Arquivos torcicolo ocular - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/torcicolo-ocular/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:30:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos torcicolo ocular - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/torcicolo-ocular/ 32 32 Tratamento do nistagmo: como funciona a cirurgia para essa doença ocular https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-nistagmo-como-funciona-a-cirurgia-para-essa-doenca-ocular/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-nistagmo-como-funciona-a-cirurgia-para-essa-doenca-ocular/#respond Tue, 28 Apr 2026 18:46:28 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4606 O tratamento do nistagmo é um tema que gera muitas dúvidas, especialmente entre pais de crianças que recebem esse diagnóstico. O nistagmo se caracteriza por movimentos oculares involuntários, rítmicos e repetitivos, que podem impactar a qualidade da visão em diferentes graus. Nesse artigo, você vai entender como funciona o tratamento do nistagmo, quais são as […]

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O tratamento do nistagmo é um tema que gera muitas dúvidas, especialmente entre pais de crianças que recebem esse diagnóstico. O nistagmo se caracteriza por movimentos oculares involuntários, rítmicos e repetitivos, que podem impactar a qualidade da visão em diferentes graus.

Nesse artigo, você vai entender como funciona o tratamento do nistagmo, quais são as causas mais comuns e quais abordagens podem ajudar a melhorar a visão e o controle dos movimentos oculares.

O que é nistagmo e quando o tratamento do nistagmo é necessário?

O nistagmo pode ser classificado em dois tipos principais:

  • Congênito: presente desde o nascimento ou que se manifesta até os primeiros 6 meses de vida.
  • Adquirido: surge ao longo da vida, geralmente associado a outras condições neurológicas ou oftalmológicas.

O tratamento do nistagmo congênito é o mais frequente, já que essa forma representa cerca de 80% dos casos.

A necessidade de tratamento do nistagmo varia de acordo com a causa, a intensidade dos movimentos e o impacto na visão.

Causas do nistagmo e impacto no tratamento

O sucesso do tratamento do nistagmo está diretamente ligado à sua causa. No nistagmo congênito, ele pode estar associado a problemas visuais prévios (nistagmo sensorial) ou ocorrer mesmo em crianças com visão relativamente normal (nistagmo motor).

O nistagmo afeta aproximadamente de 0,1% a 0,3% da população geral, podendo chegar a cerca de 1 em cada 400 indivíduos.

Principais causas associadas ao nistagmo:

  • Catarata congênita
  • Hipoplasia do nervo óptico
  • Amaurose congênita de Leber
  • Acromatopsia
  • Albinismo
  • Aniridia
  • Coloboma coroidal
  • Erros refrativos elevados

Nesses casos, o tratamento do nistagmo pode envolver o manejo da doença de base, quando possível.

Tipos de nistagmo e abordagem de tratamento

No nistagmo sensorial acontece uma falha na formação da imagem visual. O tratamento foca na correção da causa primária, como cirurgia de catarata ou uso de óculos.

O nistagmo motor (oculomotor) acontece devido a alterações no controle dos movimentos oculares. O tratamento busca melhorar o controle ocular e reduzir os movimentos.

O nistagmo prejudica a visão?

Em alguns casos, sim. Entretanto, há diferenças, dependendo do tipo de nistagmo. No sensorial, a baixa visão está relacionada à doença de base, e não ao movimento ocular em si. Já no nistagmo motor, a acuidade visual costuma ser preservada ou pouco afetada.

Por que algumas pessoas com nistagmo entortam a cabeça?

Muitos pacientes adotam uma posição específica da cabeça chamada de “posição de bloqueio”. Essa estratégia reduz a intensidade dos movimentos oculares e melhora a visão. Em alguns casos, o tratamento do nistagmo inclui corrigir essa postura. A essa condição dá-se o nome de torcicolo ocular.

Tratamento do nistagmo: existe cirurgia?

O tratamento do nistagmo deve ser individualizado e baseado na causa e no impacto funcional da condição ao longo da vida.

Estudos mostram que, embora o nistagmo não tenha cura definitiva, algumas abordagens terapêuticas podem trazer benefícios significativos. Entre elas, a cirurgia — especialmente indicada em pacientes com posição anormal da cabeça — apresenta bons resultados funcionais.

Pesquisas demonstram que até 88% dos pacientes submetidos ao procedimento apresentam melhora da postura compensatória, além de ganho de 1 a 2 linhas na acuidade visual em parte dos casos. Além disso, de 60 a 93% atingem correção significativa da posição da cabeça

O objetivo do tratamento do nistagmo, portanto, não é eliminar completamente os movimentos oculares, mas reduzir sua intensidade, melhorar a estabilidade da visão e aumentar a qualidade de vida do paciente.

