Arquivos infância - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/infancia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:22:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos infância - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/infancia/ 32 32 Uso de óculos de grau na infância – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-oculos-de-grau-na-infancia-tire-suas-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-oculos-de-grau-na-infancia-tire-suas-duvidas/#respond Thu, 30 Jan 2025 14:39:14 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3162 Uso de óculos de grau na infância é algo relativamente comum, pois boa parte da população apresenta um dos chamados erros refrativos, como miopia, astigmatismo e hipermetropia. Na maioria dos casos, essas condições surgem na infância ou na adolescência. Para falar um pouco mais sobre o uso de óculos de grau na infância, hoje vamos […]

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Uso de óculos de grau na infância é algo relativamente comum, pois boa parte da população apresenta um dos chamados erros refrativos, como miopia, astigmatismo e hipermetropia. Na maioria dos casos, essas condições surgem na infância ou na adolescência.

Para falar um pouco mais sobre o uso de óculos de grau na infância, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Uso de óculos de grau na infância é crucial para o desenvolvimento da visão

“Primeiramente, é importante saber que a visão se desenvolve fora do útero e se completa por volta dos 7 anos de idade. Sendo assim, condições e doenças oftalmológicas que surgem nessa fase, podem interferir no desenvolvimento visual, com impactos importantes na capacidade de enxergar, por exemplo”, explica a especialista.

“Adicionalmente, durante o desenvolvimento da visão podemos realizar intervenções para minimizar ou eliminar condições que ameacem o sistema visual. Mas, é crucial aproveitar o que chamamos de “janela de oportunidade” para tratar ou corrigir problemas na visão, preferencialmente entre os 2 e 4 anos”, aponta Dra. Marcela.

Portanto, a primeira recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma avaliação oftalmológica completa.

Uso de óculos de grau na infância – Tire suas dúvidas

Dra. Marcela, como é possível detectar um erro refrativo em bebês e crianças que ainda não falam?

Sem dúvidas, essa é uma pergunta muito comum no dia a dia do consultório. Atualmente, existem inúmeros recursos para realizarmos o exame oftalmológico no público infantil que ainda não desenvolveu a fala.

Para descobrir se a criança tem algum erro refrativo, usamos o esquiascópio. Trata-se de um dispositivo semelhante a uma régua, com diversas lentes. O exame se chama esquiascopia e, preferencialmente, deve ser feito após a dilatação das pupilas. Quando a criança já fala e sabe identificar imagens ou letras, podemos usar o exame de refração tradicional.

Para além disso, realizamos o teste de acuidade visual em que é preciso ler uma tabela com letras. Para crianças que ainda não sabem ler, usamos desenhos e figuras. Nesse exame, podemos avaliar a capacidade de fixação, além de observar se a criança consegue seguir objetos com os dois olhos.

Quais os erros refrativos mais comuns na infância?

A prevalência dos erros refrativos costuma variar muito, de acordo com inúmeros fatores ambientais, genéticos e geográficos. Contudo, hoje a miopia é a mais comum, seguida do astigmatismo e da hipermetropia. Vale adicionar que em muitas crianças, temos o chamado astigmatismo miópico, que é quando a criança apresenta as duas condições ao mesmo tempo.

Os erros refrativos são hereditários?

Sim, mas nem todos. Em outras palavras, o desenvolvimento de um erro refrativo depende de fatores genéticos e ambientais. Por outro lado, a miopia, por exemplo, tem um importante fator genético. Quando ambos os pais têm miopia, a criança tem um risco de 50% de se tornar míope.

Para além de herdar um erro refrativo, temos síndromes genéticas que influenciam na visão. Na síndrome de Down, por exemplo, temos uma prevalência importante de astigmatismo. Já nos bebês prematuros, podemos observar mais casos de hipermetropia do que nos bebês nascidos a termo.

Por que o uso de óculos de grau na infância é importante? Os pais podem optar por não seguir a prescrição do oftalmologista infantil?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, bem como de organizações e entidades médicas, os erros refrativos não corrigidos na infância são as principais causas de baixa visão e cegueira na infância. Acima de tudo, precisamos conscientizar os pais que os problemas de visão na infância impactam negativamente no desenvolvimento cognitivo, motor, bem como na aprendizagem.

