Arquivos síndrome do olho seco - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/sindrome-do-olho-seco/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 17 Jul 2024 17:12:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos síndrome do olho seco - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/sindrome-do-olho-seco/ 32 32 Crianças podem desenvolver síndrome do olho seco – Saiba o porquê https://homolog.marcelabarreira.com.br/criancas-sindrome-do-olho-seco/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/criancas-sindrome-do-olho-seco/#respond Wed, 17 Jul 2024 17:12:46 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2711 Uso de telas por tempo prolongado é principal fator de risco Embora o olho seco seja uma doença mais prevalente em adultos, especialmente após os 40 anos, também pode afetar o público infantil. Ou seja, crianças podem desenvolver a síndrome do olho seco, apesar de ser mais raro. E um dos principais fatores de risco […]

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Uso de telas por tempo prolongado é principal fator de risco

Embora o olho seco seja uma doença mais prevalente em adultos, especialmente após os 40 anos, também pode afetar o público infantil. Ou seja, crianças podem desenvolver a síndrome do olho seco, apesar de ser mais raro. E um dos principais fatores de risco é o uso prolongado de telas.

Hoje, vamos falar um pouco mais sobre o porquê crianças podem desenvolver o olho seco. A razão é que o mês de julho foi eleito para aumentar o conhecimento sobre a síndrome do olho seco, também chamada de ceratoconjuntivite seca, por meio do movimento Julho Turquesa.

Síndrome do olho seco – O que você precisa saber

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, o olho seco é uma doença que afeta a superfície ocular. Esta região é composta pela córnea, esclera, episclera e conjuntiva. A saúde desta área ocular depende do bom funcionamento de algumas glândulas, como as sebáceas e as lacrimais. Estas glândulas produzem substâncias que compõem o filme lacrimal, popularmente chamado de lágrima”.

“A lágrima tem três camadas: a aquosa, a gordurosa e a mucosa. Toda vez que piscamos, o filme lacrimal se espalha na superfície ocular, lubrificando, nutrindo e protegendo a região. Entretanto, existem algumas condições que podem alterar o funcionamento das glândulas lacrimais e sebáceas dos olhos. Quando o problema é nas glândulas sebáceas, ocorre o olho seco evaporativo. Já as alterações nas glândulas lacrimais acarretam o olho seco por deficiência aquosa”, explica Dra. Marcela.

Tipicamente, o olho seco é uma doença de adultos relacionada à inúmeros fatores de risco. Contudo, nos últimos anos, os estudos apontam que a baixa prevalência do olho seco na infância pode estar associada ao subdiagnóstico.

“Mas, assim como acontece com os adultos, o olho seco na infância pode ser bastante desconfortável e afetar a visão, com impactos na aprendizagem, nos esportes e em outras áreas da vida. Por esses motivos, é importante entender que crianças podem desenvolver o olho seco”, alerta Dra. Marcela.

Crianças podem desenvolver olho seco devido ao uso prolongado de telas

Atualmente, um dos principais fatores de risco do olho seco na infância é o tempo prolongado de telas. Um estudo de 2021, publicado no periódico Clinical Epidemiology and Global Health, apontou que existe uma associação importante entre o uso prolongado de smartphones e o risco aumentado de desenvolver doenças da superfície ocular. Para além disso, o estudo também indicou que quanto mais tempo a criança usa o smartphone, menor é a taxa de intermitência (tempo entre uma piscada e outra).

Entre outros fatores de risco de olho seco na infância estão:

  • Alergias oculares
  • Doenças autoimunes como síndrome de Sjogren e artrite reumatoide
  • Conjuntivite e ceratoconjuntivite
  • Inflamação e danos na superfície ocular
  • Anormalidades neurossensoriais
  • Blefarite e disfunção das glândulas sebáceas das pálpebras
  • Uso de lentes de contato
  • Rosácea
  • Deficiência de vitamina A
  • Má nutrição em geral
  • Uso de medicamentos tópicos e sistêmicos para acne, anti-histamínicos e colírios com cloreto de benzalcônio na fórmula

Muito além da secura ocular

Vale esclarecer que a secura ocular é apenas um dos sintomas do olho seco. Aliás, isoladamente, o ressecamento dos olhos não é suficiente para determinar o diagnóstico. “A secura pode vir acompanhada de irritação, coceira, vermelhidão na conjuntiva, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, visão embaçada, sensibilidade à luz, desconforto ao usar lentes de contato e acúmulo de remelas nos cantos dos olhos, próximos ao nariz”, aponta Dra. Marcela.

A principal recomendação é que na presença dos sintomas, de forma persistente, os pais procurem um oftalmopediatra para uma avaliação. O tratamento depende da origem do olho seco e pode envolver uso de medicamentos, colírios, compressas mornas e mudança de hábitos.

Crianças e síndrome do olho seco – O que os pais precisam fazer

“As crianças com síndrome do olho seco precisam mudar certos hábitos. O primeiro é reduzir, ao máximo, o uso das telas. O problema dos dispositivos eletrônicos é a redução do número de piscadas. A tendência quando usamos um celular, por exemplo, é de piscar menos vezes e isto pode afetar a superfície ocular, bem como agravar os sintomas”, diz Dra. Marcela.

