Arquivos olho preguiçoso - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/olho-preguicoso/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:18:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos olho preguiçoso - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/olho-preguicoso/ 32 32 Prejuízos da ambliopia na vida da criança https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/#respond Wed, 03 Jun 2026 11:16:35 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4787 Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a […]

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Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a infância.

No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que os impactos da ambliopia podem ir muito além da dificuldade para enxergar. O desenvolvimento visual está intimamente ligado ao desenvolvimento motor, à percepção espacial e até mesmo à forma como a criança interage com o mundo ao seu redor.

O que é a ambliopia?

A ambliopia ocorre quando o cérebro passa a privilegiar as informações vindas de um olho e “ignora” parcialmente as do outro. Com o tempo, essa falta de estímulo impede que a visão do olho afetado se desenvolva normalmente.

As causas mais comuns incluem:

  • Estrabismo;
  • Diferenças significativas de grau entre os olhos;
  • Altos erros refrativos não corrigidos;
  • Catarata congênita e outras condições que dificultam a entrada de luz no olho.

Quanto mais cedo a condição for identificada e tratada, maiores são as chances de recuperação visual.

Os prejuízos da ambliopia vão além da acuidade visual

Embora a redução da visão seja a característica mais conhecida da ambliopia, estudos mostram que ela pode afetar diversas habilidades importantes para o desenvolvimento infantil.

  1. Dificuldade na percepção de profundidade

Para enxergarmos o mundo em três dimensões, os dois olhos precisam trabalhar em conjunto. Quando um deles não participa adequadamente do processo visual, a percepção de profundidade pode ficar comprometida.

Isso pode dificultar atividades como:

  • Pegar uma bola;
  • Subir e descer escadas;
  • Andar de bicicleta;
  • Avaliar distâncias com precisão.
  1. Alterações na coordenação motora

A visão desempenha um papel fundamental na coordenação dos movimentos.

Crianças com ambliopia podem apresentar mais dificuldade em tarefas que exigem precisão visual e motora, como:

  • Escrever;
  • Recortar;
  • Desenhar;
  • Montar blocos;
  • Praticar determinados esportes.

Essas dificuldades nem sempre são percebidas imediatamente pelos pais, mas podem influenciar o desempenho em diversas atividades do dia a dia.

  1. Impacto na autoestima e na vida social

A ambliopia também pode trazer consequências emocionais.

Algumas crianças se sentem inseguras ao perceber que enxergam de forma diferente dos colegas. Além disso, durante o tratamento, especialmente quando é necessário o uso do tampão, podem surgir situações de constrangimento, resistência ou até comentários desagradáveis de outras crianças.

Por isso, o apoio da família e da escola é fundamental para o sucesso do tratamento.

  1. Dependência de um único olho

Quando a ambliopia não é tratada adequadamente, a pessoa passa a depender muito mais do olho com melhor visão.

Isso significa que, caso esse olho venha a apresentar algum problema no futuro, como uma doença ocular ou um trauma, o impacto visual pode ser muito maior.

Esse é um dos principais motivos pelos quais o tratamento precoce é tão importante.

Portanto, os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão!

Como funciona o tratamento da ambliopia?

O tratamento tem como objetivo estimular o cérebro a utilizar o olho com menor visão, favorecendo seu desenvolvimento.

Antes de tudo, é necessário corrigir a causa da ambliopia. Em muitos casos, isso envolve o uso adequado de óculos para corrigir o grau ou correção do estrabismo, por exemplo.

Após essa etapa, o tratamento pode incluir a oclusão do olho com melhor visão, conhecida popularmente como tratamento com tampão.

Por que o tampão é necessário para prevenir os prejuízos da ambliopia?

O cérebro tende a utilizar o olho que enxerga melhor. Ao cobrir temporariamente esse olho com um tampão, o cérebro é “obrigado” a utilizar o olho mais fraco.

Esse estímulo promove o desenvolvimento das conexões neurais responsáveis pela visão, permitindo que o olho amblíope ganhe capacidade visual.

O tempo de uso varia conforme:

  • A idade da criança;
  • A gravidade da ambliopia;
  • A resposta ao tratamento;
  • A orientação do oftalmologista infantil.

 Por que o tratamento com tampão é tão desafiador?

Embora o conceito pareça simples, a prática costuma ser mais difícil.

Quando o olho de melhor visão é tampado, a criança passa a depender justamente do olho que enxerga pior. Isso pode gerar desconforto, insegurança e resistência.

Além disso, algumas crianças:

  • Não gostam da aparência do tampão;
  • Sentem dificuldade para brincar ou realizar atividades;
  • Ficam frustradas por enxergar menos durante o período de oclusão.

Por isso, a adesão ao tratamento exige paciência, apoio familiar e acompanhamento próximo da equipe médica.

O tempo faz toda a diferença

A infância é o período em que o sistema visual está em desenvolvimento. Quanto mais cedo a ambliopia for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de recuperação.

Muitas vezes, a criança não percebe que está enxergando mal de um dos olhos, justamente porque o outro compensa essa deficiência. Por isso, consultas com um oftalmologista infantil regulares são essenciais, mesmo quando não há queixas aparentes.

Conclusão – Prejuízos da ambliopia podem ser evitados

A ambliopia não é apenas uma redução da visão em um dos olhos. Ela pode interferir na percepção de profundidade, na coordenação motora, na autoestima e em diversas atividades do cotidiano.

A boa notícia é que, quando identificada precocemente, a condição pode ser tratada com excelentes resultados.

Embora o uso do tampão represente um desafio para muitas famílias, ele continua sendo uma das ferramentas mais importantes para estimular o desenvolvimento visual e proporcionar à criança melhores oportunidades para o futuro.

