Arquivos terçol - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/tercol/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:29:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos terçol - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/tercol/ 32 32 Alergia ocular em crianças por maquiagem – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-em-criancas-por-maquiagem-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/alergia-ocular-em-criancas-por-maquiagem-o-que-voce-precisa-saber/#respond Thu, 27 Feb 2025 18:28:51 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3223 A alergia ocular em crianças por maquiagem é um problema sério. Sendo assim, o uso cada vez mais precoce e frequente de cosméticos na infância, tem sido uma preocupação frequente dos oftalmologistas e dermatologistas. Com a chegada do Carnaval, o tema se torna ainda mais preocupante. Por isso, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. […]

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A alergia ocular em crianças por maquiagem é um problema sério. Sendo assim, o uso cada vez mais precoce e frequente de cosméticos na infância, tem sido uma preocupação frequente dos oftalmologistas e dermatologistas. Com a chegada do Carnaval, o tema se torna ainda mais preocupante.

Por isso, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Maquiagem para os olhos é a segunda causa de alergia ocular

Inicialmente, é importante esclarecer que a maquiagem é a segunda causa de alergia ocular, especificamente da dermatite de contato na região periocular, especialmente nas pálpebras. “Sendo assim, como as meninas hoje estão usando maquiagem cada vez mais cedo, precisamos esclarecer para os pais e responsáveis o risco de certos problemas, como a alergia ocular em crianças por maquiagem”, comenta Dra. Marcela.

Quanto mais brilhante, maior o risco de alergia 

Primeiramente, precisamos falar sobre as alergias na infância, que são muito comuns. “Dessa forma, precisamos estar atentos aos produtos voltado para as crianças. Uma das razões para uma maior incidência de alergias na infância é que o sistema imunológico está em formação. Em outras palavras, há um risco maior do organismo em reagir de forma exagerada a certas substância químicas, ou outros alérgenos, como pó, pelos de animais, polén e certos alimentos”, explica Dra. Marcela.

Em relação aos cosméticos, especialmente maquiagens para a região periocular, a reação alérgica pode ter associação com alguns componentes das fórmulas. “Acima de tudo, precisamos reforçar que quanto mais colorida e mais brilhante for a maquiagem, maior o risco de o produto conter alumínio, cobalto, níquel, cromo e chumbo. Sendo assim, esses metais são muito perigosos para a saúde, tanto de crianças como de adultos” alerta a oftalmologista.

Outro produto perigoso para as crianças é rímel, que pode ter em sua fórmula o timerosal, uma forma do mercúrio, que ajuda a conversar o produto. De acordo com estudos, essa substância tem um alto risco de desencadear alergias nas pálpebras.

Mas, vale reforçar que todos os produtos para a região podem desencadear a alergia ocular em crianças por maquiagem. Entre eles:

  • Sombras
  • Delineadores
  • Lápis de olho
  • Rímel
  • Corretivos
  • Iluminadores

Alergia  em crianças por maquiagem – Quais os sintomas

Inicialmente é importante dizer que nem todas as crianças podem apresentar alergia ocular ao usarem maquiagem. Por outro lado, é crucial saber quais são os sinais e sintomas e o que fazer.

“A alergia pode ocorrer logo em seguida da aplicação das maquiagens. Nesse caso, se for na pele das pálpebras, estamos falando da dermatite de contato. Os sintomas são coceira, vermelhidão, inchaço e ardência. Além disso, podem se formar bolhas ou protuberâncias na pele”, diz Dra. Marcela.

“A primeira recomendação é remover o produto e lavar com água de forma abundante. Os pais também precisam ficar atentos a uma reação mais severa, que é o fechamento da glote. Nesses casos, a criança pode apresentar diversos sintomas como falta de ar, sensação de ter um bolo na garganta, chiado no peito, dificuldade para falar, inchaço nos lábios e no rosto e coceira na garganta. Definitivamente, essa situação é uma emergência médica e os pais devem levar a criança imediatamente para um pronto socorro”, alerta a oftalmologista.

“Quando a alergia se concentra nas pálpebras ou nos olhos, além de lavar com água, pode ser necessário prescrever medicamentos antialérgicos, sejam locais ou orais. Portanto, o ideal é procurar o pediatra ou outro médico”, finaliza Dra. Marcela.

Dicas para prevenir alergia nos olhos

Enfim, como pode ser difícil proibir as crianças de usar maquiagem, o ideal é adotar alguns cuidados. Com a ajuda da Dra. Marcela, preparamos dicas para os pais.

  • Bom senso – Quando falamos de maquiagem em crianças, é preciso usar o bom senso. Em outras palavras, os pais podem e devem controlar o uso. A recomendação é reservar para ocasiões especiais, ou seja, evitar que a criança use todos os dias.
  • Cuidado com maquiagens de origem duvidosa – Atualmente, há uma variedade imensa de maquiagens que chegam de outros países. Contudo, esses produtos podem ter origem duvidosa, especialmente se não possuem a autorização das agências de controle sanitário do nosso país. Portanto, é crucial evitar que as crianças usem cosméticos de má procedência.
  • Invista em produtos de qualidade – Acima de tudo, lembre-se de optar por produtos voltados para crianças. Leia os rótulos e prefira produtos veganos, que possuem menos química.
  • Teste antes do uso – Para prevenir reações alérgicas, realize um teste na pele do pulso antes de a criança usar a maquiagem.
  • Evite o brilho – Embora as meninas costumem adorar as maquiagens com glitter e brilho, atente-se! Isso porque são os produtos que podem conter a maior quantidade de metais.
  • Crianças alérgicas – Quando a criança é alérgica (possui asma, rinite, dermatite atópica etc.), o ideal é não usar maquiagens. Afinal, o risco de desenvolver uma alergia ocular é maior do que em crianças não atópicas.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Causas de vermelhidão nos olhos – Quando se preocupar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-de-vermelhidao-nos-olhos-quando-se-preocupar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-de-vermelhidao-nos-olhos-quando-se-preocupar/#respond Thu, 09 Jan 2025 14:16:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3114 Há inúmeras causas de vermelhidão nos olhos, condição chamada de hiperemia. Aliás, trata-se de uma das queixas mais frequentes nos consultórios oftalmológicos. Praticamente, todas as pessoas já tiveram ou terão algum episódio de vermelhidão nos olhos, inclusive as crianças. Entretanto, na maioria dos casos a hiperemia é uma condição passageira e não representa uma ameaça […]

