Arquivos tratamento do estrabismo - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/tratamento-do-estrabismo/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:30:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos tratamento do estrabismo - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/tratamento-do-estrabismo/ 32 32 Estrabismo causado pela hipermetropia: entenda o que é, por que acontece e como tratar https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-causado-pela-hipermetropia-entenda-o-que-e-por-que-acontece-e-como-tratar/#respond Wed, 22 Apr 2026 17:51:40 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4587 O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças. Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos […]

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O estrabismo é uma condição que se caracteriza pelo desalinhamento do eixo ocular. Ou seja, um dos olhos ou ambos podem se desviar. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar de 2 a 5% das crianças.

Mas você sabia que o estrabismo pode ser causado por um problema de grau? Um dos principais exemplos é o estrabismo causado pela hipermetropia, também conhecido como estrabismo acomodativo.

Neste artigo, você vai entender de forma clara e completa como isso acontece, quais são os sinais de alerta e qual é o tratamento mais indicado.

O que é estrabismo causado pela hipermetropia?

O estrabismo acomodativo é um tipo de desvio ocular em que o olho se desvia para dentro (em direção ao nariz), principalmente ao tentar focar objetos próximos. Portanto, é um estrabismo classificado como convergente.

Esse tipo de estrabismo está diretamente relacionado à hipermetropia, um erro refrativo que dificulta a visão de perto.

Ou seja: não é um problema nos músculos oculomotores, mas sim uma consequência do esforço visual para enxergar de perto.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um grau em que o olho precisa fazer mais esforço para enxergar de perto. Isso acontece porque a imagem não é focalizada corretamente na retina.

Na infância, é comum existir um certo grau de hipermetropia — chamado de fisiológico — que tende a diminuir com o crescimento.

No entanto, quando o grau é mais elevado, esse esforço constante pode desencadear problemas, como o estrabismo.

Por que a hipermetropia pode causar estrabismo?

Para entender isso, é importante conhecer um mecanismo natural do olho chamado acomodação.

Quando tentamos enxergar algo de perto:

  • o olho precisa “focar” (acomodar)
  • ao mesmo tempo, os olhos convergem (viram levemente para dentro)

Em crianças com hipermetropia alta, esse esforço é muito maior. Como consequência:

  • a acomodação excessiva estimula também a convergência
  • o olho acaba desviando para dentro

Esse é o mecanismo que leva ao estrabismo acomodativo.

Em que idade o problema costuma aparecer?

O estrabismo causado pela hipermetropia geralmente surge na infância, principalmente entre 1 e 3 anos de idade.

Isso acontece porque é justamente nessa fase que a visão está em desenvolvimento e mais sensível a alterações.

Quais são os sinais de alerta?

Os pais devem ficar atentos a alguns sinais importantes:

  • Olho que desvia para dentro (principalmente ao olhar de perto)
  • Desvio que aparece e desaparece (intermitente)
  • Criança que aproxima muito os objetos do rosto
  • Dores de cabeça ou cansaço visual
  • Fechar um dos olhos para focar

Mesmo que o desvio seja discreto, é fundamental investigar.

Todo grau de hipermetropia causa estrabismo?

Não. A maioria das crianças com hipermetropia não desenvolve estrabismo. O risco é maior quando:

  • o grau é alto
  • não há correção adequada
  • a criança está na fase de desenvolvimento visual

Graus mais elevados aumentam também o risco de ambliopia (olho preguiçoso).

Como é feito o tratamento?

A boa notícia é que o estrabismo acomodativo tem um tratamento bastante eficaz: a correção da hipermetropia com óculos.

Ao corrigir o grau:

  • o esforço para focar diminui
  • a convergência excessiva desaparece
  • os olhos voltam a se alinhar

Na maioria dos casos, isso é suficiente para corrigir o desvio.

Tratamento da ambliopia (quando necessário)

Caso a criança tenha desenvolvido a ambliopia, além dos óculos para corrigir a hipermetropia, será necessário usar o tampão.

Cirurgia (em casos específicos)

Diferente de outros tipos de estrabismo, a cirurgia geralmente não é o primeiro tratamento, sendo indicada apenas quando:

  • existe um componente não acomodativo associado
  • o desvio persiste mesmo com o uso correto dos óculos

O estrabismo causado pela hipermetropia tem cura?

Na maioria dos casos, sim — especialmente quando diagnosticado precocemente. Com o uso adequado dos óculos e acompanhamento oftalmológico, os olhos podem se manter alinhados e a visão se desenvolve normalmente.

Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Quando procurar um oftalmologista?

Procure avaliação se você notar:

  • qualquer desvio ocular após os 3 meses de idade
  • desvio do olho para dentro com frequência
  • dificuldade visual para enxergar de perto

Quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são os resultados.

Conclusão

O estrabismo causado pela hipermetropia é uma condição comum na infância, mas que tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, não exige cirurgia.

Entender a relação entre o grau e o desvio ocular é fundamental para um diagnóstico precoce e para evitar complicações como a ambliopia.

Se houver qualquer suspeita, a avaliação com um oftalmologista é essencial.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Tratamento do estrabismo em adultos funciona? https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-em-adultos-funciona/#respond Thu, 19 Mar 2026 18:11:59 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4473  O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão […]

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 O tratamento do estrabismo em adultos funciona e é altamente recomendado, pois melhora a função visual, além da estética. Segundo um estudo, a correção do estrabismo em adultos funciona em cerca de 80% dos casos. Outro achado desse estudo foi que a maioria dos adultos que passa pela cirurgia de estrabismo experimenta melhoras na visão binocular, responsável pela visão de profundidade.

