Arquivos olho torto - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/olho-torto/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:30:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos olho torto - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/olho-torto/ 32 32 Tratamento do nistagmo: como funciona a cirurgia para essa doença ocular https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-nistagmo-como-funciona-a-cirurgia-para-essa-doenca-ocular/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-nistagmo-como-funciona-a-cirurgia-para-essa-doenca-ocular/#respond Tue, 28 Apr 2026 18:46:28 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4606 O tratamento do nistagmo é um tema que gera muitas dúvidas, especialmente entre pais de crianças que recebem esse diagnóstico. O nistagmo se caracteriza por movimentos oculares involuntários, rítmicos e repetitivos, que podem impactar a qualidade da visão em diferentes graus. Nesse artigo, você vai entender como funciona o tratamento do nistagmo, quais são as […]

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O tratamento do nistagmo é um tema que gera muitas dúvidas, especialmente entre pais de crianças que recebem esse diagnóstico. O nistagmo se caracteriza por movimentos oculares involuntários, rítmicos e repetitivos, que podem impactar a qualidade da visão em diferentes graus.

Nesse artigo, você vai entender como funciona o tratamento do nistagmo, quais são as causas mais comuns e quais abordagens podem ajudar a melhorar a visão e o controle dos movimentos oculares.

O que é nistagmo e quando o tratamento do nistagmo é necessário?

O nistagmo pode ser classificado em dois tipos principais:

  • Congênito: presente desde o nascimento ou que se manifesta até os primeiros 6 meses de vida.
  • Adquirido: surge ao longo da vida, geralmente associado a outras condições neurológicas ou oftalmológicas.

O tratamento do nistagmo congênito é o mais frequente, já que essa forma representa cerca de 80% dos casos.

A necessidade de tratamento do nistagmo varia de acordo com a causa, a intensidade dos movimentos e o impacto na visão.

Causas do nistagmo e impacto no tratamento

O sucesso do tratamento do nistagmo está diretamente ligado à sua causa. No nistagmo congênito, ele pode estar associado a problemas visuais prévios (nistagmo sensorial) ou ocorrer mesmo em crianças com visão relativamente normal (nistagmo motor).

O nistagmo afeta aproximadamente de 0,1% a 0,3% da população geral, podendo chegar a cerca de 1 em cada 400 indivíduos.

Principais causas associadas ao nistagmo:

  • Catarata congênita
  • Hipoplasia do nervo óptico
  • Amaurose congênita de Leber
  • Acromatopsia
  • Albinismo
  • Aniridia
  • Coloboma coroidal
  • Erros refrativos elevados

Nesses casos, o tratamento do nistagmo pode envolver o manejo da doença de base, quando possível.

Tipos de nistagmo e abordagem de tratamento

No nistagmo sensorial acontece uma falha na formação da imagem visual. O tratamento foca na correção da causa primária, como cirurgia de catarata ou uso de óculos.

O nistagmo motor (oculomotor) acontece devido a alterações no controle dos movimentos oculares. O tratamento busca melhorar o controle ocular e reduzir os movimentos.

O nistagmo prejudica a visão?

Em alguns casos, sim. Entretanto, há diferenças, dependendo do tipo de nistagmo. No sensorial, a baixa visão está relacionada à doença de base, e não ao movimento ocular em si. Já no nistagmo motor, a acuidade visual costuma ser preservada ou pouco afetada.

Por que algumas pessoas com nistagmo entortam a cabeça?

Muitos pacientes adotam uma posição específica da cabeça chamada de “posição de bloqueio”. Essa estratégia reduz a intensidade dos movimentos oculares e melhora a visão. Em alguns casos, o tratamento do nistagmo inclui corrigir essa postura. A essa condição dá-se o nome de torcicolo ocular.

Tratamento do nistagmo: existe cirurgia?

O tratamento do nistagmo deve ser individualizado e baseado na causa e no impacto funcional da condição ao longo da vida.

Estudos mostram que, embora o nistagmo não tenha cura definitiva, algumas abordagens terapêuticas podem trazer benefícios significativos. Entre elas, a cirurgia — especialmente indicada em pacientes com posição anormal da cabeça — apresenta bons resultados funcionais.

Pesquisas demonstram que até 88% dos pacientes submetidos ao procedimento apresentam melhora da postura compensatória, além de ganho de 1 a 2 linhas na acuidade visual em parte dos casos. Além disso, de 60 a 93% atingem correção significativa da posição da cabeça

O objetivo do tratamento do nistagmo, portanto, não é eliminar completamente os movimentos oculares, mas reduzir sua intensidade, melhorar a estabilidade da visão e aumentar a qualidade de vida do paciente.

É importante destacar que:

  • O nistagmo não tem cura definitiva
  • A cirurgia não elimina completamente os movimentos
  • O objetivo é melhorar a posição da cabeça e reduzir a intensidade do nistagmo

A cirurgia é indicada principalmente para pacientes com posição de bloqueio significativa.

Outras opções de tratamento

Além da cirurgia, o tratamento do nistagmo pode incluir:

  • Uso de óculos ou lentes de contato
  • Correção da causa ocular de base
  • Aplicação de toxina botulínica (com efeito temporário)

Cada abordagem deve ser avaliada de forma individual, considerando o tipo e a gravidade do nistagmo.

Quando procurar um especialista?

Como o nistagmo pode estar associado a alterações neurológicas, é fundamental que o diagnóstico e o tratamento sejam realizados por um oftalmologista especializado — muitas vezes um neuroftalmologista.

Conclusão

O tratamento do nistagmo evoluiu bastante, mas ainda exige uma abordagem personalizada. Identificar a causa é o passo mais importante para definir a melhor estratégia terapêutica.

Lembre-se: buscar avaliação especializada precocemente faz toda a diferença no prognóstico visual de pessoas com nistagmo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

 

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Quais os tipos de estrabismo? Entenda as diferenças e quando tratar  https://homolog.marcelabarreira.com.br/tipos-mais-comuns-de-estrabismo-descubra-quais-sao-2/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tipos-mais-comuns-de-estrabismo-descubra-quais-sao-2/#respond Mon, 06 Apr 2026 17:43:57 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4524 Você sabe quais os tipos de estrabismo? Muitas pessoas acreditam que existe apenas um tipo de desvio ocular. Mas, na verdade, há diferentes formas de estrabismo, que variam de acordo com a direção do desvio do olho e a causa do problema. O estrabismo é uma condição em que os olhos não ficam alinhados. Em […]

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Você sabe quais os tipos de estrabismo? Muitas pessoas acreditam que existe apenas um tipo de desvio ocular. Mas, na verdade, há diferentes formas de estrabismo, que variam de acordo com a direção do desvio do olho e a causa do problema.

