Arquivos perda da visão - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/perda-da-visao/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:17:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos perda da visão - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/perda-da-visao/ 32 32 Tratamento do estrabismo em adultos funciona? https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/#respond Thu, 19 Mar 2026 18:11:59 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4473  O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão […]

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 O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão binocular, responsável pela visão de profundidade.

De acordo com oftalmologista Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo, o tratamento do estrabismo em adultos também é importante para reduzir os efeitos da condição na vida social, profissional e na autoestima.

“Ao longo dos anos, estudos apontaram que os prejuízos psicossociais do estrabismo são sentidos ainda na infância. Quando não tratado, o estrabismo também causa problemas importantes na autoimagem, nos relacionamentos interpessoais e na empregabilidade. Além disso, há evidências de que o estrabismo afeta mais as mulheres e pessoas com o estrabismo convergente, aquela em que o olho se desvia para dentro”, comenta Dra. Marcela.

Tratamento do estrabismo em adultos melhora visão 3D

Inicialmente, é importante saber que o desenvolvimento visual acontece na infância. A visão se forma por volta dos 7 a 8 anos. Sendo assim, todas as doenças e condições visuais que ocorrem do nascimento até essa idade podem deixar danos permanentes na visão.

‘No caso do estrabismo, o prejuízo é no desenvolvimento da visão binocular. Essa capacidade visual ocorre quando o cérebro funde as imagens captadas pelos olhos em uma única. Contudo, em crianças com estrabismo, o cérebro suprime a imagem do olho com o desvio. Como resultado, surge a ambliopia, popularmente chamado de olho preguiçoso”, explica Dra. Marcela.

“Quando essa supressão acontece por tempo prolongado, no período crítico de desenvolvimento visual (entre os 2 a 4 anos), o risco de problemas na visão binocular é muito alto. Na prática, isso pode significar que na vida adulta, o paciente pode ter impedimentos para exercer certas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, entre outros cargos”, alerta a especialista em estrabismo.

Tratamento do estrabismo na vida adulta: como funciona

O primeiro passo para o tratamento do estrabismo na vida adulta é procurar um médico oftalmologista especialista nessa condição. Na consulta, o médico irá avaliar se é ou não um caso cirúrgico.

“Acima de tudo, é importante entender que há um tipo de estrabismo que não tem indicação de correção cirúrgica. Trata-se do estrabismo acomodativo, cuja causa é um grau alto de hipermetropia. Nesses casos, o uso de óculos já é suficiente para alinhar os olhos. Em outros casos, dependendo da causa do estrabismo, como tumores ou doenças neurológicas, não é necessário operar, pois o tratamento das condições de base tende a resolver o desvio”, conta Dra. Marcela.

Como funciona a cirurgia de estrabismo em adultos

A cirurgia de estrabismo é realizada em hospitais, mas o paciente não fica internado. Ou seja, opera e vai para casa no mesmo dia. A anestesia em adultos pode ser local com leve sedação. Em relação ao repouso, a recomendação é de 7 dias, podendo retomar as atividades normais após esse período.

“Outra preocupação dos pacientes é em relação aos sintomas depois da cirurgia. A boa notícia é que o paciente não sente dor, somente um leve desconforto nos dois primeiros dias. Os olhos podem ficar vermelhos, mas é normal e melhora rapidamente. Outra preocupação dos pacientes são os pontos. Porém, o corpo os absorve, sem necessidade de removê-los”, finaliza Dra. Marcela.

Veja tudo sobre o pós-operatório da cirurgia do estrabismo aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

 

 

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Sintomas da neurite ótica – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-neurite-otica-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sintomas-da-neurite-otica-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 04 Feb 2026 19:22:00 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4346 Os sintomas da neurite ótica podem surgir repentinamente, ou seja, de uma hora para outra. Uma das manifestações mais clássicas é a perda súbita da visão em um dos olhos, que piora em questão de horas. O paciente também pode sentir dor ao movimentar os olhos, dificuldade de enxergar cores e sensação de luzes piscantes. […]

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Os sintomas da neurite ótica podem surgir repentinamente, ou seja, de uma hora para outra. Uma das manifestações mais clássicas é a perda súbita da visão em um dos olhos, que piora em questão de horas. O paciente também pode sentir dor ao movimentar os olhos, dificuldade de enxergar cores e sensação de luzes piscantes.