De acordo com oftalmologista Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo, o tratamento do estrabismo em adultos também é importante para reduzir os efeitos da condição na vida social, profissional e na autoestima.

“Ao longo dos anos, estudos apontaram que os prejuízos psicossociais do estrabismo são sentidos ainda na infância. Quando não tratado, o estrabismo também causa problemas importantes na autoimagem, nos relacionamentos interpessoais e na empregabilidade. Além disso, há evidências de que o estrabismo afeta mais as mulheres e pessoas com o estrabismo convergente, aquela em que o olho se desvia para dentro”, comenta Dra. Marcela.

Tratamento do estrabismo em adultos melhora visão 3D

Inicialmente, é importante saber que o desenvolvimento visual acontece na infância. A visão se forma por volta dos 7 a 8 anos. Sendo assim, todas as doenças e condições visuais que ocorrem do nascimento até essa idade podem deixar danos permanentes na visão.

‘No caso do estrabismo, o prejuízo é no desenvolvimento da visão binocular. Essa capacidade visual ocorre quando o cérebro funde as imagens captadas pelos olhos em uma única. Contudo, em crianças com estrabismo, o cérebro suprime a imagem do olho com o desvio. Como resultado, surge a ambliopia, popularmente chamado de olho preguiçoso”, explica Dra. Marcela.

“Quando essa supressão acontece por tempo prolongado, no período crítico de desenvolvimento visual (entre os 2 a 4 anos), o risco de problemas na visão binocular é muito alto. Na prática, isso pode significar que na vida adulta, o paciente pode ter impedimentos para exercer certas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, entre outros cargos”, alerta a especialista em estrabismo.

Tratamento do estrabismo na vida adulta: como funciona

O primeiro passo para o tratamento do estrabismo na vida adulta é procurar um médico oftalmologista especialista nessa condição. Na consulta, o médico irá avaliar se é ou não um caso cirúrgico.

“Acima de tudo, é importante entender que há um tipo de estrabismo que não tem indicação de correção cirúrgica. Trata-se do estrabismo acomodativo, cuja causa é um grau alto de hipermetropia. Nesses casos, o uso de óculos já é suficiente para alinhar os olhos. Em outros casos, dependendo da causa do estrabismo, como tumores ou doenças neurológicas, não é necessário operar, pois o tratamento das condições de base tende a resolver o desvio”, conta Dra. Marcela.

Como funciona a cirurgia de estrabismo em adultos

A cirurgia de estrabismo é realizada em hospitais, mas o paciente não fica internado. Ou seja, opera e vai para casa no mesmo dia. A anestesia em adultos pode ser local com leve sedação. Em relação ao repouso, a recomendação é de 7 dias, podendo retomar as atividades normais após esse período.

“Outra preocupação dos pacientes é em relação aos sintomas depois da cirurgia. A boa notícia é que o paciente não sente dor, somente um leve desconforto nos dois primeiros dias. Os olhos podem ficar vermelhos, mas é normal e melhora rapidamente. Outra preocupação dos pacientes são os pontos. Porém, o corpo os absorve, sem necessidade de removê-los”, finaliza Dra. Marcela.

Veja tudo sobre o pós-operatório da cirurgia do estrabismo aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

 

 

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Sinais de problemas oculares na infância https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-de-problemas-oculares-na-infancia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-de-problemas-oculares-na-infancia/#respond Wed, 13 Aug 2025 19:01:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3690 Os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de condição ou doença que a criança apresenta. Para conhecer quais são os sinais de problemas oculares na infância e como reconhecê-los, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do […]

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Os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de condição ou doença que a criança apresenta.

Para conhecer quais são os sinais de problemas oculares na infância e como reconhecê-los, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba.

Cuidar da visão na infância é crucial para o desenvolvimento global da criança

“Primeiramente, é preciso entender que a visão é um dos sentidos mais importantes do corpo humano. Para além disso, a visão se desenvolve fora do útero e só está completa por volta dos 7 ou 8 anos de idade. Portanto, o aparecimento de qualquer condição ou doença oftalmológica ao longo do desenvolvimento visual pode prejudicar a visão”, comenta Dra. Marcela.

“Acima de tudo, é muito importante conscientizar os pais de que o Teste do Olhinho não é suficiente para detectar todos os problemas oftalmológicos que podem surgir ou até mesmo estar presentes após o nascimento. Portanto, a recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina”, alerta a especialista.

A consulta de rotina é muito importante, já que raramente há sinais de problemas oculares na infância. Naturalmente, há condições, como o estrabismo que são mais evidentes, já que o desvio do olho na maioria dos casos é perceptível.

Sinais de problemas oculares na infância – O que você precisa saber

Agora, vamos falar mais sobre os sinais de problemas oculares na infância. “Acima de tudo, é importante entender que há inúmeras patologias que podem afetar o sistema visual. Além disso, os sinais de problemas oculares na infância podem variar, de acordo com o tipo de doença que a criança apresenta.

Desse modo, vamos abordar separadamente as principais condições e doenças oftalmológicas na infância.

  • Erros Refrativos

Normalmente, os erros refrativos como a miopia, astigmatismo e hipermetropia se desenvolvem nos primeiros anos de vida. Algumas crianças podem apresentar erros refrativos até mesmo antes de completar um ano. Por outro lado, os erros refrativos costumam ficar mais evidentes quando a criança vai para escola.

