Arquivos visão de longe - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/visao-de-longe/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:26:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos visão de longe - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/visao-de-longe/ 32 32 Progressão da miopia na infância pode causar doenças oculares na vida adulta https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia-na-infancia-pode-causar-doencas-oculares-na-vida-adulta/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia-na-infancia-pode-causar-doencas-oculares-na-vida-adulta/#respond Thu, 26 Sep 2024 11:01:25 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2749 A progressão da miopia na infância e na adolescência pode representar muito mais do que precisar trocar as lentes dos óculos para enxergar melhor. O aumento do grau, na verdade, eleva o risco de complicações nos olhos ao longo dos anos, principalmente na vida adulta. Dessa forma, o aumento exponencial do número de casos de […]

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A progressão da miopia na infância e na adolescência pode representar muito mais do que precisar trocar as lentes dos óculos para enxergar melhor. O aumento do grau, na verdade, eleva o risco de complicações nos olhos ao longo dos anos, principalmente na vida adulta. Dessa forma, o aumento exponencial do número de casos de miopia em todo o mundo é uma preocupação constante entre os oftalmologistas.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a miopia é um erro refrativo que afeta a visão de longe. “O olho míope é essencialmente mais longo do que deveria ser. Como resultado, a luz que entra no olho é focada na frente da retina, em vez de diretamente nela, fazendo com que objetos e imagens distantes pareçam embaçados e sem nitidez”.

“Contudo, para além do alongamento do globo ocular, o olho míope é mais frágil do que um olho sem miopia. O alongamento pode levar ao afinamento da retina, que por sua vez aumenta o risco de complicações, como descolamento da retina, catarata prematura, glaucoma e doenças maculares. Quanto maior o grau da miopia, maiores são os riscos”, explica a médica.

A miopia em crianças e adolescentes, quando não corrigida, também pode causar cansaço visual, dores de cabeça e dificuldades escolares.

O que explica o aumento dos casos de miopia?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2050 metade da população mundial será míope, sendo que a prevalência será maior nas gerações mais jovens. Mas, o que está por trás desse fenômeno global?

O aumento drástico dos casos de miopia em todo o mundo tem alguns componentes, alguns fatores que interagem e podem levar ao desenvolvimento desse erro refrativo. O primeiro é o genético, pois filhos de pais míopes têm risco maior de ter miopia. Para se ter uma ideia, quando ambos os pais são míopes, o risco é de 50%.

Para além da herança genética, as gerações mais novas passam mais tempo nas telas, bem como em atividades em distâncias menores, como estudar e realizar leituras. Como isso, há uma exigência maior da visão de perto, que pode desencadear o desenvolvimento da miopia.

“Outro aspecto importante é que crianças e adolescentes, especialmente aqueles que vivem em grandes centros urbanos, passam menos tempo ao ar livre. A luz natural e os ambientes abertos são fatores importantes para a visão. Isso porque exigem diferentes movimentos oculares, trabalhando o foco da visão de longe, entre outras habilidades visuais”, explica Dra. Marcela.

Como o sistema visual se desenvolve na infância, é importante garantir os estímulos corretos, tanto para a visão de longe, quanto para a de perto.

Como evitar a progressão da miopia na infância

Primeiramente, é crucial conscientizar os pais a respeito da importância de levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. “Sem dúvidas, esse é o primeiro passo para impedir a progressão da miopia, caso a criança tenha esse erro refrativo. A consulta também é importante para avaliar se há histórico familiar de míope, o que contribui para um acompanhamento mais regular durante os primeiros anos de vida”, aponta Dra. Marcela.

O uso dos óculos é importante para assegurar o desenvolvimento da visão e pode ser indicado até mesmo para os bebês e crianças menores. Quando o grau é alto, a atenção precisa ser redobrada.

Mas, se mesmo com a correção do grau, a miopia progride, podemos adotar alguns tratamentos que já temos disponíveis no Brasil. “Temos no mercado algumas lentes especiais que além de corrigirem o grau da miopia, também atuam desfocagem periférica. Trata-se de um mecanismo que desestimula o alongamento do globo ocular, principal fator de risco para a progressão da miopia”, conta Dra. Marcela.

Outra opção para impedir a progressão da miopia na infância é o uso de lentes de contato rígidas durante a noite, para achatar a córnea. Isso permite uma melhora no foco durante o dia. Essas lentes também podem ajudar a retardar o crescimento do globo ocular.

“Por fim, temos o colírio de atropina, cujo mecanismo de ação leva à dilatação das pupilas e ao relaxamento do músculo responsável pelo foco. Isso contribui para reduzir a tensão no globo ocular, desacelerando seu alongamento”, complementa a especialista.

