Arquivos oftalmologia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmologia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:24:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos oftalmologia - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmologia/ 32 32 Cirurgia de Nistagmo: quando é indicada e o que dizem os estudos sobre os resultados? https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-nistagmo-quando-e-indicada-e-o-que-dizem-os-estudos-sobre-os-resultados/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-nistagmo-quando-e-indicada-e-o-que-dizem-os-estudos-sobre-os-resultados/#respond Wed, 10 Jun 2026 18:27:41 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4816 A cirurgia de nistagmo é indicada para alguns pacientes. Entre os benefícios estão a melhora da posição anormal da cabeça,  redução dos movimentos involuntários dos olhos e até melhora na qualidade da visão. O que é nistagmo? O nistagmo é uma condição que se caracteriza por movimentos involuntários e repetitivos dos olhos, que podem ocorrer […]

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A cirurgia de nistagmo é indicada para alguns pacientes. Entre os benefícios estão a melhora da posição anormal da cabeça,  redução dos movimentos involuntários dos olhos e até melhora na qualidade da visão.

O que é nistagmo?

O nistagmo é uma condição que se caracteriza por movimentos involuntários e repetitivos dos olhos, que podem ocorrer na horizontal, vertical ou em diferentes direções.

Esses movimentos costumam surgir ainda na infância e podem dificultar a fixação do olhar. Com isso, há um importante prejuízo na visão e, como resultado, acaba afetando atividades do dia a dia, como leitura, escrita e reconhecimento de rostos.

Muitos pacientes desenvolvem também uma posição anormal da cabeça, conhecida como torcicolo ocular. Isso acontece porque existe uma direção específica do olhar em que os movimentos dos olhos diminuem, chamada de “posição de bloqueio” ou null point. Para aproveitar essa posição, a pessoa passa a manter a cabeça inclinada ou girada constantemente.

Quando a cirurgia de nistagmo é indicada?

A cirurgia não costuma ser indicada apenas pela presença do nistagmo.

O principal objetivo do procedimento é corrigir a posição anormal da cabeça e melhorar o funcionamento visual do paciente.

De modo geral, a cirurgia pode ser recomendada quando há:

  • torcicolo ocular significativo;
  • posição compensatória da cabeça que causa desconforto;
  • dificuldades visuais relacionadas ao nistagmo;
  • impacto na qualidade de vida;
  • necessidade de centralizar a posição de bloqueio para melhorar o alinhamento visual.

Contudo, apesar dos benefícios, a indicação da cirurgia depende de uma avaliação criteriosa de um Oftalmologista que seja especialista em Estrabismo.

Como funciona a cirurgia de nistagmo?

A técnica mais utilizada consiste em reposicionar alguns músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos.

O objetivo é deslocar a posição de bloqueio para mais próximo da posição central do olhar, permitindo que o paciente mantenha a cabeça reta com mais conforto.

Dependendo das características do caso, diferentes técnicas cirúrgicas podem ser utilizadas, incluindo procedimentos derivados da cirurgia de Kestenbaum e suas modificações.

É importante destacar que a cirurgia não elimina necessariamente os movimentos oculares, mas busca reduzir seus efeitos funcionais e melhorar a qualidade de vida.

 O que mostram os estudos científicos sobre a cirurgia de nistagmo

Diversas pesquisas realizadas nas últimas décadas demonstram que a cirurgia de nistagmo pode trazer benefícios duradouros.

Correção da posição da cabeça em mais de 90% dos pacientes

Um dos maiores estudos sobre o tema acompanhou 150 pacientes submetidos à cirurgia para correção da posição anômala da cabeça causada pelo nistagmo.

Os pesquisadores observaram que:

  • 95% dos pacientes apresentaram melhora satisfatória logo após a cirurgia;
  • 93% mantiveram os bons resultados após 10 anos de acompanhamento;
  • poucos pacientes necessitaram de uma nova intervenção.

Esses dados mostram que os benefícios da cirurgia podem ser duradouros e persistir por muitos anos.

Redução importante do torcicolo ocular

Outro estudo avaliou pacientes submetidos ao procedimento de Anderson, uma das técnicas utilizadas para tratamento do nistagmo.

Os resultados mostraram que:

  • a inclinação da cabeça foi reduzida de aproximadamente 40 graus para apenas 7 graus;
  • mais da metade dos pacientes passou a manter a cabeça completamente reta;
  • quase 90% apresentaram desvio residual mínimo.

Na prática, isso significa maior conforto, melhora estética e redução dos problemas posturais relacionados ao torcicolo ocular.

A cirurgia pode melhorar a visão?

Embora o principal objetivo seja corrigir a posição da cabeça, muitos pacientes também apresentam melhora visual.

Uma revisão científica que analisou dezenas de estudos sobre cirurgia para nistagmo infantil concluiu que a maioria dos trabalhos encontrou ganho de acuidade visual após o procedimento.

Em alguns casos, os pacientes chegaram a ganhar até três linhas na tabela de visão.

O benefício visual varia de acordo com fatores como:

  • tipo de nistagmo;
  • idade do paciente;
  • presença de outras doenças oculares;
  • intensidade dos movimentos oculares.

Por isso, os resultados podem ser diferentes de uma pessoa para outra.

A cirurgia pode ser realizada em crianças?

Sim.

Em muitos casos, a cirurgia é realizada durante a infância, especialmente quando existe uma posição anormal da cabeça importante.

Estudos envolvendo crianças pequenas demonstraram melhora não apenas da postura da cabeça, mas também da função visual e do alinhamento ocular após o procedimento.

O tratamento precoce pode ajudar a evitar alterações posturais permanentes e favorecer o desenvolvimento visual.

A cirurgia cura o nistagmo?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes.

A resposta é não.

O nistagmo geralmente não desaparece completamente após a cirurgia. Entretanto, o procedimento pode reduzir significativamente seus impactos funcionais.

Muitos pacientes passam a enxergar melhor, manter a cabeça em posição mais natural e realizar suas atividades com mais conforto e segurança.

Por isso, o sucesso da cirurgia não depende apenas da redução dos movimentos dos olhos, mas principalmente da melhora da qualidade de vida.

Qualidade de vida também melhora após a cirurgia

Além dos benefícios visuais, a cirurgia pode trazer ganhos importantes para o bem-estar do paciente.

Pessoas que convivem com torcicolo ocular frequentemente relatam:

  • dores cervicais;
  • fadiga muscular;
  • desconforto em atividades escolares e profissionais;
  • impacto na autoestima.

Ao permitir uma posição mais natural da cabeça, a cirurgia pode contribuir para maior conforto físico e melhor integração social.

Conclusão

Acima de tudo, a cirurgia de nistagmo é uma opção segura e eficaz para alguns pacientes, especialmente aqueles que apresentam torcicolo ocular e prejuízos funcionais relacionados à doença.

Ademais, estudos científicos demonstram altas taxas de sucesso na correção da posição da cabeça, melhora da qualidade visual e benefícios duradouros ao longo dos anos.

Se você ou seu filho apresentam nistagmo, a avaliação com um oftalmologista especialista em estrabismo é fundamental para determinar se existe indicação cirúrgica e quais resultados podem ser esperados em cada caso.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmologista infantil, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. A profissional é uma referência em cirurgia de nistagmo e estrabismo.