Sinais de problemas oculares na infância devido a erros refrativos:

Dor de cabeça

A queixa de cefaleia é mais comum nas crianças que frequentam a escola e já sabem falar. Na maioria dos casos está ligada a erros refrativos não tratados. Outro ponto é que essa dor é mais comum no final do dia, depois de longos períodos de estudo, leitura ou uso de dispositivos eletrônicos.

Olho franzido

Apertar os olhos para conseguir enxergar é um sinal típico da presença de um erro refrativo. Adicionalmente, esse movimento de apertar os olhos é um dos motivos do surgimento da dor de cabeça devido a problemas na visão.

Problemas de aprendizagem

Um dos motivos de atrasos ou problemas de aprendizagem é justamente erros refrativos não corrigidos. Uma criança míope sem óculos vai apresentar dificuldade para enxergar o conteúdo na lousa, por exemplo. A criança com hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto) pode apresentar problemas para escrever no caderno, na prova etc.

Portanto, caso a criança esteja apresentando problemas de aprendizagem, é crucial levá-la para uma consulta com um oftalmologista infantil.

Incidentes frequentes (quedas, tropeços, batidas em móveis etc.)

Sabe aquela criança que sempre tropeça, sofre quedas e vive esbarrando em móveis pela casa? Na verdade, esses incidentes podem ter relação com problemas na visão, especialmente erros refrativos sem correção.

Sinais de problemas oculares na infância devido a outras patologias oftalmológicas

Agora que você conheceu algumas manifestações que podem ter relação com erros refrativos sem correção, vamos falar um pouco sobre outros sinais de problemas oculares em crianças, que precisam de atenção.

Reflexo esbranquiçado no olho

 Em algum momento ao longo da vida, certamente você já percebeu que em algumas fotos, saímos com um reflexo vermelho em fotos. Trata-se de uma situação comum que na verdade é o reflexo da retina.

Em contrapartida, o reflexo esbranquiçado nos olhos de crianças, especialmente menores de 3 anos, é um sinal de alerta. Isso porque esse é o principal sinal do retinoblastoma, um tumor maligno que afeta bebês e crianças pequenas. Sendo assim, caso isso aconteça com a sua criança, procure assim que possível um oftalmologista infantil para encaminhamento ao especialista.

Sensibilidade à luz

A fotofobia pode ocorrer em inúmeras patologias oculares. Dessa maneira, para fechar um diagnóstico, será necessário levar em consideração outros sintomas. De qualquer modo, a fotofobia pode indicar um quadro de conjuntivite, erros refrativos, estrabismo, alergia ocular, entre outros.

Coceira

O ato de coçar os olhos de forma frequente pode ser sinal de uma alergia ocular, quadros de conjuntivite ou até mesmo um hábito da criança. Contudo, a fricção constante dos olhos na infância aumenta o risco de a criança desenvolver o ceratocone. Trata-se de uma doença que afeta a córnea e pode levar à perda da visão, sem tratamento.

Dessa forma, é importante levar a criança a um oftalmopediatra para uma avaliação e sempre que possível repreender a criança para que não coce os olhos.

Desvio ocular

O desalinhamento do olho é o principal sinal do estrabismo, doença que se desenvolve na infância. Ainda que o desvio ocorra de vez em quando, como no estrabismo divergente intermitente, é necessário corrigir o desalinhamento. Portanto, caso os pais percebam que a criança apresenta algum tipo de desvio, é crucial procurar um oftalmologista infantil.

Lacrimejamento excessivo

O lacrimejamento constante em bebês recém-nascidos é um sintoma da obstrução do canal lacrimal. É uma condição benigna, mas que precisa da orientação do oftalmologista. Em crianças maiores, pode ser sinal de erros refrativos, olho seco, blefarite e irritação nos olhos.

Vermelhidão

A vermelhidão ocular pode indicar inúmeras doenças oftalmológicas. Por isso, não deve ser avaliada de forma isolada. Após um dia mais cansativo, por exemplo, é uma condição passageira e benigna. Por outro lado, quando há outros sintomas presentes, pode indicar a presença de alergias, conjuntivites, terçol etc.

Piscar excessivo

Quando a criança pisca demais pode indicar problemas nas pálpebras, tiques, estrabismo, erros de refração, falta de sono ou até o uso prolongado de telas.

Conclusão

“Enfim, há inúmeros sinais de problemas oculares na infância. Entretanto, nem sempre essas manifestações indicam diagnósticos mais complexos. De qualquer maneira, a principal recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a uma consulta de rotina. Na presença de sintomas mais intensos, também é importante procurar um oftalmologista infantil. Finalmente, os exames oculares são cruciais quando a criança vai para escola, especialmente no período da alfabetização”, conclui Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane-e-uma-forma-rara-de-estrabismo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sindrome-de-duane-e-uma-forma-rara-de-estrabismo/#respond Thu, 22 May 2025 14:43:05 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3451 A síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo, que representa de 1 a 4% dos casos totais de estrabismo. Contudo, é uma condição que afeta bastante a qualidade de vida da criança. Para falar mais sobre a síndrome de Duane, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e […]

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A síndrome de Duane é uma forma rara de estrabismo, que representa de 1 a 4% dos casos totais de estrabismo. Contudo, é uma condição que afeta bastante a qualidade de vida da criança.

