Arquivos hipermetropia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/hipermetropia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:29:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos hipermetropia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/hipermetropia/ 32 32 Estrabismo causado pela hipermetropia: entenda o que é, por que acontece e como tratar https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/#respond Wed, 22 Apr 2026 17:51:40 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4587 O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças. Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos […]

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O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças.

Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos principais exemplos é o estrabismo causado pela hipermetropia, também conhecido como estrabismo acomodativo.

Neste artigo, você vai entender de forma clara e completa como isso acontece, quais são os sinais de alerta e qual é o tratamento mais indicado.

O que é estrabismo causado pela hipermetropia?

O estrabismo acomodativo é um tipo de desvio ocular em que o olho se desvia para dentro (em direção ao nariz), principalmente ao tentar focar objetos próximos. Portanto, é um estrabismo classificado como convergente.

Esse tipo de estrabismo está diretamente relacionado à hipermetropia, um erro refrativo que dificulta a visão de perto.

Ou seja: não é um problema nos músculos oculomotores, mas sim uma consequência do esforço visual para enxergar de perto.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um grau em que o olho precisa fazer mais esforço para enxergar de perto. Isso acontece porque a imagem não é focalizada corretamente na retina.

Na infância, é comum existir um certo grau de hipermetropia — chamado de fisiológico — que tende a diminuir com o crescimento.

No entanto, quando o grau é mais elevado, esse esforço constante pode desencadear problemas, como o estrabismo.

Por que a hipermetropia pode causar estrabismo?

Para entender isso, é importante conhecer um mecanismo natural do olho chamado acomodação.

Quando tentamos enxergar algo de perto:

  • o olho precisa “focar” (acomodar)
  • ao mesmo tempo, os olhos convergem (viram levemente para dentro)

Em crianças com hipermetropia alta, esse esforço é muito maior. Como consequência:

  • a acomodação excessiva estimula também a convergência
  • o olho acaba desviando para dentro

Esse é o mecanismo que leva ao estrabismo acomodativo.

Em que idade o problema costuma aparecer?

O estrabismo causado pela hipermetropia geralmente surge na infância, principalmente entre 1 e 3 anos de idade.

Isso acontece porque é justamente nessa fase que a visão está em desenvolvimento e mais sensível a alterações.

Quais são os sinais de alerta?

Os pais devem ficar atentos a alguns sinais importantes:

  • Olho que desvia para dentro (principalmente ao olhar de perto)
  • Desvio que aparece e desaparece (intermitente)
  • Criança que aproxima muito os objetos do rosto
  • Dores de cabeça ou cansaço visual
  • Fechar um dos olhos para focar

Mesmo que o desvio seja discreto, é fundamental investigar.

Todo grau de hipermetropia causa estrabismo?

Não. A maioria das crianças com hipermetropia não desenvolve estrabismo. O risco é maior quando:

  • o grau é alto
  • não há correção adequada
  • a criança está na fase de desenvolvimento visual

Graus mais elevados aumentam também o risco de ambliopia (olho preguiçoso).

Como é feito o tratamento?

A boa notícia é que o estrabismo acomodativo tem um tratamento bastante eficaz: a correção da hipermetropia com óculos.

Ao corrigir o grau:

  • o esforço para focar diminui
  • a convergência excessiva desaparece
  • os olhos voltam a se alinhar

Na maioria dos casos, isso é suficiente para corrigir o desvio.

Tratamento da ambliopia (quando necessário)

Caso a criança tenha desenvolvido a ambliopia, além dos óculos para corrigir a hipermetropia, será necessário usar o tampão.

Cirurgia (em casos específicos)

Diferente de outros tipos de estrabismo, a cirurgia geralmente não é o primeiro tratamento, sendo indicada apenas quando:

  • existe um componente não acomodativo associado
  • o desvio persiste mesmo com o uso correto dos óculos

O estrabismo causado pela hipermetropia tem cura?

Na maioria dos casos, sim — especialmente quando diagnosticado precocemente. Com o uso adequado dos óculos e acompanhamento oftalmológico, os olhos podem se manter alinhados e a visão se desenvolve normalmente.

Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Quando procurar um oftalmologista?

Procure avaliação se você notar:

  • qualquer desvio ocular após os 3 meses de idade
  • desvio do olho para dentro com frequência
  • dificuldade visual para enxergar de perto

Quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são os resultados.

Conclusão

O estrabismo causado pela hipermetropia é uma condição comum na infância, mas que tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, não exige cirurgia.

Entender a relação entre o grau e o desvio ocular é fundamental para um diagnóstico precoce e para evitar complicações como a ambliopia.

Se houver qualquer suspeita, a avaliação com um oftalmologista é essencial.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Meu filho não quer usar os óculos? O que eu faço? https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:33:10 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4365 Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente. Segundo a oftalmologista […]

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Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, a verdade é que realmente essas situações são bastante comuns. “De modo geral, as crianças costumam ser boas usuárias de óculos e, na maioria das vezes, aceitam bem a correção visual. No entanto, dependendo da idade da criança e principalmente do tipo de grau, podem existir fases de maior aceitação e fases de rejeição ao uso dos óculos”.

Quando a rejeição é mais comum?

Essa dificuldade acontece com muito mais frequência em crianças com hipermetropia e/ou astigmatismo do que em crianças míopes. “A miopia reduz bastante a visão, principalmente para longe. A criança enxerga tudo muito embaçado sem os óculos e percebe uma melhora clara e imediata quando começa a usá-los”, comenta Dra. Marcela.

“Por isso, em geral, a qualidade da visão melhora muito com os óculos e, com isso, a criança sente o benefício e a aceitação é bem melhor. A exceção são as crianças muito pequenas, cujo mundo ainda é predominantemente de perto. Nesses casos, a diferença com o óculos pode não ser tão perceptível no início”, aponta a especialista.

Crianças com hipermetropia são mais resistentes para usar os óculos

Já na hipermetropia, a situação é diferente. Esse é um tipo de grau em que a criança consegue compensar muito bem a visão. Mesmo sem óculos, ela consegue realizar suas atividades do dia a dia, brincar, desenhar e ir à escola — mas às custas de muito esforço visual.

