Arquivos oftalmologista infantil - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmologista-infantil/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:21:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos oftalmologista infantil - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmologista-infantil/ 32 32 Tratamento da ambliopia com terapia dicóptica – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/#respond Thu, 14 May 2026 18:10:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4674 O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil. Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do […]

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O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil.

Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do olho preguiçoso de forma complementar e mais interativa.

A ambliopia, conhecida popularmente como “olho preguiçoso”, é a principal causa de redução visual unilateral na infância. A prevalência varia entre 1% e 5% das crianças. O problema acontece quando o cérebro passa a favorecer um dos olhos e reduz progressivamente o uso do outro durante o desenvolvimento visual. Por isso, popularmente a ambliopia é chamada de “olho preguiçoso”.

O que é ambliopia?

A ambliopia é uma alteração do neurodesenvolvimento visual. Isso significa que o problema não está apenas no olho, mas também na forma como o cérebro processa as imagens recebidas.

Ela costuma surgir na infância e tem diferentes causas, como:

  • Estrabismo;
  • Diferença de grau importante entre os olhos;
  • Catarata congênita;
  • Outras alterações que prejudiquem a visão normal durante o desenvolvimento infantil.

Na ambliopia, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho que apresenta um desses problemas. Essa supressão, por tempo prolongado, especialmente na período crítico do desenvolvimento visual (entre os 2 e 4 anos), pode levar à perda da visão binocular. Portanto, a ambliopia é uma condição muito séria e precisa de tratamento precoce.

Tratamento da ambliopia com tampão ainda é o mais usado

O tampão ocular é utilizado para estimular o olho mais fraco. Ao cobrir o olho dominante, o cérebro é “obrigado” a usar o olho amblíope.

Embora seja um tratamento clássico e ainda muito importante, ele pode apresentar alguns desafios:

  • Desconforto;
  • Baixa adesão;
  • Vergonha em ambiente escolar;
  • Resistência da criança;
  • Abandono do tratamento.

Além disso, o tampão estimula um olho de cada vez, enquanto a visão normal depende do trabalho conjunto dos dois olhos.

Como funciona o tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa uma nova abordagem para a condição. Nesse tipo de tratamento, a criança usa óculos de realidade virtual durante jogos de videogame, para estimular os dois olhos ao mesmo tempo. Isso favorece a visão binocular, ou seja, a capacidade de os olhos trabalharem juntos de forma equilibrada.

Na terapia dicóptica, imagens com contrastes diferentes são apresentadas para cada olho. O olho amblíope recebe estímulos de maior contraste, enquanto o olho dominante recebe imagens menos intensas. Isso faz com que o cérebro volte a integrar as informações visuais dos dois olhos, fortalecendo as conexões neurais responsáveis pela visão binocular.

Ao contrário do tratamento convencional com tampão, que busca “forçar” o uso do olho mais fraco ao bloquear o olho dominante, a terapia dicóptica não tem como objetivo suprimir um dos olhos. O foco é treinar ambos simultaneamente, promovendo uma melhora mais natural da visão.

Terapia dicóptica pode ser mais eficaz que o tampão?

Diversos estudos clínicos recentes demonstram que a terapia dicóptica pode apresentar resultados superiores aos métodos tradicionais de oclusão ocular em alguns casos de ambliopia. Além de exigir menos tempo de tratamento, a abordagem com jogos interativos costuma gerar maior engajamento das crianças, facilitando a adesão ao tratamento.

Os estudos também mostram melhora da acuidade visual corrigida e benefícios adicionais importantes, como o aumento da estereopsia — capacidade responsável pela percepção de profundidade e visão em 3D.

Acima de tudo, os tratamentos modernos passaram a focar não apenas na melhora da visão do olho ambliope, mas na recuperação da interação binocular. Essa mudança vem transformando a forma como a ambliopia é tratada nos últimos anos.

Principais benefícios do tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

  • Melhora da acuidade visual;
  • Redução da supressão entre os olhos;
  • Melhora da visão binocular;
  • Maior engajamento das crianças durante o tratamento.

Um ponto importante observado pelos pesquisadores é que atividades lúdicas e interativas aumentam a adesão infantil, já que muitas crianças encaram o tratamento como uma brincadeira.

A terapia dicóptica substitui o tampão?

Ainda não completamente. Os estudos atuais mostram que a terapia binocular e a realidade virtual são ferramentas promissoras, mas que frequentemente apresentam melhores resultados quando associadas ao tratamento convencional, ou seja, ao tampão.

Sendo assim, a tecnologia não elimina a importância do acompanhamento oftalmológico nem substitui totalmente o uso do tampão, por enquanto. Portanto, cada criança precisa de uma avaliação individualizada.

Quanto mais cedo tratar, melhor

Um dos achados mais importantes das pesquisas é que crianças mais novas tendem a apresentar respostas mais rápidas e melhores resultados. Isso acontece porque o cérebro infantil possui maior plasticidade visual nos primeiros anos de vida.

Por isso, consultas oftalmológicas na infância são fundamentais para o diagnóstico precoce da ambliopia e de outras alterações visuais.

O futuro do tratamento da ambliopia

A tendência é que o tratamento da ambliopia se torne cada vez mais personalizado, interativo e adaptado à rotina da criança.

Atualmente, esses tratamentos ainda não estão disponíveis no Brasil. Contudo, a expectativa é que em breve estejam.

Conclusão

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa um avanço muito importante na área da Oftalmopediatria. Embora ainda não substitua completamente o tampão ocular, os estudos mostram que ela pode ajudar a estimular a visão binocular, aumentar o engajamento das crianças e potencializar os resultados terapêuticos.

O mais importante continua sendo o diagnóstico precoce e o acompanhamento com um oftalmopediatra, que poderá indicar a melhor abordagem para cada caso.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

Fontes:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34534556/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37203032/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35938643/

 

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Tratamento da miopia infantil: lentes especiais podem evitar o aumento do grau? https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-miopia-infantil-lentes-especiais-podem-evitar-o-aumento-do-grau/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-miopia-infantil-lentes-especiais-podem-evitar-o-aumento-do-grau/#respond Thu, 26 Mar 2026 09:55:53 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4494 O tratamento da miopia infantil é um assunto cada vez mais importante, já que esse erro refrativo tem se tornado uma preocupação frequente para oftalmopediatras e pais. Até alguns anos atrás, a miopia era considerada um erro refrativo de menor importância e sua prevalência não era tão alta. Contudo, hoje a miopia é considerada uma […]

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O tratamento da miopia infantil é um assunto cada vez mais importante, já que esse erro refrativo tem se tornado uma preocupação frequente para oftalmopediatras e pais. Até alguns anos atrás, a miopia era considerada um erro refrativo de menor importância e sua prevalência não era tão alta.