Adicionalmente, quando não tratamos um erro refrativo, a criança pode desenvolver o olho preguiçoso, chamado de ambliopia. Essa condição pode afetar o desenvolvimento da visão binocular, que na vida adulta pode ser um impeditivo para certas profissões, como piloto de avião, cirurgião, entre outras.

Dessa forma, a decisão sobre o uso de óculos de grau na infância é dos pais. Contudo, o oftalmologista precisa conscientizá-los dos prejuízos de não seguir a prescrição e as recomendações médicas. Por fim, é preciso reforçar que as intervenções precoces aumentam a chance de eliminar ou evitar os problemas visuais mais sérios e, para isso, precisamos tratar antes dos 7 anos de idade.

Como convencer a criança a usar os óculos de grau

Realmente, nem sempre é fácil convencer uma criança de que ela precisa usar óculos de grau. Para ajudar os pais nessa missão, quase impossível, preparamos algumas dicas com a juda da Dra. Marcela Barreira. Confira abaixo

  • Reação positiva e natural – As crianças são sensíveis e percebem as emoções e reações dos pais. Por isso, no momento do diagnóstico, a reação dos pais deve ser o mais natural possível. Afinal, os erros refrativos não são doença, apenas uma característica anatômica dos olhos.
  • Procure expor o lado “positivo” – Caso um dos pais use óculos, a melhor maneira de convencer a criança a usar os seus é fazer a identificação com a causa. Em outras palavras, mostre para a criança que ela vai ficar “igual” ao papai ou a mamãe, ou ainda a colegas, professores e outras pessoas que façam parte do convívio social.
  • Torne o momento de comprar os óculos lúdico – Atualmente, algumas óticas possuem espaços dedicados às crianças. Mesmo que você não encontre esse tipo de estabelecimento, vale à pena inserir a criança na escolha da armação, caso ela tenha idade para isso.
  • Seja persistente – Apesar de bebês e crianças menores aceitarem de maneira mais tranquila, sempre existem as exceções. Sendo assim, quando a rebeldia surgir, a dica é ser persistente e ter uma boa parceria com o oftalmopediatra.

Como escolher o óculos de grau para crianças? Leia nosso artigo sobre o assunto.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

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Desenvolvimento da visão na infância: Tudo o que os pais precisam saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/desenvolvimento-da-visao-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/desenvolvimento-da-visao-na-infancia/#respond Thu, 14 Sep 2023 12:30:14 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2529 O desenvolvimento da visão ocorre na infância. Por isso, doenças e problemas oculares nos primeiros anos de vida podem impactar no desenvolvimento motor, cognitivo e até emocional da criança. Ao nascer, o sistema visual é imaturo e se desenvolve por etapas, ao longos dos primeiros anos de vida. A visão só está completamente formada por […]

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O desenvolvimento da visão ocorre na infância. Por isso, doenças e problemas oculares nos primeiros anos de vida podem impactar no desenvolvimento motor, cognitivo e até emocional da criança. Ao nascer, o sistema visual é imaturo e se desenvolve por etapas, ao longos dos primeiros anos de vida. A visão só está completamente formada por volta dos 7 anos de idade.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o sistema visual envia 90% dos dados de que o cérebro precisa para estabelecer novas conexões neurais. “A formação das vias neurais, portanto, são essenciais para o desenvolvimento do cérebro ao longo da infância. Uma visão saudável é um dos componentes essenciais para alcançar os demais marcos do desenvolvimento”.

“A criança precisa aprender a interpretar a informação visual para compreender o que se passa no ambiente. Estes são fatores cruciais para o desenvolvimento das outras habilidades, como engatinhar, explorar o ambiente, andar, correr, aprender a falar, ler, escrever, pintar, entre outras aquisições que fazem parte do desenvolvimento infantil”, afirma a médica.