“Os óculos para a hipermetropia são cruciais para melhorar a visão, reduzir o esforço visual e proporcionar conforto para a criança. Para além disso, os óculos também protegem o desenvolvimento da visão”, alerta Dra. Marcela.

Contudo, o problema é que, dependendo da idade, a criança não percebe esse ganho. Ela sente que “dá conta” sem os óculos e, por isso, acaba tirando, evitando usar na escola ou rejeitando em algumas situações.

E o astigmatismo? Dá para não usar os óculos?

No astigmatismo, a imagem é naturalmente distorcida. A criança muitas vezes se acostuma a enxergar assim e não tem referência do que é uma visão realmente nítida. Isso também pode levar à resistência inicial ao uso dos óculos.

Fases de aceitação e rejeição são normais ao usar os óculos

Acima de tudo, é importante reforçar que essas oscilações fazem parte do processo. A criança pode passar por fases em que aceita bem os óculos, fases em que rejeita, além de momentos de maior adaptação e outros de resistência. Isso não significa que o tratamento não está funcionando.

“Por outro lado, é crucial realizar um acompanhamento com um oftalmologista infantil, pois há casos em que o grau pode aumentar ou diminuir e esse pode ser um dos motivos pelos quais a criança pode não querer usar os óculos”, reforça Dra. Marcela.

A importância do trabalho em conjunto 

De qualquer maneira, é importante falar sobre os óculos na infância. Os erros refrativos – miopia, astigmatismo e hipermetropia – são muito comuns. Felizmente, o uso dos óculos corrige a visão e isso protege o desenvolvimento visual, que só se completa por volta dos 7 anos. Inclusive, a falta da correção impacta diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na vida escolar”, ressalta Dra. Marcela.

“Por isso, o ideal é os pais reagirem naturalmente ao diagnósticos e trabalharem em parceria com o oftalmologista para convencer a criança a usar os óculos”, finaliza a médica.

Dicas para convencer a criança a usar os óculos

  • Procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório, reforçando para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens;
  • Leve a criança para participar da escolha da armação, principalmente os maiores;
  • Faça uma lista dos familiares mais próximos que também usam óculos;
  • Peça a ótica que coloque prendedores nos óculos para facilitar a prática de esportes;
  • Para os menores, o ideal é escolher modelos de silicone, pois são mais resistentes a quedas e ao manuseio;
  • Caso seja possível, opte pelas lentes antirreflexo.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Problemas de visão na escola –Como professores podem ajudar https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/#respond Thu, 29 Jan 2026 19:07:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4320 Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno. Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam […]

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Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno.

Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam identificar sinais de que a criança pode ter alguma condição visual que merece uma avaliação oftalmológica.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, a maioria das crianças menores não costumam se queixar de problemas na visão. “A razão é que a criança não tem um parâmetro sobre o que é uma visão ruim. Afinal, elas não conhecem outra realidade. Por esse motivo, o olhar atento dos professores em sala de aula é fundamental”.

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentar perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar o quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições comuns na infância.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula. “Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial.  Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, explica Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos – outros problemas de visão na escola

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais que citamos acima.

Outros sintomas de problemas oculares em crianças:

  • Dor de cabeça, principalmente após atividades escolares;
  • Ardência ou coceira nos olhos;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz.

Esses sintomas costumam surgir após longos períodos de esforço visual.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento os sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Vale lembrar que quanto antes o ocorre o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Por isso, recomendamos que os pais levem o bebê para uma consulta de rotina desde o primeiro ano de vida. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente e, especialmente, na fase escolar”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266 2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Hipermetropia em crianças – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas/#respond Wed, 10 Dec 2025 13:53:01 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4124 A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. […]

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A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento.

Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um dos erros refrativos, que causa dificuldade para enxergar de perto. Os demais erros refrativos são a miopia, o astigmatismo e a presbiopia.

Portanto, uma pessoa com hipermetropia enxerga bem de longe e sente dificuldade de enxergar de perto.

Afinal, o que é um erro refrativo?

Para entender a hipermetropia, é importante compreender o que é um erro refrativo. Então, vamos lá.

Para enxergarmos com nitidez, a luz que entra nos olhos precisa atingir um ponto específico da retina, popularmente chamada de “fundo do olho”. A esse processo se dá o nome de refração.

A luz entra no olho e passa pelas “lentes naturais”, como a córnea (que tem o maior poder de foco) e o cristalino (que ajusta o foco para perto e para longe), fenômeno chamado de acomodação.

Em pessoas com olhos sem alterações, a luz faz o caminho normal e atinge o ponto exato da retina, resultando em uma visão nítida.

E quando a luz não atinge o ponto certo da retina?

Agora que você já entendeu o que é a refração, vamos falar sobre os erros refrativos. Há pessoas que apresentam alterações anatômicas nos olhos, especialmente na córnea e no cristalino.

Dessa maneira, essas alterações levam ao desvio da luz e isso leva aos erros refrativos. No caso da hipermetropia, o foco da imagem fica atrás da retina.

Então, há dois motivos para o desvio da luz na hipermetropia:

  1. Olho mais curto do que o normal (causa mais comum)

A hipermetropia costuma ter origem em globos oculares menores que o eixo anteroposterior, ou seja, o trajeto da córnea até a retina. Assim, a lente foca mais longe do que deveria.

  1. Córnea ou cristalino com pouco poder de convergência

Apesar de ser menos frequente, a hipermetropia pode acontecer em pessoas com uma córnea mais plana ou ainda em pessoas com um cristalino com menor capacidade de refração da luz. Portanto, nesses casos o olho não converte a luz com a intensidade suficiente. Como resultado, o foco também ocorre atrás da retina, afetando a visão de perto.

Hipermetropia dificulta a visão de perto

Para enxergamos de perto, é preciso um poder maior de convergência. Sendo assim, o cristalino precisa compensar isso por meio da acomodação. Ou seja, ele encurta sua curvatura para aumentar o foco.

