Arquivos oftalmologia infantil - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmologia-infantil/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:21:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos oftalmologia infantil - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmologia-infantil/ 32 32 Momento certo para operar o estrabismo – Quando fazer a cirurgia https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/#respond Fri, 20 Feb 2026 17:12:43 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4385 O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular. Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende […]

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O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende de vários fatores. “O principal deles é o tipo de estrabismo que a criança apresenta. Contudo, vale ressaltar que a cirurgia do estrabismo pode ser feita até mesmo em adultos”.

Estrabismo congênito exige tratamento mais precoce que os demais tipos de desvio

“O estrabismo congênito é um dos mais comuns e se caracteriza pelo desvio do olho para dentro. O desvio é evidente desde o nascimento. Nesses casos, a indicção para operar pode ocorrer antes mesmo de a criança completar um ano de idade. Entretanto, o mais comum é realizar a cirurgia de estrabismo entre 10 e 18 meses”, comenta Dra. Marcela.

De acordo com a médica, a precocidade da cirurgia do estrabismo congênito é uma tentativa de restabelecer, mesmo que um pouco, a visão binocular dessa criança e evitar o desenvolvimento da ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”.

“A visão binocular (estereopsia) ocorre quando o cérebro funde as duas imagens captadas pelos olhos em uma só. A visão binocular é fundamental para enxergar um campo visual maior e para dar a noção de profundidade, assim como para vermos imagens em 3D”, explica a oftalmologista.

“Porém, em crianças com estrabismo, o cérebro recebe duas imagens diferentes e escolhe a melhor. Com isso, ocorre a supressão da imagem do olho com o desvio. Caso essa supressão ocorra por tempo prolongado, dentro da janela de oportunidade – entre os 2 e 4 anos – a criança pode ter prejuízos importantes e permanentes na visão binocular”, complementa Dra. Marcela.

Em resumo, o estrabismo congênito é o mais prejudicial para o desenvolvimento a visão e o melhor momento para a cirurgia é ainda nos primeiros anos de vida ou antes.

Momento certo para operar o estrabismo divergente intermitente

O estrabismo divergente intermitente se caracteriza pelo desvio do olho para fora. Além disso, ora o olho fica alinhado e ora desalinhado. “Por esse motivo, é um estrabismo menos prejudicial para o desenvolvimento da visão. Sendo assim, a criança consegue compensar bem o desvio e, por esse motivo, podemos esperar um pouco mais para fazer a cirurgia, até por volta dos 4 anos”, comenta Dra. Marcela.

Outro tipo comum é o estrabismo divergente intermitente. É mais prevalente nas crianças maiores de um ano de idade. Menos prejudicial para a visão binocular, pode ser operado por volta dos três ou quatro anos. “Esse estrabismo é aquele em que a criança desvia o olho em direção às orelhas, mas de vez em quando. Por isso, prejudica menos o desenvolvimento visual”, cita Dra. Marcela.

Momento certo para operar outros tipos de estrabismo

Primeiramente, é importante esclarecer que nem todos os estrabismos são operáveis ou têm indicação para correção cirúrgica. “Um bom exemplo é o estrabismo acomodativo, causado pela hipermetropia – dificuldade de enxergar de perto. Nesses casos, um grau mais alto de hipermetropia pode levar à criança a tentar focar a visão e, com isso, ocorre o desvio do olho para dentro. Nesses casos, o uso de óculos resolve o desvio. Sendo assim, não há indicação cirúrgica”, aponta Dra. Marcela.

Há também alguns estrabismos que ocorrem como resultado de doenças neurológicas, tumores ou ainda doenças da tireoide. Em geral, o desvio costuma se resolver espontaneamente.

Por fim, alguns desvios verticais também podem ser corrigidos por meio da cirurgia, mas cada caso é avaliado de forma individual.

Conclusão – qual o melhor momento para operar o estrabismo

Em conclusão, não existe o melhor momento para operar o estrabismo. Na verdade, a definição depende de vários fatores e é uma decisão do médico.

“Por outro lado, em crianças é crucial que a cirurgia, quando há indicação, ocorra antes dos 7 anos de idade. Isso porque o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e, sem o devido tratamento, podem ocorrer prejuízos irreversíveis na visão”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Problemas de visão na escola –Como professores podem ajudar https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/#respond Thu, 29 Jan 2026 19:07:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4320 Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno. Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam […]

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Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno.

Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam identificar sinais de que a criança pode ter alguma condição visual que merece uma avaliação oftalmológica.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, a maioria das crianças menores não costumam se queixar de problemas na visão. “A razão é que a criança não tem um parâmetro sobre o que é uma visão ruim. Afinal, elas não conhecem outra realidade. Por esse motivo, o olhar atento dos professores em sala de aula é fundamental”.

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentar perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar o quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições comuns na infância.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula. “Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial.  Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, explica Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos – outros problemas de visão na escola

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais que citamos acima.

Outros sintomas de problemas oculares em crianças:

  • Dor de cabeça, principalmente após atividades escolares;
  • Ardência ou coceira nos olhos;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz.

Esses sintomas costumam surgir após longos períodos de esforço visual.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento os sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Vale lembrar que quanto antes o ocorre o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Por isso, recomendamos que os pais levem o bebê para uma consulta de rotina desde o primeiro ano de vida. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente e, especialmente, na fase escolar”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266 2768

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Tempo excessivo de tela leva ao aumento de grau da miopia e outros problemas https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-excessivo-de-tela-leva-ao-aumento-de-grau-da-miopia-e-outros-problemas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-excessivo-de-tela-leva-ao-aumento-de-grau-da-miopia-e-outros-problemas/#respond Wed, 03 Dec 2025 15:33:16 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4099 O tempo excessivo de tela, segundo estudos, tem associação direta com aumento do grau de miopia, dores de cabeça e aumento do risco de obesidade, entre outras condições. Nos últimos anos, o uso de dispositivos digitais — celulares, tablets, computadores — tornou-se parte do cotidiano de crianças e adolescentes. No entanto, uma nova análise abrangente, […]

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O tempo excessivo de tela, segundo estudos, tem associação direta com aumento do grau de miopia, dores de cabeça e aumento do risco de obesidade, entre outras condições.

