Arquivos oftalmopediatra - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmopediatra/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:24:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos oftalmopediatra - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/oftalmopediatra/ 32 32 Alta miopia e descolamento de retina – Sinais e Sintomas https://homolog.marcelabarreira.com.br/alta-miopia-e-descolamento-de-retina-sinais-e-sintomas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alta-miopia-e-descolamento-de-retina-sinais-e-sintomas/#respond Wed, 27 May 2026 18:19:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4760 A alta miopia pode causar o descolamento de retina. Mas, você sabe por que essas duas condições estão associadas? Nesse artigo, você vai entender tudo sobre a alta miopia e o descolamento de retina. Além disso, vamos esclarecer os sinais e sintomas do descolamento de retina e o que fazer na presença dessas manifestações. O […]

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A alta miopia pode causar o descolamento de retina. Mas, você sabe por que essas duas condições estão associadas?

Nesse artigo, você vai entender tudo sobre a alta miopia e o descolamento de retina. Além disso, vamos esclarecer os sinais e sintomas do descolamento de retina e o que fazer na presença dessas manifestações.

O que é alta miopia?

A miopia é um erro refrativo que tem aumentado de forma exponencial em todo o mundo. Normalmente, surge na infância. Apesar da genética ser um importante fator de risco, hoje o excesso de telas e de atividades de perto são condições bem estabelecidas que levam ao desenvolvimento e ao aumento de grau da miopia.

E qual o problema do aumento do grau da miopia?

O problema da progressão da miopia vai muito além da necessidade de trocar os óculos. Isso porque o aumento do grau está diretamente ligado a doenças graves, como o descolamento de retina, glaucoma, catarata precoce, entre outras condições.

Quando a miopia é considerada alta?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a miopia é classificada da seguinte forma:

  • Miopia baixa: até –3,00 dioptrias (D)
  • Miopia moderada: entre –3,00 D e –6,00 D
  • Miopia alta ou patológica: acima de –6,00 D (ou comprimento axial do olho > 26 mm)

Por que a retina é crucial para a visão?

Primeiramente, vamos conhecer melhor a retina, popularmente chamada de fundo de olho. Trata-se de um tecido finíssimo, repleto de células que captam a luz. Depois de captado pela retina, o feixe luminoso é enviado para o nervo óptico que ao chegar no cérebro se transforma na imagem que enxergamos. Portanto, a retina é essencial para a visão.

O globo ocular tem um formato arredondado e é dividido em duas partes: câmara anterior (parte da frente do olho) e câmara posterior (parte de trás). A retina se encontra na parte de trás do olho, ao fundo quando se olha de frente. Daí o nome popular “fundo de olho”.

Bem, agora que você já entendeu que a retina é crucial para a visão, vamos falar sobre a alta miopia e descolamento da retina.

Alta miopia e descolamento de retina – O que você precisa saber

A alta miopia aumenta o risco de descolamento de retina porque o olho míope costuma ser mais “comprido” do que o normal. Esse alongamento faz com que a retina — a camada fina e delicada responsável pela visão — fique mais esticada, fina e frágil ao longo do tempo.

Imagine a retina como um papel de parede revestindo a parte interna do olho. Quando o globo ocular cresce demais, esse “papel” sofre tensão constante. Isso favorece o surgimento de áreas frágeis, buracos e rasgos na retina.

Quando ocorre uma ruptura, o líquido dentro do olho (humor vítreo) pode passar por trás da retina e descolá-la da parede ocular, causando o descolamento de retina.

A relação é especialmente importante em pessoas com miopia alta, geralmente acima de 6 graus, porque elas apresentam:

  • Retina mais fina e vulnerável;
  • Maior chance de degenerações periféricas;
  • Alterações no vítreo (gel que preenche o olho);
  • Maior tração sobre a retina.

Além disso, conforme envelhecemos, o vítreo naturalmente vai se desprendendo da retina. Em pessoas com alta miopia, esse processo tende a acontecer mais cedo e com maior força de tração, aumentando o risco de rasgos.

Sinais e sintomas do descolamento de retina

Se você ou alguém que você conhece possui alta miopia, preste atenção no surgimento desses sinais e sintomas:

  • Flashes de luz;
  • Aumento repentino de moscas volantes;
  • Sensação de “cortina” escura na visão;
  • Perda de parte do campo visual.
  • Aumento repentino de moscas volantes (sensação de pontos ou linhas pretas ao movimentar os olhos).

Nos casos mais graves, a pessoa pode perder totalmente a visão durante o episódio de descolamento da retina.

Busque ajuda imediatamente

O descolamento da retina é uma emergência médica. Portanto, ao perceber problemas repentinos na visão, procure um oftalmologista o mais rápido possível. O tratamento precoce é essencial para prevenir danos permanentes na visão.

Infelizmente, quando a retina se descola perde o fornecimento de sangue e nutrientes e tem aos poucos sua função afetada. Quanto maior o tempo que a retina fica descolada, menor será a chance de recuperar a visão de forma mais satisfatória.

Atualmente há diversos tipos de tratamentos cirúrgicos e medicamentosos que podem ajudar no tratamento do descolamento da retina.

 Prevenção é possível?

Depende. Na alta miopia nem sempre é possível prevenir o descolamento da retina. Contudo, hoje já existem tratamentos para impedir a progressão do grau em crianças e adolescentes.

O ideal é acompanhar de forma regular com um oftalmologista que pode sugerir tratamentos específicos para prevenir o aumento do grau.  Entre os tratamentos estão colírios e lentes especiais.

 

Descolamento de retina é emergência médica! Busque ajuda assim que perceber o surgimento de algum dos sintomas.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

 

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

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Lentes de contato para crianças e adolescentes – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 20 May 2026 13:41:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4723 As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética. Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não […]

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As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética.

Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não é indicar a cirurgia refrativa para eliminar o grau?

Neste texto, vamos explicar tudo o que pais e adolescentes precisam saber sobre as lentes de contato para crianças e adolescentes.

Crianças e adolescentes podem usar lentes de contato?

Sim. Em muitos casos, as lentes de contato podem ser usadas com segurança por crianças e adolescentes. Entretanto, a indicação deve ser feita sempre por um oftalmologista.

Inclusive, é importante dizer que a idade, isoladamente, não é o principal fator que se leva em consideração para a prescrição das lentes. Na verdade, o mais importante é a maturidade do paciente para seguir corretamente os cuidados de higiene, limpeza e tempo de uso das lentes.

Existem adolescentes muito responsáveis e adultos que não conseguem cuidar adequadamente das lentes. Por isso, cada caso demanda uma avaliação individual.

Em quais situações as lentes de contato para crianças e adolescentes podem. ser indicadas?