 

Mas, antes de falarmos mais sobre os sintomas da neurite ótica, é importante entender melhor essa doença, que acomete especialmente pessoas com esclerose múltipla. Aliás, a neurite ótica pode ser o primeiro sintoma da esclerose múltipla em cerca de 20% dos pacientes.

 

Neurite ótica – O que você precisa saber

 

Segundo Dra. Marcela Barreira, neuroftalmologista, oftalmologista infantil e especialista em estrabismo, a neurite ótica é uma inflamação que danifica o nervo ótico, responsável por transmitir as informações visuais para o cérebro. “Os principais sintomas da neurite ótica são a perda visual aguda – geralmente unilateral – e dor ao movimentar os olhos. Para além disso, a doença é uma das principais causas de perda visual súbita em adultos jovens”, comenta.

 

Qual a origem da neurite ótica?

 

Primeiramente, é importante dizer que a neurite óptica pode ter várias causas. Contudo, em todos os casos existe um único mecanismo central: inflamação e/ou desmielinização do nervo óptico.

 

“A causa mais comum é a esclerose múltipla, uma doença autoimune que ataca a bainha de mielina do nervo óptico. Essa bainha é como se fosse uma capa de proteção em torno do nervo óptico. Uma vez que ela sofre danos, compromete o funcionamento das células nervosas”, explica Dra. Marcela.

Sendo assim, a esclerose múltipla é a causa mais comum de neurite ótica em adultos jovens. A doença pode ser o primeiro sintoma da EM em 20% dos casos. Mas, estima-se de cerca de 40 a 50% dos pacientes com neurite óptica típica desenvolvem EM ao longo do tempo, especialmente quando a ressonância magnética já mostra lesões cerebrais.

 

Em outros casos, a neurite ótica pode estar ligadas a outras doenças desmielinizantes, como a neuromielite óptica e a doença associada ao anticorpo anti-MOG (MOGAD). Nesse caso, pode afetar adultos e crianças, causando um inchaço importante no nervo óptico.

 

Infecções também podem causar neurite ótica

 

Algumas infecções podem desencadear inflamação direta ou imunomediada do nervo óptico, entre elas:

 

  • Herpes simples;
  • Herpes zoster;
  • Vírus Epstein-Barr;
  • HIV;
  • Influenza (inclusive pós-infecção);
  • Dengue.

 

Por fim, a neurite ótica também pode ter como causa outras doenças autoimunes e inflamatórias sistêmicas; uso de certos medicamentos ou substâncias; após vacinas ou ainda pode ser idiopática, ou seja, quando não é possível identificar a origem.

 

Sintomas da neurite ótica – O que você deve fazer

 

Acima de tudo, os sintomas da neurite ótica exigem avaliação de um oftalmologista. Atualmente, existe uma subespecialidade – neuroftalmologia – que é dedicada aos cuidados com as doenças que afetam o nervo óptico.

 

“O paciente deve procurar o médico assim que perceber alterações na visão e dor no olho. Além do exame clínico, podemos solicitar exames laboratoriais e de imagem para confirmar a suspeita. O tratamento pode variar de paciente para paciente, mas em geral é feito com medicamentos que ajudam a controlar a inflamação e a dor”, explica Dra. Marcela.

 

Prognóstico

 

Embora a maior parte dos pacientes recupere a visão depois de um episódio de neurite ótica, alguns podem apresentar diminuição da acuidade visual, assim como dificuldades para enxergar cores, brilho e nitidez.

 

“Outra consequência da neurite ótica em alguns pacientes é o embaçamento da visão quando há aumento da temperatura corporal, seja em um quadro febril ou em situações como atividade física e locais quentes, por exemplo. Por fim, estima-se que cerca de 3 em cada 10 pacientes que já tiveram um episódio de neurite ótica podem apresentar outro, no mesmo olho, ao longo da vida. Mas, no geral, o prognóstico é favorável”, encerra Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

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O que é herpes ocular? Quais os sintomas? Como tratar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/herpes-ocular/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/herpes-ocular/#respond Fri, 17 Nov 2023 12:42:16 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2581             O herpes ocular é uma forma rara da infeccção pelo vírus da herpes simples, que afeta cerca de 60 a 80% da população mundial O herpes simples é uma doença viral que pode afetar adultos e crianças. As lesões do herpes costumam se desenvolver na região dos lábios e […]

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            O herpes ocular é uma forma rara da infeccção pelo vírus da herpes simples, que afeta cerca de 60 a 80% da população mundial

O herpes simples é uma doença viral que pode afetar adultos e crianças. As lesões do herpes costumam se desenvolver na região dos lábios e boca  e pode afetar até 80% das pessoas, em algum momento da vida. Em alguns casos, as lesões do herpes podem se espalhar na região facial e afetar os olhos. Esta forma é chamada de herpes ocular.

