Arquivos oftalmologista - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmologista/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:24:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos oftalmologista - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmologista/ 32 32 Cirurgia de Nistagmo: quando é indicada e o que dizem os estudos sobre os resultados? https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-nistagmo-quando-e-indicada-e-o-que-dizem-os-estudos-sobre-os-resultados/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-nistagmo-quando-e-indicada-e-o-que-dizem-os-estudos-sobre-os-resultados/#respond Wed, 10 Jun 2026 18:27:41 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4816 A cirurgia de nistagmo é indicada para alguns pacientes. Entre os benefícios estão a melhora da posição anormal da cabeça,  redução dos movimentos involuntários dos olhos e até melhora na qualidade da visão. O que é nistagmo? O nistagmo é uma condição que se caracteriza por movimentos involuntários e repetitivos dos olhos, que podem ocorrer […]

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A cirurgia de nistagmo é indicada para alguns pacientes. Entre os benefícios estão a melhora da posição anormal da cabeça,  redução dos movimentos involuntários dos olhos e até melhora na qualidade da visão.

O que é nistagmo?

O nistagmo é uma condição que se caracteriza por movimentos involuntários e repetitivos dos olhos, que podem ocorrer na horizontal, vertical ou em diferentes direções.

Esses movimentos costumam surgir ainda na infância e podem dificultar a fixação do olhar. Com isso, há um importante prejuízo na visão e, como resultado, acaba afetando atividades do dia a dia, como leitura, escrita e reconhecimento de rostos.

Muitos pacientes desenvolvem também uma posição anormal da cabeça, conhecida como torcicolo ocular. Isso acontece porque existe uma direção específica do olhar em que os movimentos dos olhos diminuem, chamada de “posição de bloqueio” ou null point. Para aproveitar essa posição, a pessoa passa a manter a cabeça inclinada ou girada constantemente.

Quando a cirurgia de nistagmo é indicada?

A cirurgia não costuma ser indicada apenas pela presença do nistagmo.

O principal objetivo do procedimento é corrigir a posição anormal da cabeça e melhorar o funcionamento visual do paciente.

De modo geral, a cirurgia pode ser recomendada quando há:

  • torcicolo ocular significativo;
  • posição compensatória da cabeça que causa desconforto;
  • dificuldades visuais relacionadas ao nistagmo;
  • impacto na qualidade de vida;
  • necessidade de centralizar a posição de bloqueio para melhorar o alinhamento visual.

Contudo, apesar dos benefícios, a indicação da cirurgia depende de uma avaliação criteriosa de um Oftalmologista que seja especialista em Estrabismo.

Como funciona a cirurgia de nistagmo?

A técnica mais utilizada consiste em reposicionar alguns músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos.

O objetivo é deslocar a posição de bloqueio para mais próximo da posição central do olhar, permitindo que o paciente mantenha a cabeça reta com mais conforto.

Dependendo das características do caso, diferentes técnicas cirúrgicas podem ser utilizadas, incluindo procedimentos derivados da cirurgia de Kestenbaum e suas modificações.

É importante destacar que a cirurgia não elimina necessariamente os movimentos oculares, mas busca reduzir seus efeitos funcionais e melhorar a qualidade de vida.

 O que mostram os estudos científicos sobre a cirurgia de nistagmo

Diversas pesquisas realizadas nas últimas décadas demonstram que a cirurgia de nistagmo pode trazer benefícios duradouros.

Correção da posição da cabeça em mais de 90% dos pacientes

Um dos maiores estudos sobre o tema acompanhou 150 pacientes submetidos à cirurgia para correção da posição anômala da cabeça causada pelo nistagmo.

Os pesquisadores observaram que:

  • 95% dos pacientes apresentaram melhora satisfatória logo após a cirurgia;
  • 93% mantiveram os bons resultados após 10 anos de acompanhamento;
  • poucos pacientes necessitaram de uma nova intervenção.

Esses dados mostram que os benefícios da cirurgia podem ser duradouros e persistir por muitos anos.

Redução importante do torcicolo ocular

Outro estudo avaliou pacientes submetidos ao procedimento de Anderson, uma das técnicas utilizadas para tratamento do nistagmo.

Os resultados mostraram que:

  • a inclinação da cabeça foi reduzida de aproximadamente 40 graus para apenas 7 graus;
  • mais da metade dos pacientes passou a manter a cabeça completamente reta;
  • quase 90% apresentaram desvio residual mínimo.

Na prática, isso significa maior conforto, melhora estética e redução dos problemas posturais relacionados ao torcicolo ocular.

A cirurgia pode melhorar a visão?

Embora o principal objetivo seja corrigir a posição da cabeça, muitos pacientes também apresentam melhora visual.

Uma revisão científica que analisou dezenas de estudos sobre cirurgia para nistagmo infantil concluiu que a maioria dos trabalhos encontrou ganho de acuidade visual após o procedimento.

Em alguns casos, os pacientes chegaram a ganhar até três linhas na tabela de visão.

O benefício visual varia de acordo com fatores como:

  • tipo de nistagmo;
  • idade do paciente;
  • presença de outras doenças oculares;
  • intensidade dos movimentos oculares.

Por isso, os resultados podem ser diferentes de uma pessoa para outra.

A cirurgia pode ser realizada em crianças?

Sim.

Em muitos casos, a cirurgia é realizada durante a infância, especialmente quando existe uma posição anormal da cabeça importante.

Estudos envolvendo crianças pequenas demonstraram melhora não apenas da postura da cabeça, mas também da função visual e do alinhamento ocular após o procedimento.

O tratamento precoce pode ajudar a evitar alterações posturais permanentes e favorecer o desenvolvimento visual.

A cirurgia cura o nistagmo?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes.

A resposta é não.

O nistagmo geralmente não desaparece completamente após a cirurgia. Entretanto, o procedimento pode reduzir significativamente seus impactos funcionais.

Muitos pacientes passam a enxergar melhor, manter a cabeça em posição mais natural e realizar suas atividades com mais conforto e segurança.

Por isso, o sucesso da cirurgia não depende apenas da redução dos movimentos dos olhos, mas principalmente da melhora da qualidade de vida.

Qualidade de vida também melhora após a cirurgia

Além dos benefícios visuais, a cirurgia pode trazer ganhos importantes para o bem-estar do paciente.

Pessoas que convivem com torcicolo ocular frequentemente relatam:

  • dores cervicais;
  • fadiga muscular;
  • desconforto em atividades escolares e profissionais;
  • impacto na autoestima.

Ao permitir uma posição mais natural da cabeça, a cirurgia pode contribuir para maior conforto físico e melhor integração social.

Conclusão

Acima de tudo, a cirurgia de nistagmo é uma opção segura e eficaz para alguns pacientes, especialmente aqueles que apresentam torcicolo ocular e prejuízos funcionais relacionados à doença.

Ademais, estudos científicos demonstram altas taxas de sucesso na correção da posição da cabeça, melhora da qualidade visual e benefícios duradouros ao longo dos anos.

Se você ou seu filho apresentam nistagmo, a avaliação com um oftalmologista especialista em estrabismo é fundamental para determinar se existe indicação cirúrgica e quais resultados podem ser esperados em cada caso.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmologista infantil, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. A profissional é uma referência em cirurgia de nistagmo e estrabismo.