As lentes de contato podem substituir os óculos em crianças e adolescentes como:

  • Miopia;
  • Astigmatismo;
  • Hipermetropia.

Além disso, as lentes de contato podem ser especialmente úteis para crianças e adolescentes que:

  • Praticam esportes;
  • Sentem desconforto com os óculos;
  • Possuem graus altos;
  • Apresentam diferenças importantes de grau entre os olhos;
  • Têm dificuldades de adaptação aos óculos.

As lentes também podem ajudar na autoestima e na qualidade de vida da criança e do adolescente. Isso porque a adolescência é uma fase desafiadora e os óculos podem se tornar motivo de bullying ou de outras situações sociais que podem afetar o bem-estar.

Quais são os principais cuidados com lentes de contato na adolescência?

O uso inadequado das lentes pode causar complicações sérias, incluindo infecções na córnea que podem comprometer a visão. Por isso, alguns cuidados são indispensáveis:

Higienizar sempre as mãos

Antes de colocar ou retirar as lentes, é fundamental lavar bem as mãos com água e sabão.

Nunca dormir com as lentes

Dormir com lentes aumenta significativamente o risco de infecções e inflamações oculares.

Não usar água para limpar as lentes

As lentes nunca devem ser lavadas com água da torneira, soro fisiológico ou saliva. O correto é utilizar apenas as soluções específicas indicadas pelo oftalmologista.

Não entrar em piscina ou mar usando lentes

O contato com água pode favorecer infecções graves, incluindo a ceratite por Acanthamoeba, um micro-organismo presente em ambientes aquáticos.

Respeitar o tempo de troca

Cada lente possui um período correto de descarte. Utilizar lentes vencidas pode provocar irritação, alergias e lesões na córnea.

Quais sinais merecem atenção?

Os pais devem procurar avaliação oftalmológica imediata caso o adolescente apresente:

  • Vermelhidão nos olhos;
  • Ardência;
  • Dor ocular;
  • Sensação de areia;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Visão embaçada;
  • Sensibilidade à luz;
  • Secreção ocular;

Esses sintomas podem indicar infecção ou inflamação relacionada ao uso das lentes.

Por que crianças e adolescentes não podem fazer cirurgia refrativa?

Essa é uma dúvida muito comum entre adolescentes que desejam abandonar os óculos definitivamente.

A cirurgia refrativa — como LASIK, PRK ou SMILE — normalmente não é indicada antes dos 18 anos. Isso acontece porque, durante a infância e adolescência, o grau ainda costuma estar em mudança.

Na miopia, por exemplo, é muito comum haver progressão ao longo da adolescência. Se a cirurgia ocorrer antes da estabilização do grau, existe grande chance de o paciente voltar a precisar de óculos posteriormente.

Para realizar cirurgia refrativa com segurança, é necessário que:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Grau estável há pelo menos 12 meses;
  • A córnea tenha espessura adequada;
  • Não existam doenças como ceratocone;
  • O olho tenha maturidade suficiente para o procedimento.

Além disso, adolescentes ainda apresentam alterações hormonais e crescimento corporal em andamento, fatores que também podem influenciar na evolução do grau.

Por isso, as lentes de contato acabam sendo uma alternativa temporária segura para muitos jovens até que exista idade e estabilidade ocular adequadas para avaliar uma possível cirurgia refrativa no futuro.

Lentes de contato exigem acompanhamento médico

Mesmo quando o adolescente já está adaptado às lentes, o acompanhamento oftalmológico regular continua sendo fundamental.

As consultas permitem avaliar:

  • A saúde da córnea;
  • A lubrificação ocular;
  • A adaptação das lentes;
  • Possíveis alergias ou irritações;
  • Mudanças no grau.

Além disso, o oftalmologista pode orientar qual tipo de lente é mais indicado para cada idade e rotina.

Conclusão

As lentes de contato podem ser uma excelente opção para pré-adolescentes e adolescentes, oferecendo mais liberdade, conforto e praticidade no dia a dia.

Porém, o uso seguro depende de responsabilidade, higiene adequada e acompanhamento oftalmológico regular.

E embora muitos jovens desejem abandonar definitivamente os óculos, a cirurgia refrativa ainda não costuma ser indicada nessa fase, justamente porque o grau geralmente ainda não está estabilizado.

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para definir o momento mais seguro e adequado para cada tipo de tratamento.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Tratamento da ambliopia com terapia dicóptica – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/#respond Thu, 14 May 2026 18:10:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4674 O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil. Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do […]

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O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil.

Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do olho preguiçoso de forma complementar e mais interativa.

A ambliopia, conhecida popularmente como “olho preguiçoso”, é a principal causa de redução visual unilateral na infância. A prevalência varia entre 1% e 5% das crianças. O problema acontece quando o cérebro passa a favorecer um dos olhos e reduz progressivamente o uso do outro durante o desenvolvimento visual. Por isso, popularmente a ambliopia é chamada de “olho preguiçoso”.

O que é ambliopia?

A ambliopia é uma alteração do neurodesenvolvimento visual. Isso significa que o problema não está apenas no olho, mas também na forma como o cérebro processa as imagens recebidas.

Ela costuma surgir na infância e tem diferentes causas, como:

  • Estrabismo;
  • Diferença de grau importante entre os olhos;
  • Catarata congênita;
  • Outras alterações que prejudiquem a visão normal durante o desenvolvimento infantil.

Na ambliopia, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho que apresenta um desses problemas. Essa supressão, por tempo prolongado, especialmente na período crítico do desenvolvimento visual (entre os 2 e 4 anos), pode levar à perda da visão binocular. Portanto, a ambliopia é uma condição muito séria e precisa de tratamento precoce.

Tratamento da ambliopia com tampão ainda é o mais usado

O tampão ocular é utilizado para estimular o olho mais fraco. Ao cobrir o olho dominante, o cérebro é “obrigado” a usar o olho amblíope.

Embora seja um tratamento clássico e ainda muito importante, ele pode apresentar alguns desafios:

  • Desconforto;
  • Baixa adesão;
  • Vergonha em ambiente escolar;
  • Resistência da criança;
  • Abandono do tratamento.

Além disso, o tampão estimula um olho de cada vez, enquanto a visão normal depende do trabalho conjunto dos dois olhos.

Como funciona o tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa uma nova abordagem para a condição. Nesse tipo de tratamento, a criança usa óculos de realidade virtual durante jogos de videogame, para estimular os dois olhos ao mesmo tempo. Isso favorece a visão binocular, ou seja, a capacidade de os olhos trabalharem juntos de forma equilibrada.

