Arquivos neurologia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/neurologia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:17:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos neurologia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/neurologia/ 32 32 Sintomas da neurite ótica – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-neurite-otica-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-neurite-otica-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 04 Feb 2026 19:22:00 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4346 Os sintomas da neurite ótica podem surgir repentinamente, ou seja, de uma hora para outra. Uma das manifestações mais clássicas é a perda súbita da visão em um dos olhos, que piora em questão de horas. O paciente também pode sentir dor ao movimentar os olhos, dificuldade de enxergar cores e sensação de luzes piscantes. […]

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Os sintomas da neurite ótica podem surgir repentinamente, ou seja, de uma hora para outra. Uma das manifestações mais clássicas é a perda súbita da visão em um dos olhos, que piora em questão de horas. O paciente também pode sentir dor ao movimentar os olhos, dificuldade de enxergar cores e sensação de luzes piscantes.

 

Mas, antes de falarmos mais sobre os sintomas da neurite ótica, é importante entender melhor essa doença, que acomete especialmente pessoas com esclerose múltipla. Aliás, a neurite ótica pode ser o primeiro sintoma da esclerose múltipla em cerca de 20% dos pacientes.

 

Neurite ótica – O que você precisa saber

 

Segundo Dra. Marcela Barreira, neuroftalmologista, oftalmologista infantil e especialista em estrabismo, a neurite ótica é uma inflamação que danifica o nervo ótico, responsável por transmitir as informações visuais para o cérebro. “Os principais sintomas da neurite ótica são a perda visual aguda – geralmente unilateral – e dor ao movimentar os olhos. Para além disso, a doença é uma das principais causas de perda visual súbita em adultos jovens”, comenta.

 

Qual a origem da neurite ótica?

 

Primeiramente, é importante dizer que a neurite óptica pode ter várias causas. Contudo, em todos os casos existe um único mecanismo central: inflamação e/ou desmielinização do nervo óptico.

 

“A causa mais comum é a esclerose múltipla, uma doença autoimune que ataca a bainha de mielina do nervo óptico. Essa bainha é como se fosse uma capa de proteção em torno do nervo óptico. Uma vez que ela sofre danos, compromete o funcionamento das células nervosas”, explica Dra. Marcela.

Sendo assim, a esclerose múltipla é a causa mais comum de neurite ótica em adultos jovens. A doença pode ser o primeiro sintoma da EM em 20% dos casos. Mas, estima-se de cerca de 40 a 50% dos pacientes com neurite óptica típica desenvolvem EM ao longo do tempo, especialmente quando a ressonância magnética já mostra lesões cerebrais.

 

Em outros casos, a neurite ótica pode estar ligadas a outras doenças desmielinizantes, como a neuromielite óptica e a doença associada ao anticorpo anti-MOG (MOGAD). Nesse caso, pode afetar adultos e crianças, causando um inchaço importante no nervo óptico.

 

Infecções também podem causar neurite ótica

 

Algumas infecções podem desencadear inflamação direta ou imunomediada do nervo óptico, entre elas:

 

  • Herpes simples;
  • Herpes zoster;
  • Vírus Epstein-Barr;
  • HIV;
  • Influenza (inclusive pós-infecção);
  • Dengue.

 

Por fim, a neurite ótica também pode ter como causa outras doenças autoimunes e inflamatórias sistêmicas; uso de certos medicamentos ou substâncias; após vacinas ou ainda pode ser idiopática, ou seja, quando não é possível identificar a origem.

 

Sintomas da neurite ótica – O que você deve fazer

 

Acima de tudo, os sintomas da neurite ótica exigem avaliação de um oftalmologista. Atualmente, existe uma subespecialidade – neuroftalmologia – que é dedicada aos cuidados com as doenças que afetam o nervo óptico.

 

“O paciente deve procurar o médico assim que perceber alterações na visão e dor no olho. Além do exame clínico, podemos solicitar exames laboratoriais e de imagem para confirmar a suspeita. O tratamento pode variar de paciente para paciente, mas em geral é feito com medicamentos que ajudam a controlar a inflamação e a dor”, explica Dra. Marcela.

 

Prognóstico

 

Embora a maior parte dos pacientes recupere a visão depois de um episódio de neurite ótica, alguns podem apresentar diminuição da acuidade visual, assim como dificuldades para enxergar cores, brilho e nitidez.