O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

Fontes:

https://www.aaojournal.org/article/S0161-6420(22)00821-1/fulltext

https://ajo.com/retrieve/pii/S0002939419305422

https://www.nature.com/articles/s41433-019-0400-8

https://www.dovepress.com/eye-muscle-surgery-for-infantile-nystagmus-syndrome-in-the-first-two-y-peer-reviewed-fulltext-article-OPTH

 

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Prejuízos da ambliopia na vida da criança https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/#respond Wed, 03 Jun 2026 11:16:35 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4787 Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a […]

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Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a infância.

No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que os impactos da ambliopia podem ir muito além da dificuldade para enxergar. O desenvolvimento visual está intimamente ligado ao desenvolvimento motor, à percepção espacial e até mesmo à forma como a criança interage com o mundo ao seu redor.

O que é a ambliopia?

A ambliopia ocorre quando o cérebro passa a privilegiar as informações vindas de um olho e “ignora” parcialmente as do outro. Com o tempo, essa falta de estímulo impede que a visão do olho afetado se desenvolva normalmente.

As causas mais comuns incluem:

  • Estrabismo;
  • Diferenças significativas de grau entre os olhos;
  • Altos erros refrativos não corrigidos;
  • Catarata congênita e outras condições que dificultam a entrada de luz no olho.

Quanto mais cedo a condição for identificada e tratada, maiores são as chances de recuperação visual.

Os prejuízos da ambliopia vão além da acuidade visual

Embora a redução da visão seja a característica mais conhecida da ambliopia, estudos mostram que ela pode afetar diversas habilidades importantes para o desenvolvimento infantil.

  1. Dificuldade na percepção de profundidade

Para enxergarmos o mundo em três dimensões, os dois olhos precisam trabalhar em conjunto. Quando um deles não participa adequadamente do processo visual, a percepção de profundidade pode ficar comprometida.

Isso pode dificultar atividades como:

  • Pegar uma bola;
  • Subir e descer escadas;
  • Andar de bicicleta;
  • Avaliar distâncias com precisão.
  1. Alterações na coordenação motora

A visão desempenha um papel fundamental na coordenação dos movimentos.

Crianças com ambliopia podem apresentar mais dificuldade em tarefas que exigem precisão visual e motora, como:

  • Escrever;
  • Recortar;
  • Desenhar;
  • Montar blocos;
  • Praticar determinados esportes.

Essas dificuldades nem sempre são percebidas imediatamente pelos pais, mas podem influenciar o desempenho em diversas atividades do dia a dia.

  1. Impacto na autoestima e na vida social

A ambliopia também pode trazer consequências emocionais.

Algumas crianças se sentem inseguras ao perceber que enxergam de forma diferente dos colegas. Além disso, durante o tratamento, especialmente quando é necessário o uso do tampão, podem surgir situações de constrangimento, resistência ou até comentários desagradáveis de outras crianças.

Por isso, o apoio da família e da escola é fundamental para o sucesso do tratamento.

  1. Dependência de um único olho

Quando a ambliopia não é tratada adequadamente, a pessoa passa a depender muito mais do olho com melhor visão.

Isso significa que, caso esse olho venha a apresentar algum problema no futuro, como uma doença ocular ou um trauma, o impacto visual pode ser muito maior.

Esse é um dos principais motivos pelos quais o tratamento precoce é tão importante.

Portanto, os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão!

Como funciona o tratamento da ambliopia?

O tratamento tem como objetivo estimular o cérebro a utilizar o olho com menor visão, favorecendo seu desenvolvimento.

Antes de tudo, é necessário corrigir a causa da ambliopia. Em muitos casos, isso envolve o uso adequado de óculos para corrigir o grau ou correção do estrabismo, por exemplo.

Após essa etapa, o tratamento pode incluir a oclusão do olho com melhor visão, conhecida popularmente como tratamento com tampão.

Por que o tampão é necessário para prevenir os prejuízos da ambliopia?

O cérebro tende a utilizar o olho que enxerga melhor. Ao cobrir temporariamente esse olho com um tampão, o cérebro é “obrigado” a utilizar o olho mais fraco.

Esse estímulo promove o desenvolvimento das conexões neurais responsáveis pela visão, permitindo que o olho amblíope ganhe capacidade visual.

O tempo de uso varia conforme:

  • A idade da criança;
  • A gravidade da ambliopia;
  • A resposta ao tratamento;
  • A orientação do oftalmologista infantil.

 Por que o tratamento com tampão é tão desafiador?

Embora o conceito pareça simples, a prática costuma ser mais difícil.

Quando o olho de melhor visão é tampado, a criança passa a depender justamente do olho que enxerga pior. Isso pode gerar desconforto, insegurança e resistência.

Além disso, algumas crianças:

  • Não gostam da aparência do tampão;
  • Sentem dificuldade para brincar ou realizar atividades;
  • Ficam frustradas por enxergar menos durante o período de oclusão.

Por isso, a adesão ao tratamento exige paciência, apoio familiar e acompanhamento próximo da equipe médica.

O tempo faz toda a diferença

A infância é o período em que o sistema visual está em desenvolvimento. Quanto mais cedo a ambliopia for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de recuperação.

Muitas vezes, a criança não percebe que está enxergando mal de um dos olhos, justamente porque o outro compensa essa deficiência. Por isso, consultas com um oftalmologista infantil regulares são essenciais, mesmo quando não há queixas aparentes.

Conclusão – Prejuízos da ambliopia podem ser evitados

A ambliopia não é apenas uma redução da visão em um dos olhos. Ela pode interferir na percepção de profundidade, na coordenação motora, na autoestima e em diversas atividades do cotidiano.

A boa notícia é que, quando identificada precocemente, a condição pode ser tratada com excelentes resultados.

Embora o uso do tampão represente um desafio para muitas famílias, ele continua sendo uma das ferramentas mais importantes para estimular o desenvolvimento visual e proporcionar à criança melhores oportunidades para o futuro.

Investir no tratamento da ambliopia é investir não apenas na visão, mas também no desenvolvimento global da criança.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Lentes de contato para crianças e adolescentes – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 20 May 2026 13:41:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4723 As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética. Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não […]

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As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética.

Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não é indicar a cirurgia refrativa para eliminar o grau?

Neste texto, vamos explicar tudo o que pais e adolescentes precisam saber sobre as lentes de contato para crianças e adolescentes.

Crianças e adolescentes podem usar lentes de contato?

Sim. Em muitos casos, as lentes de contato podem ser usadas com segurança por crianças e adolescentes. Entretanto, a indicação deve ser feita sempre por um oftalmologista.

Inclusive, é importante dizer que a idade, isoladamente, não é o principal fator que se leva em consideração para a prescrição das lentes. Na verdade, o mais importante é a maturidade do paciente para seguir corretamente os cuidados de higiene, limpeza e tempo de uso das lentes.

Existem adolescentes muito responsáveis e adultos que não conseguem cuidar adequadamente das lentes. Por isso, cada caso demanda uma avaliação individual.

Em quais situações as lentes de contato para crianças e adolescentes podem. ser indicadas?