Contudo, hoje a miopia é considerada uma epidemia global, que atinge cerca de 30% da população em todo o mundo. As estimativas apontam que, até 2050, metade da população mundial será míope, segundo artigo publicado na Ophthalmology Times.

Além de prejudicar a visão de longe, a miopia aumenta significativamente o risco de comorbidades oculares graves e contribui para um crescente ônus socioeconômico global. Com as taxas de prevalência aumentando rapidamente entre crianças e adolescentes, é crucial ampliar o conhecimento sobre os prejuízos desse erro refrativo, bem como sobre o tratamento da miopia infantil.

Miopia infantil: o que você precisa saber

Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, também especialista em estrabismo, a miopia costuma surgir nos primeiros anos de vida ou até mesmo na adolescência.

“A condição prejudica a visão de longe e, por esse motivo, costuma ser diagnosticada na fase pré-escolar. Isso porque, quando a criança vai para a escola, há uma demanda maior pela visão de longe. Além disso, começam a surgir dificuldades para ler, escrever e praticar esportes, e esses aspectos chamam a atenção dos educadores e dos pais”, comenta.

A especialista explica que a miopia está ligada ao tamanho do olho, que, nesses casos, é mais longo e alongado do que o normal. Devido a isso, a luz entra no olho e é focada antes de chegar à retina. O resultado é uma imagem desfocada, que dificulta enxergar de longe.

“Portanto, a maior preocupação com a miopia infantil é que o olho continua crescendo e pode continuar a se alongar. Isso, por sua vez, pode levar ao aumento do grau ao longo da infância e adolescência, evoluindo para a alta miopia. O resultado de graus muito elevados é o aumento do risco de desenvolver descolamento de retina, glaucoma e outros problemas oftalmológicos”, alerta Dra. Marcela.

Tratamento da miopia infantil visa evitar o aumento do grau

De acordo com a especialista, o foco atual do tratamento da miopia infantil é impedir ou desacelerar o aumento do grau, por meio de colírios, óculos com lentes especiais e lentes de contato específicas — especialmente para crianças maiores e adolescentes.

“Diferente das lentes comuns, que apenas corrigem a visão, as lentes especiais atuam também no controle do crescimento do olho. Para isso, contam com tecnologias ópticas avançadas, que mantêm a visão central nítida e criam estímulos na periferia da retina. O efeito esperado é contribuir para a redução do alongamento do olho, principal fator de risco para a progressão da miopia”, explica Dra. Marcela.

Estudos reforçam a eficácia das lentes para o tratamento da miopia infantil

Há diversos estudos que comprovam a eficácia das lentes especiais no controle da miopia infantil.

Uma meta-análise, publicada no início de 2026 no British Journal of Ophthalmology, com mais de 13 mil crianças, mostrou que o uso dessas lentes reduz significativamente a progressão da miopia quando comparado aos óculos comuns.

Outro estudo recente, publicado na revista Nature também em 2026, apontou que as lentes especiais para controle da miopia reduziram em até 45% o crescimento do olho.

Por fim, um estudo publicado no American Journal of Ophthalmology demonstrou que o tratamento com lentes especiais para controle da miopia é seguro, eficaz e mantém seus efeitos no longo prazo.

Como saber se meu filho precisa de lentes especiais para miopia?

Em primeiro lugar, é importante que, a partir do diagnóstico da miopia, os pais levem a criança ao oftalmologista infantil regularmente.

“As consultas de acompanhamento são essenciais para avaliarmos se houve aumento do grau. Existem sinais bastante específicos que indicam a necessidade de iniciar o tratamento da miopia infantil, como a troca frequente do grau, dificuldade para enxergar de longe mesmo com óculos, dores de cabeça no final do dia e a aproximação excessiva de telas, livros ou outros objetos do rosto”, alerta Dra. Marcela.

Rapidez no controle da miopia faz toda a diferença nos resultados

“O desenvolvimento da visão ocorre na infância, até por volta dos 7 anos. Sendo assim, do nascimento até essa idade, temos uma importante janela de oportunidade para tratar condições oftalmológicas, como a miopia. Quanto antes a intervenção for feita, maiores são as chances de reduzir o impacto da miopia ao longo da vida”, finaliza a oftalmologista.

Leia mais sobre os sinais da miopia infantil aqui.

Quando procurar um especialista?

Se seu filho já usa óculos ou apresenta sinais de dificuldade visual, não espere o grau aumentar para agir.

Agende uma avaliação especializada para entender se as lentes de controle da miopia são indicadas no caso dele.

Cuidar da visão na infância é investir no futuro.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Anestesia geral na cirurgia de estrabismo é segura? https://homolog.marcelabarreira.com.br/anestesia-geral-na-cirurgia-de-estrabismo-e-segura/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/anestesia-geral-na-cirurgia-de-estrabismo-e-segura/#respond Wed, 04 Mar 2026 11:05:08 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4416 A anestesia geral na cirurgia de estrabismo é segura. Mesmo assim, quando falamos de bebês e crianças, procedimentos como a anestesia geral podem gerar dúvidas e angústias nos pais. Por isso, é muito importante que os pais conversem com o oftalmopediatra que irá realizar a cirurgia, bem como tirem suas dúvidas e façam os questionamentos […]

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A anestesia geral na cirurgia de estrabismo é segura. Mesmo assim, quando falamos de bebês e crianças, procedimentos como a anestesia geral podem gerar dúvidas e angústias nos pais. Por isso, é muito importante que os pais conversem com o oftalmopediatra que irá realizar a cirurgia, bem como tirem suas dúvidas e façam os questionamentos com o anestesiologista.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo, a anestesia geral é segura, desde que seja realizada por um médico anestesiologista, com acompanhamento adequado antes, durante e após a cirurgia.

“A anestesiologia é a especialidade médica responsável por promover ausência de dor e consciência durante procedimentos cirúrgicos, além de monitorar constantemente os sinais vitais do paciente ao longo de todo o processo cirúrgico”, comenta.

“Sendo assim, durante a cirurgia, o anestesiologista não só administra os anestésicos, como também monitora frequência cardíaca, pressão arterial, oxigenação e temperatura. Para além disso, é o anestesiologista que acompanha o despertar da criança após a cirurgia. Todos esses cuidados tornam a cirurgia de estrabismo segura e controlada”, complementa Dra. Marcela.

Por que a anestesia geral é indicada na cirurgia de estrabismo?

“Primeiramente, é importante esclarecer por que a cirurgia de estrabismo é feita sob anestesia geral em crianças. Trata-se da melhor opção para a população pediátrica, já que é preciso que a criança fica completamente imóvel durante a cirurgia. Além disso, a manipulação no olho para realizar as incisões causa desconforto no paciente. Com isso, caso o paciente esteja acordado, pode fazer movimentos que podem comprometer a segurança da cirurgia”, explica Dra. Marcela.