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Há inúmeras causas de vermelhidão nos olhos, condição chamada de hiperemia. Aliás, trata-se de uma das queixas mais frequentes nos consultórios oftalmológicos. Praticamente, todas as pessoas já tiveram ou terão algum episódio de vermelhidão nos olhos, inclusive as crianças. Entretanto, na maioria dos casos a hiperemia é uma condição passageira e não representa uma ameaça ao sistema visual.

Por outro lado, as causas de vermelhidão dos olhos podem variar e, em alguns casos, pode ser necessário buscar ajuda médica. Para esclarecer as dúvidas sobre esse assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Causas de vermelhidão nos olhos – O que você precisa saber

“Primeiramente, é importante esclarecer que a vermelhidão nos olhos pode aparecer após um dia mais cansativo, longas horas em dispositivos eletrônicos, bem como depois de atividades aquáticas ou ainda quando ar está mais seco e/ou poluído. Nesses casos, a tendência é a melhora espontânea, seja ao longo do dia ou no dia seguinte”, comenta Dra. Marcela.

“Entretanto, se a vermelhidão ocular persistir e estiver acompanhada de outros sintomas, é um indicativo de que é preciso procurar um oftalmologista, alerta a especialista.

Agora, com a colaboração da oftalmopediatra, vamos falar mais sobre as principais causas de vermelhidão ocular e quando se preocupar.

Conjuntivite causa vermelhidão nos olhos

“Uma das principais causas de vermelhidão nos olhos é a conjuntivite, inflamação que atinge conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. A conjuntivite afeta os dois olhos, sendo esse um importante diferencial para o diagnóstico. Para além disso, a doença pode ter origem viral, bacteriana, alérgica ou irritativa”, explica Dra. Marcela.

Geralmente, a vermelhidão nos olhos é apenas um dos sintomas. Veja os demais abaixo:

  • Ardência
  • Coceira
  • Sensibilidade à luz
  • Acúmulo de secreção
  • Inchaço
  • Sensação de corpo estranho no olho
  • Olhos grudados (especialmente nas formas infecciosas)

A oftalmologista lembra que é importante diferenciar os tipos de conjuntivite, pois apenas a forma bacteriana exige tratamento medicamentoso. “Normalmente, a secreção da forma bacteriana e viral costuma ser esverdeada e abundante. Já na alérgica, o muco costuma ser mais esbranquiçado e menos abundante.

Alergia ocular/irritativa

“Inicialmente, é importante esclarecer que a alergia ocular também costuma afetar os dois olhos. Entre os principais sintomas estão coceira intensa, ardência e sensação de areia nos olhos. As pálpebras ficam inchadas e os olhos apresentam lacrimejamento constante”, aponta Dra. Marcela.

O desencadeamento de uma alergia ocular pode ocorrer devido à exposição do paciente a agentes químicos, como cloro de piscina, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza etc. O processo alérgico também pode ocorrer devido a reações a agentes como pó, pelos de animais e polén.

Lesões na córnea

A córnea é uma das estruturas mais importantes do olho humano. Sendo assim, doenças e lesões nessa região podem ameaçar a visão. Uma das lesões comuns, principalmente entre crianças, são os arranhões na córnea. Entre as principais causas estão o contato da córnea como areia, poeira ou demais partículas que podem entrar nos olhos e se alojar no tecido corneano.

Os sinais de um arranhão na córnea são:

  • Dor ocular intensa;
  • Sensação de areia no olho;
  • Olhos lacrimejantes;
  • Vermelhidão nos olhos;
  • Sensibilidade à luz;
  • Dor de cabeça

Acima de tudo, é crucial saber que lesões na córnea são consideradas uma emergência médica. Portanto, é uma situação que demanda procurar atendimento imediato. Uma recomendação importante é lavar os olhos com lágrimas artificiais. Caso não tenha essa produto, basta usar água limpa, procurando piscar várias vezes, para remover o máximo de resíduos possível.

Infecções virais – Gripes e Resfriados podem causar vermelhidão nos olhos

As gripes e resfriados são causas bem comuns de vermelhidão nos olhos. Os vírus das doenças do trato respiratório superior costumam causar congestão nos vasos sanguíneos, ou seja, há um acúmulo anormal e excessivo de sangue.

A congestão pode afetar os vasos sanguíneos da esclera (parte branca dos olhos) e causar a vermelhidão nos olhos. Geralmente, não é um quadro preocupante, já que tende a desaparecer juntamente os demais sintomas das viroses.

Por outro lado, alguns quadros virais, especialmente gripes e resfriados, podem evoluir e levar a uma conjuntivite. Sendo assim, é importante que durante quadros virais, o paciente se atento ao surgimento de outras manifestações, como:

  • Ardência;
  • Coceira;
  • Sensibilidade à luz;
  • Acúmulo de secreção purulenta (mais abundante na forma bacteriana);
  • Inchaço nas pálpebras;
  • Sensação de corpo estranho no olho.