As lentes de contato podem substituir os óculos em crianças e adolescentes como:

  • Miopia;
  • Astigmatismo;
  • Hipermetropia.

Além disso, as lentes de contato podem ser especialmente úteis para crianças e adolescentes que:

  • Praticam esportes;
  • Sentem desconforto com os óculos;
  • Possuem graus altos;
  • Apresentam diferenças importantes de grau entre os olhos;
  • Têm dificuldades de adaptação aos óculos.

As lentes também podem ajudar na autoestima e na qualidade de vida da criança e do adolescente. Isso porque a adolescência é uma fase desafiadora e os óculos podem se tornar motivo de bullying ou de outras situações sociais que podem afetar o bem-estar.

Quais são os principais cuidados com lentes de contato na adolescência?

O uso inadequado das lentes pode causar complicações sérias, incluindo infecções na córnea que podem comprometer a visão. Por isso, alguns cuidados são indispensáveis:

Higienizar sempre as mãos

Antes de colocar ou retirar as lentes, é fundamental lavar bem as mãos com água e sabão.

Nunca dormir com as lentes

Dormir com lentes aumenta significativamente o risco de infecções e inflamações oculares.

Não usar água para limpar as lentes

As lentes nunca devem ser lavadas com água da torneira, soro fisiológico ou saliva. O correto é utilizar apenas as soluções específicas indicadas pelo oftalmologista.

Não entrar em piscina ou mar usando lentes

O contato com água pode favorecer infecções graves, incluindo a ceratite por Acanthamoeba, um micro-organismo presente em ambientes aquáticos.

Respeitar o tempo de troca

Cada lente possui um período correto de descarte. Utilizar lentes vencidas pode provocar irritação, alergias e lesões na córnea.

Quais sinais merecem atenção?

Os pais devem procurar avaliação oftalmológica imediata caso o adolescente apresente:

  • Vermelhidão nos olhos;
  • Ardência;
  • Dor ocular;
  • Sensação de areia;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Visão embaçada;
  • Sensibilidade à luz;
  • Secreção ocular;

Esses sintomas podem indicar infecção ou inflamação relacionada ao uso das lentes.

Por que crianças e adolescentes não podem fazer cirurgia refrativa?

Essa é uma dúvida muito comum entre adolescentes que desejam abandonar os óculos definitivamente.

A cirurgia refrativa — como LASIK, PRK ou SMILE — normalmente não é indicada antes dos 18 anos. Isso acontece porque, durante a infância e adolescência, o grau ainda costuma estar em mudança.

Na miopia, por exemplo, é muito comum haver progressão ao longo da adolescência. Se a cirurgia ocorrer antes da estabilização do grau, existe grande chance de o paciente voltar a precisar de óculos posteriormente.

Para realizar cirurgia refrativa com segurança, é necessário que:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Grau estável há pelo menos 12 meses;
  • A córnea tenha espessura adequada;
  • Não existam doenças como ceratocone;
  • O olho tenha maturidade suficiente para o procedimento.

Além disso, adolescentes ainda apresentam alterações hormonais e crescimento corporal em andamento, fatores que também podem influenciar na evolução do grau.

Por isso, as lentes de contato acabam sendo uma alternativa temporária segura para muitos jovens até que exista idade e estabilidade ocular adequadas para avaliar uma possível cirurgia refrativa no futuro.

Lentes de contato exigem acompanhamento médico

Mesmo quando o adolescente já está adaptado às lentes, o acompanhamento oftalmológico regular continua sendo fundamental.

As consultas permitem avaliar:

  • A saúde da córnea;
  • A lubrificação ocular;
  • A adaptação das lentes;
  • Possíveis alergias ou irritações;
  • Mudanças no grau.

Além disso, o oftalmologista pode orientar qual tipo de lente é mais indicado para cada idade e rotina.

Conclusão

As lentes de contato podem ser uma excelente opção para pré-adolescentes e adolescentes, oferecendo mais liberdade, conforto e praticidade no dia a dia.

Porém, o uso seguro depende de responsabilidade, higiene adequada e acompanhamento oftalmológico regular.

E embora muitos jovens desejem abandonar definitivamente os óculos, a cirurgia refrativa ainda não costuma ser indicada nessa fase, justamente porque o grau geralmente ainda não está estabilizado.

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para definir o momento mais seguro e adequado para cada tipo de tratamento.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Uso de maquiagem em idade precoce aumenta risco de alergias nos olhos https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-maquiagem-em-idade-precoce-aumenta-risco-de-alergias-nos-olhos/#respond Wed, 14 Jan 2026 20:45:04 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4257 O uso de maquiagem em idade precoce é um assunto que tem causado polêmicas e divide opiniões. Será que existe um exagero na preocupação de pais e médicos a respeito do uso de produtos cosméticos por crianças? De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, o fato é que muitas […]

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O uso de maquiagem em idade precoce é um assunto que tem causado polêmicas e divide opiniões. Será que existe um exagero na preocupação de pais e médicos a respeito do uso de produtos cosméticos por crianças?

De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, o fato é que muitas crianças usam maquiagem e outros produtos cosméticos atualmente. Entretanto, a maioria desses produtos não é para crianças e sim para adultos. Portanto, o risco de reações alérgicas é extremamente alto.

“Primeiramente, é importante lembrar que a maquiagem é a segunda causa de alergia ocular, especificamente da dermatite de contato na região periocular, especialmente nas pálpebras. Esse risco afeta tanto os adultos e ainda mais as crianças, que possuem uma propensão maior a alergias”, comenta Dra. Marcela.

“O motivo desse maior risco de reações alérgicas em crianças é que na infância o sistema imunológico ainda está se formando. Portanto, a probabilidade de o organismo reagir de forma exagerada a certos produtos é muito maior do que em adultos”, complementa a especialista.

O que dizem os estudos sobre o uso de maquiagem em idade precoce

Uma vez que o incentivo para o uso de maquiagem em idade precoce é cada vez maior, especialmente motivado pelos influenciadores mirins nas redes sociais, alguns estudos foram realizados para avaliar os riscos envolvidos nesse novo hábito infantil.

Para além das reações alérgicas, os especialistas alertam para a presença de componentes químicos altamente nocivos para a saúde.

De acordo com uma pesquisa publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health, conduzida pela Columbia University Mailman School of Public Health, 79% das crianças com 12 anos ou menos usaram produtos de maquiagem e corpo — incluindo glitter, sombras e gloss — que muitas vezes contêm substâncias químicas tóxicas, como metais pesados, PFAS e formaldeído.

Outro estudo clínico mostrou que o uso de maquiagem em crianças começa em média aos 4 anos de idade, com produtos muitas vezes projetados para adultos sendo utilizados sem orientação médica.

Região ocular é mais sensível e exige atenção dos pais

O uso de maquiagem em idade precoce, especialmente na região ocular, é altamente preocupante. Inicialmente, é importante esclarecer que a pele das pálpebras é mais fina do corpo humano. Com isso, essa região periocular é mais propensa à absorção das substâncias. Portanto, há nisso um maior risco de reações alérgicas.

Adicionalmente, as maquiagens, especialmente sombras, lápis de olho e rímel, contêm substâncias em suas fórmulas que podem não só causar alergias, como outros problemas mais sérios.

