Arquivos óculos - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oculos/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:24:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos óculos - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oculos/ 32 32 Alta miopia e descolamento de retina – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/alta-miopia-e-descolamento-de-retina-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alta-miopia-e-descolamento-de-retina-sinais-e-sintomas/#respond Wed, 27 May 2026 18:19:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4760 A alta miopia pode causar o descolamento de retina. Mas, você sabe por que essas duas condições estão associadas? Nesse artigo, você vai entender tudo sobre a alta miopia e o descolamento de retina. Além disso, vamos esclarecer os sinais e sintomas do descolamento de retina e o que fazer na presença dessas manifestações. O […]

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A alta miopia pode causar o descolamento de retina. Mas, você sabe por que essas duas condições estão associadas?

Nesse artigo, você vai entender tudo sobre a alta miopia e o descolamento de retina. Além disso, vamos esclarecer os sinais e sintomas do descolamento de retina e o que fazer na presença dessas manifestações.

O que é alta miopia?

A miopia é um erro refrativo que tem aumentado de forma exponencial em todo o mundo. Normalmente, surge na infância. Apesar da genética ser um importante fator de risco, hoje o excesso de telas e de atividades de perto são condições bem estabelecidas que levam ao desenvolvimento e ao aumento de grau da miopia.

E qual o problema do aumento do grau da miopia?

O problema da progressão da miopia vai muito além da necessidade de trocar os óculos. Isso porque o aumento do grau está diretamente ligado a doenças graves, como o descolamento de retina, glaucoma, catarata precoce, entre outras condições.

Quando a miopia é considerada alta?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a miopia é classificada da seguinte forma:

  • Miopia baixa: até –3,00 dioptrias (D)
  • Miopia moderada: entre –3,00 D e –6,00 D
  • Miopia alta ou patológica: acima de –6,00 D (ou comprimento axial do olho > 26 mm)

Por que a retina é crucial para a visão?

Primeiramente, vamos conhecer melhor a retina, popularmente chamada de fundo de olho. Trata-se de um tecido finíssimo, repleto de células que captam a luz. Depois de captado pela retina, o feixe luminoso é enviado para o nervo óptico que ao chegar no cérebro se transforma na imagem que enxergamos. Portanto, a retina é essencial para a visão.

O globo ocular tem um formato arredondado e é dividido em duas partes: câmara anterior (parte da frente do olho) e câmara posterior (parte de trás). A retina se encontra na parte de trás do olho, ao fundo quando se olha de frente. Daí o nome popular “fundo de olho”.

Bem, agora que você já entendeu que a retina é crucial para a visão, vamos falar sobre a alta miopia e descolamento da retina.

Alta miopia e descolamento de retina – O que você precisa saber

A alta miopia aumenta o risco de descolamento de retina porque o olho míope costuma ser mais “comprido” do que o normal. Esse alongamento faz com que a retina — a camada fina e delicada responsável pela visão — fique mais esticada, fina e frágil ao longo do tempo.

Imagine a retina como um papel de parede revestindo a parte interna do olho. Quando o globo ocular cresce demais, esse “papel” sofre tensão constante. Isso favorece o surgimento de áreas frágeis, buracos e rasgos na retina.

Quando ocorre uma ruptura, o líquido dentro do olho (humor vítreo) pode passar por trás da retina e descolá-la da parede ocular, causando o descolamento de retina.

A relação é especialmente importante em pessoas com miopia alta, geralmente acima de 6 graus, porque elas apresentam:

  • Retina mais fina e vulnerável;
  • Maior chance de degenerações periféricas;
  • Alterações no vítreo (gel que preenche o olho);
  • Maior tração sobre a retina.

Além disso, conforme envelhecemos, o vítreo naturalmente vai se desprendendo da retina. Em pessoas com alta miopia, esse processo tende a acontecer mais cedo e com maior força de tração, aumentando o risco de rasgos.

Sinais e sintomas do descolamento de retina

Se você ou alguém que você conhece possui alta miopia, preste atenção no surgimento desses sinais e sintomas:

  • Flashes de luz;
  • Aumento repentino de moscas volantes;
  • Sensação de “cortina” escura na visão;
  • Perda de parte do campo visual.
  • Aumento repentino de moscas volantes (sensação de pontos ou linhas pretas ao movimentar os olhos).

Nos casos mais graves, a pessoa pode perder totalmente a visão durante o episódio de descolamento da retina.

Busque ajuda imediatamente

O descolamento da retina é uma emergência médica. Portanto, ao perceber problemas repentinos na visão, procure um oftalmologista o mais rápido possível. O tratamento precoce é essencial para prevenir danos permanentes na visão.

Infelizmente, quando a retina se descola perde o fornecimento de sangue e nutrientes e tem aos poucos sua função afetada. Quanto maior o tempo que a retina fica descolada, menor será a chance de recuperar a visão de forma mais satisfatória.

Atualmente há diversos tipos de tratamentos cirúrgicos e medicamentosos que podem ajudar no tratamento do descolamento da retina.

 Prevenção é possível?

Depende. Na alta miopia nem sempre é possível prevenir o descolamento da retina. Contudo, hoje já existem tratamentos para impedir a progressão do grau em crianças e adolescentes.

O ideal é acompanhar de forma regular com um oftalmologista que pode sugerir tratamentos específicos para prevenir o aumento do grau.  Entre os tratamentos estão colírios e lentes especiais.

 

Descolamento de retina é emergência médica! Busque ajuda assim que perceber o surgimento de algum dos sintomas.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

 

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

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O aumento do grau da miopia é perigoso? Leia e descubra https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/#respond Thu, 07 May 2026 12:14:26 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4636 O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%. Diante […]

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O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%.

Diante desse cenário, surge uma dúvida importante: o aumento do grau da miopia e suas consequências para a saúde ocular. E mais do que isso: é possível controlar essa progressão?

O que é aumento do grau da miopia?

A progressão é o aumento do grau da miopia ao longo do tempo. Isso ocorre, principalmente, devido ao crescimento do globo ocular, fazendo com que a imagem se forme antes da retina.

O aumento do grau da miopia é mais comum na infância e adolescência, especialmente entre os 6 e 10 anos, fase em que o avanço costuma ser mais rápido.

A progressão da miopia é perigosa?

Nem sempre. Em muitos casos, o aumento do grau é esperado e pode acontecer sem representar risco imediato para a visão.