Para falar mais sobre a síndrome de Duane, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Síndrome de Duane está presente desde o nascimento

O estrabismo é uma condição oftalmológica que leva ao desvio do eixo ocular. Normalmente, se desenvolve na infância. Entretanto, há formas que são congênitas, ou seja, a criança já nasce com o estrabismo. Sendo assim, a síndrome de Duane é uma forma congênita, porém rara de estrabismo.

Geralmente, a condição afeta mais meninas do que meninos: 6 em cada 10 crianças afetadas são do sexo feminino, quando o desvio afeta apenas um dos olhos (estrabismo unilateral). Adicionalmente, os casos bilaterais representam 15% a 20% de todos os casos da síndrome de Duane.

Causa está associada à má formação embrionária

De acordo com Dra. Marcela, a síndrome de Duane é resultado de problemas com o embrião, entre a quarta e a oitava semana de gestação. “Normalmente, ocorre uma má formação do VII nervo craniano, que acarreta uma desenervação do músculo reto lateral do olho. Dessa maneira, os músculos oculares não recebem os sinais elétricos necessários para os movimentos dos olhos”.

Primeiramente, para compreender melhor a síndrome de Duane, é importante lembrar que os movimentos do corpo humano são controlados pelos nervos. Os olhos, por exemplo, são controlados pelos músculos extraoculares, que permitem os movimentos dos olhos em todas as direções. De uma maneira mais didática, podemos comparar esses músculos com as “rédeas de um cavalo”.

“Ao todo, são seis músculos extraoculares que precisam trabalhar juntos para mover os olhos em todas as direções. Esses movimentos dependem dos nervos cranianos. Portanto, quando o nervo não envia o sinal do cérebro para o músculo, é como se não houvesse um fio entre o interruptor e a lâmpada. Para além disso, o nervo que controla o músculo oposto ao reto lateral, o reto medial, envia uma ramo extra para ativá-lo. Com isso, surge uma espécie de “confusão”, explica Dra. Marcela.

“Dessa forma, o músculo reto lateral tenta puxar o olho para fora, enquanto o cérebro passa a mensagem ao músculo reto medial para puxar o olho para dentro. Nesse processo, o olho se retrai para dentro da órbita ocular e o músculo reto medial puxa o olho para dentro. Por isso que a SD também é chamada de síndrome de retração de Duane”, complementa a especialista.

Sinais podem passar despercebidos nos primeiros anos de vida

Embora a SD esteja presente desde o nascimento, pode não ser tão aparente nos primeiros anos de vida. Por esse motivo, a condição passa despercebida pelos pais e, até mesmo, pelo pediatra.

“Normalmente, o sinal mais característico é o torcicolo ocular. Para enxergar, a criança adota posições anormais da cabeça, o que ajuda a compensar o desvio. Adicionalmente, podem surgir dificuldades na visão. Desse modo, o diagnóstico costuma acontecer por volta dos 10 anos de idade ou um pouco antes”, aponta Dra. Marcela.

Características da síndrome de Duane

A síndrome de Duane, em 80% dos casos, afeta apenas um olho, normalmente o esquerdo. Mas pode afetar os dois olhos. Confira abaixo as principais manifestações da condição:

  • Limitação parcial ou completa do movimento do olho para fora (em direção às orelhas);
  • Limitação parcial do movimento do olho para dentro (em direção ao nariz);
  • Estreitamento da abertura da pálpebra e retração do globo ocular para dentro da órbita, quando o olho se movimenta para dentro;
  • Aumento da abertura da pálpebra na tentativa de olhar para fora;
  • Movimentos oculares involuntários para cima ou para baixo, quando o olho se movimenta para dentro;
  • Fechar um dos olhos para conseguir enxergar;
  • Visão dupla;
  • Dores de cabeça e no pescoço.

Síndrome de Duane tem formas variadas – Conheça quais são

Existem três formas de apresentação da SD.

  • A síndrome de Duane Tipo I é mais comum e responde a 80% dos casos. O paciente apresenta dificuldade em mover o olho para fora. O desvio é convergente (para dentro);
  • No tipo II, o paciente tem pouca ou nenhuma capacidade de mover o olho para dentro. Nestes casos, o desvio é divergente (para fora, em direção às orelhas);
  • Na SD Tipo III, há pouca ou nenhuma capacidade para movimentar o olho para dentro e para fora. Sendo assim, esses pacientes podem apresentar tanto o desvio convergente como o divergente.

Diagnóstico e Tratamento – O que você precisa saber

Como se trata de uma doença pouco conhecida e bastante específica, o ideal é procurar um oftalmologista especialista em estrabismo. De uma forma geral, o diagnóstico é clínico, por meio de exames que analisam os movimentos oculares. Em alguns casos, o especialista pode solicitar exames adicionais.

Embora não haja uma cura para a síndrome de Duane, hoje existem algumas técnicas cirúrgicas que podem ajudar o paciente.

Como funciona a cirurgia

“A cirurgia visa à redução do ângulo do estrabismo e, com isso, é possível melhorar ou eliminar o torcicolo. Adicionalmente, também é possível reduzir o estrabismo quando o paciente olha para frente. Ainda podemos melhorar a retração do olho e o estreitamento da abertura palpebral. Por fim, o procedimento cirúrgico pode servir para eliminar o desvio vertical que ocorre quando o paciente movimenta os olhos”, ressalta Dra. Marcela.