Desenvolvimento da visão na infância ocorre por etapas

O desenvolvimento infantil ocorre por etapas e em cada uma delas a criança deve atingir os chamados marcos do desenvolvimento. Estes marcos são as aquisições esperadas dentro uma faixa etária específica, como engatinhar, andar, falar etc.

As habilidades visuais como movimentos oculares coordenados, capacidade de mudar o foco para ver objetos próximos e distantes, distinção de cores e visão binocular, por exemplo, são alguns dos marcos do desenvolvimento visual.

“Os primeiros 6 anos de vida são considerados um “período vulnerável”. Isto porque é uma fase em que o desenvolvimento da criança está mais suscetível aos efeitos das diversas ameaças à sua saúde ocular. Qualquer alteração na visão pode inibir o desenvolvimento das habilidades visuais necessárias e causar atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor”, comenta Dra. Marcela.

Problemas visuais na infância

A consulta oftalmológica nos primeiros meses de vida é fundamental. Isto porque muitos problemas oculares na infância não são evidentes e dependem de exames realizados pelo oftalmopediatra. Além disto, raramente uma criança irá se queixar de problemas na visão, já que ela não tem como distinguir uma visão boa de uma ruim.

Quanto mais cedo um problema de visão for diagnosticado e tratado, melhor será a chance de uma visão saudável ao longo da vida. É importante observar também o desenvolvimento do seu bebê para garantir que ele atinja os marcos. “Quando há atrasos no desenvolvimento, é importante investigar se há problemas oculares”, aponta a especialista.

Sinais de alerta para problemas visuais na infância

Veja abaixo alguns sinais e manifestações que podem indicar doenças oculares ou problemas na visão. Na presença deles, os pais devem procurar um oftalmologista infantil assim que possível.

  • Reflexo esbranquiçado no olho

O reflexo esbranquiçado em fotos de crianças é um sinal de alerta. Este é o principal sinal do retinoblastoma, um tumor maligno que afeta bebês e crianças pequenas.

  • Sensibilidade à luz

A fotofobia pode indicar a presença de erros refrativos, como a miopia, bem como pode ser até mesmo de uma conjuntivite.

  • Coceira

A coceira pode estar associada a alergias ou a uma conjuntivite infecciosa. Vale ressaltar que a fricção constante dos olhos na infância pode causar diversos problemas ao longo da vida. Um deles é o desenvolvimento do ceratocone e queda da pálpebra (ptose).

  • Dor de cabeça

A dor de cabeça que aparece no final do dia, após a escola, pode estar associada a erros refrativos não corrigidos. Crianças que passam muitas horas nas telas também podem apresentar cefaleia.

  • Olho franzido

Quando a criança aperta os olhos para conseguir enxergar, é um sinal claro de um erro refrativo (miopia, astigmatismo ou hipermetropia). O movimento de franzir a região ocular também está associado a dor de cabeça relacionada a problemas na visão.

  • Desvio ocular

O desvio de um dos olhos ao fixar uma imagem é sinal de estrabismo. Mesmo que o desvio ocorra de vez em quando, por exemplo, é considerado estrabismo. Lembre-se que o desvio pode ocorrer em todas as direções: para dentro, para fora, para baixo e para cima.

  • Dificuldades escolares

A maioria dos casos de erros refrativos é diagnosticada na fase em que a criança vai para escola. Porém, nem todas as crianças recebem o diagnóstico e podem desenvolver dificuldades escolares importantes. Portanto, caso a criança apresente problemas na aprendizagem, a consulta com um oftalmologista é imprescindível.

  • Quedas e tropeços frequentes

Engatinhar, andar, correr. Estes marcos do desenvolvimento são fundamentais. Porém, é preciso ficar atento a tombos e tropeços frequentes, bem como a esbarrões em móveis e objetos. Estes incidentes podem ter relação com problemas na visão.

  • Lacrimejamento excessivo em recém-nascidos

Uma das doenças oculares mais comuns em bebês recém-nascidos é a obstrução do canal lacrimal. É uma condição benigna, mas que precisa da orientação do oftalmologista.

  • Vermelhidão

A vermelhidão pode ser uma manifestação de algumas condições oculares, desde alergias, irritação, conjuntivite, cansaço visual, olho seco etc.