É importante destacar que:

  • O nistagmo não tem cura definitiva
  • A cirurgia não elimina completamente os movimentos
  • O objetivo é melhorar a posição da cabeça e reduzir a intensidade do nistagmo

A cirurgia é indicada principalmente para pacientes com posição de bloqueio significativa.

Outras opções de tratamento

Além da cirurgia, o tratamento do nistagmo pode incluir:

  • Uso de óculos ou lentes de contato
  • Correção da causa ocular de base
  • Aplicação de toxina botulínica (com efeito temporário)

Cada abordagem deve ser avaliada de forma individual, considerando o tipo e a gravidade do nistagmo.

Quando procurar um especialista?

Como o nistagmo pode estar associado a alterações neurológicas, é fundamental que o diagnóstico e o tratamento sejam realizados por um oftalmologista especializado — muitas vezes um neuroftalmologista.

Conclusão

O tratamento do nistagmo evoluiu bastante, mas ainda exige uma abordagem personalizada. Identificar a causa é o passo mais importante para definir a melhor estratégia terapêutica.

Lembre-se: buscar avaliação especializada precocemente faz toda a diferença no prognóstico visual de pessoas com nistagmo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

 

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Síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane-e-uma-forma-rara-de-estrabismo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane-e-uma-forma-rara-de-estrabismo/#respond Thu, 22 May 2025 14:43:05 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3451 A síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo, que representa de 1 a 4% dos casos totais de estrabismo. Contudo, é uma condição que afeta bastante a qualidade de vida da criança. Para falar mais sobre a síndrome de Duane, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e […]

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A síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo, que representa de 1 a 4% dos casos totais de estrabismo. Contudo, é uma condição que afeta bastante a qualidade de vida da criança.

Para falar mais sobre a síndrome de Duane, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Síndrome de Duane está presente desde o nascimento

O estrabismo é uma condição oftalmológica que leva ao desvio do eixo ocular. Normalmente, se desenvolve na infância. Entretanto, há formas que são congênitas, ou seja, a criança já nasce com o estrabismo. Sendo assim, a síndrome de Duane é uma forma congênita, porém rara de estrabismo.

Geralmente, a condição afeta mais meninas do que meninos: 6 em cada 10 crianças afetadas são do sexo feminino, quando o desvio afeta apenas um dos olhos (estrabismo unilateral). Adicionalmente, os casos bilaterais representam 15% a 20% de todos os casos da síndrome de Duane.

Causa está associada à má formação embrionária

De acordo com Dra. Marcela, a síndrome de Duane é resultado de problemas com o embrião, entre a quarta e a oitava semana de gestação. “Normalmente, ocorre uma má formação do VII nervo craniano, que acarreta uma desenervação do músculo reto lateral do olho. Dessa maneira, os músculos oculares não recebem os sinais elétricos necessários para os movimentos dos olhos”.

Primeiramente, para compreender melhor a síndrome de Duane, é importante lembrar que os movimentos do corpo humano são controlados pelos nervos. Os olhos, por exemplo, são controlados pelos músculos extraoculares, que permitem os movimentos dos olhos em todas as direções. De uma maneira mais didática, podemos comparar esses músculos com as “rédeas de um cavalo”.

“Ao todo, são seis músculos extraoculares que precisam trabalhar juntos para mover os olhos em todas as direções. Esses movimentos dependem dos nervos cranianos. Portanto, quando o nervo não envia o sinal do cérebro para o músculo, é como se não houvesse um fio entre o interruptor e a lâmpada. Para além disso, o nervo que controla o músculo oposto ao reto lateral, o reto medial, envia uma ramo extra para ativá-lo. Com isso, surge uma espécie de “confusão”, explica Dra. Marcela.

“Dessa forma, o músculo reto lateral tenta puxar o olho para fora, enquanto o cérebro passa a mensagem ao músculo reto medial para puxar o olho para dentro. Nesse processo, o olho se retrai para dentro da órbita ocular e o músculo reto medial puxa o olho para dentro. Por isso que a SD também é chamada de síndrome de retração de Duane”, complementa a especialista.

Sinais podem passar despercebidos nos primeiros anos de vida

Embora a SD esteja presente desde o nascimento, pode não ser tão aparente nos primeiros anos de vida. Por esse motivo, a condição passa despercebida pelos pais e, até mesmo, pelo pediatra.