Gerenciar tempo de telas é crucial para impedir a progressão da miopia na infância

Adicionalmente aos recursos das lentes e do colírio de atropina, é crucial gerenciar o tempo gasto nas telas e nas demais atividades que demandam a visão de perto. Também é preciso incentivar as atividades ao ar livre.

Apesar dos malefícios das telas para a visão das crianças, pode parecer impossível abolir os eletrônicos em um mundo hiper conectado. Muitas crianças e adolescentes usam dispositivos eletrônicos para estudar e se comunicar. Portanto, nem sempre uma recomendação pode ser aplicada no dia a dia das famílias.

“Por outro lado, temos dados e evidências suficientes que mostram a relação das telas com a miopia e sua progressão. Dessa forma, podemos usar o bom senso e o equilíbrio, especialmente se a criança já tem o diagnóstico da miopia. Sempre que for possível, é importante que os pais sigam as diretrizes das sociedades médicas a respeito do tempo de uso de tela, de acordo com a idade da criança”, finaliza Dra. Marcela.

O que diz a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), trouxe algumas recomendações a respeito do uso de telas por crianças. O limite de tempo de uso dos dispositivos eletrônicos é determinado pela faixa etária, mas sempre deve ter supervisão de adulto. Confira abaixo.

  • Menores de 2 anos: nenhum contato com telas ou videogames;
  • Dos 2 aos 5 anos: até uma hora por dia;
  • Dos 6 aos 10 anos: entre uma e duas horas por dia;
  • Dos 11 aos 18 anos: entre duas e três horas por dia.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Dor de cabeça na infância pode estar relacionada à problemas na visão? https://homolog.marcelabarreira.com.br/dor-de-cabeca-na-infancia-relacionada-a-problemas-na-visao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dor-de-cabeca-na-infancia-relacionada-a-problemas-na-visao/#respond Thu, 15 Feb 2024 20:28:04 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2627 Sim, a dor de cabeça na infância pode estar relacionada à problemas na visão. Estima-se que até 30% das queixas de cefaleia em crianças têm origem em erros refrativos não corrigidos, segundo um estudo publicado no Ophthalmic Epidemiology. Os pesquisadores também descobriram que a dor de cabeça estava presente em outras condições como o estrabismo. […]

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Sim, a dor de cabeça na infância pode estar relacionada à problemas na visão. Estima-se que até 30% das queixas de cefaleia em crianças têm origem em erros refrativos não corrigidos, segundo um estudo publicado no Ophthalmic Epidemiology. Os pesquisadores também descobriram que a dor de cabeça estava presente em outras condições como o estrabismo.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, este tipo de cefaleia ocorre por esforço visual contínuo. “Quando a criança tem miopia, astigmatismo e hipermetropia não corrigidos, acaba fazendo um esforço maior para conseguir focar ou compensar a visão embaçada. Este esforço leva os músculos dos olhos a trabalharem excessivamente. O estiramento contínuo dos músculos, por sua vez, pode levar à tensão muscular que se manifesta como dor de cabeça”.

Em geral, a cefaleia por esforço visual costuma aparecer no final do dia ou depois de atividades como uso de celulares, computadores, leitura e tarefas escolares.

Dor de cabeça relacionada a problemas na visão é diferente de outros tipos de cefaleia

Uma das principais características da dor de cabeça visual é sua localização. “Normalmente, a dor se concentra na testa ou nas têmporas. Outro sinal é a sensibilidade à luz, ou seja, a criança pode se sentir mais incomodada em ambientes com mais luminosidade”, comenta Dra. Marcela.

Outras manifestações que podem ocorrer junto com a cefaleia por esforço visual são:

  • Náuseas
  • Vômitos
  • Olho franzido para conseguir enxergar
  • Desvio ocular
  • Dor no olho
  • Quedas e tropeços frequentes
  • Mau desempenho escolar
  • Lacrimejamento

Dor de cabeça na infância deve ser investigada

A cefaleia não é uma condição muito comum na infância. Geralmente, pode ocorrer em dias mais cansativos, em que a criança brincou ou estudou muito, por exemplo. Mas isto não quer dizer que a dor de cabeça está associada a problemas na visão. “Por outro lado, quando esta queixa é muito frequente e sempre aparece depois de atividades que exigem esforço visual, é importante sim procurar um oftalmologista infantil”, alerta Dra. Marcela.

O uso de óculos para corrigir os erros refrativos costuma ser efetivo na remissão da dor de cabeça por esforço visual. Por outro lado, se a criança ainda apresentar quadros de cefaleia, a recomendação é que os pais procurem um neurologista para descartar outras causas.

Cuide da visão na infância

Os erros refrativos não corrigidos são as principais causas de baixa visão na infância. Por isto, levar a criança regularmente ao oftalmologista infantil é essencial. Mesmo em bebês é possível detectar miopia, astigmatismo e hipermetropia nos exames de rotina.