O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

Fontes:

https://www.aaojournal.org/article/S0161-6420(22)00821-1/fulltext

https://ajo.com/retrieve/pii/S0002939419305422

https://www.nature.com/articles/s41433-019-0400-8

https://www.dovepress.com/eye-muscle-surgery-for-infantile-nystagmus-syndrome-in-the-first-two-y-peer-reviewed-fulltext-article-OPTH

 

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Prejuízos da ambliopia na vida da criança https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/#respond Wed, 03 Jun 2026 11:16:35 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4787 Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a […]

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Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a infância.

No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que os impactos da ambliopia podem ir muito além da dificuldade para enxergar. O desenvolvimento visual está intimamente ligado ao desenvolvimento motor, à percepção espacial e até mesmo à forma como a criança interage com o mundo ao seu redor.

O que é a ambliopia?

A ambliopia ocorre quando o cérebro passa a privilegiar as informações vindas de um olho e “ignora” parcialmente as do outro. Com o tempo, essa falta de estímulo impede que a visão do olho afetado se desenvolva normalmente.

As causas mais comuns incluem:

  • Estrabismo;
  • Diferenças significativas de grau entre os olhos;
  • Altos erros refrativos não corrigidos;
  • Catarata congênita e outras condições que dificultam a entrada de luz no olho.

Quanto mais cedo a condição for identificada e tratada, maiores são as chances de recuperação visual.

Os prejuízos da ambliopia vão além da acuidade visual

Embora a redução da visão seja a característica mais conhecida da ambliopia, estudos mostram que ela pode afetar diversas habilidades importantes para o desenvolvimento infantil.

  1. Dificuldade na percepção de profundidade

Para enxergarmos o mundo em três dimensões, os dois olhos precisam trabalhar em conjunto. Quando um deles não participa adequadamente do processo visual, a percepção de profundidade pode ficar comprometida.

Isso pode dificultar atividades como:

  • Pegar uma bola;
  • Subir e descer escadas;
  • Andar de bicicleta;
  • Avaliar distâncias com precisão.
  1. Alterações na coordenação motora

A visão desempenha um papel fundamental na coordenação dos movimentos.

Crianças com ambliopia podem apresentar mais dificuldade em tarefas que exigem precisão visual e motora, como:

  • Escrever;
  • Recortar;
  • Desenhar;
  • Montar blocos;
  • Praticar determinados esportes.

Essas dificuldades nem sempre são percebidas imediatamente pelos pais, mas podem influenciar o desempenho em diversas atividades do dia a dia.

  1. Impacto na autoestima e na vida social

A ambliopia também pode trazer consequências emocionais.

Algumas crianças se sentem inseguras ao perceber que enxergam de forma diferente dos colegas. Além disso, durante o tratamento, especialmente quando é necessário o uso do tampão, podem surgir situações de constrangimento, resistência ou até comentários desagradáveis de outras crianças.

Por isso, o apoio da família e da escola é fundamental para o sucesso do tratamento.

  1. Dependência de um único olho

Quando a ambliopia não é tratada adequadamente, a pessoa passa a depender muito mais do olho com melhor visão.

Isso significa que, caso esse olho venha a apresentar algum problema no futuro, como uma doença ocular ou um trauma, o impacto visual pode ser muito maior.

Esse é um dos principais motivos pelos quais o tratamento precoce é tão importante.

Portanto, os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão!

Como funciona o tratamento da ambliopia?

O tratamento tem como objetivo estimular o cérebro a utilizar o olho com menor visão, favorecendo seu desenvolvimento.

Antes de tudo, é necessário corrigir a causa da ambliopia. Em muitos casos, isso envolve o uso adequado de óculos para corrigir o grau ou correção do estrabismo, por exemplo.

Após essa etapa, o tratamento pode incluir a oclusão do olho com melhor visão, conhecida popularmente como tratamento com tampão.

Por que o tampão é necessário para prevenir os prejuízos da ambliopia?

O cérebro tende a utilizar o olho que enxerga melhor. Ao cobrir temporariamente esse olho com um tampão, o cérebro é “obrigado” a utilizar o olho mais fraco.

Esse estímulo promove o desenvolvimento das conexões neurais responsáveis pela visão, permitindo que o olho amblíope ganhe capacidade visual.

O tempo de uso varia conforme:

  • A idade da criança;
  • A gravidade da ambliopia;
  • A resposta ao tratamento;
  • A orientação do oftalmologista infantil.

 Por que o tratamento com tampão é tão desafiador?

Embora o conceito pareça simples, a prática costuma ser mais difícil.

Quando o olho de melhor visão é tampado, a criança passa a depender justamente do olho que enxerga pior. Isso pode gerar desconforto, insegurança e resistência.

Além disso, algumas crianças:

  • Não gostam da aparência do tampão;
  • Sentem dificuldade para brincar ou realizar atividades;
  • Ficam frustradas por enxergar menos durante o período de oclusão.

Por isso, a adesão ao tratamento exige paciência, apoio familiar e acompanhamento próximo da equipe médica.

O tempo faz toda a diferença

A infância é o período em que o sistema visual está em desenvolvimento. Quanto mais cedo a ambliopia for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de recuperação.

Muitas vezes, a criança não percebe que está enxergando mal de um dos olhos, justamente porque o outro compensa essa deficiência. Por isso, consultas com um oftalmologista infantil regulares são essenciais, mesmo quando não há queixas aparentes.

Conclusão – Prejuízos da ambliopia podem ser evitados

A ambliopia não é apenas uma redução da visão em um dos olhos. Ela pode interferir na percepção de profundidade, na coordenação motora, na autoestima e em diversas atividades do cotidiano.

A boa notícia é que, quando identificada precocemente, a condição pode ser tratada com excelentes resultados.

Embora o uso do tampão represente um desafio para muitas famílias, ele continua sendo uma das ferramentas mais importantes para estimular o desenvolvimento visual e proporcionar à criança melhores oportunidades para o futuro.

Investir no tratamento da ambliopia é investir não apenas na visão, mas também no desenvolvimento global da criança.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Alta miopia e descolamento de retina – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/alta-miopia-e-descolamento-de-retina-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alta-miopia-e-descolamento-de-retina-sinais-e-sintomas/#respond Wed, 27 May 2026 18:19:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4760 A alta miopia pode causar o descolamento de retina. Mas, você sabe por que essas duas condições estão associadas? Nesse artigo, você vai entender tudo sobre a alta miopia e o descolamento de retina. Além disso, vamos esclarecer os sinais e sintomas do descolamento de retina e o que fazer na presença dessas manifestações. O […]

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A alta miopia pode causar o descolamento de retina. Mas, você sabe por que essas duas condições estão associadas?

Nesse artigo, você vai entender tudo sobre a alta miopia e o descolamento de retina. Além disso, vamos esclarecer os sinais e sintomas do descolamento de retina e o que fazer na presença dessas manifestações.

O que é alta miopia?

A miopia é um erro refrativo que tem aumentado de forma exponencial em todo o mundo. Normalmente, surge na infância. Apesar da genética ser um importante fator de risco, hoje o excesso de telas e de atividades de perto são condições bem estabelecidas que levam ao desenvolvimento e ao aumento de grau da miopia.

E qual o problema do aumento do grau da miopia?

