Arquivos obstrução canal lacrimal - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/obstrucao-canal-lacrimal/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:26:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos obstrução canal lacrimal - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/obstrucao-canal-lacrimal/ 32 32 Lacrimejamento constante em recém-nascidos: O que pode ser? https://homolog.marcelabarreira.com.br/lacrimejamento-recem-nascidos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lacrimejamento-recem-nascidos/#comments Thu, 03 Aug 2023 14:44:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2505 O lacrimejamento em recém-nascidos é um sintoma muito comum de uma condição chamada obstrução do canal lacrimal. A estimativa é que o entupimento das vias lacrimais afeta até 6% dos bebês nos primeiros meses de vida. Além disto, um em cada 25 bebês pode apresentar a forma congênita da obstrução do canal lacrimal. Segundo Dra. […]

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O lacrimejamento em recém-nascidos é um sintoma muito comum de uma condição chamada obstrução do canal lacrimal. A estimativa é que o entupimento das vias lacrimais afeta até 6% dos bebês nos primeiros meses de vida. Além disto, um em cada 25 bebês pode apresentar a forma congênita da obstrução do canal lacrimal.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o principal sintoma é o lacrimejamento constante nos dois olhinhos.

“Também observamos que estes bebês ficam com secreção amarelada e acumulada nos olhos. As pálpebras podem, literalmente, ficar coladas quando a secreção seca. Outra manifestação é a irritação na pele das pálpebras que ficam vermelhinhas”.

Lacrimejamento em recém-nascidos pode ser causado por má formação 

O lacrimejamento constante é resultado da obstrução de uma membrana na válvula de Hasner. “Trata-se de uma estrutura que conecta o ducto lacrimal à cavidade nasal. A partir do entupimento, as lágrimas ficam represadas nos olhos em vez de fluírem para a cavidade nasal. Com isto, as lágrimas extravasam causando o lacrimejamento”, explica Dra. Marcela.

Mas, há outras doenças oftalmológicas que podem causar o lacrimejamento em excesso como conjuntivites, glaucoma congênito e fechamento incompleto das pálpebras.

Lágrimas são essenciais para proteger os olhos

A lágrima, ou filme lacrimal, é essencial para lubrificar e proteger a superfície ocular contra micro-organismos (bactérias e vírus), poeira, ciscos e demais partículas.

“Depois da produção, a lágrima é drenada pelas vias lacrimais e conduzida para a parte interna do nariz. Com isso, há lubrificação e limpeza contínuas do globo ocular. Em bebês com obstrução do canal lacrimal, esta proteção e a lubrificação dos olhos podem ser prejudicadas. Por isso, é preciso é importante tratar”, comenta Dra. Marcela.

Maioria dos casos de resolve de forma espontânea

O prognóstico da obstrução do canal lacrimal é bom. A maioria dos bebês melhoram até completar um ano de vida, sem procedimentos invasivos. “A drenagem manual das lágrimas é suficiente para melhorara os sintomas. A limpeza dos olhinhos do bebê ao longo do dia também é importante até que a condição se resolva”, reforça Dra. Marcela.

Por outro lado, é importante que os pais procurem um oftalmopediatra na presença dos sinais e sintomas da obstrução. A avaliação médica é crucial para descartar outros diagnósticos, bem para orientar os pais sobre as condutas a serem tomadas.

Embora raro, alguns bebês podem necessitar de procedimentos cirúrgicos. Entre estas abordagens podemos citar a sondagem e irrigação do canal lacrimal ou ainda uma cirurgia chamada dacriocistorrinostomia.

“A dacriocistorrinostomia é uma cirurgia em que criamos uma via de comunicação entre o canal lacrimal e o nariz, por meio de uma abertura óssea na fossa lacrimal. Mas só usamos este procedimento quando não há melhora da obstrução com outros tratamentos, como a sondagem e desobstrução manual”, comenta a especialista.