Na terapia dicóptica, imagens com contrastes diferentes são apresentadas para cada olho. O olho amblíope recebe estímulos de maior contraste, enquanto o olho dominante recebe imagens menos intensas. Isso faz com que o cérebro volte a integrar as informações visuais dos dois olhos, fortalecendo as conexões neurais responsáveis pela visão binocular.

Ao contrário do tratamento convencional com tampão, que busca “forçar” o uso do olho mais fraco ao bloquear o olho dominante, a terapia dicóptica não tem como objetivo suprimir um dos olhos. O foco é treinar ambos simultaneamente, promovendo uma melhora mais natural da visão.

Terapia dicóptica pode ser mais eficaz que o tampão?

Diversos estudos clínicos recentes demonstram que a terapia dicóptica pode apresentar resultados superiores aos métodos tradicionais de oclusão ocular em alguns casos de ambliopia. Além de exigir menos tempo de tratamento, a abordagem com jogos interativos costuma gerar maior engajamento das crianças, facilitando a adesão ao tratamento.

Os estudos também mostram melhora da acuidade visual corrigida e benefícios adicionais importantes, como o aumento da estereopsia — capacidade responsável pela percepção de profundidade e visão em 3D.

Acima de tudo, os tratamentos modernos passaram a focar não apenas na melhora da visão do olho ambliope, mas na recuperação da interação binocular. Essa mudança vem transformando a forma como a ambliopia é tratada nos últimos anos.

Principais benefícios do tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

  • Melhora da acuidade visual;
  • Redução da supressão entre os olhos;
  • Melhora da visão binocular;
  • Maior engajamento das crianças durante o tratamento.

Um ponto importante observado pelos pesquisadores é que atividades lúdicas e interativas aumentam a adesão infantil, já que muitas crianças encaram o tratamento como uma brincadeira.

A terapia dicóptica substitui o tampão?

Ainda não completamente. Os estudos atuais mostram que a terapia binocular e a realidade virtual são ferramentas promissoras, mas que frequentemente apresentam melhores resultados quando associadas ao tratamento convencional, ou seja, ao tampão.

Sendo assim, a tecnologia não elimina a importância do acompanhamento oftalmológico nem substitui totalmente o uso do tampão, por enquanto. Portanto, cada criança precisa de uma avaliação individualizada.

Quanto mais cedo tratar, melhor

Um dos achados mais importantes das pesquisas é que crianças mais novas tendem a apresentar respostas mais rápidas e melhores resultados. Isso acontece porque o cérebro infantil possui maior plasticidade visual nos primeiros anos de vida.

Por isso, consultas oftalmológicas na infância são fundamentais para o diagnóstico precoce da ambliopia e de outras alterações visuais.

O futuro do tratamento da ambliopia

A tendência é que o tratamento da ambliopia se torne cada vez mais personalizado, interativo e adaptado à rotina da criança.

Atualmente, esses tratamentos ainda não estão disponíveis no Brasil. Contudo, a expectativa é que em breve estejam.

Conclusão

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa um avanço muito importante na área da Oftalmopediatria. Embora ainda não substitua completamente o tampão ocular, os estudos mostram que ela pode ajudar a estimular a visão binocular, aumentar o engajamento das crianças e potencializar os resultados terapêuticos.

O mais importante continua sendo o diagnóstico precoce e o acompanhamento com um oftalmopediatra, que poderá indicar a melhor abordagem para cada caso.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

Fontes:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34534556/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37203032/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35938643/

 

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O aumento do grau da miopia é perigoso? Leia e descubra https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/#respond Thu, 07 May 2026 12:14:26 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4636 O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%. Diante […]

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O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%.

Diante desse cenário, surge uma dúvida importante: o aumento do grau da miopia e suas consequências para a saúde ocular. E mais do que isso: é possível controlar essa progressão?

O que é aumento do grau da miopia?

A progressão é o aumento do grau da miopia ao longo do tempo. Isso ocorre, principalmente, devido ao crescimento do globo ocular, fazendo com que a imagem se forme antes da retina.

O aumento do grau da miopia é mais comum na infância e adolescência, especialmente entre os 6 e 10 anos, fase em que o avanço costuma ser mais rápido.

A progressão da miopia é perigosa?

Nem sempre. Em muitos casos, o aumento do grau é esperado e pode acontecer sem representar risco imediato para a visão.

No entanto, a progressão da miopia se torna preocupante quando é rápida ou atinge graus moderados e altos, especialmente acima de -6 graus (miopia alta).

Isso porque o alongamento do olho pode causar alterações importantes em estruturas como a retina e o nervo óptico, aumentando o risco de doenças oculares ao longo da vida.

Quais são os riscos do aumento do grau da miopia?

A miopia, principalmente em graus mais elevados, está associada a um maior risco de desenvolver:

  • Descolamento de retina;
  • Degeneração macular associada à miopia;
  • Glaucoma;
  • Catarata;
  • Ambliopia (olho preguiçoso), especialmente em crianças;
  • Estrabismo.

Essas condições podem levar a perdas visuais importantes, reforçando a necessidade de acompanhamento e controle.

Miopia não é só sobre usar óculos

Com o aumento expressivo dos casos, a miopia passou a ser considerada um problema de saúde pública global. Mais preocupante ainda é o crescimento dos casos de miopia alta, que aumentam significativamente o risco de complicações.

Como destaca a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, “a miopia não é apenas sobre usar óculos, mas sim sobre evitar a progressão e proteger a visão ao longo da vida.”

O que causa o aumento do grau da miopia?

A miopia tem forte componente genético, mas fatores ambientais têm papel decisivo no seu avanço.

Os principais fatores de risco incluem:

  • Uso excessivo de telas (celulares, tablets e computadores);
  • Pouco tempo ao ar livre;
  • Alta demanda visual para perto (leitura, estudos prolongados).

Esses hábitos ajudam a explicar o aumento acelerado da miopia entre crianças e adolescentes.

Como saber se o grau da miopia aumentou?

Alguns sinais podem indicar progressão:

  • Visão embaçada para longe;
  • Necessidade frequente de trocar óculos;
  • Aproximação excessiva de telas ou livros;
  • Dores de cabeça;
  • Dificuldade escolar (em crianças).

A confirmação só pode ser feita com avaliação oftalmológica.

Controle da miopia: o que é e como funciona?

O controle da miopia consiste em um conjunto de estratégias para desacelerar o aumento do grau — especialmente durante a infância e adolescência. Esse controle envolve tanto tratamentos clínicos quanto mudanças de hábitos.

Tratamentos disponíveis

Entre os principais recursos utilizados estão:

  • Colírios de atropina em baixa dose;
  • Lentes de contato especiais para controle da miopia;
  • Óculos com lentes especiais, produzidas com tecnologias específicas.