Na última semana, o herpes ocular se tornou um assunto bastante comentado nas redes sociais e na imprensa. Isto porque uma fã do grupo RBD, banda que tem realizado shows no mês de novembro no Brasil, perdeu a visão depois um episódio de herpes que atingiu a retina.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1) causa aquelas bolhas doloridas, que costumam aparecer nos lábios, cavidade oral ou próximas da boca. “Entretanto, o herpes simples também pode atingir as pálpebras e os olhos. As lesões podem se desenvolver na conjuntiva, córnea e, raramente, alcançam a retina, que foi o caso da fã do RBD”, comenta.

Herpes na infância

Em geral, a infecção pelo herpes simples ocorre na infância. A criança pode contrair o vírus, mas isso não significa que ela vai desenvolver uma crise de herpes.

“Em outros casos, a infecção é assintomática. O problema do vírus do herpes é que ele se instala nos gânglios sensoriais do nervo trigêmeo e fica adormecido. Uma vez que o vírus se instalou no organismo, ele ficará para sempre”, explica Dra. Marcela.

Estresse pode desencadear crises de herpes

O vírus do herpes pode “acordar” em situações como períodos de muito estresse, em pessoas com baixa imunidade, em quadros febris, após cirurgias, traumas no local e até mesmo devido à exposição ao sol.

Entre os sintomas do herpes ocular podemos citar:

  • Dor de cabeça
  • Irritação nos olhos
  • Vermelhidão
  • Sensação de ter areia nos olhos
  • Lacrimejamento
  • Sensibilidade à luz
  • Coceira

“Quando a infecção atinge apenas as pálpebras, os sintomas são parecidos ao quadro de herpes da cavidade oral e lábios. Tudo começa com uma coceira, seguida do surgimento de bolhas, que se transformam em feridas bastante doloridas. Estas lesões cicatrizam e as crostas caem. Contudo, a principal preocupação do herpes ocular é exatamente quando o vírus infecta a conjuntiva, córnea e, finalmente, a retina”, alerta Dra. Marcela.

De qualquer modo, vale reforçar que é muito raro um quadro de herpes na retina, como o caso da fã do RBD.

“Quando o herpes atinge a retina pode ocorrer um quadro de necrose retiniana aguda (NRA). Esta condição pode ocorrer isoladamente, mas na maioria dos casos é seguida de um quadro de herpes orofacial. O embaçamento visual é bem comum, podendo vir acompanhando de moscas volantes e dor importante nos olhos. Infelizmente, o desfecho costuma ser ruim e evoluir para perda visual”, conta Dra. Marcela.

Herpes ocular exige diagnóstico diferencial

O principal problema do herpes ocular é que é preciso realizar um diagnóstico mais apurado, já que nem sempre há presença de lesões aparentes. “O quadro do herpes ocular lembra muito o de uma conjuntivite. A principal diferença é que a conjuntivite costuma afetar os dois olhos ao mesmo tempo e o herpes apenas um dos olhos”, diz a oftalmologista.

Também é importante dizer que o herpes que atinge a boca, lábios e as pálpebras pode migrar para dentro do globo ocular.

Tratamento imediato

“Normalmente, o tratamento do herpes nos olhos pode ser feito com antivirais tópicos ou orais. Já os pacientes que apresentam crises recorrentes do herpes ocular, podem ter uma recomendação de realizar um tratamento profilático, para evitar novas crises”, aponta Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é papiledema? Quais as causas? Como é o tratamento? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-papiledema/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-papiledema/#respond Fri, 11 Aug 2023 12:51:49 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2509 O papiledema é uma doença caracterizada pelo inchaço (edema) do nervo óptico, que conecta o olho ao cérebro. O edema é uma reação a um acúmulo de pressão dentro ou ao redor do cérebro que pode ter várias causas. A causa mais comum de papiledema, especialmente em pacientes com menos de 50 anos, é a […]

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O papiledema é uma doença caracterizada pelo inchaço (edema) do nervo óptico, que conecta o olho ao cérebro. O edema é uma reação a um acúmulo de pressão dentro ou ao redor do cérebro que pode ter várias causas. A causa mais comum de papiledema, especialmente em pacientes com menos de 50 anos, é a hipertensão intracraniana idiopática (HII).

