Arquivos movimento dos olhos - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/movimento-dos-olhos/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:17:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos movimento dos olhos - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/movimento-dos-olhos/ 32 32 O que é o desvio do olho para fora? É um tipo de estrabismo? https://homolog.marcelabarreira.com.br/desvio-do-olho-para-fora/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/desvio-do-olho-para-fora/#respond Thu, 13 Oct 2022 12:19:40 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2351 O desvio do olho para fora é um tipo de estrabismo, chamado de estrabismo divergente. Em geral, o desvio do olho em direção às orelhas é intermitente, ou seja, ocorre de vez em quando. Por isso, alguns pais podem não perceber esse desalinhamento e demorar para procurar um oftalmopediatra. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista […]

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O desvio do olho para fora é um tipo de estrabismo, chamado de estrabismo divergente. Em geral, o desvio do olho em direção às orelhas é intermitente, ou seja, ocorre de vez em quando.

Por isso, alguns pais podem não perceber esse desalinhamento e demorar para procurar um oftalmopediatra.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em Estrabismo, o desvio do olho para fora costuma ser mais evidente em momentos de cansaço, estresse ou distração. Embora possa aparecer nos primeiros anos de vida, é mais comum depois dos 12 meses.

Estrabismo e o mito da estética

Um dos principais entraves para o diagnóstico e tratamento precoce do estrabismo é o fato de que muitas pessoas consideram o desvio do olho uma questão meramente estética. “Qualquer tipo de estrabismo, incluindo aquele que causa o desvio do olho para fora, é uma condição que pode levar a problemas na visão binocular e ao desenvolvimento da ambliopia”, comenta Dra. Marcela.

Portanto, quando os pais perceberem que a criança desvia o olho para fora ou em qualquer outra direção, é preciso procurar o quanto antes um especialista.

Desvio para fora é corrigido por meio de cirurgia

“O estrabismo ocorre quando há alterações nos músculos que comandam os movimentos oculares. Esses músculos podem ser comparados às rédeas de um cavalo. Eles precisam trabalhar juntos para que os movimentos dos olhos entrem em sincronia. Em outras palavras, todos os movimentos do globo ocular dependem do equilíbrio desses músculos”, explica Dra. Marcela.

“Dependendo do tipo de alteração, os olhos podem se desviar em diversas direções. A cirurgia de correção do estrabismo é feita para ajustar os músculos responsáveis pelos movimentos oculares anormais e restabelecer o alinhamento do eixo visual”, comenta a oftalmopediatra.

Quando operar o desvio do olho para fora?

A cirurgia de correção do estrabismo precisa ser feita antes dos 7 anos de idade. Porém, há estrabismos que precisam ser operados de forma mais precoce, como o estrabismo convergente congênito.

No caso do estrabismo divergente intermitente (desvio do olho para fora), é possível esperar até por volta dos 3 a 4 anos.

“Porém, até o momento da cirurgia, a criança deve ser avaliada pelo oftalmopediatra de forma periódica, principalmente para prevenir o desenvolvimento do olho preguiçoso e para diagnosticar outros problemas oculares comuns na infância, como a miopia, por exemplo”, reforça Dra. Marcela.

Tampão não trata estrabismo

Outro mito em relação ao desvio do olho para fora ou em outras direções é o tratamento com tampão. Não existe tratamento clínico para o estrabismo! O tampão, ou terapia de oclusão ocular, é usado para tratar a ambliopia e não o desalinhamento do eixo visual.

“O único tratamento não cirúrgico para o estrabismo é no caso do desvio do olho para dentro causado pela hipermetropia, chamada de estrabismo acomodativo. Nesses casos, o uso do óculos de grau resolve o desvio”, aponta Dra. Marcela.

“O ideal é que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra. Nessa consulta, é possível diagnosticar não só o estrabismo, como erros refrativos e outras patologias oculares que surgem na infância”, finaliza.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é nistagmo congênito? Quais são as causas? Como é o tratamento? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-nistagmo-congenito/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-nistagmo-congenito/#respond Wed, 17 Aug 2022 18:16:39 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2309 O nistagmo congênito é uma doença ocular que ocorre desde o nascimento e causa tremores rítmicos e movimentos incontroláveis nos olhos. O nistagmo pode ser congênito quando a pessoa já nasce com essa condição, ou adquirido quando ele surge ao longo da vida. O nistagmo congênito é a forma mais comum e representa cerca de […]

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O nistagmo congênito é uma doença ocular que ocorre desde o nascimento e causa tremores rítmicos e movimentos incontroláveis nos olhos.