Nos últimos anos, o uso de dispositivos digitais — celulares, tablets, computadores — tornou-se parte do cotidiano de crianças e adolescentes. No entanto, uma nova análise abrangente, baseada em estudos publicados entre 2017 e 2025, trouxe um alerta importante. O recado desse estudo é que o tempo excessivo de tela está diretamente associado a uma série de problemas de saúde, tanto oculares quanto sistêmicos.

De acordo com dados desses estudos, as crianças que usam esses dispositivos eletrônicos por mais de 3 horas por dia, apresentam maior prevalência de dores de cabeça, dor nos olhos, sensação de corpo estranho, vermelhidão, cansaço visual e lacrimejamento.

Dentre os dispositivos, o mais prejudicial para a saúde ocular é o celular. Em um estudo com crianças entre 6 e 7 anos, 70% delas relataram sintomas como dores de cabeça, dor nos olhos piscar excessivo, visão borrada, sensação de corpo estranho e coceira nos olhos.

O estudo apontou ainda que os efeitos de longo prazo do uso do celular, por mais de 3 horas por dia, incluíram progressão acelerada da miopia, bem como um aumento de 21% no risco de desenvolver esse erro refrativo.

Miopia em alta: o impacto em longo prazo

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista também em Estrabismo e Neuroftalmologista, esses estudos reforçam a urgência na necessidade de alertar pais e responsáveis sobre os prejuízos do excesso de tempo em frente às telas.

“Atualmente, a miopia é altamente prevalente na infância e o uso do celular, por muitas horas, está diretamente ligado ao risco não só do surgimento da miopia, quanto ao aumento do grau. O que nem todo mundo sabe é que graus moderados e altos desse erro refrativo podem resultar em problemas na vida adulta, como descolamento de retina e desenvolvimento de um glaucoma, por exemplo”, alerta Dra. Marcela.

“Para além da miopia, temos os sintomas que prejudicam a qualidade de vida da criança. É comum queixas como as dores de cabeça, cansaço visual, sensação de areia nos olhos, entre outros que o estudo mostrou e que é comum no dia a dia do nosso consultório. Cada vez mais, crianças pequenas apresentam essas manifestações oculares”, acrescenta a especialista.

Excesso de telas também aumenta risco de outras doenças

Adicionalmente aos riscos para a saúde ocular, o excesso de telas aumenta a chance de a criança desenvolver obesidade. O estudo apontou que crianças que passam mais de 3 horas em frente às telas possuem um risco 1,37 maior de se tornarem obesas.

Os pesquisadores também alertaram os pais sobre os prejuízos para o sono, bem como para o aumento do risco de desenvolver transtornos mentais, como ansiedade, sintomas depressivos, irritabilidade de dificuldades de relacionamento.

Como proteger a saúde ocular e sistêmica das crianças

O tempo excessivo de tela é uma realidade na maioria dos lares brasileiros onde moram crianças e adolescentes. Em muitos casos, pode parecer impossível tirar a criança das telas. Mas é preciso!

Veja algumas medidas que podem ajudar a minimizar o risco dos problemas citados acima:

  • Os pais devem limitar o tempo diário de uso das telas, especialmente os celulares. O ideal é que a criança não use mais de 3 horas. Ou melhor, quanto menos tempo de uso, menor será o risco de surgirem problemas oculares e outras condições;

  • A cada 20 minutos, oriente a criança ou adolescente a fazer uma pausa e olhar para algo a 20 pés de distância (aproximadamente 6 metros), por 20 segundos;

  • Procure aumentar o tempo da criança ou adolescente ao ar livre, ou seja, a exposição à luz natural;

  • Lembre-se que crianças menores de 2 anos não devem ser expostas às telas, de maneira alguma. Nessa faixa etária, a televisão pode ser uma boa alternativa, desde que seja por pouco tempo e que a criança fique distante da tela.

Conclusão

O tempo excessivo de tela é uma problema real e vivido por milhares de famílias ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Como a tecnologia faz parte do cotidiano e pode não ser possível proibir o uso dos dispositivos eletrônicos, é importante adotar medidas para reduzir os riscos para a saúde ocular e sistêmica.

“Por fim, também é crucial que os pais levem as crianças regularmente ao Oftalmologista. A identificação precoce de erros refrativos é importante. Para a miopia, por exemplo, já existem métodos que podem controlar o aumento do grau, como lentes especiais e colírios”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Dilatação das pupilas em crianças – Para que serve e como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/#respond Wed, 26 Nov 2025 13:33:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4074 A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala. Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. Como funciona o exame de vista em […]

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A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala.

Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

Como funciona o exame de vista em bebês e crianças

Primeiramente, é importante reforçar que os cuidados com a visão devem começar desde o nascimento. O primeiro exame de vista acontece ainda na maternidade e se chama Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como “teste do olhinho”.

Contudo, nesse exame não é possível detectar todas as doenças ou condições visuais que se desenvolvem na infância. Desse modo, os pais devem levar o bebê, ainda no primeiro ano de vida, para uma consulta oftalmológica de rotina.

Nessa consulta, o oftalmologista infantil pode descobrir ou diagnosticar várias condições, como:

  • Estrabismo;
  • Erros Refrativos como miopia, astigmatismo e hipermetropia;
  • Alergias oculares;
  • Obstrução do canal lacrimal;
  • Ptose palpebral congênita.

Acima de tudo, esses são apenas alguns exemplos de problemas oftalmológicos que podem ser detectados na consulta de rotina.

Conheça melhor a pupila

Antes de falarmos mais sobre a dilatação das pupilas em crianças, vamos conhecer melhor essa estrutura ocular.

A pupila é aquela parte preta no meio da íris, a parte colorida do olho. A principal função da pupila é controlar a entrada da luz nos olhos. De uma forma mais didática, podemos comparar a pupila com o diafragma de uma câmera fotográfica. Porém, curiosamente a pupila não é preta, o que vemos, na verdade, é a luz sendo absorvida pelo interior do olho.

Dessa forma, quando há muita luz no ambiente, a pupila se contrai e quando há pouca luz ela se dilata. Vale esclarecer que esse processo de contração e dilatação da pupila é automático e depende do sistema nervoso central.

Agora, também é curioso notar que a contração e a dilatação da pupila também podem ocorrer por outros motivos, como medo, surpresa, alegria, interesse e uso de certos medicamentos. Finalmente, uma contração muito rápida da pupila pode ser um sinal de algum problema mais grave, como um acidente vascular cerebral (AVC).