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e neuroftalmologista, o papiledema é um sinal de alerta de alguma outra condição médica que precisa de atenção, como um tumor ou uma hemorragia cerebral. “Por outro lado, nem sempre o papiledema pode ser atribuído a um problema específico. Independente da causa, o importante é entender que o tratamento é fundamental para prevenir a perda da visão”.

Papiledema é consequência do aumento da pressão dentro do crânio

O cérebro fica comprimido dentro do crânio, com um espaço bastante limitado. Algumas condições como inchaço de tecidos, crescimento de tumores ou acúmulo de líquido no cérebro podem causar o aumento da pressão intracraniana que, por sua vez, pode levar ao papiledema.

Embora cerca de metade dos casos de papiledema não tenham uma causa definida, ou seja, são idiopáticos, algumas condições podem aumentar a pressão intracraniana levando ao inchaço do nervo óptico como:

  • Traumatismos cranianos
  • Tumores no cérebro ou na medula espinhal
  • Inflamação do cérebro ou qualquer uma de suas membranas, como a meningite
  • Pressão arterial extremamente alta
  • Hemorragia no cérebro
  • Coágulo de sangue
  • Problemas com o fluxo ou quantidade de fluido que corre pelo cérebro e medula espinhal

Mulheres em risco

Quando não há razão aparente para a pressão alta dentro do crânio, a condição é chamada de hipertensão intracraniana idiopática (HII). As mulheres obesas em idade fértil tem um risco 20 vezes maior de desenvolver esta condição.

Sinais e sintomas do papiledema

Nos estágios iniciais, o papiledema pode não causar sintomas. Mas, na medida em que a doença avança, os problemas na visão surgem. Em geral, as manifestações ocorrem nos dois olhos. “A pessoa pode sentir um embaçamento visual ou até mesmo a perda total da visão por alguns segundos. Também pode ocorrer visão dupla (diplopia), dor de cabeça, mal-estar e vômitos”, aponta a especialista.

Outro sintoma que pode surgir nas fases iniciais do papiledema é a sensibilidade ao contraste. O escurecimento transitório da visão pode ocorrer com mais frequência durante a prática de exercícios físicos. Quanto à cefaleia, é importante perceber se a dor piora ao deitar.

“Na presença destes sintomas a pessoa deve procurar um médico, preferencialmente um neuroftalmologista, que é o oftalmologista especialista nas doenças que afetam o nervo óptico e tem relação com o sistema nervoso”, reforça Dra. Marcela.

Diagnóstico e tratamento: o que você precisa saber

O papiledema não tratado pode levar a sérios problemas oculares, começando com a perda da visão periférica (lateral). Em estágios posteriores, a visão pode ficar completamente turva. A perda visual é definitiva e pode afetar os dois olhos.

O oftalmologista consegue avaliar o nervo óptico na consulta por meio do exame de fundo de olho. Porém, serão necessários outros exames de imagem para analisar o edema no nervo óptico em detalhes. A ressonância magnética do crânio é essencial para detectar a causa do aumento da pressão intracraniana. A tomografia de coerência óptica também pode contribuir para o diagnóstico.

Uma vez que o papiledema é consequência do aumento da pressão intracraniana, sua melhora está associada ao tratamento da causa primária. O acompanhamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar que pode envolver o neuroftalmologista, um neurologista e médicos de outras especialidades.

O tratamento pode envolver o uso de medicamentos, elevação da cabeceira da cama, exames para avaliar a função visual ou ainda cirurgias para reduzir a pressão intracraniana de forma mais rápida. Por fim, em alguns casos pode haver a necessidade de realizar uma cirurgia para aliviar a pressão no nervo óptico.

Prevenção

“Não existe algo específico que possa prevenir o papiledema, já que na forma idiopática não é possível identificar a causa. Por outro lado, como a obesidade parece estar relacionada à hipertensão craniana, é importante manter hábitos saudáveis de vida para controlar o peso. Por fim, a consulta de rotina com um oftalmologista também é importante, já que é possível avaliar a saúde do nervo óptico e possíveis alterações que podem ocorrer no início do papiledema”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Doenças na retina na infância podem causar perda da visão https://homolog.marcelabarreira.com.br/retina-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/retina-na-infancia/#respond Wed, 28 Sep 2022 16:56:41 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2340 Doenças na retina na infância podem causar perda da visão. Por isso, Setembro é o mês eleito para aumentar o conhecimento da população sobre as doenças da retina e é marcado pelo Dia Mundial da Retina, celebrado no último dia 25 de setembro  Doenças na retina afetam mais de 100 milhões de pessoas em todo […]

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Doenças na retina na infância podem causar perda da visão.