O problema da progressão da miopia vai muito além da necessidade de trocar os óculos. Isso porque o aumento do grau está diretamente ligado a doenças graves, como o descolamento de retina, glaucoma, catarata precoce, entre outras condições.

Quando a miopia é considerada alta?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a miopia é classificada da seguinte forma:

  • Miopia baixa: até –3,00 dioptrias (D)
  • Miopia moderada: entre –3,00 D e –6,00 D
  • Miopia alta ou patológica: acima de –6,00 D (ou comprimento axial do olho > 26 mm)

Por que a retina é crucial para a visão?

Primeiramente, vamos conhecer melhor a retina, popularmente chamada de fundo de olho. Trata-se de um tecido finíssimo, repleto de células que captam a luz. Depois de captado pela retina, o feixe luminoso é enviado para o nervo óptico que ao chegar no cérebro se transforma na imagem que enxergamos. Portanto, a retina é essencial para a visão.

O globo ocular tem um formato arredondado e é dividido em duas partes: câmara anterior (parte da frente do olho) e câmara posterior (parte de trás). A retina se encontra na parte de trás do olho, ao fundo quando se olha de frente. Daí o nome popular “fundo de olho”.

Bem, agora que você já entendeu que a retina é crucial para a visão, vamos falar sobre a alta miopia e descolamento da retina.

Alta miopia e descolamento de retina – O que você precisa saber

A alta miopia aumenta o risco de descolamento de retina porque o olho míope costuma ser mais “comprido” do que o normal. Esse alongamento faz com que a retina — a camada fina e delicada responsável pela visão — fique mais esticada, fina e frágil ao longo do tempo.

Imagine a retina como um papel de parede revestindo a parte interna do olho. Quando o globo ocular cresce demais, esse “papel” sofre tensão constante. Isso favorece o surgimento de áreas frágeis, buracos e rasgos na retina.

Quando ocorre uma ruptura, o líquido dentro do olho (humor vítreo) pode passar por trás da retina e descolá-la da parede ocular, causando o descolamento de retina.

A relação é especialmente importante em pessoas com miopia alta, geralmente acima de 6 graus, porque elas apresentam:

  • Retina mais fina e vulnerável;
  • Maior chance de degenerações periféricas;
  • Alterações no vítreo (gel que preenche o olho);
  • Maior tração sobre a retina.

Além disso, conforme envelhecemos, o vítreo naturalmente vai se desprendendo da retina. Em pessoas com alta miopia, esse processo tende a acontecer mais cedo e com maior força de tração, aumentando o risco de rasgos.

Sinais e sintomas do descolamento de retina

Se você ou alguém que você conhece possui alta miopia, preste atenção no surgimento desses sinais e sintomas:

  • Flashes de luz;
  • Aumento repentino de moscas volantes;
  • Sensação de “cortina” escura na visão;
  • Perda de parte do campo visual.
  • Aumento repentino de moscas volantes (sensação de pontos ou linhas pretas ao movimentar os olhos).

Nos casos mais graves, a pessoa pode perder totalmente a visão durante o episódio de descolamento da retina.

Busque ajuda imediatamente

O descolamento da retina é uma emergência médica. Portanto, ao perceber problemas repentinos na visão, procure um oftalmologista o mais rápido possível. O tratamento precoce é essencial para prevenir danos permanentes na visão.

Infelizmente, quando a retina se descola perde o fornecimento de sangue e nutrientes e tem aos poucos sua função afetada. Quanto maior o tempo que a retina fica descolada, menor será a chance de recuperar a visão de forma mais satisfatória.

Atualmente há diversos tipos de tratamentos cirúrgicos e medicamentosos que podem ajudar no tratamento do descolamento da retina.

 Prevenção é possível?

Depende. Na alta miopia nem sempre é possível prevenir o descolamento da retina. Contudo, hoje já existem tratamentos para impedir a progressão do grau em crianças e adolescentes.

O ideal é acompanhar de forma regular com um oftalmologista que pode sugerir tratamentos específicos para prevenir o aumento do grau.  Entre os tratamentos estão colírios e lentes especiais.

 

Descolamento de retina é emergência médica! Busque ajuda assim que perceber o surgimento de algum dos sintomas.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

 

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

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Lentes de contato para crianças e adolescentes – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 20 May 2026 13:41:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4723 As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética. Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não […]

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As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética.

Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não é indicar a cirurgia refrativa para eliminar o grau?

Neste texto, vamos explicar tudo o que pais e adolescentes precisam saber sobre as lentes de contato para crianças e adolescentes.

Crianças e adolescentes podem usar lentes de contato?

Sim. Em muitos casos, as lentes de contato podem ser usadas com segurança por crianças e adolescentes. Entretanto, a indicação deve ser feita sempre por um oftalmologista.

Inclusive, é importante dizer que a idade, isoladamente, não é o principal fator que se leva em consideração para a prescrição das lentes. Na verdade, o mais importante é a maturidade do paciente para seguir corretamente os cuidados de higiene, limpeza e tempo de uso das lentes.

Existem adolescentes muito responsáveis e adultos que não conseguem cuidar adequadamente das lentes. Por isso, cada caso demanda uma avaliação individual.

Em quais situações as lentes de contato para crianças e adolescentes podem. ser indicadas?

As lentes de contato podem substituir os óculos em crianças e adolescentes como:

  • Miopia;
  • Astigmatismo;
  • Hipermetropia.

Além disso, as lentes de contato podem ser especialmente úteis para crianças e adolescentes que:

  • Praticam esportes;
  • Sentem desconforto com os óculos;
  • Possuem graus altos;
  • Apresentam diferenças importantes de grau entre os olhos;
  • Têm dificuldades de adaptação aos óculos.

As lentes também podem ajudar na autoestima e na qualidade de vida da criança e do adolescente. Isso porque a adolescência é uma fase desafiadora e os óculos podem se tornar motivo de bullying ou de outras situações sociais que podem afetar o bem-estar.

Quais são os principais cuidados com lentes de contato na adolescência?

O uso inadequado das lentes pode causar complicações sérias, incluindo infecções na córnea que podem comprometer a visão. Por isso, alguns cuidados são indispensáveis:

Higienizar sempre as mãos

Antes de colocar ou retirar as lentes, é fundamental lavar bem as mãos com água e sabão.

Nunca dormir com as lentes

Dormir com lentes aumenta significativamente o risco de infecções e inflamações oculares.

Não usar água para limpar as lentes

As lentes nunca devem ser lavadas com água da torneira, soro fisiológico ou saliva. O correto é utilizar apenas as soluções específicas indicadas pelo oftalmologista.

Não entrar em piscina ou mar usando lentes

O contato com água pode favorecer infecções graves, incluindo a ceratite por Acanthamoeba, um micro-organismo presente em ambientes aquáticos.

Respeitar o tempo de troca

Cada lente possui um período correto de descarte. Utilizar lentes vencidas pode provocar irritação, alergias e lesões na córnea.

Quais sinais merecem atenção?

Os pais devem procurar avaliação oftalmológica imediata caso o adolescente apresente:

  • Vermelhidão nos olhos;
  • Ardência;
  • Dor ocular;
  • Sensação de areia;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Visão embaçada;
  • Sensibilidade à luz;
  • Secreção ocular;

Esses sintomas podem indicar infecção ou inflamação relacionada ao uso das lentes.