Dilatação das pupilas em crianças – Como funciona

Inicialmente, precisamos entender que o estado normal da pupila é a miose, ou seja, a pupila fica mais contraída. Diante isso, sem a dilatação das pupilas em crianças, o oftalmologista infantil não consegue visualizar a parte de trás dos olhos, que contempla a retina e o nervo óptico.

Sem a dilatação, é como se o oftalmologista estivesse olhando pelo “buraco de uma fechadura”. Para além de examinar o fundo do olho, a dilatação das pupilas em crianças é crucial para detectar os erros refrativos, com precisão.

Sendo assim, a dilatação das pupilas em crianças é um procedimento muito importante, especialmente em bebês ou ainda nos pequenos que ainda não desenvolveram a fala. Além de dilatar as pupilas, nessas crianças que ainda não falam é preciso usar um equipamento, que lembra uma régua com várias lentes, o equiascópio.

Como acontece a dilatação das pupilas em crianças

A dilatação das pupilas é feita com o uso de colírios. A maior preocupação dos pais é a possibilidade de a criança sentir dor. Porém, o que pode acontecer é um leve desconforto. Na verdade, são usados 2 colírios: o primeiro é um anestésico, usado para dar mais conforto. Quando o efeito anestésico ocorreu, o colírio que vai dilatar a pupila é instilado.

O que a criança vai sentir depois de dilatar a pupila

Após o leve desconforto da instilação, a criança não vai sentir mais nada. Entretanto, a visão fica turva durante algumas horas, por volta de 3 a 4 horas após o exame. Logo depois desse tempo, a visão se normaliza.

Conclusão

Apesar da dilatação das pupilas em crianças ser uma preocupação para os pais, trata-se de um procedimento de rotina em clínicas oftalmológicas. Em crianças, dilatar as pupilas é ainda mais importante para ter um resultado do exame de vista mais preciso.

Sendo assim, os pais podem ficar tranquilos, pois os efeitos de embaçamento da visão são temporários e a criança sentirá apenas um leve desconforto no momento de pingar os colírios. O mais importante é que o exame de vista na infância garante o diagnóstico e o tratamento precoce de condições visuais, algo crucial para assegurar o desenvolvimento infantil saudável.

Leia aqui como funciona o exame de vista completo em crianças e bebês.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Estrabismo em adultos – Causas Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-em-adultos-causas-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-em-adultos-causas-sintomas-e-tratamento/#respond Sat, 20 Sep 2025 14:48:25 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3809 O estrabismo em adultos tem várias causas. Mas, acima de tudo, é importante esclarecer que o desvio ocular na vida adulta tem causas diferentes do que em crianças. Normalmente, o estrabismo em adultos tem origem em doenças, traumas, cirurgias oculares ou descompensação de um estrabismo que surgiu na infância. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, […]

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O estrabismo em adultos tem várias causas. Mas, acima de tudo, é importante esclarecer que o desvio ocular na vida adulta tem causas diferentes do que em crianças. Normalmente, o estrabismo em adultos tem origem em doenças, traumas, cirurgias oculares ou descompensação de um estrabismo que surgiu na infância.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, o estrabismo em adultos costuma ter relação, principalmente com doenças que afetam o sistema nervoso central. “Na infância, o estrabismo tem associação com o desenvolvimento do sistema visual, mais especificamente com os músculos oculomotores, que comandam os movimentos oculares. Há também relação com síndromes genéticas, que alteram o funcionamento neuromuscular”, explica.

Por outro lado, o estrabismo na vida adulta, na maioria dos casos, tem origem em doenças ou condições adquiridas.

Estrabismo em adultos por causas neurológicas

Agora, vamos falar um pouco mais sobre o estrabismo em adultos por causas neurológicas. “Primeiramente, é muito importante destacar que o surgimento repentino de um desvio ocular em adultos é um sinal de alerta para a presença de doenças que afetam o sistema nervoso central, como um acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, sempre que o estrabismo em adultos aparecer, é crucial procurar um médico”, comenta Dra. Marcela.

De qualquer modo, as causas neurológicas do estrabismo em adultos podem ser:

  • Lesões ou disfunções nos nervos cranianos que controlam os músculos oculares (III, IV e VI pares cranianos). Nesse caso, o nome é estrabismo paralítico;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Esclerose múltipla;
  • Neuropatia diabética ou hipertensiva (quando os nervos que controlam os olhos sofrem danos por diabetes ou hipertensão);
  • Tumores no cérebro.

Outras causas do estrabismo em adultos

Para além das causas neurológicas, o estrabismo em adultos também pode ser consequência das seguintes condições:

  • Miastenia gravis (doença autoimune que afeta a junção neuromuscular);
  • Distúrbios da tireoide (como a orbitopatia da Doença de Graves), que podem causar inflamação e rigidez nos músculos oculares;
  • Traumas na cabeça ou na órbita ocular, que podem danificar nervos ou músculos;
  • Fraturas orbitárias com aprisionamento muscular;
  • Perda ou redução significativa da visão em um olho (“estrabismo sensorial”), fazendo com que ele desvie;
  • Cirurgias oculares (como de retina ou catarata) que podem alterar o equilíbrio motor dos olhos.
  • Descompensação de um estrabismo leve que surgiu na infância.

Estrabismo em adultos leva à visão dupla

Um dos principais diferenciais do estrabismo em adultos é o surgimento da visão dupla. Mas, por que isso não ocorre em crianças com estrabismo?

“Inicialmente, vamos entender um pouco melhor como funciona a visão. A imagem que enxergamos se forma a partir da fusão das duas imagens captadas pelos nossos olhos. Desse modo, o cérebro combina as duas imagens em uma única imagem tridimensional (3-D). Portanto, é dessa maneira que podemos dizer o quão perto ou longe algo está de nós (chamado percepção de profundidade)”, conta Dra. Marcela.

“Por outro lado, quando há um desvio do eixo ocular, o cérebro nas crianças aprende a suprimir a imagem captada pelo olho desalinhado. Diante disso, esse olho passa a ser “ignorado” e tem seu desenvolvimento comprometido. Surge assim a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, aponta a especialista.

Então, na vida adulta, o cérebro perde essa capacidade de suprimir a imagem do olho com o estrabismo. Portanto, o estrabismo em adultos leva à visão dupla, a manifestação mais característica do estrabismo na vida adulta.