Um bom exemplo para entender isso é: imagina que você quer tirar uma foto de uma abelha pousando numa flor. Você pega seu celular e vai ajustando o foco de perto, porém a imagem fica embaçada e você demora algum tempo até conseguir atingir a nitidez. Esse é mais ou menos o processo que os olhos precisam fazer para podermos enxergar de perto.

Contudo, na hipermetropia, devido as alterações anatômicas que já falamos, há um grande esforço para conseguir enxergar.

O que uma pessoa com hipermetropia sente?

O principal sinal da hipermetropia é a dificuldade de enxergar de perto. Todavia, quando a pessoa não usa óculos, o esforço visual pode causar alguns sintomas, como:

  • Cansaço visual;

  • Dor de cabeça;

  • Ardência nos olhos;

  • Visão embaçada

Hipermetropia só afeta crianças?

Acima de tudo, a hipermetropia costuma se desenvolver na infância. Agora, a dificuldade de enxergar de perto que surge após os 40 anos leva o nome de presbiopia. Outra questão é que nos adultos, a dificuldade de enxergar de perto tem relação com a perda da capacidade de acomodação do cristalino.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipermetropia é feito por meio dos exames oftalmológicos de rotina. Mesmo em bebês e crianças que ainda não falam, é possível detectar a presença desse erro refrativo.

A boa notícia é que nem todos os casos de hipermetropia precisam de correção por meio de óculos. A razão é que com o passar do tempo, graus baixos de hipermetropia costumam desaparecer.

Dessa maneira, apenas graus mais elevados da hipermetropia têm indicação para o uso de óculos.

Segundo as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade.

A razão é que, normalmente, o grau diminui à medida em que a criança cresce, já que os olhos também aumentam de tamanho ao longo dos anos.

Por outro lado, quando o grau é alto, aumenta o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, principalmente nas crianças que ainda não estão com o sistema visual completo (abaixo dos 7 anos).

O que é um grau alto?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Hipermetropia, estrabismo e olho preguiçoso têm relação?

Sim! A hipermetropia é a causa do estrabismo acomodativo. Portanto, na medida em que a criança tenta enxergar de perto, o olho se desvia para dentro.  Mas, basta colocar os óculos para o alinhamento do eixo ocular.

As crianças com hipermetropia correm mais risco de desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso. Por isso, o acompanhamento com um oftalmologista infantil é crucial. O tratamento, nesse caso, é o uso do tampão.

Tem como prevenir a hipermetropia?

A hipermetropia não é uma doença, é resultado de uma alteração anatômica das estruturas, como a córnea e o cristalino. Sendo assim, não existe uma maneira de preveni-la.

Contudo, é crucial cuidar da saúde ocular das crianças, desde o primeiro ano de vida. Para isso, os pais devem procurar um oftalmologista infantil e realizar o acompanhamento do desenvolvimento visual desde cedo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

O post Hipermetropia em crianças – Tire suas dúvidas apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

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Lentes de contato na adolescência – Cuidados e Dicas https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-na-adolescencia-cuidados-e-dicas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-na-adolescencia-cuidados-e-dicas/#respond Thu, 04 Sep 2025 16:48:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3765 As lentes de contato na adolescência podem ser uma ótima opção para a prática de esportes e maior liberdade em inúmeras atividades do dia a dia. Por outro lado, o uso das lentes na adolescência exige uma série de cuidados. Hoje, vamos falar mais sobre o assunto em homenagem ao movimento Setembro Safira. A campanha […]

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As lentes de contato na adolescência podem ser uma ótima opção para a prática de esportes e maior liberdade em inúmeras atividades do dia a dia. Por outro lado, o uso das lentes na adolescência exige uma série de cuidados.

Hoje, vamos falar mais sobre o assunto em homenagem ao movimento Setembro Safira. A campanha foi criada para aumentar a conscientização sobre o uso responsável das lentes de contato.

Para isso, vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Erros refrativos não corrigidos são a principal causa de problemas visuais na infância

Primeiramente, vamos falar um pouco mais sobre os erros refrativos, já que as lentes de contato servem para corrigi-los. Acima de tudo, os erros refrativos como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo são as principais causas de deficiência visual em crianças. Sendo assim, os problemas na visão impactam, de forma significativa, no desenvolvimento global dos pequenos.

Segundo um estudo de 2024, a prevalência dos erros refrativos varia entre diferentes populações, influenciada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Mas, a pesquisa apontou uma estimativa de prevalência na população infantojuvenil brasileira de 22% para miopia, 18% para hipermetropia e 16% para astigmatismo.

“Apesar dos erros refrativos serem relativamente comuns, a detecção nem sempre é precoce. Desse modo, os pais costumam procurar o oftalmologista apenas quando a criança vai para a escola e começa a apresentar problemas na aprendizagem, por exemplo. Por outro lado, basta a criança usar os óculos para normalizar a visão”, aponta Dra. Marcela.

Adaptação aos óculos pode ser difícil

Embora possa parecer simples usar óculos, nem sempre é uma missão fácil para os pais. As crianças pequenas, especialmente os bebês, podem sentir mais desconforto e remover os óculos a todo momento.

“Já as maiores podem sentir vergonha ou desconforto na hora de praticar esportes ou brincar, por exemplo. Adicionalmente, os adolescentes podem ser mais resistentes aos óculos. Isso porque há mais prevalência da prática de bullying nas escolas na fase da pré-adolescência e adolescência”, comenta a oftalmologista.

Dessa maneira, as lentes de contato podem ser uma boa escolha para crianças maiores e adolescentes.

Lentes de contato na adolescência – Qual o momento certo?

Agora vamos falar sobre o momento certo de colocar as lentes de contato na adolescência. “A primeira regra é que a criança ou adolescente já tenha autonomia e responsabilidade. Além disso, precisa entender que é mandatório realizar a higiene diária das lentes e do estojo. Enfim, também é importante seguir as orientações do oftalmologista sobre o tempo de uso”, reforça Dra. Marcela.