Outro ponto importante de destaque é desmitificar que a anestesia geral é sinônimo de gravidade. Na verdade, a anestesia geral na cirurgia de estrabismo é a forma mais segura e confortável para a população pediátrica.

Como funciona a anestesia geral na cirurgia de estrabismo?

Consulta pré-anestésica

Antes da cirurgia, os pais passam por uma avaliação com o anestesiologista. Nessa consulta, são analisados:

  • Histórico de saúde da criança
  • Doenças pré-existentes
  • Alergias
  • Uso de medicamentos

Adicionalmente, o médico pode pedir avaliação cardiológica pré-operatória. Esse é o momento ideal para que os pais possam tirar todas as dúvidas sobre a anestesia geral na cirurgia de estrabismo.

Jejum antes da anestesia geral

Afinal, por que é preciso fazer jejum antes de tomar uma anestesia geral? Bem, isso serve para todas as pessoas que passam por cirurgias. Na verdade, o jejum é crucial para a segurança durante a cirurgia. “A razão é que ocorre uma redução dos reflexos de proteção do estômago. Portanto, quando existe algum alimento ou líquido no órgão, pode acontecer uma aspiração para os pulmões — uma complicação grave, mas evitável”, aponta a oftalmologista.

De forma geral, a recomendação de jejum da anestesia geral na cirurgia de estrabismo é de 8 horas de jejum para alimentos sólidos. Já o jejum de líquidos pode variar, de acordo com a orientação do anestesiologista.

Lembre-se: cumprir corretamente o jejum é uma das medidas mais importantes para garantir a segurança da anestesia geral na cirurgia de estrabismo.

O que acontece no dia da cirurgia?

Quando a criança chega ao hospital, a equipe de enfermagem a prepara para ir para a sala pré-cirúrgica. Nesse momento, o anestesiologista está presente para conversar com os pais e com a criança. Um dos pais pode acompanhar a criança até a sala de cirurgia e ficar com ela na primeira indução anestésica, realizada com gás inalatório.

Para tornar esse momento mais leve e lúdico, o anestesiologista deixa a criança escolher o aroma do gás. Logo após, o médico colocar a máscara e a criança adormece, de forma tranquila e em poucos segundos. “Essa etapa é importante, pois dá segurança para os pais e permite puncionar a veia da criança com ela adormecida. Portanto, isso é ótima para minimizar o medo de agulhas, por exemplo”, comenta Dra. Marcela.

A punção na veia serve para administrar os anestésicos até que a cirurgia termine. Durante todo o procedimento, o anestesiologista fica ao lado da criança, monitorando todos os parâmetros vitais. Quando a cirurgia termina, os medicamentos são suspensos e a criança vai para a sala de recuperação. O despertar acontece de forma gradual e controlada.

Como funciona a intubação? Para que serve?

Outra questão que deixa os pais apreensivos é a necessidade de intubação. Apesar de parecer algo assustador, a intubação é um procedimento que reforça a segurança durante a cirurgia. Contudo, nem sempre é preciso realizá-la. Na anestesia geral na cirurgia de estrabismo, a decisão sobre intubação é individualizada.

Como é o despertar da anestesia geral na cirurgia de estrabismo

Como falamos acima, logo após a cirurgia, a criança vai para a sala de recuperação pós-anestésica. Nesse momento, um dos pais pode ficar com a criança até que ela desperte, de forma espontânea. Os sinais vitais continuam em monitoramento e o médico anestesiologista acompanha o processo do despertar.

“A maioria das crianças acorda bem. Naturalmente, é um momento um pouco confuso e algumas podem ficar mais agitadas, estranhar o ambiente, rir ou chorar. Mas, essas reações são temporárias e esperadas, além de terem todo o apoio da equipe e dos pais”, conta Dra. Marcela.

Outra preocupação comum dos pais é a alimentação, já que os pequenos ficam em jejum para realizar a cirurgia. A liberação da dieta é feita pelo anestesiologista, mas depende do estado geral da criança. Normalmente, a alimentação é liberada depois de uns 20 a 30 minutos do despertar da criança, com líquidos e alimentos leves.

Quais são os riscos da anestesia geral na cirurgia de estrabismo?

Qualquer cirurgia envolve riscos. Portanto, isso serve também para a cirurgia de estrabismo. Por outro lado, em crianças saudáveis os riscos da anestesia geral são mínimos. Dessa maneira, é importante e imprescindível passar pelos exames e consultas pré-operatórios, já que isso previne problemas durante e após a cirurgia.

Hoje, com tecnologia moderna, monitorização avançada e profissionais especializados, a anestesia geral na cirurgia de estrabismo é considerada segura e bem estabelecida.

O mais importante: converse com o anestesiologista

“A informação é a base para gerenciar a angústia dos pais antes da cirurgia de estrabismo. A anestesia geral na cirurgia de estrabismo é um recurso importante, que permite que o procedimento ocorra com conforto, segurança e controle total da dor”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Uso de tampão para ambliopia é um desafio para pais e oftalmopediatras https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/#respond Wed, 25 Feb 2026 11:25:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4396 O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo. Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem […]

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O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo.

Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem essencial para garantir o desenvolvimento da visão binocular.

Uso de tampão para ambliopia é uma missão (quase impossível)

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, na maioria dos casos é difícil para os pais fazer com que as crianças usem o tampão. “É uma queixa constante no consultório e isso também nos preocupa. Em contrapartida, é crucial entender que o tampão é um tratamento médico, como outro qualquer. Diante disso, há estratégias que podemos oferecer aos pais para ajudar nessa missão, quase impossível”, comenta a especialista.

Afinal, o que é ambliopia?

A ambliopia pode afetar até 4% das crianças e se desenvolve, exclusivamente, na infância. “O fator determinante para o diagnóstico é a redução da melhor acuidade visual corrigida em um ou em ambos os olhos. Ou seja, a ambliopia acontece quando a visão de um olho é melhor do que a do outro, mesmo corrigindo o estrabismo ou um erro refrativo, por exemplo”, explica Dra. Marcela.

Em relação às causas, temos 3: estrabismo, erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia) e doenças que causam privação do estímulo visual. Entre essas doenças estão o glaucoma e a catarata congênitos, ptose palpebral, entre outros. Todos esses fatores afetam o desenvolvimento da visão, especificamente do olho afetado por uma dessas condições.

Por que é importante usar o tampão para ambliopia

Primeiramente é importante destacar que o desenvolvimento visual acontece durante a infância. Sendo assim, doenças e condições que afetam a visão em crianças podem resultar em problemas imediatos ou em longo prazo.