  • Piscar excessivo

Quando a criança pisca demais pode indicar problemas nas pálpebras, tiques, estrabismo, erros de refração, falta de sono ou até o uso prolongado de telas.

Procure um oftalmopediatra para garantir uma visão saudável

Em conclusão, o desenvolvimento da visão na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança. Além disto, o diagnóstico precoce é importante para que as intervenções sejam feitas dentro da janela de oportunidade, que vai dos 2 aos 6 anos.

Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, a primeira consulta com um oftalmopediatra deve ser realizada entre 6 meses e 1 ano de idade.

Esta recomendação considera bebês com visão saudável ao nascimento. Caso exista um diagnóstico ou fator de risco presente desde os primeiros meses de vida, o acompanhamento será mais frequente.

“Quando não há nenhum problema com a visão do bebê, a consulta passa a ser anual. Estas consultas de rotina são importantes, considerando que a visão se desenvolve ao longo da infância. Vale reforçar que na idade pré-escolar e escolar, a atenção com a saúde visual deve ser redobrada. Naturalmente, os pais devem procurar um oftalmologista infantil na presença de sinais e sintomas que possam indicar doenças oftalmológicas”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que causa o estrabismo nas crianças? Como tratar? Precisa fazer cirurgia? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-causa-o-estrabismo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-causa-o-estrabismo/#respond Wed, 13 Oct 2021 19:15:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2148 O que causa o estrabismo nas crianças ainda é um mistério para a medicina. Porém, sabe-se que o desalinhamento do eixo visual pode ocorrer devido a falhas ou alterações no desenvolvimento dos sistemas ocular e cerebral. Em outros casos, há fatores hereditários, ou seja, filhos de pais que tiveram estrabismo na infância podem ter mais […]

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O que causa o estrabismo nas crianças ainda é um mistério para a medicina.

Porém, sabe-se que o desalinhamento do eixo visual pode ocorrer devido a falhas ou alterações no desenvolvimento dos sistemas ocular e cerebral.

Em outros casos, há fatores hereditários, ou seja, filhos de pais que tiveram estrabismo na infância podem ter mais chance de desenvolver o desvio.

Há também casos de estrabismo nas crianças ligados a tumores, como o retinoblastoma e a doenças ou lesões neurológicas, como a paralisia cerebral. A prematuridade e a síndrome de Down, entre outras condições genéticas, também aumentam o risco do estrabismo nas crianças.

Estrabismo é mais comum na infância?

A maior parte dos casos de estrabismo afeta as crianças. Mas, primeiramente, é importante dizer que até por volta dos 4 meses, é comum que os bebês apresentem um pequeno desvio nos olhos.

Contudo, após essa idade, os olhos precisam estar alinhados. Assim, quando o olho se desvia, para fora, para dentro, para cima ou para baixo, é preciso procurar um oftalmopediatra, pois a criança pode ter desenvolvido o estrabismo.

Por que o olho da criança se desvia?

O estrabismo é uma condição que se desenvolve quando os músculos oculares não funcionam em sincronia.

Em outras palavras, os olhos não trabalham juntos. Um olho se direciona para um lado e o outro olho para outro lado.

Esse desvio tem origem nos mecanismos cerebrais que controlam os movimentos oculares. Em um olho normal, esses movimentos dos olhos são paralelos. Isso vai permitir que as imagens captadas pelos dois olhos sejam iguais.

Quando o estrabismo está presente, o movimento dos olhos perde esse paralelismo. Com isso, o cérebro irá suprimir a imagem captada pelo olho com o desvio.

Com o tempo e sem o tratamento adequado, a criança pode desenvolver a ambliopia, mais conhecida pelo termo olho preguiçoso. Isso quer dizer que o olho afetado pelo estrabismo não irá se desenvolver corretamente. Assim, a visão desse olho será pior do que o do olho saudável.

Além disso, a criança irá perder a visão binocular, essencial para desenvolver certas profissões no futuro, como piloto de avião, cirurgião ou qualquer trabalho que demande a visão em profundidade.

Como o estrabismo é tratado?