O estrabismo é uma condição em que os olhos não ficam alinhados. Em outras palavras, um dos olhos pode se desviar para dentro, para fora, para cima ou para baixo. O problema costuma surgir na infância, embora também possa aparecer na vida adulta. Estima-se que o estrabismo afete de 3% a 5% das crianças em idade escolar.

Quais os tipos de estrabismo?

Quando falamos sobre quais os tipos de estrabismo, a classificação é feita de acordo com a direção em que o olho se desvia.

Agora vamos conhecer os principais tipos de estrabismo

Estrabismo convergente

O estrabismo convergente, também chamado de esotropia, acontece quando o olho se desvia para dentro, em direção ao nariz. Esse é um dos tipos mais comuns de estrabismo e também o mais conhecido pela população em geral.

Em alguns casos, o estrabismo convergente pode estar presente desde o nascimento, sendo chamado de estrabismo congênito. Em outros, ele aparece ao longo da infância.

Além disso, existe o estrabismo acomodativo, uma forma de estrabismo convergente em que o desvio ocorre devido à presença da hipermetropia. Nesse caso, a criança faz muito esforço para enxergar de perto, e o olho acaba se desviando para dentro. A boa notícia é que esse é o único tipo de estrabismo que normalmente não precisa de cirurgia, já que os óculos costumam corrigir o desalinhamento.

Estrabismo divergente

Outro dos principais tipos de estrabismo é o estrabismo divergente, também chamado de exotropia. Nesse caso, o olho se desvia para fora, em direção à orelha. Muitas vezes, esse desvio é intermitente, ou seja, aparece apenas em alguns momentos. Por isso, ele pode passar despercebido durante meses ou até anos.

É comum que o estrabismo divergente apareça quando a criança está cansada, doente, sonolenta ou distraída. Em alguns momentos, os olhos parecem normais; em outros, um deles “escapa” para fora. Esse quadro recebe o nome de estrabismo divergente intermitente.

Estrabismo vertical

Entre os tipos de estrabismo, também existem os desvios verticais. Eles acontecem quando o olho se move para cima ou para baixo.

  • Hipertropia: quando o olho fica desviado para cima;
  • Hipotropia: quando o olho fica desviado para baixo.

O estrabismo vertical pode ser mais difícil de perceber, principalmente quando o desvio é discreto. Muitas vezes, os pais notam apenas que a criança inclina a cabeça ou mantém o rosto torto para enxergar melhor. Essa condição se chama torcicolo ocular.

Estrabismo paralítico

Outro tipo menos conhecido é o estrabismo paralítico. Ele acontece quando há alteração nos nervos ou músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos. Nesses casos, o desvio pode surgir de repente e geralmente tem relação com doenças neurológicas, traumas ou alterações nos nervos cranianos.

Em crianças, um dos casos mais comuns é a paralisia do IV nervo craniano, que costuma provocar um desvio vertical discreto. Já nos adultos, o estrabismo paralítico pode estar relacionado a condições como AVC, aneurisma ou tumores.

Quais os tipos de estrabismo mais comuns?

Os tipos de estrabismo mais frequentes são:

  1. Estrabismo convergente;
  2. Estrabismo divergente intermitente;
  3. Estrabismo acomodativo;
  4. Estrabismo vertical.

Entre eles, o estrabismo convergente e o divergente intermitente são os mais comuns na infância.

Por que é importante identificar os tipos de estrabismo?

Saber quais os tipos de estrabismo é importante porque cada um deles exige um tratamento diferente. Além disso, o estrabismo não é apenas uma questão estética.

Sem tratamento, o desalinhamento dos olhos pode comprometer o desenvolvimento da visão, levando a problemas como ambliopia, também conhecida como “olho preguiçoso”, e perda da visão binocular. Essas alterações podem ser permanentes se não forem tratadas ainda na infância.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende do tipo de estrabismo. Em alguns casos, o uso de óculos é suficiente. Em outros, pode ser necessário realizar cirurgia para alinhar os olhos.

  • Estrabismo acomodativo: geralmente tratado com óculos;
  • Estrabismo convergente não acomodativo: costuma precisar de cirurgia;
  • Estrabismo divergente: pode necessitar de cirurgia;
  • Estrabismo vertical ou paralítico: o tratamento varia de acordo com a causa.

Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de preservar a visão e evitar consequências definitivas. Por isso, caso você perceba qualquer desvio nos olhos da criança, é fundamental procurar um oftalmopediatra o quanto antes.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Tratamento do estrabismo em adultos funciona? https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/#respond Thu, 19 Mar 2026 18:11:59 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4473  O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão […]

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 O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão binocular, responsável pela visão de profundidade.

De acordo com oftalmologista Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo, o tratamento do estrabismo em adultos também é importante para reduzir os efeitos da condição na vida social, profissional e na autoestima.

“Ao longo dos anos, estudos apontaram que os prejuízos psicossociais do estrabismo são sentidos ainda na infância. Quando não tratado, o estrabismo também causa problemas importantes na autoimagem, nos relacionamentos interpessoais e na empregabilidade. Além disso, há evidências de que o estrabismo afeta mais as mulheres e pessoas com o estrabismo convergente, aquela em que o olho se desvia para dentro”, comenta Dra. Marcela.

Tratamento do estrabismo em adultos melhora visão 3D

Inicialmente, é importante saber que o desenvolvimento visual acontece na infância. A visão se forma por volta dos 7 a 8 anos. Sendo assim, todas as doenças e condições visuais que ocorrem do nascimento até essa idade podem deixar danos permanentes na visão.

‘No caso do estrabismo, o prejuízo é no desenvolvimento da visão binocular. Essa capacidade visual ocorre quando o cérebro funde as imagens captadas pelos olhos em uma única. Contudo, em crianças com estrabismo, o cérebro suprime a imagem do olho com o desvio. Como resultado, surge a ambliopia, popularmente chamado de olho preguiçoso”, explica Dra. Marcela.

“Quando essa supressão acontece por tempo prolongado, no período crítico de desenvolvimento visual (entre os 2 a 4 anos), o risco de problemas na visão binocular é muito alto. Na prática, isso pode significar que na vida adulta, o paciente pode ter impedimentos para exercer certas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, entre outros cargos”, alerta a especialista em estrabismo.

Tratamento do estrabismo na vida adulta: como funciona

O primeiro passo para o tratamento do estrabismo na vida adulta é procurar um médico oftalmologista especialista nessa condição. Na consulta, o médico irá avaliar se é ou não um caso cirúrgico.