Sinais e sintomas do estrabismo na vida adulta

  • Desvio do eixo ocular (pode ser em todas as direções, ou seja, para cima, para baixo, para fora e para dentro);
  • Visão dupla;
  • Visão embaçada;
  • Dificuldade de leitura;
  • Perda de percepção de profundidade;
  • Inclinar ou virar a cabeça para ver uma imagem com mais clareza.

Tratamento de estrabismo na vida adulta – Como funciona

Normalmente, boa parte dos casos de estrabismo em adultos se resolve espontaneamente, de acordo com a melhora da doença de base. Em outras palavras, uma pessoa que sofre um AVC e apresentou estrabismo, pode apresentar normalização da visão de acordo com a melhora do quadro do AVC.

“Entretanto, em outros casos o desvio pode permanecer, dependendo da causa. Sendo assim, é crucial procurar um oftalmologista especialista em estrabismo, para uma avaliação do caso. Quando há indicação, a cirurgia de correção do estrabismo pode solucionar o desvio. Adicionalmente, também é possível usar a toxina botulínica para corrigir o estrabismo em adultos”, diz Dra. Marcela.

Acima de tudo, é importante reforçar que a cirurgia de estrabismo em adultos melhora função ocular, além de corrigir o desalinhamento ocular, para eliminar a visão dupla. Adicionalmente, muitos estudos apontaram que a maioria dos adultos experimenta melhorias na função binocular, responsável pela visão de profundidade e de objetos em 3D.

“Em conclusão: o estrabismo em adultos pode surgir por doenças do sistema nervoso central, por descompensação de um estrabismo de infância, entre outras causas. O mais importante é procurar um especialista em estrabismo para avaliação e tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Lentes de contato na adolescência – Cuidados e Dicas https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-na-adolescencia-cuidados-e-dicas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-na-adolescencia-cuidados-e-dicas/#respond Thu, 04 Sep 2025 16:48:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3765 As lentes de contato na adolescência podem ser uma ótima opção para a prática de esportes e maior liberdade em inúmeras atividades do dia a dia. Por outro lado, o uso das lentes na adolescência exige uma série de cuidados. Hoje, vamos falar mais sobre o assunto em homenagem ao movimento Setembro Safira. A campanha […]

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As lentes de contato na adolescência podem ser uma ótima opção para a prática de esportes e maior liberdade em inúmeras atividades do dia a dia. Por outro lado, o uso das lentes na adolescência exige uma série de cuidados.

Hoje, vamos falar mais sobre o assunto em homenagem ao movimento Setembro Safira. A campanha foi criada para aumentar a conscientização sobre o uso responsável das lentes de contato.

Para isso, vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Erros refrativos não corrigidos são a principal causa de problemas visuais na infância

Primeiramente, vamos falar um pouco mais sobre os erros refrativos, já que as lentes de contato servem para corrigi-los. Acima de tudo, os erros refrativos como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo são as principais causas de deficiência visual em crianças. Sendo assim, os problemas na visão impactam, de forma significativa, no desenvolvimento global dos pequenos.

Segundo um estudo de 2024, a prevalência dos erros refrativos varia entre diferentes populações, influenciada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Mas, a pesquisa apontou uma estimativa de prevalência na população infantojuvenil brasileira de 22% para miopia, 18% para hipermetropia e 16% para astigmatismo.

“Apesar dos erros refrativos serem relativamente comuns, a detecção nem sempre é precoce. Desse modo, os pais costumam procurar o oftalmologista apenas quando a criança vai para a escola e começa a apresentar problemas na aprendizagem, por exemplo. Por outro lado, basta a criança usar os óculos para normalizar a visão”, aponta Dra. Marcela.

Adaptação aos óculos pode ser difícil

Embora possa parecer simples usar óculos, nem sempre é uma missão fácil para os pais. As crianças pequenas, especialmente os bebês, podem sentir mais desconforto e remover os óculos a todo momento.

“Já as maiores podem sentir vergonha ou desconforto na hora de praticar esportes ou brincar, por exemplo. Adicionalmente, os adolescentes podem ser mais resistentes aos óculos. Isso porque há mais prevalência da prática de bullying nas escolas na fase da pré-adolescência e adolescência”, comenta a oftalmologista.

Dessa maneira, as lentes de contato podem ser uma boa escolha para crianças maiores e adolescentes.

Lentes de contato na adolescência – Qual o momento certo?

Agora vamos falar sobre o momento certo de colocar as lentes de contato na adolescência. “A primeira regra é que a criança ou adolescente já tenha autonomia e responsabilidade. Além disso, precisa entender que é mandatório realizar a higiene diária das lentes e do estojo. Enfim, também é importante seguir as orientações do oftalmologista sobre o tempo de uso”, reforça Dra. Marcela.

Contudo, vale frisar que também é obrigatório que os pais supervisionem o uso das lentes de contato, bem como avaliem se o adolescente está realizando a limpeza das lentes, do estojo e usando de acordo com o tempo recomendado.

Lentes de contato na adolescência ajudam na autoestima

Naturalmente, que todo mundo sabe que a adolescência é uma época cheia de desafios e talvez uma das fases mais desafiadoras da vida. Além das mudanças físicas e emocionais, é preciso lidar com a vida social, com a aceitação dos grupos, amizades, relacionamentos amorosos e, claro, o bullying.

Desse modo, as lentes de contato na adolescência podem contribuir para evitar certas situações. Ademais, sem os óculos, o adolescente pode ter mais autoconfiança e isso também ajuda na autoestima. Outro benefício importante é permitir a prática de esportes com mais segurança, por exemplo”, ressalta Dra. Marcela.

Lentes de contato na adolescência – Quais os riscos

Independentemente da fase da vida, as lentes de contato não são isentas de risco. Pelo contrário, o mau uso desses dispositivos pode trazer uma série de problemas sérios para a visão.

“As lentes de contato alteram a fisiologia dos olhos, principalmente quando a pessoa é usuária há muito tempo. Durante o uso das lentes, há diversos fatores físicos e ambientais acontecendo, especialmente na córnea. A falta de limpeza e o uso ininterrupto (como dormir de lentes) são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da ceratite. Trata-se de uma infecção grave na córnea, que pode levar à perda da visão”, alerta Dra. Marcela.

Normalmente, a ceratite em pessoas que usam lentes de contato tem como causa a contaminação pela Acanthamoeba. Esse micro-organismo é um protozoário que vive na água doce, como a água da torneira, piscinas, entre outros meios aquáticos.