Investir no tratamento da ambliopia é investir não apenas na visão, mas também no desenvolvimento global da criança.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Tratamento da ambliopia com terapia dicóptica – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-da-ambliopia-com-terapia-dicoptica-como-funciona/#respond Thu, 14 May 2026 18:10:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4674 O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil. Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do […]

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O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica já é uma realidade em vários países, embora ainda não esteja disponível no Brasil.

Tradicionalmente, o tratamento mais conhecido para a ambliopia é o uso do tampão. Porém, nos últimos anos, novas pesquisas têm apontado que tecnologias, como videogames terapêuticos e realidade virtual, podem ajudar no tratamento do olho preguiçoso de forma complementar e mais interativa.

A ambliopia, conhecida popularmente como “olho preguiçoso”, é a principal causa de redução visual unilateral na infância. A prevalência varia entre 1% e 5% das crianças. O problema acontece quando o cérebro passa a favorecer um dos olhos e reduz progressivamente o uso do outro durante o desenvolvimento visual. Por isso, popularmente a ambliopia é chamada de “olho preguiçoso”.

O que é ambliopia?

A ambliopia é uma alteração do neurodesenvolvimento visual. Isso significa que o problema não está apenas no olho, mas também na forma como o cérebro processa as imagens recebidas.

Ela costuma surgir na infância e tem diferentes causas, como:

  • Estrabismo;
  • Diferença de grau importante entre os olhos;
  • Catarata congênita;
  • Outras alterações que prejudiquem a visão normal durante o desenvolvimento infantil.

Na ambliopia, o cérebro ignora a imagem captada pelo olho que apresenta um desses problemas. Essa supressão, por tempo prolongado, especialmente na período crítico do desenvolvimento visual (entre os 2 e 4 anos), pode levar à perda da visão binocular. Portanto, a ambliopia é uma condição muito séria e precisa de tratamento precoce.

Tratamento da ambliopia com tampão ainda é o mais usado

O tampão ocular é utilizado para estimular o olho mais fraco. Ao cobrir o olho dominante, o cérebro é “obrigado” a usar o olho amblíope.

Embora seja um tratamento clássico e ainda muito importante, ele pode apresentar alguns desafios:

  • Desconforto;
  • Baixa adesão;
  • Vergonha em ambiente escolar;
  • Resistência da criança;
  • Abandono do tratamento.

Além disso, o tampão estimula um olho de cada vez, enquanto a visão normal depende do trabalho conjunto dos dois olhos.

Como funciona o tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa uma nova abordagem para a condição. Nesse tipo de tratamento, a criança usa óculos de realidade virtual durante jogos de videogame, para estimular os dois olhos ao mesmo tempo. Isso favorece a visão binocular, ou seja, a capacidade de os olhos trabalharem juntos de forma equilibrada.

Na terapia dicóptica, imagens com contrastes diferentes são apresentadas para cada olho. O olho amblíope recebe estímulos de maior contraste, enquanto o olho dominante recebe imagens menos intensas. Isso faz com que o cérebro volte a integrar as informações visuais dos dois olhos, fortalecendo as conexões neurais responsáveis pela visão binocular.

Ao contrário do tratamento convencional com tampão, que busca “forçar” o uso do olho mais fraco ao bloquear o olho dominante, a terapia dicóptica não tem como objetivo suprimir um dos olhos. O foco é treinar ambos simultaneamente, promovendo uma melhora mais natural da visão.

Terapia dicóptica pode ser mais eficaz que o tampão?

Diversos estudos clínicos recentes demonstram que a terapia dicóptica pode apresentar resultados superiores aos métodos tradicionais de oclusão ocular em alguns casos de ambliopia. Além de exigir menos tempo de tratamento, a abordagem com jogos interativos costuma gerar maior engajamento das crianças, facilitando a adesão ao tratamento.

Os estudos também mostram melhora da acuidade visual corrigida e benefícios adicionais importantes, como o aumento da estereopsia — capacidade responsável pela percepção de profundidade e visão em 3D.

Acima de tudo, os tratamentos modernos passaram a focar não apenas na melhora da visão do olho ambliope, mas na recuperação da interação binocular. Essa mudança vem transformando a forma como a ambliopia é tratada nos últimos anos.

Principais benefícios do tratamento da ambliopia com terapia dicóptica

  • Melhora da acuidade visual;
  • Redução da supressão entre os olhos;
  • Melhora da visão binocular;
  • Maior engajamento das crianças durante o tratamento.

Um ponto importante observado pelos pesquisadores é que atividades lúdicas e interativas aumentam a adesão infantil, já que muitas crianças encaram o tratamento como uma brincadeira.

A terapia dicóptica substitui o tampão?

Ainda não completamente. Os estudos atuais mostram que a terapia binocular e a realidade virtual são ferramentas promissoras, mas que frequentemente apresentam melhores resultados quando associadas ao tratamento convencional, ou seja, ao tampão.

Sendo assim, a tecnologia não elimina a importância do acompanhamento oftalmológico nem substitui totalmente o uso do tampão, por enquanto. Portanto, cada criança precisa de uma avaliação individualizada.

Quanto mais cedo tratar, melhor

Um dos achados mais importantes das pesquisas é que crianças mais novas tendem a apresentar respostas mais rápidas e melhores resultados. Isso acontece porque o cérebro infantil possui maior plasticidade visual nos primeiros anos de vida.

Por isso, consultas oftalmológicas na infância são fundamentais para o diagnóstico precoce da ambliopia e de outras alterações visuais.

O futuro do tratamento da ambliopia

A tendência é que o tratamento da ambliopia se torne cada vez mais personalizado, interativo e adaptado à rotina da criança.

Atualmente, esses tratamentos ainda não estão disponíveis no Brasil. Contudo, a expectativa é que em breve estejam.