“Acima de tudo, é importante entender que há um tipo de estrabismo que não tem indicação de correção cirúrgica. Trata-se do estrabismo acomodativo, cuja causa é um grau alto de hipermetropia. Nesses casos, o uso de óculos já é suficiente para alinhar os olhos. Em outros casos, dependendo da causa do estrabismo, como tumores ou doenças neurológicas, não é necessário operar, pois o tratamento das condições de base tende a resolver o desvio”, conta Dra. Marcela.

Como funciona a cirurgia de estrabismo em adultos

A cirurgia de estrabismo é realizada em hospitais, mas o paciente não fica internado. Ou seja, opera e vai para casa no mesmo dia. A anestesia em adultos pode ser local com leve sedação. Em relação ao repouso, a recomendação é de 7 dias, podendo retomar as atividades normais após esse período.

“Outra preocupação dos pacientes é em relação aos sintomas depois da cirurgia. A boa notícia é que o paciente não sente dor, somente um leve desconforto nos dois primeiros dias. Os olhos podem ficar vermelhos, mas é normal e melhora rapidamente. Outra preocupação dos pacientes são os pontos. Porém, o corpo os absorve, sem necessidade de removê-los”, finaliza Dra. Marcela.

Veja tudo sobre o pós-operatório da cirurgia do estrabismo aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Tire todas as dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-acontece-depois-da-cirurgia-de-estrabismo-tire-todas-as-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-acontece-depois-da-cirurgia-de-estrabismo-tire-todas-as-duvidas/#respond Wed, 11 Mar 2026 19:12:52 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4432 O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Com certeza, essa é uma das perguntas mais comuns para o médico oftalmologista antes ou depois da operação. Na verdade, é normal ter dúvidas, especialmente quando a cirurgia é feita em crianças e bebês. Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em cirurgia de estrabismo, a […]

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O que acontece depois da cirurgia de estrabismo? Com certeza, essa é uma das perguntas mais comuns para o médico oftalmologista antes ou depois da operação. Na verdade, é normal ter dúvidas, especialmente quando a cirurgia é feita em crianças e bebês.

Segundo a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em cirurgia de estrabismo, a condição aparece na infância e o principal tratamento é a cirurgia. Geralmente, a operação deve ser feita antes de a criança completar 7 anos. Isso porque a visão se desenvolve fora do útero e, portanto, condições como o estrabismo podem afetar o sistema visual.

“Alguns estrabismos, como o congênito, precisam de cirurgia mais precoce. Em outros, como o estrabismo divergente intermitente, podem os esperar um pouco mais e operar a criança por volta dos 3 e 4 anos. De qualquer maneira, é importante dizer que a cirurgia de estrabismo é um procedimento seguro e tranquilo”, comenta Dra. Marcela.

Com a ajuda da especialista, vamos responder às principais dúvidas sobre o que acontece depois da cirurgia de estrabismo.

1- A criança sente dor depois da cirurgia de estrabismo?

Não, a criança não sente dor depois da cirurgia de estrabismo. O que pode acontecer é a criança sentir desconforto. Mas, isso melhora logo no segundo dia e, se precisar, o médico prescreve analgésicos leves para controlar esses sintomas.

2- É normal sentir dor ao mexer os olhos depois da cirurgia de estrabismo?

Sim, nos primeiros dois dias, a criança pode sentir uma dor leve ao movimentos os olhos. A razão é que para alinhar os olhos, o oftalmologista manipula os músculos oculares responsáveis pelos movimentos oculares. Portanto, ao mexer os olhos no pós-operatório pode ser que a criança sinta um leve desconforto.

3- É normal sentir ardência ou sensação de areia nos olhos?

Sim, é normal sentir ardência ou sensação de areia nos olhos depois da cirurgia de estrabismo. Durante o procedimento, o médico realiza cortes e manipula os músculos oculares. Portanto, nos primeiros dois dias, o paciente pode ter esses sintomas. A boa notícia é que a partir do terceiro dia, eles tendem a desaparecer ou a melhorar muito.

4- Quanto tempo o olho fica vermelho depois da cirurgia de estrabismo?

Como já falamos, na cirurgia de estrabismo o médico realiza cortes na conjuntiva (tecido que recobre a parte da frente dos olhos). Além disso, manipula os músculos oculares. Por esses motivos, é normal o olho ficar vermelho por cerca de 1 semana ou mais, dependendo do processo de cicatrização.

5- O olho fica muito inchado depois da cirurgia de estrabismo?

Normalmente, o inchaço é leve e tende a melhorar logo nos primeiros dias.

6- É normal lacrimejar após a cirurgia de estrabismo?

Após a cirurgia, o olho começa um processo de cicatrização. Sendo assim, o lacrimejamento é uma resposta natural dos olhos para manter a superfície ocular lubrificada. Com isso, o desconforto melhora.

7- Quanto tempo dura o pós-operatório da cirurgia de estrabismo?

Geralmente, o repouso da cirurgia de estrabismo é de 7 dias.

8- Em quantos dias posso voltar ao trabalho ou à escola?

O paciente pode voltar ao trabalho ou à escola após uma semana da cirurgia de estrabismo ou até mesmo antes disso, se estiver se sentindo bem.

9- Quanto tempo o olho leva para cicatrizar?

O processo de cicatrização do olho depois da cirurgia de estrabismo pode levar cerca de 30 dias, em média.

10- Quando aparece o resultado definitivo da cirurgia de estrabismo?

Embora a cicatrização leve cerca de 30 dias, o resultado definitivo da cirurgia de estrabismo pode demorar um pouco mais para se estabilizar.

11- O olho fica torto logo depois da cirurgia de estrabismo?

Não, já que a cirurgia de estrabismo tem como objetivo o alinhamento dos olhos. Em alguns casos, pode levar alguns dias para observar a correção. Mas, na maioria dos casos, o alinhamento já pode ser percebido nos primeiros dias.

12- Quanto tempo os pontos demorar para cair na cirurgia de estrabismo?

Preste atenção: os pontos na cirurgia de estrabismo, quando necessários, são absorvidos pelo organismo. Portanto, não é preciso ir ao médico para tirá-los e eles não “caem”.

13- O olho operado ficar maior ou diferente?

Não, a cirurgia de estrabismo não altera o tamanho do olho e nem seu formato. Contudo, nos primeiros dias, o inchaço pode dar a impressão de mudanças no olho. Mas isso é passageiro e desaparece ao longo dos primeiros dias.

14- Pode levar o cabelo depois da cirurgia de estrabismo?

A princípio sim. Contudo, nos primeiros dois dias, lavar o cabelo pode causar irritação nos olhos devido aos produtos. Com isso, o paciente pode querer manipular os olhos e isso pode ser bastante desconfortável.