“Nas fases escolar e pré-escolar as consultas oftalmológicas também são cruciais para garantir o aprendizado, bem como o desenvolvimento de forma global”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Pandemia contribuiu para a progressão da miopia em crianças e adolescentes, aponta estudo https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia/#respond Thu, 21 Apr 2022 17:24:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2247 A progressão da miopia pode ser grave e a ameaçar a visão Aumento do grau da miopia está associado a um risco maior de desenvolver condições oculares potencialmente graves, como o glaucoma As taxas de progressão da miopia foram maiores durante o período de confinamento da pandemia, quando comparadas aos períodos anteriores. Essa foi a […]

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A progressão da miopia pode ser grave e a ameaçar a visão

Aumento do grau da miopia está associado a um risco maior de desenvolver condições oculares potencialmente graves, como o glaucoma

As taxas de progressão da miopia foram maiores durante o período de confinamento da pandemia, quando comparadas aos períodos anteriores. Essa foi a conclusão de um estudo, publicado no Journal American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus (AAPOS).

Não é novidade que a miopia é considerada uma epidemia, já que a sua prevalência tem aumentado de maneira assustadora em todo o mundo. Hoje, a miopia afeta de 35 a 40% da população. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que em 2050, quase metade das pessoas será míope.

O aumento dos casos de miopia está relacionado a dois fatores principais: o uso excessivo de telas e a redução do tempo gasto em atividades ao ar livre. E foi justamente devido a esses aspectos que 60% das crianças e adolescentes apresentaram aumento do grau da miopia entre 2020 e 2021.

Progressão da miopia pode ser grave

De acordo com Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, estudos preliminares já apontavam a relação do confinamento com a progressão da miopia, bem como com o surgimento de novos casos da condição.

“Os fatores de risco, como o excesso de uso dos dispositivos eletrônicos e à redução do tempo gasto ao ar livre são bem documentados pelos estudos como causas da miopia. Portanto, era algo que esperávamos que fosse ocorrer frente à necessidade do isolamento social”, relata

“Felizmente, estamos caminhando para um momento mais tranquilo da pandemia, com a volta de praticamente todas as atividades, inclusive das aulas presenciais. Portanto, o mais importante é que os pais levem os filhos ao oftalmologista. A consulta é essencial para verificar se a criança desenvolveu a miopia ou ainda para checar se houve aumento do grau”, reforça Dra. Marcela.

Riscos da progressão da miopia

Ao longo dos anos, algumas pessoas podem ter uma progressão do grau da miopia. Dependendo da variação, há um aumento do risco de desenvolver doenças oculares, que podem ser potencialmente graves para a visão.

“A maioria dos casos de miopia são leves. Porém, a partir de 3,00 D, é preciso ficar atento. Entre 3,25 a 4,75 D é classificada como miopia moderada. Acima de 5,00 D, é considerada alta miopia. A miopia moderada e, principalmente, a alta são consideradas com um fator de risco para complicações oculares, que podem causar perda da acuidade visual”, aponta Dra. Marcela.

“A miopia aumenta o risco de desenvolver a catarata mais precocemente, Também aumenta o risco do descolamento de retina e do glaucoma. Em todos os casos, quanto maior o grau da miopia, maior a probabilidade das complicações”, afirma a especialista.

Segundo estudos, quem é míope tem um risco de 2 a 3 vezes maior de desenvolver glaucoma do que os não míopes. Estima-se ainda que cerca de 55% dos casos de descolamento de retina (sem relação com trauma ocular), por exemplo, são causados pela miopia.

As pessoas costumam não dar muita atenção para a saúde oftalmológica. Contudo, os cuidados preventivos devem começar desde cedo. O teste do olhinho, isoladamente, não é suficiente para diagnosticar doenças oculares na infância.

“Por isso, a recomendação hoje é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra. Inclusive, é possível detectar a miopia nessa consulta e tratá-la para evitar danos à visão no futuro”, finaliza Dra. Marcela.

Vale ressaltar que quem tem miopia, mesmo que a leve, precisa fazer consultas periódicas ao longo da vida para avaliação da mudança de grau. Além disso, praticamente todas as pessoas com miopia apresentam também o astigmatismo.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

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Sinais da Miopia em Crianças: Quais são? Como reconhecer? Qual médico procurar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-miopia-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-miopia-em-criancas/#respond Thu, 31 Mar 2022 18:17:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2233 Nem sempre os sinais de miopia em crianças podem ser claros. Em muitos casos, o diagnóstico da miopia só acontece quando a criança começa a ser alfabetizada. Contudo, é possível que alguns sinais da miopia em crianças apareçam de forma precoce. Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre a miopia e suas manifestações. […]

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Nem sempre os sinais de miopia em crianças podem ser claros. Em muitos casos, o diagnóstico da miopia só acontece quando a criança começa a ser alfabetizada.