O nistagmo pode ser congênito quando a pessoa já nasce com essa condição, ou adquirido quando ele surge ao longo da vida.

O nistagmo congênito é a forma mais comum e representa cerca de 80% de todos os casos de nistagmo.

Hoje vamos falar um pouco mais sobre o nistagmo congênito. Porém, vale ressaltar que além dessas duas classificações, há várias subcategorias que iremos abordar um pouco mais adiante.

Nistagmo Congênito

O nistagmo congênito é aquele que se apresenta desde o nascimento até no máximo os 6 meses de vida. Quando se manifesta após esse período é considerado adquirido.

A forma congênita do nistagmo pode afetar as crianças com problemas na visão prévios bem como crianças com visão normal.

Quando a criança tem algum problema que afeta a acuidade visual, o nistagmo surge devido à incapacidade dos olhos de enviar para o cérebro as imagens captadas.

Entre as doenças oculares que podem causar esse tipo de nistagmo estão:

  • Catarata congênita
  • Hipoplasia do nervo óptico
  • Amaurose congênita de Leber
  • Acromatopsia
  • Albinismo
  • Aniridia
  • Coloboma coroidal
  • Erro refrativo grave

Todas essas e outras condições podem causar perda visual moderada e grave. Assim, a capacidade dos olhos em perceber a visão fica prejudica. Esse tipo de nistagmo costuma ser chamada de sensorial já que está ligado ao processamento das imagens.

Nistagmo congênito motor

O nistagmo oculomotor é mais comum e atinge crianças com visão normal ou quase normal.

Os movimentos oculares são prejudicados devido a problemas no nervo oculomotor que controla os músculos responsáveis pelos movimentos oculares.

O nistagmo afeta o desenvolvimento visual?

Depende do tipo de nistagmo que a criança tem. No nistagmo sensorial a visão é prejudica pela causa primária, ou seja, pelas doenças como a catarata congênita e demais condições que falamos acima.

Portanto, não é o nistagmo em si que causa problemas na visão, mas sim as condições que levaram ao desenvolvimento do nistagmo.

As crianças com nistagmo congênito motor costumam ter uma boa visão, portanto, nesses casos a acuidade visual costuma ser boa.

Contudo, a maneira como o nistagmo prejudica a visão varia de criança para criança.

Por que algumas crianças com nistagmo costumam entortar a cabeça?

Os movimentos anormais da cabeça no nistagmo são chamados de posições de bloqueio. Os tremores e os movimentos causados pelo nistagmo podem piorar ou melhorar dependendo da posição da cabeça.

Quando a criança percebe isso ela pode entortar a cabeça para conseguir enxergar melhor.

Existe cirurgia para corrigir o nistagmo?

Há uma cirurgia para o nistagmo. Entretanto é importante ressaltar que não existe cura para a condição, ou seja, é uma doença crônica.

Além disso, a cirurgia do nistagmo tem indicações específicas. O principal objetivo é corrigir as posições de bloqueio. O procedimento ajuda a amenizar a posição anormal da cabeça ou reduzir a amplitude do nistagmo.

Quais as opções de tratamento além da cirurgia?

Infelizmente não há muitas opções de tratamento para nistagmo. As opções que existem hoje dependem do tipo de nistagmo que a criança tem.

No nistagmo sensorial, por exemplo, a correção ou tratamento da causa primária pode melhorar os tremores e movimentos descontrolados.

Mas nem todas as doenças que causam o nistagmo tem tratamento ou podem ser corrigidas já que muitas são doenças genéticas causadas por mutações que não podem ser revertidas.

Para alguns pacientes, a toxina botulínica pode ajudar a reduzir os tremores. Porém, a aplicação deve ser feita de forma periódica uma vez que o efeito da substância é passageiro.

Como o nistagmo pode estar associado a problemas no sistema nervoso é sempre importante consultar com um oftalmologista que seja especialista em neurologia, chamado de neuroftalmologista.

 

 

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Sinusites e conjuntivites típicas do inverno aumentam risco da celulite orbital https://homolog.marcelabarreira.com.br/celulite-orbital/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/celulite-orbital/#respond Wed, 15 Jun 2022 17:13:31 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2275 Celulite orbital atinge, principalmente, crianças pequenas Durante o outono e o inverno, as doenças do trato respiratório são muito prevalentes. Esse ano, particularmente, o número de casos dessas patologias tem aumentado bem acima da curva de outros anos. Uma das explicações é o longo período de isolamento social imposto pela pandemia. Como as crianças ficaram […]

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Celulite orbital atinge, principalmente, crianças pequenas

Durante o outono e o inverno, as doenças do trato respiratório são muito prevalentes. Esse ano, particularmente, o número de casos dessas patologias tem aumentado bem acima da curva de outros anos. Uma das explicações é o longo período de isolamento social imposto pela pandemia. Como as crianças ficaram em casa, estiveram menos expostas às doenças respiratórias comuns nos meses do outono e inverno.