15- Pode mexer no celular depois da cirurgia de estrabismo?

Sim, pode mexer no celular depois da cirurgia de estrabismo. Contudo, nos primeiros dois dias o paciente pode sentir dor ao movimentar os olhos. O ideal é usar os recursos de áudio, sem forçar tanto a visão. Ouvir músicas e podcasts pode ser uma boa alternativa.

16- Pode ver televisão depois de operar o estrabismo?

A resposta é a mesma acima. Ou seja, como a movimentação dos olhos nos primeiros dias pode ser desconfortável, o ideal é realizar outras atividades que não exijam tanto da visão.

17- Pode fazer exercícios físicos depois da cirurgia de estrabismo?

A recomendação é aguardar e seguir o repouso de 7 dias. Depois disso, o paciente pode retomar as atividades físicas.

18- Pode entrar no mar ou piscina depois da cirurgia de estrabismo?

Essa é uma pergunta importante. Como a água é um meio importante de contaminação, as atividades aquáticas ficam suspensas por cerca de 30 dias.

19- Pode dirigir depois da cirurgia de estrabismo?

O ideal é evitar dirigir nos primeiros dias, pois a visão pode ficar um pouco embaçada ou prejudicada pelo inchaço do olho. Mas, assim que o paciente sentir que está enxergando bem, pode dirigir depois da cirurgia de estrabismo.

20- É normal ver duplo depois da cirurgia de estrabismo?

Não, não é normal ver duplo depois da cirurgia de estrabismo. Nesses casos, o paciente deve procurar o médico que realizou a cirurgia para uma avaliação.

21- A visão fica embaçada depois da cirurgia de estrabismo?

Depende. Em alguns casos, devido ao inchaço e colírios, pode ser que a visão fique embaçada depois da cirurgia de estrabismo. Contudo, esse é um sintoma passageiro que tende a melhorar a partir do terceiro dia.

22- O estrabismo pode voltar depois da cirurgia?

Sim, em alguns casos o estrabismo pode voltar depois da cirurgia, especialmente em crianças. O crescimento, por exemplo, pode levar ao aumento do olho e isso pode causar um novo desvio. Há outros fatores também. Contudo, é possível reoperar o estrabismo.

23- Quantas cirurgias de estrabismo uma pessoa pode fazer?

A princípio, não existe um limite exato de quantas cirurgias de estrabismo a pessoa pode fazer. Na maioria dos casos, uma única cirurgia é suficiente para alinhar os olhos. Mas, alguns pacientes podem precisar de uma nova cirurgia corrigir o desvio. Cada caso deve ser analisado de maneira individual.

24- A cirurgia de estrabismo corrige o problema para sempre?

Sim, na maioria dos casos a cirurgia de estrabismo corrige o problema para sempre. Mas, como falamos, em alguns pacientes o estrabismo pode voltar.

25- Existe chance de ficar pior?

Não, desde que o paciente faça a cirurgia de estrabismo com um médico especialista, com experiência e que dê a indicação correta.

26- Como limpar o olho após a cirurgia de estrabismo?

Após a cirurgia, não se deve manipular os olhos e usar produtos para limpá-los. O ideal é seguir as recomendações do oftalmologista que realizou a cirurgia. Em alguns casos, compressas frias podem ajudar a amenizar o desconforto e a remover possíveis secreções que podem se acumular nos olhos. Acima de tudo, não use pomadas ou colírios por conta própria, siga a prescrição e as recomendações do médico.

27- Pode dormir de lado depois da cirurgia de estrabismo?

A princípio não existe uma contraindicação para a posição na hora de dormir. Contudo, o ideal é evitar pressionar o olho no travesseiro nos primeiros dias, independente da posição ao dormir.

28- Pode usar maquiagem depois da cirurgia de estrabismo?

Como nos primeiros dias o olho pode ficar mais sensível, o ideal é evitar o uso de maquiagem na região ocular. Portanto, evite sombras, lápis e rímel nesse período de recuperação. O risco está ligado à alergias ou irritação nos olhos, bem como um risco de contaminação.

29- Pode usar óculos ou lente de contato depois da cirurgia de estrabismo?

Para quem usa lentes de contato e vai operar o estrabismo, a recomendação é providenciar óculos. As lentes aumentam o risco de infecções, além de necessitar manipular os olhos para colocá-las. O ideal é esperar por volta de 15 dias para voltar a usar as lentes ou após a liberação do médico.

30- Quanto tempo preciso usar colírio antibiótico depois da cirurgia de estrabismo?

Como um medida de prevenção, o médico oftalmologista que operar o estrabismo prescreve um colírio antibiótico. Em geral, o tempo de uso desse medicamento é de 7 dias ou a critério médico.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Problemas de visão na escola –Como professores podem ajudar https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/#respond Thu, 29 Jan 2026 19:07:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4320 Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno. Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam […]

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Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno.

Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam identificar sinais de que a criança pode ter alguma condição visual que merece uma avaliação oftalmológica.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, a maioria das crianças menores não costumam se queixar de problemas na visão. “A razão é que a criança não tem um parâmetro sobre o que é uma visão ruim. Afinal, elas não conhecem outra realidade. Por esse motivo, o olhar atento dos professores em sala de aula é fundamental”.

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentar perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar o quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições comuns na infância.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula. “Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial.  Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, explica Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos – outros problemas de visão na escola

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais que citamos acima.

Outros sintomas de problemas oculares em crianças:

  • Dor de cabeça, principalmente após atividades escolares;
  • Ardência ou coceira nos olhos;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz.

Esses sintomas costumam surgir após longos períodos de esforço visual.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento os sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Vale lembrar que quanto antes o ocorre o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Por isso, recomendamos que os pais levem o bebê para uma consulta de rotina desde o primeiro ano de vida. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente e, especialmente, na fase escolar”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266 2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Estrabismo em adultos – Causas Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-em-adultos-causas-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-em-adultos-causas-sintomas-e-tratamento/#respond Sat, 20 Sep 2025 14:48:25 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3809 O estrabismo em adultos tem várias causas. Mas, acima de tudo, é importante esclarecer que o desvio ocular na vida adulta tem causas diferentes do que em crianças. Normalmente, o estrabismo em adultos tem origem em doenças, traumas, cirurgias oculares ou descompensação de um estrabismo que surgiu na infância. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, […]

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O estrabismo em adultos tem várias causas. Mas, acima de tudo, é importante esclarecer que o desvio ocular na vida adulta tem causas diferentes do que em crianças. Normalmente, o estrabismo em adultos tem origem em doenças, traumas, cirurgias oculares ou descompensação de um estrabismo que surgiu na infância.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, o estrabismo em adultos costuma ter relação, principalmente com doenças que afetam o sistema nervoso central. “Na infância, o estrabismo tem associação com o desenvolvimento do sistema visual, mais especificamente com os músculos oculomotores, que comandam os movimentos oculares. Há também relação com síndromes genéticas, que alteram o funcionamento neuromuscular”, explica.