O estrabismo é tratado por meio de uma cirurgia de correção do desvio. Leia mais sobre a cirurgia aqui.

Vale ressaltar que há um tipo de estrabismo que é tratado com o uso de óculos de grau. Trata-se do estrabismo acomodativo causado pela hipermetropia. Nesses casos, a criança usa o óculos e isso já basta para corrigir o desvio.

Onde tratar?

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo. A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

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Criança pode usar lentes de contato? https://homolog.marcelabarreira.com.br/crianca-lentes-de-contato/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/crianca-lentes-de-contato/#respond Fri, 24 Sep 2021 16:31:49 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2139 A criança pode usar lentes de contato. Todavia, é uma decisão que deve ser tomada pelo oftalmopediatra, juntamente com os pais. Além disso, é preciso estar ciente de todos os riscos do mau uso das lentes para a saúde ocular. O tema do mau uso das lentes e suas consequências para a saúde ocular ganhou […]

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A criança pode usar lentes de contato. Todavia, é uma decisão que deve ser tomada pelo oftalmopediatra, juntamente com os pais. Além disso, é preciso estar ciente de todos os riscos do mau uso das lentes para a saúde ocular.

O tema do mau uso das lentes e suas consequências para a saúde ocular ganhou até uma campanha de educação, chamada de Setembro Safira.

Crianças e lentes de contato

Primeiramente, é importante lembrar que qualquer lente de contato só deve ser usada por recomendação de um oftalmologista, com a devida prescrição. Nas crianças, isso é ainda mais importante.

O uso das lentes de contato não é isento de riscos. Há muitos problemas oculares relacionados ao mau uso das lentes. Portanto, é preciso levar em consideração esse fator na hora de prescrevê-las para crianças.

Emergência e lentes de contato

 Um estudo publicado no periódico Pediatrics, apontou que ¼ das crianças que passam por consultas de urgência, todos os anos, apresentam complicações relacionadas às lentes de contato.

Recomendações do uso de lentes de contato 

 Em contrapartida dos possíveis danos e complicações, o uso das lentes de contato pode estar associado a uma melhora da visão, da autoestima, bem como oferece à criança uma oportunidade de praticar esportes em que o uso de óculos poderia atrapalhar.

Outro ponto importante é que, em muitos casos, as lentes de contato são usadas para doenças que demandam esse tipo de dispositivo. Algumas doenças que podem ter essa indicação são: catarata congênita, irregularidades na córnea, ceratocone, estrabismos e anisometropia (grande diferença de grau entre os dois olhos).

Meu filho pode usar lentes de contato?

O ideal é esperar a criança ter um pouco mais de autonomia e maturidade, pois será preciso adotar uma rotina rigorosa de cuidados.

Geralmente, crianças a partir dos 10 anos de idade já podem cuidar sozinhas das lentes de contato.

Já as crianças menores, devem ser supervisionadas e auxiliadas pelos pais sempre. Ou seja, na hora de colocar e tirar, para fazer a limpeza e, claro, na adaptação.

Um outro aspecto é que os pais devem se comprometer a levar a criança ao oftalmopediatra com regularidade para avaliar se há alterações ou danos oculares decorrentes do uso das lentes de contato.

Estética ou necessidade?

Apesar dos benefícios das lentes de contato, é preciso levar em consideração o motivo pelo qual o uso é recomendado.  Caso seja apenas pela estética, é preciso repensar.

Quais problemas que podem ocorrer?

 A pior consequência do mau uso das lentes de contato é a ceratite, inflamação grave da córnea. Quando não tratada ou tardiamente diagnosticada, pode causar danos irreversíveis na visão.

A ceratite pode ser causada por bactérias, fungos, vírus e pela Acanthamoeba, sendo muito comum em usuários de lentes de contato.

Alguns sintomas podem sugerir que há problemas com as lentes de contato, como:

  • Ardência ocular

  • Coceira

  • Vermelhidão

  • Sensação de areia nos olhos

  • Lacrimejamento em excesso

  • Visão embaçada

  • Dor nos olhos

  • Acúmulo de secreção

Embora não haja contraindicações para o uso das lentes de contato em crianças, na maioria dos casos, trata-se de uma decisão importante.