Por que crianças e adolescentes não podem fazer cirurgia refrativa?

Essa é uma dúvida muito comum entre adolescentes que desejam abandonar os óculos definitivamente.

A cirurgia refrativa — como LASIK, PRK ou SMILE — normalmente não é indicada antes dos 18 anos. Isso acontece porque, durante a infância e adolescência, o grau ainda costuma estar em mudança.

Na miopia, por exemplo, é muito comum haver progressão ao longo da adolescência. Se a cirurgia ocorrer antes da estabilização do grau, existe grande chance de o paciente voltar a precisar de óculos posteriormente.

Para realizar cirurgia refrativa com segurança, é necessário que:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Grau estável há pelo menos 12 meses;
  • A córnea tenha espessura adequada;
  • Não existam doenças como ceratocone;
  • O olho tenha maturidade suficiente para o procedimento.

Além disso, adolescentes ainda apresentam alterações hormonais e crescimento corporal em andamento, fatores que também podem influenciar na evolução do grau.

Por isso, as lentes de contato acabam sendo uma alternativa temporária segura para muitos jovens até que exista idade e estabilidade ocular adequadas para avaliar uma possível cirurgia refrativa no futuro.

Lentes de contato exigem acompanhamento médico

Mesmo quando o adolescente já está adaptado às lentes, o acompanhamento oftalmológico regular continua sendo fundamental.

As consultas permitem avaliar:

  • A saúde da córnea;
  • A lubrificação ocular;
  • A adaptação das lentes;
  • Possíveis alergias ou irritações;
  • Mudanças no grau.

Além disso, o oftalmologista pode orientar qual tipo de lente é mais indicado para cada idade e rotina.

Conclusão

As lentes de contato podem ser uma excelente opção para pré-adolescentes e adolescentes, oferecendo mais liberdade, conforto e praticidade no dia a dia.

Porém, o uso seguro depende de responsabilidade, higiene adequada e acompanhamento oftalmológico regular.

E embora muitos jovens desejem abandonar definitivamente os óculos, a cirurgia refrativa ainda não costuma ser indicada nessa fase, justamente porque o grau geralmente ainda não está estabilizado.

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para definir o momento mais seguro e adequado para cada tipo de tratamento.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Tratamento da ambliopia com terapia dicóptica – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/#respond Thu, 14 May 2026 18:10:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4674 O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil. Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do […]

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O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil.

Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do olho preguiçoso de forma complementar e mais interativa.

A ambliopia, conhecida popularmente como “olho preguiçoso”, é a principal causa de redução visual unilateral na infância. A prevalência varia entre 1% e 5% das crianças. O problema acontece quando o cérebro passa a favorecer um dos olhos e reduz progressivamente o uso do outro durante o desenvolvimento visual. Por isso, popularmente a ambliopia é chamada de “olho preguiçoso”.

O que é ambliopia?

A ambliopia é uma alteração do neurodesenvolvimento visual. Isso significa que o problema não está apenas no olho, mas também na forma como o cérebro processa as imagens recebidas.

Ela costuma surgir na infância e tem diferentes causas, como:

  • Estrabismo;
  • Diferença de grau importante entre os olhos;
  • Catarata congênita;
  • Outras alterações que prejudiquem a visão normal durante o desenvolvimento infantil.

Na ambliopia, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho que apresenta um desses problemas. Essa supressão, por tempo prolongado, especialmente na período crítico do desenvolvimento visual (entre os 2 e 4 anos), pode levar à perda da visão binocular. Portanto, a ambliopia é uma condição muito séria e precisa de tratamento precoce.

Tratamento da ambliopia com tampão ainda é o mais usado

O tampão ocular é utilizado para estimular o olho mais fraco. Ao cobrir o olho dominante, o cérebro é “obrigado” a usar o olho amblíope.

Embora seja um tratamento clássico e ainda muito importante, ele pode apresentar alguns desafios:

  • Desconforto;
  • Baixa adesão;
  • Vergonha em ambiente escolar;
  • Resistência da criança;
  • Abandono do tratamento.

Além disso, o tampão estimula um olho de cada vez, enquanto a visão normal depende do trabalho conjunto dos dois olhos.

Como funciona o tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa uma nova abordagem para a condição. Nesse tipo de tratamento, a criança usa óculos de realidade virtual durante jogos de videogame, para estimular os dois olhos ao mesmo tempo. Isso favorece a visão binocular, ou seja, a capacidade de os olhos trabalharem juntos de forma equilibrada.

Na terapia dicóptica, imagens com contrastes diferentes são apresentadas para cada olho. O olho amblíope recebe estímulos de maior contraste, enquanto o olho dominante recebe imagens menos intensas. Isso faz com que o cérebro volte a integrar as informações visuais dos dois olhos, fortalecendo as conexões neurais responsáveis pela visão binocular.

Ao contrário do tratamento convencional com tampão, que busca “forçar” o uso do olho mais fraco ao bloquear o olho dominante, a terapia dicóptica não tem como objetivo suprimir um dos olhos. O foco é treinar ambos simultaneamente, promovendo uma melhora mais natural da visão.

Terapia dicóptica pode ser mais eficaz que o tampão?

Diversos estudos clínicos recentes demonstram que a terapia dicóptica pode apresentar resultados superiores aos métodos tradicionais de oclusão ocular em alguns casos de ambliopia. Além de exigir menos tempo de tratamento, a abordagem com jogos interativos costuma gerar maior engajamento das crianças, facilitando a adesão ao tratamento.

Os estudos também mostram melhora da acuidade visual corrigida e benefícios adicionais importantes, como o aumento da estereopsia — capacidade responsável pela percepção de profundidade e visão em 3D.

Acima de tudo, os tratamentos modernos passaram a focar não apenas na melhora da visão do olho ambliope, mas na recuperação da interação binocular. Essa mudança vem transformando a forma como a ambliopia é tratada nos últimos anos.

Principais benefícios do tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

  • Melhora da acuidade visual;
  • Redução da supressão entre os olhos;
  • Melhora da visão binocular;
  • Maior engajamento das crianças durante o tratamento.

Um ponto importante observado pelos pesquisadores é que atividades lúdicas e interativas aumentam a adesão infantil, já que muitas crianças encaram o tratamento como uma brincadeira.

A terapia dicóptica substitui o tampão?

Ainda não completamente. Os estudos atuais mostram que a terapia binocular e a realidade virtual são ferramentas promissoras, mas que frequentemente apresentam melhores resultados quando associadas ao tratamento convencional, ou seja, ao tampão.

Sendo assim, a tecnologia não elimina a importância do acompanhamento oftalmológico nem substitui totalmente o uso do tampão, por enquanto. Portanto, cada criança precisa de uma avaliação individualizada.

Quanto mais cedo tratar, melhor

Um dos achados mais importantes das pesquisas é que crianças mais novas tendem a apresentar respostas mais rápidas e melhores resultados. Isso acontece porque o cérebro infantil possui maior plasticidade visual nos primeiros anos de vida.

Por isso, consultas oftalmológicas na infância são fundamentais para o diagnóstico precoce da ambliopia e de outras alterações visuais.

O futuro do tratamento da ambliopia

A tendência é que o tratamento da ambliopia se torne cada vez mais personalizado, interativo e adaptado à rotina da criança.