Por outro lado, o estrabismo na vida adulta, na maioria dos casos, tem origem em doenças ou condições adquiridas.

Estrabismo em adultos por causas neurológicas

Agora, vamos falar um pouco mais sobre o estrabismo em adultos por causas neurológicas. “Primeiramente, é muito importante destacar que o surgimento repentino de um desvio ocular em adultos é um sinal de alerta para a presença de doenças que afetam o sistema nervoso central, como um acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, sempre que o estrabismo em adultos aparecer, é crucial procurar um médico”, comenta Dra. Marcela.

De qualquer modo, as causas neurológicas do estrabismo em adultos podem ser:

  • Lesões ou disfunções nos nervos cranianos que controlam os músculos oculares (III, IV e VI pares cranianos). Nesse caso, o nome é estrabismo paralítico;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Esclerose múltipla;
  • Neuropatia diabética ou hipertensiva (quando os nervos que controlam os olhos sofrem danos por diabetes ou hipertensão);
  • Tumores no cérebro.

Outras causas do estrabismo em adultos

Para além das causas neurológicas, o estrabismo em adultos também pode ser consequência das seguintes condições:

  • Miastenia gravis (doença autoimune que afeta a junção neuromuscular);
  • Distúrbios da tireoide (como a orbitopatia da Doença de Graves), que podem causar inflamação e rigidez nos músculos oculares;
  • Traumas na cabeça ou na órbita ocular, que podem danificar nervos ou músculos;
  • Fraturas orbitárias com aprisionamento muscular;
  • Perda ou redução significativa da visão em um olho (“estrabismo sensorial”), fazendo com que ele desvie;
  • Cirurgias oculares (como de retina ou catarata) que podem alterar o equilíbrio motor dos olhos.
  • Descompensação de um estrabismo leve que surgiu na infância.

Estrabismo em adultos leva à visão dupla

Um dos principais diferenciais do estrabismo em adultos é o surgimento da visão dupla. Mas, por que isso não ocorre em crianças com estrabismo?

“Inicialmente, vamos entender um pouco melhor como funciona a visão. A imagem que enxergamos se forma a partir da fusão das duas imagens captadas pelos nossos olhos. Desse modo, o cérebro combina as duas imagens em uma única imagem tridimensional (3-D). Portanto, é dessa maneira que podemos dizer o quão perto ou longe algo está de nós (chamado percepção de profundidade)”, conta Dra. Marcela.

“Por outro lado, quando há um desvio do eixo ocular, o cérebro nas crianças aprende a suprimir a imagem captada pelo olho desalinhado. Diante disso, esse olho passa a ser “ignorado” e tem seu desenvolvimento comprometido. Surge assim a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, aponta a especialista.

Então, na vida adulta, o cérebro perde essa capacidade de suprimir a imagem do olho com o estrabismo. Portanto, o estrabismo em adultos leva à visão dupla, a manifestação mais característica do estrabismo na vida adulta.

Sinais e sintomas do estrabismo na vida adulta

  • Desvio do eixo ocular (pode ser em todas as direções, ou seja, para cima, para baixo, para fora e para dentro);
  • Visão dupla;
  • Visão embaçada;
  • Dificuldade de leitura;
  • Perda de percepção de profundidade;
  • Inclinar ou virar a cabeça para ver uma imagem com mais clareza.

Tratamento de estrabismo na vida adulta – Como funciona

Normalmente, boa parte dos casos de estrabismo em adultos se resolve espontaneamente, de acordo com a melhora da doença de base. Em outras palavras, uma pessoa que sofre um AVC e apresentou estrabismo, pode apresentar normalização da visão de acordo com a melhora do quadro do AVC.

“Entretanto, em outros casos o desvio pode permanecer, dependendo da causa. Sendo assim, é crucial procurar um oftalmologista especialista em estrabismo, para uma avaliação do caso. Quando há indicação, a cirurgia de correção do estrabismo pode solucionar o desvio. Adicionalmente, também é possível usar a toxina botulínica para corrigir o estrabismo em adultos”, diz Dra. Marcela.

Acima de tudo, é importante reforçar que a cirurgia de estrabismo em adultos melhora função ocular, além de corrigir o desalinhamento ocular, para eliminar a visão dupla. Adicionalmente, muitos estudos apontaram que a maioria dos adultos experimenta melhorias na função binocular, responsável pela visão de profundidade e de objetos em 3D.

“Em conclusão: o estrabismo em adultos pode surgir por doenças do sistema nervoso central, por descompensação de um estrabismo de infância, entre outras causas. O mais importante é procurar um especialista em estrabismo para avaliação e tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Tratamento do estrabismo acomodativo – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-acomodativo-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-acomodativo-como-funciona/#respond Tue, 26 Aug 2025 13:14:49 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3725 O tratamento do estrabismo acomodativo é realizado por meio do uso de óculos, para corrigir a hipermetropia. Trata-se do único tipo de desvio ocular que não tem indicação para correção cirúrgica. Para entender melhor como funciona o tratamento do estrabismo acomodativo, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe […]

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O tratamento do estrabismo acomodativo é realizado por meio do uso de óculos, para corrigir a hipermetropia. Trata-se do único tipo de desvio ocular que não tem indicação para correção cirúrgica.

Para entender melhor como funciona o tratamento do estrabismo acomodativo, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Entenda melhor o estrabismo acomodativo

Primeiramente, é importante entender o que é o estrabismo acomodativo. Trata-se do desvio do olho para dentro, decorrente de algum grau de hipermetropia. Esse erro refrativo dificulta a visão de perto.

“Dessa maneira, na tentativa de encontrar o foco para conseguir enxergar, a criança acaba apresentando o desalinhamento do olho para dentro. Portanto, o estrabismo acomodativo é convergente, já que o desvio ocorre em direção ao nariz. Em geral, o estrabismo acomodativo costuma aparecer por volta do primeiro ou segundo ano de vida”, explica Dra. Marcela.

Um pouco mais sobre a hipermetropia

Para além de entender o estrabismo acomodativo, também é preciso conhecer melhor a hipermetropia. “Na verdade, a maioria dos bebês nasce com uma hipermetropia fisiológica. Por esse motivo, os bebês, até por volta dos 3 meses, apresentam desvios oculares quando tentam enxergar uma imagem mais próxima”, comenta Dra. Marcela.