Contudo, vale frisar que também é obrigatório que os pais supervisionem o uso das lentes de contato, bem como avaliem se o adolescente está realizando a limpeza das lentes, do estojo e usando de acordo com o tempo recomendado.

Lentes de contato na adolescência ajudam na autoestima

Naturalmente, que todo mundo sabe que a adolescência é uma época cheia de desafios e talvez uma das fases mais desafiadoras da vida. Além das mudanças físicas e emocionais, é preciso lidar com a vida social, com a aceitação dos grupos, amizades, relacionamentos amorosos e, claro, o bullying.

Desse modo, as lentes de contato na adolescência podem contribuir para evitar certas situações. Ademais, sem os óculos, o adolescente pode ter mais autoconfiança e isso também ajuda na autoestima. Outro benefício importante é permitir a prática de esportes com mais segurança, por exemplo”, ressalta Dra. Marcela.

Lentes de contato na adolescência – Quais os riscos

Independentemente da fase da vida, as lentes de contato não são isentas de risco. Pelo contrário, o mau uso desses dispositivos pode trazer uma série de problemas sérios para a visão.

“As lentes de contato alteram a fisiologia dos olhos, principalmente quando a pessoa é usuária há muito tempo. Durante o uso das lentes, há diversos fatores físicos e ambientais acontecendo, especialmente na córnea. A falta de limpeza e o uso ininterrupto (como dormir de lentes) são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da ceratite. Trata-se de uma infecção grave na córnea, que pode levar à perda da visão”, alerta Dra. Marcela.

Normalmente, a ceratite em pessoas que usam lentes de contato tem como causa a contaminação pela Acanthamoeba. Esse micro-organismo é um protozoário que vive na água doce, como a água da torneira, piscinas, entre outros meios aquáticos.

“Outro problema comum em quem usa lentes de contato é o desenvolvimento do olho seco, irritações constantes e até mesmo alergia. Por esses motivos, a decisão de usar lentes de contato na adolescência deve ser muito bem pensada. Além disso, sempre deve ter a prescrição de um oftalmologista”, finaliza Dra. Marcela.

Sinais de alerta de problemas causados pelas lentes de contato

  • Ardência ocular
  • Coceira
  • Vermelhidão
  • Sensação de areia nos olhos
  • Lacrimejamento em excesso
  • Visão embaçada
  • Dor nos olhos
  • Acúmulo de secreção nos olhos

Na presença dos sintomas, os pais devem levar o adolescente para uma consulta oftalmológica.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Tratamento do estrabismo acomodativo – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-acomodativo-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-acomodativo-como-funciona/#respond Tue, 26 Aug 2025 13:14:49 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3725 O tratamento do estrabismo acomodativo é realizado por meio do uso de óculos, para corrigir a hipermetropia. Trata-se do único tipo de desvio ocular que não tem indicação para correção cirúrgica. Para entender melhor como funciona o tratamento do estrabismo acomodativo, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe […]

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O tratamento do estrabismo acomodativo é realizado por meio do uso de óculos, para corrigir a hipermetropia. Trata-se do único tipo de desvio ocular que não tem indicação para correção cirúrgica.

Para entender melhor como funciona o tratamento do estrabismo acomodativo, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Entenda melhor o estrabismo acomodativo

Primeiramente, é importante entender o que é o estrabismo acomodativo. Trata-se do desvio do olho para dentro, decorrente de algum grau de hipermetropia. Esse erro refrativo dificulta a visão de perto.

“Dessa maneira, na tentativa de encontrar o foco para conseguir enxergar, a criança acaba apresentando o desalinhamento do olho para dentro. Portanto, o estrabismo acomodativo é convergente, já que o desvio ocorre em direção ao nariz. Em geral, o estrabismo acomodativo costuma aparecer por volta do primeiro ou segundo ano de vida”, explica Dra. Marcela.

Um pouco mais sobre a hipermetropia

Para além de entender o estrabismo acomodativo, também é preciso conhecer melhor a hipermetropia. “Na verdade, a maioria dos bebês nasce com uma hipermetropia fisiológica. Por esse motivo, os bebês, até por volta dos 3 meses, apresentam desvios oculares quando tentam enxergar uma imagem mais próxima”, comenta Dra. Marcela.

“Contudo, ao longo do desenvolvimento, essa hipermetropia fisiológica tende a melhorar e a desaparecer na adolescência. Vale ressaltar que na maioria dos casos não é preciso usar óculos. O tratamento só é indicado quando o grau da hipermetropia é alto”, completa a especialista.

De acordo com as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade. Em outras palavras, a correção com óculos depende da idade da criança e do grau que ela apresenta.

Adicionalmente, a hipermetropia aumenta o risco de a criança desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”. Portanto, é sempre importante levar a criança para consultas de rotina com um oftalmologista infantil.

O que é um grau alto de hipermetropia?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Tratamento do estrabismo acomodativo – O que você precisa saber

Então, agora vamos falar sobre o tratamento do estrabismo acomodativo. Acima de tudo, é fundamental entender que o desvio ocular não se deve a problemas nos músculos oculomotores, como nos demais tipos de estrabismo.

“Ou seja, o desvio do olho ocorre por um problema na acomodação para o foco de perto. Por esse motivo, o uso de óculos para corrigir o grau da hipermetropia é suficiente para corrigir também o desvio do olho. Portanto, o uso de óculos é suficiente para alinhar o eixo ocular”, aponta Dra. Marcela.

Por outro lado, há casos em que mesmo usando óculos, o desvio ocular permanece. Desse modo, é possível avaliar se, nesses casos, a cirurgia para correção do estrabismo pode ser necessária. Em caso positivo, o ideal é operar ainda na infância.

Tratamento do estrabismo acomodativo na vida adulta

O estrabismo é uma condição que se desenvolve na infância, na maioria dos casos. Como o estrabismo acomodativo tem relação com a hipermetropia, na vida adulta é possível avaliar se o paciente é candidato à cirurgia refrativa. Portanto, ao corrigir cirurgicamente a hipermetropia, o desvio do olho tende a sumir. A cirurgia refrativa só pode ser feita a partir dos 18 anos.