Na presença desses sintomas, associados à vermelhidão nos olhos, a recomendação é procurar um oftalmologista.

Traumas e lesões

Embora em adultos traumas oculares sejam mais raros, na infância podem ser bastante comuns. De qualquer maneira, boladas, socos, pancadas e perfurações podem levar a hemorragia nos olhos e nos anexos, como as pálpebras, seja em adultos ou em crianças. “Dessa forma, acidentes que atingem os olhos demandam tratamento imediato, principalmente quando surgem outros sintomas, como dor ocular intensa, perda da visão, enjoos e vômitos”, alerta Dra. Marcela.

Terçol

O terçol é uma das condições oftalmológicas mais comuns. Tanto que a maioria da população vai desenvolver ao menos um terçol ao longo da vida. Embora o terçol se desenvolva na margem das pálpebras, pode causar uma irritação na conjuntiva, resultando na vermelhidão do globo ocular.

O terçol melhora de forma espontânea. Assim, a vermelhidão nos olhos também tende a desaparecer juntamente com os demais sintomas.

Leia mais sobre o terçol aqui.

Conclusão – Causas de vermelhidão nos olhos são diversas, mas nem todas são inofensivas

Como vimos, há diversas causas de vermelhidão nos olhos. A maior parte não representa um perigo para a visão. Por outro lado, em alguns casos é preciso ficar atento a outros sintomas e procurar ajuda médica assim que possível.

“Finalmente, é importante reforçar que a persistência da vermelhidão nos olhos, além do surgimento de outras manifestações, são dois sinais de que é preciso procurar um oftalmologista para realizar o correto diagnóstico e prescrever o tratamento mais adequado”, encerra Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Cuidados com os olhos no verão – Dicas práticas https://homolog.marcelabarreira.com.br/cuidados-com-os-olhos-no-verao-dicas-praticas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/cuidados-com-os-olhos-no-verao-dicas-praticas/#respond Fri, 13 Dec 2024 11:59:44 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3030 Hoje vamos falar sobre os cuidados com os olhos no verão. Primeiramente, é importante lembrar que esses cuidados devem ser diários. Contudo, no verão a saúde ocular fica mais suscetível a certas condições e doenças. Para ajudar a esclarecer o assunto e falar sobre os cuidados com os olhos no verão, hoje vamos entrevistar a […]

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Hoje vamos falar sobre os cuidados com os olhos no verão. Primeiramente, é importante lembrar que esses cuidados devem ser diários. Contudo, no verão a saúde ocular fica mais suscetível a certas condições e doenças.

Para ajudar a esclarecer o assunto e falar sobre os cuidados com os olhos no verão, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Cuidados com os olhos no verão podem evitar imprevistos

Sem dúvidas, o verão é a estação do ano mais esperada pelos brasileiros. Mas, para além da diversão e do bem-estar que essa época traz, há também um risco maior de certos problemas de saúde.

“O clima mais quente e úmido é ideal para a proliferação de micro-organismos, como fungos, vírus e bactérias. Em razão disso, durante o verão temos um aumento de casos de conjuntivites infecciosas, por exemplo. Em geral, a contaminação pode ocorrer em piscinas de uso comum, seja em hotéis, clubes e outros locais públicos. A transmissão também ocorre de pessoa para pessoa e por meio do compartilhamento de objetos de uso pessoal”, comenta Dra. Marcela.

Vale lembrar que a água de rios, cachoeiras e lagos também pode conter micro-organismos perigosos para a saúde ocular e para a saúde como um todo. Dessa maneira, é crucial se certificar a respeito da qualidade da água, ou seja, se o local é próprio para o banho.

Olhos vermelhos e irritados

Durante os meses do verão, especialmente dezembro e janeiro, boa parte da população viaja ou passa a frequentar praias e piscinas.

“A água do mar, o cloro e outros produtos usados para tratar piscinas, bem como areia e o vento podem causar quadros de conjuntivite irritativa ou alérgica. Outro fator de risco para a irritação e alergia ocular é o uso de protetor solar na face, que acaba escorrendo para os olhos”, explica Dra. Marcela.

A oftalmologista lembra ainda que o ar-condicionado, ventiladores e climatizadores, muito utilizados nos meses mais quentes, reduzem a umidade relativa do ar. Com isso, os olhos podem ficar mais secos, levando à coceira, ardência, vermelhidão e outros sintomas oculares.

Sintomas oculares persistentes precisam de atenção

Acima de tudo, os cuidados com os olhos no verão também envolvem prestar atenção ao surgimento de sintomas persistentes. “Após um dia na praia ou na piscina, é comum que os olhos fiquem um pouco mais vermelhos e irritados. Por outro lado, quando esses sintomas persistem por muitos dias, a recomendação é procurar um serviço médico”, diz a oftalmologista.

Prevalência do terçol pode aumentar no verão

Adicionalmente às alergias, conjuntivites e irritação nos olhos, há uma outra condição que é bastante frequente durante o verão: o terçol.

“O terçol é uma infecção bacteriana que afeta as margens das pálpebras. O sinal clássico do terçol é o surgimento de uma bolinha vermelha que, após alguns dias, fica repleta de pus. Nas crianças, a prevalência é maior, já que os pequenos costumam tocar a face com as mãos sujas, levando micro-organismos para os olhos”, aponta Dra. Marcela.

Felizmente, na maioria dos casos, o terçol se resolve espontaneamente. Sendo assim, a única recomendação é aplicar compressas mornas para amolecer a secreção que se concentra dentro do terçol.