“Contudo, ao longo do desenvolvimento, essa hipermetropia fisiológica tende a melhorar e a desaparecer na adolescência. Vale ressaltar que na maioria dos casos não é preciso usar óculos. O tratamento só é indicado quando o grau da hipermetropia é alto”, completa a especialista.

De acordo com as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade. Em outras palavras, a correção com óculos depende da idade da criança e do grau que ela apresenta.

Adicionalmente, a hipermetropia aumenta o risco de a criança desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”. Portanto, é sempre importante levar a criança para consultas de rotina com um oftalmologista infantil.

O que é um grau alto de hipermetropia?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Tratamento do estrabismo acomodativo – O que você precisa saber

Então, agora vamos falar sobre o tratamento do estrabismo acomodativo. Acima de tudo, é fundamental entender que o desvio ocular não se deve a problemas nos músculos oculomotores, como nos demais tipos de estrabismo.

“Ou seja, o desvio do olho ocorre por um problema na acomodação para o foco de perto. Por esse motivo, o uso de óculos para corrigir o grau da hipermetropia é suficiente para corrigir também o desvio do olho. Portanto, o uso de óculos é suficiente para alinhar o eixo ocular”, aponta Dra. Marcela.

Por outro lado, há casos em que mesmo usando óculos, o desvio ocular permanece. Desse modo, é possível avaliar se, nesses casos, a cirurgia para correção do estrabismo pode ser necessária. Em caso positivo, o ideal é operar ainda na infância.

Tratamento do estrabismo acomodativo na vida adulta

O estrabismo é uma condição que se desenvolve na infância, na maioria dos casos. Como o estrabismo acomodativo tem relação com a hipermetropia, na vida adulta é possível avaliar se o paciente é candidato à cirurgia refrativa. Portanto, ao corrigir cirurgicamente a hipermetropia, o desvio do olho tende a sumir. A cirurgia refrativa só pode ser feita a partir dos 18 anos.

Estrabismo acomodativo e ambliopia – O que você precisa saber

“O estrabismo é responsável por cerca de metade dos casos de ambliopia. Portanto, muitas crianças estrábicas podem precisar usar o tampão, para incentivar o desenvolvimento do olho afetado. No estrabismo acomodativo também pode ser preciso usar o tampão para prevenir ou tratar a ambliopia”, conta Dra. Marcela.

“Apesar de o tratamento do estrabismo acomodativo ser relativamente tranquilo, com uso de óculos, é crucial que os pais procurem o quanto antes um oftalmologista infantil para o diagnóstico e abordagem terapêutica. A visão se desenvolve na infância e é crucial para o desenvolvimento global da criança. O tratamento pode prevenir a ambliopia ou ainda podemos tratar a ambliopia, caso ela já esteja instalada”, conclui a especialista.

Leia tudo sobre a Ambliopia aqui.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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O que é visão binocular e por que a ambliopia pode afetá-la https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-visao-binocular-e-por-que-a-ambliopia-pode-afeta-la/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-visao-binocular-e-por-que-a-ambliopia-pode-afeta-la/#respond Wed, 25 Jun 2025 16:46:30 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3531 A visão binocular é a capacidade do cérebro em fazer a fusão das imagens captadas pelos dois olhos em uma única. Trata-se de uma capacidade essencial, que se desenvolve na infância. Adicionalmente, o desenvolvimento da ambliopia pode causar prejuízos na visão binocular. Para falar um pouco mais sobre a visão binocular e a ambliopia, hoje […]

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A visão binocular é a capacidade do cérebro em fazer a fusão das imagens captadas pelos dois olhos em uma única. Trata-se de uma capacidade essencial, que se desenvolve na infância. Adicionalmente, o desenvolvimento da ambliopia pode causar prejuízos na visão binocular.

Para falar um pouco mais sobre a visão binocular e a ambliopia, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

O que é visão binocular e por que ela é importante?

Primeiramente, é importante entender que o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e se completa por volta dos 7 anos. Embora o bebê nasça com a estrutura biológica completa, ao longo da infância ocorre a maturação visual, com a aquisição de várias capacidades, como a visão binocular.

“Sendo assim, a visão depende de vários processos e estruturas do olho. A imagem que enxergamos é resultado de sinais luminosos captados pela retina e enviados para o cérebro, por meio do nervo óptico. Contudo, as informações visuais enviadas ao cérebro são ligeiramente diferentes. Em outras palavras, há pequenas diferenças entre as imagens captadas por ambos os olhos”, explica Dra. Marcela.

“Entretanto, quando o sistema visual é normal, o cérebro funde as duas imagens em uma única. Essa capacidade de fusão das imagens pelo cérebro é chamada de visão binocular, que se desenvolve, exclusivamente ao longo da infância, até por volta dos 7 ou 8 anos”, complementa a especialista.

Afinal, por que a visão binocular é importante?

“A visão binocular é crucial para o bom funcionamento do sistema visual, sendo responsável por vermos em profundidade e em 3D. Desse modo, alterações na binocularidade podem causar impactos negativos no desenvolvimento da criança. Para além disso, problemas na visão binocular podem impedir a escolha de certas profissões, como cirurgião, piloto de avião, entre outras”, comenta Dra. Marcela.

Infelizmente, a perda total da visão binocular leva à visão monocular. Em alguns casos, a visão monocular pode ser considerada uma deficiência visual.

Ambliopia é a principal ameaça à visão binocular

Na maioria dos casos, a visão binocular se desenvolve dentro do esperado. Contudo, algumas condições como o estrabismo, erros refrativos, catarata e glaucoma congênitos, por exemplo, podem levar ao desenvolvimento da ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso.

“A ambliopia ocorre quando a visão em um olho é melhor do que no outro. Com isso, o cérebro vai optar pela imagem captada pelo olho saudável, passando a suprimir a imagem captada pelo olho afetado por uma das condições que citamos acima. Dessa maneira, o olho afetado tem seu desenvolvimento comprometido, se tornando “preguiçoso”, conta Dra. Marcela.

Entretanto, o problema é quando essa supressão ocorre por muito tempo, especialmente no período crítico para o desenvolvimento visual, que é entre os 2 aos 4 anos. Nessa fase, há um risco importante de prejuízos irreversíveis na visão binocular.

Efeitos de problemas na visão binocular

Nem sempre há sinais evidentes de que há problemas na visão binocular. Por outro lado, algumas queixas e manifestações podem ser sugestivas da ambliopia, como:

  • Dor de cabeça, especialmente no final do dia;
  • Cansaço visual;
  • Dor nos olhos;
  • Visão turva.