Atualmente, esses tratamentos ainda não estão disponíveis no Brasil. Contudo, a expectativa é que em breve estejam.

Conclusão

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa um avanço muito importante na área da Oftalmopediatria. Embora ainda não substitua completamente o tampão ocular, os estudos mostram que ela pode ajudar a estimular a visão binocular, aumentar o engajamento das crianças e potencializar os resultados terapêuticos.

O mais importante continua sendo o diagnóstico precoce e o acompanhamento com um oftalmopediatra, que poderá indicar a melhor abordagem para cada caso.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

Fontes:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34534556/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37203032/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35938643/

 

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O tratamento da miopia infantil é um assunto cada vez mais importante, já que esse erro refrativo tem se tornado uma preocupação frequente para oftalmopediatras e pais. Até alguns anos atrás, a miopia era considerada um erro refrativo de menor importância e sua prevalência não era tão alta.

Contudo, hoje a miopia é considerada uma epidemia global, que atinge cerca de 30% da população em todo o mundo. As estimativas apontam que, até 2050, metade da população mundial será míope, segundo artigo publicado na Ophthalmology Times.

Além de prejudicar a visão de longe, a miopia aumenta significativamente o risco de comorbidades oculares graves e contribui para um crescente ônus socioeconômico global. Com as taxas de prevalência aumentando rapidamente entre crianças e adolescentes, é crucial ampliar o conhecimento sobre os prejuízos desse erro refrativo, bem como sobre o tratamento da miopia infantil.

Miopia infantil: o que você precisa saber

Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, também especialista em estrabismo, a miopia costuma surgir nos primeiros anos de vida ou até mesmo na adolescência.

“A condição prejudica a visão de longe e, por esse motivo, costuma ser diagnosticada na fase pré-escolar. Isso porque, quando a criança vai para a escola, há uma demanda maior pela visão de longe. Além disso, começam a surgir dificuldades para ler, escrever e praticar esportes, e esses aspectos chamam a atenção dos educadores e dos pais”, comenta.

A especialista explica que a miopia está ligada ao tamanho do olho, que, nesses casos, é mais longo e alongado do que o normal. Devido a isso, a luz entra no olho e é focada antes de chegar à retina. O resultado é uma imagem desfocada, que dificulta enxergar de longe.

“Portanto, a maior preocupação com a miopia infantil é que o olho continua crescendo e pode continuar a se alongar. Isso, por sua vez, pode levar ao aumento do grau ao longo da infância e adolescência, evoluindo para a alta miopia. O resultado de graus muito elevados é o aumento do risco de desenvolver descolamento de retina, glaucoma e outros problemas oftalmológicos”, alerta Dra. Marcela.

Tratamento da miopia infantil visa evitar o aumento do grau

De acordo com a especialista, o foco atual do tratamento da miopia infantil é impedir ou desacelerar o aumento do grau, por meio de colírios, óculos com lentes especiais e lentes de contato específicas — especialmente para crianças maiores e adolescentes.

“Diferente das lentes comuns, que apenas corrigem a visão, as lentes especiais atuam também no controle do crescimento do olho. Para isso, contam com tecnologias ópticas avançadas, que mantêm a visão central nítida e criam estímulos na periferia da retina. O efeito esperado é contribuir para a redução do alongamento do olho, principal fator de risco para a progressão da miopia”, explica Dra. Marcela.

Estudos reforçam a eficácia das lentes para o tratamento da miopia infantil

Há diversos estudos que comprovam a eficácia das lentes especiais no controle da miopia infantil.

Uma meta-análise, publicada no início de 2026 no British Journal of Ophthalmology, com mais de 13 mil crianças, mostrou que o uso dessas lentes reduz significativamente a progressão da miopia quando comparado aos óculos comuns.

Outro estudo recente, publicado na revista Nature também em 2026, apontou que as lentes especiais para controle da miopia reduziram em até 45% o crescimento do olho.

Por fim, um estudo publicado no American Journal of Ophthalmology demonstrou que o tratamento com lentes especiais para controle da miopia é seguro, eficaz e mantém seus efeitos no longo prazo.

Como saber se meu filho precisa de lentes especiais para miopia?

Em primeiro lugar, é importante que, a partir do diagnóstico da miopia, os pais levem a criança ao oftalmologista infantil regularmente.

“As consultas de acompanhamento são essenciais para avaliarmos se houve aumento do grau. Existem sinais bastante específicos que indicam a necessidade de iniciar o tratamento da miopia infantil, como a troca frequente do grau, dificuldade para enxergar de longe mesmo com óculos, dores de cabeça no final do dia e a aproximação excessiva de telas, livros ou outros objetos do rosto”, alerta Dra. Marcela.

Rapidez no controle da miopia faz toda a diferença nos resultados

“O desenvolvimento da visão ocorre na infância, até por volta dos 7 anos. Sendo assim, do nascimento até essa idade, temos uma importante janela de oportunidade para tratar condições oftalmológicas, como a miopia. Quanto antes a intervenção for feita, maiores são as chances de reduzir o impacto da miopia ao longo da vida”, finaliza a oftalmologista.

Leia mais sobre os sinais da miopia infantil aqui.

Quando procurar um especialista?

Se seu filho já usa óculos ou apresenta sinais de dificuldade visual, não espere o grau aumentar para agir.

Agende uma avaliação especializada para entender se as lentes de controle da miopia são indicadas no caso dele.

Cuidar da visão na infância é investir no futuro.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Tire todas as dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-acontece-depois-da-cirurgia-de-estrabismo-tire-todas-as-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-acontece-depois-da-cirurgia-de-estrabismo-tire-todas-as-duvidas/#respond Wed, 11 Mar 2026 19:12:52 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4432 O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Com certeza, essa é uma das perguntas mais comuns para o médico oftalmologista antes ou depois da operação. Na verdade, é normal ter dúvidas, especialmente quando a cirurgia é feita em crianças e bebês. Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em cirurgia de estrabismo, a […]

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O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Com certeza, essa é uma das perguntas mais comuns para o médico oftalmologista antes ou depois da operação. Na verdade, é normal ter dúvidas, especialmente quando a cirurgia é feita em crianças e bebês.

Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em cirurgia de estrabismo, a condição aparece na infância e o principal tratamento é a cirurgia. Geralmente, a operação deve ser feita antes de a criança completar 7 anos. Isso porque a visão se desenvolve fora do útero e, portanto, condições como o estrabismo podem afetar o sistema visual.

“Alguns estrabismos, como o congênito, precisam de cirurgia mais precoce. Em outros, como o estrabismo divergente intermitente, podem os esperar um pouco mais e operar a criança por volta dos 3 e 4 anos. De qualquer maneira, é importante dizer que a cirurgia de estrabismo é um procedimento seguro e tranquilo”, comenta Dra. Marcela.

Com a ajuda da especialista, vamos responder às principais dúvidas sobre o que acontece depois da cirurgia de estrabismo.

1- A criança sente dor depois da cirurgia de estrabismo?

Não, a criança não sente dor depois da cirurgia de estrabismo. O que pode acontecer é a criança sentir desconforto. Mas, isso melhora logo no segundo dia e, se precisar, o médico prescreve analgésicos leves para controlar esses sintomas.

2- É normal sentir dor ao mexer os olhos depois da cirurgia de estrabismo?