Dicas práticas de cuidados com os olhos no verão

Agora, vamos dar várias dicas práticas de cuidados com os olhos no verão, que servem para todos os públicos, inclusive para bebês e crianças. Confira.

  • Proteja os olhos na água – O óculos de natação é um item obrigatório para proteger os olhos durante práticas aquáticas. O item reduz o contato dos olhos com produtos químicos e micro-organismos;
  • Proteja os olhos do sol – O sol também pode causar problemas nos olhos, mesmo que em longo prazo. Portanto, invista em óculos de sol que possuam lentes de proteção contra os raios solares UV. As crianças também podem usar óculos de sol, mas em geral pode ser um desafio. Nesses casos, o reforço pode ser com um boné ou chapéu;
  • Cuidado com o protetor solar na face – O protetor solar não deve ser aplicado nas pálpebras superiores ou muito próximo dos olhos. Após a aplicação, é preciso esperar secar bem, especialmente se o produto for mais líquido. A dica é apostar em protetores em bastão, que reduzem o risco de irritar os olhos;
  • Tenha sempre água potável por perto – Seja na praia ou na piscina, é crucial manter uma garrafa de água por perto, para eventuais acidentes com os olhos. Isso é mais importante ainda em praias ou locais em que não há água potável ou limpa por perto.
  • Em caso de acidentes com os olhos, lava com água de forma abundante e procure um serviço médico. Jamais use colírios

Cuidados com os olhos no verão – Conclusão

Como você viu, é preciso adotar cuidados com os olhos no verão para aproveitar essa estação ao máximo. “Na presença de sintomas oculares persistentes, a recomendação é procurar um oftalmologista ou um serviço médico”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Terçol em crianças – Sinais Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/tercol-em-criancas-sinais-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tercol-em-criancas-sinais-sintomas-e-tratamento/#comments Wed, 30 Oct 2024 14:12:14 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2886 O terçol em crianças é muito comum, mas pode preocupar os pais. Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre o terçol, suas causas, sinais, sintomas e tratamento. Primeiramente, é importante esclarecer que o terçol é uma condição benigna, ou seja, na maioria dos casos é uma doença inofensiva para a saúde ocular. Contudo, […]

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O terçol em crianças é muito comum, mas pode preocupar os pais. Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre o terçol, suas causas, sinais, sintomas e tratamento.

Primeiramente, é importante esclarecer que o terçol é uma condição benigna, ou seja, na maioria dos casos é uma doença inofensiva para a saúde ocular. Contudo, existem alguns cuidados importantes para prevenir a piora do terçol.

Então, hoje vamos entrevistas a oftalmologista infantil Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Terçol em crianças – O que você precisa saber

O terçol, também chamado de hordéolo, é uma infecção ocular bastante prevalente na infância, bem como ao longo da vida. Felizmente, o terçol costuma se resolver espontaneamente, ou seja, sem a necessidade de realizar tratamentos.

Segundo Dra. Marcela Barreira, o terçol é uma infecção que se desenvolve nas margens palpebrais. “Geralmente, a causa da infecção é a bactéria Staphylococcus aureus. O primeiro sinal do terçol é o surgimento de uma bolinha vermelha na borda palpebral. A lesão costuma coçar e o local fica mais quente e sensível”.

“Com o passar do tempo, a bolinha se enche de pus e algumas crianças podem desenvolver sintomas como lacrimejamento, sensibilidade à luz e acúmulo de secreção nos olhos e nas pálpebras. O terçol lembra uma espinha e essa aparência pode levar ao desejo de espremê-lo, algo contraindicado, pois pode ferir a região das pálpebras, além de piorar a infecção”, alerta Dra. Marcela.

Por que o terçol em crianças é mais comum no verão?

Embora o terçol em crianças possa ocorrer em qualquer época do ano, existem alguns fatores que aumentam a incidência no verão ou quando o clima está mais quente e úmido. A explicação é que o calor e a umidade alteram o funcionamento das glândulas sebáceas das pálpebras.

“Nem todo mundo sabe, mas temos as glândulas de Zeis e Meibômio, que se localizam nas pálpebras. Essas estruturas produzem substâncias oleosas que protegem os olhos contra micro-organismos. O calor e a umidade podem fazer com que estas glândulas não funcionem como deveriam. Dessa forma, a defesa imunológica dos olhos cai, ficando mais propensa a infecções”, explica Dra. Marcela.

Um dos principais fatores de risco do terçol em crianças é o costume de levar as mãos sujas aos olhos.

Como funciona o diagnóstico

Geralmente, o diagnóstico do terçol em crianças é simples, ou seja, não são necessários exames de imagem e nem laboratoriais. O oftalmologista infantil observa os sinais, sintomas e examina os olhos da criança, principalmente as margens palpebrais. Esses exames são suficientes para realizar o diagnóstico.

“Enfim, a maioria dos casos de terçol em crianças se resolve de forma espontânea. Por esse motivo, o terçol é considerado uma doença autolimitada. Sob o mesmo ponto de vista, a condição não exige uso de medicamentos, mas é importante realizar compressas mornas ao longo do dia, para amolecer a secreção até que o organismo a absorva”, recomenda Dra. Marcela.

“Normalmente, o terçol em crianças desaparece entre 4 e 6 semanas. Depois desse período, se o terçol não sumir, aumentar de tamanho ou surgirem outros sintomas, como febre, os pais devem procurar o oftalmologista infantil. Adicionalmente, os pais precisam prestar atenção a outras manifestações, como inchaço ao redor das pálpebras e dificuldade de enxergar com o olho em que o terçol se desenvolveu”, ressalta a especialista.