Essas abordagens não “curam” a miopia, mas ajudam a reduzir sua progressão.

Mudança de hábitos: parte essencial do tratamento

Além dos recursos clínicos, mudanças no estilo de vida são fundamentais:

  1. Mais tempo ao ar livre
    A exposição à luz natural estimula a liberação de dopamina na retina, ajudando a retardar o crescimento do olho.
  2. Redução do tempo de telas
    O uso excessivo de dispositivos eletrônicos está diretamente ligado ao aumento da miopia.
  • Até 2 anos: não é recomendado uso de telas;
  • Acima disso: uso limitado e supervisionado.

Quando começar o controle da miopia?

O ideal é iniciar o mais cedo possível, especialmente entre os 6 e 10 anos, quando a progressão costuma ser mais rápida.

Mesmo graus leves devem ser acompanhados, pois já estão associados a maior risco de problemas oculares no futuro.

Além disso, embora muitos adolescentes estabilizem o grau por volta dos 16 anos, uma parcela ainda pode apresentar progressão — o que exige acompanhamento até o início da vida adulta.

A importância do acompanhamento oftalmológico

O controle da miopia exige acompanhamento regular com oftalmologista, preferencialmente um oftalmopediatra.

A frequência das consultas pode variar:

  • A cada 3 meses (casos mais avançados);
  • A cada 6 meses (casos moderados);
  • Anualmente (casos estáveis).

Mesmo graus leves podem evoluir — por isso, o seguimento é essencial.

Conclusão

O aumento do grau da miopia nem sempre é perigoso, mas não deve ser negligenciado. Quando a progressão é rápida ou atinge graus elevados, os riscos para a saúde ocular aumentam significativamente.

Por isso, o diagnóstico precoce, o acompanhamento regular e o controle da miopia são fundamentais para preservar a visão ao longo da vida.

Mais do que corrigir a visão com óculos, o foco atual da oftalmologia é evitar que a miopia avance e cause complicações futuras.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Cirurgia de estrabismo: como funciona, quando é indicada e o que esperar https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-estrabismo-como-funciona-quando-e-indicada-e-o-que-esperar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/cirurgia-de-estrabismo-como-funciona-quando-e-indicada-e-o-que-esperar/#respond Tue, 14 Apr 2026 14:25:53 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4554 A cirurgia de estrabismo dói? Sem dúvidas, sentir dor é um dos principais medos de quem vai passar por uma cirurgia. A cirurgia de estrabismo é um dos tratamentos mais eficazes para corrigir o desalinhamento dos olhos — uma condição que pode afetar a visão e pode causar prejuízos irreversíveis, especialmente na infância. Apesar de […]

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A cirurgia de estrabismo dói? Sem dúvidas, sentir dor é um dos principais medos de quem vai passar por uma cirurgia.

A cirurgia de estrabismo é um dos tratamentos mais eficazes para corrigir o desalinhamento dos olhos — uma condição que pode afetar a visão e pode causar prejuízos irreversíveis, especialmente na infância.

Apesar de a cirurgia de estrabismo ser um procedimento relativamente comum na oftalmologia, ainda existem muitas dúvidas e inseguranças sobre como ele funciona, quando é realmente necessário e quais são os resultados.

Neste guia completo, você vai entender tudo de forma clara e segura.

O que é estrabismo?

O estrabismo ocorre quando os olhos não estão alinhados corretamente, ou seja, cada olho aponta para uma direção diferente.

Esse desalinhamento pode ser:

  • Para dentro (esotropia)
  • Para fora (exotropia)
  • Para cima ou para baixo

Além do impacto estético, o estrabismo pode prejudicar a visão binocular (visão em profundidade) e, em alguns casos, levar à ambliopia (olho preguiçoso), especialmente em crianças.

Quando a cirurgia de estrabismo é indicada?

A cirurgia é recomendada quando:

  • O desalinhamento é constante ou significativo
  • O uso de óculos não corrige totalmente o problema (apenas no caso do estrabismo acomodativo)
  • Há impacto funcional (visão dupla ou dificuldade visual)
  • Existe incômodo estético importante (no caso de adultos)

Importante: o único tipo de estrabismo que não tem indicação de cirurgia é o estrabismo convergente acomodativo. Nesse caso, a origem do desalinhamento é a presença da hipermetropia. Assim, quando o paciente coloca os óculos, o desvio some.

Como funciona a cirurgia de estrabismo?

A cirurgia atua diretamente nos músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos.

Durante o procedimento, o médico pode:

  • Enfraquecer um músculo que está puxando demais
  • Fortalecer ou reposicionar outro músculo para equilibrar o movimento

O objetivo é alinhar corretamente os olhos, restaurando tanto a função visual quanto a estética.

Quanto tempo dura a cirurgia?

Em geral, a cirurgia de estrabismo dura entre 30 minutos e 1 hora, dependendo da complexidade do caso. Contudo, para além do tempo da cirurgia, é preciso considerar desde a internação do paciente até alta. Nesse contexto, o paciente vai passar, em média, cerca de 6 horas no hospital. A boa notícia é que a alta é no mesmo dia da cirurgia.

Qual tipo de anestesia é utilizada?

A anestesia varia conforme a idade e o perfil do paciente:

  • Crianças: anestesia geral
  • Adultos: anestesia local com sedação ou geral

A escolha é feita com foco em segurança e conforto.

A cirurgia de estrabismo dói?

Essa é uma das dúvidas mais comuns — e a resposta costuma tranquilizar: não dói durante o procedimento, pois o paciente está anestesiado.

No pós-operatório, pode haver:

  • Leve desconforto
  • Sensação de areia nos olhos
  • Ardência ou vermelhidão

Esses sintomas são temporários e controlados com medicação.

Como é o pós-operatório?

A recuperação costuma ser tranquila, mas exige alguns cuidados:

Nos primeiros dias:

  • Olhos vermelhos e sensíveis
  • Leve inchaço
  • Possível visão dupla temporária

Recomendações:

  • Evite coçar os olhos
  • Use corretamente os colírios prescritos
  • Faça o repouso recomendado pelo médico, que costuma ser de 5 a 7 dias
  • Não faça esforço físico e nem visual nos primeiros dias
  • Banhos de mar e piscina ficam suspensos por volta de 30 dias
  • Exercícios mais rigorosos ou que aumentem o risco de lesões oculares devem ser liberados pelo médico

A maioria dos pacientes retorna às atividades em poucos dias.

Quando o resultado aparece?

O alinhamento dos olhos já pode ser percebido logo após a cirurgia, mas o resultado definitivo costuma se estabilizar ao longo de algumas semanas.

Em alguns casos, pequenos ajustes naturais acontecem com o tempo.