“No caso da ambliopia, o prejuízo é na visão binocular (a que nos permite enxergar em profundidade). Essa capacidade é crucial, especialmente para exercer certas profissões na vida adulta. Entretanto, na infância também é importante. Em crianças com ambliopia não tratada, por exemplo, podem ocorrer problemas na aprendizagem, coordenação motora, entre outros”, aponta Dra. Marcela.

“A visão binocular se forma quando os olhos captam as imagens, as mandam para o cérebro e o órgão as funde em uma única imagem. Contudo, em crianças com ambliopia, o cérebro ignora a imagem do olho afetado. Essa supressão por tempo prolongado, principalmente durante o período considerado essencial para o desenvolvimento da visão, por volta dos 2 aos 7 anos de idade, pode causar prejuízos irreparáveis ou ainda levar à perda da visão binocular”, alerta Dra. Marcela.

Uso do tampão para ambliopia – O que você precisa saber

“Acima de tudo, o diagnóstico e o tratamento do olho preguiçoso antes dos 7 anos são essenciais para garantir uma visão saudável. Para além disto, vale reforçar que a visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil.  Dessa maneira, mesmo sendo um desafio para os pais, é preciso no uso do tampão para ambliopia”, reforça a oftalmologista infantil.

Quanto tempo dura o uso do tampão para ambliopia

 Bem, o tratamento com o tampão é sempre individualizado e depende de vários fatores. De qualquer maneira, essa definição é do oftalmologista. Durante o tratamento, a criança vai usar o tampão durante algumas horas do dia e este tempo é determinado pelo médico.

Dicas para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

Promova atividades estimulantes durante o uso do tampão

 Enquanto a criança estiver usando o tampão, os pais devem estimular o olho a trabalhar. Ou seja, promover atividades como pintar, montar quebra-cabeças, brincar com peças de montar, brincar ao ar livre. Além de ajudar o olho “preguiçoso” a funcionar, as brincadeiras tirar o foco da criança no tampão.

Aposte no lúdico

Escolha modelos de tampão com os personagens preferidos da criança. Hoje já é possível encontrar empresas que vendem tampões personalizados. Do mesmo modo, os pais podem aproveitar para contar histórias de piratas e até mesmo usar o tampão junto com a criança por alguns momentos.

Escolha o melhor momento

Para bebês e crianças menores, a dica é colocar o tampão antes de acordá-las. Ainda nesta fase, o uso na escola também costuma ser mais aceitável.

Por outro lado, os maiores têm mais resistência em usar o tampão fora de casa, por vergonha ou medo de que os amigos os julguem. Desta forma, o ideal é estipular o uso durante o período em casa.

Para além do momento certo para colocar o tampão, também é importante mostrar para a criança o tempo de uso. Como em geral os pequenos não têm noção do tempo, os pais podem usar recursos como alarmes no celular, despertadores etc.

Alta do tratamento

O término, ou seja, a alta do uso do tampão para tratar o olho preguiçoso é dada quando a visão do olho afetado melhorou e permaneceu estável durante os meses seguintes ao tratamento. “A criança é acompanhada e passa por consultas regulares ao longo do uso do tampão. Há também uma outra situação em que interrompemos a terapia ao perceber que não houve melhora significativa que justifique a continuidade do tratamento”, aponta a oftalmopediatra.

“Em conclusão, o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso pode ser difícil e angustiantes para as famílias. Porém, a terapia garante uma boa visão e o desenvolvimento saudável das crianças. Assim, os pais devem ser aconselhados, orientados e encorajados a perseverar no tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Meu filho não quer usar os óculos? O que eu faço? https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/meu-filho-nao-quer-usar-os-oculos-o-que-eu-faco/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:33:10 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4365 Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente. Segundo a oftalmologista […]

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Uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologistas infantis é: “meu filho não quer usar os óculos”. Muitos pais chegam preocupados e relatam que não conseguem fazer a criança usar os óculos, ou que a criança tira toda hora os óculos ou ainda que a criança olha por cima da lente.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, a verdade é que realmente essas situações são bastante comuns. “De modo geral, as crianças costumam ser boas usuárias de óculos e, na maioria das vezes, aceitam bem a correção visual. No entanto, dependendo da idade da criança e principalmente do tipo de grau, podem existir fases de maior aceitação e fases de rejeição ao uso dos óculos”.

Quando a rejeição é mais comum?

Essa dificuldade acontece com muito mais frequência em crianças com hipermetropia e/ou astigmatismo do que em crianças míopes. “A miopia reduz bastante a visão, principalmente para longe. A criança enxerga tudo muito embaçado sem os óculos e percebe uma melhora clara e imediata quando começa a usá-los”, comenta Dra. Marcela.

“Por isso, em geral, a qualidade da visão melhora muito com os óculos e, com isso, a criança sente o benefício e a aceitação é bem melhor. A exceção são as crianças muito pequenas, cujo mundo ainda é predominantemente de perto. Nesses casos, a diferença com o óculos pode não ser tão perceptível no início”, aponta a especialista.

Crianças com hipermetropia são mais resistentes para usar os óculos

Já na hipermetropia, a situação é diferente. Esse é um tipo de grau em que a criança consegue compensar muito bem a visão. Mesmo sem óculos, ela consegue realizar suas atividades do dia a dia, brincar, desenhar e ir à escola — mas às custas de muito esforço visual.

“Os óculos para a hipermetropia são cruciais para melhorar a visão, reduzir o esforço visual e proporcionar conforto para a criança. Para além disso, os óculos também protegem o desenvolvimento da visão”, alerta Dra. Marcela.

Contudo, o problema é que, dependendo da idade, a criança não percebe esse ganho. Ela sente que “dá conta” sem os óculos e, por isso, acaba tirando, evitando usar na escola ou rejeitando em algumas situações.

E o astigmatismo? Dá para não usar os óculos?

No astigmatismo, a imagem é naturalmente distorcida. A criança muitas vezes se acostuma a enxergar assim e não tem referência do que é uma visão realmente nítida. Isso também pode levar à resistência inicial ao uso dos óculos.

Fases de aceitação e rejeição são normais ao usar os óculos

Acima de tudo, é importante reforçar que essas oscilações fazem parte do processo. A criança pode passar por fases em que aceita bem os óculos, fases em que rejeita, além de momentos de maior adaptação e outros de resistência. Isso não significa que o tratamento não está funcionando.

“Por outro lado, é crucial realizar um acompanhamento com um oftalmologista infantil, pois há casos em que o grau pode aumentar ou diminuir e esse pode ser um dos motivos pelos quais a criança pode não querer usar os óculos”, reforça Dra. Marcela.

A importância do trabalho em conjunto 

De qualquer maneira, é importante falar sobre os óculos na infância. Os erros refrativos – miopia, astigmatismo e hipermetropia – são muito comuns. Felizmente, o uso dos óculos corrige a visão e isso protege o desenvolvimento visual, que só se completa por volta dos 7 anos. Inclusive, a falta da correção impacta diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na vida escolar”, ressalta Dra. Marcela.