Sim, nos primeiros dois dias, a criança pode sentir uma dor leve ao movimentos os olhos. A razão é que para alinhar os olhos, o oftalmologista manipula os músculos oculares responsáveis pelos movimentos oculares. Portanto, ao mexer os olhos no pós-operatório pode ser que a criança sinta um leve desconforto.

3- É normal sentir ardência ou sensação de areia nos olhos?

Sim, é normal sentir ardência ou sensação de areia nos olhos depois da cirurgia de estrabismo. Durante o procedimento, o médico realiza cortes e manipula os músculos oculares. Portanto, nos primeiros dois dias, o paciente pode ter esses sintomas. A boa notícia é que a partir do terceiro dia, eles tendem a desaparecer ou a melhorar muito.

4- Quanto tempo o olho fica vermelho depois da cirurgia de estrabismo?

Como já falamos, na cirurgia de estrabismo o médico realiza cortes na conjuntiva (tecido que recobre a parte da frente dos olhos). Além disso, manipula os músculos oculares. Por esses motivos, é normal o olho ficar vermelho por cerca de 1 semana ou mais, dependendo do processo de cicatrização.

5- O olho fica muito inchado depois da cirurgia de estrabismo?

Normalmente, o inchaço é leve e tende a melhorar logo nos primeiros dias.

6- É normal lacrimejar após a cirurgia de estrabismo?

Após a cirurgia, o olho começa um processo de cicatrização. Sendo assim, o lacrimejamento é uma resposta natural dos olhos para manter a superfície ocular lubrificada. Com isso, o desconforto melhora.

7- Quanto tempo dura o pós-operatório da cirurgia de estrabismo?

Geralmente, o repouso da cirurgia de estrabismo é de 7 dias.

8- Em quantos dias posso voltar ao trabalho ou à escola?

O paciente pode voltar ao trabalho ou à escola após uma semana da cirurgia de estrabismo ou até mesmo antes disso, se estiver se sentindo bem.

9- Quanto tempo o olho leva para cicatrizar?

O processo de cicatrização do olho depois da cirurgia de estrabismo pode levar cerca de 30 dias, em média.

10- Quando aparece o resultado definitivo da cirurgia de estrabismo?

Embora a cicatrização leve cerca de 30 dias, o resultado definitivo da cirurgia de estrabismo pode demorar um pouco mais para se estabilizar.

11- O olho fica torto logo depois da cirurgia de estrabismo?

Não, já que a cirurgia de estrabismo tem como objetivo o alinhamento dos olhos. Em alguns casos, pode levar alguns dias para observar a correção. Mas, na maioria dos casos, o alinhamento já pode ser percebido nos primeiros dias.

12- Quanto tempo os pontos demorar para cair na cirurgia de estrabismo?

Preste atenção: os pontos na cirurgia de estrabismo, quando necessários, são absorvidos pelo organismo. Portanto, não é preciso ir ao médico para tirá-los e eles não “caem”.

13- O olho operado ficar maior ou diferente?

Não, a cirurgia de estrabismo não altera o tamanho do olho e nem seu formato. Contudo, nos primeiros dias, o inchaço pode dar a impressão de mudanças no olho. Mas isso é passageiro e desaparece ao longo dos primeiros dias.

14- Pode levar o cabelo depois da cirurgia de estrabismo?

A princípio sim. Contudo, nos primeiros dois dias, lavar o cabelo pode causar irritação nos olhos devido aos produtos. Com isso, o paciente pode querer manipular os olhos e isso pode ser bastante desconfortável.

15- Pode mexer no celular depois da cirurgia de estrabismo?

Sim, pode mexer no celular depois da cirurgia de estrabismo. Contudo, nos primeiros dois dias o paciente pode sentir dor ao movimentar os olhos. O ideal é usar os recursos de áudio, sem forçar tanto a visão. Ouvir músicas e podcasts pode ser uma boa alternativa.

16- Pode ver televisão depois de operar o estrabismo?

A resposta é a mesma acima. Ou seja, como a movimentação dos olhos nos primeiros dias pode ser desconfortável, o ideal é realizar outras atividades que não exijam tanto da visão.

17- Pode fazer exercícios físicos depois da cirurgia de estrabismo?

A recomendação é aguardar e seguir o repouso de 7 dias. Depois disso, o paciente pode retomar as atividades físicas.

18- Pode entrar no mar ou piscina depois da cirurgia de estrabismo?

Essa é uma pergunta importante. Como a água é um meio importante de contaminação, as atividades aquáticas ficam suspensas por cerca de 30 dias.

19- Pode dirigir depois da cirurgia de estrabismo?

O ideal é evitar dirigir nos primeiros dias, pois a visão pode ficar um pouco embaçada ou prejudicada pelo inchaço do olho. Mas, assim que o paciente sentir que está enxergando bem, pode dirigir depois da cirurgia de estrabismo.

20- É normal ver duplo depois da cirurgia de estrabismo?

Não, não é normal ver duplo depois da cirurgia de estrabismo. Nesses casos, o paciente deve procurar o médico que realizou a cirurgia para uma avaliação.

21- A visão fica embaçada depois da cirurgia de estrabismo?

Depende. Em alguns casos, devido ao inchaço e colírios, pode ser que a visão fique embaçada depois da cirurgia de estrabismo. Contudo, esse é um sintoma passageiro que tende a melhorar a partir do terceiro dia.

22- O estrabismo pode voltar depois da cirurgia?

Sim, em alguns casos o estrabismo pode voltar depois da cirurgia, especialmente em crianças. O crescimento, por exemplo, pode levar ao aumento do olho e isso pode causar um novo desvio. Há outros fatores também. Contudo, é possível reoperar o estrabismo.

23- Quantas cirurgias de estrabismo uma pessoa pode fazer?

A princípio, não existe um limite exato de quantas cirurgias de estrabismo a pessoa pode fazer. Na maioria dos casos, uma única cirurgia é suficiente para alinhar os olhos. Mas, alguns pacientes podem precisar de uma nova cirurgia corrigir o desvio. Cada caso deve ser analisado de maneira individual.

24- A cirurgia de estrabismo corrige o problema para sempre?

Sim, na maioria dos casos a cirurgia de estrabismo corrige o problema para sempre. Mas, como falamos, em alguns pacientes o estrabismo pode voltar.

25- Existe chance de ficar pior?

Não, desde que o paciente faça a cirurgia de estrabismo com um médico especialista, com experiência e que dê a indicação correta.

26- Como limpar o olho após a cirurgia de estrabismo?

Após a cirurgia, não se deve manipular os olhos e usar produtos para limpá-los. O ideal é seguir as recomendações do oftalmologista que realizou a cirurgia. Em alguns casos, compressas frias podem ajudar a amenizar o desconforto e a remover possíveis secreções que podem se acumular nos olhos. Acima de tudo, não use pomadas ou colírios por conta própria, siga a prescrição e as recomendações do médico.

27- Pode dormir de lado depois da cirurgia de estrabismo?

A princípio não existe uma contraindicação para a posição na hora de dormir. Contudo, o ideal é evitar pressionar o olho no travesseiro nos primeiros dias, independente da posição ao dormir.

28- Pode usar maquiagem depois da cirurgia de estrabismo?