Estrabismo acomodativo e ambliopia – O que você precisa saber

“O estrabismo é responsável por cerca de metade dos casos de ambliopia. Portanto, muitas crianças estrábicas podem precisar usar o tampão, para incentivar o desenvolvimento do olho afetado. No estrabismo acomodativo também pode ser preciso usar o tampão para prevenir ou tratar a ambliopia”, conta Dra. Marcela.

“Apesar de o tratamento do estrabismo acomodativo ser relativamente tranquilo, com uso de óculos, é crucial que os pais procurem o quanto antes um oftalmologista infantil para o diagnóstico e abordagem terapêutica. A visão se desenvolve na infância e é crucial para o desenvolvimento global da criança. O tratamento pode prevenir a ambliopia ou ainda podemos tratar a ambliopia, caso ela já esteja instalada”, conclui a especialista.

Leia tudo sobre a Ambliopia aqui.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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O que é anisometropia? Tudo que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-anisometropia-tudo-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-anisometropia-tudo-que-voce-precisa-saber/#respond Thu, 31 Jul 2025 12:07:26 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3644 A anisometropia é uma condição que se caracteriza pela diferença importante de grau de um erro refrativo entre os dois olhos. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar, além do grau diferente, diferentes erros refrativos em cada olho. O principal problema da anisometropia é que quando não corrigida, pode levar ao desenvolvimento da ambliopia (olho […]

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A anisometropia é uma condição que se caracteriza pela diferença importante de grau de um erro refrativo entre os dois olhos. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar, além do grau diferente, diferentes erros refrativos em cada olho.

O principal problema da anisometropia é que quando não corrigida, pode levar ao desenvolvimento da ambliopia (olho preguiçoso). Nesses casos, a condição leva o nome de ambliopia refrativa.

Para entender melhor a anisometropia e suas consequências para a visão, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).  

Anisometropia é uma das principais causas do olho preguiçoso

Apesar do nome diferente, a anisometropia é uma das principais causas da ambliopia (olho preguiçoso). Por esse motivo, é muito importante conhecer melhor a condição. De acordo com estudos, a prevalência da anisometropia pode variar de 3,79% a 21,7% da população em geral.

“Primeiramente, é bom explicar que a maioria das pessoas possui pequenas diferenças de refração de um olho para o outro. Nesses casos, é considerada uma anisometropia fisiológica. Contudo, quando as diferenças são muito grandes, bem como quando há presença de erros refrativos diferentes entre os olhos, a anisometropia torna-se patológica. Isso, por sua vez, pode comprometer a visão binocular, levando ao desenvolvimento da ambliopia em crianças”, explica Dra. Marcela.

Ambliopia Refrativa – O que você precisa saber

De acordo com a oftalmologista infantil, os olhos precisam ter a mesma oportunidade para se desenvolverem adequadamente. Contudo, numa criança com anisometropia, isto não acontece.

“A razão é que o cérebro vai escolher a imagem captada pelo olho mais saudável ou menos afetado pelos erros refrativos. Sendo assim, a imagem captada pelo olho mais afetado ou com mais dificuldade de foco, passa a ser ignorada. Quando esta supressão ocorre por tempo prolongado e de forma constante, instala-se o olho preguiçoso”, conta a especialista.

Caso a ambliopia não seja detectada e tratada na chamada “janela de oportunidade”, que vai dos 2 aos 7 anos, a criança pode perder a visão binocular. Em outras palavras, o cérebro perde a capacidade da fusão das imagens.

A visão binocular é crucial para diversas atividades cotidianas, sendo responsável por vermos em profundidade e em 3D. Desse modo, a perda da visão binocular pode ser um impedimento para exercer algumas profissões, entre outras restrições ao longo da infância, adolescência e vida adulta.

Tipos de anisometropia

Inicialmente, precisamos conhecer quais são os erros refrativos existentes. Vamos lá?

  • Miopia – dificuldade de enxergar de longe
  • Hipermetropia – dificuldade para enxergar de perto
  • Astigmatismo – dificuldade para enxergar de longe e de perto
  • Presbiopia (só afeta adultos) – dificuldade de enxergar de perto, especialmente após os 40 anos

Agora, vamos falar um pouco mais sobre os tipos de anisometropia, que variam de acordo com o tipo de erro refrativo presente em cada olho:

  1. Anisometropia hipermetrópica

  • Um olho (ou ambos, em graus diferentes) tem hipermetropia (dificuldade para ver de perto);
  • O cérebro pode ter dificuldade em fundir as imagens dos dois olhos por causa da diferença de tamanho das imagens (aniseiconia);
  • Mais comum em crianças e com maior risco de ambliopia.
  1. Anisometropia míopica

  • Um olho tem miopia (dificuldade para ver de longe) em grau diferente do outro;
  • Geralmente, a fusão da imagem é menos prejudicada do que na anisometropia hipermetrópica, mas pode causar desconforto visual.
  1. Anisometropia mista

  • Um olho é míope e o outro é hipermetrope;
  • Esse tipo costuma causar grande dificuldade de adaptação, pois as imagens formadas nos olhos são muito diferentes.
  1. Anisometropia astigmática

  • O astigmatismo é diferente entre os dois olhos.
  • Pode ser combinado com miopia ou hipermetropia (ex: um olho com astigmatismo miópico e outro com astigmatismo hipermetrópico).
  1. Anisometropia axial vs. refrativa

  • Axial: diferença no comprimento axial dos olhos (um olho é mais comprido ou mais curto).
  • Refrativa: diferença no poder refrativo (córnea ou cristalino com curvaturas diferentes).

Vale lembrar que a anisometropia pode atingir crianças, adolescentes e adultos. Contudo, em crianças a preocupação é maior, já que a condição pode levar ao desenvolvimento da ambliopia, conforme já mencionamos acima.

Como funciona o diagnóstico?