O oftalmopediatra precisa explicar e alertar os pais sobre os riscos e os benefícios para que definir qual a melhor opção para a criança.

Onde encontrar um oftalmopediatra?

Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra e atende na Stratus Oftalmologia Avançada. A clínica fica nos Jardins, na cidade de São Paulo. 

Para mais informações, ligue para (11) 96902-8513

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Erros refrativos na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/erros-refrativos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/erros-refrativos/#respond Tue, 11 May 2021 13:03:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2003 Os erros refrativos, como a miopia, o astigmatismo e a hipermetropia, são os problemas visuais mais comuns na idade escolar. Felizmente, são condições oculares que podem ser corrigidas com o uso de óculos. Entretanto, nem todas as crianças podem reagir positivamente à necessidade de usar lentes corretivas. A reação dos pais no momento do diagnóstico é […]

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Os erros refrativos, como a miopia, o astigmatismo e a hipermetropia, são os problemas visuais mais comuns na idade escolar. Felizmente, são condições oculares que podem ser corrigidas com o uso de óculos. Entretanto, nem todas as crianças podem reagir positivamente à necessidade de usar lentes corretivas.

A reação dos pais no momento do diagnóstico é muito importante para a aceitação da criança em relação ao uso de óculos.

É importante que os pais compreendam que os erros refrativos, geralmente, não causam problemas oculares graves. Porém, é preciso corrigi-los o quanto antes para garantir que a criança tenha um desenvolvimento visual adequado. Inclusive, a falta da correção impacta diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na vida escolar.

Segurança é fundamental

No momento do diagnóstico, os pais precisam passar segurança para que a criança entenda que o uso de óculos trará benefícios na escola, nos esportes e na vida social.

Em muitos casos, os pais ficam assustados com a notícia e podem mandar uma mensagem errada para a criança. Uma das razões pode ser porque sofreram bullying quando frequentavam a escola ou simplesmente porque não conseguem aceitar o diagnóstico.

Bebês costumam aceitar melhor

Por incrível que pareça, os bebês ou crianças menores costumam aceitar melhor a necessidade de usar óculos. Geralmente, bebês e crianças pequenas não têm grandes problemas em usar o acessório e a adaptação é bastante tranquila.

Contudo, como toda regra tem sua exceção, alguns bebês podem se incomodar sim com os óculos. Nesses casos, é preciso muita perseverança, muita paciência dos pais e muita parceria com o oftalmopediatra para conseguir uma adaptação sem traumas.

Consulta preventiva

Toda criança precisa passar por uma consulta com um oftalmopediatra, preferencialmente no primeiro ano de vida. Muitas crianças, mesmo com graus muito altos, não demonstram dificuldade para enxergar como os adultos.

Isso ocorre por dois motivos. O primeiro é porque quando a criança nasce com um erro refrativo, ela ainda não entende que a maneira que ela está enxergando está embaçada ou inadequada. Com isso, ela se adapta àquela visão.

Outro motivo é que os pequenos têm uma capacidade muito grande de compensar graus bastante elevados. Com isso, não demonstram que estão com dificuldades para enxergar.

Diagnóstico tardio

No Brasil, infelizmente, os pais não têm o costume de fazer consultas oftalmológicas preventivas de forma precoce. Com isso, chegam ao consultório quando as dificuldades de aprendizado começam a surgir.

Algumas vezes, esse atraso no diagnóstico pode levar à ambliopia, que nos casos dos erros refrativos está relacionada a diferença de grau de um olho para outro. O cérebro acaba preferindo a imagem captada pelo olho com menor grau e isso afeta o desenvolvimento visual do olho com maior grau.

 Dicas para o uso de óculos na infância

  • Procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório, reforçando para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens
  • Leve a criança para participar da escolha da armação, principalmente os maiores
  • Faça uma lista dos familiares mais próximos que também usam óculos
  • Peça a ótica que coloque prendedores nos óculos para facilitar a prática de esportes
  • Para os menores, o ideal é escolher modelos de silicone, pois são mais resistentes a quedas e ao manuseio

Vale lembrar que o crescimento pode alterar o grau, uma vez que o olho cresce também. Portanto, quando a criança tem um erro refrativo, o acompanhamento com o oftalmopediatra deve ser regular, principalmente quando o grau é alto.