“Outro problema comum em quem usa lentes de contato é o desenvolvimento do olho seco, irritações constantes e até mesmo alergia. Por esses motivos, a decisão de usar lentes de contato na adolescência deve ser muito bem pensada. Além disso, sempre deve ter a prescrição de um oftalmologista”, finaliza Dra. Marcela.

Sinais de alerta de problemas causados pelas lentes de contato

  • Ardência ocular
  • Coceira
  • Vermelhidão
  • Sensação de areia nos olhos
  • Lacrimejamento em excesso
  • Visão embaçada
  • Dor nos olhos
  • Acúmulo de secreção nos olhos

Na presença dos sintomas, os pais devem levar o adolescente para uma consulta oftalmológica.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Novos tratamentos para a ambliopia – Confira quais são https://homolog.marcelabarreira.com.br/novos-tratamentos-para-a-ambliopia-confira-quais-sao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/novos-tratamentos-para-a-ambliopia-confira-quais-sao/#respond Thu, 19 Jun 2025 12:36:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3517 Os novos tratamentos para a ambliopia devem chegar ao Brasil em breve. Alguns já estão disponíveis em países como os Estados Unidos. Outros ainda estão em fase de desenvolvimento. De qualquer maneira, o mais importante é que existe uma perspectiva positiva para a chegada de novos tratamentos para a ambliopia, que possam ser efetivos e […]

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Os novos tratamentos para a ambliopia devem chegar ao Brasil em breve. Alguns já estão disponíveis em países como os Estados Unidos. Outros ainda estão em fase de desenvolvimento. De qualquer maneira, o mais importante é que existe uma perspectiva positiva para a chegada de novos tratamentos para a ambliopia, que possam ser efetivos e mais bem aceitos pelas crianças.

 

Para falar um pouco mais sobre os novos tratamentos para a ambliopia, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

 

Ambliopia atinge de 2 a 5% das crianças

 

A ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é uma condição que se desenvolve exclusivamente na infância. Em cerca de 50% dos casos, a ambliopia tem ligação com o estrabismo, desvio do eixo ocular. Adicionalmente, erros refrativos e doenças oculares, como catarata e glaucoma congênitos, também podem levar ao desenvolvimento do olho preguiçoso.

 

“A ambliopia ocorre quando um dos olhos não se desenvolve adequadamente, devido à presença de alguma outra condição. No estrabismo, por exemplo, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho com o desvio, passando a favorecer a imagem captada pelo olho saudável. Com isso, o desenvolvimento do olho com o estrabismo fica prejudicado”, explica Dra. Marcela.

 

A falta de tratamento da ambliopia pode comprometer o desenvolvimento da visão binocular. Em outras palavras, a criança pode não desenvolver a capacidade de enxergar em 3D e em profundidade. Como resultado, podem surgir dificuldades ao longo do desenvolvimento, principalmente nos estudos. Ademais, na vida adulta podem ocorrer impedimentos para exercer certas profissões, como, por exemplo, a de piloto de avião.

Vale lembrar que a ambliopia também pode ocorrer quando há uma diferença muito grande de grau de um olho para o outro, ou ainda quando a criança apresenta uma doença que priva o olho do estímulo visual. Entre essas doenças estão a catarata e glaucoma congênitos e a ptose palpebral.

 

Tampão é o único tratamento disponível no Brasil

 

Primeiramente, é importante reforçar que no Brasil o único tratamento disponível para a ambliopia é o uso do tampão. “A terapia de oclusão ocular consiste no uso de um tampão no olho saudável, para estimular o desenvolvimento do olho “preguiçoso”. Acima de tudo, é crucial esclarecer que o tampão não trata o estrabismo, nem as demais condições, como erros refrativos, catarata, glaucoma e ptose”, reforça Dra. Marcela.

 

Em outras palavras, essas condições precisam de tratamento específico. O estrabismo, por exemplo, necessita da correção cirúrgica. Para corrigir os erros refrativos, a criança deve usar óculos. Já nas demais condições, como catarata e glaucoma congênitos, são necessários outros tratamentos. Portanto, o tampão é voltado, exclusivamente, para incentivar o desenvolvimento da visão no olho comprometido por outras condições oftalmológicas.

 

Novos tratamentos para a ambliopia – O que há de novo em desenvolvimento

 

Dito isso, vamos falar sobre os novos tratamentos para a ambliopia. Uma das abordagens terapêuticas, ainda em fase de estudos pré-clínicos, é a tetrodotoxina (TTX).

 

“Trata-se de uma neurotoxina cuja ação terapêutica é o bloqueio temporário da função do olho saudável. Dessa maneira, seu uso pode forçar o cérebro a usar o olho amblíope, criando novas conexões com o cérebro. A forma de aplicação é por meio de uma injeção, aplicada diretamente na retina saudável”, comenta Dra. Marcela.

 

Embora em fases iniciais, o uso da substância levou à recuperação completa da resposta visual em todos os modelos animais. Além disso, o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato da boa resposta, mesmo após a fase crítica do desenvolvimento da visão.

 

Outra pesquisa em andamento, ainda em fases iniciais, consiste em um medicamento de pequena molécula, chamado de Neu-001. O foco desse neuropeptídeo é alterar o mecanismo neuronal envolvido na ambliopia. Leia mais aqui.

 

Treinamento dicóptico usa videogame para tratar ambliopia

 

Uma novidade, que já está disponível em alguns países, é o treinamento dicóptico. De uma maneira mais didática, é uma espécie de videogame em que a criança joga como os dois olhos abertos, enquanto usa óculos especiais, semelhantes aos usados para apreciar um eclipse solar.

 

Sendo assim, esses óculos possuem uma lente azul e a outra vermelha. Durante o uso, a criança assiste a um conteúdo específico, fornecido pela empresa detentora da tecnologia, que funciona como uma espécie de “videogame”.

 

Ao longo do treinamento, o oftalmologista consegue monitorar, remotamente, a posição do eixo visual da criança em tempo real. O aplicativo desfoca o centro da visão do olho dominante, enquanto fornece ao olho preguiçoso uma imagem normal e nítida.

 

“Dessa maneira, ocorre um estímulo visual que obriga o olho amblíope a processar as imagens. Portanto, o treinamento resulta na necessidade de os dois olhos trabalharem juntos, algo fundamental para assegurar o desenvolvimento da visão binocular”, reforça a oftalmologista infantil.