“Por isso, o ideal é os pais reagirem naturalmente ao diagnósticos e trabalharem em parceria com o oftalmologista para convencer a criança a usar os óculos”, finaliza a médica.

Dicas para convencer a criança a usar os óculos

  • Procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório, reforçando para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens;
  • Leve a criança para participar da escolha da armação, principalmente os maiores;
  • Faça uma lista dos familiares mais próximos que também usam óculos;
  • Peça a ótica que coloque prendedores nos óculos para facilitar a prática de esportes;
  • Para os menores, o ideal é escolher modelos de silicone, pois são mais resistentes a quedas e ao manuseio;
  • Caso seja possível, opte pelas lentes antirreflexo.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Uso de maquiagem em idade precoce aumenta risco de alergias nos olhos https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/#respond Wed, 14 Jan 2026 20:45:04 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4257 O uso de maquiagem em idade precoce é um assunto que tem causado polêmicas e divide opiniões. Será que existe um exagero na preocupação de pais e médicos a respeito do uso de produtos cosméticos por crianças? De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, o fato é que muitas […]

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O uso de maquiagem em idade precoce é um assunto que tem causado polêmicas e divide opiniões. Será que existe um exagero na preocupação de pais e médicos a respeito do uso de produtos cosméticos por crianças?

De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, o fato é que muitas crianças usam maquiagem e outros produtos cosméticos atualmente. Entretanto, a maioria desses produtos não é para crianças e sim para adultos. Portanto, o risco de reações alérgicas é extremamente alto.

“Primeiramente, é importante lembrar que a maquiagem é a segunda causa de alergia ocular, especificamente da dermatite de contato na região periocular, especialmente nas pálpebras. Esse risco afeta tanto os adultos e ainda mais as crianças, que possuem uma propensão maior a alergias”, comenta Dra. Marcela.

“O motivo desse maior risco de reações alérgicas em crianças é que na infância o sistema imunológico ainda está se formando. Portanto, a probabilidade de o organismo reagir de forma exagerada a certos produtos é muito maior do que em adultos”, complementa a especialista.

O que dizem os estudos sobre o uso de maquiagem em idade precoce

Uma vez que o incentivo para o uso de maquiagem em idade precoce é cada vez maior, especialmente motivado pelos influenciadores mirins nas redes sociais, alguns estudos foram realizados para avaliar os riscos envolvidos nesse novo hábito infantil.

Para além das reações alérgicas, os especialistas alertam para a presença de componentes químicos altamente nocivos para a saúde.

De acordo com uma pesquisa publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health, conduzida pela Columbia University Mailman School of Public Health, 79% das crianças com 12 anos ou menos usaram produtos de maquiagem e corpo — incluindo glitter, sombras e gloss — que muitas vezes contêm substâncias químicas tóxicas, como metais pesados, PFAS e formaldeído.

Outro estudo clínico mostrou que o uso de maquiagem em crianças começa em média aos 4 anos de idade, com produtos muitas vezes projetados para adultos sendo utilizados sem orientação médica.

Região ocular é mais sensível e exige atenção dos pais

O uso de maquiagem em idade precoce, especialmente na região ocular, é altamente preocupante. Inicialmente, é importante esclarecer que a pele das pálpebras é mais fina do corpo humano. Com isso, essa região periocular é mais propensa à absorção das substâncias. Portanto, há nisso um maior risco de reações alérgicas.

Adicionalmente, as maquiagens, especialmente sombras, lápis de olho e rímel, contêm substâncias em suas fórmulas que podem não só causar alergias, como outros problemas mais sérios.

Entre os componentes que podem ser nocivos estão:

  • Metais pesados como alumínio, níquel, cromo e chumbo, encontrados, principalmente, em maquiagens com brilho e cores mais intensas;
  • Timerosal – conservante derivado do mercúrio usado, especialmente, em máscaras de cílios;
  • Ftalatos, parabenos e perfluorquímicos (PFCs);
  • Fragrâncias;
  • Pigmentos para dar cor aos produtos.

“A regra mais importante para os pais é que quanto mais colorido e brilhante o produto, maior o risco de reações alérgicas. Adicionalmente, produtos voltados para adultos, com ácidos ou sem aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não devem ser usados por crianças, em nenhuma hipótese”, alerta Dra. Marcela.

Uso precoce de maquiagem em crianças – Sintomas de reações alérgicas

Dentre todas as condições que podem ocorrer devido ao uso precoce de maquiagem, a mais comum é a dermatite de contato. Essa alergia pode acontecer logo após o uso do produto ou mais tardiamente.

  • Vermelhidão das pálpebras;
  • Coceira intensa;
  • Inchaço;
  • Descamação ou sensação de queimadura;
  • Ardência;
  • Lacrimejamento;
  • Surgimento de lesões, como bolhas e placas vermelhas.

Para além da alergia

Acima de tudo, as reações alérgicas são apenas um dos problemas de crianças usarem maquiagem. Em alguns casos, esses produtos podem aumentar o risco de outras complicações, como a irritação mecânica.

“Durante a aplicação da maquiagem nos olhos, os produtos podem entrar em contato com a conjuntiva. Caso a criança coce os olhos, essa fricção pode causar lesões não só na conjuntiva, como arranhões na córnea. Maquiagens com glitter ou em pós são as mais perigosas”, ressalta Dra. Marcela.

Existe idade segura para uso de maquiagem?

A princípio não existe uma idade em que seja seguro usar maquiagens na infância. Até mesmo adultos podem apresentar reações alérgicas aos cosméticos.

O ideal é evitar, ao máximo, que crianças usam maquiagens e outros produtos cosméticos, especialmente na região dos olhos.

“Portanto, a exposição a esses produtos deve ser mínima e sempre supervisionada pelos responsáveis. Diante disso, também é importante informar que a Anvisa determina limites e exige que informações claras nos rótulos sobre a faixa etária indicada. Outro cuidado dos pais é que no caso de permitir que a criança use maquiagem, sempre avaliar se são produtos à base de água e que podem ser facilmente removidos”, reforça Dra. Marcela.

Uso de maquiagem em idade precoce – Dicas para os pais

Por fim, para reduzir o risco de alergias oculares e outros problemas nos olhos e na pele, o ideal é:

  • Sempre optar pelos produtos dermatologicamente testados e aprovados para crianças, pela Anvisa;
  • Antes que a criança use, é importante fazer um teste de contato em pequena área da pele;
  • Ler o rótulo dos produtos é crucial, prestando atenção nas substâncias que são altamente tóxicas e nocivas para o organismo;
  • Sempre optar por produtos com fórmulas à base de água e ajudar a criança a remover a maquiagem, com produtos adequados para a faixa etária.