Conclusão

O tratamento da ambliopia com terapia dicóptica representa um avanço muito importante na área da Oftalmopediatria. Embora ainda não substitua completamente o tampão ocular, os estudos mostram que ela pode ajudar a estimular a visão binocular, aumentar o engajamento das crianças e potencializar os resultados terapêuticos.

O mais importante continua sendo o diagnóstico precoce e o acompanhamento com um oftalmopediatra, que poderá indicar a melhor abordagem para cada caso.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

Fontes:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34534556/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37203032/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35938643/

 

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Estrabismo causado pela hipermetropia: entenda o que é, por que acontece e como tratar https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/#respond Wed, 22 Apr 2026 17:51:40 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4587 O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças. Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos […]

O post Estrabismo causado pela hipermetropia: entenda o que é, por que acontece e como tratar apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

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O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças.

Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos principais exemplos é o estrabismo causado pela hipermetropia, também conhecido como estrabismo acomodativo.

Neste artigo, você vai entender de forma clara e completa como isso acontece, quais são os sinais de alerta e qual é o tratamento mais indicado.

O que é estrabismo causado pela hipermetropia?

O estrabismo acomodativo é um tipo de desvio ocular em que o olho se desvia para dentro (em direção ao nariz), principalmente ao tentar focar objetos próximos. Portanto, é um estrabismo classificado como convergente.

Esse tipo de estrabismo está diretamente relacionado à hipermetropia, um erro refrativo que dificulta a visão de perto.

Ou seja: não é um problema nos músculos oculomotores, mas sim uma consequência do esforço visual para enxergar de perto.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um grau em que o olho precisa fazer mais esforço para enxergar de perto. Isso acontece porque a imagem não é focalizada corretamente na retina.

Na infância, é comum existir um certo grau de hipermetropia — chamado de fisiológico — que tende a diminuir com o crescimento.

No entanto, quando o grau é mais elevado, esse esforço constante pode desencadear problemas, como o estrabismo.

Por que a hipermetropia pode causar estrabismo?

Para entender isso, é importante conhecer um mecanismo natural do olho chamado acomodação.

Quando tentamos enxergar algo de perto:

  • o olho precisa “focar” (acomodar)
  • ao mesmo tempo, os olhos convergem (viram levemente para dentro)

Em crianças com hipermetropia alta, esse esforço é muito maior. Como consequência:

  • a acomodação excessiva estimula também a convergência
  • o olho acaba desviando para dentro

Esse é o mecanismo que leva ao estrabismo acomodativo.

Em que idade o problema costuma aparecer?

O estrabismo causado pela hipermetropia geralmente surge na infância, principalmente entre 1 e 3 anos de idade.

Isso acontece porque é justamente nessa fase que a visão está em desenvolvimento e mais sensível a alterações.

Quais são os sinais de alerta?

Os pais devem ficar atentos a alguns sinais importantes:

  • Olho que desvia para dentro (principalmente ao olhar de perto)
  • Desvio que aparece e desaparece (intermitente)
  • Criança que aproxima muito os objetos do rosto
  • Dores de cabeça ou cansaço visual
  • Fechar um dos olhos para focar

Mesmo que o desvio seja discreto, é fundamental investigar.

Todo grau de hipermetropia causa estrabismo?

Não. A maioria das crianças com hipermetropia não desenvolve estrabismo. O risco é maior quando:

  • o grau é alto
  • não há correção adequada
  • a criança está na fase de desenvolvimento visual

Graus mais elevados aumentam também o risco de ambliopia (olho preguiçoso).

Como é feito o tratamento?

A boa notícia é que o estrabismo acomodativo tem um tratamento bastante eficaz: a correção da hipermetropia com óculos.

Ao corrigir o grau:

  • o esforço para focar diminui
  • a convergência excessiva desaparece
  • os olhos voltam a se alinhar

Na maioria dos casos, isso é suficiente para corrigir o desvio.

Tratamento da ambliopia (quando necessário)

Caso a criança tenha desenvolvido a ambliopia, além dos óculos para corrigir a hipermetropia, será necessário usar o tampão.

Cirurgia (em casos específicos)

Diferente de outros tipos de estrabismo, a cirurgia geralmente não é o primeiro tratamento, sendo indicada apenas quando:

  • existe um componente não acomodativo associado
  • o desvio persiste mesmo com o uso correto dos óculos

O estrabismo causado pela hipermetropia tem cura?

Na maioria dos casos, sim — especialmente quando diagnosticado precocemente. Com o uso adequado dos óculos e acompanhamento oftalmológico, os olhos podem se manter alinhados e a visão se desenvolve normalmente.

Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Quando procurar um oftalmologista?

Procure avaliação se você notar:

  • qualquer desvio ocular após os 3 meses de idade
  • desvio do olho para dentro com frequência
  • dificuldade visual para enxergar de perto

Quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são os resultados.

Conclusão

O estrabismo causado pela hipermetropia é uma condição comum na infância, mas que tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, não exige cirurgia.

Entender a relação entre o grau e o desvio ocular é fundamental para um diagnóstico precoce e para evitar complicações como a ambliopia.

Se houver qualquer suspeita, a avaliação com um oftalmologista é essencial.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Tratamento do estrabismo em adultos funciona? https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/#respond Thu, 19 Mar 2026 18:11:59 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4473  O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão […]

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 O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão binocular, responsável pela visão de profundidade.

De acordo com oftalmologista Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo, o tratamento do estrabismo em adultos também é importante para reduzir os efeitos da condição na vida social, profissional e na autoestima.