Contudo, é possível que alguns sinais da miopia em crianças apareçam de forma precoce.

Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre a miopia e suas manifestações.

Antes de mais nada, é importante entender o que é a miopia, seus fatores de riscos e como é o tratamento.

 O que é miopia?

Primeiramente, é importante dizer que a miopia é um dos erros refrativos mais comuns em todo o mundo. Quem é míope tem dificuldade de enxergar de longe. O processo visual depende de vários fatores. Um deles é o fenômeno da refração.

A luz entra no olho e atinge a retina. A partir disso, a luz é enviada para o nervo óptico que a transmite para o cérebro. Contudo, os chamados erros refrativos desviam a entrada da luz, fazendo-a incidir de diferentes maneiras na retina.

No caso da miopia, especificamente, ela ocorre porque o olho do míope é mais alongado. Assim, em vez da luz que entra no olho atingir diretamente a parte de trás da retina, ela se concentra na parte da frente. O resultado é uma imagem distorcida e embaçada quando a pessoa precisa usar a visão de longe.

Quais os sinais da miopia em crianças?

 Dificilmente uma criança vai perceber que não está enxergando bem. Isso porque os pequenos não têm um parâmetro para comparar se a visão está boa ou ruim.

Dessa maneira, bebês e crianças que ainda não vão para a escola podem não receber o diagnóstico precoce da miopia.

Mas, a boa notícia é que existem sim alguns sinais da miopia que podem alertar os pais sobre a possibilidade de a criança ser míope.

 Sinas em bebês e crianças menores

  • Coçar muito os olhos, sem outra causa (alergia, conjuntivite etc.)

  • Sensibilidade a luz

  • Ficar perto da TV quando assiste a algum desenho ou trazer o tablet ou celular para muito perto do rosto

  • Tropeços e quedas frequentes

Sinais da miopia em criança maiores

Nas crianças maiores, pode ser um pouco mais fácil os pais perceberem os sinais da miopia. O diagnóstico da miopia em crianças costuma acontecer, quase sempre, na idade pré-escolar, ou seja, por volta dos 5 aos 6 anos.

Naturalmente, na escola a criança vai precisar usar muito a visão de longe para os esportes e as atividades em classe, por exemplo.

Frequentemente, os sinais da miopia em crianças maiores são:

  • Dor de cabeça recorrente, principalmente no final do dia ou logo após atividades escolares

  • Aumento da frequência das piscadas

  • Aperto das pálpebras para conseguir enxergar

  • Ver TV ou usar outros dispositivos eletrônicos com o rosto aproximado desses objetos

  • Dificuldades de aprendizagem

  • Tropeços e quedas frequentes

  • Dificuldades em esportes

  • Coceira ocular

Como é possível diagnosticar a miopia em bebês e crianças que ainda não sabem ler ou falar?

Muitos pais desconhecem que o exame visual pode ser feito em bebês e crianças que ainda não sabem nem falar e nem ler. Isso graças a equipamentos especialmente feitos para o exame oftalmológico nessa faixa etária.

É de extrema importância que os pais levem o bebê ainda em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra para uma consulta de rotina. Quanto antes a miopia for diagnosticada, melhor será o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Afinal, a visão é responsável por 85% das informações que são enviadas para o cérebro.

Quais são as causas da miopia

A miopia é um erro refrativo que ocorre devido a interação de diversos fatores genéticos e ambientais.

Nos últimos anos, os casos de miopia estão aumentando de maneira exponencial em todo o mundo. As pesquisas apontam que as mudanças nos hábitos de vida, como maior exposição às telas e menos tempo ao ar livre são alguns fatores diretamente relacionados a chamada “epidemia da miopia”.

A miopia é perigosa?

Na maioria dos casos, a miopia é uma condição inofensiva e pode ser corrigida com o uso de óculos ou lentes de contato. Após os 18 anos, é possível ainda realizar uma cirurgia refrativa para correção do grau para não precisar mais usar as lentes corretivas.

Contudo, quando a miopia é considerada alta, pode trazer alguns riscos para a visão. Esses casos precisam ser acompanhados de perto por um oftalmopediatra/oftalmologista.

A progressão da miopia, ou seja, o aumento do grau, tem sido associada a problemas de visão que podem surgir ao longo da vida, como descolamento de retina, degeneração macular, glaucoma e catarata.

Prevenção

  • A primeira e mais importante forma de prevenir a miopia é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra.

  • Quando a criança não apresenta nenhum problema na visão, a consulta deve ser repetida na idade pré-escolar.