Por isso, Setembro é o mês eleito para aumentar o conhecimento da população sobre as doenças da retina e é marcado pelo Dia Mundial da Retina, celebrado no último dia 25 de setembro

 Doenças na retina afetam mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Retinal International

Embora raras, as doenças que afetam a retina na infância são potencialmente ameaçadoras para a visão. A retina é um tecido fino que reveste a parte de trás do olho. É uma estrutura extremamente vascularizada e é fundamental para a visão. Por isso, doenças que afetam o fundo do olho podem causar a perda definitiva da visão.

A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma das doenças da retina que podem ocorrer na infância. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a ROP é resultado de alterações na vascularização da retina dos bebês prematuros. Quanto mais prematuro o bebê for, maior o risco de ter a ROP.

“Os principais fatores de risco mais importantes são a idade gestacional, baixo peso e oxigenioterapia. “Embora a detecção precoce de ROP seja crucial, nem todos os casos exigirão tratamento. “Mas, o tratamento rápido permite uma maior chance de sucesso, com menos prejuízo na acuidade visual, menor risco de descolamento de retina e cegueira”, diz a médica.

Toxoplasmose e retina na infância

A toxoplasmose é uma infecção que pode causar danos na visão, principalmente quando ocorre durante a gestação. “Trata-se de uma doença causada por um parasita presente em fezes de gatos, solo, carnes, água e alimentos contaminados, principalmente os crus. A toxoplasmose pode causar cicatrizes na retina. De acordo com a localização dessas lesões, pode causar perda visual”, explica Dra. Marcela.

A toxoplasmose também pode ser adquirida durante a infância, principalmente quando a criança brinca em solos contaminados como areia, por exemplo. A contaminação também pode ocorrer por meio da alimentação e da ingestão de água não filtrada.

Além da toxoplasmose, outras infecções durante a gravidez como herpes simples, citomegalovírus, sífilis e rubéola são potencialmente perigosos para a retina. “Esses micro-organismos atravessam a placenta e podem causar muitos problemas no bebê, principalmente nos primeiros meses da gestação”, aponta a especialista.

Retinoblastoma e o reflexo esbranquiçado

Uma outra condição que pode prejudicar a retina na infância é o retinoblastoma. “Trata-se de um tumor maligno que ocorre devido a uma mutação genética. A partir dessa alteração nos genes, as células da retina começam a crescer de forma desordenada dando origem à lesão maligna”, diz Dra. Marcela.

O retinoblastoma costuma ser diagnosticado em crianças pequenas, entre os 8 meses aos 3 de idade, mas pode afetar crianças até por volta dos 5 anos. O principal sinal do retinoblastoma é o reflexo esbranquiçado no olho.

Doenças hereditárias também podem prejudicar a retina na infância

A retina também pode ser afetada por mutações genéticas que alteram o seu funcionamento e podem causar a perda visão. Há cerca de 260 genes ligados às doenças hereditárias da retina. Uma dessas doenças é retinose pigmentar (RP).

Nesses casos, a perda visual ocorre quando as células da retina sensíveis à luz morrem. A gravidade da condição varia de acordo com o gene afetado. A RP pode se desenvolver na infância ou na vida adulta. O primeiro sinal é a perda da visão noturna. Mais tarde, surgem manchas na visão lateral que reduzem a acuidade visual. Na fase mais avançada, perde-se a visão central.

Descolamento de retina na infância

Embora seja muito raro na infância, o descolamento da retina é uma condição que pode levar à perda visual. Em crianças, a principal causa costuma ser os traumas oculares ou lesões perfuro cortantes que atingem a retina.

O descolamento de retina também pode ocorrer na retinopatia da prematuridade e em crianças com algumas doenças genéticas. O tratamento precoce da condição é essencial para preservar a visão.

Cuidados preventivos são essenciais

A maioria dos problemas de retina na infância pode ser prevenido, salvo as doenças genéticas, como a retinose pigmentar.

Os cuidados preventivos devem começar ainda na gestação, com os exames pré-natais que podem detectar doenças maternas, como a toxoplasmose. A gestante deve cuidar da alimentação, evitando alimentos crus e água não filtrada e atualizar a carteira de vacinação.

A recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra para uma avaliação completa do sistema visual.

Por fim, os pais precisam ficar atentos aos traumas oculares que possam afetar a retina, como boladas, perfuração do olho com brinquedos e outros objetos cortantes. Vale lembrar que a toxoplasmose, a rubéola, herpes e citomegalovírus também podem ocorrer durante a infância e afetar a retina.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Lesões oculares são importante causa de baixa visão e cegueira na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/lesoes-oculares-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lesoes-oculares-infancia/#respond Thu, 22 Sep 2022 19:02:17 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2337 Estima-se que cerca de 50 mil pessoas perdem a visão todos os anos devidos a traumas oculares, sendo que 30% delas têm menos de 18 anos de idade A maioria das lesões oculares na infância ocorre durante atividades recreativas e esportivas. Entre as lesões mais comuns estão arranhões na córnea, lesões contusas no globo ocular […]

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Estima-se que cerca de 50 mil pessoas perdem a visão todos os anos devidos a traumas oculares, sendo que 30% delas têm menos de 18 anos de idade

A maioria das lesões oculares na infância ocorre durante atividades recreativas e esportivas. Entre as lesões mais comuns estão arranhões na córnea, lesões contusas no globo ocular (socos, boladas, pontapés), lesões químicas e lesões perfuro cortantes (acidentes com tesouras, lápis e outros objetos pontiagudos).

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, qualquer lesão nos olhos das crianças e bebês precisa ser avaliada por um oftalmologista. “Nem sempre um médico generalista consegue examinar com mais precisão todas as estruturas oculares. Por isso, o ideal é que os pais procurem serviços de urgência especializados em oftalmologia”, ressalta.

Boladas e socos nos olhos ameaçam a visão

As lesões de alta velocidade são muito perigosas para a visão. Esses traumas são aqueles que ocorrem, geralmente, durante um jogo com bola. Quanto menor a bola, maior o risco. Nesse grupo também entram socos e pontapés.

“As lesões que atingem o olho em alta velocidade podem causar danos estruturais importantes no globo ocular. Uma das consequências é o aumento da pressão intraocular e consequente desenvolvimento de um glaucoma por trauma. Também pode ocorrer descolamento de retina, hemorragia vítrea e até fratura do osso orbitário”, comenta Dra. Marcela.

Fora de alcance

Os acidentes oculares que envolvem produtos químicos também são comuns. Mas no geral são menos graves do que lesões contusas.

“De qualquer maneira, os pais e responsáveis precisam sempre manter produtos químicos longe do alcance das crianças. Nessa lista entram detergentes, produtos de limpeza, perfumes, cremes, desodorantes e até mesmo o álcool em gel”, reforça Dra. Marcela.

Longe das pontas

As lesões perfurocortantes também são comuns. “As crianças são curiosas por natureza, principalmente quando começam a andar e a explorar os ambientes. Portanto, nessa fase e ao longo da infância é preciso tomar muito cuidado com objetos pontiagudos, brinquedos, lápis, tesouras etc. Portanto, a regra é sempre supervisionar a criança e manter objetos com pontas bem guardados e fora do alcance dos pequenos.

Plantas e animais

As plantas também podem ser perigosas para as crianças. “Existem algumas plantas que têm pontas. Outras soltam substâncias que podem causar lesões químicas. Devemos ainda lembrar dos animais que podem causar arranhaduras na córnea, como cães, gatos e pássaros”, adiciona Dra. Marcela

Trauma ocular é emergência médica

As lesões oculares devem ser tratadas como uma emergência médica. “A recomendação é procurar um oftalmologista ou serviço de pronto atendimento oftalmológico sempre que houver lesões nos olhos. Os pais não devem aplicar nenhum tipo de medicamento, colírio, pomada ou fazer curativos. Quando a lesão for química, a recomendação é lavar os olhos com água durante uns 15 minutos e ir para serviço médico”, alerta Dra. Marcela.

O atendimento precoce em lesões mais graves é muito importante para prevenir perda visual ou consequências.

 

Veja agora algumas dicas para prevenir acidentes oculares na infância

  • Oriente a criança a não colocar o rosto muito perto dos animais na hora de brincar

  • Não permita que a criança tenha brinquedos como estilingues, armas que soltam jato de água, espadas etc.