Conclusão

“Enfim, o uso de maquiagem em idade precoce já faz parte da realidade e não pode ser ignorado. Há muitos riscos e os pais devem estar cientes disso. Inclusive, temos evidências científicas que alertam sobre os efeitos nocivos de cosméticos na infância. Portanto, o ideal é evitar e, quando não for possível, optar por produtos de boa procedência e voltados para o público infantil. Finalmente, caso a criança apresente sintomas, como mencionamos acima, os pais devem procurar um oftalmologista infantil assim que possível”, conclui Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para 11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Irritação nos olhos das crianças durante o verão: causas, prevenção e cuidados https://homolog.marcelabarreira.com.br/irritacao-nos-olhos-das-criancas-durante-o-verao-causas-prevencao-e-cuidados/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/irritacao-nos-olhos-das-criancas-durante-o-verao-causas-prevencao-e-cuidados/#respond Wed, 17 Dec 2025 14:39:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4157 A irritação nos olhos das crianças durante o verão é uma situação muito comum. Durante a estação mais quente do ano, boa parte das crianças frequenta praias e piscinas, o que acaba deixando-as mais expostas a uma série de situações que podem causar desconforto nos olhos. Por que a irritação nos olhos das crianças é […]

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A irritação nos olhos das crianças durante o verão é uma situação muito comum. Durante a estação mais quente do ano, boa parte das crianças frequenta praias e piscinas, o que acaba deixando-as mais expostas a uma série de situações que podem causar desconforto nos olhos.

Por que a irritação nos olhos das crianças é mais comum no verão?

Primeiramente, é importante lembrar que nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro temos um clima mais quente e úmido. Isso une as condições perfeitas para a proliferação de micro-organismos, que podem causar infecções, como as conjuntivites e o terçol.

Dessa maneira, crianças que frequentam piscinas públicas, como em clubes e hotéis, por exemplo, correm mais risco de desenvolver essas infecções.

Contudo, há outras condições oculares que são mais comuns e podem atingir boa parte dos pequenos durante as férias de verão.

Causas de irritação nos olhos das crianças no verão- Saiba quais são

Durante o verão, diversos fatores podem causar irritação nos olhos das crianças, como:

  • Exposição ao sol e aos raios UV, que podem causar inflamação na superfície ocular;
  • Cloro de piscinas, que altera a proteção natural da lágrima;
  • Água do mar, rica em sal, que pode ressecar e irritar os olhos;
  • Areia, vento e poeira, comuns em ambientes externos;
  • Suor, que pode escorrer para os olhos e causar ardência;
  • Protetor solar líquido, que pode entrar em contato com os olhos.

Esses fatores tornam os olhos mais sensíveis, principalmente em crianças, cuja superfície ocular ainda está em desenvolvimento.

Para além da irritação nos olhos das crianças, podem surgir outros sintomas, como:

  • Olhos vermelhos;
  • Ardência ou queimação;
  • Coceira frequente;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Sensibilidade à luz.

Em alguns casos, a irritação pode evoluir para conjuntivites ou inflamações mais intensas se não houver cuidado adequado.

Como prevenir a irritação nos olhos das crianças durante o verão

Algumas medidas simples podem prevenir a irritação nos olhos e outros problemas.

Proteção solar adequada

  • Incentive o uso de óculos de sol com proteção UV, próprios para crianças e, se possível, reforce a proteção com bonés ou chapéus;
  • Prefira protetor solar em bastão no rosto, pois não escorre e reduz o risco de o produto entrar nos olhos.

Cuidados com piscina e praia

  • As crianças devem usar óculos de natação durante as práticas aquáticas;
  • Oriente a criança a evitar abrir os olhos debaixo d’água;
  • Após sair da piscina ou do mar, lave o rosto da sua criança com água limpa. Para isso, sempre tenha uma garrafa com água potável em mãos, especialmente em locais em que não há acesso fácil à água corrente.

Hidratação

  • Mantenha a criança bem hidratada, pois isso ajuda na produção da lágrima;
  • Em alguns casos, o uso de lágrimas artificiais pode ser indicado pelo médico.

Oriente a criança a não coçar os olhos

Coçar os olhos é um dos piores hábitos, especialmente na infância. Além de poder evoluir para doenças mais sérias, como o ceratocone, a fricção pode piorar a irritação e aumentar o risco de infecções.

Irritação nos olhos das crianças – quando procurar um oftalmologista

Na maioria dos casos, a irritação nos olhos das crianças é passageira e tem relação com os hábitos e atividades durante as férias de verão. Por outro lado, os pais devem procurar um oftalmologista se os sintomas persistirem ou piorarem.

Conclusão

O verão é uma fase de diversão, mas também exige atenção especial com a saúde ocular das crianças. Com medidas simples de prevenção e cuidados diários, é possível evitar a irritação nos olhos das crianças e garantir que os pequenos aproveitem a estação com conforto, segurança e bem-estar visual.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Hipermetropia em crianças – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas/#respond Wed, 10 Dec 2025 13:53:01 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4124 A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. […]

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A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento.

Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um dos erros refrativos, que causa dificuldade para enxergar de perto. Os demais erros refrativos são a miopia, o astigmatismo e a presbiopia.

Portanto, uma pessoa com hipermetropia enxerga bem de longe e sente dificuldade de enxergar de perto.

Afinal, o que é um erro refrativo?

Para entender a hipermetropia, é importante compreender o que é um erro refrativo. Então, vamos lá.

Para enxergarmos com nitidez, a luz que entra nos olhos precisa atingir um ponto específico da retina, popularmente chamada de “fundo do olho”. A esse processo se dá o nome de refração.

A luz entra no olho e passa pelas “lentes naturais”, como a córnea (que tem o maior poder de foco) e o cristalino (que ajusta o foco para perto e para longe), fenômeno chamado de acomodação.

Em pessoas com olhos sem alterações, a luz faz o caminho normal e atinge o ponto exato da retina, resultando em uma visão nítida.

E quando a luz não atinge o ponto certo da retina?

Agora que você já entendeu o que é a refração, vamos falar sobre os erros refrativos. Há pessoas que apresentam alterações anatômicas nos olhos, especialmente na córnea e no cristalino.

Dessa maneira, essas alterações levam ao desvio da luz e isso leva aos erros refrativos. No caso da hipermetropia, o foco da imagem fica atrás da retina.

Então, há dois motivos para o desvio da luz na hipermetropia:

  1. Olho mais curto do que o normal (causa mais comum)

A hipermetropia costuma ter origem em globos oculares menores que o eixo anteroposterior, ou seja, o trajeto da córnea até a retina. Assim, a lente foca mais longe do que deveria.