“Ao longo dos anos, estudos apontaram que os prejuízos psicossociais do estrabismo são sentidos ainda na infância. Quando não tratado, o estrabismo também causa problemas importantes na autoimagem, nos relacionamentos interpessoais e na empregabilidade. Além disso, há evidências de que o estrabismo afeta mais as mulheres e pessoas com o estrabismo convergente, aquela em que o olho se desvia para dentro”, comenta Dra. Marcela.

Tratamento do estrabismo em adultos melhora visão 3D

Inicialmente, é importante saber que o desenvolvimento visual acontece na infância. A visão se forma por volta dos 7 a 8 anos. Sendo assim, todas as doenças e condições visuais que ocorrem do nascimento até essa idade podem deixar danos permanentes na visão.

‘No caso do estrabismo, o prejuízo é no desenvolvimento da visão binocular. Essa capacidade visual ocorre quando o cérebro funde as imagens captadas pelos olhos em uma única. Contudo, em crianças com estrabismo, o cérebro suprime a imagem do olho com o desvio. Como resultado, surge a ambliopia, popularmente chamado de olho preguiçoso”, explica Dra. Marcela.

“Quando essa supressão acontece por tempo prolongado, no período crítico de desenvolvimento visual (entre os 2 a 4 anos), o risco de problemas na visão binocular é muito alto. Na prática, isso pode significar que na vida adulta, o paciente pode ter impedimentos para exercer certas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, entre outros cargos”, alerta a especialista em estrabismo.

Tratamento do estrabismo na vida adulta: como funciona

O primeiro passo para o tratamento do estrabismo na vida adulta é procurar um médico oftalmologista especialista nessa condição. Na consulta, o médico irá avaliar se é ou não um caso cirúrgico.

“Acima de tudo, é importante entender que há um tipo de estrabismo que não tem indicação de correção cirúrgica. Trata-se do estrabismo acomodativo, cuja causa é um grau alto de hipermetropia. Nesses casos, o uso de óculos já é suficiente para alinhar os olhos. Em outros casos, dependendo da causa do estrabismo, como tumores ou doenças neurológicas, não é necessário operar, pois o tratamento das condições de base tende a resolver o desvio”, conta Dra. Marcela.

Como funciona a cirurgia de estrabismo em adultos

A cirurgia de estrabismo é realizada em hospitais, mas o paciente não fica internado. Ou seja, opera e vai para casa no mesmo dia. A anestesia em adultos pode ser local com leve sedação. Em relação ao repouso, a recomendação é de 7 dias, podendo retomar as atividades normais após esse período.

“Outra preocupação dos pacientes é em relação aos sintomas depois da cirurgia. A boa notícia é que o paciente não sente dor, somente um leve desconforto nos dois primeiros dias. Os olhos podem ficar vermelhos, mas é normal e melhora rapidamente. Outra preocupação dos pacientes são os pontos. Porém, o corpo os absorve, sem necessidade de removê-los”, finaliza Dra. Marcela.

Veja tudo sobre o pós-operatório da cirurgia do estrabismo aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

 

 

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Uso de tampão para ambliopia é um desafio para pais e oftalmopediatras https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-tampao-para-ambliopia-e-um-desafio-para-pais-e-oftalmopediatras/#respond Wed, 25 Feb 2026 11:25:22 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4396 O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo. Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem […]

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O uso do tampão para a ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso” é um desafio para pais e oftalmopediatras. Afinal, não é fácil fazer com que os pequenos aceitem, de forma tranquila, ficar com um dos olhos tampado por muito tempo.

Por outro lado, o uso do tampão para tratar a ambliopia é uma abordagem essencial para garantir o desenvolvimento da visão binocular.

Uso de tampão para ambliopia é uma missão (quase impossível)

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, na maioria dos casos é difícil para os pais fazer com que as crianças usem o tampão. “É uma queixa constante no consultório e isso também nos preocupa. Em contrapartida, é crucial entender que o tampão é um tratamento médico, como outro qualquer. Diante disso, há estratégias que podemos oferecer aos pais para ajudar nessa missão, quase impossível”, comenta a especialista.

Afinal, o que é ambliopia?

A ambliopia pode afetar até 4% das crianças e se desenvolve, exclusivamente, na infância. “O fator determinante para o diagnóstico é a redução da melhor acuidade visual corrigida em um ou em ambos os olhos. Ou seja, a ambliopia acontece quando a visão de um olho é melhor do que a do outro, mesmo corrigindo o estrabismo ou um erro refrativo, por exemplo”, explica Dra. Marcela.

Em relação às causas, temos 3: estrabismo, erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia) e doenças que causam privação do estímulo visual. Entre essas doenças estão o glaucoma e a catarata congênitos, ptose palpebral, entre outros. Todos esses fatores afetam o desenvolvimento da visão, especificamente do olho afetado por uma dessas condições.

Por que é importante usar o tampão para ambliopia

Primeiramente é importante destacar que o desenvolvimento visual acontece durante a infância. Sendo assim, doenças e condições que afetam a visão em crianças podem resultar em problemas imediatos ou em longo prazo.

“No caso da ambliopia, o prejuízo é na visão binocular (a que nos permite enxergar em profundidade). Essa capacidade é crucial, especialmente para exercer certas profissões na vida adulta. Entretanto, na infância também é importante. Em crianças com ambliopia não tratada, por exemplo, podem ocorrer problemas na aprendizagem, coordenação motora, entre outros”, aponta Dra. Marcela.

“A visão binocular se forma quando os olhos captam as imagens, as mandam para o cérebro e o órgão as funde em uma única imagem. Contudo, em crianças com ambliopia, o cérebro ignora a imagem do olho afetado. Essa supressão por tempo prolongado, principalmente durante o período considerado essencial para o desenvolvimento da visão, por volta dos 2 aos 7 anos de idade, pode causar prejuízos irreparáveis ou ainda levar à perda da visão binocular”, alerta Dra. Marcela.