Como prevenir o terçol em crianças?

“A principal recomendação para prevenir o terçol é: evite ao máximos levar as mãos sujas aos olhos. Aliás, nós adultos colocamos as mãos nos olhos tanto quanto as crianças! Todas as pessoas precisam ter em mente que os olhos, a boca e o nariz são uma porta de entrada para inúmeros microrganismos”, esclarece a especialista.

Um estudo realizado de uma universidade na Austrália mostrou que uma pessoa toca o rosto cerca de 23 vezes em uma hora, e 44% desses contatos envolvem membranas mucosas da boca, olhos e nariz.

“Para além de evitar tocar os olhos com as mãos sujas, ou limpas, é importante manter a região palpebral da criança limpa. Algumas crianças podem apresentar um acúmulo maior de remela nos olhinhos. Dessa maneira, os pais precisam limpar as pálpebras dos pequenos, com um algodão úmido, de maneira delicada. Por último, a mesma recomendação vale para os adultos”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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6 causas de inchaço ocular em crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-de-inchaco-ocular/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/causas-de-inchaco-ocular/#comments Mon, 27 May 2024 17:17:20 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2685 As causas do inchaço ocular em crianças são diversas. Primordialmente, o inchaço que atinge o olho ocorre pelo acúmulo de líquido entre as camadas de tecido da pele. Contudo, o inchaço pode estar associado a diversas condições, desde alergias, infecções ou ainda a doenças sistêmicas, relacionadas à tireoide e aos rins. Por isto, com a […]

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As causas do inchaço ocular em crianças são diversas. Primordialmente, o inchaço que atinge o olho ocorre pelo acúmulo de líquido entre as camadas de tecido da pele.

Contudo, o inchaço pode estar associado a diversas condições, desde alergias, infecções ou ainda a doenças sistêmicas, relacionadas à tireoide e aos rins.

Por isto, com a ajuda da oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e neuroftalmologista, vamos agora falar sobre as principais causas de inchaço ocular em crianças, associadas a problemas no sistema visual.

6 causas de inchaço ocular em crianças

1-Picadas de insetos

Embora não seja tão comum, alguns insetos podem picar a região das pálpebras. A picada gera uma reação do sistema imunológico, que desencadeia o inchaço, coceira e vermelhidão. Em crianças alérgicas, o inchaço pode ser bastante importante.

Um dos diferenciais do inchaço causado por picadas de insetos é a rapidez no surgimento dos sintomas, ou seja, o inchaço é quase imediato. Como a região é muito sensível, o ideal é fazer compressas frias e evitar que a criança coce a área, para não ferir a pele.

O uso de antialérgicos, devidamente prescritos pelo médico, também pode amenizar a reação alérgica. A tendência é que o inchaço melhore ao longo de horas ou no dia seguinte.

2-Alergia a produtos de higiene e beleza

Atualmente, é muito comum que meninas novas, de 6 anos, usem produtos cosméticos voltados para o público adulto. Um destes produtos é o esmalte de unha, considerado o cosmético que mais causa reações alérgicas, em todos os públicos. O uso do esmalte pode desencadear uma dermatite alérgica de contato, que pode atingir a face e, especialmente, as pálpebras.

Adicionalmente, o uso de maquiagens pelo público infantil também é cada vez mais comum, sendo, portanto, um fator de risco importante para alergias na região dos olhos. Entram nesta lista também perfumes, xampus, cremes, pomadas para cabelos, gel, sabonetes etc.

O inchaço pode ser bastante importante, podendo vir acompanhado de vermelhidão e coceira. A tendência é que os sintomas melhorem com o uso de antialérgicos, bem como com a lavagem do local com água em abundância.

3-Conjuntivite

A conjuntivite é a inflamação ou infecção da conjuntiva, tecido que reveste a parte da frente do globo ocular. O inchaço nas pálpebras pode ocorrer em todas as formas da doença, como na alérgica, viral ou bacteriana. Os demais sintomas da conjuntivite variam e podem incluir vermelhidão na conjuntiva, dor, lacrimejamento, produção de secreções, sensação de areia nos olhos e sensibilidade à luz.

O inchaço causado pela conjuntivite demora mais tempo para regredir e depende da origem, ou seja, se é viral, bacteriana ou alérgica. Em geral, as formas infecciosas duram de 7 a 14 dias.

4-Terçol

O terçol é uma infecção bacteriana aguda, que atinge as pálpebras e é muito comum na infância. O terçol se forma na margem da pálpebra, normalmente dentro de um folículo piloso dos cílios. A aparência é de uma espinha. Pode causar inchaço na pálpebra afetada, além de doer, coçar e conter em seu interior pus. O inchaço costuma desaparecer quando o terçol regride, dentro de 5 a 7 dias, sem necessidade de tratamento.

5-Blefarite

A blefarite é uma inflamação que afeta as margens palpebrais, cuja causa são alterações nas glândulas sebáceas das pálpebras. As crianças com dermatite seborreica, por exemplo, correm um risco maior de desenvolver a condição.

O inchaço nas pálpebras é bastante comum em quem tem blefarite. Outros sintomas são coceira, vermelhidão, sensibilidade à luz (fotofobia), ardência, perda de cílios e formação de crostas nas bordas das pálpebras, que pode literalmente “grudar” os olhos. A blefarite é uma doença crônica. Portanto, o inchaço tende a melhorar na medida em que o tratamento é realizado, mas pode voltar durante as crises da doença.

