I é mais comum e responde a 80% dos casos. O paciente apresenta dificuldade em mover o olho para fora. O desvio é convergente (para dentro).

No tipo II, o paciente tem pouca ou nenhuma capacidade de mover o olho para dentro. Nestes casos, o desvio é divergente.

Por fim, na SD Tipo III, há pouca ou nenhuma capacidade para movimentar o olho para dentro e para fora. Pacientes podem apresentar tanto desvio convergente como divergente.

Diagnóstico e Tratamento da Síndrome de Duane

O diagnóstico da síndrome de Duane é feito por um oftalmopediatra, preferencialmente especialista em estrabismo. Normalmente, não são necessários exames complexos ou adicionais para confirmar a presença da condição. Infelizmente, não há cura, já que não é possível reparar ou substituir o VI nervo craniano.

“O tratamento depende de alguns fatores. Nos casos em que o desalinhamento afeta a qualidade de vida e a visão, é possível reduzir realizar uma cirurgia para reduzir o ângulo do estrabismo, para melhorar ou eliminar o torcicolo. A cirurgia também pode diminuir o estrabismo quando o paciente olha para frente, bem como para melhorar a retração do olho e o estreitamento da abertura palpebral. Por fim, também é possível eliminar o desvio vertical quando o paciente movimenta os olhos”, conta Dra. Marcela.

Apesar das opções cirúrgicas, é importante dizer que muitos pacientes conseguem compensar o desalinhamento dos olhos com as posições de bloqueio leves. Em geral, nesses casos, não há uma necessidade ou indicação para cirurgia. Por outro lado, são pacientes que precisam de acompanhamento oftalmológico regular.

“A síndrome de Duane pode causar outros problemas na visão, sendo a principal preocupação a ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso. Portanto o acompanhamento oftalmológico é imprescindível durante a infância. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é estrabismo causado pela paralisia do IV Nervo? https://homolog.marcelabarreira.com.br/paralisia-do-iv-nervo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/paralisia-do-iv-nervo/#respond Wed, 07 Sep 2022 17:49:39 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2323 O estrabismo, desvio do eixo ocular, pode ter diversas causas. Uma delas é a paralisia do IV nervo ou paralisia do oblíquo superior que causa o estrabismo paralítico. Mas o que é isso? Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, trata-se do estrabismo paralítico congênito mais comum. “O IV nervo craniano, ou nervo troclear, […]

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O estrabismo, desvio do eixo ocular, pode ter diversas causas. Uma delas é a paralisia do IV nervo ou paralisia do oblíquo superior que causa o estrabismo paralítico.

Mas o que é isso?

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, trata-se do estrabismo paralítico congênito mais comum. “O IV nervo craniano, ou nervo troclear, é responsável pelos movimentos do músculo oblíquo superior que comanda os movimentos oculares verticais para baixo”.

O estrabismo paralítico é quando os olhos se desviam devido a alguma alteração nos nervos que ligam a cabeça ao cérebro. Ao todo são 12 pares de nervos cranianos que se conectam ao cérebro e alguns deles são essenciais para a visão. O mais conhecido é o nervo óptico, que o II nervo craniano que envia as informações captadas pelas células nervosas da retina e as envia para o cérebro.

O III nervo craniano é chamado de oculomotor. Ele é responsável pelos movimentos dos olhos, as pálpebras, bem como a pupila e o cristalino. Os IV e VI nervos cranianos também participam dos movimentos oculares. Por último, o V nervo craniano, mais conhecido por trigêmeo, comanda o tato facial e isso inclui a sensação do toque nos olhos.

Estrabismo paralítico: paralisia do IV nervo craniano

 O estrabismo paralítico pode ocorrer quando há problemas no III, IV ou VI nervo craniano. “O IV nervo craniano é responsável pelos movimentos oculares para verticais para baixo. Ele pode passar despercebido pelos pais e pediatras na maioria dos casos. Isso porque é um desvio que praticamente não altera a estética, ou seja, não é tão evidente como os demais estrabismos”, aponta a médica.

Torcicolo é o principal sinal

Apesar de o desvio não ser tão evidente, o estrabismo paralítico do IV nervo tem uma característica bem marcante: o bebê ou a criança costuma inclinar a cabeça para o lado para compensar o desvio e conseguir enxergar.

“Em muitos casos, o pediatra encaminha os pais para o ortopedista com a suspeita de ser um distúrbio musculoesquelético como o torcicolo congênito. O estrabismo paralítico do IV nervo é a condição ocular mais frequente do torcicolo infantil”, alerta Dra. Marcela.