Entretanto, é importante esclarecer que nem todos os pacientes precisam da cirurgia. Em muitos casos, o paciente consegue compensar o estrabismo com posições de bloqueio mais tênues. Por outro lado, é preciso reforçar que crianças com a síndrome de Duane devem realizar acompanhamento oftalmológico regular.

“Finalmente, é importante lembrar que a síndrome de Duane pode resultar em outros problemas na visão, sendo a principal preocupação a ambliopia, mais conhecida como olho preguiçoso. Portanto o acompanhamento oftalmológico é imprescindível durante a infância. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento”, conclui Dra. Marcela.

 

Leia mais sobre a Ambliopia aqui.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

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Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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O que é ambliopia? Sinais Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ambliopia-sinais-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-ambliopia-sinais-sintomas-e-tratamento/#respond Thu, 06 Feb 2025 19:04:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3179 A ambliopia, popularmente conhecida pelo termo “olho preguiçoso”, é uma condição oftalmológica que afeta a visão binocular. Ou seja, a ambliopia prejudica a acuidade visual em um ou em ambos os olhos. Trata-se de uma patologia que pode causar prejuízos permanentes na visão. Dessa forma, é crucial que os pais entendam o que é ambliopia, quais […]

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A ambliopia, popularmente conhecida pelo termo “olho preguiçoso”, é uma condição oftalmológica que afeta a visão binocular. Ou seja, a ambliopia prejudica a acuidade visual em um ou em ambos os olhos.

Trata-se de uma patologia que pode causar prejuízos permanentes na visão. Dessa forma, é crucial que os pais entendam o que é ambliopia, quais os sinais, sintomas e como funciona o tratamento.

Para falar mais sobre o assunto, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, que também é especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Ambliopia se desenvolve na infância

“Primeiramente, é importante esclarecer que a ambliopia se desenvolve na infância. A condição acontece quando um dos olhos não se desenvolve adequadamente, fazendo com que o cérebro favoreça a visão do outro olho. Adicionalmente, precisamos reforçar que o desenvolvimento visual ocorre fora do útero e se completa por volta dos 7 anos de idade”, comenta a oftalmologista.

“A ambliopia costuma se instalar devido à presença de algumas condições, como o estrabismo, erros refrativos e doenças oculares genéticas, como a catarata e o glaucoma. Todas essas condições têm a capacidade de afetar o desenvolvimento da visão, resultando na ambliopia”, adiciona Dra. Marcela.

A ambliopia pode afetar de 1 a 5% das crianças em todo o mundo. Porém, a prevalência pode variar de região para região, conforme um estudo publicado no Frontiers in Pediatrics.

Estrabismo é responsável por metade dos casos de olho preguiçoso

Como dissemos acima, a ambliopia ocorre devido a alguma outra condição oftalmológica. Em cerca de metade dos casos, a origem do olho preguiçoso é a presença do estrabismo.

“Trata-se de uma condição que também surge na infância e se caracteriza pelo desvio do eixo ocular. Sendo assim, esse desalinhamento do eixo visual leva duas imagens diferentes para o cérebro. Com isso, o órgão escolhe a melhor imagem, ou seja, a imagem captada pelo olho sem o desvio. A partir de então, há um comprometimento do olho com o desvio, que não se desenvolve como deveria”, explica a oftalmologista infantil.

Erros refrativos também causam a ambliopia

Outra causa frequente da ambliopia são os erros refrativos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Normalmente, o olho preguiçoso se instala em crianças que apresentam uma variação muito grande de grau de um olho para o outro. Entretanto, também pode ocorrer quando cada olho tem um tipo diferente de erro refrativo.

Por fim, existe a ambliopia por privação de estímulo. Nesses casos, a condição tem associação com condições que levam à opacidade ocular. Em outras palavras, afeta crianças que nascem ou desenvolvem doenças como catarata, glaucoma, cicatrizes na córnea e ptose palpebral severa.

“A razão é que todas essas condições impedem a entrada de luz de forma adequada, interferindo no desenvolvimento da visão. Definitivamente, esse é o tipo mais grave de ambliopia e exige tratamento mais precoce do que as outras formas de ambliopia”, alerta Dra. Marcela.

Ambliopia pode levar à perda da visão binocular

Antes de conhecer os sinais e o tratamento da ambliopia, é importante entender o que é a visão binocular. O processo visual depende de várias estruturas e processos. Um deles é a captação da imagem pelos olhos.

“Cada olho capta uma imagem e a envia para o cérebro. Então, o órgão as funde em uma única imagem. Portanto, podemos dizer que a visão binocular é a capacidade do cérebro de fundir as duas imagens em uma única. Dessa forma, a visão binocular nos permite enxergar um campo visual maior, além de ser responsável pela noção de profundidade e pela capacidade de enxergar em 3D”, conta Dra. Marcela.

Agora, vamos imaginar uma criança com estrabismo. Nesse caso, o cérebro vai receber duas imagens diferentes: uma do olho normal e a outra do olho com o desvio.

“Como existe um conflito nas imagens, o cérebro dará prioridade à melhor imagem, ou seja, do olho normal. Portanto, o cérebro vai suprimir o trabalho do olho com o desvio, deixando-o “preguiçoso”. Dessa forma, esse olho perde a possibilidade de se desenvolver e isso pode acarretar prejuízos irreversíveis na visão”, reforça a especialista.

“Acima de tudo, o principal problema é que quando essa supressão das imagens pelo cérebro ocorre por tempo prolongado, durante o período considerado crítico para o desenvolvimento visual, que é por volta dos 2 anos de idade, e que se completa por volta dos 7, há a possibilidade de ocorrer supressão irreversível. Ou seja, a criança perderá a visão binocular”, diz Dra. Marcela.