“O diagnóstico da anisometropia costuma ocorrer durantes as consultas de rotina com um oftalmologista infantil, no caso das crianças. Por isso mesmo, é muito importante que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida para uma avaliação. Contudo, normalmente os erros refrativos ficam mais evidentes quando a criança vai para escola. Sendo assim, o diagnóstico costuma ocorrer mais tardiamente, na idade pré-escolar ou escolar”, aponta Dra. Marcela.

Tratamento principal é o uso de óculos

“O tratamento da anisometropia pode envolver o uso de óculos para corrigir o grau. Em alguns casos, pode ser necessário usar lentes de contato. Ademais, o uso do tampão pode ser crucial para tratar a ambliopia, quando há também esse diagnóstico. Após os 18 anos, é possível optar pela cirurgia refrativa”, comenta a oftalmologista.

Por fim, vale ressaltar a importância do acompanhamento oftalmológico desde o nascimento. Além da anisometropia, há outras condições e doenças oculares que podem interferir no desenvolvimento da visão. Quando conseguimos detectá-las de forma precoce, podemos obter mais sucesso com os tratamentos, já que aproveitamos a neuroplasticidade que é maior na infância”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Novos tratamentos para a ambliopia – Confira quais são https://homolog.marcelabarreira.com.br/novos-tratamentos-para-a-ambliopia-confira-quais-sao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/novos-tratamentos-para-a-ambliopia-confira-quais-sao/#respond Thu, 19 Jun 2025 12:36:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3517 Os novos tratamentos para a ambliopia devem chegar ao Brasil em breve. Alguns já estão disponíveis em países como os Estados Unidos. Outros ainda estão em fase de desenvolvimento. De qualquer maneira, o mais importante é que existe uma perspectiva positiva para a chegada de novos tratamentos para a ambliopia, que possam ser efetivos e […]

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Os novos tratamentos para a ambliopia devem chegar ao Brasil em breve. Alguns já estão disponíveis em países como os Estados Unidos. Outros ainda estão em fase de desenvolvimento. De qualquer maneira, o mais importante é que existe uma perspectiva positiva para a chegada de novos tratamentos para a ambliopia, que possam ser efetivos e mais bem aceitos pelas crianças.

 

Para falar um pouco mais sobre os novos tratamentos para a ambliopia, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

 

Ambliopia atinge de 2 a 5% das crianças

 

A ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é uma condição que se desenvolve exclusivamente na infância. Em cerca de 50% dos casos, a ambliopia tem ligação com o estrabismo, desvio do eixo ocular. Adicionalmente, erros refrativos e doenças oculares, como catarata e glaucoma congênitos, também podem levar ao desenvolvimento do olho preguiçoso.

 

“A ambliopia ocorre quando um dos olhos não se desenvolve adequadamente, devido à presença de alguma outra condição. No estrabismo, por exemplo, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho com o desvio, passando a favorecer a imagem captada pelo olho saudável. Com isso, o desenvolvimento do olho com o estrabismo fica prejudicado”, explica Dra. Marcela.

 

A falta de tratamento da ambliopia pode comprometer o desenvolvimento da visão binocular. Em outras palavras, a criança pode não desenvolver a capacidade de enxergar em 3D e em profundidade. Como resultado, podem surgir dificuldades ao longo do desenvolvimento, principalmente nos estudos. Ademais, na vida adulta podem ocorrer impedimentos para exercer certas profissões, como, por exemplo, a de piloto de avião.

Vale lembrar que a ambliopia também pode ocorrer quando há uma diferença muito grande de grau de um olho para o outro, ou ainda quando a criança apresenta uma doença que priva o olho do estímulo visual. Entre essas doenças estão a catarata e glaucoma congênitos e a ptose palpebral.

 

Tampão é o único tratamento disponível no Brasil

 

Primeiramente, é importante reforçar que no Brasil o único tratamento disponível para a ambliopia é o uso do tampão. “A terapia de oclusão ocular consiste no uso de um tampão no olho saudável, para estimular o desenvolvimento do olho “preguiçoso”. Acima de tudo, é crucial esclarecer que o tampão não trata o estrabismo, nem as demais condições, como erros refrativos, catarata, glaucoma e ptose”, reforça Dra. Marcela.

 

Em outras palavras, essas condições precisam de tratamento específico. O estrabismo, por exemplo, necessita da correção cirúrgica. Para corrigir os erros refrativos, a criança deve usar óculos. Já nas demais condições, como catarata e glaucoma congênitos, são necessários outros tratamentos. Portanto, o tampão é voltado, exclusivamente, para incentivar o desenvolvimento da visão no olho comprometido por outras condições oftalmológicas.

 

Novos tratamentos para a ambliopia – O que há de novo em desenvolvimento

 

Dito isso, vamos falar sobre os novos tratamentos para a ambliopia. Uma das abordagens terapêuticas, ainda em fase de estudos pré-clínicos, é a tetrodotoxina (TTX).

 

“Trata-se de uma neurotoxina cuja ação terapêutica é o bloqueio temporário da função do olho saudável. Dessa maneira, seu uso pode forçar o cérebro a usar o olho amblíope, criando novas conexões com o cérebro. A forma de aplicação é por meio de uma injeção, aplicada diretamente na retina saudável”, comenta Dra. Marcela.

 

Embora em fases iniciais, o uso da substância levou à recuperação completa da resposta visual em todos os modelos animais. Além disso, o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato da boa resposta, mesmo após a fase crítica do desenvolvimento da visão.

 

Outra pesquisa em andamento, ainda em fases iniciais, consiste em um medicamento de pequena molécula, chamado de Neu-001. O foco desse neuropeptídeo é alterar o mecanismo neuronal envolvido na ambliopia. Leia mais aqui.

 

Treinamento dicóptico usa videogame para tratar ambliopia

 

Uma novidade, que já está disponível em alguns países, é o treinamento dicóptico. De uma maneira mais didática, é uma espécie de videogame em que a criança joga como os dois olhos abertos, enquanto usa óculos especiais, semelhantes aos usados para apreciar um eclipse solar.