No entanto, a progressão da miopia se torna preocupante quando é rápida ou atinge graus moderados e altos, especialmente acima de -6 graus (miopia alta).

Isso porque o alongamento do olho pode causar alterações importantes em estruturas como a retina e o nervo óptico, aumentando o risco de doenças oculares ao longo da vida.

Quais são os riscos do aumento do grau da miopia?

A miopia, principalmente em graus mais elevados, está associada a um maior risco de desenvolver:

  • Descolamento de retina;
  • Degeneração macular associada à miopia;
  • Glaucoma;
  • Catarata;
  • Ambliopia (olho preguiçoso), especialmente em crianças;
  • Estrabismo.

Essas condições podem levar a perdas visuais importantes, reforçando a necessidade de acompanhamento e controle.

Miopia não é só sobre usar óculos

Com o aumento expressivo dos casos, a miopia passou a ser considerada um problema de saúde pública global. Mais preocupante ainda é o crescimento dos casos de miopia alta, que aumentam significativamente o risco de complicações.

Como destaca a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, “a miopia não é apenas sobre usar óculos, mas sim sobre evitar a progressão e proteger a visão ao longo da vida.”

O que causa o aumento do grau da miopia?

A miopia tem forte componente genético, mas fatores ambientais têm papel decisivo no seu avanço.

Os principais fatores de risco incluem:

  • Uso excessivo de telas (celulares, tablets e computadores);
  • Pouco tempo ao ar livre;
  • Alta demanda visual para perto (leitura, estudos prolongados).

Esses hábitos ajudam a explicar o aumento acelerado da miopia entre crianças e adolescentes.

Como saber se o grau da miopia aumentou?

Alguns sinais podem indicar progressão:

  • Visão embaçada para longe;
  • Necessidade frequente de trocar óculos;
  • Aproximação excessiva de telas ou livros;
  • Dores de cabeça;
  • Dificuldade escolar (em crianças).

A confirmação só pode ser feita com avaliação oftalmológica.

Controle da miopia: o que é e como funciona?

O controle da miopia consiste em um conjunto de estratégias para desacelerar o aumento do grau — especialmente durante a infância e adolescência. Esse controle envolve tanto tratamentos clínicos quanto mudanças de hábitos.

Tratamentos disponíveis

Entre os principais recursos utilizados estão:

  • Colírios de atropina em baixa dose;
  • Lentes de contato especiais para controle da miopia;
  • Óculos com lentes especiais, produzidas com tecnologias específicas.

Essas abordagens não “curam” a miopia, mas ajudam a reduzir sua progressão.

Mudança de hábitos: parte essencial do tratamento

Além dos recursos clínicos, mudanças no estilo de vida são fundamentais:

  1. Mais tempo ao ar livre
    A exposição à luz natural estimula a liberação de dopamina na retina, ajudando a retardar o crescimento do olho.
  2. Redução do tempo de telas
    O uso excessivo de dispositivos eletrônicos está diretamente ligado ao aumento da miopia.
  • Até 2 anos: não é recomendado uso de telas;
  • Acima disso: uso limitado e supervisionado.

Quando começar o controle da miopia?

O ideal é iniciar o mais cedo possível, especialmente entre os 6 e 10 anos, quando a progressão costuma ser mais rápida.

Mesmo graus leves devem ser acompanhados, pois já estão associados a maior risco de problemas oculares no futuro.

Além disso, embora muitos adolescentes estabilizem o grau por volta dos 16 anos, uma parcela ainda pode apresentar progressão — o que exige acompanhamento até o início da vida adulta.

A importância do acompanhamento oftalmológico

O controle da miopia exige acompanhamento regular com oftalmologista, preferencialmente um oftalmopediatra.

A frequência das consultas pode variar:

  • A cada 3 meses (casos mais avançados);
  • A cada 6 meses (casos moderados);
  • Anualmente (casos estáveis).

Mesmo graus leves podem evoluir — por isso, o seguimento é essencial.

Conclusão

O aumento do grau da miopia nem sempre é perigoso, mas não deve ser negligenciado. Quando a progressão é rápida ou atinge graus elevados, os riscos para a saúde ocular aumentam significativamente.

Por isso, o diagnóstico precoce, o acompanhamento regular e o controle da miopia são fundamentais para preservar a visão ao longo da vida.

Mais do que corrigir a visão com óculos, o foco atual da oftalmologia é evitar que a miopia avance e cause complicações futuras.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

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Estrabismo causado pela hipermetropia: entenda o que é, por que acontece e como tratar https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/#respond Wed, 22 Apr 2026 17:51:40 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4587 O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças. Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos […]

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O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças.

Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos principais exemplos é o estrabismo causado pela hipermetropia, também conhecido como estrabismo acomodativo.

Neste artigo, você vai entender de forma clara e completa como isso acontece, quais são os sinais de alerta e qual é o tratamento mais indicado.

O que é estrabismo causado pela hipermetropia?

O estrabismo acomodativo é um tipo de desvio ocular em que o olho se desvia para dentro (em direção ao nariz), principalmente ao tentar focar objetos próximos. Portanto, é um estrabismo classificado como convergente.

Esse tipo de estrabismo está diretamente relacionado à hipermetropia, um erro refrativo que dificulta a visão de perto.

Ou seja: não é um problema nos músculos oculomotores, mas sim uma consequência do esforço visual para enxergar de perto.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um grau em que o olho precisa fazer mais esforço para enxergar de perto. Isso acontece porque a imagem não é focalizada corretamente na retina.

Na infância, é comum existir um certo grau de hipermetropia — chamado de fisiológico — que tende a diminuir com o crescimento.

No entanto, quando o grau é mais elevado, esse esforço constante pode desencadear problemas, como o estrabismo.

Por que a hipermetropia pode causar estrabismo?

Para entender isso, é importante conhecer um mecanismo natural do olho chamado acomodação.

Quando tentamos enxergar algo de perto:

  • o olho precisa “focar” (acomodar)
  • ao mesmo tempo, os olhos convergem (viram levemente para dentro)

Em crianças com hipermetropia alta, esse esforço é muito maior. Como consequência:

  • a acomodação excessiva estimula também a convergência
  • o olho acaba desviando para dentro

Esse é o mecanismo que leva ao estrabismo acomodativo.

Em que idade o problema costuma aparecer?

O estrabismo causado pela hipermetropia geralmente surge na infância, principalmente entre 1 e 3 anos de idade.