Como nos primeiros dias o olho pode ficar mais sensível, o ideal é evitar o uso de maquiagem na região ocular. Portanto, evite sombras, lápis e rímel nesse período de recuperação. O risco está ligado à alergias ou irritação nos olhos, bem como um risco de contaminação.

29- Pode usar óculos ou lente de contato depois da cirurgia de estrabismo?

Para quem usa lentes de contato e vai operar o estrabismo, a recomendação é providenciar óculos. As lentes aumentam o risco de infecções, além de necessitar manipular os olhos para colocá-las. O ideal é esperar por volta de 15 dias para voltar a usar as lentes ou após a liberação do médico.

30- Quanto tempo preciso usar colírio antibiótico depois da cirurgia de estrabismo?

Como um medida de prevenção, o médico oftalmologista que operar o estrabismo prescreve um colírio antibiótico. Em geral, o tempo de uso desse medicamento é de 7 dias ou a critério médico.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Uso de tampão para ambliopia é um desafio para pais e oftalmopediatras https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/#respond Wed, 25 Feb 2026 11:25:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4396 O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo. Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem […]

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O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo.

Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem essencial para garantir o desenvolvimento da visão binocular.

Uso de tampão para ambliopia é uma missão (quase impossível)

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, na maioria dos casos é difícil para os pais fazer com que as crianças usem o tampão. “É uma queixa constante no consultório e isso também nos preocupa. Em contrapartida, é crucial entender que o tampão é um tratamento médico, como outro qualquer. Diante disso, há estratégias que podemos oferecer aos pais para ajudar nessa missão, quase impossível”, comenta a especialista.

Afinal, o que é ambliopia?

A ambliopia pode afetar até 4% das crianças e se desenvolve, exclusivamente, na infância. “O fator determinante para o diagnóstico é a redução da melhor acuidade visual corrigida em um ou em ambos os olhos. Ou seja, a ambliopia acontece quando a visão de um olho é melhor do que a do outro, mesmo corrigindo o estrabismo ou um erro refrativo, por exemplo”, explica Dra. Marcela.

Em relação às causas, temos 3: estrabismo, erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia) e doenças que causam privação do estímulo visual. Entre essas doenças estão o glaucoma e a catarata congênitos, ptose palpebral, entre outros. Todos esses fatores afetam o desenvolvimento da visão, especificamente do olho afetado por uma dessas condições.

Por que é importante usar o tampão para ambliopia

Primeiramente é importante destacar que o desenvolvimento visual acontece durante a infância. Sendo assim, doenças e condições que afetam a visão em crianças podem resultar em problemas imediatos ou em longo prazo.

“No caso da ambliopia, o prejuízo é na visão binocular (a que nos permite enxergar em profundidade). Essa capacidade é crucial, especialmente para exercer certas profissões na vida adulta. Entretanto, na infância também é importante. Em crianças com ambliopia não tratada, por exemplo, podem ocorrer problemas na aprendizagem, coordenação motora, entre outros”, aponta Dra. Marcela.

“A visão binocular se forma quando os olhos captam as imagens, as mandam para o cérebro e o órgão as funde em uma única imagem. Contudo, em crianças com ambliopia, o cérebro ignora a imagem do olho afetado. Essa supressão por tempo prolongado, principalmente durante o período considerado essencial para o desenvolvimento da visão, por volta dos 2 aos 7 anos de idade, pode causar prejuízos irreparáveis ou ainda levar à perda da visão binocular”, alerta Dra. Marcela.

Uso do tampão para ambliopia – O que você precisa saber

“Acima de tudo, o diagnóstico e o tratamento do olho preguiçoso antes dos 7 anos são essenciais para garantir uma visão saudável. Para além disto, vale reforçar que a visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil.  Dessa maneira, mesmo sendo um desafio para os pais, é preciso no uso do tampão para ambliopia”, reforça a oftalmologista infantil.

Quanto tempo dura o uso do tampão para ambliopia

 Bem, o tratamento com o tampão é sempre individualizado e depende de vários fatores. De qualquer maneira, essa definição é do oftalmologista. Durante o tratamento, a criança vai usar o tampão durante algumas horas do dia e este tempo é determinado pelo médico.

Dicas para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

Promova atividades estimulantes durante o uso do tampão

 Enquanto a criança estiver usando o tampão, os pais devem estimular o olho a trabalhar. Ou seja, promover atividades como pintar, montar quebra-cabeças, brincar com peças de montar, brincar ao ar livre. Além de ajudar o olho “preguiçoso” a funcionar, as brincadeiras tirar o foco da criança no tampão.

Aposte no lúdico

Escolha modelos de tampão com os personagens preferidos da criança. Hoje já é possível encontrar empresas que vendem tampões personalizados. Do mesmo modo, os pais podem aproveitar para contar histórias de piratas e até mesmo usar o tampão junto com a criança por alguns momentos.

Escolha o melhor momento

Para bebês e crianças menores, a dica é colocar o tampão antes de acordá-las. Ainda nesta fase, o uso na escola também costuma ser mais aceitável.

Por outro lado, os maiores têm mais resistência em usar o tampão fora de casa, por vergonha ou medo de que os amigos os julguem. Desta forma, o ideal é estipular o uso durante o período em casa.

Para além do momento certo para colocar o tampão, também é importante mostrar para a criança o tempo de uso. Como em geral os pequenos não têm noção do tempo, os pais podem usar recursos como alarmes no celular, despertadores etc.

Alta do tratamento

O término, ou seja, a alta do uso do tampão para tratar o olho preguiçoso é dada quando a visão do olho afetado melhorou e permaneceu estável durante os meses seguintes ao tratamento. “A criança é acompanhada e passa por consultas regulares ao longo do uso do tampão. Há também uma outra situação em que interrompemos a terapia ao perceber que não houve melhora significativa que justifique a continuidade do tratamento”, aponta a oftalmopediatra.

“Em conclusão, o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso pode ser difícil e angustiantes para as famílias. Porém, a terapia garante uma boa visão e o desenvolvimento saudável das crianças. Assim, os pais devem ser aconselhados, orientados e encorajados a perseverar no tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Meu filho não quer usar os óculos? O que eu faço? https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:33:10 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4365 Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente. Segundo a oftalmologista […]

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Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, a verdade é que realmente essas situações são bastante comuns. “De modo geral, as crianças costumam ser boas usuárias de óculos e, na maioria das vezes, aceitam bem a correção visual. No entanto, dependendo da idade da criança e principalmente do tipo de grau, podem existir fases de maior aceitação e fases de rejeição ao uso dos óculos”.

Quando a rejeição é mais comum?

Essa dificuldade acontece com muito mais frequência em crianças com hipermetropia e/ou astigmatismo do que em crianças míopes. “A miopia reduz bastante a visão, principalmente para longe. A criança enxerga tudo muito embaçado sem os óculos e percebe uma melhora clara e imediata quando começa a usá-los”, comenta Dra. Marcela.

“Por isso, em geral, a qualidade da visão melhora muito com os óculos e, com isso, a criança sente o benefício e a aceitação é bem melhor. A exceção são as crianças muito pequenas, cujo mundo ainda é predominantemente de perto. Nesses casos, a diferença com o óculos pode não ser tão perceptível no início”, aponta a especialista.