 

Sendo assim, esses óculos possuem uma lente azul e a outra vermelha. Durante o uso, a criança assiste a um conteúdo específico, fornecido pela empresa detentora da tecnologia, que funciona como uma espécie de “videogame”.

 

Ao longo do treinamento, o oftalmologista consegue monitorar, remotamente, a posição do eixo visual da criança em tempo real. O aplicativo desfoca o centro da visão do olho dominante, enquanto fornece ao olho preguiçoso uma imagem normal e nítida.

 

“Dessa maneira, ocorre um estímulo visual que obriga o olho amblíope a processar as imagens. Portanto, o treinamento resulta na necessidade de os dois olhos trabalharem juntos, algo fundamental para assegurar o desenvolvimento da visão binocular”, reforça a oftalmologista infantil.

 

Outro tratamento já disponível nos Estados Unidos é o uso de realidade virtual (RV). Por meio de um óculos RV, a criança assiste aos programas favoritos, incentivando os dois olhos a trabalharem juntos.

 

Novos tratamentos para ambliopia focam na neuroplasticidade

 

Enfim, há muitos estudos em andamento para desenvolver novos tratamentos para a ambliopia. Contudo, a maioria deles tem como foco usar a capacidade de o cérebro gerar novas conexões neurais, ou seja, a neuroplasticidade. Ademais, o uso da tecnologia, incluindo a Inteligência Artificial, devem ser os principais tratamentos para a ambliopia nos próximos anos.

 

“Dessa maneira, os resultados que temos acesso mostram que essas terapias funcionam, mesmo depois da fase crítica do desenvolvimento visual. Portanto, até mesmo adultos podem se beneficiar das novas terapias”, comenta Dra. Marcela.

 

Diagnóstico e tratamento precoces são a chave para bons resultados  

 

A ambliopia é uma das principais causas de baixa visão em crianças. Portanto, é crucial realizar o diagnóstico o quanto antes, para que o tratamento possa assegurar o desenvolvimento da visão binocular.

 

“Todas as causas da ambliopia são detectáveis e tratáveis, mas para isso é preciso conscientizar os pais a respeito da importância das consultas oftalmológicas de rotina, desde os primeiros meses de vida. O diagnóstico e o tratamento precoces da ambliopia ainda são a chave para garantir um bom desenvolvimento da visão”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Exame de vista na infância é crucial para desenvolvimento da criança https://homolog.marcelabarreira.com.br/exame-de-vista-na-infancia-e-crucial-para-desenvolvimento-da-crianca/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/exame-de-vista-na-infancia-e-crucial-para-desenvolvimento-da-crianca/#respond Thu, 17 Apr 2025 11:01:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3342 O exame de vista na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Porém, muitos pais desconhecem a importância de levar o bebê para uma consulta oftalmológica de rotina nos primeiros meses de vida. Além disso, na fase escolar também é importante investigar possíveis problemas na visão, que podem afetar a aprendizagem. Para falar […]

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O exame de vista na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Porém, muitos pais desconhecem a importância de levar o bebê para uma consulta oftalmológica de rotina nos primeiros meses de vida. Além disso, na fase escolar também é importante investigar possíveis problemas na visão, que podem afetar a aprendizagem.

Para falar mais sobre a importância do exame de vista na infância, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Visão capta 80% das informações recebidas pelo ambiente

Primeiramente, é preciso entender a importância da visão para a vida humana. A visão é responsável por captar 80% das informações que recebemos. Portanto, uma criança com problemas oftalmológicos pode enfrentar diversos desafios. Adicionalmente, problemas na visão afetam o desenvolvimento neuropsicomotor e, mais tarde, podem interferir no processo de aprendizagem.

“Acima de tudo, precisamos esclarecer que o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e se completa por volta dos 7 anos. Portanto, a infância é uma fase crucial para a visão. Ou seja, quando a criança desenvolve alguma condição ocular e fica sem tratamento, pode ficar com problemas permanentes de visão”, alerta Dra. Marcela.

Uma pesquisa realizada na Inglaterra, revelou que um quarto das crianças em idade escolar nunca passou por exame de vista na infância. “Embora não exista uma pesquisa semelhante no Brasil, percebemos na nossa prática clínica que grande parte dos pais procura o oftalmologista quando a criança vai para a escola, por volta dos 5 anos idade ou mais”, comenta a especialista.

Entretanto, essa procura tardia pode interferir no resultado dos tratamentos, especialmente para condições como a ambliopia, por exemplo. Essa condição ocorre quando um ou ambos os olhos são incapazes de estabelecer uma conexão forte com o cérebro, causando o desenvolvimento inadequado da visão.

Problemas de visão ou problemas de comportamento? Exame de vista na infância pode ajudar a diferenciar

Os problemas de visão desempenham um papel significativo na capacidade de a criança aprender e se comportar adequadamente em sala de aula. “Dessa forma, compreender a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial, especialmente para ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e desenvolvimento em geral”, explica Dra. Marcela.

Portanto, os problemas de visão podem interferir na leitura, na escrita e nas atividades em sala de aula. Infelizmente, uma criança que não enxerga bem pode apresentar comportamentos inadequados em sala de aula. Entretanto, é comum que pais e professores interpretem, erroneamente, esses comportamentos como problemas de concentração, preguiça ou ainda transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade).

O que os problemas de visão podem causar na infância

  • Dificuldade em acompanhar tarefas de leitura ou escrita. Como resultado, elas podem ficar frustradas e agir de forma agressiva para evitar a atividade.

  • Período de Atenção Curto: O desconforto visual pode fazer com que as crianças percam o foco rapidamente. Isso faz com que elas se distraiam facilmente, o que pode ser diagnosticado erroneamente como TDAH.

  • Evitar trabalhos que exigem atenção, como ler ou escrever, podem ser particularmente desafiadoras para crianças com problemas de visão. Para evitar essas tarefas, elas podem atrapalhar a aula ou mostrar desinteresse pelas atividades.