Isso acontece porque é justamente nessa fase que a visão está em desenvolvimento e mais sensível a alterações.

Quais são os sinais de alerta?

Os pais devem ficar atentos a alguns sinais importantes:

  • Olho que desvia para dentro (principalmente ao olhar de perto)
  • Desvio que aparece e desaparece (intermitente)
  • Criança que aproxima muito os objetos do rosto
  • Dores de cabeça ou cansaço visual
  • Fechar um dos olhos para focar

Mesmo que o desvio seja discreto, é fundamental investigar.

Todo grau de hipermetropia causa estrabismo?

Não. A maioria das crianças com hipermetropia não desenvolve estrabismo. O risco é maior quando:

  • o grau é alto
  • não há correção adequada
  • a criança está na fase de desenvolvimento visual

Graus mais elevados aumentam também o risco de ambliopia (olho preguiçoso).

Como é feito o tratamento?

A boa notícia é que o estrabismo acomodativo tem um tratamento bastante eficaz: a correção da hipermetropia com óculos.

Ao corrigir o grau:

  • o esforço para focar diminui
  • a convergência excessiva desaparece
  • os olhos voltam a se alinhar

Na maioria dos casos, isso é suficiente para corrigir o desvio.

Tratamento da ambliopia (quando necessário)

Caso a criança tenha desenvolvido a ambliopia, além dos óculos para corrigir a hipermetropia, será necessário usar o tampão.

Cirurgia (em casos específicos)

Diferente de outros tipos de estrabismo, a cirurgia geralmente não é o primeiro tratamento, sendo indicada apenas quando:

  • existe um componente não acomodativo associado
  • o desvio persiste mesmo com o uso correto dos óculos

O estrabismo causado pela hipermetropia tem cura?

Na maioria dos casos, sim — especialmente quando diagnosticado precocemente. Com o uso adequado dos óculos e acompanhamento oftalmológico, os olhos podem se manter alinhados e a visão se desenvolve normalmente.

Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Quando procurar um oftalmologista?

Procure avaliação se você notar:

  • qualquer desvio ocular após os 3 meses de idade
  • desvio do olho para dentro com frequência
  • dificuldade visual para enxergar de perto

Quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são os resultados.

Conclusão

O estrabismo causado pela hipermetropia é uma condição comum na infância, mas que tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, não exige cirurgia.

Entender a relação entre o grau e o desvio ocular é fundamental para um diagnóstico precoce e para evitar complicações como a ambliopia.

Se houver qualquer suspeita, a avaliação com um oftalmologista é essencial.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Uso de tampão para ambliopia é um desafio para pais e oftalmopediatras https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/#respond Wed, 25 Feb 2026 11:25:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4396 O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo. Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem […]

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O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo.

Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem essencial para garantir o desenvolvimento da visão binocular.

Uso de tampão para ambliopia é uma missão (quase impossível)

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, na maioria dos casos é difícil para os pais fazer com que as crianças usem o tampão. “É uma queixa constante no consultório e isso também nos preocupa. Em contrapartida, é crucial entender que o tampão é um tratamento médico, como outro qualquer. Diante disso, há estratégias que podemos oferecer aos pais para ajudar nessa missão, quase impossível”, comenta a especialista.

Afinal, o que é ambliopia?

A ambliopia pode afetar até 4% das crianças e se desenvolve, exclusivamente, na infância. “O fator determinante para o diagnóstico é a redução da melhor acuidade visual corrigida em um ou em ambos os olhos. Ou seja, a ambliopia acontece quando a visão de um olho é melhor do que a do outro, mesmo corrigindo o estrabismo ou um erro refrativo, por exemplo”, explica Dra. Marcela.

Em relação às causas, temos 3: estrabismo, erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia) e doenças que causam privação do estímulo visual. Entre essas doenças estão o glaucoma e a catarata congênitos, ptose palpebral, entre outros. Todos esses fatores afetam o desenvolvimento da visão, especificamente do olho afetado por uma dessas condições.

Por que é importante usar o tampão para ambliopia

Primeiramente é importante destacar que o desenvolvimento visual acontece durante a infância. Sendo assim, doenças e condições que afetam a visão em crianças podem resultar em problemas imediatos ou em longo prazo.

“No caso da ambliopia, o prejuízo é na visão binocular (a que nos permite enxergar em profundidade). Essa capacidade é crucial, especialmente para exercer certas profissões na vida adulta. Entretanto, na infância também é importante. Em crianças com ambliopia não tratada, por exemplo, podem ocorrer problemas na aprendizagem, coordenação motora, entre outros”, aponta Dra. Marcela.

“A visão binocular se forma quando os olhos captam as imagens, as mandam para o cérebro e o órgão as funde em uma única imagem. Contudo, em crianças com ambliopia, o cérebro ignora a imagem do olho afetado. Essa supressão por tempo prolongado, principalmente durante o período considerado essencial para o desenvolvimento da visão, por volta dos 2 aos 7 anos de idade, pode causar prejuízos irreparáveis ou ainda levar à perda da visão binocular”, alerta Dra. Marcela.

Uso do tampão para ambliopia – O que você precisa saber

“Acima de tudo, o diagnóstico e o tratamento do olho preguiçoso antes dos 7 anos são essenciais para garantir uma visão saudável. Para além disto, vale reforçar que a visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil.  Dessa maneira, mesmo sendo um desafio para os pais, é preciso no uso do tampão para ambliopia”, reforça a oftalmologista infantil.

Quanto tempo dura o uso do tampão para ambliopia

 Bem, o tratamento com o tampão é sempre individualizado e depende de vários fatores. De qualquer maneira, essa definição é do oftalmologista. Durante o tratamento, a criança vai usar o tampão durante algumas horas do dia e este tempo é determinado pelo médico.

Dicas para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

Promova atividades estimulantes durante o uso do tampão

 Enquanto a criança estiver usando o tampão, os pais devem estimular o olho a trabalhar. Ou seja, promover atividades como pintar, montar quebra-cabeças, brincar com peças de montar, brincar ao ar livre. Além de ajudar o olho “preguiçoso” a funcionar, as brincadeiras tirar o foco da criança no tampão.

Aposte no lúdico

Escolha modelos de tampão com os personagens preferidos da criança. Hoje já é possível encontrar empresas que vendem tampões personalizados. Do mesmo modo, os pais podem aproveitar para contar histórias de piratas e até mesmo usar o tampão junto com a criança por alguns momentos.