  • Além do acompanhamento com o oftalmopediatra, é recomendado que as crianças menores de 2 anos não sejam expostas a nenhum dispositivo

  • A partir dos 2 anos, o uso de telas deve seguir as diretrizes de órgãos como Sociedade Brasileira de Pediatria

  • Outro fator que pode prevenir a miopia ou sua progressão é promover atividades ao ar livre. Isso porque, estudos comprovaram que a luz solar é fundamental para quem é míope e para evitar que a criança desenvolva essa condição

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

 

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Prejuízos visuais ligados ao uso excessivo de telas https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-e-uso-excessivo-de-telas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-e-uso-excessivo-de-telas/#respond Thu, 01 Jul 2021 16:22:04 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2105 A primeira vista, o celular pode parecer inofensivo. Mas não é! O uso excessivo de telas durante a pandemia é o principal responsável pelo agravamento de algumas condições oculares em crianças e adolescentes, como miopia, olho seco, desconfortos visuais e piora do estrabismo, segundo um artigo, publicado pela American Academy of Ophthalmology.  Metade do dia […]

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A primeira vista, o celular pode parecer inofensivo. Mas não é! O uso excessivo de telas durante a pandemia é o principal responsável pelo agravamento de algumas condições oculares em crianças e adolescentes, como miopia, olho seco, desconfortos visuais e piora do estrabismo, segundo um artigo, publicado pela American Academy of Ophthalmology. 

Metade do dia nas telas

De acordo com uma pesquisa norte-americana, realizada pela SuperAwesome, as crianças de 6 a 12 anos têm gastado mais de 50% do tempo nos dispositivos eletrônicos. Embora a pesquisa tenha sido local, a realidade no Brasil não é muito diferente.

O uso de celulares, tablets e computadores exige muito da visão de perto. Além de usar mais a visão de perto que a de longe, vivemos um momento em que é necessário ficar mais tempo dentro de casa.

Com isso, as atividades ao ar livre ficaram ainda mais restritas, a escola se tornou remota e o lazer virtual. Todos esses fatores prejudicam a visão de longe e o sistema visual, como um todo.

Aumento de casos de miopia

O aumento de casos de miopia não é algo novo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2050 mais da metade da população mundial será míope. Os fatores de risco mais importantes, apontados por diversos estudos ao redor do mundo, são exatamente o uso prolongado de dispositivos eletrônicos e a redução de atividades ao ar livre.

Outra condição cada vez mais prevalente é o espasmo de acomodação. Trata-se de um tipo de contração excessiva dos músculos oculares responsáveis pela acomodação visual, necessária para dar o foco nas imagens captadas.

A criança força demais o olho para enxergar de perto. Por tempo prolongado e frequente, isso sobrecarrega os músculos, causando uma espécie de “cãibra”.

Quando esse esforço é feito por muito tempo, pode levar a dificuldades para enxergar de longe e dor de cabeça.

Criança pode ter cansaço visual?

Em adultos, o cansaço visual é algo corriqueiro, principalmente naqueles que trabalham o dia todo no computador. Contudo, antes da pandemia, isso não era algo que afetasse as crianças e adolescentes. Agora, é muito frequente que as crianças reclamem de cansaço visual, cefaleia, visão embaçada e olho seco.

Como prevenir os prejuízos do uso excessivo das telas?

 As principais recomendações são reduzir ao máximo a exposição de crianças e adolescentes aos dispositivos e promover atividades ao ar livre, se possível todos os dias.

A exposição aos raios solares estimula a produção da dopamina, um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado. O alongamento do olho leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular. Essa alteração anatômica é uma das causas da miopia.

Portanto, quanto mais tempo gasto em ambientes ao ar livre, menor o risco de desenvolver miopia. Para quem já tem o diagnóstico, a exposição aos raios solares pode evitar a progressão do grau.

Além desse aspecto, ambientes amplos e externos exigem o uso da visão de longe, que precisa ser estimulada tanto quanto a visão de perto.

Quanto tempo meu filho pode usar o celular?

Segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS):

  • Crianças de até 2 anos de idade não devem ser expostas a telas, de nenhuma maneira
  • Entre 2 e 5 anos, o uso de telas não deve ultrapassar 1 hora por dia
  • Crianças de 6 a 10 anos podem usar os dispositivos eletrônicos até 2 horas por dia
  • Para a faixa etária 11 a 18 anos, o uso deve ser limitado a 3 horas por dia

A televisão também faz mal para os olhos?

Vale lembrar que a televisão pode ser um recurso importante para substituir as telas. Mas, é preciso uma boa distância para usar a visão de longe. Ou seja, não adianta a criança ficar muito próxima do aparelho.

É preciso lembrar ainda que há outros prejuízos para a saúde relacionados ao uso excessivo de eletrônicos, bem como do tempo prolongado dentro de casa.