O importante é diagnosticar e tratar precocemente, tanto para evitar procedimentos mais invasivos, como para aliviar os sintomas. “Outra recomendação é levar o bebê sem seus primeiros meses de vida para uma avaliação oftalmológica completa”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Obstrução do canal lacrimal em bebês https://homolog.marcelabarreira.com.br/obstrucao-do-canal-lacrimal/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/obstrucao-do-canal-lacrimal/#respond Mon, 26 Apr 2021 13:31:49 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=1996 Hoje vamos falar sobre uma condição muito comum nos recém-nascidos: a obstrução do canal lacrimal, que afeta cerca de 6% dos bebês. Estima-se que 1 em cada 25 bebês irá apresentar a forma congênita da condição, ou seja, o problema está presente desde o nascimento. Entre os sintomas mais comuns estão o lacrimejamento constante, bem […]

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Hoje vamos falar sobre uma condição muito comum nos recém-nascidos: a obstrução do canal lacrimal, que afeta cerca de 6% dos bebês. Estima-se que 1 em cada 25 bebês irá apresentar a forma congênita da condição, ou seja, o problema está presente desde o nascimento.

Entre os sintomas mais comuns estão o lacrimejamento constante, bem como o acúmulo de secreção amarelada nos olhos. Os bebês acometidos dessa obstrução podem ficar com as pálpebras coladas quando a secreção seca, além de apresentar irritação na pele da região palpebral, chamada de dermatite da pálpebra.

Lágrimas represadas

A maioria dos casos de obstrução do canal lacrimal em bebês ocorre devido ao não rompimento de uma membrana, localizada na região da válvula de Hasner, estrutura que liga o ducto lacrimal à cavidade nasal.

Com essa obstrução, em vez das lágrimas percorrerem o caminho esperado, elas ficam represadas nos olhos, causando os sintomas.

Vale lembrar que outras condições oculares podem se manifestar com sintomas parecidos. Entre elas podemos citar a conjuntivite, glaucoma congênito, triquíase (quando os cílios nascem para dentro) ou ainda o fechamento incompleto das pálpebras. Portanto, o correto é procurar um oftalmopediatra para o devido diagnóstico.

Tratamento pode ser cirúrgico

 O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos por um oftalmopediatra. Quase sempre, o problema tende a se resolver até o bebê completar um ano. Isso porque com o tempo a espessura das vias lacrimais aumenta, ajudando a desobstruir.

Alguns procedimentos podem ser feitos para melhorar a drenagem das lágrimas, como a massagem das vias lacrimais. Até o quinto mês de vida, a condição é tratada com medidas menos invasivas, como massagem e limpeza dos olhos.

Entretanto, alguns bebês podem precisar de tratamentos cirúrgicos, como a sondagem e irrigação do canal lacrimal e, em outros casos, uma cirurgia chamada dacriocistorrinostomia.

Esse procedimento cirúrgico é realizado para criar uma comunicação do canal lacrimal com o nariz, através de uma abertura óssea na fossa lacrimal. A indicação é feita quando a sondagem não resolveu a obstrução, ou ainda quando a criança passa do momento de fazer a sondagem.

Melhora do quadro

O prognóstico da obstrução do canal lacrimal é bom na maioria dos casos, cerca de 90 a 95% dos bebês tendem a apresentar melhora do quadro ao completar um ano de vida.

O importante é diagnosticar e tratar precocemente, tanto para evitar procedimentos mais invasivos, como para aliviar os sintomas.

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Leve seu bebê ao oftalmologista infantil https://homolog.marcelabarreira.com.br/oftalmologista-infantil/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/oftalmologista-infantil/#respond Thu, 06 Dec 2018 18:25:21 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2018/12/06/quando-preciso-levar-meu-bebe-a-um-oftalmopediatra/ Leve seu bebê a um oftalmologista infantil, se possível, nos primeiros meses de vida.  Atualmente, as maternidades brasileiras realizam o chamado “Teste do Olhinho”, útil para detectar doenças oculares congênitas. Porém, apesar de ser muito importante, este exame não identifica outros problemas na visão que podem surgir depois do nascimento. Por isso, o ideal é […]

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Leve seu bebê a um oftalmologista infantil, se possível, nos primeiros meses de vida.  Atualmente, as maternidades brasileiras realizam o chamado “Teste do Olhinho”, útil para detectar doenças oculares congênitas.