6-Celulite orbitária

A celulite orbitária é uma infecção grave que atinge os tecidos moles da órbita ocular, como globo ocular, músculos, vasos sanguíneos, nervo óptico, glândulas lacrimais, gordura e tecido conjuntivo.

Os sintomas da celulite orbitária são variados. Entretanto, o mais característico é o inchaço intenso na região ao redor do globo ocular. O edema pode, inclusive, impedir a abertura completa das pálpebras.

Outros sintomas são vermelhidão, calor no local, febre, dor intensa ao movimentar o olho. A condição pode causar ainda inchaço na conjuntiva (tecido que reveste a parte da frente do globo ocular), dor de cabeça, secreção com pus no nariz e mal-estar geral, devido ao processo infeccioso.

A celulite ocular é uma emergência e deve ser tratada em ambiente hospitalar, com aplicação de antibióticos e outros cuidados. A melhora do inchaço e demais sintomas depende do tratamento e pode demorar dias ou semanas.

Causas de inchaço ocular em crianças – O que os pais devem fazer

Como vimos, há diversas causas de inchaço ocular em crianças. Algumas são mais graves que as outras. Portanto, é importante que os pais fiquem atentos aos demais sintomas que acompanham o inchaço.

“Na persistência ou piora do edema, associado ao surgimento de outros sintomas, especialmente febre e prostração, a recomendação é procurar o oftalmologista. Por fim, os pais não devem aplicar colírios ou pomadas nos olhos, pois isto pode causar outros problemas”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Dicas para proteger os olhos das crianças no verão https://homolog.marcelabarreira.com.br/olhos-das-criancas-no-verao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/olhos-das-criancas-no-verao/#respond Fri, 15 Dec 2023 13:32:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2598 Os olhos das crianças no verão ficam suscetíveis a várias doenças e desconfortos. Mas, com alguns cuidados simples é possível prevenir que isto aconteça. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o clima quente e úmido une condições perfeitas para a multiplicação de micro-organismos com fungos, bactérias e vírus. “Por isto, temos muitos casos […]

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Os olhos das crianças no verão ficam suscetíveis a várias doenças e desconfortos. Mas, com alguns cuidados simples é possível prevenir que isto aconteça.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o clima quente e úmido une condições perfeitas para a multiplicação de micro-organismos com fungos, bactérias e vírus.

“Por isto, temos muitos casos de conjuntivites infecciosas durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Normalmente, a contaminação ocorre quando a criança frequenta piscinas contaminadas, como as de clubes, hotéis e condomínios”.

Outra doença bastante comum no verão é a conjuntivite irritativa/alérgica. “A água do mar e o cloro das piscinas são agentes que podem irritar os olhos das crianças. Somado a isto, o uso de protetor solar no rosto pode escorrer e entrar no olho, causando ardência e deixando o olho irritado por algum tempo”, comenta a médica.

“E no calorão que anda fazendo no Brasil, nada melhor do que ficar em ambientes climatizados. Contudo, o ar-condicionado e os ventiladores reduzem a umidade no ar e isto também pode ressecar a superfície ocular”, acrescenta Dra. Marcela.

Vermelhidão persistente é sinal de alerta

Além de tomar alguns cuidados, os pais precisam estar atentos aos sinais e sintomas. A vermelhidão ocular após um dia na praia e na piscina é comum. “Mas se este sintoma persistir por mais tempo, e estiver acompanhado de outras manifestações como coceira, dor, irritação, ardência e acúmulo de secreção, é preciso procurar um oftalmologista”, alerta Dra. Marcela.

Terçol também é mais comum no verão

O terçol, infecção bacteriana que atinge as pálpebras, é bastante frequente no verão. As crianças costumam tocar os olhos e a face em geral com as mãos sujas. Com isto, podem levar os micro-organismos para a região ocular, ocasionando um terçol.

“O sinal mais clássico é o surgimento repetino de uma bolinha nas bordas das pálpebras. A região pode ficar dolorida, quente e vermelha, com a formação de pus. Felizmente, o terçol se resolve de forma espontânea. A única recomendação é fazer compressas mornas para amolecer a secreção”, conta a especialista.

Dicas práticas

Para ajudar os papais e mamães a proteger os olhos das crianças no verão, preparamos algumas dicas. Confira:

  • O óculos de natação é um item indispensável para proteger os olhos durante práticas aquáticas. Além de reduzir o contato com os produtos químicos de piscinas e da água do mar, as lentes barram os micro-organismos.
  • O protetor solar não deve ser aplicado nas pálpebras superiores da criança! A aplicação deve ser feita apenas na região de baixo das pálpebras, preferencialmente com protetores faciais. O produto deve secar antes de a criança voltar para a água. Hoje já é possível encontrar protetores faciais em bastão, que são mais práticos e seguros na hora de aplicar nas crianças.
  • Os óculos de sol com lentes de proteção contra os raios solares são bem-vindos, desde que a criança se adeque ao uso.
  • Seja na praia ou na piscina, tenha em mãos uma garrafa  com água potável para lavar os olhos da criança, sempre que necessário.
  • Reforce a proteção da região facial com o uso de bonés ou viseiras
  • Não use colírios ou pomadas nos olhos das crianças, sem prescrição do oftalmologista.