Portanto, é preciso que os pais busquem criar uma rotina mais saudável que possa prevenir a progressão e o desenvolvimento da miopia, bem como promover a saúde de forma global.

Onde tratar o estrabismo?

O estrabismo pode ser tratado em São Paulo e em outros locais que possuem profissionais, no caso, oftalmopediatras especialistas em estrabismo.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra e atende em seu consultório na cidade de São Paulo.

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O que pode retardar a progressão da miopia em crianças? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-pode-retardar-a-progressao-da-miopia-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-pode-retardar-a-progressao-da-miopia-em-criancas/#respond Mon, 28 Jun 2021 17:54:34 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2102 Como evitar a progressão da miopia nas crianças? A progressão da miopia nas crianças pode ser evitada por meio de algumas mudanças no estilo de vida. O uso de dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores deve ser reduzido ao máximo. As atividades ao ar livre devem ser incentivadas pela família, se possível todos os […]

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Como evitar a progressão da miopia nas crianças?

A progressão da miopia nas crianças pode ser evitada por meio de algumas mudanças no estilo de vida.

O uso de dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores deve ser reduzido ao máximo.

As atividades ao ar livre devem ser incentivadas pela família, se possível todos os dias.

Além disso, o acompanhamento regular com um oftalmopediatra é fundamental, principalmente quando o grau da miopia é considerado alto.

O que é miopia?

A miopia é um erro refrativo que afeta a visão de longe. Ou seja, a criança terá dificuldades para enxergar objetos distantes.

Por exemplo, na escola, caso a criança sente muito distante da lousa, não irá enxergar o que a professora escreve.

Atualmente, a miopia é considerada um problema de saúde pública, já que o número de crianças e adolescentes que desenvolvem a condição é cada vez maior, em todo o mundo.

Miopia em 2050

A epidemia de miopia em crianças e jovens é caracterizada pelo início cada vez mais precoce, combinado com altas taxas de progressão da doença.

Isso quer dizer que além do número de casos ser cada vez maior, o grau da miopia aumenta cada vez mais em quem já tem o problema.

Segundo um estudo, em 2050 mais da metade da população mundial será míope.

O que a miopia pode causar?

A miopia pode causar diversas complicações oculares, como glaucoma, catarata precoce e descolamento de retina.

Todas as doenças oculares são potencialmente perigosas, pois podem levar à perda da visão.

Quais são os fatores de risco da miopia?

Em primeiro lugar, é importante dizer que o desenvolvimento da miopia está ligado a fatores genéticos e ambientais.

Quando há casos na família, principalmente de parentes de primeiro grau, como pai e mãe, o risco de a criança ter miopia é maior.

Ao longo dos anos, diversos estudos mostraram que a redução do tempo gasto ao ar livre é um dos fatores mais relevantes para desenvolver a miopia, bem como para o aumento do grau.

Além da dificuldade de frequentar áreas verdes, brincar ao ar livre, passar muitas horas dentro de apartamentos, escolas ou casas, as crianças e adolescentes estão expostos, cada vez mais aos dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores.

Qual a relação da miopia com o ar livre?

A exposição aos raios solares estimula a produção da dopamina, um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado.

O alongamento do olho leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular. Essa alteração anatômica é uma das causas da miopia.

Portanto, quanto mais tempo gasto em ambientes ao ar livre, menor o risco de desenvolver miopia. Para quem já tem o diagnóstico, a exposição aos raios solares pode evitar a progressão do grau.

Além desse aspecto, ambientes amplos e externos exigem o uso da visão de longe que precisa ser estimulada tanto quanto a visão de perto.

Quanto tempo meu filho pode passar vendo celular?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), as recomendações de tempo de uso de dispositivos são:

  • Crianças de até 2 anos de idade não devem ser expostas a telas, de nenhuma maneira

  • Entre 2 e 5 anos, o uso de telas não deve ultrapassar 1 hora por dia

  • Crianças de 6 a 10 anos podem usar os dispositivos eletrônicos até 2 horas por dia

  • Para a faixa etária 11 a 18 anos, o uso deve ser limitado a 3 horas por dia

A televisão é prejudicial para a miopia?

A televisão pode ser um recurso importante para substituir as telas. Mas, é preciso uma boa distância para usar a visão de longe. Ou seja, não adianta a criança ficar muito próxima do aparelho.

Onde posso tratar a miopia do meu filho?

A miopia pode ser tratada por um Oftalmopediatra no caso de crianças e adolescentes. A Dra. Marcela Barreira atende em São Paulo, capital, na região dos Jardins.