Problemas na visão binocular podem prejudicar vida profissional e acadêmica

A ambliopia pode causar prejuízos na vida escolar da criança, bem como afetar o desenvolvimento de habilidades motoras, por exemplo. Contudo, na vida adulta pode também impedir o exercício de certas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, entre outras.

Como saber se a criança tem ambliopia?

Infelizmente, não há manifestações evidentes de que a criança é amblíope. Portanto, dificilmente os pais conseguem perceber a presença da condição. Em contrapartida, as crianças com estrabismo e aquelas com erros refrativos podem desenvolver o olho preguiçoso.

Portanto, é crucial realizar um acompanhamento regular com o oftalmologista, para identificar e tratar as condições, que aumentam o risco de desenvolver a ambliopia.

De qualquer maneira, existem alguns sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Veja abaixo quais são.

Por outro lado, os pais podem prestar atenção em indícios podem estar associados à ambliopia como:

  • Dificuldade em pegar e arremessar objetos
  • Falta de jeito – esbarrar em móveis, cair demais, tropeçar de forma frequente
  • Apertar os olhos ou fechar um olho para conseguir enxergar
  • Virar ou inclinar a cabeça na tentativa de enxergar
  • Dificuldade em participar de esportes, andar de bicicleta, patins etc.

 Como é o tratamento da ambliopia?

O tratamento padrão para a ambliopia é a oclusão ocular. Ou seja, o uso de um tampão no olho bom, para que estimular o desenvolvimento do olho “preguiçoso”.

O tratamento costuma ter resultados mais eficazes quando o tampão é usado antes dos 5 anos de idade. Ademais, quando a criança possui algum erro refrativo, também precisará usar óculos. Por fim, todas as outras condições que podem levar à ambliopia precisam de tratamento.

Em conclusão, o ideal é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta de rotina com o oftalmologista infantil.

“A partir disso, é possível detectar condições que podem levar à ambliopia, bem como outros problemas que podem afetar o desenvolvimento visual. O mais importante é os pais estarem cientes de que o tratamento precisa acontecer dentro da janela de oportunidade, ou seja, antes dos 7 anos de idade”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital, na Vila Nova Conceição. 

Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Os mitos e verdades sobre o estrabismo são muitos. Popularmente chamado de “vesguice”, o estrabismo é uma condição que leva ao desalinhamento do eixo visual. Na maioria dos casos, o estrabismo se desenvolve na infância e pode afetar até 5% das crianças.

Sendo assim, hoje vamos esclarecer os principais mitos e verdades sobre o estrabismo, com a ajuda da oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo.

Mitos e Verdades sobre o Estrabismo – Conheça alguns deles

O estrabismo é uma questão estética. Portanto, não precisa de tratamento!

 Sem dúvidas, esse é um dos principais mitos em relação ao estrabismo. Em primeiro lugar, a condição se desenvolve na infância, período crítico para o desenvolvimento do sistema visual. A visão está completa por volta dos 7 anos de idade. Por esse motivo, o desalinhamento do eixo visual pode levar ao olho preguiçoso, que por sua vez pode resultar em problemas na visão binocular.

A visão binocular é responsável pela capacidade de enxergamos em profundidade e em 3D. Na infância, é crucial para o aprendizado, para a prática de esportes e outras atividades físicas e educacionais. Já na vida adulta, a visão binocular intacta é crucial para exercer algumas profissões, como piloto de avião, médico cirurgião, dentista etc.

Estima-se que cerca da metade dos casos de ambliopia são resultado do estrabismo. Leia mais aqui sobre o olho preguiçoso.

 O estrabismo pode ou não ser congênito

 Verdade! O estrabismo pode estar presente desde o nascimento ou se desenvolver na infância. No estrabismo congênito, o desvio do olho é para dentro, em direção ao nariz. O desalinhamento costuma ser constante e bastante evidente, já nos primeiros dias ou meses de vida. Saiba mais sobre o estrabismo congênito.

Para além disso, o estrabismo pode ocorrer na vida adulta, devido a problemas neurológicos, como um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo.

Todo prematuro vai desenvolver estrabismo

Mito. Embora a prematuridade seja um importante fator de risco para desenvolver o estrabismo, nem todos os bebês que nascem antes do tempo irão apresentar desalinhamento do eixo visual.

 Nem todo os tipos de estrabismo precisam de correção cirúrgica

 Verdade. O estrabismo acomodativo, por exemplo, ocorre devido à presença da hipermetropia. A criança faz um esforço visual para focar as imagens de perto e, com isso, o olho se desvia para dentro. Dessa forma, nesses casos o desvio está associado à hipermetropia, erro refrativo que é corrigido por meio do uso de óculos. Em conclusão, é uma forma de estrabismo que não precisa de cirurgia.

Também existem os estrabismos que acontecem na vida adulta e podem ser temporários, como àqueles presentes em doenças neurológicas. Portanto, esses casos também não têm indicação cirúrgica.

 O tampão corrigi o estrabismo

 Mito! Certamente, esse é um dos mitos mais comuns em relação ao estrabismo. Mas, ao contrário do que se possa pensar, o uso do tampão não trata o desvio do eixo visual. A chamada terapia de oclusão ocular serve para tratar a ambliopia ou ainda para prevenir seu desenvolvimento. Leia mais sobre o uso do tampão aqui.