Entre os componentes que podem ser nocivos estão:

  • Metais pesados como alumínio, níquel, cromo e chumbo, encontrados, principalmente, em maquiagens com brilho e cores mais intensas;
  • Timerosal – conservante derivado do mercúrio usado, especialmente, em máscaras de cílios;
  • Ftalatos, parabenos e perfluorquímicos (PFCs);
  • Fragrâncias;
  • Pigmentos para dar cor aos produtos.

“A regra mais importante para os pais é que quanto mais colorido e brilhante o produto, maior o risco de reações alérgicas. Adicionalmente, produtos voltados para adultos, com ácidos ou sem aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não devem ser usados por crianças, em nenhuma hipótese”, alerta Dra. Marcela.

Uso precoce de maquiagem em crianças – Sintomas de reações alérgicas

Dentre todas as condições que podem ocorrer devido ao uso precoce de maquiagem, a mais comum é a dermatite de contato. Essa alergia pode acontecer logo após o uso do produto ou mais tardiamente.

  • Vermelhidão das pálpebras;
  • Coceira intensa;
  • Inchaço;
  • Descamação ou sensação de queimadura;
  • Ardência;
  • Lacrimejamento;
  • Surgimento de lesões, como bolhas e placas vermelhas.

Para além da alergia

Acima de tudo, as reações alérgicas são apenas um dos problemas de crianças usarem maquiagem. Em alguns casos, esses produtos podem aumentar o risco de outras complicações, como a irritação mecânica.

“Durante a aplicação da maquiagem nos olhos, os produtos podem entrar em contato com a conjuntiva. Caso a criança coce os olhos, essa fricção pode causar lesões não só na conjuntiva, como arranhões na córnea. Maquiagens com glitter ou em pós são as mais perigosas”, ressalta Dra. Marcela.

Existe idade segura para uso de maquiagem?

A princípio não existe uma idade em que seja seguro usar maquiagens na infância. Até mesmo adultos podem apresentar reações alérgicas aos cosméticos.

O ideal é evitar, ao máximo, que crianças usam maquiagens e outros produtos cosméticos, especialmente na região dos olhos.

“Portanto, a exposição a esses produtos deve ser mínima e sempre supervisionada pelos responsáveis. Diante disso, também é importante informar que a Anvisa determina limites e exige que informações claras nos rótulos sobre a faixa etária indicada. Outro cuidado dos pais é que no caso de permitir que a criança use maquiagem, sempre avaliar se são produtos à base de água e que podem ser facilmente removidos”, reforça Dra. Marcela.

Uso de maquiagem em idade precoce – Dicas para os pais

Por fim, para reduzir o risco de alergias oculares e outros problemas nos olhos e na pele, o ideal é:

  • Sempre optar pelos produtos dermatologicamente testados e aprovados para crianças, pela Anvisa;
  • Antes que a criança use, é importante fazer um teste de contato em pequena área da pele;
  • Ler o rótulo dos produtos é crucial, prestando atenção nas substâncias que são altamente tóxicas e nocivas para o organismo;
  • Sempre optar por produtos com fórmulas à base de água e ajudar a criança a remover a maquiagem, com produtos adequados para a faixa etária.

Conclusão

“Enfim, o uso de maquiagem em idade precoce já faz parte da realidade e não pode ser ignorado. Há muitos riscos e os pais devem estar cientes disso. Inclusive, temos evidências científicas que alertam sobre os efeitos nocivos de cosméticos na infância. Portanto, o ideal é evitar e, quando não for possível, optar por produtos de boa procedência e voltados para o público infantil. Finalmente, caso a criança apresente sintomas, como mencionamos acima, os pais devem procurar um oftalmologista infantil assim que possível”, conclui Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para 11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Hipermetropia em crianças – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas/#respond Wed, 10 Dec 2025 13:53:01 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4124 A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. […]

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A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento.

Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um dos erros refrativos, que causa dificuldade para enxergar de perto. Os demais erros refrativos são a miopia, o astigmatismo e a presbiopia.

Portanto, uma pessoa com hipermetropia enxerga bem de longe e sente dificuldade de enxergar de perto.

Afinal, o que é um erro refrativo?

Para entender a hipermetropia, é importante compreender o que é um erro refrativo. Então, vamos lá.

Para enxergarmos com nitidez, a luz que entra nos olhos precisa atingir um ponto específico da retina, popularmente chamada de “fundo do olho”. A esse processo se dá o nome de refração.

A luz entra no olho e passa pelas “lentes naturais”, como a córnea (que tem o maior poder de foco) e o cristalino (que ajusta o foco para perto e para longe), fenômeno chamado de acomodação.

Em pessoas com olhos sem alterações, a luz faz o caminho normal e atinge o ponto exato da retina, resultando em uma visão nítida.

E quando a luz não atinge o ponto certo da retina?

Agora que você já entendeu o que é a refração, vamos falar sobre os erros refrativos. Há pessoas que apresentam alterações anatômicas nos olhos, especialmente na córnea e no cristalino.

Dessa maneira, essas alterações levam ao desvio da luz e isso leva aos erros refrativos. No caso da hipermetropia, o foco da imagem fica atrás da retina.

Então, há dois motivos para o desvio da luz na hipermetropia:

  1. Olho mais curto do que o normal (causa mais comum)

A hipermetropia costuma ter origem em globos oculares menores que o eixo anteroposterior, ou seja, o trajeto da córnea até a retina. Assim, a lente foca mais longe do que deveria.

  1. Córnea ou cristalino com pouco poder de convergência

Apesar de ser menos frequente, a hipermetropia pode acontecer em pessoas com uma córnea mais plana ou ainda em pessoas com um cristalino com menor capacidade de refração da luz. Portanto, nesses casos o olho não converte a luz com a intensidade suficiente. Como resultado, o foco também ocorre atrás da retina, afetando a visão de perto.

Hipermetropia dificulta a visão de perto

Para enxergamos de perto, é preciso um poder maior de convergência. Sendo assim, o cristalino precisa compensar isso por meio da acomodação. Ou seja, ele encurta sua curvatura para aumentar o foco.

Um bom exemplo para entender isso é: imagina que você quer tirar uma foto de uma abelha pousando numa flor. Você pega seu celular e vai ajustando o foco de perto, porém a imagem fica embaçada e você demora algum tempo até conseguir atingir a nitidez. Esse é mais ou menos o processo que os olhos precisam fazer para podermos enxergar de perto.

Contudo, na hipermetropia, devido as alterações anatômicas que já falamos, há um grande esforço para conseguir enxergar.

O que uma pessoa com hipermetropia sente?

O principal sinal da hipermetropia é a dificuldade de enxergar de perto. Todavia, quando a pessoa não usa óculos, o esforço visual pode causar alguns sintomas, como:

  • Cansaço visual;

  • Dor de cabeça;

  • Ardência nos olhos;

  • Visão embaçada

Hipermetropia só afeta crianças?

Acima de tudo, a hipermetropia costuma se desenvolver na infância. Agora, a dificuldade de enxergar de perto que surge após os 40 anos leva o nome de presbiopia. Outra questão é que nos adultos, a dificuldade de enxergar de perto tem relação com a perda da capacidade de acomodação do cristalino.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipermetropia é feito por meio dos exames oftalmológicos de rotina. Mesmo em bebês e crianças que ainda não falam, é possível detectar a presença desse erro refrativo.