 

“Outra consequência da neurite ótica em alguns pacientes é o embaçamento da visão quando há aumento da temperatura corporal, seja em um quadro febril ou em situações como atividade física e locais quentes, por exemplo. Por fim, estima-se que cerca de 3 em cada 10 pacientes que já tiveram um episódio de neurite ótica podem apresentar outro, no mesmo olho, ao longo da vida. Mas, no geral, o prognóstico é favorável”, encerra Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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O que é papiledema? Quais as causas? Como é o tratamento? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-papiledema/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-papiledema/#respond Fri, 11 Aug 2023 12:51:49 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2509 O papiledema é uma doença caracterizada pelo inchaço (edema) do nervo óptico, que conecta o olho ao cérebro. O edema é uma reação a um acúmulo de pressão dentro ou ao redor do cérebro que pode ter várias causas. A causa mais comum de papiledema, especialmente em pacientes com menos de 50 anos, é a […]

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O papiledema é uma doença caracterizada pelo inchaço (edema) do nervo óptico, que conecta o olho ao cérebro. O edema é uma reação a um acúmulo de pressão dentro ou ao redor do cérebro que pode ter várias causas. A causa mais comum de papiledema, especialmente em pacientes com menos de 50 anos, é a hipertensão intracraniana idiopática (HII).

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e neuroftalmologista, o papiledema é um sinal de alerta de alguma outra condição médica que precisa de atenção, como um tumor ou uma hemorragia cerebral. “Por outro lado, nem sempre o papiledema pode ser atribuído a um problema específico. Independente da causa, o importante é entender que o tratamento é fundamental para prevenir a perda da visão”.

Papiledema é consequência do aumento da pressão dentro do crânio

O cérebro fica comprimido dentro do crânio, com um espaço bastante limitado. Algumas condições como inchaço de tecidos, crescimento de tumores ou acúmulo de líquido no cérebro podem causar o aumento da pressão intracraniana que, por sua vez, pode levar ao papiledema.

Embora cerca de metade dos casos de papiledema não tenham uma causa definida, ou seja, são idiopáticos, algumas condições podem aumentar a pressão intracraniana levando ao inchaço do nervo óptico como:

  • Traumatismos cranianos
  • Tumores no cérebro ou na medula espinhal
  • Inflamação do cérebro ou qualquer uma de suas membranas, como a meningite
  • Pressão arterial extremamente alta
  • Hemorragia no cérebro
  • Coágulo de sangue
  • Problemas com o fluxo ou quantidade de fluido que corre pelo cérebro e medula espinhal

Mulheres em risco

Quando não há razão aparente para a pressão alta dentro do crânio, a condição é chamada de hipertensão intracraniana idiopática (HII). As mulheres obesas em idade fértil tem um risco 20 vezes maior de desenvolver esta condição.

Sinais e sintomas do papiledema

Nos estágios iniciais, o papiledema pode não causar sintomas. Mas, na medida em que a doença avança, os problemas na visão surgem. Em geral, as manifestações ocorrem nos dois olhos. “A pessoa pode sentir um embaçamento visual ou até mesmo a perda total da visão por alguns segundos. Também pode ocorrer visão dupla (diplopia), dor de cabeça, mal-estar e vômitos”, aponta a especialista.

Outro sintoma que pode surgir nas fases iniciais do papiledema é a sensibilidade ao contraste. O escurecimento transitório da visão pode ocorrer com mais frequência durante a prática de exercícios físicos. Quanto à cefaleia, é importante perceber se a dor piora ao deitar.

“Na presença destes sintomas a pessoa deve procurar um médico, preferencialmente um neuroftalmologista, que é o oftalmologista especialista nas doenças que afetam o nervo óptico e tem relação com o sistema nervoso”, reforça Dra. Marcela.

Diagnóstico e tratamento: o que você precisa saber

O papiledema não tratado pode levar a sérios problemas oculares, começando com a perda da visão periférica (lateral). Em estágios posteriores, a visão pode ficar completamente turva. A perda visual é definitiva e pode afetar os dois olhos.

O oftalmologista consegue avaliar o nervo óptico na consulta por meio do exame de fundo de olho. Porém, serão necessários outros exames de imagem para analisar o edema no nervo óptico em detalhes. A ressonância magnética do crânio é essencial para detectar a causa do aumento da pressão intracraniana. A tomografia de coerência óptica também pode contribuir para o diagnóstico.

Uma vez que o papiledema é consequência do aumento da pressão intracraniana, sua melhora está associada ao tratamento da causa primária. O acompanhamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar que pode envolver o neuroftalmologista, um neurologista e médicos de outras especialidades.

O tratamento pode envolver o uso de medicamentos, elevação da cabeceira da cama, exames para avaliar a função visual ou ainda cirurgias para reduzir a pressão intracraniana de forma mais rápida. Por fim, em alguns casos pode haver a necessidade de realizar uma cirurgia para aliviar a pressão no nervo óptico.

Prevenção

“Não existe algo específico que possa prevenir o papiledema, já que na forma idiopática não é possível identificar a causa. Por outro lado, como a obesidade parece estar relacionada à hipertensão craniana, é importante manter hábitos saudáveis de vida para controlar o peso. Por fim, a consulta de rotina com um oftalmologista também é importante, já que é possível avaliar a saúde do nervo óptico e possíveis alterações que podem ocorrer no início do papiledema”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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