 

Outro tratamento já disponível nos Estados Unidos é o uso de realidade virtual (RV). Por meio de um óculos RV, a criança assiste aos programas favoritos, incentivando os dois olhos a trabalharem juntos.

 

Novos tratamentos para ambliopia focam na neuroplasticidade

 

Enfim, há muitos estudos em andamento para desenvolver novos tratamentos para a ambliopia. Contudo, a maioria deles tem como foco usar a capacidade de o cérebro gerar novas conexões neurais, ou seja, a neuroplasticidade. Ademais, o uso da tecnologia, incluindo a Inteligência Artificial, devem ser os principais tratamentos para a ambliopia nos próximos anos.

 

“Dessa maneira, os resultados que temos acesso mostram que essas terapias funcionam, mesmo depois da fase crítica do desenvolvimento visual. Portanto, até mesmo adultos podem se beneficiar das novas terapias”, comenta Dra. Marcela.

 

Diagnóstico e tratamento precoces são a chave para bons resultados  

 

A ambliopia é uma das principais causas de baixa visão em crianças. Portanto, é crucial realizar o diagnóstico o quanto antes, para que o tratamento possa assegurar o desenvolvimento da visão binocular.

 

“Todas as causas da ambliopia são detectáveis e tratáveis, mas para isso é preciso conscientizar os pais a respeito da importância das consultas oftalmológicas de rotina, desde os primeiros meses de vida. O diagnóstico e o tratamento precoces da ambliopia ainda são a chave para garantir um bom desenvolvimento da visão”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Causas do estrabismo – Entenda quais são as causas do desvio ocular https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-do-estrabismo-entenda-quais-sao-as-causas-do-desvio-ocular/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-do-estrabismo-entenda-quais-sao-as-causas-do-desvio-ocular/#respond Wed, 07 May 2025 16:46:02 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3397 As causas do estrabismo ainda não estão totalmente claras para a comunidade científica. Contudo, existem estudos que apontam algumas hipóteses sobre a origem do estrabismo. Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba […]

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As causas do estrabismo ainda não estão totalmente claras para a comunidade científica. Contudo, existem estudos que apontam algumas hipóteses sobre a origem do estrabismo.

Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Estrabismo se desenvolve na infância, na maioria dos casos

Primeiramente, é importante esclarecer que a maioria dos casos de estrabismo surge na infância. A estimativa é que o desvio ocular afeta de 2 a 4% das crianças. “O estrabismo é uma condição em que há desalinhamento do olho, que pode se desviar em várias direções. Ou seja, para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Dessa maneira, cada desvio recebe uma classificação”, explica Dra. Marcela.

As principais formas de estrabismo são: o estrabismo convergente (quando o olho se desvia para dentro, em direção ao nariz); estrabismo divergente intermitente (quando o olho se desvia para fora, em direção às orelhas, de vez em quando) e o estrabismo vertical (quando o olho se desvia para cima ou para baixo).

Causas do estrabismo são diversas

Bem, agora vamos falar das causas do estrabismo. A especialista esclarece que nem sempre é possível determinar a causa exata do desalinhamento do olho. Atualmente, há estudos em andamento e alguns estudos já realizados a respeito da origem do estrabismo. Por outro lado, ainda não há um consenso a respeito das causas do estrabismo”, comenta.

Causas do estrabismo podem ser genéticas

O entendimento das bases genéticas do estrabismo é crucial para diagnosticar de forma precoce, o que pode ajudar a prevenir prejuízos no desenvolvimento visual. Mais do que isso, os estudos podem proporcionar a descoberta de novas abordagens preventivas ou terapêuticas.

Primeiramente, as descobertas científicas a respeito da genética do estrabismo mostraram que algumas formas raras de estrabismo são causadas por uma mutação em um único gene. “Algumas dessas mutações são dominantes, o que significa que a criança precisa de apenas uma cópia do gene mutado (de um dos pais) para herdar a condição. Já nas formas recessivas, a criança vai precisar herdar duas cópias do gene mutado (um da mãe e um do pai) para herdá-la”, esclarece Dra. Marcela.

“Contudo, a herança dos tipos mais comuns de estrabismo é mais complexa. As pesquisas na área identificaram vários genes que podem contribuir para a condição. Sendo assim, o que pode determinar o aparecimento do estrabismo é a interação entre os genes e outros aspectos, como os ambientais”, complementa a especialista.

Estudos com gêmeos e irmãos ajudam a mostrar como a genética pode desempenhar um papel importante (mas não exclusivo) no estrabismo. Em estudos com gêmeos idênticos, nos quais um deles apresenta estrabismo infantil comum, o outro gêmeo tem até 82% de chance de desenvolver a condição. Já em gêmeos que não são idênticos, a chance é de 47%.

Afinal, o estrabismo é hereditário?

Sim, o estrabismo tende a ser hereditário. Um estudo de 2023 descobriu que 20 a 30% das pessoas com estrabismo tinham um parente próximo com estrabismo. Alguns tipos de estrabismo podem ter maior probabilidade de ser hereditários. No mesmo estudo, pessoas com esotropia (olhos voltados para dentro, em direção ao nariz) eram mais propensas a ter histórico familiar do que pessoas com exotropia (olhos voltados para fora).

Prematuridade e baixo peso ao nascer são importantes causas do estrabismo

Um bebê prematuro é aquele que nasce antes de completar 37 semanas de gestação. Devido ao nascimento antes do tempo, o bebê pode apresentar diversos problemas de saúde, incluindo condições que afetam os olhos, como o estrabismo. Adicionalmente à prematuridade, temos os bebês com baixo peso ao nascer, que também apresentam risco aumentado para o desvio dos olhos.

Os bebês prematuros estão sujeitos a diversas complicações devido à imaturidade de todos os órgãos e sistemas, incluindo o sistema nervoso central (SNC). Dessa forma, essa imaturidade orgânica também afeta o sistema visual, o último sistema do corpo humano a se desenvolver. Ademais, quando o prematuro desenvolve a retinopatia da prematuridade, também há um risco maior de desenvolver o estrabismo.

Estima-se que de 22 a 47% das crianças que tiveram ROP terão estrabismo e cerca de metade irá apresentar algum grau de ambliopia (olho preguiçoso).

Síndromes genéticas e estrabismo

O estrabismo também tem uma maior ocorrência em crianças que nascem com algumas síndromes genéticas, como a síndrome de Down. Há também uma forma congênita de estrabismo, a síndrome de Duane.