A boa notícia é que nem todos os casos de hipermetropia precisam de correção por meio de óculos. A razão é que com o passar do tempo, graus baixos de hipermetropia costumam desaparecer.

Dessa maneira, apenas graus mais elevados da hipermetropia têm indicação para o uso de óculos.

Segundo as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade.

A razão é que, normalmente, o grau diminui à medida em que a criança cresce, já que os olhos também aumentam de tamanho ao longo dos anos.

Por outro lado, quando o grau é alto, aumenta o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, principalmente nas crianças que ainda não estão com o sistema visual completo (abaixo dos 7 anos).

O que é um grau alto?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Hipermetropia, estrabismo e olho preguiçoso têm relação?

Sim! A hipermetropia é a causa do estrabismo acomodativo. Portanto, na medida em que a criança tenta enxergar de perto, o olho se desvia para dentro.  Mas, basta colocar os óculos para o alinhamento do eixo ocular.

As crianças com hipermetropia correm mais risco de desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso. Por isso, o acompanhamento com um oftalmologista infantil é crucial. O tratamento, nesse caso, é o uso do tampão.

Tem como prevenir a hipermetropia?

A hipermetropia não é uma doença, é resultado de uma alteração anatômica das estruturas, como a córnea e o cristalino. Sendo assim, não existe uma maneira de preveni-la.

Contudo, é crucial cuidar da saúde ocular das crianças, desde o primeiro ano de vida. Para isso, os pais devem procurar um oftalmologista infantil e realizar o acompanhamento do desenvolvimento visual desde cedo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Controle da miopia – Como evitar o aumento de grau da miopia https://homolog.marcelabarreira.com.br/controle-da-miopia-como-evitar-o-aumento-de-grau-da-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/controle-da-miopia-como-evitar-o-aumento-de-grau-da-miopia/#respond Fri, 26 Sep 2025 14:40:51 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3832 O controle da miopia, erro refrativo que causa dificuldade para enxergar de longe, é um tema bastante importante. Isso porque, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Internacional de Miopia (IMI) reconheceram a miopia como uma epidemia crescente, projetando que quase 50% da população global será míope e cerca de 10% terão miopia […]

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O controle da miopia, erro refrativo que causa dificuldade para enxergar de longe, é um tema bastante importante. Isso porque, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Internacional de Miopia (IMI) reconheceram a miopia como uma epidemia crescente, projetando que quase 50% da população global será míope e cerca de 10% terão miopia alta até 2050.

Desse modo, a miopia não é apenas uma dificuldade em enxergar de longe. Na verdade, a condição se tornou um problema de saúde pública devido ao aumento rápido de sua prevalência e a associação com complicações que podem ameaçar a visão. Entre essas complicações estão a maculopatia miópica, descolamento de retina, glaucoma e neovascularização coroidal.

Diante disso, as pesquisas para encontrar tratamentos que possam controlar a miopia e impedir o aumento do grau avançaram bastante nos últimos anos.

Para falar um pouco mais sobre os tratamentos para controle da miopia, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço do Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Controle da miopia: muito além de corrigir a visão

Primeiramente, é importante ressaltar que nos últimos anos, frente ao aumento exponencial dos casos de miopia, a abordagem clínica mudou. “Portanto, hoje não só é preciso corrigir o grau da miopia, como também avaliar a necessidade de prevenção de seu aparecimento e tratamentos para impedir o aumento do grau, ou seja, a progressão da miopia”, comenta Dra. Marcela.

Sendo assim, muitos estudos estão em andamento e hoje já temos algumas opções de tratamento visando ao controle da miopia. Entre eles estão lentes especiais para óculos, lentes de contato e o uso de colírios de atropina. Vale complementar que em casos de miopia grave ou patológica, pode ser necessários algumas intervenções cirúrgicas.

Por fim, um maior número de casos de alta miopia pode acarretar maior prevalência de deficiência visual, decorrente de suas complicações degenerativas.

Um pouco mais sobre a miopia

A miopia é um erro refrativo que ocorre devido ao formato do globo ocular, que costuma ser mais alongado. Há casos também em que a córnea tem uma curvatura mais acentuada ou ainda casos em que o cristalino tem poder refrativo maior. O resultado dessas alterações anatômicas no globo ocular de um míope é a distorção das imagens na visão de longe.

Adicionalmente, quanto maior o grau, maior a dificuldade de enxergar de longe. O grau da miopia é representado por números negativos (ex: -2,00).

 Classificação pelo grau

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a miopia é classificada da seguinte forma:

  • Miopia baixa: até –3,00 dioptrias (D)
  • Miopia moderada: entre –3,00 D e –6,00 D
  • Miopia alta ou patológica: acima de –6,00 D (ou comprimento axial do olho > 26 mm)

Tratamentos para controle da miopia disponíveis no Brasil

Naturalmente que o tratamento mais comum para a miopia é a correção com lentes de grau. Contudo, as lentes simples apenas corrigem a visão de longe, mas não evitam a progressão da miopia.

Atualmente, existem as chamadas lentes especiais que geram um desfoque controlado na visão periférica (lateral). De acordo com os estudos, o uso dessas lentes pode reduzir em até 50% a evolução da miopia em crianças.

Outra opção são as lentes de contato multifocais. Essas lentes possuem zonas em diferentes focos que ajudam a controlar o crescimento do olho. As evidências apontam que a redução da progressão da miopia pode chegar a 40%.

Recentemente, o uso de lentes de contato rígidas, durante a noite, também foi reconhecido como um método que pode ajudar a controlar a miopia. As lentes moldam temporariamente a córnea. Ao longo do dia, a criança enxerga bem sem óculos. Essas lentes, segundo os estudos, podem reduzir em até 60% o avanço da miopia. Contudo, é preciso um acompanhamento rigoroso devido ao risco de infecção da córnea, a ceratite.

Colírio de atropina – O que você precisa saber

Sem dúvidas, o recurso mais acessível e mais usado para controlar a miopia é o colírio de atropina, em baixas doses. Os estudos mostram que esse tratamento medicamentoso é capaz de reduzir a progressão da miopia em 50 a 60%. Porém, é um tratamento em longo prazo, de 2 a 3 anos, que exige acompanhamento regular com o oftalmologista.

Novos tratamentos devem surgir para controle da miopia

Diante da perspectiva do aumento dos casos da miopia nos próximos anos, as pesquisas para controle do aumento do grau continuam. Sendo assim, novos tratamentos devem surgir. Hoje, por exemplo, o uso da Luz Vermelha de Baixa Intensidade Repetida (RLRL) está sendo usada em alguns países. O dispositivo emite flashes de luz vermelha

A Terapia Repetida de Luz Vermelha de Baixa Intensidade (RLRL) é uma abordagem promissora para controlar a progressão da miopia, especialmente em crianças. Na aplicação, direciona-se um feixe de luz vermelha para a retina, por curtos períodos, duas vezes ao dia, cinco dias por semana. O tratamento, que aproveita propriedades da luz vermelha para influenciar o crescimento ocular, mostrou-se eficaz em retardar o alongamento do olho e a progressão da miopia.