“O tratamento do estrabismo paralítico do IV nervo é muito importante. Isso porque a inclinação constante da cabeça na infância pode causar contratura permanente do músculo esternocleidomastóideo. Esse músculo é responsável por diversos movimentos da cabeça, além de auxiliar na respiração”, comenta Dra. Marcela.

 Tratamento é cirúrgico

Felizmente, o estrabismo paralítico do IV nervo congênito é uma condição benigna, ou seja, é tratável e com bons resultados.

“O diagnóstico precoce é fundamental para um bom prognóstico desse tipo de estrabismo. Felizmente, a cirurgia para correção do desvio pode ser feita até mesmo em bebês ou idades precoces, normalizando o eixo visual. Vale reforçar que o ideal é corrigir o desvio dentro da janela de oportunidade – entre os 2 e 4 anos, ou no máximo até os 7 anos”, reforça Dra. Marcela.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Conheça os principais tipos de estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tipos-de-estrabismo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tipos-de-estrabismo/#respond Tue, 03 Aug 2021 18:08:43 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2120 Primeiramente, é importante dizer que há vários tipos de estrabismo. Trata-se de uma condição visual em que há desalinhamento do eixo ocular. Em outras palavras, o estrabismo é o desvio de um dos olhos. Quando os olhos estão alinhados, sem sinal de estrabismo, é chamado de ortotropia. A origem desse termo é do grego “ortho”, […]

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Primeiramente, é importante dizer que há vários tipos de estrabismo. Trata-se de uma condição visual em que há desalinhamento do eixo ocular. Em outras palavras, o estrabismo é o desvio de um dos olhos.

Quando os olhos estão alinhados, sem sinal de estrabismo, é chamado de ortotropia. A origem desse termo é do grego “ortho”, que significa linha reta, e “tropia”, que significa direção.

Ou seja, a ortotropia é quando ambos os olhos apontam para a mesma direção.

Quando há um desvio da direção de um dos olhos, é chamado de heterotopia. Da mesma maneira, a origem do termo é grega, sendo que “héretos” significa diferente/outro.

Portanto, a heterotropia é quando a direção dos olhos é diferente uma da outra.

Quais são os tipos de estrabismo?

Há diversos tipos de estrabismo, com diferentes causas. Mas, o estrabismo pode ser classificado de acordo com a direção do desvio ocular.

1-Estrabismo convergente

Chamado de esotropia, esse estrabismo é aquele em que o olho se desvia para dentro, em direção ao nariz. Esse estrabismo é chamado, popularmente, de vesguice.

O estrabismo convergente pode ser classificado ainda como estrabismo acomodativo. Esse tipo de estrabismo é aquele causado pela hipermetropia.

A hipermetropia leva a criança a realizar muito esforço para conseguir enxergar um objeto de perto. Com isso, o olho perde o alinhamento e se desvia para dentro, em direção ao nariz. Esse tipo de estrabismo é corrigido por meio do uso de óculos.

Portanto, o estrabismo do tipo acomodativo não tem indicação de cirurgia para corrigir o desvio. Entretanto, o estrabismo convergente não acomodativo sempre terá indicação para a cirurgia de correção do desvio.

2-Estrabismo divergente

Chamado de exotropia, é o estrabismo em que o olho se desvia em direção às orelhas, para fora. Costuma ser intermitente, ou seja, há períodos de piora ou melhora do desvio.

O estrabismo divergente, portanto, pode ser chamado também de estrabismo divergente intermitente, quando o desvio não é constante.

3-Estrabismo vertical para cima

Chamado de hipertropia, é o estrabismo em que o olho se devia para cima.

4-Estrabismo vertical para baixo

Chamado de hipotropia, ocorre quando o olho se desvia para baixo.

Qual o tipo de estrabismo mais comum?

Os tipos mais comuns de estrabismo são o convergente e o divergente.

Quando é indicada a cirurgia para correção do estrabismo?

A princípio, a cirurgia para correção do estrabismo é o tratamento padrão para a maioria dos tipos de estrabismo.

Todavia, o estrabismo acomodativo é o único tipo que não tem indicação cirúrgica, já que o olho se alinha por meio do uso de lentes para correção da hipermetropia.

Onde se trata o estrabismo?

O estrabismo deve ser diagnosticado e tratado por um médico Oftalmopediatra/Oftalmologista Infantil, em uma clínica ou consultório oftalmológico. A cirurgia, contudo, é realizada em um centro cirúrgico.

A Dra. Marcela Barreira é Oftalmopediatra, especialista em Estrabismo. A médica atende em São Paulo, na região dos Jardins. Em alguns dias, Dra. Marcela abre sua agenda no Rio de Janeiro.

Para mais informações, entre em contato pelo whatsApp  (11) 96902-8513

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