  1. Córnea ou cristalino com pouco poder de convergência

Apesar de ser menos frequente, a hipermetropia pode acontecer em pessoas com uma córnea mais plana ou ainda em pessoas com um cristalino com menor capacidade de refração da luz. Portanto, nesses casos o olho não converte a luz com a intensidade suficiente. Como resultado, o foco também ocorre atrás da retina, afetando a visão de perto.

Hipermetropia dificulta a visão de perto

Para enxergamos de perto, é preciso um poder maior de convergência. Sendo assim, o cristalino precisa compensar isso por meio da acomodação. Ou seja, ele encurta sua curvatura para aumentar o foco.

Um bom exemplo para entender isso é: imagina que você quer tirar uma foto de uma abelha pousando numa flor. Você pega seu celular e vai ajustando o foco de perto, porém a imagem fica embaçada e você demora algum tempo até conseguir atingir a nitidez. Esse é mais ou menos o processo que os olhos precisam fazer para podermos enxergar de perto.

Contudo, na hipermetropia, devido as alterações anatômicas que já falamos, há um grande esforço para conseguir enxergar.

O que uma pessoa com hipermetropia sente?

O principal sinal da hipermetropia é a dificuldade de enxergar de perto. Todavia, quando a pessoa não usa óculos, o esforço visual pode causar alguns sintomas, como:

  • Cansaço visual;

  • Dor de cabeça;

  • Ardência nos olhos;

  • Visão embaçada

Hipermetropia só afeta crianças?

Acima de tudo, a hipermetropia costuma se desenvolver na infância. Agora, a dificuldade de enxergar de perto que surge após os 40 anos leva o nome de presbiopia. Outra questão é que nos adultos, a dificuldade de enxergar de perto tem relação com a perda da capacidade de acomodação do cristalino.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipermetropia é feito por meio dos exames oftalmológicos de rotina. Mesmo em bebês e crianças que ainda não falam, é possível detectar a presença desse erro refrativo.

A boa notícia é que nem todos os casos de hipermetropia precisam de correção por meio de óculos. A razão é que com o passar do tempo, graus baixos de hipermetropia costumam desaparecer.

Dessa maneira, apenas graus mais elevados da hipermetropia têm indicação para o uso de óculos.

Segundo as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade.

A razão é que, normalmente, o grau diminui à medida em que a criança cresce, já que os olhos também aumentam de tamanho ao longo dos anos.

Por outro lado, quando o grau é alto, aumenta o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, principalmente nas crianças que ainda não estão com o sistema visual completo (abaixo dos 7 anos).

O que é um grau alto?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Hipermetropia, estrabismo e olho preguiçoso têm relação?

Sim! A hipermetropia é a causa do estrabismo acomodativo. Portanto, na medida em que a criança tenta enxergar de perto, o olho se desvia para dentro.  Mas, basta colocar os óculos para o alinhamento do eixo ocular.

As crianças com hipermetropia correm mais risco de desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso. Por isso, o acompanhamento com um oftalmologista infantil é crucial. O tratamento, nesse caso, é o uso do tampão.

Tem como prevenir a hipermetropia?

A hipermetropia não é uma doença, é resultado de uma alteração anatômica das estruturas, como a córnea e o cristalino. Sendo assim, não existe uma maneira de preveni-la.

Contudo, é crucial cuidar da saúde ocular das crianças, desde o primeiro ano de vida. Para isso, os pais devem procurar um oftalmologista infantil e realizar o acompanhamento do desenvolvimento visual desde cedo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Dilatação das pupilas em crianças – Para que serve e como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/#respond Wed, 26 Nov 2025 13:33:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4074 A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala. Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. Como funciona o exame de vista em […]

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A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala.

Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

Como funciona o exame de vista em bebês e crianças

Primeiramente, é importante reforçar que os cuidados com a visão devem começar desde o nascimento. O primeiro exame de vista acontece ainda na maternidade e se chama Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como “teste do olhinho”.

Contudo, nesse exame não é possível detectar todas as doenças ou condições visuais que se desenvolvem na infância. Desse modo, os pais devem levar o bebê, ainda no primeiro ano de vida, para uma consulta oftalmológica de rotina.

Nessa consulta, o oftalmologista infantil pode descobrir ou diagnosticar várias condições, como:

  • Estrabismo;
  • Erros Refrativos como miopia, astigmatismo e hipermetropia;
  • Alergias oculares;
  • Obstrução do canal lacrimal;
  • Ptose palpebral congênita.

Acima de tudo, esses são apenas alguns exemplos de problemas oftalmológicos que podem ser detectados na consulta de rotina.

Conheça melhor a pupila

Antes de falarmos mais sobre a dilatação das pupilas em crianças, vamos conhecer melhor essa estrutura ocular.

A pupila é aquela parte preta no meio da íris, a parte colorida do olho. A principal função da pupila é controlar a entrada da luz nos olhos. De uma forma mais didática, podemos comparar a pupila com o diafragma de uma câmera fotográfica. Porém, curiosamente a pupila não é preta, o que vemos, na verdade, é a luz sendo absorvida pelo interior do olho.

Dessa forma, quando há muita luz no ambiente, a pupila se contrai e quando há pouca luz ela se dilata. Vale esclarecer que esse processo de contração e dilatação da pupila é automático e depende do sistema nervoso central.

Agora, também é curioso notar que a contração e a dilatação da pupila também podem ocorrer por outros motivos, como medo, surpresa, alegria, interesse e uso de certos medicamentos. Finalmente, uma contração muito rápida da pupila pode ser um sinal de algum problema mais grave, como um acidente vascular cerebral (AVC).

Dilatação das pupilas em crianças – Como funciona

Inicialmente, precisamos entender que o estado normal da pupila é a miose, ou seja, a pupila fica mais contraída. Diante isso, sem a dilatação das pupilas em crianças, o oftalmologista infantil não consegue visualizar a parte de trás dos olhos, que contempla a retina e o nervo óptico.

Sem a dilatação, é como se o oftalmologista estivesse olhando pelo “buraco de uma fechadura”. Para além de examinar o fundo do olho, a dilatação das pupilas em crianças é crucial para detectar os erros refrativos, com precisão.

Sendo assim, a dilatação das pupilas em crianças é um procedimento muito importante, especialmente em bebês ou ainda nos pequenos que ainda não desenvolveram a fala. Além de dilatar as pupilas, nessas crianças que ainda não falam é preciso usar um equipamento, que lembra uma régua com várias lentes, o equiascópio.

Como acontece a dilatação das pupilas em crianças

A dilatação das pupilas é feita com o uso de colírios. A maior preocupação dos pais é a possibilidade de a criança sentir dor. Porém, o que pode acontecer é um leve desconforto. Na verdade, são usados 2 colírios: o primeiro é um anestésico, usado para dar mais conforto. Quando o efeito anestésico ocorreu, o colírio que vai dilatar a pupila é instilado.