Escolha o melhor momento

Para bebês e crianças menores, a dica é colocar o tampão antes de acordá-las. Ainda nesta fase, o uso na escola também costuma ser mais aceitável.

Por outro lado, os maiores têm mais resistência em usar o tampão fora de casa, por vergonha ou medo de que os amigos os julguem. Desta forma, o ideal é estipular o uso durante o período em casa.

Para além do momento certo para colocar o tampão, também é importante mostrar para a criança o tempo de uso. Como em geral os pequenos não têm noção do tempo, os pais podem usar recursos como alarmes no celular, despertadores etc.

Alta do tratamento

O término, ou seja, a alta do uso do tampão para tratar o olho preguiçoso é dada quando a visão do olho afetado melhorou e permaneceu estável durante os meses seguintes ao tratamento. “A criança é acompanhada e passa por consultas regulares ao longo do uso do tampão. Há também uma outra situação em que interrompemos a terapia ao perceber que não houve melhora significativa que justifique a continuidade do tratamento”, aponta a oftalmopediatra.

“Em conclusão, o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso pode ser difícil e angustiantes para as famílias. Porém, a terapia garante uma boa visão e o desenvolvimento saudável das crianças. Assim, os pais devem ser aconselhados, orientados e encorajados a perseverar no tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Meu filho não quer usar os óculos? O que eu faço? https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:33:10 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4365 Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente. Segundo a oftalmologista […]

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Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, a verdade é que realmente essas situações são bastante comuns. “De modo geral, as crianças costumam ser boas usuárias de óculos e, na maioria das vezes, aceitam bem a correção visual. No entanto, dependendo da idade da criança e principalmente do tipo de grau, podem existir fases de maior aceitação e fases de rejeição ao uso dos óculos”.

Quando a rejeição é mais comum?

Essa dificuldade acontece com muito mais frequência em crianças com hipermetropia e/ou astigmatismo do que em crianças míopes. “A miopia reduz bastante a visão, principalmente para longe. A criança enxerga tudo muito embaçado sem os óculos e percebe uma melhora clara e imediata quando começa a usá-los”, comenta Dra. Marcela.

“Por isso, em geral, a qualidade da visão melhora muito com os óculos e, com isso, a criança sente o benefício e a aceitação é bem melhor. A exceção são as crianças muito pequenas, cujo mundo ainda é predominantemente de perto. Nesses casos, a diferença com o óculos pode não ser tão perceptível no início”, aponta a especialista.

Crianças com hipermetropia são mais resistentes para usar os óculos

Já na hipermetropia, a situação é diferente. Esse é um tipo de grau em que a criança consegue compensar muito bem a visão. Mesmo sem óculos, ela consegue realizar suas atividades do dia a dia, brincar, desenhar e ir à escola — mas às custas de muito esforço visual.

“Os óculos para a hipermetropia são cruciais para melhorar a visão, reduzir o esforço visual e proporcionar conforto para a criança. Para além disso, os óculos também protegem o desenvolvimento da visão”, alerta Dra. Marcela.

Contudo, o problema é que, dependendo da idade, a criança não percebe esse ganho. Ela sente que “dá conta” sem os óculos e, por isso, acaba tirando, evitando usar na escola ou rejeitando em algumas situações.

E o astigmatismo? Dá para não usar os óculos?

No astigmatismo, a imagem é naturalmente distorcida. A criança muitas vezes se acostuma a enxergar assim e não tem referência do que é uma visão realmente nítida. Isso também pode levar à resistência inicial ao uso dos óculos.

Fases de aceitação e rejeição são normais ao usar os óculos

Acima de tudo, é importante reforçar que essas oscilações fazem parte do processo. A criança pode passar por fases em que aceita bem os óculos, fases em que rejeita, além de momentos de maior adaptação e outros de resistência. Isso não significa que o tratamento não está funcionando.

“Por outro lado, é crucial realizar um acompanhamento com um oftalmologista infantil, pois há casos em que o grau pode aumentar ou diminuir e esse pode ser um dos motivos pelos quais a criança pode não querer usar os óculos”, reforça Dra. Marcela.

A importância do trabalho em conjunto 

De qualquer maneira, é importante falar sobre os óculos na infância. Os erros refrativos – miopia, astigmatismo e hipermetropia – são muito comuns. Felizmente, o uso dos óculos corrige a visão e isso protege o desenvolvimento visual, que só se completa por volta dos 7 anos. Inclusive, a falta da correção impacta diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na vida escolar”, ressalta Dra. Marcela.

“Por isso, o ideal é os pais reagirem naturalmente ao diagnósticos e trabalharem em parceria com o oftalmologista para convencer a criança a usar os óculos”, finaliza a médica.

Dicas para convencer a criança a usar os óculos

  • Procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório, reforçando para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens;
  • Leve a criança para participar da escolha da armação, principalmente os maiores;
  • Faça uma lista dos familiares mais próximos que também usam óculos;
  • Peça a ótica que coloque prendedores nos óculos para facilitar a prática de esportes;
  • Para os menores, o ideal é escolher modelos de silicone, pois são mais resistentes a quedas e ao manuseio;
  • Caso seja possível, opte pelas lentes antirreflexo.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Controle da miopia – Como evitar o aumento de grau da miopia https://homolog.marcelabarreira.com.br/controle-da-miopia-como-evitar-o-aumento-de-grau-da-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/controle-da-miopia-como-evitar-o-aumento-de-grau-da-miopia/#respond Fri, 26 Sep 2025 14:40:51 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3832 O controle da miopia, erro refrativo que causa dificuldade para enxergar de longe, é um tema bastante importante. Isso porque, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Internacional de Miopia (IMI) reconheceram a miopia como uma epidemia crescente, projetando que quase 50% da população global será míope e cerca de 10% terão miopia […]

O post Controle da miopia – Como evitar o aumento de grau da miopia apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

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O controle da miopia, erro refrativo que causa dificuldade para enxergar de longe, é um tema bastante importante. Isso porque, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Internacional de Miopia (IMI) reconheceram a miopia como uma epidemia crescente, projetando que quase 50% da população global será míope e cerca de 10% terão miopia alta até 2050.

Desse modo, a miopia não é apenas uma dificuldade em enxergar de longe. Na verdade, a condição se tornou um problema de saúde pública devido ao aumento rápido de sua prevalência e a associação com complicações que podem ameaçar a visão. Entre essas complicações estão a maculopatia miópica, descolamento de retina, glaucoma e neovascularização coroidal.