Crianças com hipermetropia são mais resistentes para usar os óculos

Já na hipermetropia, a situação é diferente. Esse é um tipo de grau em que a criança consegue compensar muito bem a visão. Mesmo sem óculos, ela consegue realizar suas atividades do dia a dia, brincar, desenhar e ir à escola — mas às custas de muito esforço visual.

“Os óculos para a hipermetropia são cruciais para melhorar a visão, reduzir o esforço visual e proporcionar conforto para a criança. Para além disso, os óculos também protegem o desenvolvimento da visão”, alerta Dra. Marcela.

Contudo, o problema é que, dependendo da idade, a criança não percebe esse ganho. Ela sente que “dá conta” sem os óculos e, por isso, acaba tirando, evitando usar na escola ou rejeitando em algumas situações.

E o astigmatismo? Dá para não usar os óculos?

No astigmatismo, a imagem é naturalmente distorcida. A criança muitas vezes se acostuma a enxergar assim e não tem referência do que é uma visão realmente nítida. Isso também pode levar à resistência inicial ao uso dos óculos.

Fases de aceitação e rejeição são normais ao usar os óculos

Acima de tudo, é importante reforçar que essas oscilações fazem parte do processo. A criança pode passar por fases em que aceita bem os óculos, fases em que rejeita, além de momentos de maior adaptação e outros de resistência. Isso não significa que o tratamento não está funcionando.

“Por outro lado, é crucial realizar um acompanhamento com um oftalmologista infantil, pois há casos em que o grau pode aumentar ou diminuir e esse pode ser um dos motivos pelos quais a criança pode não querer usar os óculos”, reforça Dra. Marcela.

A importância do trabalho em conjunto 

De qualquer maneira, é importante falar sobre os óculos na infância. Os erros refrativos – miopia, astigmatismo e hipermetropia – são muito comuns. Felizmente, o uso dos óculos corrige a visão e isso protege o desenvolvimento visual, que só se completa por volta dos 7 anos. Inclusive, a falta da correção impacta diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na vida escolar”, ressalta Dra. Marcela.

“Por isso, o ideal é os pais reagirem naturalmente ao diagnósticos e trabalharem em parceria com o oftalmologista para convencer a criança a usar os óculos”, finaliza a médica.

Dicas para convencer a criança a usar os óculos

  • Procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório, reforçando para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens;
  • Leve a criança para participar da escolha da armação, principalmente os maiores;
  • Faça uma lista dos familiares mais próximos que também usam óculos;
  • Peça a ótica que coloque prendedores nos óculos para facilitar a prática de esportes;
  • Para os menores, o ideal é escolher modelos de silicone, pois são mais resistentes a quedas e ao manuseio;
  • Caso seja possível, opte pelas lentes antirreflexo.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Sintomas da neurite ótica – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-neurite-otica-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-neurite-otica-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 04 Feb 2026 19:22:00 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4346 Os sintomas da neurite ótica podem surgir repentinamente, ou seja, de uma hora para outra. Uma das manifestações mais clássicas é a perda súbita da visão em um dos olhos, que piora em questão de horas. O paciente também pode sentir dor ao movimentar os olhos, dificuldade de enxergar cores e sensação de luzes piscantes. […]

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Os sintomas da neurite ótica podem surgir repentinamente, ou seja, de uma hora para outra. Uma das manifestações mais clássicas é a perda súbita da visão em um dos olhos, que piora em questão de horas. O paciente também pode sentir dor ao movimentar os olhos, dificuldade de enxergar cores e sensação de luzes piscantes.

 

Mas, antes de falarmos mais sobre os sintomas da neurite ótica, é importante entender melhor essa doença, que acomete especialmente pessoas com esclerose múltipla. Aliás, a neurite ótica pode ser o primeiro sintoma da esclerose múltipla em cerca de 20% dos pacientes.

 

Neurite ótica – O que você precisa saber

 

Segundo Dra. Marcela Barreira, neuroftalmologista, oftalmologista infantil e especialista em estrabismo, a neurite ótica é uma inflamação que danifica o nervo ótico, responsável por transmitir as informações visuais para o cérebro. “Os principais sintomas da neurite ótica são a perda visual aguda – geralmente unilateral – e dor ao movimentar os olhos. Para além disso, a doença é uma das principais causas de perda visual súbita em adultos jovens”, comenta.

 

Qual a origem da neurite ótica?

 

Primeiramente, é importante dizer que a neurite óptica pode ter várias causas. Contudo, em todos os casos existe um único mecanismo central: inflamação e/ou desmielinização do nervo óptico.

 

“A causa mais comum é a esclerose múltipla, uma doença autoimune que ataca a bainha de mielina do nervo óptico. Essa bainha é como se fosse uma capa de proteção em torno do nervo óptico. Uma vez que ela sofre danos, compromete o funcionamento das células nervosas”, explica Dra. Marcela.

Sendo assim, a esclerose múltipla é a causa mais comum de neurite ótica em adultos jovens. A doença pode ser o primeiro sintoma da EM em 20% dos casos. Mas, estima-se de cerca de 40 a 50% dos pacientes com neurite óptica típica desenvolvem EM ao longo do tempo, especialmente quando a ressonância magnética já mostra lesões cerebrais.

 

Em outros casos, a neurite ótica pode estar ligadas a outras doenças desmielinizantes, como a neuromielite óptica e a doença associada ao anticorpo anti-MOG (MOGAD). Nesse caso, pode afetar adultos e crianças, causando um inchaço importante no nervo óptico.

 

Infecções também podem causar neurite ótica

 

Algumas infecções podem desencadear inflamação direta ou imunomediada do nervo óptico, entre elas:

 

  • Herpes simples;
  • Herpes zoster;
  • Vírus Epstein-Barr;
  • HIV;
  • Influenza (inclusive pós-infecção);
  • Dengue.

 

Por fim, a neurite ótica também pode ter como causa outras doenças autoimunes e inflamatórias sistêmicas; uso de certos medicamentos ou substâncias; após vacinas ou ainda pode ser idiopática, ou seja, quando não é possível identificar a origem.

 

Sintomas da neurite ótica – O que você deve fazer

 

Acima de tudo, os sintomas da neurite ótica exigem avaliação de um oftalmologista. Atualmente, existe uma subespecialidade – neuroftalmologia – que é dedicada aos cuidados com as doenças que afetam o nervo óptico.

 

“O paciente deve procurar o médico assim que perceber alterações na visão e dor no olho. Além do exame clínico, podemos solicitar exames laboratoriais e de imagem para confirmar a suspeita. O tratamento pode variar de paciente para paciente, mas em geral é feito com medicamentos que ajudam a controlar a inflamação e a dor”, explica Dra. Marcela.

 

Prognóstico

 

Embora a maior parte dos pacientes recupere a visão depois de um episódio de neurite ótica, alguns podem apresentar diminuição da acuidade visual, assim como dificuldades para enxergar cores, brilho e nitidez.

 

“Outra consequência da neurite ótica em alguns pacientes é o embaçamento da visão quando há aumento da temperatura corporal, seja em um quadro febril ou em situações como atividade física e locais quentes, por exemplo. Por fim, estima-se que cerca de 3 em cada 10 pacientes que já tiveram um episódio de neurite ótica podem apresentar outro, no mesmo olho, ao longo da vida. Mas, no geral, o prognóstico é favorável”, encerra Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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