Tabagismo na gravidez é uma das causas de estrabismo?

Segundo um estudo recente, o tabagismo durante a gravidez aumenta em 65% o risco da criança desenvolver estrabismo. Embora a relação entre o cigarro e o estrabismo não esteja totalmente clara, esse e outros estudos comprovaram que filhos de mães tabagistas apresentam maior chance de apresentar desvio do olho.

Conheça outras causas do estrabismo

Adicionalmente ao tabagismo, às síndromes genéticas, mutação e hereditariedade, o estrabismo também pode ter relação com os seguintes aspectos:

  • Consumo de álcool na gestação
  • Idade avançada da gestante
  • Complicações neonatal como icterícia, infecções e qualquer condição que afete o sistema nervoso central, especialmente com danos nos músculos oculares
  • Diferença de grau muito alta entre os olhos
  • Hipermetropia – responsável pelos casos de estrabismo acomodativo

Conclusão – Causas do estrabismo são inúmeras

Como vimos ao longo do artigo, existem várias causas do estrabismo. Por outro lado, nem sempre será possível determinar a origem exata do desvio ocular. Acima de tudo, o mais importante é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmologista infantil, para uma consulta de rotina.

“Ademais, é importante realizar consultas de rotina ao longo da infância, bem como procurar o oftalmopediatra, caso a criança apresente desvio do eixo ocular, entre outros problemas de vista. Por outro lado, também é importante que os pais informem ao médico se há casos de estrabismo na família. Cabe também durante a anamnese levantar o histórico da gestação e dos primeiros meses de vida da criança”, ressalta Dra. Marcela.

“Felizmente, o estrabismo tem tratamento por meio de cirurgia, que deve ser feita na infância.  Apenas o estrabismo acomodativo, aquele causado pela hipermetropia, é corrigido pelos óculos de grau”, finaliza a médica.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Astigmatismo em crianças aumentou após a pandemia, diz estudo https://homolog.marcelabarreira.com.br/astigmatismo-em-criancas-aumentou-apos-a-pandemia-diz-estudo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/astigmatismo-em-criancas-aumentou-apos-a-pandemia-diz-estudo/#respond Wed, 26 Mar 2025 14:53:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3298 O astigmatismo em crianças aumentou após a pandemia. Para além do aumento dos casos, o astigmatismo se tornou mais grave. Essa foi a conclusão de um estudo publicado recentemente, em março de 2025, no JAMA Ophthalmology. O estudo avaliou cerca de 21 mil crianças, com idades entre 6 e 8 anos, de diferentes partes do […]

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O astigmatismo em crianças aumentou após a pandemia. Para além do aumento dos casos, o astigmatismo se tornou mais grave. Essa foi a conclusão de um estudo publicado recentemente, em março de 2025, no JAMA Ophthalmology. O estudo avaliou cerca de 21 mil crianças, com idades entre 6 e 8 anos, de diferentes partes do mundo, entre 2015 e 2023.

Segundo os pesquisadores, houve um aumento de cerca de 34,7% nos casos de astigmatismo em crianças, entre 2022 e 2023. As causas desse aumento não foram totalmente esclarecidas. Mas, o estudo apontou que a maior prevalência do astigmatismo em crianças pode ter relação com a interação de fatores ambientais, alterações no estilo de vida durante a pandemia e alterações fisiológicas da córnea durante o desenvolvimento da visão.

Astigmatismo em crianças – O que você precisa saber

Segundo a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), o astigmatismo é um erro refrativo que dificulta a visão de perto e de longe. Em geral, pode afetar de 15 a 30% das crianças no primeiro ano de vida. Contudo, na maioria dos casos não há necessidade de correção do grau.

“Primeiramente, é importante explicar que o astigmatismo causa embaçamento e distorção da visão, tanto de longe como de perto. Em geral, o astigmatismo pode acontecer devido ao formato irregular da córnea ou do cristalino. O astigmatismo corneano é resultado de uma córnea mais ovalada, que lembra uma bola de futebol americano”, explica Dra. Marcela.

Portanto, quando a córnea sofre essa alteração em sua forma, os raios de luz se espalham na retina, em vez de atingirem apenas um ponto focal. “Como resultado, a imagem fica embaçada e distorcida, tanto para perto quanto para longe. Adicionalmente, é importante dizer que muitas crianças desenvolvem o chamado astigmatismo miópico, ou seja, a criança apresenta tanto a miopia como o astigmatismo”, complementa a especialista.

Miopia e astigmatismo: uma dupla nada perfeita!

Normalmente, o astigmatismo aparece acompanhado de outros erros refrativos. Isso quer dizer que a criança pode ter miopia e astigmatismo, ou astigmatismo e hipermetropia, por exemplo.

“Como a miopia e o astigmatismo causam dificuldade para ver de longe, muitas pessoas podem nem imaginar que possuem os dois erros refrativos. Além disso, quando há um atraso muito grande no diagnóstico do astigmatismo, há um aumento no risco de desenvolver a miopia”, alerta Dra. Marcela.

Existem sinais do astigmatismo em crianças?

Infelizmente, o diagnóstico do astigmatismo não costuma ser muito precoce, na maioria dos casos. Isso porque as crianças não possuem um parâmetro para comparar se estão enxergando bem ou mal. Para além disso, bebês e crianças que ainda não desenvolveram a linguagem também não têm como expressarem ou se queixarem a respeito de dificuldades na visão.

Em contrapartida, existem alguns sinais que podem indicar a presença do astigmatismo ou até mesmo de outros erros refrativos no público infantil. Veja abaixo:

Há alguns sinais que podem sugerir que a presença desses erros refrativos como:

  • Quedas e tropeços frequentes;
  • Dificuldades para praticar esportes;
  • Atrasos motores;
  • Aperto dos olhos, como se estivesse se esforçando para enxergar;
  • Dificuldades escolares, principalmente para ler, escrever, recortar, pintar
  • Para crianças que já desenvolveram a fala, fique atento a queixas sobre dores de cabeça e nos olhos, especialmente no final do dia;
  • Necessidade de ficar muito perto da TV ou das telas para enxergar.

Astigmatismo em crianças – Diagnóstico e Tratamento

Assim como na miopia, os casos de astigmatismo podem ter relação com a genética. Ou seja, filhos de pais com astigmatismo têm maior chance de desenvolver a condição. De qualquer maneira, é imprescindível levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. Acima de tudo, é importante esclarecer que é possível identificar erros refrativos em bebês e crianças que ainda não falam.