  • Mantenha produtos químicos fora do alcance das crianças, bem como medicamentos em forma de pomadas ou colírios

  • Opte por plantas sem espinhos, pontas e que não sejam tóxicas

  • Preste atenção nos móveis com quinas, objetos de decoração pontiagudos etc.

  • O uso de óculos de proteção em jogos com bola é uma forma de reduzir o risco de acidentes oculares

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins, bem como realiza alguns atendimentos nas cidades do Rio de Janeiro e Sorocaba.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O que é neurite ótica? Quais os sintomas? É grave? Como é o tratamento? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-neurite-otica/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-neurite-otica/#respond Thu, 05 May 2022 16:35:19 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2255 A neurite ótica é uma inflamação do nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as informações visuais para o cérebro.  Quais são as causas da neurite ótica? A neurite ótica pode ser causada por diversos fatores. Em geral, é uma manifestação de uma outra doença. Na maioria dos casos, a neurite ótica está ligada às doenças […]

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A neurite ótica é uma inflamação do nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as informações visuais para o cérebro.

 Quais são as causas da neurite ótica?

A neurite ótica pode ser causada por diversos fatores. Em geral, é uma manifestação de uma outra doença.

Na maioria dos casos, a neurite ótica está ligada às doenças desmielinizantes. Antes de continuarmos a falar da neurite, vamos entender melhor o que são essas doenças.

As doenças desmielinizantes são condições autoimunes que prejudicam uma parte da estrutura dos neurônios, chamada de bainha de mielina.

As células do sistema nervoso são chamadas de neurônios. A aparência de um neurônio lembra um tronco de árvore, com duas ramificações embaixo e uma em cima. A parte que liga as duas extremidades é chamada de axônio, responsável por levar o impulso nervoso para vários locais do corpo.

O axônio tem uma espécie de “capa de gordura”, chamada de bainha de mielina. Sua principal função é não deixar a carga elétrica do impulso nervoso sair do axônio durante a condução.

Em algumas pessoas, o organismo interpreta a bainha de mielina como uma ameaça. O resultado é um ataque do sistema autoimune para “destruir” a bainha de mielina. Por isso, as doenças desmielinizantes são consideradas autoimunes.

O resultado dessas lesões é que os impulsos elétricos não conseguem chegar aonde deveriam. Dependendo da parte do corpo afetada, surgem as manifestações.

O nervo óptico, portanto, pode sofrer esse processo degenerativo na bainha de mielina e, como consequência, ocorrem os problemas na visão.

Esclerose Múltipla x Neurite Ótica

A principal causa da neurite ótica é a esclerose múltipla. Trata-se de uma doença autoimune desmielinizante.

A neurite ótica pode ser o primeiro sintoma da esclerose múltipla em cerca de 20% dos pacientes. Estima-se que cerca de 50 a 60% dos pacientes que apresentam um episódio da doença desenvolvem a esclerose múltipla.

Outras causas da neurite ótica

Apesar de serem menos comuns, há outras causas. Entre elas podemos citar algumas doenças infecciosas, como:

  • Toxoplasmose
  • Citomegalovírus
  • HIV
  • Sífilis

 Sinais e Sintomas

Entre os principais sintomas estão:

  • Perda aguda da visão em um dos olhos – costuma piorar ao longo de algumas horas ou dias
  • Dor ao movimentar os olhos para os lados
  • Embaçamento visual referida como uma mancha na visão
  • Fotofobia

Fatores de Risco

  • Infecções (HIV, Toxoplasmose, Sífilis etc.)
  • Doenças autoimunes
  • Mulheres entre 20 e 40 anos
  • Doenças Reumatológicas

 Diagnóstico & Tratamento

Por se tratar de uma doença que atinge tanto o sistema nervoso quanto o sistema visual, a neurite ótica exige que o médico oftalmologista possua também conhecimentos em neurologia. Assim, o ideal é procurar um neuroftalmologista.

Em geral, o paciente é internado para realizar os exames necessários mais rapidamente, como também para receber o corticoide na veia.

Prognóstico

O prognóstico quer dizer a situação do paciente que tem uma neurite ótica após o tratamento. Ou seja, como a doença vai evoluir.

Muitos episódios da neurite ótica se resolvem em torno de 2 a 3 meses. Contudo, o prognóstico vai depender da evolução da doença sistêmica.

Quando o paciente não tem nenhuma condição de base, a recuperação da visão ocorre. Mas em cerca de 25% dos casos, há recorrência de uma crise de neurite.