Uso do tampão para ambliopia – O que você precisa saber

“Acima de tudo, o diagnóstico e o tratamento do olho preguiçoso antes dos 7 anos são essenciais para garantir uma visão saudável. Para além disto, vale reforçar que a visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil.  Dessa maneira, mesmo sendo um desafio para os pais, é preciso no uso do tampão para ambliopia”, reforça a oftalmologista infantil.

Quanto tempo dura o uso do tampão para ambliopia

 Bem, o tratamento com o tampão é sempre individualizado e depende de vários fatores. De qualquer maneira, essa definição é do oftalmologista. Durante o tratamento, a criança vai usar o tampão durante algumas horas do dia e este tempo é determinado pelo médico.

Dicas para o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso

Promova atividades estimulantes durante o uso do tampão

 Enquanto a criança estiver usando o tampão, os pais devem estimular o olho a trabalhar. Ou seja, promover atividades como pintar, montar quebra-cabeças, brincar com peças de montar, brincar ao ar livre. Além de ajudar o olho “preguiçoso” a funcionar, as brincadeiras tirar o foco da criança no tampão.

Aposte no lúdico

Escolha modelos de tampão com os personagens preferidos da criança. Hoje já é possível encontrar empresas que vendem tampões personalizados. Do mesmo modo, os pais podem aproveitar para contar histórias de piratas e até mesmo usar o tampão junto com a criança por alguns momentos.

Escolha o melhor momento

Para bebês e crianças menores, a dica é colocar o tampão antes de acordá-las. Ainda nesta fase, o uso na escola também costuma ser mais aceitável.

Por outro lado, os maiores têm mais resistência em usar o tampão fora de casa, por vergonha ou medo de que os amigos os julguem. Desta forma, o ideal é estipular o uso durante o período em casa.

Para além do momento certo para colocar o tampão, também é importante mostrar para a criança o tempo de uso. Como em geral os pequenos não têm noção do tempo, os pais podem usar recursos como alarmes no celular, despertadores etc.

Alta do tratamento

O término, ou seja, a alta do uso do tampão para tratar o olho preguiçoso é dada quando a visão do olho afetado melhorou e permaneceu estável durante os meses seguintes ao tratamento. “A criança é acompanhada e passa por consultas regulares ao longo do uso do tampão. Há também uma outra situação em que interrompemos a terapia ao perceber que não houve melhora significativa que justifique a continuidade do tratamento”, aponta a oftalmopediatra.

“Em conclusão, o uso do tampão para tratar o olho preguiçoso pode ser difícil e angustiantes para as famílias. Porém, a terapia garante uma boa visão e o desenvolvimento saudável das crianças. Assim, os pais devem ser aconselhados, orientados e encorajados a perseverar no tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Momento certo para operar o estrabismo – Quando fazer a cirurgia https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/momento-certo-para-operar-o-estrabismo-quando-fazer-a-cirurgia/#respond Fri, 20 Feb 2026 17:12:43 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4385 O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular. Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende […]

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O momento certo para operar o estrabismo depende de vários fatores. Por isso, hoje vamos falar mais sobre como funciona a cirurgia de correção do desvio ocular.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a correção do estrabismo depende de vários fatores. “O principal deles é o tipo de estrabismo que a criança apresenta. Contudo, vale ressaltar que a cirurgia do estrabismo pode ser feita até mesmo em adultos”.

Estrabismo congênito exige tratamento mais precoce que os demais tipos de desvio

“O estrabismo congênito é um dos mais comuns e se caracteriza pelo desvio do olho para dentro. O desvio é evidente desde o nascimento. Nesses casos, a indicção para operar pode ocorrer antes mesmo de a criança completar um ano de idade. Entretanto, o mais comum é realizar a cirurgia de estrabismo entre 10 e 18 meses”, comenta Dra. Marcela.

De acordo com a médica, a precocidade da cirurgia do estrabismo congênito é uma tentativa de restabelecer, mesmo que um pouco, a visão binocular dessa criança e evitar o desenvolvimento da ambliopia, mais conhecida como “olho preguiçoso”.

“A visão binocular (estereopsia) ocorre quando o cérebro funde as duas imagens captadas pelos olhos em uma só. A visão binocular é fundamental para enxergar um campo visual maior e para dar a noção de profundidade, assim como para vermos imagens em 3D”, explica a oftalmologista.

“Porém, em crianças com estrabismo, o cérebro recebe duas imagens diferentes e escolhe a melhor. Com isso, ocorre a supressão da imagem do olho com o desvio. Caso essa supressão ocorra por tempo prolongado, dentro da janela de oportunidade – entre os 2 e 4 anos – a criança pode ter prejuízos importantes e permanentes na visão binocular”, complementa Dra. Marcela.

Em resumo, o estrabismo congênito é o mais prejudicial para o desenvolvimento a visão e o melhor momento para a cirurgia é ainda nos primeiros anos de vida ou antes.

Momento certo para operar o estrabismo divergente intermitente

O estrabismo divergente intermitente se caracteriza pelo desvio do olho para fora. Além disso, ora o olho fica alinhado e ora desalinhado. “Por esse motivo, é um estrabismo menos prejudicial para o desenvolvimento da visão. Sendo assim, a criança consegue compensar bem o desvio e, por esse motivo, podemos esperar um pouco mais para fazer a cirurgia, até por volta dos 4 anos”, comenta Dra. Marcela.

Outro tipo comum é o estrabismo divergente intermitente. É mais prevalente nas crianças maiores de um ano de idade. Menos prejudicial para a visão binocular, pode ser operado por volta dos três ou quatro anos. “Esse estrabismo é aquele em que a criança desvia o olho em direção às orelhas, mas de vez em quando. Por isso, prejudica menos o desenvolvimento visual”, cita Dra. Marcela.