Diante disso, as pesquisas para encontrar tratamentos que possam controlar a miopia e impedir o aumento do grau avançaram bastante nos últimos anos.

Para falar um pouco mais sobre os tratamentos para controle da miopia, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço do Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Controle da miopia: muito além de corrigir a visão

Primeiramente, é importante ressaltar que nos últimos anos, frente ao aumento exponencial dos casos de miopia, a abordagem clínica mudou. “Portanto, hoje não só é preciso corrigir o grau da miopia, como também avaliar a necessidade de prevenção de seu aparecimento e tratamentos para impedir o aumento do grau, ou seja, a progressão da miopia”, comenta Dra. Marcela.

Sendo assim, muitos estudos estão em andamento e hoje já temos algumas opções de tratamento visando ao controle da miopia. Entre eles estão lentes especiais para óculos, lentes de contato e o uso de colírios de atropina. Vale complementar que em casos de miopia grave ou patológica, pode ser necessários algumas intervenções cirúrgicas.

Por fim, um maior número de casos de alta miopia pode acarretar maior prevalência de deficiência visual, decorrente de suas complicações degenerativas.

Um pouco mais sobre a miopia

A miopia é um erro refrativo que ocorre devido ao formato do globo ocular, que costuma ser mais alongado. Há casos também em que a córnea tem uma curvatura mais acentuada ou ainda casos em que o cristalino tem poder refrativo maior. O resultado dessas alterações anatômicas no globo ocular de um míope é a distorção das imagens na visão de longe.

Adicionalmente, quanto maior o grau, maior a dificuldade de enxergar de longe. O grau da miopia é representado por números negativos (ex: -2,00).

 Classificação pelo grau

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a miopia é classificada da seguinte forma:

  • Miopia baixa: até –3,00 dioptrias (D)
  • Miopia moderada: entre –3,00 D e –6,00 D
  • Miopia alta ou patológica: acima de –6,00 D (ou comprimento axial do olho > 26 mm)

Tratamentos para controle da miopia disponíveis no Brasil

Naturalmente que o tratamento mais comum para a miopia é a correção com lentes de grau. Contudo, as lentes simples apenas corrigem a visão de longe, mas não evitam a progressão da miopia.

Atualmente, existem as chamadas lentes especiais que geram um desfoque controlado na visão periférica (lateral). De acordo com os estudos, o uso dessas lentes pode reduzir em até 50% a evolução da miopia em crianças.

Outra opção são as lentes de contato multifocais. Essas lentes possuem zonas em diferentes focos que ajudam a controlar o crescimento do olho. As evidências apontam que a redução da progressão da miopia pode chegar a 40%.

Recentemente, o uso de lentes de contato rígidas, durante a noite, também foi reconhecido como um método que pode ajudar a controlar a miopia. As lentes moldam temporariamente a córnea. Ao longo do dia, a criança enxerga bem sem óculos. Essas lentes, segundo os estudos, podem reduzir em até 60% o avanço da miopia. Contudo, é preciso um acompanhamento rigoroso devido ao risco de infecção da córnea, a ceratite.

Colírio de atropina – O que você precisa saber

Sem dúvidas, o recurso mais acessível e mais usado para controlar a miopia é o colírio de atropina, em baixas doses. Os estudos mostram que esse tratamento medicamentoso é capaz de reduzir a progressão da miopia em 50 a 60%. Porém, é um tratamento em longo prazo, de 2 a 3 anos, que exige acompanhamento regular com o oftalmologista.

Novos tratamentos devem surgir para controle da miopia

Diante da perspectiva do aumento dos casos da miopia nos próximos anos, as pesquisas para controle do aumento do grau continuam. Sendo assim, novos tratamentos devem surgir. Hoje, por exemplo, o uso da Luz Vermelha de Baixa Intensidade Repetida (RLRL) está sendo usada em alguns países. O dispositivo emite flashes de luz vermelha

A Terapia Repetida de Luz Vermelha de Baixa Intensidade (RLRL) é uma abordagem promissora para controlar a progressão da miopia, especialmente em crianças. Na aplicação, direciona-se um feixe de luz vermelha para a retina, por curtos períodos, duas vezes ao dia, cinco dias por semana. O tratamento, que aproveita propriedades da luz vermelha para influenciar o crescimento ocular, mostrou-se eficaz em retardar o alongamento do olho e a progressão da miopia.

Apesar de parecer promissor, o tratamento com a luz vermelha ainda está em fases iniciais de uso e demanda mais estudos para avaliar sua eficácia.

Mudanças de estilo de vida ajudam no controle da miopia

A parte dos tratamentos com óculos, lentes e colírios, o controle da miopia também passa por mudanças no estilo de vida. Apesar de a miopia ter um forte componente genético, os fatores ambientais são decisivos no surgimento desse erro refrativo.

A miopia está fortemente associada ao uso dos dispositivos eletrônicos, por tempo excessivo e prolongado. Ademais, há também ligação com atividades em geral, como ler e estudar, que exigem a visão de perto.

Portanto, reduzir ao máximo possível o tempo em frente às telas é crucial para prevenir tanto o surgimento da miopia, quanto o aumento do grau. Durante o uso das telas, é importante parar a cada 20 minutos e olhar pelo menos 20 segundos para o horizonte. As atividades ao ar livre também são importantes no controle da miopia e devem ser estimuladas.

Conclusão

Como vimos, a miopia é cada vez mais frequente e o aumento do grau pode ameaçar a visão. Dessa maneira, é crucial que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina.

“Quando o grau da miopia é alto, os pais precisam estar atentos. Além de mudar os hábitos para evitar a progressão do grau, é preciso levar a criança ao oftalmopediatra com mais frequência”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

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Tempo de tela aumenta risco de miopia, revela estudo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-de-tela-aumenta-risco-de-miopia-revela-estudo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-de-tela-aumenta-risco-de-miopia-revela-estudo/#respond Thu, 11 Sep 2025 21:56:07 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3782 O tempo de tela aumenta o risco de miopia, segundo um estudo recente. Na verdade, a ligação entre o uso de dispositivos eletrônicos e a miopia já está bem estabelecido pelas evidências científicas. Contudo, a novidade é que esse estudo analisou, especificamente, qual o tempo de tela que aumenta o risco de miopia. O estudo […]

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O tempo de tela aumenta o risco de miopia, segundo um estudo recente. Na verdade, a ligação entre o uso de dispositivos eletrônicos e a miopia já está bem estabelecido pelas evidências científicas. Contudo, a novidade é que esse estudo analisou, especificamente, qual o tempo de tela que aumenta o risco de miopia.