Um outro ponto de atenção é quando a criança tem dificuldade para calcular a velocidade dos objetos e a profundidade. “Com isso, são crianças mais propensas a pequenos incidentes, podendo ser rotuladas como ‘desastradas’. Na tentativa de colocar água num copo, podem derramar o líquido, podem ter dificuldade para atravessar a rua, porque podem ter dificuldade para entender com qual velocidade o carro está se aproximando, por exemplo”, diz Dra. Marcela.

Ademais, são crianças que podem ter dificuldade em esportes com movimentos rápidos, como jogar bola, além de correrem mais risco de quedas e tropeços frequentes.

Faça o teste

Para você entender a importância da visão binocular, faça o seguinte teste em casa. Tampe um dos olhos e tente encher um copo de água ou com qualquer outro líquido.

Leve sua criança ao Oftalmologista Infantil

Como vimos ao longo da entrevista, o desenvolvimento da visão binocular ocorre na infância, até por volta dos 7 anos. Porém, condições como o estrabismo, por exemplo, podem afetar a binocularidade. Portanto, para prevenir problemas na visão binocular, é crucial levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta de rotina com o oftalmologista infantil.

“Depois da primeira consulta, é importante realizar um acompanhamento oftalmológico regular, especialmente na fase crítica de desenvolvimento da visão (entre os 2 e 4 anos). Finalmente, assim que a criança entrar na idade pré-escolar, as consultas também são fundamentais, já que a visão é crucial no processo de aprendizagem”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane-e-uma-forma-rara-de-estrabismo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane-e-uma-forma-rara-de-estrabismo/#respond Thu, 22 May 2025 14:43:05 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3451 A síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo, que representa de 1 a 4% dos casos totais de estrabismo. Contudo, é uma condição que afeta bastante a qualidade de vida da criança. Para falar mais sobre a síndrome de Duane, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e […]

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A síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo, que representa de 1 a 4% dos casos totais de estrabismo. Contudo, é uma condição que afeta bastante a qualidade de vida da criança.

Para falar mais sobre a síndrome de Duane, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Síndrome de Duane está presente desde o nascimento

O estrabismo é uma condição oftalmológica que leva ao desvio do eixo ocular. Normalmente, se desenvolve na infância. Entretanto, há formas que são congênitas, ou seja, a criança já nasce com o estrabismo. Sendo assim, a síndrome de Duane é uma forma congênita, porém rara de estrabismo.

Geralmente, a condição afeta mais meninas do que meninos: 6 em cada 10 crianças afetadas são do sexo feminino, quando o desvio afeta apenas um dos olhos (estrabismo unilateral). Adicionalmente, os casos bilaterais representam 15% a 20% de todos os casos da síndrome de Duane.

Causa está associada à má formação embrionária

De acordo com Dra. Marcela, a síndrome de Duane é resultado de problemas com o embrião, entre a quarta e a oitava semana de gestação. “Normalmente, ocorre uma má formação do VII nervo craniano, que acarreta uma desenervação do músculo reto lateral do olho. Dessa maneira, os músculos oculares não recebem os sinais elétricos necessários para os movimentos dos olhos”.

Primeiramente, para compreender melhor a síndrome de Duane, é importante lembrar que os movimentos do corpo humano são controlados pelos nervos. Os olhos, por exemplo, são controlados pelos músculos extraoculares, que permitem os movimentos dos olhos em todas as direções. De uma maneira mais didática, podemos comparar esses músculos com as “rédeas de um cavalo”.

“Ao todo, são seis músculos extraoculares que precisam trabalhar juntos para mover os olhos em todas as direções. Esses movimentos dependem dos nervos cranianos. Portanto, quando o nervo não envia o sinal do cérebro para o músculo, é como se não houvesse um fio entre o interruptor e a lâmpada. Para além disso, o nervo que controla o músculo oposto ao reto lateral, o reto medial, envia uma ramo extra para ativá-lo. Com isso, surge uma espécie de “confusão”, explica Dra. Marcela.

“Dessa forma, o músculo reto lateral tenta puxar o olho para fora, enquanto o cérebro passa a mensagem ao músculo reto medial para puxar o olho para dentro. Nesse processo, o olho se retrai para dentro da órbita ocular e o músculo reto medial puxa o olho para dentro. Por isso que a SD também é chamada de síndrome de retração de Duane”, complementa a especialista.

Sinais podem passar despercebidos nos primeiros anos de vida

Embora a SD esteja presente desde o nascimento, pode não ser tão aparente nos primeiros anos de vida. Por esse motivo, a condição passa despercebida pelos pais e, até mesmo, pelo pediatra.

“Normalmente, o sinal mais característico é o torcicolo ocular. Para enxergar, a criança adota posições anormais da cabeça, o que ajuda a compensar o desvio. Adicionalmente, podem surgir dificuldades na visão. Desse modo, o diagnóstico costuma acontecer por volta dos 10 anos de idade ou um pouco antes”, aponta Dra. Marcela.

Características da síndrome de Duane

A síndrome de Duane, em 80% dos casos, afeta apenas um olho, normalmente o esquerdo. Mas pode afetar os dois olhos. Confira abaixo as principais manifestações da condição:

  • Limitação parcial ou completa do movimento do olho para fora (em direção às orelhas);
  • Limitação parcial do movimento do olho para dentro (em direção ao nariz);
  • Estreitamento da abertura da pálpebra e retração do globo ocular para dentro da órbita, quando o olho se movimenta para dentro;
  • Aumento da abertura da pálpebra na tentativa de olhar para fora;
  • Movimentos oculares involuntários para cima ou para baixo, quando o olho se movimenta para dentro;
  • Fechar um dos olhos para conseguir enxergar;
  • Visão dupla;
  • Dores de cabeça e no pescoço.

Síndrome de Duane tem formas variadas – Conheça quais são

Existem três formas de apresentação da SD.

  • A síndrome de Duane Tipo I é mais comum e responde a 80% dos casos. O paciente apresenta dificuldade em mover o olho para fora. O desvio é convergente (para dentro);
  • No tipo II, o paciente tem pouca ou nenhuma capacidade de mover o olho para dentro. Nestes casos, o desvio é divergente (para fora, em direção às orelhas);
  • Na SD Tipo III, há pouca ou nenhuma capacidade para movimentar o olho para dentro e para fora. Sendo assim, esses pacientes podem apresentar tanto o desvio convergente como o divergente.

Diagnóstico e Tratamento – O que você precisa saber

Como se trata de uma doença pouco conhecida e bastante específica, o ideal é procurar um oftalmologista especialista em estrabismo. De uma forma geral, o diagnóstico é clínico, por meio de exames que analisam os movimentos oculares. Em alguns casos, o especialista pode solicitar exames adicionais.

Embora não haja uma cura para a síndrome de Duane, hoje existem algumas técnicas cirúrgicas que podem ajudar o paciente.