O que poucas pessoas sabem é que algumas dessas doenças, como a sinusite, otite e, mais raramente, a conjuntivite, podem evoluir para as chamadas celulite periorbital e orbital, ou simplesmente celulite ocular.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e neuroftalmologista, a celulite periorbital é a infecção da parte anterior (da frente) da pálpebra. “Nessa forma, os componentes da órbita e demais estruturas oculares não são afetados. Na orbital, a infecção atinge a órbita, o que inclui os músculos oculares e a gordura da região. Um ponto importante é lembrar que nenhuma das duas formas atinge o globo ocular”.

Crianças são principais vitimas da celulite orbital

“Na maior parte dos casos, a celulite ocular atinge crianças pequenas. A razão é que a anatomia dos seios da face (ou paranasais) na infância ainda não está completa. Em geral, as cavidades dos seios paranasais são preenchidas com ar. Contudo, durante as infecções respiratórias, com resfriados e sinusites, essas cavidades podem ser preenchidas com muco”, explica a médica.

Como nas crianças os seios paranasais ainda não estão totalmente formados, a migração de bactérias e outros micro-organismos para a região ocular é, significativamente, maior.

Celulite Orbital é emergência médica

Dra. Marcela alerta os pais que a celulite orbital é uma emergência médica. “Trata-se de uma condição grave que pode evoluir para um desfecho muito ruim. A celulite orbitária pode causar danos no nervo óptico e, em outros casos, danos neurológicos. Caso a infecção se espalhe para a corrente sanguínea, há risco de sepse”.

Sem dúvidas, a sinusite é o principal fator de risco e quase sempre está presente nos casos da celulite orbital. Mais raramente, otites e conjuntivites podem aumentar o risco da condição, bem como picadas de insetos e traumas na região periorbital. Outras causas menos frequentes são a infecção dos ductos lacrimais e tumores.

Como diferenciar a celulite orbital de uma alergia ocular?

 Os principais sintomas da celulite periorbital e orbital são vermelhidão e inchaço nas pálpebras, além de dor no olho afetado. Contudo, esses sintomas podem ser facilmente confundidos com uma conjuntivite e até mesmo com uma alergia ocular.

A celulite ocular é uma infecção. Portanto, a criança vai apresentar outros sintomas como febre, mal-estar geral e prostração. Nos quadros da celulite orbital, mais especificamente, há outras manifestações, que inclusive ajudam a diferenciar clinicamente as duas formas.

“A criança pode ter visão dupla, dor importante na movimentação ocular, inchaço da conjuntiva chamada de quemose, pode ter baixa acuidade visual. Além disso, em casos mais graves, pode ocorrer uma proptose ocular, condição em que o globo ocular é empurrado para frente, o popular “olho esbugalhado”. Por fim, podemos ter a oftalmoparesia que afeta a movimentação dos músculos oculares”, afirma Dra. Marcela.

Diagnóstico e tratamento devem ser imediatos

 A celulite ocular é tratada em ambiente hospitalar. Ou seja, a criança deve ser internada para iniciar, imediatamente, a administração de antibiótico na veia.

“A prevenção passa pelo tratamento adequado da sinusite e infecções do trato respiratório superior, em geral. Os pais devem ficar atentos aos sinais e sintomas e procurar um oftalmologista assim que possível”, finaliza Dra. Marcela.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Oftalmopatia de Graves: O que é? Quais os sinais? Tem tratamento? https://homolog.marcelabarreira.com.br/oftalmopatia-de-graves/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/oftalmopatia-de-graves/#respond Tue, 31 May 2022 16:32:34 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2267 A oftalmopatia de Graves atinge até 30% das pessoas com a Doença de Graves, principal tipo de hipertireoidismo Você já deve ter ouvido falar no hipertireoidismo, doença que faz com que a glândula tireoide funcione em excesso. O que talvez você não saiba é a doença de Graves é a forma mais comum de hipertireoidismo […]

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A oftalmopatia de Graves atinge até 30% das pessoas com a Doença de Graves, principal tipo de hipertireoidismo

Você já deve ter ouvido falar no hipertireoidismo, doença que faz com que a glândula tireoide funcione em excesso. O que talvez você não saiba é a doença de Graves é a forma mais comum de hipertireoidismo e pode afetar entre de 2% a 3% da população, em geral. Uma das consequências da condição é o deslocamento do olho para fora, chamada de proptose, popularmente conhecida como “olho esbugalhado”.