O que a criança vai sentir depois de dilatar a pupila

Após o leve desconforto da instilação, a criança não vai sentir mais nada. Entretanto, a visão fica turva durante algumas horas, por volta de 3 a 4 horas após o exame. Logo depois desse tempo, a visão se normaliza.

Conclusão

Apesar da dilatação das pupilas em crianças ser uma preocupação para os pais, trata-se de um procedimento de rotina em clínicas oftalmológicas. Em crianças, dilatar as pupilas é ainda mais importante para ter um resultado do exame de vista mais preciso.

Sendo assim, os pais podem ficar tranquilos, pois os efeitos de embaçamento da visão são temporários e a criança sentirá apenas um leve desconforto no momento de pingar os colírios. O mais importante é que o exame de vista na infância garante o diagnóstico e o tratamento precoce de condições visuais, algo crucial para assegurar o desenvolvimento infantil saudável.

Leia aqui como funciona o exame de vista completo em crianças e bebês.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

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Prematuridade e estrabismo: entenda por que bebês prematuros têm mais risco https://homolog.marcelabarreira.com.br/prematuridade-e-estrabismo-entenda-por-que-bebes-prematuros-tem-mais-risco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/prematuridade-e-estrabismo-entenda-por-que-bebes-prematuros-tem-mais-risco/#respond Thu, 20 Nov 2025 12:36:30 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4059 A relação entre prematuridade e estrabismo é bem estabelecida, já que vários estudos mostram que bebês que nascem antes do tempo correm mais risco de desenvolver desvios oculares. Um desses estudos, apontou que 16% das crianças que nasceram prematuramente tinham estrabismo aos 10 anos. Já em crianças a termo, a prevalência foi de apenas 3,2%. […]

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A relação entre prematuridade e estrabismo é bem estabelecida, já que vários estudos mostram que bebês que nascem antes do tempo correm mais risco de desenvolver desvios oculares.

Um desses estudos, apontou que 16% das crianças que nasceram prematuramente tinham estrabismo aos 10 anos. Já em crianças a termo, a prevalência foi de apenas 3,2%.

Hoje, aproveitando o Novembro Roxo, mês dedicado à prematuridade, vamos falar um pouco mais sobre a prematuridade e estrabismo. Para isso, vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

Por que a prematuridade aumenta o risco de estrabismo?

O desenvolvimento da visão se inicia nas últimas semanas de gestação e só termina por volta dos 7 anos. Portanto, quando o bebê nasce prematuro, existe uma imaturidade maior no sistema visual. Desse modo, os prematuros correm mais risco de apresentar doenças oculares, como o estrabismo.

O bebê prematuro ainda não tem as estruturas oculares totalmente formadas. Isso pode afetar a coordenação dos músculos oculomotores, responsáveis por manter os olhos alinhados.

Retinopatia da Prematuridade (ROP) é outro fator de risco para o estrabismo

Outra doença ocular frequente em prematuros é a Retinopatia da Prematuridade. A ROP é um principais fatores de risco para estrabismo. Mesmo com tratamento, a esse tipo de retinopatia aumenta a chance de o bebê desenvolver o estrabismo e outras doenças oftalmológicas.

Uso de oxigênio na UTI neonatal

Normalmente, a prematuridade exige longos períodos de internação em UTI Neonatal. Além disso, durante a permanência no hospital, o bebê prematuro precisa de suporte respiratório, a oxigenioterapia. Entretanto, o uso prolongado de oxigênio pode prejudicar o desenvolvimento da retina. Sendo assim, há um aumento importante no risco de problemas posteriores à internação, como o estrabismo.

Comprometimento neurológico

Infelizmente, os prematuros correm mais risco de desenvolverem problemas no sistema nervoso central. Entre essas condições estão hemorragias cerebrais e atrasos no desenvolvimento. Juntos, esses dois fatores também aumentam o risco de o bebê desenvolver o estrabismo.

Prematuridade e estrabismo – Quando o desvio ocular pode aparecer?

Em geral, o estrabismo pode aparecer nos primeiros meses de vida ou ao longo da primeira infância. Contudo, nos prematuros, o desvio ocular costuma aparecer entre 1 e 3 anos, especialmente em bebês que tiveram ROP ou ficaram durante muito tempo em cuidados intensivos.

Principais sinais de estrabismo em prematuros

Pais e cuidadores devem estar atentos a sinais como:

  • Olho que desvia para dentro ou para fora;
  • Dificuldade em fixar o olhar;
  • Cabeça inclinada para olhar objetos;
  • Lacrimejamento frequente ou sensibilidade à luz;

Na presença desses sinais, os pais devem procurar um oftalmologista infantil, também conhecido como oftalmopediatra.

Prematuridade e Estrabismo – Como funciona o tratamento

Primeiramente, é importante dizer que a maioria dos estrabismos tem indicação cirúrgica. Ou seja, a correção do desvio consiste em uma cirurgia. Sendo assim, a única exceção é para o estrabismo acomodativo, causado pela hipermetropia.

Esse erro refrativo causa dificuldade de enxergar de perto. Quando a criança força a visão, na tentativa de enxergar, o olho se desvia. Portanto, o uso de óculos para corrigir a hipermetropia é suficiente para alinhar os olhos.

Vale reforçar que o tratamento do estrabismo deve ser feito o quanto antes, especialmente entre os 2 e 5 anos, que é o período mais crítico para o desenvolvimento da visão. Quanto mais cedo for feita a correção, melhor será o resultado.

Adicionalmente, o tratamento do estrabismo é crucial para prevenir o aparecimento do olho preguiçoso, que pode afetar a visão binocular. Leia mais sobre olho preguiçoso aqui.

Acompanhamento regular – Prematuridade e estrabismo

Todos os bebês que nascem prematuros precisam de acompanhamento regular com um oftalmologista infantil ao longo da infância. Entretanto, alguns casos exigem ainda mais atenção, como:

  • Prematuros extremos, que nasceram antes de 32 semanas.
  • Bebês de baixo peso, que nascerem com menos de 1,5 Kg;
  • Bebês que tiveram ROP.

Acima de tudo, ainda que no primeiro exame oftalmológico não tenha qualquer alteração, o acompanhamento deve continuar ao longo da infância, pois o estrabismo pode aparecer mais tarde.

Conclusão: Prematuridade e estrabismo têm relação íntima

Como vimos ao longo do texto, há uma relação íntima entre a prematuridade e estrabismo. Portanto, é crucial que os pais de bebês prematuros tenham a orientação correta da equipe neonatal sobre o acompanhamento com um oftalmologista infantil, desde a maternidade.

 

 

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