O estudo foi publicado no JAMA Network Open, no último mês de fevereiro. O estudo é uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu 45 pesquisas, com mais de 335 mil crianças, com idade média de 9,3 anos.

Os resultados do estudo apontaram que cada hora a mais em frente às telas por dia aumenta em 21% as chances de a criança desenvolver miopia. Além disso, os pesquisadores afirmaram que o risco está presente mesmo em crianças que usam a tela durante 1 hora por dia. Entretanto, àquelas que usam telas por volta de 4 horas por dia, têm o dobro de risco de desenvolver a miopia.

Opinião da Especialista

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), o estudo é importante na medida em que confirma tanto as evidências científicas já existentes, como os casos clínicos do dia a dia.

“Na verdade, o fato é que quanto maior o tempo de tela, maior o risco de desenvolver a miopia. Portanto, a mensagem é clara: é urgente e mandatório repensar o uso das telas por crianças e adolescentes. Embora as telas façam parte do cotidiano, ajudando no aprendizado, na diversão e até na socialização, o uso indiscriminado levanta preocupações em relação à saúde ocular”, alerta Dra. Marcela.

Tempo de tela aumenta risco de miopia – O que os pais precisam fazer

Acima de tudo, ficou claro que o tempo de tela aumenta risco de miopia. Por outro lado, não é fácil e nem realista proibir o uso de dispositivos eletrônicos. Desse modo, o ideal é usar algumas estratégias para proteger a visão. Adicionalmente, é importante reforçar que a moderação é a chave para gerenciar o risco de desenvolver a miopia.

Veja agora algumas dicas que elaboramos com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira.

  • Método 20-20-20: a cada 20 minutos usando tela, incentive a criança a olhar por 20 segundos para algo distante, em torno de 6 metros.
  • Mais tempo ao ar livre: brincar fora de casa, em contato com a luz natural, é comprovadamente um fator de proteção contra a miopia.
  • Distância adequada: telas nunca devem ficar coladas ao rosto.
  • Consultas regulares ao oftalmologista: mesmo sem queixas, é fundamental checar a visão com frequência, principalmente durante a infância.

Quanto tempo de tela é seguro para as crianças?

O tempo de tela seguro para os olhos das crianças depende da idade. Dessa maneira, a recomendação dos especialistas e da Sociedade Brasileira de Pediatra é que crianças menores de 2 anos de idade não devem ser expostas a nenhuma tela.

Entre 2 e 5 anos, o uso de telas não deve ultrapassar 1 hora por dia. Já as crianças de 6 a 10 anos podem usar os dispositivos eletrônicos até 2 horas por dia. Para a faixa etária 11 a 18 anos, o uso deve ser limitado a 3 horas por dia.

“Contudo, apesar dessas recomendações, é crucial avaliar o uso das telas, especialmente quando a criança já tem miopia. A razão é que o uso das telas também tem ligação com o aumento do grau (progressão da miopia). Sendo assim, o aumento do grau pode resultar em condições preocupantes na vida adulta, como descolamento de retina e glaucoma, por exemplo. Por isso, é importante que os pais procurem controlar o tempo nas telas”, reforça Dra. Marcela.

 Conclusão – Tempo de tela aumenta risco de miopia

O estudo deixa claro: o de tempo de tela aumenta risco de miopia.  Portanto, deve-se usar o bom senso e buscar um equilíbrio entre o tempo gasto nas telas e as demais atividades. Em um mundo cada vez mais virtual, encontrar o equilíbrio é a chave para que as crianças aproveitem os benefícios da tecnologia sem comprometer a saúde dos olhos e a infância”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

 

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O que é ambliopia? Sinais Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ambliopia-sinais-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ambliopia-sinais-sintomas-e-tratamento/#respond Thu, 06 Feb 2025 19:04:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3179 A ambliopia, popularmente conhecida pelo termo “olho preguiçoso”, é uma condição oftalmológica que afeta a visão binocular. Ou seja, a ambliopia prejudica a acuidade visual em um ou em ambos os olhos. Trata-se de uma patologia que pode causar prejuízos permanentes na visão. Dessa forma, é crucial que os pais entendam o que é ambliopia, quais […]

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A ambliopia, popularmente conhecida pelo termo “olho preguiçoso”, é uma condição oftalmológica que afeta a visão binocular. Ou seja, a ambliopia prejudica a acuidade visual em um ou em ambos os olhos.

Trata-se de uma patologia que pode causar prejuízos permanentes na visão. Dessa forma, é crucial que os pais entendam o que é ambliopia, quais os sinais, sintomas e como funciona o tratamento.

Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, que também é especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Ambliopia se desenvolve na infância

“Primeiramente, é importante esclarecer que a ambliopia se desenvolve na infância. A condição acontece quando um dos olhos não se desenvolve adequadamente, fazendo com que o cérebro favoreça a visão do outro olho. Adicionalmente, precisamos reforçar que o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e se completa por volta dos 7 anos de idade”, comenta a oftalmologista.

“A ambliopia costuma se instalar devido à presença de algumas condições, como o estrabismo, erros refrativos e doenças oculares genéticas, como a catarata e o glaucoma. Todas essas condições têm a capacidade de afetar o desenvolvimento da visão, resultando na ambliopia”, adiciona Dra. Marcela.

A ambliopia pode afetar de 1 a 5% das crianças em todo o mundo. Porém, a prevalência pode variar de região para região, conforme um estudo publicado no Frontiers in Pediatrics.

Estrabismo é responsável por metade dos casos de olho preguiçoso

Como dissemos acima, a ambliopia ocorre devido a alguma outra condição oftalmológica. Em cerca de metade dos casos, a origem do olho preguiçoso é a presença do estrabismo.

“Trata-se de uma condição que também surge na infância e se caracteriza pelo desvio do eixo ocular. Sendo assim, esse desalinhamento do eixo visual leva duas imagens diferentes para o cérebro. Com isso, o órgão escolhe a melhor imagem, ou seja, a imagem captada pelo olho sem o desvio. A partir de então, há um comprometimento do olho com o desvio, que não se desenvolve como deveria”, explica a oftalmologista infantil.