A doença de Graves é uma patologia autoimune, sendo o principal tipo de hipertireoidismo. A condição ocorre quando o sistema imunológico ataca a glândula tireoide, sinalizando que é preciso aumentar a produção dos hormônios tireoidianos de forma anormal. A partir disso, surgem os sinais e sintomas, entre eles a oftalmopatia de Graves.

Entre 25% e 50% dos pacientes com doença de Graves desenvolvem a oftalmopatia. A condição pode trazer séries consequências para a visão, bem como costuma piorar a qualidade de vida de forma global.

Olho saltado é o principal sinal da Oftalmopatia de Graves

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista e neuroftalmologista, a principal manifestação da oftalmopatia de Graves é a proptose do globo ocular, também chamada de exoftalmia. “O globo ocular salta para frente da órbita. Isso ocorre devido ao aumento dos músculos oculares ou ainda pelo depósito anormal de gordura atrás da órbita ocular”.

“Ao pensarmos na anatomia da órbita ocular, precisamos entender que se trata de uma área óssea. Assim, ela não tem a capacidade de se distender. Portanto, o aumento da gordura ou dos músculos na região acaba levando o globo ocular para frente, dando a impressão do olho estar saltado”, diz a especialista.

Visão dupla

O inchaço dos músculos oculares pode prejudicar a motilidade dos olhos. A partir disso, a pessoa começa a enxergar as imagens duplicadas, condição chamada de diplopia ou, simplesmente, visão dupla. “Outra consequência que ameaça a visão é a compressão do nervo óptico devido ao inchaço do globo ocular. Dessa maneira, a pessoa pode ter perdas visuais importantes”, alerta Dra. Marcela. 

Apesar da doença de Graves ser o principal fator de risco para a proptose do globo ocular, o estresse e o tabagismo também podem desencadear o problema. O fumo, inclusive, pode agravar o quadro e impedir a resposta ao tratamento da oftalmopatia de Graves.

Há outros sintomas que podem ocorrer, além do olho saltado, como sensação de peso ou desconforto atrás do olho, olho seco e lacrimejamento.

Diagnóstico da Oftalmopatia de Graves

 Quando uma pessoa já tem o diagnóstico da doença de Graves, é importante ficar atenta aos surgimentos dos sintomas oculares. Além disso, o ideal é fazer um acompanhamento regular, preferencialmente com um neuroftalmologista, devido ao risco de envolvimento do nervo óptico.

Contudo, estudos mostram que os sintomas oculares podem preceder o desenvolvimento de doenças na tireoide. “O diagnóstico envolve tanto o exame clínico, quanto exames laboratoriais e de imagem. Já o tratamento depende de muitos fatores e é feito de maneira individualizada”, comenta Dra. Marcela.

O tratamento da oftalmopatia de Graves passa, em primeiro lugar, pelo tratamento da doença de base, ou seja, do hipertireoidismo, Contudo, isso não assegura a melhora dos sintomas oculares. Outro ponto é que o tratamento varia de acordo com a fase da doença.

Nos casos moderados a graves, o tratamento é, essencialmente, cirúrgico para corrigir as deformidades da órbita ocular, para corrigir o estrabismo e a retração palpebral.

A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, além de oftalmopediatra e especialista em estrabismo. A médica realiza tanto o diagnóstico como o tratamento da diplopia.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins. Além disso, é Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), bem como realiza alguns atendimentos na cidade do Rio de Janeiro.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é neurite ótica? Quais os sintomas? É grave? Como é o tratamento? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-neurite-otica/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-neurite-otica/#respond Thu, 05 May 2022 16:35:19 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2255 A neurite ótica é uma inflamação do nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as informações visuais para o cérebro.  Quais são as causas da neurite ótica? A neurite ótica pode ser causada por diversos fatores. Em geral, é uma manifestação de uma outra doença. Na maioria dos casos, a neurite ótica está ligada às doenças […]

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A neurite ótica é uma inflamação do nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as informações visuais para o cérebro.

 Quais são as causas da neurite ótica?

A neurite ótica pode ser causada por diversos fatores. Em geral, é uma manifestação de uma outra doença.

Na maioria dos casos, a neurite ótica está ligada às doenças desmielinizantes. Antes de continuarmos a falar da neurite, vamos entender melhor o que são essas doenças.