A cirurgia de estrabismo é segura?

Como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos — mas desde que a cirurgia de estrabismo seja realizada por um especialista, como a Dra. Marcela Barreira, os riscos são mínimos e muito raros de acontecer.

Portanto, a cirurgia de estrabismo é considerada segura e com alta taxa de sucesso.

O estrabismo pode voltar depois da cirurgia?

Sim, em alguns casos pode haver recidiva ao longo do tempo.

Isso depende de fatores como:

  • Tipo de estrabismo
  • Idade do paciente
  • Resposta individual ao tratamento

Por isso, o acompanhamento é fundamental após a cirurgia, ou seja, o paciente deve agendar consultas de rotina, de forma regular.

A cirurgia melhora a aparência?

Sim — e esse é um dos grandes benefícios.

O alinhamento ocular:

  • Melhora a visão
  • Melhora a harmonia facial
  • Aumenta a autoestima
  • Reduz o impacto social do estrabismo

Mas é importante reforçar: o objetivo principal é funcional, não apenas estético.

Conclusão

A cirurgia de estrabismo é um procedimento seguro, eficaz e capaz de transformar tanto a visão quanto a qualidade de vida do paciente.

Se você ou seu filho apresentam sinais de desalinhamento ocular, a avaliação com uma especialista é o primeiro passo para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

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Tratamento da miopia infantil: lentes especiais podem evitar o aumento do grau? https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-miopia-infantil-lentes-especiais-podem-evitar-o-aumento-do-grau/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-miopia-infantil-lentes-especiais-podem-evitar-o-aumento-do-grau/#respond Thu, 26 Mar 2026 09:55:53 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4494 O tratamento da miopia infantil é um assunto cada vez mais importante, já que esse erro refrativo tem se tornado uma preocupação frequente para oftalmopediatras e pais. Até alguns anos atrás, a miopia era considerada um erro refrativo de menor importância e sua prevalência não era tão alta. Contudo, hoje a miopia é considerada uma […]

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O tratamento da miopia infantil é um assunto cada vez mais importante, já que esse erro refrativo tem se tornado uma preocupação frequente para oftalmopediatras e pais. Até alguns anos atrás, a miopia era considerada um erro refrativo de menor importância e sua prevalência não era tão alta.

Contudo, hoje a miopia é considerada uma epidemia global, que atinge cerca de 30% da população em todo o mundo. As estimativas apontam que, até 2050, metade da população mundial será míope, segundo artigo publicado na Ophthalmology Times.

Além de prejudicar a visão de longe, a miopia aumenta significativamente o risco de comorbidades oculares graves e contribui para um crescente ônus socioeconômico global. Com as taxas de prevalência aumentando rapidamente entre crianças e adolescentes, é crucial ampliar o conhecimento sobre os prejuízos desse erro refrativo, bem como sobre o tratamento da miopia infantil.

Miopia infantil: o que você precisa saber

Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, também especialista em estrabismo, a miopia costuma surgir nos primeiros anos de vida ou até mesmo na adolescência.

“A condição prejudica a visão de longe e, por esse motivo, costuma ser diagnosticada na fase pré-escolar. Isso porque, quando a criança vai para a escola, há uma demanda maior pela visão de longe. Além disso, começam a surgir dificuldades para ler, escrever e praticar esportes, e esses aspectos chamam a atenção dos educadores e dos pais”, comenta.

A especialista explica que a miopia está ligada ao tamanho do olho, que, nesses casos, é mais longo e alongado do que o normal. Devido a isso, a luz entra no olho e é focada antes de chegar à retina. O resultado é uma imagem desfocada, que dificulta enxergar de longe.

“Portanto, a maior preocupação com a miopia infantil é que o olho continua crescendo e pode continuar a se alongar. Isso, por sua vez, pode levar ao aumento do grau ao longo da infância e adolescência, evoluindo para a alta miopia. O resultado de graus muito elevados é o aumento do risco de desenvolver descolamento de retina, glaucoma e outros problemas oftalmológicos”, alerta Dra. Marcela.

Tratamento da miopia infantil visa evitar o aumento do grau

De acordo com a especialista, o foco atual do tratamento da miopia infantil é impedir ou desacelerar o aumento do grau, por meio de colírios, óculos com lentes especiais e lentes de contato específicas — especialmente para crianças maiores e adolescentes.

“Diferente das lentes comuns, que apenas corrigem a visão, as lentes especiais atuam também no controle do crescimento do olho. Para isso, contam com tecnologias ópticas avançadas, que mantêm a visão central nítida e criam estímulos na periferia da retina. O efeito esperado é contribuir para a redução do alongamento do olho, principal fator de risco para a progressão da miopia”, explica Dra. Marcela.

Estudos reforçam a eficácia das lentes para o tratamento da miopia infantil

Há diversos estudos que comprovam a eficácia das lentes especiais no controle da miopia infantil.

Uma meta-análise, publicada no início de 2026 no British Journal of Ophthalmology, com mais de 13 mil crianças, mostrou que o uso dessas lentes reduz significativamente a progressão da miopia quando comparado aos óculos comuns.

Outro estudo recente, publicado na revista Nature também em 2026, apontou que as lentes especiais para controle da miopia reduziram em até 45% o crescimento do olho.

Por fim, um estudo publicado no American Journal of Ophthalmology demonstrou que o tratamento com lentes especiais para controle da miopia é seguro, eficaz e mantém seus efeitos no longo prazo.

Como saber se meu filho precisa de lentes especiais para miopia?

Em primeiro lugar, é importante que, a partir do diagnóstico da miopia, os pais levem a criança ao oftalmologista infantil regularmente.

“As consultas de acompanhamento são essenciais para avaliarmos se houve aumento do grau. Existem sinais bastante específicos que indicam a necessidade de iniciar o tratamento da miopia infantil, como a troca frequente do grau, dificuldade para enxergar de longe mesmo com óculos, dores de cabeça no final do dia e a aproximação excessiva de telas, livros ou outros objetos do rosto”, alerta Dra. Marcela.

Rapidez no controle da miopia faz toda a diferença nos resultados

“O desenvolvimento da visão ocorre na infância, até por volta dos 7 anos. Sendo assim, do nascimento até essa idade, temos uma importante janela de oportunidade para tratar condições oftalmológicas, como a miopia. Quanto antes a intervenção for feita, maiores são as chances de reduzir o impacto da miopia ao longo da vida”, finaliza a oftalmologista.

Leia mais sobre os sinais da miopia infantil aqui.

Quando procurar um especialista?

Se seu filho já usa óculos ou apresenta sinais de dificuldade visual, não espere o grau aumentar para agir.

Agende uma avaliação especializada para entender se as lentes de controle da miopia são indicadas no caso dele.