Como funciona a cirurgia

“A cirurgia visa à redução do ângulo do estrabismo e, com isso, é possível melhorar ou eliminar o torcicolo. Adicionalmente, também é possível reduzir o estrabismo quando o paciente olha para frente. Ainda podemos melhorar a retração do olho e o estreitamento da abertura palpebral. Por fim, o procedimento cirúrgico pode servir para eliminar o desvio vertical que ocorre quando o paciente movimenta os olhos”, ressalta Dra. Marcela.

Entretanto, é importante esclarecer que nem todos os pacientes precisam da cirurgia. Em muitos casos, o paciente consegue compensar o estrabismo com posições de bloqueio mais tênues. Por outro lado, é preciso reforçar que crianças com a síndrome de Duane devem realizar acompanhamento oftalmológico regular.

“Finalmente, é importante lembrar que a síndrome de Duane pode resultar em outros problemas na visão, sendo a principal preocupação a ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso. Portanto o acompanhamento oftalmológico é imprescindível durante a infância. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento”, conclui Dra. Marcela.

 

Leia mais sobre a Ambliopia aqui.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Adulto pode operar o estrabismo – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/adulto-pode-operar-o-estrabismo-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/adulto-pode-operar-o-estrabismo-como-funciona/#respond Thu, 03 Apr 2025 14:09:00 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3318 Adulto pode operar o estrabismo e isso pode trazer uma série de benefícios, inclusive a melhora na visão. Primeiramente, é importante dizer que essa é uma das principais dúvidas em relação ao estrabismo. Por isso, vale ressaltar que a cirurgia de estrabismo pode ser feita em qualquer idade, inclusiva na vida adulta. Para falar mais […]

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Adulto pode operar o estrabismo e isso pode trazer uma série de benefícios, inclusive a melhora na visão. Primeiramente, é importante dizer que essa é uma das principais dúvidas em relação ao estrabismo. Por isso, vale ressaltar que a cirurgia de estrabismo pode ser feita em qualquer idade, inclusiva na vida adulta.

Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Adulto pode operar o estrabismo, mas depende da causa

“Inicialmente, precisamos esclarecer que adulto pode operar o estrabismo. Contudo, a cirurgia é reservada para alguns casos de estrabismo na vida adulta. Sendo assim, precisamos determinar a causa do desvio do olho para recomendar a cirurgia”, aponta Dra. Marcela.

‘Estima-se que o estrabismo tenha uma prevalência de cerca de 4% em adultos, enquanto nas crianças temos uma taxa de 2 a 5%. As causas do estrabismo em adultos são diversas. Em muitos casos, o adulto traz o estrabismo desde a infância, ou seja, é um desvio que surgiu na infância e não foi resolvido. Há também adultos que passaram pela correção quando crianças, mas que apresentam uma recorrência do estrabismo na vida adulta”, explica a oftalmologista.

Portanto, essas duas situações são as mais comuns quando falamos de estrabismo na vida adulta. E a boa notícia é que adulto pode operar o estrabismo, quando as causas são essas.

Leia mais sobre a recorrência do estrabismo aqui.

Estrabismos menos comuns em adultos – Entenda se é possível operar

“O estrabismo em adultos também pode ocorrer devido ao processo natural do envelhecimento. Ao longo dos anos, os músculos podem ficar mais flácidos e essa situação pode levar ao desenvolvimento do estrabismo. Normalmente, isso pode acontecer em pessoas a partir dos 65 anos, com um aumento de casos importante após os 80 anos”, comenta Dra. Marcela.

Outras causas de estrabismo em adultos são as doenças do sistema nervoso central. Entre as mais comuns estão os acidentes vasculares cerebrais (AVCs), tumores no cérebro e traumas cranioencefálicos.

Outro desvio que pode ocorrer em adultos é o estrabismo paralítico. Nesses casos, o estrabismo tem associações com alguma alteração nos nervos que ligam a cabeça ao cérebro. Em adultos, o mais comum é o estrabismo causado pela paralisia do III Nervo Craniano. Entre as causas estão o AVC, tumores, diabetes e aneurismas cerebrais.

Por fim, o estrabismo em adultos também pode ter relação com doenças sistêmicas, tais como miastenia gravis, doenças da tireoide, entre outras.

Adulto pode operar o estrabismo – Veja as indicações

Antes de falarmos se o adulto pode operar o estrabismo, é crucial esclarecer que um dos principais problemas dos desvios oculares na vida adulta é o surgimento da visão dupla. Como o cérebro não consegue suprimir a imagem captada pelo olho com o desvio, como ocorre na infância, ocorre a diplopia, popularmente conhecida por visão dupla.

“Dessa forma, a cirurgia pode ser imprescindível para resolver a diplopia, quando o estrabismo é operável. As principais indicações são os estrabismos latentes desde a infância, que acabam descompensando na vida adulta. Adicionalmente, mesmo que o estrabismo que recorreu, mesmo após correção na infância, também tem indicação cirúrgica”, reforça Dra. Marcela.

Estudos apontam benefícios funcionais na cirurgia de estrabismo em adultos

Um estudo revelou que a cirurgia de estrabismo em adultos é efetiva para alinhamento dos olhos em 80% dos casos. Outra constatação importante da pesquisa é que a maioria dos adultos que passa pela correção do desvio dos olhos experimenta melhorias na função binocular, responsável pela visão de profundidade e de objetos em 3D.

Desvios que podem não ter indicação para correção cirúrgica

Infelizmente, os estrabismos relacionados a problemas neurológicos e às doenças sistêmicas, nem sempre terão indicação para correção cirúrgica. A razão é que a resolução costuma ser espontânea, ou seja, o estrabismo é temporário.

Vale lembrar que a cirurgia de estrabismo não tem limite de idade. Portanto, quando há indicação para correção cirúrgica, podemos fazer até mesmo em bebês e idosos.

Como funciona a cirurgia de estrabismo em adultos

Enquanto em bebês e crianças a anestesia geral é indispensável, na população adulta é possível fazer a cirurgia sob anestesia local, em forma de colírios, e leve sedação.

Nos demais aspectos, a cirurgia é igual, sendo relativamente tranquila, feita em centro cirúrgico, mas sem necessidade de internação. O paciente volta para casa no mesmo dia. Muitos pacientes que trabalham temem ficar afastados de suas atividades. A boa notícia é que, mesmo nos primeiros dias, é possível retomas as atividades rotineiras, com exceção para alguns esportes e esforços físicos.

“Em conclusão, adulto pode operar o estrabismo e a cirurgia pode trazer vários benefícios para a visão, bem como para a vida profissional e social”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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