 O desvio do olho para dentro é o único tipo de estrabismo

 Mito. Há vários tipos de estrabismo, embora o estrabismo convergente (quando o olho se desvia para dentro) seja o mais conhecido pela população em geral. Outro tipo comum é o estrabismo divergente intermitente, em que o olho se desvia para fora de vez em quando. O olho ainda pode se desviar para cima e para baixo, chamado de estrabismo vertical. Por fim, temos o estrabismo paralítico, que ocorre por problemas nos nervos oculomotores e pode levar a diferentes tipos de desvios.

A toxina botulínica pode tratar o estrabismo

Verdade! Aliás, o primeiro uso dessa substância foi exatamente para tratar o estrabismo. Contudo, hoje a indicação é para pequenos desvios ou para casos muito específicos. Isso porque o efeito, ou seja, o alinhamento do olho, é temporário. Sendo assim, é preciso várias aplicações para obter a correção do desvio. Em crianças, por exemplo, isso significa a necessidade de submetê-las a várias anestesias gerais. Em conclusão, o tratamento mais efetivo atualmente é a cirurgia, tanto para adultos como para crianças.

Saiba mais sobre como funciona o tratamento do estrabismo com toxina botulínica.

Estrabismo também pode ser operado adultos

Verdade. Os adultos também podem passar pela cirurgia de estrabismo. Inclusive, há diversos estudos que comprovaram que a correção do desvio em adultos melhora a visão binocular, além de trazer benefícios psicossociais.

Conclusão 

Por fim, hoje falamos sobre alguns mitos e verdades sobre o estrabismo. Em contrapartida, saiba que existem muitos outros.

“O mais importante é entender que se trata de uma condição que precisa de tratamento precoce para prevenir prejuízos no desenvolvimento da visão na infância. Dessa forma, a principal recomendação é levar o bebê em seus primeiros meses de vida para uma consulta de rotina com o oftalmologista infantil. Em adultos, o estrabismo pode indicar problemas neurológicos e na presença do desvio ocular, é importante procurar um serviço de pronto-atendimento”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Entenda quais são os tratamentos para o estrabismo e saiba por que é importante corrigir o desvio ocular, especialmente em crianças

O estrabismo é uma condição oftalmológica que leva ao desvio do eixo ocular. O desalinhamento do olho pode ocorrer para dentro, para fora, bem como para cima ou para baixo. Normalmente, o estrabismo se desenvolve na infância e atinge de 2 a 4% das crianças.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil e especialista em estrabismo, há vários tratamentos para o estrabismo. Contudo, cada forma de desvio exige um tipo de abordagem terapêutica.

“A maioria dos casos de estrabismo são tratados por meio de cirurgia, como o estrabismo convergente congênito e o estrabismo divergente intermitente. Já o estrabismo acomodativo, por exemplo, ocorre devido à presença de um grau alto de hipermetropia, dificuldade de enxergar de perto. Nesse tipo de desvio, o uso de óculos para corrigir o grau já é suficiente para alinhar o olho. Portanto, não há indicação de correção cirúrgica”, explica.

Por fim, também é possível usar a toxina botulínica para corrigir pequenos desvios. Contudo, ao contrário da cirurgia, a substância tem um efeito temporário. Ou seja, para que o olho fique alinhado, é preciso realizar aplicações de tempos em tempos.

Tratamentos para o estrabismo são cruciais para o desenvolvimento da visão

Uma das questões mais importantes quando se fala em estrabismo é esclarecer que não se trata de uma condição estética. O desvio do eixo ocular na infância afeta o desenvolvimento da visão, que ocorre fora do útero e se completa até por volta dos 7 anos.

“O alinhamento dos olhos é fundamental para desenvolver a visão binocular, capacidade do cérebro de fundir as duas imagens captadas pelos olhos em uma única. Isso é imprescindível para enxergar em profundidade, em 3D e para exercer diversas profissões, por exemplo”, comenta Dra. Marcela.

“Em crianças com estrabismo, o cérebro passa a ignorar a imagem captada pelo olho com o desvio. Caso isso aconteça por tempo prolongado, no período crítico para o desenvolvimento visual (entre os 2 e 4 anos) pode resultar na perda da visão binocular. Portanto, é importante procurar um oftalmologista e conhecer quais as opções de tratamentos para o estrabismo”, adiciona a especialista.

Tipos de tratamentos para o estrabismo

Agora vamos falar um pouco mais sobre cada tipo de tratamento para o estrabismo.

Cirurgia de Estrabismo

Hoje, a cirurgia de correção do estrabismo é o principal tratamento para a condição. O procedimento pode ser feito em bebês e em crianças. O oftalmologista faz incisões nos músculos oculomotores e, com isso, consegue alinhar os olhos. A cirurgia é feita sob anestesia geral, em ambiente hospitalar, sendo considerada uma cirurgia de pequeno porte e relativamente segura.

“Outro aspecto importante a respeito da cirurgia de estrabismo é que a criança vai para casa no mesmo dia e, após uma semana, já pode retomar suas atividades escolares e sociais. Na maioria dos casos, a cirurgia resolve o desvio, sem necessidade de tratamentos para o estrabismo adicionais”, conta Dra. Marcela.

Uma observação relevante é que a cirurgia de estrabismo pode ser feita também em adultos.