Cuidar da visão na infância é investir no futuro.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Tire todas as dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-acontece-depois-da-cirurgia-de-estrabismo-tire-todas-as-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-acontece-depois-da-cirurgia-de-estrabismo-tire-todas-as-duvidas/#respond Wed, 11 Mar 2026 19:12:52 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4432 O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Com certeza, essa é uma das perguntas mais comuns para o médico oftalmologista antes ou depois da operação. Na verdade, é normal ter dúvidas, especialmente quando a cirurgia é feita em crianças e bebês. Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em cirurgia de estrabismo, a […]

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O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Com certeza, essa é uma das perguntas mais comuns para o médico oftalmologista antes ou depois da operação. Na verdade, é normal ter dúvidas, especialmente quando a cirurgia é feita em crianças e bebês.

Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em cirurgia de estrabismo, a condição aparece na infância e o principal tratamento é a cirurgia. Geralmente, a operação deve ser feita antes de a criança completar 7 anos. Isso porque a visão se desenvolve fora do útero e, portanto, condições como o estrabismo podem afetar o sistema visual.

“Alguns estrabismos, como o congênito, precisam de cirurgia mais precoce. Em outros, como o estrabismo divergente intermitente, podem os esperar um pouco mais e operar a criança por volta dos 3 e 4 anos. De qualquer maneira, é importante dizer que a cirurgia de estrabismo é um procedimento seguro e tranquilo”, comenta Dra. Marcela.

Com a ajuda da especialista, vamos responder às principais dúvidas sobre o que acontece depois da cirurgia de estrabismo.

1- A criança sente dor depois da cirurgia de estrabismo?

Não, a criança não sente dor depois da cirurgia de estrabismo. O que pode acontecer é a criança sentir desconforto. Mas, isso melhora logo no segundo dia e, se precisar, o médico prescreve analgésicos leves para controlar esses sintomas.

2- É normal sentir dor ao mexer os olhos depois da cirurgia de estrabismo?

Sim, nos primeiros dois dias, a criança pode sentir uma dor leve ao movimentos os olhos. A razão é que para alinhar os olhos, o oftalmologista manipula os músculos oculares responsáveis pelos movimentos oculares. Portanto, ao mexer os olhos no pós-operatório pode ser que a criança sinta um leve desconforto.

3- É normal sentir ardência ou sensação de areia nos olhos?

Sim, é normal sentir ardência ou sensação de areia nos olhos depois da cirurgia de estrabismo. Durante o procedimento, o médico realiza cortes e manipula os músculos oculares. Portanto, nos primeiros dois dias, o paciente pode ter esses sintomas. A boa notícia é que a partir do terceiro dia, eles tendem a desaparecer ou a melhorar muito.

4- Quanto tempo o olho fica vermelho depois da cirurgia de estrabismo?

Como já falamos, na cirurgia de estrabismo o médico realiza cortes na conjuntiva (tecido que recobre a parte da frente dos olhos). Além disso, manipula os músculos oculares. Por esses motivos, é normal o olho ficar vermelho por cerca de 1 semana ou mais, dependendo do processo de cicatrização.

5- O olho fica muito inchado depois da cirurgia de estrabismo?

Normalmente, o inchaço é leve e tende a melhorar logo nos primeiros dias.

6- É normal lacrimejar após a cirurgia de estrabismo?

Após a cirurgia, o olho começa um processo de cicatrização. Sendo assim, o lacrimejamento é uma resposta natural dos olhos para manter a superfície ocular lubrificada. Com isso, o desconforto melhora.

7- Quanto tempo dura o pós-operatório da cirurgia de estrabismo?

Geralmente, o repouso da cirurgia de estrabismo é de 7 dias.

8- Em quantos dias posso voltar ao trabalho ou à escola?

O paciente pode voltar ao trabalho ou à escola após uma semana da cirurgia de estrabismo ou até mesmo antes disso, se estiver se sentindo bem.

9- Quanto tempo o olho leva para cicatrizar?

O processo de cicatrização do olho depois da cirurgia de estrabismo pode levar cerca de 30 dias, em média.

10- Quando aparece o resultado definitivo da cirurgia de estrabismo?

Embora a cicatrização leve cerca de 30 dias, o resultado definitivo da cirurgia de estrabismo pode demorar um pouco mais para se estabilizar.

11- O olho fica torto logo depois da cirurgia de estrabismo?

Não, já que a cirurgia de estrabismo tem como objetivo o alinhamento dos olhos. Em alguns casos, pode levar alguns dias para observar a correção. Mas, na maioria dos casos, o alinhamento já pode ser percebido nos primeiros dias.

12- Quanto tempo os pontos demorar para cair na cirurgia de estrabismo?

Preste atenção: os pontos na cirurgia de estrabismo, quando necessários, são absorvidos pelo organismo. Portanto, não é preciso ir ao médico para tirá-los e eles não “caem”.

13- O olho operado ficar maior ou diferente?

Não, a cirurgia de estrabismo não altera o tamanho do olho e nem seu formato. Contudo, nos primeiros dias, o inchaço pode dar a impressão de mudanças no olho. Mas isso é passageiro e desaparece ao longo dos primeiros dias.

14- Pode levar o cabelo depois da cirurgia de estrabismo?

A princípio sim. Contudo, nos primeiros dois dias, lavar o cabelo pode causar irritação nos olhos devido aos produtos. Com isso, o paciente pode querer manipular os olhos e isso pode ser bastante desconfortável.

15- Pode mexer no celular depois da cirurgia de estrabismo?

Sim, pode mexer no celular depois da cirurgia de estrabismo. Contudo, nos primeiros dois dias o paciente pode sentir dor ao movimentar os olhos. O ideal é usar os recursos de áudio, sem forçar tanto a visão. Ouvir músicas e podcasts pode ser uma boa alternativa.

16- Pode ver televisão depois de operar o estrabismo?

A resposta é a mesma acima. Ou seja, como a movimentação dos olhos nos primeiros dias pode ser desconfortável, o ideal é realizar outras atividades que não exijam tanto da visão.

17- Pode fazer exercícios físicos depois da cirurgia de estrabismo?

A recomendação é aguardar e seguir o repouso de 7 dias. Depois disso, o paciente pode retomar as atividades físicas.

18- Pode entrar no mar ou piscina depois da cirurgia de estrabismo?

Essa é uma pergunta importante. Como a água é um meio importante de contaminação, as atividades aquáticas ficam suspensas por cerca de 30 dias.

19- Pode dirigir depois da cirurgia de estrabismo?

O ideal é evitar dirigir nos primeiros dias, pois a visão pode ficar um pouco embaçada ou prejudicada pelo inchaço do olho. Mas, assim que o paciente sentir que está enxergando bem, pode dirigir depois da cirurgia de estrabismo.