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Casos de miopia em crianças disparam na pandemia https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia-criancas/#respond Mon, 05 Oct 2020 13:27:00 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=1924 Os casos de miopia em crianças e adolescentes dispararam na pandemia. Uma das razões é o isolamento social. Dentro de casa, a tecnologia se tornou a única forma de se comunicar com o mundo exterior. Além das aulas on-line e da comunicação com amigos e familiares, os dispositivos eletrônicos se tornaram uma das poucas formas […]

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Os casos de miopia em crianças e adolescentes dispararam na pandemia. Uma das razões é o isolamento social. Dentro de casa, a tecnologia se tornou a única forma de se comunicar com o mundo exterior. Além das aulas on-line e da comunicação com amigos e familiares, os dispositivos eletrônicos se tornaram uma das poucas formas de lazer disponíveis em tempos de coronavírus.

Entretanto, segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o uso ilimitado dos equipamentos eletrônicos é prejudicial para a visão, especialmente para crianças abaixo dos sete anos, uma vez que até essa idade a visão ainda está em desenvolvimento.

“A recomendação da Associação Americana de Pediatria (AAP) é de limitar o tempo da TV e de equipamentos eletrônicos, como o celular, a no máximo duas horas por dia. Mas, como agora as aulas são on-line, ocorre que esse tempo de exposição está muito maior”, comenta Dra. Marcela.

Muito além do abuso das telas
O que poucas pessoas sabem é que os dispositivos não estão sozinhos. Na verdade, o confinamento trouxe outro fator de risco importante para a miopia: a falta de exposição à luz natural e a redução ou até mesmo nulidade das atividades ao ar livre.

De acordo com Dra. Marcela, diversos estudos já provaram que quanto maior o tempo gasto em atividades em ambientes externos, menor o risco de progressão e desenvolvimento da miopia.

“As pesquisas apontaram que a exposição aos raios solares estimula a produção da dopamina, um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado, o que leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular, causando a miopia. Além disso, lugares abertos ajudam a treinar a visão de longe, pouquíssimo usada dentro de ambientes fechados”, explica Dra. Marcela.

Caso os pais tenham miopia, a chance de desenvolver a condição é ainda maior. Portanto, é preciso tomar alguns cuidados.  “Ainda estamos vivenciando a pandemia e os cuidados devem continuar, inclusive o distanciamento social. Entretanto, com segurança, é possível estimular as crianças e adolescentes a realizarem atividades ao ar livre, principalmente durante o dia, para aproveitar a luz natural”, recomenda Dra. Marcela.

Procure um oftalmopediatra
Vale lembrar que as crianças, principalmente as em idade pré-escolar, devem passar por uma avaliação oftalmológica de rotina.

“A miopia pode ser corrigida com óculos, lentes de contato ou cirurgia, porém nenhuma dessas terapias irá corrigir o alongamento do globo ocular. Quando o grau da miopia é alto, acima de 6, a deformação do globo ocular aumenta o risco de desenvolver condições como o descolamento de retina, catarata e glaucoma, aumentando o risco da perda permanente da visão”, conclui Dra. Marcela.

Lembre-se: Use o bom senso e incentive seu filho a passar mais tempo ao ar livre, praticando esportes ou outra atividade que contribua para o desenvolvimento saudável da visão.

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Dilatação dos olhos das crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-dos-olhos-das-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-dos-olhos-das-criancas/#respond Thu, 13 Feb 2020 15:50:27 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2020/02/13/dilatacao-dos-olhos-das-criancas/ A dilatação dos olhos das crianças durante o exame oftalmológico pode ser necessária quando o oftalmopediatra detecta a presença de algum erro refrativo, como a miopia. Veja no vídeo abaixo a explicação do tema com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira.

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A dilatação dos olhos das crianças durante o exame oftalmológico pode ser necessária quando o oftalmopediatra detecta a presença de algum erro refrativo, como a miopia.

Veja no vídeo abaixo a explicação do tema com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira.

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Tecnologia e miopia https://homolog.marcelabarreira.com.br/tecnologia-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tecnologia-miopia/#respond Fri, 22 Mar 2019 16:36:22 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2019/03/22/tecnologia-miopia/ Tecnologia e miopia são duas coisas que não combinam! os dispositivos tecnológicos, como celulares, computadores e tablets são uma das principais causas do aumento dos casos de miopia. Não é de hoje que especialistas em desenvolvimento infantil vem alertando sobre os perigos da exposição excessiva aos dispositivos eletrônicos. E nesta última semana, com os vídeos […]

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Tecnologia e miopia são duas coisas que não combinam! os dispositivos tecnológicos, como celulares, computadores e tablets são uma das principais causas do aumento dos casos de miopia.