As doenças desmielinizantes são condições autoimunes que prejudicam uma parte da estrutura dos neurônios, chamada de bainha de mielina.

As células do sistema nervoso são chamadas de neurônios. A aparência de um neurônio lembra um tronco de árvore, com duas ramificações embaixo e uma em cima. A parte que liga as duas extremidades é chamada de axônio, responsável por levar o impulso nervoso para vários locais do corpo.

O axônio tem uma espécie de “capa de gordura”, chamada de bainha de mielina. Sua principal função é não deixar a carga elétrica do impulso nervoso sair do axônio durante a condução.

Em algumas pessoas, o organismo interpreta a bainha de mielina como uma ameaça. O resultado é um ataque do sistema autoimune para “destruir” a bainha de mielina. Por isso, as doenças desmielinizantes são consideradas autoimunes.

O resultado dessas lesões é que os impulsos elétricos não conseguem chegar aonde deveriam. Dependendo da parte do corpo afetada, surgem as manifestações.

O nervo óptico, portanto, pode sofrer esse processo degenerativo na bainha de mielina e, como consequência, ocorrem os problemas na visão.

Esclerose Múltipla x Neurite Ótica

A principal causa da neurite ótica é a esclerose múltipla. Trata-se de uma doença autoimune desmielinizante.

A neurite ótica pode ser o primeiro sintoma da esclerose múltipla em cerca de 20% dos pacientes. Estima-se que cerca de 50 a 60% dos pacientes que apresentam um episódio da doença desenvolvem a esclerose múltipla.

Outras causas da neurite ótica

Apesar de serem menos comuns, há outras causas. Entre elas podemos citar algumas doenças infecciosas, como:

  • Toxoplasmose
  • Citomegalovírus
  • HIV
  • Sífilis

 Sinais e Sintomas

Entre os principais sintomas estão:

  • Perda aguda da visão em um dos olhos – costuma piorar ao longo de algumas horas ou dias
  • Dor ao movimentar os olhos para os lados
  • Embaçamento visual referida como uma mancha na visão
  • Fotofobia

Fatores de Risco

  • Infecções (HIV, Toxoplasmose, Sífilis etc.)
  • Doenças autoimunes
  • Mulheres entre 20 e 40 anos
  • Doenças Reumatológicas

 Diagnóstico & Tratamento

Por se tratar de uma doença que atinge tanto o sistema nervoso quanto o sistema visual, a neurite ótica exige que o médico oftalmologista possua também conhecimentos em neurologia. Assim, o ideal é procurar um neuroftalmologista.

Em geral, o paciente é internado para realizar os exames necessários mais rapidamente, como também para receber o corticoide na veia.

Prognóstico

O prognóstico quer dizer a situação do paciente que tem uma neurite ótica após o tratamento. Ou seja, como a doença vai evoluir.

Muitos episódios da neurite ótica se resolvem em torno de 2 a 3 meses. Contudo, o prognóstico vai depender da evolução da doença sistêmica.

Quando o paciente não tem nenhuma condição de base, a recuperação da visão ocorre. Mas em cerca de 25% dos casos, há recorrência de uma crise de neurite.

É muito importante tratar a doença de base para prevenir novos episódios da neurite e realizar, também, um acompanhamento regular com o neuroftalmologista.

Onde achar um neuroftalmologista?

 A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, além de oftalmopediatra e especialista em estrabismo. A médica realiza tanto o diagnóstico como o tratamento da neurite ótica.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins. Além disso, é Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), bem como realiza alguns atendimentos na cidade do Rio de Janeiro.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é visão binocular e porque ela é importante https://homolog.marcelabarreira.com.br/visao-binocular/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/visao-binocular/#comments Tue, 08 Mar 2022 13:37:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2215 A visão binocular é a capacidade do cérebro em converter em uma única imagem os sinais enviados pelos dois olhos. Mas, antes de falarmos um pouco mais sobre a visão binocular e porque ela é importante, vamos entender como a visão de desenvolve. Desenvolvimento visual Poucas pessoas sabem, mas a visão é o último sistema […]

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A visão binocular é a capacidade do cérebro em converter em uma única imagem os sinais enviados pelos dois olhos.

Mas, antes de falarmos um pouco mais sobre a visão binocular e porque ela é importante, vamos entender como a visão de desenvolve.

Desenvolvimento visual

Poucas pessoas sabem, mas a visão é o último sistema do corpo humano a se desenvolver. Isso ocorre fora do útero. Contudo, os bebês nascem com a estrutura biológica visual completa.