20- É normal ver duplo depois da cirurgia de estrabismo?

Não, não é normal ver duplo depois da cirurgia de estrabismo. Nesses casos, o paciente deve procurar o médico que realizou a cirurgia para uma avaliação.

21- A visão fica embaçada depois da cirurgia de estrabismo?

Depende. Em alguns casos, devido ao inchaço e colírios, pode ser que a visão fique embaçada depois da cirurgia de estrabismo. Contudo, esse é um sintoma passageiro que tende a melhorar a partir do terceiro dia.

22- O estrabismo pode voltar depois da cirurgia?

Sim, em alguns casos o estrabismo pode voltar depois da cirurgia, especialmente em crianças. O crescimento, por exemplo, pode levar ao aumento do olho e isso pode causar um novo desvio. Há outros fatores também. Contudo, é possível reoperar o estrabismo.

23- Quantas cirurgias de estrabismo uma pessoa pode fazer?

A princípio, não existe um limite exato de quantas cirurgias de estrabismo a pessoa pode fazer. Na maioria dos casos, uma única cirurgia é suficiente para alinhar os olhos. Mas, alguns pacientes podem precisar de uma nova cirurgia corrigir o desvio. Cada caso deve ser analisado de maneira individual.

24- A cirurgia de estrabismo corrige o problema para sempre?

Sim, na maioria dos casos a cirurgia de estrabismo corrige o problema para sempre. Mas, como falamos, em alguns pacientes o estrabismo pode voltar.

25- Existe chance de ficar pior?

Não, desde que o paciente faça a cirurgia de estrabismo com um médico especialista, com experiência e que dê a indicação correta.

26- Como limpar o olho após a cirurgia de estrabismo?

Após a cirurgia, não se deve manipular os olhos e usar produtos para limpá-los. O ideal é seguir as recomendações do oftalmologista que realizou a cirurgia. Em alguns casos, compressas frias podem ajudar a amenizar o desconforto e a remover possíveis secreções que podem se acumular nos olhos. Acima de tudo, não use pomadas ou colírios por conta própria, siga a prescrição e as recomendações do médico.

27- Pode dormir de lado depois da cirurgia de estrabismo?

A princípio não existe uma contraindicação para a posição na hora de dormir. Contudo, o ideal é evitar pressionar o olho no travesseiro nos primeiros dias, independente da posição ao dormir.

28- Pode usar maquiagem depois da cirurgia de estrabismo?

Como nos primeiros dias o olho pode ficar mais sensível, o ideal é evitar o uso de maquiagem na região ocular. Portanto, evite sombras, lápis e rímel nesse período de recuperação. O risco está ligado à alergias ou irritação nos olhos, bem como um risco de contaminação.

29- Pode usar óculos ou lente de contato depois da cirurgia de estrabismo?

Para quem usa lentes de contato e vai operar o estrabismo, a recomendação é providenciar óculos. As lentes aumentam o risco de infecções, além de necessitar manipular os olhos para colocá-las. O ideal é esperar por volta de 15 dias para voltar a usar as lentes ou após a liberação do médico.

30- Quanto tempo preciso usar colírio antibiótico depois da cirurgia de estrabismo?

Como um medida de prevenção, o médico oftalmologista que operar o estrabismo prescreve um colírio antibiótico. Em geral, o tempo de uso desse medicamento é de 7 dias ou a critério médico.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Momento certo para operar o estrabismo – Quando fazer a cirurgia https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/#respond Fri, 20 Feb 2026 17:12:43 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4385 O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular. Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende […]

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O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende de vários fatores. “O principal deles é o tipo de estrabismo que a criança apresenta. Contudo, vale ressaltar que a cirurgia do estrabismo pode ser feita até mesmo em adultos”.

Estrabismo congênito exige tratamento mais precoce que os demais tipos de desvio

“O estrabismo congênito é um dos mais comuns e se caracteriza pelo desvio do olho para dentro. O desvio é evidente desde o nascimento. Nesses casos, a indicção para operar pode ocorrer antes mesmo de a criança completar um ano de idade. Entretanto, o mais comum é realizar a cirurgia de estrabismo entre 10 e 18 meses”, comenta Dra. Marcela.

De acordo com a médica, a precocidade da cirurgia do estrabismo congênito é uma tentativa de restabelecer, mesmo que um pouco, a visão binocular dessa criança e evitar o desenvolvimento da ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”.

“A visão binocular (estereopsia) ocorre quando o cérebro funde as duas imagens captadas pelos olhos em uma só. A visão binocular é fundamental para enxergar um campo visual maior e para dar a noção de profundidade, assim como para vermos imagens em 3D”, explica a oftalmologista.

“Porém, em crianças com estrabismo, o cérebro recebe duas imagens diferentes e escolhe a melhor. Com isso, ocorre a supressão da imagem do olho com o desvio. Caso essa supressão ocorra por tempo prolongado, dentro da janela de oportunidade – entre os 2 e 4 anos – a criança pode ter prejuízos importantes e permanentes na visão binocular”, complementa Dra. Marcela.

Em resumo, o estrabismo congênito é o mais prejudicial para o desenvolvimento a visão e o melhor momento para a cirurgia é ainda nos primeiros anos de vida ou antes.

Momento certo para operar o estrabismo divergente intermitente

O estrabismo divergente intermitente se caracteriza pelo desvio do olho para fora. Além disso, ora o olho fica alinhado e ora desalinhado. “Por esse motivo, é um estrabismo menos prejudicial para o desenvolvimento da visão. Sendo assim, a criança consegue compensar bem o desvio e, por esse motivo, podemos esperar um pouco mais para fazer a cirurgia, até por volta dos 4 anos”, comenta Dra. Marcela.

Outro tipo comum é o estrabismo divergente intermitente. É mais prevalente nas crianças maiores de um ano de idade. Menos prejudicial para a visão binocular, pode ser operado por volta dos três ou quatro anos. “Esse estrabismo é aquele em que a criança desvia o olho em direção às orelhas, mas de vez em quando. Por isso, prejudica menos o desenvolvimento visual”, cita Dra. Marcela.

Momento certo para operar outros tipos de estrabismo

Primeiramente, é importante esclarecer que nem todos os estrabismos são operáveis ou têm indicação para correção cirúrgica. “Um bom exemplo é o estrabismo acomodativo, causado pela hipermetropia – dificuldade de enxergar de perto. Nesses casos, um grau mais alto de hipermetropia pode levar à criança a tentar focar a visão e, com isso, ocorre o desvio do olho para dentro. Nesses casos, o uso de óculos resolve o desvio. Sendo assim, não há indicação cirúrgica”, aponta Dra. Marcela.