  • Problemas de visão podem causar desconforto físico, levando a dores de cabeça frequentes, sensibilidade à luz e cansaço visual. Esse desconforto pode resultar em irritabilidade e diversos problemas comportamentais.

  • Baixo desempenho acadêmico: A dificuldade com os trabalhos escolares pode afetar a autoestima e a motivação da criança. Ela pode agir de forma agressiva para expressar sua frustração ou desviar a atenção de suas dificuldades acadêmicas.

Erros refrativos não corrigidos são os principais problemas de visão em crianças

Segundo Dra. Marcela Barreira, o atraso no diagnóstico dos erros refrativos é o fato de que os sinais de problemas na visão não são tão evidentes nas crianças. “Além disto, não existe um parâmetro de comparação, já que a criança não tem noção do que é enxergar bem ou mal. De qualquer forma, notas baixas e dificuldades para aprender são aspectos que podem ocorrer quando a criança não enxerga bem”.

Dessa forma, o exame de vista na infância é crucial para detectar e tratar, de forma precoce, condições como estrabismo, ambliopia, miopia, astigmatismo e hipermetropia. Além dos problemas escolares, os pais podem desconfiar de problemas na visão quando a criança:

  • Aperta os olhos ou inclina a cabeça para enxergar melhor;

  • Esfrega ou pisca os olhos com frequência;

  • Queixa-se de dores de cabeça ou cansaço visual, especialmente no final do dia;

  • Coloca o celular, tablet ou livros muito próximos do rosto. Aqui também deve-se prestar atenção se a criança fica muito perto da TV para enxergar;

  • Apresenta dificuldade de concentração em tarefas como ler, escrever, pintar, recortar etc.

  • Apresenta problemas na coordenação motora;

  • Sofre quedas e tropeços de forma frequente;

  • Desvia o olho para dentro, para fora, para cima ou para baixo.

A importância do exame de vista na infância

Em conclusão, é fundamental realizar o exame de vista na infância, o quanto antes. Vale ressaltar que é possível detectar erros refrativos até mesmo em bebês. O diagnóstico e o tratamento das condições e patologias oculares na infância, antes dos 7 anos de idade, são cruciais para assegurar o desenvolvimento global e o sucesso acadêmico das crianças”, finaliza Dra. Marcela.

Leia aqui como funciona o exame de vista em crianças

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

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Hipermetropia pode causar estrabismo acomodativo https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-pode-causar-estrabismo-acomodativo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-pode-causar-estrabismo-acomodativo/#respond Wed, 09 Apr 2025 12:04:37 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3329 A hipermetropia pode causar estrabismo acomodativo, em que o olho se desvia para dentro devido ao esforço visual para acomodar e focar os objetos de perto. Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba […]

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A hipermetropia pode causar estrabismo acomodativo, em que o olho se desvia para dentro devido ao esforço visual para acomodar e focar os objetos de perto.

Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Hipermetropia surge na infância

Primeiramente, é importante entender o que é a hipermetropia. Trata-se de um erro refrativo que dificulta enxergar de perto.

“Em geral, a hipermetropia é o resultado de um globo ocular menor do o que normal, mais achatado ou com uma córnea mais plana. Sendo assim, essas alterações no formato do olho fazem com a luz atinja a parte de trás da retina, dificultando a visão de perto. Por outro lado, a visão de longe, em quem tem apenas a hipermetropia, é nítida”, explica Dra. Marcela.

“Curiosamente, a maioria dos bebês nasce com algum grau de hipermetropia, o que chamamos de hipermetropia fisiológica. Contudo, na medida em que o olho cresce e a visão se desenvolve, a hipermetropia tende a desaparecer ou a diminuir, especialmente na adolescência. Dessa forma, nem sempre será preciso usar óculos para corrigir esse erro refrativo”, aponta a oftalmologista.

Grau alto de hipermetropia pode causar estrabismo

Em contrapartida, um grau mais alto de hipermetropia pode causar estrabismo acomodativo, especialmente em crianças menores de 7 anos. “A razão é que a visão de desenvolve fora do útero e se completa por volta dos 7 ou 8 anos. Portanto, problemas oculares que surgem nessa fase de desenvolvimento visual, podem causar problemas, como o estrabismo”, conta Dra. Marcela.

Adicionalmente, o estrabismo acomodativo pode levar à ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”. “Vale ressaltar que quanto mais alto o grau da hipermetropia, maior o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, especialmente nas crianças abaixo dos 7 anos de idade”, alerta a especialista.

O que é um grau alto de hipermetropia?

A classificação da American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus (AAPOS) considera as seguintes medidas do grau para tratamento da hipermetropia:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Entenda por que a hipermetropia pode causar estrabismo

Segundo Dra. Marcela, uma criança com hipermetropia realiza muito esforço para conseguir enxergar de perto. “Dessa forma, o olho perde seu alinhamento e se desvia para dentro, em direção ao nariz. Esse tipo de desvio recebe o nome de desvio convergente. Sendo assim, a hipermetropia pode causar estrabismo”.

Entretanto, é importante dizer que nem sempre uma criança com hipermetropia irá desenvolver o estrabismo. Na verdade, isso acontece, em geral, quando o grau é alto.

Diagnóstico e tratamento

 O diagnóstico da hipermetropia é importante, já que o tratamento pode evitar a ambliopia. Então, a melhor maneira de saber se o bebê ou a criança tem hipermetropia é consultar um oftalmologista infantil, se possível nos primeiros meses de vida.

 Óculos é o tratamento padrão para hipermetropia e estrabismo acomodativo

O tratamento da hipermetropia e do estrabismo acomodativo consiste no uso de óculos para corrigir o grau. Portanto, o estrabismo causado pela hipermetropia é o único que não tem indicação para correção cirúrgica. Todavia, vale reforçar a importância do uso do óculos para prevenir o desenvolvimento da ambliopia.

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“Eventualmente, a cirurgia pode ser necessária para corrigir o estrabismo acomodativo. Isso porque alguns pacientes, mesmo com o uso de óculos, continuam apresentando um desvio do eixo ocular. Assim, a cirurgia visa corrigir esse desvio restante”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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