Momento certo para operar outros tipos de estrabismo

Primeiramente, é importante esclarecer que nem todos os estrabismos são operáveis ou têm indicação para correção cirúrgica. “Um bom exemplo é o estrabismo acomodativo, causado pela hipermetropia – dificuldade de enxergar de perto. Nesses casos, um grau mais alto de hipermetropia pode levar à criança a tentar focar a visão e, com isso, ocorre o desvio do olho para dentro. Nesses casos, o uso de óculos resolve o desvio. Sendo assim, não há indicação cirúrgica”, aponta Dra. Marcela.

Há também alguns estrabismos que ocorrem como resultado de doenças neurológicas, tumores ou ainda doenças da tireoide. Em geral, o desvio costuma se resolver espontaneamente.

Por fim, alguns desvios verticais também podem ser corrigidos por meio da cirurgia, mas cada caso é avaliado de forma individual.

Conclusão – qual o melhor momento para operar o estrabismo

Em conclusão, não existe o melhor momento para operar o estrabismo. Na verdade, a definição depende de vários fatores e é uma decisão do médico.

“Por outro lado, em crianças é crucial que a cirurgia, quando há indicação, ocorra antes dos 7 anos de idade. Isso porque o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e, sem o devido tratamento, podem ocorrer prejuízos irreversíveis na visão”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

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Problemas de visão na escola –Como professores podem ajudar https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/#respond Thu, 29 Jan 2026 19:07:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4320 Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno. Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam […]

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Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno.

Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam identificar sinais de que a criança pode ter alguma condição visual que merece uma avaliação oftalmológica.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, a maioria das crianças menores não costumam se queixar de problemas na visão. “A razão é que a criança não tem um parâmetro sobre o que é uma visão ruim. Afinal, elas não conhecem outra realidade. Por esse motivo, o olhar atento dos professores em sala de aula é fundamental”.

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentar perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar o quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições comuns na infância.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula. “Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial.  Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, explica Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos – outros problemas de visão na escola

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais que citamos acima.

Outros sintomas de problemas oculares em crianças:

  • Dor de cabeça, principalmente após atividades escolares;
  • Ardência ou coceira nos olhos;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz.

Esses sintomas costumam surgir após longos períodos de esforço visual.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento os sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Vale lembrar que quanto antes o ocorre o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Por isso, recomendamos que os pais levem o bebê para uma consulta de rotina desde o primeiro ano de vida. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente e, especialmente, na fase escolar”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266 2768

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Uso de telas nas férias pode prejudicar a visão das crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/#respond Thu, 08 Jan 2026 12:30:36 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4229 O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo. Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis […]

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O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo.

Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis e não prejudicavam a saúde. Nos grandes centros urbanos é cada vez mais difícil ver crianças brincando na rua, devido à violência e a falta de espaços para essas atividades. Adicionalmente, nem todas as famílias podem proporcionar viagens e outras atividades, já que muitos pais não tiram férias ou voltam a trabalhar logo após o recesso de final de ano.

“Sendo assim, diante desse contexto social, as telas preenchem essas lacunas e acabam sendo, em muitos casos, a única opção da criança ou adolescente para passar o tempo nas férias. Contudo, é muito importante que os pais fiquem atentos aos efeitos negativos dos dispositivos eletrônicos na saúde visual das crianças”, comenta Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, especialista em estrabismo e neuroftalmologista.

Efeitos do excesso de telas – Quais são eles

“Primeiramente, vamos falar do cansaço visual, chamado de fadiga ocular. Essa condição acontece quando os olhos permanecem longos períodos em atividades de perto, como no uso das telas. Em crianças, isso pode ser ainda mais prejudicial, já que a visão ainda está em desenvolvimento”, aponta a oftalmopediatra.

Para além do tempo gasto em celulares e tablets, a fadiga ocular pode ocorrer devido a menor frequência de piscadas durante o uso das telas, falta de iluminação no ambiente e uso sem fazer pausas.

Sintomas da fadiga ocular em crianças:

  • Olhos vermelhos;
  • Lacrimejamento;
  • Coceira ocular;
  • Dor de cabeça, especialmente no final do dia;
  • Sensibilidade à luz;
  • Irritabilidade e dificuldade de concentração.

Qual é o tempo de tela recomendado para crianças e adolescentes?

Acima de tudo, os pais devem restringir o tempo de tela, bem como respeitar as recomendações dos especialistas.

De forma geral, as orientações mais aceitas são:

  • Até 2 anos: Até os dois anos, a criança não deve usar telas;
  • De 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia;
  • Crianças maiores e adolescentes: idealmente até 2 horas de telas recreativas por dia

Quando esse tempo é excedido — algo comum nas férias —, o risco de cansaço visual aumenta significativamente.

Ensine a criança a fazer pausas durante o uso das telas

Inicialmente, além de respeitar o tempo de tela de acordo com a idade, os pais podem aplicar a regra 20-20-20. Isso pode reduzir muito os sintomas da fadiga ocular.

Como funciona?

A cada 20 minutos de tela, a criança deve:

  • Olhar para algo a pelo menos 6 metros de distância;
  • Permanecer assim por 20 segundos;

A regra 20-20-20 pode ser mais lúdica para as crianças. Veja um exemplo:

  • Peça para a criança olhar pela janela, observar uma árvore, um avião passando céu etc.;
  • Incentive a criança a ir até a cozinha beber água ou até mesmo se alongar.

Telas em excesso podem aumentar o grau da miopia?

“Sim, infelizmente um dos principais fatores de risco do aumento de grau da miopia é justamente o uso constante e prolongado das telas. Portanto, pais de crianças e adolescentes míopes precisam redobrar os cuidados com as telas nas férias” alerta Dra. Marcela.