Porém, apesar de ser muito importante, este exame não identifica outros problemas na visão que podem surgir depois do nascimento. Por isso, o ideal é levar o bebê a um oftalmologista infantil em seu primeiro ano de vida.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, o olhar de um médico especialista é fundamental. “As doenças oftalmológicas mais graves, como a catarata congênita e a retinopatia da prematuridade, por exemplo, podem ser detectadas na maternidade. Entretanto, o bebê pode apresentar outras condições ao longo do primeiro ano de vida, que precisam ser diagnosticadas e tratadas por um oftalmologista infantil”.

Desenvolvimento da visão acontece até os 7 anos
“A primeira consulta com um oftalmopediatra também é importante para bebês sem nenhuma condição ou doença visual. Precisamos pensar no conceito de promoção da saúde. Iremos avaliar o bebê e orientar os pais sobre a higiene dos olhos, além de explicarmos como ocorre o desenvolvimento da visão”, cita Dra. Marcela.

A visão só estará totalmente desenvolvida por volta dos 7 anos de idade. Com isso, há vários cuidados que os pais precisam adotar para que este desenvolvimento ocorra de forma saudável. “Um ótimo exemplo é estimular a visão de longe para prevenir a miopia. Os casos deste erro refrativo vêm aumentando muito nos últimos anos, graças ao uso precoce e excessivo de tablets e celulares”, reforça a oftalmopediatra.

Com a ajuda da especialista, fizemos uma lista dos principais problemas da visão que podem afetar os bebês no primeiro ano de vida. Confira:

  • Obstrução do canal lacrimal: É um dos problemas mais comuns nos bebês, principalmente nos primeiros meses de vida. Cerca de 6% dos pequenos apresentam esta condição. Ela acontece quando há obstrução de uma membrana que liga o ducto lacrimal à cavidade nasal. Ou seja, as lágrimas permanecem nos olhos, levando a sintomas como lacrimejamento constante, acúmulo de secreção nos olhos, pálpebras coladas e irritação da pele.
  • Conjuntivite: As conjuntivites são muito prevalentes na infância, especialmente em bebês que vão para berçários ou escolas, precocemente. Podem ser virais ou bacterianas. Os sintomas são bem parecidos. Olhos vermelhos, secreção, dor, inchaço e coceira. Normalmente a conjuntivite afeta os dois olhos.
  • Alergia ocular: Alguns bebês podem apresentar, desde muito cedo, quadros alérgicos, como rinite e dermatite de contato. Isso significa que esses bebês são atópicos (alérgicos). Por isso, há um risco aumentado de desenvolver alergias oculares também. Os principais sintomas são coceira e vermelhidão nos olhos.
  • Estrabismo: O estrabismo atinge de 2 a 5% das crianças. O sinal mais evidente é o desvio dos olhos para dentro, em direção ao nariz, ou para fora, em direção às orelhas. O estrabismo pode surgir precocemente, nos primeiros meses de vida ou se desenvolver um pouco mais tarde.
  • Erros refrativos: Muitas pessoas desconhecem que bebês já podem nascer com altos graus de miopia, astigmatismo ou de hipermetropia, os chamados erros refrativos. Na primeira consulta com o oftalmopediatra é possível descobrir se algum deles está presente e prescrever óculos. Filhos de pais míopes, por exemplo, têm 50% de chance de ter miopia. Um dos sinais da presença de erros refrativos nos bebês é a sensibilidade à luz (fotofobia).
  • Retinoblastoma: É o tumor intraocular mais prevalente na infância. Segundo dados o Instituto Nacional do Câncer (INCA), corresponde de 2,5 a 4% de todos os tipos de câncer que atingem as crianças. Dois terços dos casos são diagnosticados antes dos dois anos de idade e 95% até os 5 anos. O principal sinal é o reflexo amarelo ou esbranquiçado que aparece em fotos, por exemplo.

“Como vimos, a promoção da saúde passa por consultas de rotina, como a primeira consulta do bebê com um oftalmopediatra. Quando há histórico familiar de estrabismo, alergia e erros refrativos, torna-se ainda mais importante consultar um especialista”, encerra Dra. Marcela.

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