Arquivos estrabismo voltou - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/estrabismo-voltou/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 14:57:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos estrabismo voltou - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/estrabismo-voltou/ 32 32 Reoperação do estrabismo – Quando ela é necessária https://homolog.marcelabarreira.com.br/reoperacao-do-estrabismo-quando-ela-e-necessaria/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/reoperacao-do-estrabismo-quando-ela-e-necessaria/#respond Thu, 13 Mar 2025 21:31:11 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3261 A reoperação do estrabismo, ou seja, uma nova cirurgia para corrigir o estrabismo, pode ser necessária em alguns casos. Para falar mais sobre o assunto e explicar como funciona a reoperação do estrabismo, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de […]

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A reoperação do estrabismo, ou seja, uma nova cirurgia para corrigir o estrabismo, pode ser necessária em alguns casos.

Para falar mais sobre o assunto e explicar como funciona a reoperação do estrabismo, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Cirurgia de estrabismo – O que você precisa saber

Atualmente, a cirurgia de estrabismo é o tratamento padrão para corrigir o desalinhamento do eixo ocular. O procedimento é seguro, com ótimo perfil de recuperação, além de solucionar o estrabismo na maioria dos casos.

“Em outras palavras, a maior parte dos pacientes sai da cirurgia com os olhos alinhados. Ademais, é crucial esclarecer que a cirurgia de estrabismo pode ser feita em bebês, crianças, adolescentes, adultos e até mesmo em idosos”, explica Dra. Marcela.

Contudo, em alguns casos, o paciente pode apresentar uma recorrência do desvio ou um novo desvio, que pode exigir a reoperação do estrabismo.

Reoperação do estrabismo é comum?

Segundo um estudo publicado na revista Nature, a taxa de reoperação do estrabismo, após a primeira cirurgia, é de aproximadamente 8% para o desvio divergente (exotropia) e de 15% para o desvio convergente (esotropia). Entretanto, essas taxas de reoperação podem variar de acordo com vários fatores, como demográficos, geográficos, de acesso a serviços de saúde, idade, entre outros.

Conforme Dra. Marcela explica, “a reoperação do estrabismo é algo comum na prática clínica, mas não é um dado tão conhecido da população em geral. Sendo assim, podemos indicar uma nova intervenção cirúrgica em alguns casos. Geralmente, a reoperação pode ser necessária quando há um estrabismo residual ou ainda secundário, por exemplo”, comenta.

Os outros fatores que podem levar à recorrência do estrabismo são idade do paciente, presença de nistagmo, ocorrência de paralisia do nervo craniano, tempo de início do estrabismo, surgimento de um estrabismo secundário, cirurgia em idade mais precoce, presença de doenças como nistagmo e oftalmoplegia.

Adicionalmente, estudos anteriores mostraram que quando a cirurgia ocorre em idade mais precoce, aumenta a probabilidade de reoperação do estrabismo. Outro fator é que o estrabismo convergente infantil tem uma taxa de reoperação mais alta do que o desvio divergente (exotropia).

Estrabismo e desenvolvimento visual – O que você precisa entender

Primeiramente, é muito importante esclarecer que o estrabismo afeta de 2 a 5% das crianças, sendo uma condição que surge na infância, na maioria dos casos. Adicionalmente, é preciso entender que a visão se desenvolve na infância. Portanto, doenças e condições que afetam o sistema visual podem prejudicar o desenvolvimento da visão.

Sendo assim, a cirurgia de estrabismo tem como objetivo corrigir o desvio do olho para permitir o pleno desenvolvimento da visão binocular, evitando o surgimento da ambliopia (olho preguiçoso). Acima de tudo, a cirurgia de estrabismo não é estética, mas sim funcional, pois visa restaurar o alinhamento do eixo ocular.

Dessa forma, independentemente da necessidade de reoperação do estrabismo, a cirurgia é crucial para preservar a visão e garantir que a criança não desenvolva outros problemas, devido ao desvio ocular.

Corpo cresce, olhos idem

Agora, vamos explicar a relação da idade da cirurgia com a necessidade de reoperação. “Na medida em que o corpo cresce, todos os órgãos crescem, como o globo ocular. Portanto, quando operamos um bebê muito pequeno, existem uma chance maior de precisarmos realizar uma reoperação do estrabismo após alguns anos”, aponta Dra. Marcela.