A partir do nascimento, o bebê aprende a usar os olhos em um processo chamado de maturação visual.

Visão e Cérebro

As imagens que conseguimos enxergar dependem de vários processos e estruturas do olho humano, principalmente do nervo óptico. Isso porque é esse nervo que liga os olhos ao cérebro.

As imagens que enxergamos são resultado dos sinais luminosos enviados dos olhos para o cérebro.

Quando não há nenhum problema visual, o cérebro recebe sinais de ambos (bi) os olhos (oculares), tudo ao mesmo tempo.

Todavia, as informações contidas nesses sinais nervosos são, ligeiramente, diferentes. O cérebro usa essas diferenças para avaliar distâncias e coordenar os movimentos dos olhos. Depois, ele transforma as duas imagens em uma única.

A capacidade de fusão das imagens pelo cérebro é chamada de visão binocular, que se desenvolve ao longo da infância.

Importância da binocularidade

A visão binocular é de fundamental importância para diversas atividades cotidianas. É responsável por vermos em profundidade.

A perda da binocularidade pode ser um impedimento para exercer algumas profissões. A visão monocular é considerada, inclusive, uma deficiência visual.

Uma pessoa com visão monocular não pode exercer funções, como pilotar um avião, um trem ou ainda ser um médico cirurgião. Ler livros em 3D ou ver um filme em 3D também não será possível, por exemplo.

Perda da visão binocular

A visão binocular pode não se desenvolver adequadamente e evoluir para sua perda total.

Entre as principais causas da perda da visão binocular estão a ambliopia – mais conhecida por olho preguiçoso. Afeta as crianças e tem várias causas, entre elas o estrabismo.

O estrabismo, por exemplo, prejudica a capacidade de fusão das duas imagens em uma. O cérebro escolhe a imagem do olho não afetado pelo desvio. Com isso, o olho atingido pelo desalinhamento não se desenvolve corretamente, ou seja, fica preguiçoso.

Contudo, a ambliopia pode ser causada também por diferenças muito altas de grau de um olho para o outro.

Quais os sinais de problemas na binocularidade?

Alguns sintomas podem sugerir problemas na visão binocular em crianças tais como:

  • Dor de cabeça
  • Cansaço visual
  • Dor nos olhos
  • Visão turva

Outro aspecto da visão binocular é que ela é necessária para calcular a profundidade e a velocidade dos objetos.

Assim, crianças com problemas na visão binocular podem ter dificuldade para

  • Despejar líquidos em copos
  • Jogar bola em esportes com movimentos rápidos
  • Julgar a rapidez com a qual um carro está se aproximando para atravessar a rua
  • Subir e descer escadas

Um teste para avaliar a visão binocular é fechar um olho e encher um copo com água, por exemplo.

Níveis de funcionalidade da visão binocular

Enxergar com os dois olhos simultaneamente

Esse é o primeiro nível da visão binocular, que envolve a capacidade do cérebro em captar as imagens dos dois olhos.

Fusão

Essa é a capacidade do cérebro em fundir as duas imagens captadas em uma única.

Estereopsia – Distância, profundidade e direção

A estereopsia é a capacidade de ver em três dimensões. Essa profundidade de visão vem das pequenas diferenças nas imagens dos dois olhos. O cérebro usa essas pistas para nos ajudar a avaliar a distância dos objetos.

Prevenção

O desenvolvimento da visão binocular ocorre na infância, até por volta dos 7 anos. Para assegurar que tudo corra bem, é importante levar o bebê ao oftalmopediatra em seu primeiro ano de vida.

A consulta é importante para detectar problemas que podem afetar a visão binocular, como o estrabismo e erros refrativos, que possam levar ao desenvolvimento da ambliopia.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

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Estrabismo – Tudo que voce precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-tudo-sobre/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-tudo-sobre/#respond Thu, 13 Feb 2020 17:16:51 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2020/02/13/tudo-sobre-estrabismo/ O post Estrabismo – Tudo que voce precisa saber apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

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Como a visão do bebê se desenvolve? https://homolog.marcelabarreira.com.br/visao-do-bebe/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/visao-do-bebe/#respond Wed, 13 Feb 2019 19:15:00 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2019/02/13/visao-do-bebe/ A visão do bebê se desenvolve de várias maneiras. O mais importante é entender que ela começa no útero, mas só está totalmente formada aos 7 anos.  Hoje vamos falar sobre o desenvolvimento visual dos bebês, já que muitos pais me perguntam sobre este aspecto. “O que poucas pessoas sabem é que a visão é […]

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A visão do bebê se desenvolve de várias maneiras. O mais importante é entender que ela começa no útero, mas só está totalmente formada aos 7 anos. 