Erros refrativos também causam a ambliopia

Outra causa frequente da ambliopia são os erros refrativos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Normalmente, o olho preguiçoso se instala em crianças que apresentam uma variação muito grande de grau de um olho para o outro. Entretanto, também pode ocorrer quando cada olho tem um tipo diferente de erro refrativo.

Por fim, existe a ambliopia por privação de estímulo. Nesses casos, a condição tem associação com condições que levam à opacidade ocular. Em outras palavras, afeta crianças que nascem ou desenvolvem doenças como catarata, glaucoma, cicatrizes na córnea e ptose palpebral severa.

“A razão é que todas essas condições impedem a entrada de luz de forma adequada, interferindo no desenvolvimento da visão. Definitivamente, esse é o tipo mais grave de ambliopia e exige tratamento mais precoce do que as outras formas de ambliopia”, alerta Dra. Marcela.

Ambliopia pode levar à perda da visão binocular

Antes de conhecer os sinais e o tratamento da ambliopia, é importante entender o que é a visão binocular. O processo visual depende de várias estruturas e processos. Um deles é a captação da imagem pelos olhos.

“Cada olho capta uma imagem e a envia para o cérebro. Então, o órgão as funde em uma única imagem. Portanto, podemos dizer que a visão binocular é a capacidade do cérebro de fundir as duas imagens em uma única. Dessa forma, a visão binocular nos permite enxergar um campo visual maior, além de ser responsável pela noção de profundidade e pela capacidade de enxergar em 3D”, conta Dra. Marcela.

Agora, vamos imaginar uma criança com estrabismo. Nesse caso, o cérebro vai receber duas imagens diferentes: uma do olho normal e a outra do olho com o desvio.

“Como existe um conflito nas imagens, o cérebro dará prioridade à melhor imagem, ou seja, do olho normal. Portanto, o cérebro vai suprimir o trabalho do olho com o desvio, deixando-o “preguiçoso”. Dessa forma, esse olho perde a possibilidade de se desenvolver e isso pode acarretar prejuízos irreversíveis na visão”, reforça a especialista.

“Acima de tudo, o principal problema é que quando essa supressão das imagens pelo cérebro ocorre por tempo prolongado, durante o período considerado crítico para o desenvolvimento visual, que é por volta dos 2 anos de idade, e que se completa por volta dos 7, há a possibilidade de ocorrer supressão irreversível. Ou seja, a criança perderá a visão binocular”, diz Dra. Marcela.

Problemas na visão binocular podem prejudicar vida profissional e acadêmica

A ambliopia pode causar prejuízos na vida escolar da criança, bem como afetar o desenvolvimento de habilidades motoras, por exemplo. Contudo, na vida adulta pode também impedir o exercício de certas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, entre outras.

Como saber se a criança tem ambliopia?

Infelizmente, não há manifestações evidentes de que a criança é amblíope. Portanto, dificilmente os pais conseguem perceber a presença da condição. Em contrapartida, as crianças com estrabismo e aquelas com erros refrativos podem desenvolver o olho preguiçoso.

Portanto, é crucial realizar um acompanhamento regular com o oftalmologista, para identificar e tratar as condições, que aumentam o risco de desenvolver a ambliopia.

De qualquer maneira, existem alguns sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Veja abaixo quais são.

Por outro lado, os pais podem prestar atenção em indícios podem estar associados à ambliopia como:

  • Dificuldade em pegar e arremessar objetos
  • Falta de jeito – esbarrar em móveis, cair demais, tropeçar de forma frequente
  • Apertar os olhos ou fechar um olho para conseguir enxergar
  • Virar ou inclinar a cabeça na tentativa de enxergar
  • Dificuldade em participar de esportes, andar de bicicleta, patins etc.

 Como é o tratamento da ambliopia?

O tratamento padrão para a ambliopia é a oclusão ocular. Ou seja, o uso de um tampão no olho bom, para que estimular o desenvolvimento do olho “preguiçoso”.

O tratamento costuma ter resultados mais eficazes quando o tampão é usado antes dos 5 anos de idade. Ademais, quando a criança possui algum erro refrativo, também precisará usar óculos. Por fim, todas as outras condições que podem levar à ambliopia precisam de tratamento.

Em conclusão, o ideal é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta de rotina com o oftalmologista infantil.

“A partir disso, é possível detectar condições que podem levar à ambliopia, bem como outros problemas que podem afetar o desenvolvimento visual. O mais importante é os pais estarem cientes de que o tratamento precisa acontecer dentro da janela de oportunidade, ou seja, antes dos 7 anos de idade”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Brincar ao ar livre previne miopia e o aumento de grau https://homolog.marcelabarreira.com.br/brincar-ao-ar-livre-previne-miopia-e-o-aumento-de-grau/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/brincar-ao-ar-livre-previne-miopia-e-o-aumento-de-grau/#respond Mon, 30 Dec 2024 18:05:25 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3087 Brincar ao ar livre previne a miopia, bem como é importante para impedir o aumento do grau, em crianças e adolescentes que já tenham esse erro refrativo. Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de […]

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Brincar ao ar livre previne a miopia, bem como é importante para impedir o aumento do grau, em crianças e adolescentes que já tenham esse erro refrativo.

Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Entenda por que brincar ao ar livre previne a miopia

Primeiramente, é crucial esclarecer que estudos ao longo do tempo apontaram que os raios solares estimulam a produção da dopamina. Trata-se de um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado, o que leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular, causando a miopia”, explica.

Outro benefício relatado pela oftalmopediatra é que em lugares abertos, a criança usa a visão de longe, o que também é benéfico para a saúde ocular.

“Adicionalmente, a recomendação de estimular atividades ao ar livre também se aplica para quem já tem a miopia instalada. Sendo assim, podemos evitar a progressão do grau, algo crucial para prevenir doenças oculares na vida adulta, por exemplo”, explica Dra. Marcela.

Leia mais sobre os sinais da miopia na infância aqui.

Férias e finais de semana – Aproveite para propor atividades ao ar livre

Incialmente, é importante dizer que nem todas as famílias têm a oportunidade de viajar nas férias, o que pode interferir na disponibilidade dos pais para propiciarem atividades ao ar livre para as crianças. Ademais, nem todas as cidades brasileiras, especialmente as capitais, possuem espaços urbanos seguros e adequados para brincadeiras ao ar livre.