“Entretanto, o mais comum é diagnosticar o astigmatismo na idade pré-escolar, quando a criança começa a apresentar problemas de aprendizagem ou outras dificuldades nos estudos. É nessa fase também que a criança consegue expressar dificuldades para enxergar”, diz Dra. Marcela.

“O tratamento do astigmatismo é simples, feito com o uso de óculos. Porém, como as crianças crescem, o formato da córnea pode mudar e alterar o grau, para mais ou para menos. Dessa forma, a partir do diagnóstico, é preciso realizar um acompanhamento regular com um oftalmologista infantil”, finaliza a especialista.

Leia aqui sobre como funciona o exame de vista em crianças.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Alergia ocular em crianças por maquiagem – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-em-criancas-por-maquiagem-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-em-criancas-por-maquiagem-o-que-voce-precisa-saber/#respond Thu, 27 Feb 2025 18:28:51 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3223 A alergia ocular em crianças por maquiagem é um problema sério. Sendo assim, o uso cada vez mais precoce e frequente de cosméticos na infância, tem sido uma preocupação frequente dos oftalmologistas e dermatologistas. Com a chegada do Carnaval, o tema se torna ainda mais preocupante. Por isso, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. […]

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A alergia ocular em crianças por maquiagem é um problema sério. Sendo assim, o uso cada vez mais precoce e frequente de cosméticos na infância, tem sido uma preocupação frequente dos oftalmologistas e dermatologistas. Com a chegada do Carnaval, o tema se torna ainda mais preocupante.

Por isso, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Maquiagem para os olhos é a segunda causa de alergia ocular

Inicialmente, é importante esclarecer que a maquiagem é a segunda causa de alergia ocular, especificamente da dermatite de contato na região periocular, especialmente nas pálpebras. “Sendo assim, como as meninas hoje estão usando maquiagem cada vez mais cedo, precisamos esclarecer para os pais e responsáveis o risco de certos problemas, como a alergia ocular em crianças por maquiagem”, comenta Dra. Marcela.

Quanto mais brilhante, maior o risco de alergia 

Primeiramente, precisamos falar sobre as alergias na infância, que são muito comuns. “Dessa forma, precisamos estar atentos aos produtos voltado para as crianças. Uma das razões para uma maior incidência de alergias na infância é que o sistema imunológico está em formação. Em outras palavras, há um risco maior do organismo em reagir de forma exagerada a certas substância químicas, ou outros alérgenos, como pó, pelos de animais, polén e certos alimentos”, explica Dra. Marcela.

Em relação aos cosméticos, especialmente maquiagens para a região periocular, a reação alérgica pode ter associação com alguns componentes das fórmulas. “Acima de tudo, precisamos reforçar que quanto mais colorida e mais brilhante for a maquiagem, maior o risco de o produto conter alumínio, cobalto, níquel, cromo e chumbo. Sendo assim, esses metais são muito perigosos para a saúde, tanto de crianças como de adultos” alerta a oftalmologista.

Outro produto perigoso para as crianças é rímel, que pode ter em sua fórmula o timerosal, uma forma do mercúrio, que ajuda a conversar o produto. De acordo com estudos, essa substância tem um alto risco de desencadear alergias nas pálpebras.

Mas, vale reforçar que todos os produtos para a região podem desencadear a alergia ocular em crianças por maquiagem. Entre eles:

  • Sombras
  • Delineadores
  • Lápis de olho
  • Rímel
  • Corretivos
  • Iluminadores

Alergia  em crianças por maquiagem – Quais os sintomas

Inicialmente é importante dizer que nem todas as crianças podem apresentar alergia ocular ao usarem maquiagem. Por outro lado, é crucial saber quais são os sinais e sintomas e o que fazer.

“A alergia pode ocorrer logo em seguida da aplicação das maquiagens. Nesse caso, se for na pele das pálpebras, estamos falando da dermatite de contato. Os sintomas são coceira, vermelhidão, inchaço e ardência. Além disso, podem se formar bolhas ou protuberâncias na pele”, diz Dra. Marcela.

“A primeira recomendação é remover o produto e lavar com água de forma abundante. Os pais também precisam ficar atentos a uma reação mais severa, que é o fechamento da glote. Nesses casos, a criança pode apresentar diversos sintomas como falta de ar, sensação de ter um bolo na garganta, chiado no peito, dificuldade para falar, inchaço nos lábios e no rosto e coceira na garganta. Definitivamente, essa situação é uma emergência médica e os pais devem levar a criança imediatamente para um pronto socorro”, alerta a oftalmologista.

“Quando a alergia se concentra nas pálpebras ou nos olhos, além de lavar com água, pode ser necessário prescrever medicamentos antialérgicos, sejam locais ou orais. Portanto, o ideal é procurar o pediatra ou outro médico”, finaliza Dra. Marcela.

Dicas para prevenir alergia nos olhos

Enfim, como pode ser difícil proibir as crianças de usar maquiagem, o ideal é adotar alguns cuidados. Com a ajuda da Dra. Marcela, preparamos dicas para os pais.

  • Bom senso – Quando falamos de maquiagem em crianças, é preciso usar o bom senso. Em outras palavras, os pais podem e devem controlar o uso. A recomendação é reservar para ocasiões especiais, ou seja, evitar que a criança use todos os dias.
  • Cuidado com maquiagens de origem duvidosa – Atualmente, há uma variedade imensa de maquiagens que chegam de outros países. Contudo, esses produtos podem ter origem duvidosa, especialmente se não possuem a autorização das agências de controle sanitário do nosso país. Portanto, é crucial evitar que as crianças usem cosméticos de má procedência.
  • Invista em produtos de qualidade – Acima de tudo, lembre-se de optar por produtos voltados para crianças. Leia os rótulos e prefira produtos veganos, que possuem menos química.
  • Teste antes do uso – Para prevenir reações alérgicas, realize um teste na pele do pulso antes de a criança usar a maquiagem.
  • Evite o brilho – Embora as meninas costumem adorar as maquiagens com glitter e brilho, atente-se! Isso porque são os produtos que podem conter a maior quantidade de metais.
  • Crianças alérgicas – Quando a criança é alérgica (possui asma, rinite, dermatite atópica etc.), o ideal é não usar maquiagens. Afinal, o risco de desenvolver uma alergia ocular é maior do que em crianças não atópicas.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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