Leia mais sobre a recuperação da cirurgia de estrabismo

Tratamentos para o estrabismo – Toxina Botulínica

O primeiro uso da toxina botulínica (que ficou famosa na medicina estética) foi para o tratamento do estrabismo. Até hoje, a substância faz parte do rol dos tratamentos para o estrabismo. Porém, são indicações bastante específicas.

A principal indicação é para o estrabismo causado pela paralisia do VI Nervo Craniano. Também podemos usar em desvios convergentes pequenos.

“Hoje, não é tão comum usar a toxina botulínica em crianças e bebês, devido à necessidade de submetê-las a várias anestesias gerais, uma vez que o alinhamento obtido na aplicação é temporário. Por essa razão, reservamos a toxina botulínica para adolescentes ou adultos, dentro das indicações mencionadas acima”, diz Dra. Marcela.

Tratamento do estrabismo acomodativo

Como já falamos no início do artigo, o estrabismo acomodativo ocorre devido a um grau elevado de hipermetropia, dificuldade de enxergar de perto. Esse é único tipo de estrabismo que não tem indicação cirúrgica. O tratamento consiste no uso de óculos para corrigir a hipermetropia.

Diagnóstico precoce é crucial para bom desenvolvimento visual

“Independentemente dos tratamentos para o estrabismo, o mais importante é detectar o desvio ocular de forma precoce. A cirurgia precisa ser feita antes dos 7 anos de idade, para prevenir a ambliopia que pode evoluir para a perda da visão binocular. Portanto, o ideal é levar o bebê, ainda em seu primeiro ano de vida, para uma consulta com um oftalmologista infantil”, finaliza Dra. Marcela.

Tratamentos para o Estrabismo em São Paulo

Dra. Marcela Barreira é oftalmologista infantil e é especialista em estrabismo. A médica realiza cirurgias em bebês, crianças, adolescentes e adultos,

O consultório fica na Alameda Jaú, 72 cj 44, nos Jardins, em São Paulo.

Ligue agora mesmo e agende seu horário pelo telefone (que também funciona como WhatsApp)

(11) 3266 2768

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Estrabismo causa prejuízos psicossociais desde a infância. A partir dos 5 anos de idade, as crianças já experimentam os efeitos do desvio ocular em outros aspectos da vida. 

Pesquisas apontam que a falta de diagnóstico e tratamento do estrabismo prejudica aspectos psicossociais desde a infância até a vida adulta

O estrabismo, de acordo com vários estudos, traz inúmeros prejuízos psicossociais que já são sentidos por crianças a partir dos 5 anos de idade. Sem o devido tratamento na infância, o estrabismo pode ser ainda mais prejudicial na vida adulta.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, as crianças com desvios oculares podem apresentar dificuldade na velocidade da leitura, para realizar cálculos e para desenhar com traços mais precisos. “Já na vida adulta, há um impacto importante na autoimagem, nos relacionamentos interpessoais e na empregabilidade”.

Outros estudos apontaram que o estrabismo traz prejuízos psicossociais, principalmente para as mulheres. Finalmente, as pesquisam mostraram que o estrabismo convergente (desvio do olho para dentro) é visto de uma forma mais negativa do que o desvio do olho para fora (estrabismo divergente).

Desconhecimento pode atrasar diagnóstico e tratamento

O estrabismo se desenvolve na infância, com uma prevalência de 2 a 5% na população infantil. Entretanto, por não ser uma condição tão comum, pode passar despercebida pelos pais e até mesmo pelo pediatra.

Além disto, existe o mito de que a cirurgia de correção do estrabismo é estética. “É crucial esclarecer que a correção do desvio ocular é restauradora. Uma cirurgia cosmética é aquela que muda uma estrutura normal. A cirurgia restauradora é aquela que muda uma condição anormal para normal ou muito próxima do normal”, reforça Dra. Marcela.

Outro aspecto muito importante a esclarecer é que a cirurgia de estrabismo pode ser feita em qualquer idade, inclusive na vida adulta.

“Segundo as evidências científicas, a correção do desvio ocular em adultos reduz ou elimina sintomas, melhora a capacidade de fusão das imagens, melhora o campo visual, bem como traz ganhos psicossociais importantes”, comenta a especialista.

Estrabismo também prejudica a qualidade de vida na infância

Um estudo recente apontou que crianças com estrabismo são mais propensas a relatar dificuldades na realização de tarefas diárias em comparação com crianças sem estrabismo. Outros achados comuns são sentimentos de solidão, inadequação social e baixa autoestima.

A boa notícia é que a cirurgia de estrabismo em crianças consegue não só melhorar a visão, como também traz benefícios nos aspectos sociais e emocionais.

Estrabismo e prejuízos psicossociais: o que devemos fazer

O mais importante é entender que o estrabismo é uma condição que pode afetar a visão, com prejuízos nos aspectos sociais, emocionais, acadêmicos e profissionais ao longo da vida.

“Outro lembrete é que o ideal é tratar e corrigir o desalinhamento ainda na infância, preferencialmente antes dos 7 anos. Mas, mesmo após esta idade, a cirurgia traz benefícios e melhoras na visão”, explica Dra. Marcela.

Por fim, a recomendação é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta de rotina com um oftalmopediatra. O estrabismo congênito, por exemplo, está presente desde o nascimento e é o tipo de desvio que demanda a maior precocidade no tratamento. Outros desalinhamentos podem aparecer após os 6 meses. Desta forma, sempre que os pais notarem que o bebê ou a criança apresenta algum nível de desalinhamento no eixo visual, devem procurar o oftalmologista”, encerra a especialista.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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