Apesar de parecer promissor, o tratamento com a luz vermelha ainda está em fases iniciais de uso e demanda mais estudos para avaliar sua eficácia.

Mudanças de estilo de vida ajudam no controle da miopia

A parte dos tratamentos com óculos, lentes e colírios, o controle da miopia também passa por mudanças no estilo de vida. Apesar de a miopia ter um forte componente genético, os fatores ambientais são decisivos no surgimento desse erro refrativo.

A miopia está fortemente associada ao uso dos dispositivos eletrônicos, por tempo excessivo e prolongado. Ademais, há também ligação com atividades em geral, como ler e estudar, que exigem a visão de perto.

Portanto, reduzir ao máximo possível o tempo em frente às telas é crucial para prevenir tanto o surgimento da miopia, quanto o aumento do grau. Durante o uso das telas, é importante parar a cada 20 minutos e olhar pelo menos 20 segundos para o horizonte. As atividades ao ar livre também são importantes no controle da miopia e devem ser estimuladas.

Conclusão

Como vimos, a miopia é cada vez mais frequente e o aumento do grau pode ameaçar a visão. Dessa maneira, é crucial que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina.

“Quando o grau da miopia é alto, os pais precisam estar atentos. Além de mudar os hábitos para evitar a progressão do grau, é preciso levar a criança ao oftalmopediatra com mais frequência”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos? Essa é uma dúvida comum e vamos falar mais sobre o assunto nesse artigo.

Primeiramente, é importante esclarecer que dilatar a pupila é algo rotineiro nas clínicas oftalmológicas. Outro ponto é que nas crianças, a dilatação das pupilas é crucial para um resultado mais apurado no exame de acuidade visual.

Agora, se você quer descobrir por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos, confira nossa entrevista com a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo.

Afinal, o que é pupila e qual a sua função

Segundo Dra. Marcela, a pupila é uma estrutura crucial para a visão. A pupila é a parte preta dos olhos, que se localiza ao redor da íris, a parte colorida dos olhos. A função da pupila é controlar a quantidade de luz que entra no olho, algo crucial para assegurar a nitidez na visão.

“Sendo assim, a pupila abre e fecha, como se fosse a abertura da lente de uma câmera fotográfica. A contração e a dilatação da pupila são controladas por dois músculos. Portanto, quando há muita luz no ambiente, a pupila se contraí, processo chamado de miose. Já nos ambientes pouco iluminados, a pupila se dilata, onde ocorre a midríase”, explica a oftalmologista.

Para além de controlar a nitidez visual, a dilatação e a contração das pupilas podem ser decorrentes de alguns problemas de saúde, como doenças e uso de certos medicamentos. Uma dilatação repentina, por exemplo, pode indicar que o paciente está passando por um acidente vascular cerebral.

Por que precisa dilatar a pupila nos exames oftalmológicos

Agora vamos entender como e por que precisa dilatar a pupila nos exames de vista. Inicialmente, é importante entender que o estado normal da pupila é a miose, ou seja, a pupila fica mais contraída.

“Com isso, durante um exame de vista, o médico não consegue visualizar a parte de trás do olho, composta pela retina e pelo nervo óptico. De forma mais ilustrativa, podemos dizer que sem dilatar as pupilas, é como se o médico olhasse pelo buraco de uma fechadura”, comenta a especialista.

Para além da avaliação do fundo de olho, dilatar a pupila é crucial para determinar, de forma precisa, a presença dos erros refrativos, principalmente em bebês e em crianças. “A dilatação das pupilas envolve o uso de colírios, específicos para essa finalidade. Para reduzir o desconforto, o paciente recebe um colírio anestésico e, depois de um tempo, o colírio para dilatar a pupila”, aponta Dra. Marcela.

Efeitos após o exame de vista

Infelizmente, apesar de ser um procedimento seguro, a dilatação das pupilas costuma deixar a visão embaçada por algumas horas (de 3 a 4 horas). Mas, logo após esse tempo, a visão volta ao normal.

Dilatação ou contração espontânea da pupila – Quando se preocupar

Ao contrário da dilatação induzida das pupilas, existe a dilatação ou contração espontânea, manifestação que pode indicar a presença de doenças ou problemas de saúde mais sérios. Entre essas condições estão um acidente vascular cerebral (AVC), aneurismas e tumores no cérebro, doenças respiratórias que reduzem a oxigenação e glaucoma.

O uso de certos medicamentos também pode causar a dilatação das pupilas, como anticonvulsivantes, antialérgicos, antidepressivos e drogas estimulantes.

Pupila e emoções

A dilatação espontânea da pupila também acontecer devido a emoções e sentimentos muito intensos.  Dessa forma, sensações boas ou ruins podem desencadear respostas involuntárias do sistema nervoso central, aumentando o tamanho da pupila.

Por que precisa dilatar a pupila – Conclusão

Como você viu, a dilatação da pupila é um procedimento simples e seguro, necessário para um exame de vista mais apurado. “Enfim, em crianças e bebês a dilatação é ainda mais importante, pois garante que o oftalmologista infantil consiga determinar com mais precisão os erros refrativos”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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A cirurgia de estrabismo funciona da seguinte maneira: o oftalmologista, especialista em estrabismo, fortalece ou enfraquece os músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos. O objetivo é alinhar os eixos oculares, de modo que ao olhar para uma imagem, os olhos não se desviem mais.

O estrabismo é uma condição que surge na infância e afeta de 2 a 5% das crianças. O desvio do olho pode ocorrer em várias direções e é essa característica que define o tipo de estrabismo. Além disso, o desvio pode estar presente quando a criança nasce ou surgir ao longo da infância.

Mas, antes de falarmos mais sobre como funciona a cirurgia de estrabismo, vamos entender melhor quais são os tipos de desvios.

Tipos de estrabismo

O tipo de estrabismo é definido de acordo com a direção do desvio. Primeiramente, é importante entender que os movimentos oculares dependem de seis músculos. Para facilitar o entendimento, imagine que esses músculos são como as rédeas de um cavalo. Eles comandam a direção do olho, de acordo com os movimentos que realizamos.

O estrabismo surge quando há um desequilíbrio em algum desses músculos. A partir disso, ao olhar para uma imagem, um olha estará alinhado e outro irá se desviar.

De acordo com Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, quando um dos músculos extraoculares é muito fraco, muito forte ou apresenta alguma disfuncionalidade, que leva ao desalinhamento do eixo visual.

“Quando o olho se desvia para dentro, em direção ao nariz, chamamos de estrabismo convergente, que pode ser congênito ou aparecer ao longo da infância. Outra forma de desvio convergente é o estrabismo acomodativo, cuja causa é a presença da hipermetropia”, explica.

“Já quando o olho se desvia para fora, em direção às orelhas, chamamos de estrabismo divergente. Em geral, a forma mais prevalente desse desvio é o estrabismo divergente intermitente. Nesses casos, ora o olho está alinhado e ora desalinhado”, acrescenta Dra. Marcela.

Existem ainda os estrabismos paralíticos, relacionados a problemas nos nervos cranianos. Os desvios podem ocorrer em várias direções, inclusive na vertical.