Há também alguns estrabismos que ocorrem como resultado de doenças neurológicas, tumores ou ainda doenças da tireoide. Em geral, o desvio costuma se resolver espontaneamente.

Por fim, alguns desvios verticais também podem ser corrigidos por meio da cirurgia, mas cada caso é avaliado de forma individual.

Conclusão – qual o melhor momento para operar o estrabismo

Em conclusão, não existe o melhor momento para operar o estrabismo. Na verdade, a definição depende de vários fatores e é uma decisão do médico.

“Por outro lado, em crianças é crucial que a cirurgia, quando há indicação, ocorra antes dos 7 anos de idade. Isso porque o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e, sem o devido tratamento, podem ocorrer prejuízos irreversíveis na visão”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Problemas de visão na escola –Como professores podem ajudar https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/#respond Thu, 29 Jan 2026 19:07:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4320 Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno. Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam […]

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Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno.

Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam identificar sinais de que a criança pode ter alguma condição visual que merece uma avaliação oftalmológica.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, a maioria das crianças menores não costumam se queixar de problemas na visão. “A razão é que a criança não tem um parâmetro sobre o que é uma visão ruim. Afinal, elas não conhecem outra realidade. Por esse motivo, o olhar atento dos professores em sala de aula é fundamental”.

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentar perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar o quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições comuns na infância.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula. “Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial.  Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, explica Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos – outros problemas de visão na escola

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais que citamos acima.

Outros sintomas de problemas oculares em crianças:

  • Dor de cabeça, principalmente após atividades escolares;
  • Ardência ou coceira nos olhos;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz.

Esses sintomas costumam surgir após longos períodos de esforço visual.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento os sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Vale lembrar que quanto antes o ocorre o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Por isso, recomendamos que os pais levem o bebê para uma consulta de rotina desde o primeiro ano de vida. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente e, especialmente, na fase escolar”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Uso de telas nas férias pode prejudicar a visão das crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/#respond Thu, 08 Jan 2026 12:30:36 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4229 O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo. Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis […]

O post Uso de telas nas férias pode prejudicar a visão das crianças apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

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O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo.

Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis e não prejudicavam a saúde. Nos grandes centros urbanos é cada vez mais difícil ver crianças brincando na rua, devido à violência e a falta de espaços para essas atividades. Adicionalmente, nem todas as famílias podem proporcionar viagens e outras atividades, já que muitos pais não tiram férias ou voltam a trabalhar logo após o recesso de final de ano.

“Sendo assim, diante desse contexto social, as telas preenchem essas lacunas e acabam sendo, em muitos casos, a única opção da criança ou adolescente para passar o tempo nas férias. Contudo, é muito importante que os pais fiquem atentos aos efeitos negativos dos dispositivos eletrônicos na saúde visual das crianças”, comenta Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, especialista em estrabismo e neuroftalmologista.

Efeitos do excesso de telas – Quais são eles

“Primeiramente, vamos falar do cansaço visual, chamado de fadiga ocular. Essa condição acontece quando os olhos permanecem longos períodos em atividades de perto, como no uso das telas. Em crianças, isso pode ser ainda mais prejudicial, já que a visão ainda está em desenvolvimento”, aponta a oftalmopediatra.

Para além do tempo gasto em celulares e tablets, a fadiga ocular pode ocorrer devido a menor frequência de piscadas durante o uso das telas, falta de iluminação no ambiente e uso sem fazer pausas.

Sintomas da fadiga ocular em crianças:

  • Olhos vermelhos;
  • Lacrimejamento;
  • Coceira ocular;
  • Dor de cabeça, especialmente no final do dia;
  • Sensibilidade à luz;
  • Irritabilidade e dificuldade de concentração.

Qual é o tempo de tela recomendado para crianças e adolescentes?

Acima de tudo, os pais devem restringir o tempo de tela, bem como respeitar as recomendações dos especialistas.

De forma geral, as orientações mais aceitas são:

  • Até 2 anos: Até os dois anos, a criança não deve usar telas;
  • De 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia;
  • Crianças maiores e adolescentes: idealmente até 2 horas de telas recreativas por dia

Quando esse tempo é excedido — algo comum nas férias —, o risco de cansaço visual aumenta significativamente.

Ensine a criança a fazer pausas durante o uso das telas

Inicialmente, além de respeitar o tempo de tela de acordo com a idade, os pais podem aplicar a regra 20-20-20. Isso pode reduzir muito os sintomas da fadiga ocular.

Como funciona?

A cada 20 minutos de tela, a criança deve:

  • Olhar para algo a pelo menos 6 metros de distância;
  • Permanecer assim por 20 segundos;

A regra 20-20-20 pode ser mais lúdica para as crianças. Veja um exemplo:

  • Peça para a criança olhar pela janela, observar uma árvore, um avião passando céu etc.;
  • Incentive a criança a ir até a cozinha beber água ou até mesmo se alongar.

Telas em excesso podem aumentar o grau da miopia?

“Sim, infelizmente um dos principais fatores de risco do aumento de grau da miopia é justamente o uso constante e prolongado das telas. Portanto, pais de crianças e adolescentes míopes precisam redobrar os cuidados com as telas nas férias” alerta Dra. Marcela.

Como proteger a visão das crianças durante as férias?

Algumas medidas simples fazem grande diferença. Mesmo em casa, os pais podem incentivar as crianças a fazerem outras atividades, para reduzir o tempo na tela. Veja algumas dicas:

  • Montar quebra-cabeças;
  • Ajudar nas tarefas de casa (varrer, regar as plantas, ajudar no preparo de alimentos etc.)
  • Pintar ou fazer artesanatos;
  • Definir um tempo de tela, inclusive já existem aplicativos para essa finalidade;
  • Priorizar a TV, já que a visão de perto é menos requisitada;
  • Lembre-se de manter o ambiente mais iluminado, já que no escuro o cansaço visual pode piorar;
  • Quando possível, incentive a criança a fazer atividades ao ar livre como passear com o cachorro, acompanhar os pais ao mercado, padaria, farmácia etc.

Quando procurar um oftalmopediatra?

As férias devem ser um período de descanso e diversão, mas sem descuidar da visão. Com limites adequados, pausas visuais e mais tempo ao ar livre, é possível aproveitar as telas sem prejudicar a saúde ocular infantil.

“Caso a criança ou adolescente apresente queixas persistentes, como vermelhidão nos olhos, coceira, ardência, dor, entre outros sintomas, procure um Oftalmologista infantil”, finaliza Dra. Marcela.

Quer saber como identificar sinais de miopia em crianças? Leia mais aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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