“Normalmente, o sinal mais característico é o torcicolo ocular. Para enxergar, a criança adota posições anormais da cabeça, o que ajuda a compensar o desvio. Adicionalmente, podem surgir dificuldades na visão. Desse modo, o diagnóstico costuma acontecer por volta dos 10 anos de idade ou um pouco antes”, aponta Dra. Marcela.

Características da síndrome de Duane

A síndrome de Duane, em 80% dos casos, afeta apenas um olho, normalmente o esquerdo. Mas pode afetar os dois olhos. Confira abaixo as principais manifestações da condição:

  • Limitação parcial ou completa do movimento do olho para fora (em direção às orelhas);
  • Limitação parcial do movimento do olho para dentro (em direção ao nariz);
  • Estreitamento da abertura da pálpebra e retração do globo ocular para dentro da órbita, quando o olho se movimenta para dentro;
  • Aumento da abertura da pálpebra na tentativa de olhar para fora;
  • Movimentos oculares involuntários para cima ou para baixo, quando o olho se movimenta para dentro;
  • Fechar um dos olhos para conseguir enxergar;
  • Visão dupla;
  • Dores de cabeça e no pescoço.

Síndrome de Duane tem formas variadas – Conheça quais são

Existem três formas de apresentação da SD.

  • A síndrome de Duane Tipo I é mais comum e responde a 80% dos casos. O paciente apresenta dificuldade em mover o olho para fora. O desvio é convergente (para dentro);
  • No tipo II, o paciente tem pouca ou nenhuma capacidade de mover o olho para dentro. Nestes casos, o desvio é divergente (para fora, em direção às orelhas);
  • Na SD Tipo III, há pouca ou nenhuma capacidade para movimentar o olho para dentro e para fora. Sendo assim, esses pacientes podem apresentar tanto o desvio convergente como o divergente.

Diagnóstico e Tratamento – O que você precisa saber

Como se trata de uma doença pouco conhecida e bastante específica, o ideal é procurar um oftalmologista especialista em estrabismo. De uma forma geral, o diagnóstico é clínico, por meio de exames que analisam os movimentos oculares. Em alguns casos, o especialista pode solicitar exames adicionais.

Embora não haja uma cura para a síndrome de Duane, hoje existem algumas técnicas cirúrgicas que podem ajudar o paciente.

Como funciona a cirurgia

“A cirurgia visa à redução do ângulo do estrabismo e, com isso, é possível melhorar ou eliminar o torcicolo. Adicionalmente, também é possível reduzir o estrabismo quando o paciente olha para frente. Ainda podemos melhorar a retração do olho e o estreitamento da abertura palpebral. Por fim, o procedimento cirúrgico pode servir para eliminar o desvio vertical que ocorre quando o paciente movimenta os olhos”, ressalta Dra. Marcela.

Entretanto, é importante esclarecer que nem todos os pacientes precisam da cirurgia. Em muitos casos, o paciente consegue compensar o estrabismo com posições de bloqueio mais tênues. Por outro lado, é preciso reforçar que crianças com a síndrome de Duane devem realizar acompanhamento oftalmológico regular.

“Finalmente, é importante lembrar que a síndrome de Duane pode resultar em outros problemas na visão, sendo a principal preocupação a ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso. Portanto o acompanhamento oftalmológico é imprescindível durante a infância. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento”, conclui Dra. Marcela.

 

Leia mais sobre a Ambliopia aqui.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

 

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A síndrome de Duane, também chamada de síndrome de retração de Duane, é uma forma rara de estrabismo. Estima-se que a SD represente de 1 a 4% de todos os casos de desalinhamento ocular. A condição é congênita em 90% dos casos, ou seja, está presente desde o nascimento. O fator hereditário representa apenas 10 de todos os casos da condição. A SD é mais prevalente em meninas – 6 em cada 10 crianças afetadas são do sexo feminino.

Embora a SD esteja presente desde o nascimento, pode não ser aparente nos primeiros anos de vida. Em geral, a condição é percebida quando a criança demonstra dificuldades na visão e passa a adotar posições anormais da cabeça (torcicolo) para compensar o desvio e conseguir enxergar. Por esse motivo, o diagnóstico costuma ser mais tardio, por volta dos 10 anos de idade.

Duane está associada à má formação dos nervos cranianos

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e Chefe do Setor de Neuroftalmologia do BOS (Banco de Olhos de Sorocaba), a síndrome de Duane está associada a problemas no VII nervo craniano, responsável pelos movimentos do músculo reto lateral.