Diagnóstico: como saber se a criança tem estrabismo?

O estrabismo causa o desvio do olho, portanto, esse costuma ser o sintoma mais evidente, principalmente no desalinhamento convergente. Por outro lado, o estrabismo divergente intermitente pode ser um pouco mais difícil de perceber, o que levar os pais a demorarem um pouco mais para procurar o oftalmologista infantil.

De qualquer maneira, é importante dizer que o diagnóstico do estrabismo é clínico, por meio do exame de motilidade ocular, realizado em qualquer consulta oftalmológica de rotina. Ou seja, não são necessários exames de imagem ou laboratoriais para detectar o estrabismo.

Cirurgia de estrabismo é o principal tratamento

 Hoje, a cirurgia de estrabismo é o principal tratamento para a maioria das formas da condição. A única exceção é o estrabismo acomodativo, que se resolve com o uso de óculos para corrigir a hipermetropia. Leia mais sobre esse estrabismo aqui.

“Gostaria de reforçar que a visão se desenvolve fora do útero e está completa por volta dos 7 anos de idade. Todas as condições e doenças que atingem o sistema visual, podem acarretar problemas e ameaçar a visão. O estrabismo é uma dessas condições, pois, sem tratamento, pode levar ao olho preguiçoso (ambliopia)”, comenta Dra. Marcela.

Sem a correção do desvio, a criança pode perder a chamada visão binocular, capacidade crucial para exercer diversas profissões na vida adulta, por exemplo. Além disso, a ambliopia também pode prejudicar o processo de aprendizagem, a prática de esportes, entre outros prejuízos no desenvolvimento global da criança.

Como funciona a cirurgia de estrabismo

Após o diagnóstico, o oftalmologista vai definir junto aos pais a data da cirurgia e solicitar alguns exames laboratoriais comuns em pré-operatórios. Na fase pré-operatória, o oftalmologista realiza cálculos para definir quanto será necessário fortalecer ou enfraquecer os músculos oculares, envolvidos no desvio do olho.

Antes da cirurgia, também é preciso passar me consulta com o Anestesiologista, que irá levantar o histórico de saúde da criança e explicar aos pais os detalhes da anestesia geral. Nesse momento, é importante que os pais tirem as dúvidas para ficarem mais tranquilos em relação à cirurgia.

Quer saber mais sobre como funciona a anestesia geral em crianças? Leia aqui.

A cirurgia de estrabismo é realizada em um hospital, mas a criança vai para casa no mesmo dia. Em geral, o procedimento ocorre nos primeiros horários da manhã, devido à necessidade do jejum. Um dos pais pode acompanhar a criança até o momento da anestesia. A cirurgia dura em torno de 30 a 60 minutos.

Quando a cirurgia termina, um dos pais é chamado para ficar ao lado da criança, na sala de recuperação cirúrgica, que conta com a supervisão da equipe de enfermagem e do médico anestesiologista. No momento em que a criança acorda, ocorre uma avaliação do estado geral e, caso esteja tudo bem, o médico libera uma dieta leve para quebrar o jejum. Normalmente, a criança pode ir para casa em torno de 6 horas após a cirurgia.

Como funciona a cirurgia de estrabismo no pós-operatório

A cirurgia de estrabismo é segura e apresenta um bom perfil de segurança. Dessa forma, o pós-operatório tende a ser tranquilo. Os pais costumam temer que a criança sinta dor, mas no geral isso não acontece.

“A criança pode apresentar um desconforto leve, principalmente ao movimentar os olhos, além de ter a sensação de areia nos olhos. Nos primeiros dias, a visão pode ficar um pouco turva, mas é algo esperado. Outra manifestação do processo cirúrgico é a vermelhidão na parte branca dos olhos, que pode ser bastante intensa nos primeiros dias”, comenta Dra. Marcela.

O repouso é importante e deve ser de uma semana. Nessa fase, o ideal é deixar a criança descansar e propor atividades que não forcem tanto a visão e não envolvam esforços físicos. O oftalmologista prescreve colírios antibióticos para prevenir infecções e analgésicos, em caso de dor.

“Os pontos da cirurgia de estrabismo são internos, sendo absorvidos pelo corpo, sem necessidade de remoção. Vale lembrar que avaliamos a criança nos primeiros dias, em uma consulta de retorno, sendo esse um momento importante para avaliar o resultado do alinhamento”, conta a oftalmologista.

Quer saber tudo sobre o pós-operatório da cirurgia de estrabismo? Leia o nosso guia aqui.

Conclusão

“A cirurgia de estrabismo é crucial para o desenvolvimento da visão na infância. O procedimento é seguro e corrige o desvio de forma definitiva, na maioria dos casos. Vale lembrar que para obter um melhor resultado, principalmente para prevenir o olho preguiçoso e prejuízos na visão binocular, a cirurgia precisa ocorrer antes dos sete anos de idade”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Quais os tratamentos para o estrabismo? https://homolog.marcelabarreira.com.br/quais-os-tratamentos-para-o-estrabismo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/quais-os-tratamentos-para-o-estrabismo/#respond Thu, 29 Aug 2024 18:51:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2734 Entenda quais são os tratamentos para o estrabismo e saiba por que é importante corrigir o desvio ocular, especialmente em crianças O estrabismo é uma condição oftalmológica que leva ao desvio do eixo ocular. O desalinhamento do olho pode ocorrer para dentro, para fora, bem como para cima ou para baixo. Normalmente, o estrabismo se […]

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Entenda quais são os tratamentos para o estrabismo e saiba por que é importante corrigir o desvio ocular, especialmente em crianças

O estrabismo é uma condição oftalmológica que leva ao desvio do eixo ocular. O desalinhamento do olho pode ocorrer para dentro, para fora, bem como para cima ou para baixo. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e atinge de 2 a 4% das crianças.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil e especialista em estrabismo, há vários tratamentos para o estrabismo. Contudo, cada forma de desvio exige um tipo de abordagem terapêutica.

“A maioria dos casos de estrabismo são tratados por meio de cirurgia, como o estrabismo convergente congênito e o estrabismo divergente intermitente. Já o estrabismo acomodativo, por exemplo, ocorre devido à presença de um grau alto de hipermetropia, dificuldade de enxergar de perto. Nesse tipo de desvio, o uso de óculos para corrigir o grau já é suficiente para alinhar o olho. Portanto, não há indicação de correção cirúrgica”, explica.

Por fim, também é possível usar a toxina botulínica para corrigir pequenos desvios. Contudo, ao contrário da cirurgia, a substância tem um efeito temporário. Ou seja, para que o olho fique alinhado, é preciso realizar aplicações de tempos em tempos.

Tratamentos para o estrabismo são cruciais para o desenvolvimento da visão

Uma das questões mais importantes quando se fala em estrabismo é esclarecer que não se trata de uma condição estética. O desvio do eixo ocular na infância afeta o desenvolvimento da visão, que ocorre fora do útero e se completa até por volta dos 7 anos.

“O alinhamento dos olhos é fundamental para desenvolver a visão binocular, capacidade do cérebro de fundir as duas imagens captadas pelos olhos em uma única. Isso é imprescindível para enxergar em profundidade, em 3D e para exercer diversas profissões, por exemplo”, comenta Dra. Marcela.