Procure o Oftalmologista

Caso a criança apresente sinais persistentes e sintomas mais repentinos, o ideal é procurar um oftalmologista ou um pronto-socorro.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Crianças precisam de óculos de sol? Como proteger os olhos dos pequenos do sol https://homolog.marcelabarreira.com.br/oculos-de-sol/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/oculos-de-sol/#respond Mon, 19 Dec 2022 19:00:49 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2386 Sim! Crianças precisam de óculos de sol, assim como todas as pessoas que se expõem ao sol, principalmente em atividades ao ar livre e durante o verão. Isso porque é no verão que os raios ultravioletas (UV) ficam mais nocivos, devido à proximidade do Sol com a Terra. Com a chegada das férias escolares e […]

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Sim! Crianças precisam de óculos de sol, assim como todas as pessoas que se expõem ao sol, principalmente em atividades ao ar livre e durante o verão. Isso porque é no verão que os raios ultravioletas (UV) ficam mais nocivos, devido à proximidade do Sol com a Terra.

Com a chegada das férias escolares e recesso de final de ano, é comum os pais se questionarem sobre a necessidade do uso de óculos de sol com proteção UVA/UVB nas crianças.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, a aceitação do óculos de sol pode ser mais difícil em bebês e crianças muito pequenas. Nesses casos, os pais podem investir em bonés e chapéus. Nos maiores, vale insistir e explicar a importância de proteger os olhos do sol”.

Para além do uso de óculos de sol, há outros cuidados que os pais precisam tomar para prevenir problemas oculares durante as férias de verão.

Com a ajuda da especialista, elencamos alguns desses cuidados. Confira.

1- Protetor solar não deve ser aplicado nas pálpebras

Um erro comum dos pais é aplicar protetor solar nas pálpebras superiores da criança ou muito próximo do olho quando usado nas pálpebras inferiores. O problema, nesses casos, é que mesmo os protetores infantis contêm produtos químicos que não devem entrar em contato com os olhos.

Outro erro é aplicar o protetor solar com a criança molhada ou ainda a criança entrar logo em seguida na água. O risco de a criança passar a mão nos olhos ou ainda do protetor escorrer com a água para os olhos é muito grande.

O que fazer?

  • Use protetor solar facial próprio para crianças e bebês
  • Não aplique nas pálpebras superiores
  • Nas pálpebras inferiores, procure aplicar mais para baixo da margem palpebral
  • Aplique o protetor com a criança seca, 30 minutos antes de entrar na água ou se expor ao sol
  • Invista em óculos de sol com proteção UV
  • Procure convencer a criança a usar boné ou chapéu durante a exposição ao sol

Além do Sol

E por falar em óculos…A prática de atividades aquáticas, mais comum durante as férias de verão, apresenta um perigo muitas vezes ignorado pelos pais: a contaminação por micro-organismos ou ainda irritação e alergia provocados por agentes químicos. Entre os problemas que podem ocorrer estão a conjuntivite infecciosa e a alérgica.

O que fazer?

  • O ideal é a criança usar óculos de natação sempre que for nadar, seja em piscinas, praias ou rios
  • Também é importante que os pais tenham água potável em mãos para lavar os olhos das crianças em caso de contato com o protetor, areia da praia ou água do mar

Cuidados redobrados

Os cuidados com os olhos das crianças nas férias também passa por prevenir acidentes domésticos, algo muito comum quando os pequenos passam mais tempo em casa ou brincando com amigos e familiares.

Alguns brinquedos e brincadeiras podem aumentar o risco de traumas oculares. Entre eles estão espadas, armas com jatos de água, brinquedos com objetos pontudos e até mesmo aquelas bolinhas de borracha. Brincadeiras de luta e jogos com bola também entram nessa conta.

Dessa maneira, é sempre importante ter um adulto supervisionando as brincadeiras. Claro, se possível evite comprar brinquedos que podem causar esse tipo de acidente”, reforça Dra. Marcela.

Plantas e animais

“O maior tempo gasto dentro de casa também aumenta o risco de acidentes com animais e plantas. Há plantas que são pontiagudas e podem causar perfuração no globo ocular. Outras podem ser venenosas e causar irritações e queimaduras nos olhos. Por fim, animais domésticos como cães, gatos e aves podem atacar a criança, mesmo que de forma não intencional”, finaliza Dra. Marcela.

As férias de verão devem ser aproveitadas ao máximo, mas sempre com os cuidados necessários para prevenir acidentes e problemas de saúde, incluindo doenças oculares.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Conjuntivite, terçol e alergia ocular são comuns no verão https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-tercol-alergia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/conjuntivite-tercol-alergia/#respond Wed, 14 Dec 2022 17:37:58 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2383 Conjuntivite, terçol e alergia ocular são doenças comuns no verão e atingem, principalmente, as crianças. Há poucos dias do verão, a maioria dos brasileiros já está pronta para curtir as férias. Praia, sol, piscina e atividades ao ar livre fazem a alegria das crianças e dos adultos depois de um ano inteiro de estudo e […]

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Conjuntivite, terçol e alergia ocular são doenças comuns no verão e atingem, principalmente, as crianças.

Há poucos dias do verão, a maioria dos brasileiros já está pronta para curtir as férias. Praia, sol, piscina e atividades ao ar livre fazem a alegria das crianças e dos adultos depois de um ano inteiro de estudo e trabalho.

Mas, apesar de o verão ser a estação preferida pela maioria dos brasileiros, o calor e a umidade são condições perfeitas para a proliferação de micro-organismos, como fungos, bactérias e vírus. Além disso, o cloro usado nas piscinas, o protetor solar e o uso do ar-condicionado são condições que aumentam o risco de algumas doenças oculares, típicas dos meses mais quentes.

Olhos são vulneráveis

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o foco dos pais é proteger as crianças do sol e mantê-las hidratadas. Entretanto, há vários aspectos importantes em relação à saúde das crianças na temporada das férias de verão. “Os olhos são extremamente vulneráveis e propensos a lesões e danos causados pelas condições externas, como o clima, alérgenos e agentes químicos. Portanto, é preciso tomar alguns cuidados”.