Aqui vai uma dica: como pode ser quase impossível inibir o uso das telas, o ideal é fazer pausas a cada 20 minutos de uso. Os pais também podem orientar a criança a piscar mais vezes enquanto estiverem em frente as telas.

Outro cuidado importante é manter os ambientes da casa com boa umidade no ar. Em períodos mais secos do ano, quando chove menos, por exemplo, a recomendação é usar umidificadores de ar. O ar também fica mais seco quando o ambiente é climatizado com ar-condicionado. Portanto, a regra da umidificação também serve nestes casos.

Nos casos de olho seco evaporativo, o uso de compressas mornas para amolecer as secreções acumuladas nos ductos das glândulas sebáceas pode ajudar a melhorar a qualidade do filme lacrimal. Também é preciso garantir que a criança tenha um bom aporte de nutrientes, especialmente de vitamina A.

Conclusão

O olho seco em crianças é menos frequente do que em adultos. Todavia, o uso excessivo e prolongado de telas está associado a um risco maior de desenvolver a síndrome do olho seco na infância. Sendo assim, cabe aos pais controlarem o tempo de uso dos dispositivos eletrônicos, garantir uma boa nutrição, orientar sobre as pausas durante o uso das telas e levar as crianças ao oftalmopediatra na presença de sinais e sintomas da doença”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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O olho seco em crianças não é tão comum. Contudo, estudos recentes apontam que o uso excessivo de celulares e tablets tem contribuído para o desenvolvimento precoce da síndrome do olho seco, na população infantojuvenil.

Segundo os pesquisadores, a explicação é que durante o uso das telas, o número de piscadas diminui. Com isto, a superfície ocular fica menos lubrificada, levando ao desenvolvimento dos sintomas. A taxa de intermitência (piscadas) pode cair de 5 a 6 vezes por minuto durante o uso das telas.

Os estudos indicam que, provavelmente, a prevalência do olho seco em crianças é subestimada, já que os sinais e sintomas do olho seco na infância e adolescência costumam ser associados a doenças como alergias e conjuntivites, por exemplo.

Menos piscadas, mais problemas

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, durante o uso de celulares, tablets e computadores, piscamos menos. “O ato de piscar é responsável por distribui o filme lacrimal na superfície ocular. A lágrima é crucial para manter essa superfície nutrida, lubrificada, limpa e protegida contra os agentes alérgenos e partículas que possam penetrar nos olhos. Quando há queda da taxa de piscadas, a superfície ocular fica ressecada, pois a lágrima evapora mais rápido, deixando uma porta aberta para o desenvolvimento do olho seco”.

Fatores de risco do olho seco em crianças

Um estudo recente, publicado no periódico científico The Ocular Surface, fez alguns apontamentos interessantes sobre o olho seco em crianças. A prevalência da síndrome do olho seco, com base em sinais e sintomas, foi significativamente maior em crianças entre os 7 e 12 anos, moradoras de centros urbanos.

Já o uso diário das telas foi considerado um fator de risco independente de outros fatores, em crianças a partir dos 7 anos. No estudo, observou-se que quando o uso do smartphone foi interrompido por 4 semanas, os sinais e sintomas do olho seco melhoraram.

Por outro lado, os dados da pesquisa mostraram um aumento de 15% no risco de desenvolver olho seco a cada hora em frente às telas. O estudo sugeriu ainda que a alergia ocular pode ser uma comorbidade do olho seco em crianças.

Sinais e sintomas do olho seco em crianças

“A secura ocular, por si só, não indica a presença da síndrome do olho seco. O mais importante é entender que a secura nos olhos é uma queixa comum, que pode acontecer depois de um dia na piscina, em dias mais secos, em ambientes com baixa umidade no ar, entre outras situações. O principal ponto de atenção é a persistência do sintoma e o surgimento de outros sinais”, aponta Dra. Marcela.

Os pais devem ficar atentos a

  • Presença persistente de secura ocular
  • Sensação de corpo estranho nos olhos
  • Lacrimejamento
  • Vermelhidão
  • Irritação
  • Coceira

Diagnóstico do olho seco em crianças

Atualmente, é possível realizar um exame para avaliar a superfície ocular e determinar se há alterações sugestivas do olho seco, tanto em crianças como em adultos. O exame se chama Tearcheck. O teste é realizado em 10 minutos e permite ao oftalmologista avaliar as condições do filme lacrimal e da superfície ocular por meio de duas câmeras de alta resolução.

Prevenção e tratamento do olho seco em crianças

A melhor forma de prevenir o olho seco em crianças e adolescentes é limitar o tempo de uso de celulares, tablets e computadores. Além disso, os pais precisam estar atentos ao fato de que crianças menores de 2 anos não devem ser expostas aos dispositivos eletrônicos.

“Outra atitude é incentivar que as crianças e adolescentes façam pausas a cada 20 minutos em frente às telas. Se possível, explique a importância de piscar mais frequentemente para garantir que o filme lacrimal lubrifique a superfície ocular com mais eficácia”, reforça Dra. Marcela.

“Por fim, o ideal é reduzir o tempo nas telas e aumentar o tempo das atividades ao ar livre e dos esportes. Isso vai ajudar na prevenção do olho seco, assim como previne o surgimento da miopia ou sua progressão, algo também ligado ao uso excessivo das telas”, finaliza a especialista.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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