“Em crianças com estrabismo, o cérebro passa a ignorar a imagem captada pelo olho com o desvio. Caso isso aconteça por tempo prolongado, no período crítico para o desenvolvimento visual (entre os 2 e 4 anos) pode resultar na perda da visão binocular. Portanto, é importante procurar um oftalmologista e conhecer quais as opções de tratamentos para o estrabismo”, adiciona a especialista.

Tipos de tratamentos para o estrabismo

Agora vamos falar um pouco mais sobre cada tipo de tratamento para o estrabismo.

Cirurgia de Estrabismo

Hoje, a cirurgia de correção do estrabismo é o principal tratamento para a condição. O procedimento pode ser feito em bebês e em crianças. O oftalmologista faz incisões nos músculos oculomotores e, com isso, consegue alinhar os olhos. A cirurgia é feita sob anestesia geral, em ambiente hospitalar, sendo considerada uma cirurgia de pequeno porte e relativamente segura.

“Outro aspecto importante a respeito da cirurgia de estrabismo é que a criança vai para casa no mesmo dia e, após uma semana, já pode retomar suas atividades escolares e sociais. Na maioria dos casos, a cirurgia resolve o desvio, sem necessidade de tratamentos para o estrabismo adicionais”, conta Dra. Marcela.

Uma observação relevante é que a cirurgia de estrabismo pode ser feita também em adultos.

Leia mais sobre a recuperação da cirurgia de estrabismo

Tratamentos para o estrabismo – Toxina Botulínica

O primeiro uso da toxina botulínica (que ficou famosa na medicina estética) foi para o tratamento do estrabismo. Até hoje, a substância faz parte do rol dos tratamentos para o estrabismo. Porém, são indicações bastante específicas.

A principal indicação é para o estrabismo causado pela paralisia do VI Nervo Craniano. Também podemos usar em desvios convergentes pequenos.

“Hoje, não é tão comum usar a toxina botulínica em crianças e bebês, devido à necessidade de submetê-las a várias anestesias gerais, uma vez que o alinhamento obtido na aplicação é temporário. Por essa razão, reservamos a toxina botulínica para adolescentes ou adultos, dentro das indicações mencionadas acima”, diz Dra. Marcela.

Tratamento do estrabismo acomodativo

Como já falamos no início do artigo, o estrabismo acomodativo ocorre devido a um grau elevado de hipermetropia, dificuldade de enxergar de perto. Esse é único tipo de estrabismo que não tem indicação cirúrgica. O tratamento consiste no uso de óculos para corrigir a hipermetropia.

Diagnóstico precoce é crucial para bom desenvolvimento visual

“Independentemente dos tratamentos para o estrabismo, o mais importante é detectar o desvio ocular de forma precoce. A cirurgia precisa ser feita antes dos 7 anos de idade, para prevenir a ambliopia que pode evoluir para a perda da visão binocular. Portanto, o ideal é levar o bebê, ainda em seu primeiro ano de vida, para uma consulta com um oftalmologista infantil”, finaliza Dra. Marcela.

Tratamentos para o Estrabismo em São Paulo

Dra. Marcela Barreira é oftalmologista infantil e é especialista em estrabismo. A médica realiza cirurgias em bebês, crianças, adolescentes e adultos,

O consultório fica na Alameda Jaú, 72 cj 44, nos Jardins, em São Paulo.

Ligue agora mesmo e agende seu horário pelo telefone (que também funciona como WhatsApp)

(11) 3266 2768

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Onde de calor exige cuidados com os olhos das crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/onde-de-calor-cuidados-com-olhos/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/onde-de-calor-cuidados-com-olhos/#respond Tue, 26 Sep 2023 20:09:27 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2552 Onde calor e cuidados com os olhos A onda de calor que atinge alguns estados brasileiros pode causar diversos problemas de saúde como desidratação, hipertermia, insolação e mal-estar em geral. Para além disto, o calor acima do normal também pode ocasionar alguns problemas oculares ou ainda agravar sintomas de condições já existentes nas crianças. Segundo […]

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Onde calor e cuidados com os olhos

A onda de calor que atinge alguns estados brasileiros pode causar diversos problemas de saúde como desidratação, hipertermia, insolação e mal-estar em geral. Para além disto, o calor acima do normal também pode ocasionar alguns problemas oculares ou ainda agravar sintomas de condições já existentes nas crianças.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista especialista em estrabismo, o calor associado à baixa umidade, causam o acúmulo de partículas que ficam suspensas no ar. Poeira, poluição e outros agentes alérgenos podem piorar as alergias em geral, incluindo as conjuntivites alérgicas. Isto pode ocorrer com todas as crianças, incluindo àquelas sem histórico de alergias.

Primavera e pólen

Outro fator que pode contribuir para o aumento de problemas oculares nas crianças é a chegada da primavera. Nesta estação, temos uma concentração maior do pólen. Embora seja de extrema importância para a biodiversidade, este agente invisível está associado ao aumento das alergias durante os meses de setembro e outubro.

O contato com o pólen ocorre durante a respiração, já que ele fica suspenso no ar. Com o ar mais seco, a presença deste agente na atmosfera é ainda maior. Nas crianças que são atópicas (alérgicas) o contato com pólen aciona o sistema imunológico que apresenta uma reação exagerada, levando a crises de rinite e de conjuntivite alérgica”, explica Dra. Marcela.

Secura ocular também pode afetar os pequenos

Além do risco de alergias oculares e conjuntivite, a onda de calor e o ar seco podem causar sintomas como secura ocular nas crianças. “A climatização dos ambientes, seja com ar-condicionado ou ventiladores, deixa o ar ainda mais seco. E neste calor temos ainda o aumento da frequência de piscinas e praias. A água do mar e das piscinas podem agravar os sintomas oculares como a coceira, secura e vermelhidão”, comenta Dra. Marcela.

Cuide dos olhinhos

Com a ajuda da especialista, elaboramos uma lista de cuidados com a saúde ocular dos pequenos nos dias mais quentes e secos.

  • Procure manter os ambientes limpos, removendo a poeira acumulada na casa. Lembre-se que as partículas podem estar nos brinquedos, tapetes, cortinas e até na roupa de cama
  • O uso de umidificadores também é imprescindível para manter a qualidade do ar
  • O umidificador também é importante nos ambientes climatizados com ventiladores e ar-condicionado
  • Crianças que frequentam praias e piscinas devem usar óculos de natação para proteger os olhos do cloro, água salgada e outros micro-organismos que podem causar infecções oculares
  • Evite levar a criança para as ruas, especialmente nos horários de pico. Isto porque as partículas da poluição ficam suspensas no ar
  • O uso de óculos de sol com proteção UVA/UVB também é importante para proteger os olhos das crianças
  • Peça ao oftalmopediatra a prescrição de um colírio lubrificante, caso a criança apresente ressecamento ocular, vermelhidão e irritação

Sinais de alerta

Na persistência dos sintomas como coceira, irritação e vermelhidão os pais devem procurar o oftalmologista. Em muitos casos é preciso usar medicamentos antialérgicos e anti-inflamatórios para controlar a alergia. Outra recomendação é não usar colírios sem orientação médica”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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