Como proteger a visão das crianças durante as férias?

Algumas medidas simples fazem grande diferença. Mesmo em casa, os pais podem incentivar as crianças a fazerem outras atividades, para reduzir o tempo na tela. Veja algumas dicas:

  • Montar quebra-cabeças;
  • Ajudar nas tarefas de casa (varrer, regar as plantas, ajudar no preparo de alimentos etc.)
  • Pintar ou fazer artesanatos;
  • Definir um tempo de tela, inclusive já existem aplicativos para essa finalidade;
  • Priorizar a TV, já que a visão de perto é menos requisitada;
  • Lembre-se de manter o ambiente mais iluminado, já que no escuro o cansaço visual pode piorar;
  • Quando possível, incentive a criança a fazer atividades ao ar livre como passear com o cachorro, acompanhar os pais ao mercado, padaria, farmácia etc.

Quando procurar um oftalmopediatra?

As férias devem ser um período de descanso e diversão, mas sem descuidar da visão. Com limites adequados, pausas visuais e mais tempo ao ar livre, é possível aproveitar as telas sem prejudicar a saúde ocular infantil.

“Caso a criança ou adolescente apresente queixas persistentes, como vermelhidão nos olhos, coceira, ardência, dor, entre outros sintomas, procure um Oftalmologista infantil”, finaliza Dra. Marcela.

Quer saber como identificar sinais de miopia em crianças? Leia mais aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Tire suas dúvidas sobre o olho preguiçoso https://homolog.marcelabarreira.com.br/tire-suas-duvidas-sobre-o-olho-preguicoso/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tire-suas-duvidas-sobre-o-olho-preguicoso/#respond Thu, 13 Nov 2025 15:19:36 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4034 Hoje queremos que você tire suas dúvidas sobre o olho preguiçoso! Que tal? O olho preguiçoso, nome popular para a Ambliopia, é uma condição relativamente comum na infância, com uma prevalência de cerca de 1 a 5% das crianças. Essa condição, quando não tratada, pode causar sérios danos na visão. Por isso, é importante aumentar […]

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Hoje queremos que você tire suas dúvidas sobre o olho preguiçoso! Que tal?

O olho preguiçoso, nome popular para a Ambliopia, é uma condição relativamente comum na infância, com uma prevalência de cerca de 1 a 5% das crianças.

Essa condição, quando não tratada, pode causar sérios danos na visão. Por isso, é importante aumentar o conhecimento sobre o olho preguiçoso para que os pais procurem, o quanto antes, o oftalmologista infantil.

Desse modo, hoje vamos contar com a colaboração da Oftalmologista Infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, para tirar as suas dúvidas sobre o olho preguiçoso.

Afinal, o que é olho preguiçoso?

A ambliopia (olho preguiçoso) é uma condição oftalmológica que prejudica o desenvolvimento da visão binocular na infância.

Mas, o que é essa visão binocular?

A visão binocular é a capacidade de enxergarmos em 3D e em profundidade. Para entender na prática, basta tampar um dos olhos. Entretanto, essa capacidade se desenvolve na infância e está completamente formada aos 7 anos.

A visão binocular acontece da seguinte maneira: cada olho capta uma imagem e a envia para o cérebro. O órgão funde essas duas imagens em uma única.

Contudo, quando há condições como estrabismo, erros refrativos ou doenças como catarata e glaucoma congênitos, as imagens captadas pelos olhos são diferentes. Sendo assim, o cérebro vai dar preferência para a melhor imagem, normalmente do olho mais saudável.

A partir dessa supressão da imagem do olho afetado pelo estrabismo e demais condições que falamos acima, desenvolve-se o olho preguiçoso. O problema é que essa supressão da imagem pelo cérebro acontece na fase crucial do desenvolvimento da visão. Portanto, quando não há tratamento, a criança pode perder a capacidade binocular.

O que causa o olho preguiçoso?

Como falamos acima, há 3 principais causas do olho preguiçoso:

Estrabismo – condição que causa o desalinhamento do olho para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Vale reforçar que o estrabismo é responsável por cerca de metade dos casos de ambliopia.

Erros refrativos – Miopia, astigmatismo e hipermetropia podem levar ao olho preguiçoso, especialmente quando o grau é muito diferente de um olho para o outro, bem como quando cada olho apresenta um tipo de erro refrativo.

Catarata, glaucoma, retinopatia da prematuridade – doenças oculares congênitas podem levar à privação do estímulo visual.

 Quais problemas o olho preguiçoso pode causar se não houver tratamento?

O tratamento do olho preguiçoso é crucial. Isso porque pode levar à perda da visão binocular. Com isso, na vida adulta, podem ocorrer impedimentos para exercer certas profissões, dirigir, entre outros prejuízos.

Já na infância, a ambliopia afeta a coordenação motora, o aprendizado, os esportes e todas as atividades que demandem a visão binocular.

Como sei que minha criança tem olho preguiçoso?

A princípio, não há sintomas ou sinais aparentes que possam levar os pais a desconfiarem que a criança desenvolveu a ambliopia. Desse modo, é preciso levar a criança ao oftalmologista infantil que, por meio de exames, pode diagnosticar a condição.

Por outro lado, as condições que levam ao olho preguiçoso causam manifestações e essas sim são mais aparentes. Veja abaixo:

  • Dificuldade em pegar e arremessar objetos;

  • Falta de jeito – esbarrar em móveis, cair demais, tropeçar de forma frequente;

  • Apertar os olhos ou fechar um olho para conseguir enxergar;

  • Virar ou inclinar a cabeça na tentativa de enxergar;

  • Dificuldade em participar de esportes, andar de bicicleta, patins etc.