Hoje vamos falar sobre o desenvolvimento visual dos bebês, já que muitos pais me perguntam sobre este aspecto. “O que poucas pessoas sabem é que a visão é o último sistema do corpo humano a se desenvolver. Embora os bebês tenham a estrutura biológica da visão completa ao nascer, eles irão aprender a usar os olhos ao longo do tempo, em um processo chamado de maturação visual”. 

Segundo a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, os olhos são órgãos ligados ao cérebro. A visão é um processo complexo que precisa da integridade física dos olhos e das demais estruturas do sistema visual para funcionar. O primeiro ano de vida é um período de extrema importância para o desenvolvimento visual, assim como para detectar qualquer alteração que possa impactar na visão ao longo da vida.

Principais marcos do desenvolvimento visual na gestação
No início da gravidez, por volta do 22º dia, surgem dois pequenos pontos pretos que darão origem aos olhos do bebê. Entre a 9ª a 13 ª semanas, formam-se as pálpebras, a íris e a retina.

A partir da 27ª semana, o bebê abre e fecha os olhos e começa a apresentar sensibilidade à luz, podendo reagir quando a mãe fica exposta ao sol, por exemplo, cobrindo os olhinhos com as mãos ou braços.

O que um recém-nascido enxerga?
Ao nascer, a visão do bebê é borrada e só alcança objetos ou pessoas que estejam distantes cerca de 30 a 40 cm. O recém-nascido enxerga somente a luz e é capaz de perceber na intensidade da luz, como sair de um ambiente claro e entrar em um escuro, por exemplo.

Em relação às cores, o mundo do recém-nascido, até por volta do primeiro mês de vida, é visto em preto e branco.

Outra curiosidade é que o recém-nascido não consegue usar os dois olhos ao mesmo tempo. Por isso, é comum que o bebê desvie os olhos, ficando “vesgo” em certos momentos. Isso é esperado e é considerado normal.

Porém, vale ressaltar que há casos de estrabismo congênito, ou seja, o bebê já nasce com o estrabismo, que costuma ser percebido pela equipe neonatal da maternidade ou ainda pelos próprios pais junto ao pediatra ainda no primeiro mês de vida.

Você sabia?
O tamanho do olho aumenta cerca de três vezes entre o nascimento e a maturidade. Entretanto, um terço do crescimento do diâmetro ocular acontece no primeiro ano de vida.

 

Marcos do primeiro ano de vida

No primeiro mês de vida, o bebê começa a aprender a focar com os dois olhos e passa a perceber a aproximação de pessoas ou de objetos. Outro marco importante é a capacidade de acompanhar o movimento dos objetos com os olhos.

A partir do segundo mês, os objetos e pessoas começam a ser percebidos com mais detalhes, como formas e padrões. Nesta fase, o bebê também já consegue ver as cores principais, como vermelho, amarelo e azul.

Aos quatro meses, inicia-se o desenvolvimento da visão de profundidade (visão binocular), que é útil para ajudar o bebê a perceber se os objetos ou as pessoas estão perto ou longe. Mais tarde, a visão binocular será muito importante para ajudar o bebê a engatinhar.

Aos cinco meses, o bebê já acompanha muito bem o movimento das coisas e consegue reconhecer as cores mais claras.

A partir dos oitos meses, há uma melhora da acuidade visual, do foco e da visão binocular. Embora a visão de perto ainda seja melhor que a de longe, nesta faixa etária o bebê já enxerga bem o suficiente para reconhecer pessoas a certa distância.

Estas características do desenvolvimento visual, que ocorrem por volta dos oito ou nove meses, são essenciais para o desenvolvimento neuropsicomotor. A visão irá motivar o bebê a se aventurar para explorar os ambientes, objetos, móveis, brinquedos, engatinhar e, finalmente, andar.

Entretanto, embora o bebê tenha uma boa visão ao completar um ano, o processo de maturação visual continua até por volta dos sete anos ou mais.

Aos dois anos, por exemplo, se completa a mielinização do nervo óptico, que contribui ainda mais para a melhora da acuidade visual e da orientação vertical, entre outras habilidades.

Entre dois e cinco anos, a criança começa a desenvolver habilidades de processamento sensorial, ou seja, ela começa a ter a capacidade de analisar as cenas. Entretanto, é só mais tarde que ela desenvolverá a capacidade de prever intenções ou objetivos alheios, por meio da visão.