Outro fator que pode demandar a reoperação do estrabismo é o surgimento de erros refrativos, após a primeira intervenção. Finalmente, algumas pessoas apresentam alterações no tônus muscular, ou seja, possuem músculos mais flácidos. Dessa forma, essa característica pode contribuir para o surgimento de um novo estrabismo”, adiciona a especialista.

Reoperação do estrabismo – conclusão

Em síntese, a reoperação do estrabismo é relativamente comum na prática clínica. Sendo assim, existem alguns fatores que podem predizer a necessidade de uma nova cirurgia para corrigir desvios do eixo ocular.

“De qualquer maneira, a avaliação é sempre individual, de acordo com inúmeros fatores e perfil do paciente. O mais importante é entender que a cirurgia é segura, mas precisa ser realizada por um oftalmologista especialista em estrabismo”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

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Estrabismo pode voltar depois da cirurgia? https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-cirurgia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-cirurgia/#respond Wed, 18 Nov 2020 14:31:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=1949 Estudos apontam que a taxa de reoperação pode chegar a quase 16% Infelizmente, se um paciente com estrabismo perguntar sobre a probabilidade de ele precisar ser operado novamente, nos próximos 21 anos, a resposta é, provavelmente, muito maior do que 15,7%. Essa taxa no primeiro ano pós cirurgia é de 7,7% em crianças e de […]

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Estudos apontam que a taxa de reoperação pode chegar a quase 16%

Infelizmente, se um paciente com estrabismo perguntar sobre a probabilidade de ele precisar ser operado novamente, nos próximos 21 anos, a resposta é, provavelmente, muito maior do que 15,7%. Essa taxa no primeiro ano pós cirurgia é de 7,7% em crianças e de 8,5% em adultos, segundo um estudo publicado no Canadian Journal of Ophthalmology.

Mas, o retorno do desvio ou a necessidade de ajustes após a primeira cirurgia é uma situação esperada, de acordo com Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo.

“A recorrência do desvio é uma condição comum na prática da oftalmologia. Há várias razões para isso acontecer. Quando o estrabismo é cirúrgico, o primeiro passo é medir o tamanho do desvio e avaliar quais músculos serão operados e quanto iremos fortalecer ou enfraquecer esses músculos”, diz.

Podemos pensar nesses músculos como se fossem as rédeas de um cavalo. Eles são responsáveis pelos movimentos dos olhos (para cima, para baixo e para os lados). A cirurgia vai reposicionar ou encurtar esses músculos para que trabalhem em sincronia.

“Esses cálculos são feitos a partir de tabelas e predizem o resultado. Entretanto, alguns pacientes podem não responder a esses cálculos e apresentar recidivas do desvio”, comenta Dra. Marcela.

Período de ajuste

A primeira condição que pode ocorrer após a cirurgia de estrabismo é a hipocorreção, ou seja, quando houve um déficit na correção do desvio. A incidência de corrigir menos do que deveria é de 22 a 59%. Em outros casos, ocorre o oposto, há uma hipercorreção do desvio.

Entretanto, alguns estudos mostram que a hipercorreção pós-operatória precoce pode minimizar a tendência de recorrência do estrabismo. “Como o músculo após a cirurgia tem um período de ajuste, é possível que o desvio se normalize em cerca de um ano, período considerado mais adequado para avaliar o resultado da correção”, diz Dra. Marcela.

Idade pode ser fator de risco

Outro fator envolvido na necessidade de uma nova cirurgia é a idade, que tem um efeito significativo na taxa de recorrência. Mudanças grandes nos graus dos erros de refração, como a miopia, também estão relacionados à recidiva do estrabismo.

“Quando operamos uma criança, por exemplo, é possível que devido ao crescimento do olho o desvio possa aparecer novamente. O tipo de tônus muscular também pode interferir, pois há pessoas que têm um músculo mais flácido, por exemplo”, explica a especialista.

Sucesso no tratamento

A boa notícia é que a cirurgia de estrabismo é considerada de pequeno porte e segura. Portanto, mesmo que seja necessária uma nova correção, é possível fazer e ter o desvio corrigido. “Inclusive, após uma reoperação é raro o estrabismo retornar”, finaliza Dra. Marcela.

 

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