  • Atrasos na aprendizagem, como ler, escrever, desenhar, usar tesouras etc.

 Qual o tratamento para o olho preguiçoso?

O uso do tampão no olho saudável é o principal tratamento para o olho preguiçoso. Ao fazer essa oclusão do olho saudável, é possível estimular o olho afetado por uma das condições que citamos acima a se desenvolver.

Entretanto, para obter esse resultado é preciso entrar com o uso do tampão antes dos 5 anos. Além disso, também é preciso tratar o estrabismo, os erros refrativos e demais condições que causam a ambliopia.

Mas, vale lembrar que o tampão não trata o estrabismo!

Conclusão

O olho preguiçoso é uma condição relativamente comum na infância. A melhor forma de descobrir se a criança desenvolveu a ambliopia é levá-la para uma consulta de rotina com um oftalmologista infantil ainda no primeiro ano de vida. Naturalmente, se houver presença de sinais de problemas na visão, os pais também devem procurar o médico.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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O post Tire suas dúvidas sobre o olho preguiçoso apareceu primeiro em Referência em Cirurgia de Estrabismo.

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Tratamento do estrabismo acomodativo – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-acomodativo-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-acomodativo-como-funciona/#respond Tue, 26 Aug 2025 13:14:49 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3725 O tratamento do estrabismo acomodativo é realizado por meio do uso de óculos, para corrigir a hipermetropia. Trata-se do único tipo de desvio ocular que não tem indicação para correção cirúrgica. Para entender melhor como funciona o tratamento do estrabismo acomodativo, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe […]

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O tratamento do estrabismo acomodativo é realizado por meio do uso de óculos, para corrigir a hipermetropia. Trata-se do único tipo de desvio ocular que não tem indicação para correção cirúrgica.

Para entender melhor como funciona o tratamento do estrabismo acomodativo, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Entenda melhor o estrabismo acomodativo

Primeiramente, é importante entender o que é o estrabismo acomodativo. Trata-se do desvio do olho para dentro, decorrente de algum grau de hipermetropia. Esse erro refrativo dificulta a visão de perto.

“Dessa maneira, na tentativa de encontrar o foco para conseguir enxergar, a criança acaba apresentando o desalinhamento do olho para dentro. Portanto, o estrabismo acomodativo é convergente, já que o desvio ocorre em direção ao nariz. Em geral, o estrabismo acomodativo costuma aparecer por volta do primeiro ou segundo ano de vida”, explica Dra. Marcela.

Um pouco mais sobre a hipermetropia

Para além de entender o estrabismo acomodativo, também é preciso conhecer melhor a hipermetropia. “Na verdade, a maioria dos bebês nasce com uma hipermetropia fisiológica. Por esse motivo, os bebês, até por volta dos 3 meses, apresentam desvios oculares quando tentam enxergar uma imagem mais próxima”, comenta Dra. Marcela.

“Contudo, ao longo do desenvolvimento, essa hipermetropia fisiológica tende a melhorar e a desaparecer na adolescência. Vale ressaltar que na maioria dos casos não é preciso usar óculos. O tratamento só é indicado quando o grau da hipermetropia é alto”, completa a especialista.

De acordo com as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade. Em outras palavras, a correção com óculos depende da idade da criança e do grau que ela apresenta.

Adicionalmente, a hipermetropia aumenta o risco de a criança desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”. Portanto, é sempre importante levar a criança para consultas de rotina com um oftalmologista infantil.

O que é um grau alto de hipermetropia?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Tratamento do estrabismo acomodativo – O que você precisa saber

Então, agora vamos falar sobre o tratamento do estrabismo acomodativo. Acima de tudo, é fundamental entender que o desvio ocular não se deve a problemas nos músculos oculomotores, como nos demais tipos de estrabismo.

“Ou seja, o desvio do olho ocorre por um problema na acomodação para o foco de perto. Por esse motivo, o uso de óculos para corrigir o grau da hipermetropia é suficiente para corrigir também o desvio do olho. Portanto, o uso de óculos é suficiente para alinhar o eixo ocular”, aponta Dra. Marcela.

Por outro lado, há casos em que mesmo usando óculos, o desvio ocular permanece. Desse modo, é possível avaliar se, nesses casos, a cirurgia para correção do estrabismo pode ser necessária. Em caso positivo, o ideal é operar ainda na infância.

Tratamento do estrabismo acomodativo na vida adulta

O estrabismo é uma condição que se desenvolve na infância, na maioria dos casos. Como o estrabismo acomodativo tem relação com a hipermetropia, na vida adulta é possível avaliar se o paciente é candidato à cirurgia refrativa. Portanto, ao corrigir cirurgicamente a hipermetropia, o desvio do olho tende a sumir. A cirurgia refrativa só pode ser feita a partir dos 18 anos.

Estrabismo acomodativo e ambliopia – O que você precisa saber

“O estrabismo é responsável por cerca de metade dos casos de ambliopia. Portanto, muitas crianças estrábicas podem precisar usar o tampão, para incentivar o desenvolvimento do olho afetado. No estrabismo acomodativo também pode ser preciso usar o tampão para prevenir ou tratar a ambliopia”, conta Dra. Marcela.

“Apesar de o tratamento do estrabismo acomodativo ser relativamente tranquilo, com uso de óculos, é crucial que os pais procurem o quanto antes um oftalmologista infantil para o diagnóstico e abordagem terapêutica. A visão se desenvolve na infância e é crucial para o desenvolvimento global da criança. O tratamento pode prevenir a ambliopia ou ainda podemos tratar a ambliopia, caso ela já esteja instalada”, conclui a especialista.

Leia tudo sobre a Ambliopia aqui.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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