“As evidências sugerem que a condição é resultado de problemas com o embrião, entre a quarta e a oitava semana de gestação. Esses problemas envolvem a má formação do VII nervo craniano, que acarreta uma desenervação. Com isso, os músculos oculares não recebem os sinais elétricos para se movimentarem”, explica Dra. Marcela.

Síndrome de Duane – Nervos Cranianos e Movimentos Oculares

Os movimentos do corpo humano, incluindo os dos olhos, são controlados pelos músculos e pelos nervos.

“Os nervos enviam sinais elétricos para os músculos e, assim, eles realizam os movimentos. Nos olhos, temos os músculos extrínsecos, também chamados de músculos extraoculares. São eles que permitem que os olhos se movimentem em todas as direções, como se fossem as “rédeas de um cavalo”, numa linguagem mais leiga”, conta a especialista.

“Ao todo, são seis músculos extraoculares que precisam trabalhar juntos para mover os olhos em todas as direções. Esses movimentos dependem dos nervos cranianos. Portanto, quando o nervo não envia o sinal do cérebro para o músculo, é como se não houvesse um fio entre o interruptor e a lâmpada”, adiciona Dra. Marcela.

Para além disso, o nervo que controla o músculo oposto ao reto lateral, o reto medial, envia uma ramo extra para ativá-lo. Mas, isso gera uma espécie de “confusão”. O músculo reto lateral tenta puxar o olho para fora, enquanto o cérebro passa a mensagem ao músculo reto medial para puxar o olho para dentro. Nesse processo, o olho se retrai para dentro da órbita ocular e o músculo reto medial puxa o olho para dentro, por isso a SD é chamada de síndrome de retração de Duane.

Características da síndrome de Duane

A síndrome de Duane, em 80% dos casos, afeta apenas um olho, normalmente o esquerdo. Mas pode afetar os dois olhos. Confira abaixo as principais manifestações da condição:

  • Limitação parcial o completa do movimento do olho para fora (em direção às orelhas)
  • Limitação parcial do movimento do olho para dentro (em direção ao nariz)
  • Estreitamento da abertura da pálpebra e retração do globo ocular para dentro da órbita, quando o olho se movimenta para dentro
  • Aumento da abertura da pálpebra na tentativa de olhar para fora
  • Movimentos oculares involuntários para cima ou para baixo, quando o olho se movimenta para dentro

Sinais e sintomas

Além das características descritas acima, a marca registrada da síndrome da Duane é a adoção de posturas anormais na cabeça (torcicolo ocular), para compensar a dificuldade em enxergar. Outra característica é quando a criança fecha um dos olhos para enxergar melhor. As crianças mais velhas podem apresentar queixas de visão dupla, dores de cabeça e no pescoço.

 Tipos da Síndrome de Duane

Existem três formas de apresentação da SD.

A síndrome de Duane Tipo I é mais comum e responde a 80% dos casos. O paciente apresenta dificuldade em mover o olho para fora. O desvio é convergente (para dentro).

No tipo II, o paciente tem pouca ou nenhuma capacidade de mover o olho para dentro. Nestes casos, o desvio é divergente.

Por fim, na SD Tipo III, há pouca ou nenhuma capacidade para movimentar o olho para dentro e para fora. Pacientes podem apresentar tanto desvio convergente como divergente.

Diagnóstico e Tratamento da Síndrome de Duane

O diagnóstico da síndrome de Duane é feito por um oftalmopediatra, preferencialmente especialista em estrabismo. Normalmente, não são necessários exames complexos ou adicionais para confirmar a presença da condição. Infelizmente, não há cura, já que não é possível reparar ou substituir o VI nervo craniano.

“O tratamento depende de alguns fatores. Nos casos em que o desalinhamento afeta a qualidade de vida e a visão, é possível reduzir realizar uma cirurgia para reduzir o ângulo do estrabismo, para melhorar ou eliminar o torcicolo. A cirurgia também pode diminuir o estrabismo quando o paciente olha para frente, bem como para melhorar a retração do olho e o estreitamento da abertura palpebral. Por fim, também é possível eliminar o desvio vertical quando o paciente movimenta os olhos”, conta Dra. Marcela.

Apesar das opções cirúrgicas, é importante dizer que muitos pacientes conseguem compensar o desalinhamento dos olhos com as posições de bloqueio leves. Em geral, nesses casos, não há uma necessidade ou indicação para cirurgia. Por outro lado, são pacientes que precisam de acompanhamento oftalmológico regular.

“A síndrome de Duane pode causar outros problemas na visão, sendo a principal preocupação a ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso. Portanto o acompanhamento oftalmológico é imprescindível durante a infância. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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