É muito importante tratar a doença de base para prevenir novos episódios da neurite e realizar, também, um acompanhamento regular com o neuroftalmologista.

Onde achar um neuroftalmologista?

 A Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, além de oftalmopediatra e especialista em estrabismo. A médica realiza tanto o diagnóstico como o tratamento da neurite ótica.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins. Além disso, é Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), bem como realiza alguns atendimentos na cidade do Rio de Janeiro.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Neurite ótica e Esclerose Múltipla https://homolog.marcelabarreira.com.br/neurite-otica-esclerose/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/neurite-otica-esclerose/#comments Thu, 16 Aug 2018 14:58:08 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2018/08/16/neurite-otica/ Você sabia que a neurite ótica e a esclerose múltipla estão relacionadas. Isso porque cerca de 50 a 60% dos pacientes que apresentam um episódio de neurite ótica desenvolvem a esclerose múltipla. Na maioria dos casos, a neurite ótica é uma manifestação da esclerose múltipla. Perda aguda da visão de um dos olhos, que piora […]

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Você sabia que a neurite ótica e a esclerose múltipla estão relacionadas. Isso porque cerca de 50 a 60% dos pacientes que apresentam um episódio de neurite ótica desenvolvem a esclerose múltipla.

Na maioria dos casos, a neurite ótica é uma manifestação da esclerose múltipla. Perda aguda da visão de um dos olhos, que piora em questão de horas ou de dias. Dor ao movimentar os olhos, dificuldade para enxergar cores e sensação de luzes piscantes.

Estes são os sintomas clássicos de um episódio de neurite ótica, uma inflamação que danifica o nervo ótico, responsável por transmitir as informações visuais para o cérebro. A neurite ótica pode ser o primeiro sintoma da esclerose múltipla em cerca de 20% dos pacientes.

O mês de agosto foi eleito para falar sobre a esclerose múltipla, doença autoimune que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC). Na esclerose múltipla, o próprio sistema de defesa do organismo ataca a bainha de mielina, substância que reveste e protege as células nervosas, permitindo a troca de mensagens entre o cérebro e o restante do corpo.

A esclerose múltipla causa danos na bainha de mielina, o que leva os nervos a perderem a capacidade de enviar e de receber as mensagens da forma correta.

Problemas visuais são prevalentes nos pacientes com EM
“Esse processo degenerativo e progressivo na bainha de mielina leva aos sintomas, como enfraquecimento dos músculos, perda da coordenação, paralisia e aos problemas que afetam o nervo óptico, como a neurite ótica. Os problemas visuais afetam de 50 a 60% dos pacientes. A neurite ótica pode ser o primeiro sintoma, como também uma manifestação posterior da doença”, explica a neuroftalmologista Dra. Marcela Barreira, Chefe do Setor de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

Dra. Marcela afirma que cerca de 50% das pessoas que apresentam uma crise isolada de neurite ótica irão desenvolver a esclerose múltipla dentro de 15 anos. “A neurite ótica é a causa mais comum de perda visual aguda em jovens adultos, sendo que as mulheres são mais afetadas que os homens, assim como a EM também afeta mais o sexo feminino do que o masculino”.

A neurite ótica também está ligada a outras doenças autoimunes, como também pode ser idiopática, ou seja, sem causa definida.

Diagnóstico & Tratamento
O médico responsável por fazer o diagnóstico da neurite ótica é o neuroftalmologista. “Além do exame clínico, o médico irá solicitar uma série de exames laboratoriais e de imagem para confirmar a suspeita. O tratamento pode variar de paciente para paciente, mas em geral é feito com medicamentos que ajudam a controlar a inflamação e a dor”, explica Dra. Marcela. Vale lembrar que o tratamento para a esclerose múltipla também ajuda a diminuir a quantidade e a gravidade das crises de neurite ótica.

 Prognóstico

Embora a maior parte dos pacientes recupere a visão depois de um episódio de neurite ótica, alguns podem apresentar diminuição da acuidade visual, assim como dificuldades para enxergar cores, brilho e nitidez. “Outra consequência da neurite ótica em alguns pacientes é o embaçamento da visão quando há aumento da temperatura corporal, seja em um quadro febril ou em situações como atividade física e locais quentes, por exemplo. Isso é chamado de sinal de Uhthoff”, explica Dra. Marcela.

Por fim, estima-se que cerca de 3 em cada 10 pacientes que já tiveram um episódio de neurite ótica podem apresentar outro, no mesmo olho, ao longo da vida.

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