Vermelhidão ocular frequente é sinal de alerta da conjuntivite

Uma das principais doenças oculares que afetam as crianças é a conjuntivite, cujo principal sintoma é a vermelhidão ocular. “As condições climáticas do verão propiciam que vírus e bactérias se proliferem com maior facilidade. A conjuntivite infecciosa é muito contagiosa. O compartilhamento de itens pessoais, como toalhas e outros objetos, pode ser um meio importante de transmissão da doença.

Os pais devem ficar atentos aos sintomas como vermelhidão ocular, coceira, acúmulo de secreção, lacrimejamento e olhos grudados por essa secreção, que costuma ser mais abundante nas formas infecciosas da conjuntivite.

Irritação e alergia ocular

Outra condição muito comum relacionada ao verão são as alergias e irritações oculares. Em geral, os casos estão associados a produtos químicos usados em piscinas, como o cloro, à água do mar e ao contato com protetores solares. “A criança pode desenvolver uma reação a esses agentes e apresentar vermelhidão, ardência e coceira”, explica Dra. Marcela.

Outras causas para a irritação ocular é que em algumas regiões do Brasil o ar fica mais seco no verão. Essa condição propicia o acúmulo de poluentes no ar. Ambientes com ar-condicionado também deixam o ar mais seco. O resultado dessas condições é a irritação ocular, que pode ser acompanhada de ardência e até mesmo coceira.

Bolinha de pus no olho? Terçol!

Outra doença ocular muito prevalente no verão é o terçol, infecção bacteriana que atinge as pálpebras. O terçol é muito comum na infância, uma vez que as crianças costumam tocar os olhos com as mãos sujas, de forma frequente. Como a umidade e calor aumenta a proliferação das bactérias, o risco de contaminação aumenta no verão.

O principal sinal do terçol é o surgimento de uma bolinha nas margens das pálpebras, acompanhada de vermelhidão, calor local e pus.

Orientações para os pais para prevenir Conjuntivite Terçol e Alergia Ocular

Existem alguns cuidados que os pais podem tomar para prevenir as doenças oculares típicas do verão. Veja algumas dicas

  • A criança deve usar óculos de natação durante as práticas aquáticas para reduzir o contato com os produtos químicos, sal da água do mar e agentes infecciosos

  • Não aplique protetor solar nas pálpebras superiores. O ideal é aplicar o com a criança seca e esperar o produto ser absorvido para reduzir o risco de escorrer para os olhos

  • Mantenha uma garrafa de água potável na praia e na piscina para lavar os olhos da criança quando necessário

  • Não deixe a criança compartilhar itens pessoais com outras crianças e adultos, como toalhas, fronhas, travesseiros etc.

  • Nunca use colírios ou qualquer outro medicamento nos olhos da criança sem a prescrição de um oftalmologista

“Esses cuidados podem ajudar a prevenir algumas condições. Contudo, ao notar os sinais e sintomas mais agudos e persistentes, é preciso consultar um oftalmologista assim que possível, já que as conjuntivites infecciosas não tratadas podem evoluir para uma condição chamada celulite orbitária, que necessita de tratamento imediato”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Hordéolo em crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/hordeolo-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hordeolo-em-criancas/#respond Tue, 30 Mar 2021 17:52:57 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=1986 O hordéolo, mais conhecido pelo termo terçol, é uma infecção bacteriana aguda que afeta as pálpebras, sendo mais comum nas pálpebras inferiores. O terçol é uma condição bastante prevalente na infância, bem como em todas as fases da vida, sendo uma queixa comum nos consultórios dos oftalmologistas.   Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista […]

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O hordéolo, mais conhecido pelo termo terçol, é uma infecção bacteriana aguda que afeta as pálpebras, sendo mais comum nas pálpebras inferiores. O terçol é uma condição bastante prevalente na infância, bem como em todas as fases da vida, sendo uma queixa comum nos consultórios dos oftalmologistas.

 

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, o terçol tem um aspecto de uma “bolinha” vermelha, que se forma na borda da pálpebra, bem próximo aos cílios.

 

“Essa bolinha é um abscesso, cujo interior é preenchido com secreção purulenta proveniente de uma infecção, normalmente causada pelo Staphylococcus aureus. Essa infecção, por sua vez, tem origem na alteração das secreções produzidas pelas glândulas de Zeis e Meibômio, essenciais para a defesa dos olhos contra micro-organismos”, explica Dra. Marcela.

 

O desenvolvimento do terçol é mais comum quando há altas temperaturas e umidade, pois essas condições propiciam um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias.

 

Sinais e sintomas

“Os sinais típicos do terçol são a lesão em si, acompanhada de dor, vermelhidão, calor, coceira, lacrimejamento e sensibilidade à luz”, diz Dra. Marcela.

Quando pensamos em fatores de risco, o terçol é mais prevalente em pessoas com dermatite seborreica, rosácea, blefarite (inflamação crônica nas pálpebras), diabetes e colesterol alto.

 

Nas crianças, o terçol pode estar relacionado ao ato de levar as mãos sujas aos olhos ou coçar os olhos.

 

Doença autolimitada

O terçol costuma ser, na maioria dos casos, uma doença autolimitada, sem gravidade. A lesão pode sumir dentro de duas semanas. “Entretanto, alguns pacientes podem evoluir para um quadro de celulite ocular, que é grave e precisa de tratamento precoce, mas isso é raro.

 

Em geral, o tratamento é feito com compressas de água morna, de 3 a 4 vezes por dia, bem como pomadas antibacterianas, prescritas pelo médico oftalmologista.

 

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