Importância do Oftalmopediatra
A recomendação é levar o bebê, ainda no primeiro ano de vida, para uma consulta de rotina com um oftalmopediatra. Além de avaliar alterações que possam comprometer a visão, o médico irá oferecer aos pais informações importantes sobre os cuidados e estímulos que irão ajudar na maturação visual.

Veja no vídeo abaixo como o bebê enxerga:

 

Dra. Marcela Barreira
Desenvolvimento Visual do Bebê

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Síndrome de Duane https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane/#comments Thu, 08 Nov 2018 10:46:36 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2018/11/08/sindrome-de-duane/ A síndrome de Duane é uma doença congênita rara. Desenvolvida quando a criança ainda está em formação no útero da mãe, a Síndrome de Duane  afeta a musculatura ocular e, consequentemente, a movimentação dos olhos. A síndrome faz com que alguns músculos que controlam o globo ocular se contraiam quando não deveriam, o que leva a […]

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A síndrome de Duane é uma doença congênita rara. Desenvolvida quando a criança ainda está em formação no útero da mãe, a Síndrome de Duane  afeta a musculatura ocular e, consequentemente, a movimentação dos olhos. A síndrome faz com que alguns músculos que controlam o globo ocular se contraiam quando não deveriam, o que leva a problemas de visão e à movimentação irregular dos olhos.

Estima-se que cerca de 500 mil pessoas em todo o mundo sofram com a síndrome. Comumente diagnosticada até os 10 anos de idade, a Síndrome de Duane, em cerca de 80% dos casos, atinge apenas um olho, mais frequentemente o esquerdo. Além disso, é mais prevalente nas mulheres que nos homens.

Mutação genética
Segundo pesquisadores da King’s College London e da Faculdade de Medicina da Universidade de Exeter, ambas na Inglaterra, a Síndrome de Duane é causada por uma mutação em uma das proteínas que colaboram para a formação de músculos e nervos do bebê durante a gravidez. Os estudos mostram que essa mutação, provavelmente, ocorre em torno da sexta semana de gravidez.

 

Segundo a oftalmopediatra, neuroftalmologista e especialista em estrabismo, Dra. Marcela Barreira, há um desenvolvimento inadequado de partes do tronco cerebral que controlam os músculos oculares, mais especificamente há uma má formação no núcleo, que dá origem ao sexto nervo craniano. Este nervo controla o músculo reto lateral (o músculo que gira o olho para fora, em direção à orelha).

 

“Existem seis músculos que controlam o movimento dos olhos. Cada músculo do olho recebe o comando para se movimentar dos nervos cranianos, que saem do cérebro. Na Síndrome de Duane, como o sexto nervo está ausente, os demais nervos podem tentar supri-lo, levando a movimentos oculares anômalos”, explica Dra. Marcela.

Tipos
Existem três tipos de Síndrome de Duane, que afetam diferentes direções ou movimentos do olho. O tipo 1 é o mais comum, atinge cerca de 78% dos pacientes com a doença e costuma afetar diretamente o músculo reto lateral, fazendo com que o olho não consiga se mover para fora. O paciente pode apresentar somente essa dificuldade no olhar, como também pode apresentar um estrabismo convergente (olho desviado para dentro) quando olhando em frente.

 

O tipo 2 é a mais rara entre os pacientes com a doença, afetando cerca de 7% das pessoas diagnosticadas. No tipo 2, o músculo mais afetado é o reto medial, que movimenta o olho para dentro, para a direção do nariz. No Duane tipo 2, essa movimentação é limitada, enquanto o movimento do olho para fora é normal. O tipo 3 atinge 15% das pessoas com Síndrome de Duane e afeta ambos os movimentos oculares, tanto para fora quanto para dentro.

Consequências
A Síndrome de Duane pode estar associada ao estrabismo. Além disso, também pode levar à ambliopia (olho preguiçoso). Para compensar o déficit na movimentação do olho, muitos pacientes tendem a girar a cabeça, o que também pode levar a problemas de postura ou a dores musculares. Para que não evolua para problemas visuais mais graves, a Síndrome de Duane pode ser tratada com cirurgia corretiva. Dependendo do grau de estrabismo da criança, a cirurgia tem um índice de sucesso de 79 a 100%.

 

“Com uma cirurgia relativamente simples conseguimos melhorar a posição da cabeça da criança, que tende a compensar o movimento irregular do olho; reduzir o estrabismo; reduzir a contração muscular do olho e melhorar o movimento do globo”, explica Marcela.

O ideal é realizar o acompanhamento com um médico especialista, como o neuroftalmologista ou o oftalmologista especializado em estrabismo.

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