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Alerta: Totens de álcool gel têm causado acidentes oculares em crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/acidentes-oculares/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/acidentes-oculares/#respond Tue, 20 Oct 2020 14:34:56 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=1931 Os totens de álcool gel tem causado muitos acidentes oculares em crianças. O álcool gel se tornou um produto indispensável desde o início da pandemia. Entretanto, alguns dispositivos, como o totem,  podem não ser seguros para os pequenos, especialmente de 2 a 5 anos. Muitos estabelecimentos comerciais adotaram o totem de álcool gel acionado com […]

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Os totens de álcool gel tem causado muitos acidentes oculares em crianças. O álcool gel se tornou um produto indispensável desde o início da pandemia. Entretanto, alguns dispositivos, como o totem,  podem não ser seguros para os pequenos, especialmente de 2 a 5 anos.

Muitos estabelecimentos comerciais adotaram o totem de álcool gel acionado com os pés. Assim, as mãos são higienizadas sem a necessidade de tocar o objeto. Mas, ocorre que a maioria desses totens mede por volta de um metro ou menos. Com isso, quando uma criança se aproxima e aciona o pedal, o jato do álcool pode atingir diretamente o rosto e a área dos olhos.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, tem sido relativamente comum atender crianças que se acidentaram assim, ao acionar um totem de álcool gel. “Além da altura ser compatível com a área facial de uma criança menor, o bico dosador não costuma ser curvado, o que ajudaria a evitar esse tipo de acidente. O bico dispensador costuma ser reto e, com isso, o jato pode atingir diretamente os olhos das crianças”, cita.

Dor pode ser extrema

Acidentes domésticos na infância são comuns. “Com a pandemia, as crianças têm acesso mais fácil ao álcool gel. Por isso, é muito importante explicar que a substância não deve ter contato com o rosto, devendo ser usada apenas para a higiene das mãos”, reforça Dra. Marcela.

A médica explica que o álcool gel pode causar uma queimadura química na superfície ocular. “A queimadura do olho com álcool costuma ser extremamente dolorosa. A ardência é tão forte que faz o xampu parecer água, se formos comparar a intensidade da dor”.

“A tendência na hora do acidente é de fechar os olhos. Isso deve ser evitado, pois irá manter o álcool dentro do olho. Os pais devem imediatamente lavar os olhos da criança com água, por bastante tempo, cerca de 15 minutos. Essa lavagem é muito importante e vale para qualquer produto químico que tenha contato com os olhos”, explica Dra. Marcela.

Emergência oftalmológica

Depois da lavagem, é preciso procurar um hospital oftalmológico de urgência para avaliar os possíveis danos aos olhos. “A gravidade da queimadura vai depender da quantidade do produto que entrou em contato com os olhos, bem como de como a lavagem foi feita. Os danos podem ser superficiais e tendem a melhorar de forma espontânea”, diz a oftalmopediatra.

Após o acidente, os olhos podem ficar vermelhos, doloridos e inchados como consequência de uma inflamação. “Mas, há casos em que a substância pode afetar a córnea, com danos que podem ser reversíveis com tratamento”, comenta Dra. Marcela.

Problema é mundial

Os acidentes com os totens de álcool gel não são exclusividade do Brasil. Segundo o Ministério da Saúde da França, entre 11 de maio e 24 de agosto desse ano foram registrados 63 casos de crianças, com idade média de 4 anos, que sofreram queimadura ocular com álcool gel.

“Além do totem de álcool gel, podem ocorrer outros acidentes. É preciso reforçar que o produto não deve ser guardado dentro do carro ou em locais com altas temperaturas. Já houve relatos de explosão da embalagem devido a exposição ao sol”, cita Dra. Marcela.

Por fim, toda e qualquer substância química, como detergente, água sanitária, desinfetantes, entre outros, devem ser mantidos fora do alcance das crianças.

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