“Por outro lado, é crucial procurar meios para incentivar a criança a realizar atividades ao ar livre, especialmente nas férias e finais de semana. Dessa forma, podemos pensar em aproveitar os espaços existentes nos condomínios, bem como levar a criança para fazer caminhadas pela vizinhança, passear com o cachorro, entre outras atividades que estejam ao alcance da família”, comenta Dra. Marcela.

Brincar ao ar livre previne a miopia e tira a criança das telas

Atualmente, existem dados e evidências suficientes que mostram a relação das telas com a miopia e sua progressão. Dessa maneira, é fundamental incentivar atividades fora das telas, sejam elas ao ar livre ou dentro de casa.

“Entretanto, em um mundo hiper conectado, eliminar as telas pode ser impossível. Portanto, os pais devem achar um ponto de equilíbrio, respeitando as diretrizes internacionais e nacionais sobre o tempo de tela, de acordo com a faixa etária. Enfim, sempre que possível, os pais precisam incentivar e facilitar as atividades ao ar livre, que não só previne a miopia, como contribui para a saúde em geral”, finaliza Dra. Marcela.

O que diz a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), trouxe algumas recomendações a respeito do uso de telas por crianças. O limite de tempo de uso dos dispositivos eletrônicos é determinado pela faixa etária, mas sempre deve ter supervisão de adulto. Confira abaixo.

  • Menores de 2 anos: nenhum contato com telas ou videogames;
  • Dos 2 aos 5 anos: até uma hora por dia;
  • Dos 6 aos 10 anos: entre uma e duas horas por dia;
  • Dos 11 aos 18 anos: entre duas e três horas por dia.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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O que é hipermetropia? Sinais Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-hipermetropia-sinais-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-hipermetropia-sinais-sintomas-e-tratamento/#respond Thu, 03 Oct 2024 13:29:13 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2753 Hoje vamos falar sobre o que é hipermetropia, se há sinais e sintomas e como funciona o tratamento. Primeiramente, é importante dizer que a hipermetropia não é uma doença. Trata-se de uma condição oftalmológica relacionada a uma alteração anatômica da córnea, a lente natural dos olhos. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e […]

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Hoje vamos falar sobre o que é hipermetropia, se há sinais e sintomas e como funciona o tratamento.

Primeiramente, é importante dizer que a hipermetropia não é uma doença. Trata-se de uma condição oftalmológica relacionada a uma alteração anatômica da córnea, a lente natural dos olhos.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a hipermetropia é um erro refrativo que causa dificuldade em enxergar de perto. O seu desenvolvimento ocorre na infância.

“Na verdade, a maioria das crianças quando nasce já apresenta algum grau de hipermetropia, condição chamada de hipermetropia fisiológica. Contudo, na medida em que o olho cresce, a hipermetropia pode desaparecer. Normalmente, isso ocorre na adolescência”, explica.

“Em geral, a hipermetropia está associada a um globo ocular menor do que deveria ser ou ainda a uma córnea mais achatada. Dessa forma, essas duas condições alteram o trajeto da luz, que acaba atingindo a parte de trás da retina. A visão fica embaçada e sem nitidez nas leituras, durante o uso de celulares, tablets, computadores, trabalhos manuais, entre outras atividades que demandam a visão de perto”, comenta Dra. Marcela.

Como saber se a criança tem hipermetropia?

Portanto, como a hipermetropia pode estar presente desde o nascimento ou se desenvolver nos primeiros anos de vida, é crucial levar a criança para uma consulta oftalmológica de rotina.

“Durante os exames oculares, conseguimos identificar a presença de erros refrativos por meio de equipamentos específicos, quando a criança ainda não desenvolveu a linguagem oral. Para além da hipermetropia, a consulta é crucial para identificar vários problemas oculares, como estrabismo, ambliopia, doenças na retina e outras condições”, reforça a especialista.

Antes de tudo, é preciso lembrar que nem sempre existem sinais e sintomas evidentes de que a criança não enxerga de perto. Adicionalmente, temos a questão das crianças e bebês que ainda não falam e, portanto, não conseguem expressar que estão com dificuldade em enxergar. Por fim, crianças não costumam ter uma referência do que é enxergar bem ou mal. Dessa forma, a melhor maneira de descobrir a presença da hipermetropia é procurar um oftalmologista infantil.

Sinais e sintomas da hipermetropia

Existem alguns indícios da presença de erros refrativos, mas como já reforçamos acima, nem sempre isso ocorre. Vamos agora conhecer algumas manifestações que podem indicar que a criança tem hipermetropia.

  • Dor de cabeça, especialmente após a escola ou ficar muito tempo em celulares e tablets
  • Desvio do olho para dentro, em direção ao nariz (estrabismo)
  • Dor nos olhos
  • Lacrimejamento constante
  • Queixa de visão embaçada
  • Coceira
  • Piscadas mais frequentes
  • Baixa rendimento escolar
  • Dificuldade em ler e em escrever

Como é o tratamento 

O tratamento da hipermetropia na infância consiste no uso de óculos com lentes que corrigem o grau. Entretanto, existem algumas condições que definem se a criança precisa ou não de óculos para corrigir a hipermetropia.

De acordo com as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade. Em geral, graus mais elevados podem levar ao estrabismo e ao olho preguiçoso. Portanto, nesses casos, o uso de óculos é importante.

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Hipermetropia e estrabismo

A hipermetropia pode levar ao desenvolvimento do chamado estrabismo acomodativo. A criança realiza muito esforço para conseguir enxergar de perto e isso leva ao desalinhamento do olho. A boa notícia é que o uso do óculos é suficiente para alinhar os olhos. Nesses casos, é muito importante corrigir o grau, para evitar o desenvolvimento do olho preguiçoso”, alerta Dra. Marcela.

Quer saber mais sobre o estrabismo acomodativo? Leia aqui.

Como prevenir 

A hipermetropia está relacionada a alterações anatômicas do globo ocular. Sendo assim, não é possível preveni-la.

“A recomendação é levar o bebê em seus primeiros meses de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. Essas consultas são importantes também ao longo da infância para detectar outros problemas e doenças oftalmológicas. A hipermetropia não é passível de prevenção, mas suas consequências, como o estrabismo e a ambliopia, podem ser evitadas com o uso dos óculos”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

Matéria produzida pela jornalista

Leda Maria Sangiorgio

MTB 30.714

É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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