Não é de hoje que especialistas em desenvolvimento infantil vem alertando sobre os perigos da exposição excessiva aos dispositivos eletrônicos. E nesta última semana, com os vídeos da boneca MoMo circulando nas redes sociais, este assunto voltou a ser muito comentado. Será possível manter as crianças inseridas no mundo tecnológico sem trazer prejuízos a a saúde e para o desenvolvimento?

De acordo com as pesquisas e evidências científicas atuais, a exposição exagerada às telas de celulares, tablets e computadores e o uso excessivo da visão de perto trazem problemas para a saúde de crianças e adolescentes. Em relação às alterações oculares, sabemos que o uso da visão de perto, em detrimento da exposição à luz natural e do uso da visão de longe, pode causar ou ainda piorar a miopia. O aumento deste erro refrativo no mundo tem sido considerado pela comunidade médica uma epidemia mundial.

Mas não e só a miopia que nos preocupa. Estamos observando um aumento importante nos quadros de olho seco, irritação e cansaço ocular em pessoas que ficam expostas por mais de uma hora a telas de tablets, celulares ou computadores. Sintomas estes antes ausentes em crianças e adolescentes, que agora estão se tornando corriqueiros nos consultórios de oftalmopediatra.

Outro ponto que se soma a estes citados é que publicações recentes apontaram que o excesso de exposição à luz azul (espectro da luz visível de cumprimento de onda curto e de alta energia) pode levar a danos na retina, gerar distúrbios do sono e irritabilidade. Isso porque a luz azul tem participação no nosso ciclo sono – vigília por interferir na nossa produção de melatonina, principal substância envolvida na indução do sono.

Sendo assim, crianças que usam tablets e celulares à noite podem ter uma piora na qualidade do sono, levando a um menor rendimento escolar, por exemplo. E como se não bastasse todas as alterações oftalmológicas, temos ainda estudos demonstrando que esta excessiva interação com as telas tem gerado problemas no desenvolvimento global da criança, tanto na parte motora quanto cognitiva. Um estudo recente demonstrou sinais de atrofia cerebral em adolescentes, além de sinais de maturação cerebral precoce.

E os prejuízos não param por aí! Outros estudos apontam que o uso excessivo da tecnologia acarreta na diminuição do raciocínio lógico, da coordenação motora e das habilidades de interação social. Poderíamos ficar horas falando sobre estes malefícios, devidamente comprovados pela ciência. O fato é que a tecnologia faz parte do mundo moderno, sendo inclusive recurso acadêmico em muitas escolas. Assim, não há como privar as crianças e a adolescentes de usar os dispositivos eletrônicos.

O que podemos fazer então? É mandatório que os pais controlem de forma rigorosa o uso recreativo, principalmente em casa, de celulares, tablets, computadores e outros dispositivos. Inclusive, de acordo com as Sociedade Brasileiras de Pediatria e de Oftalmopediatria, crianças menores de dois anos não devem ter nenhum contato com tais tecnologias. Para as maiores de dois anos, a recomendação é que o uso não ultrapasse uma hora por dia.

Sobre a televisão, preocupação de muitos pais, a dica é escolher o que a criança irá assistir. Lembrando que a TV exige o uso da visão de longe, sendo uma opção menos maléfica para o desenvolvimento visual. Outra dica é que se a criança usa o computador para estudar é colocar o dispositivo perto de uma janela.

Isto irá ajudar a criança a intercalar a visão de perto com a visão de longe durante as atividades. Esta troca relaxa a acomodação visual e diminui os sintomas de cansaço ocular. Somado a isto, o ideal é fazer intervalos periódicos quando é preciso ficar mais tempo em frente ao computador, dica que também vale para adultos que trabalham o dia todo nestes dispositivos.

Por fim, é fundamental estipular um horário noturno, que não deve passar das 18h ou 19h horas para uso dos dispositivos, já que a luz azul interfere no ciclo do sono e na produção da melatonina. Outro ponto é deixar as luzes acesas para proteger a visão dos raios emitidos e dar preferência para a luz natural.

Como uma última dica para os pais, quando tiramos algo da criança é sempre importante colocar outra atividade no lugar. Reduzir o tempo de exposição aos eletrônicos é mandatório, assim como aumentar as atividades ao ar livre, assim como incentivar a criança a praticar esportes e outras atividades fora das telas, como aulas de circo, futebol, dança, entre outras.

Dra. Marcela Barreira
Oftalmopediatra – Especialista em Estrabismo – Neuroftalmologista

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Passar pouco tempo ao ar livre aumenta risco de desenvolver miopia https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia/#respond Fri, 14 Sep 2018 19:35:19 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2018/09/14/miopia/ Passar pouco tempo ao ar livre aumenta o risco de ter miopia. A miopia está aumentando em todo o mundo. Você sabia que crianças e adolescentes que passam mais tempo em espaços fechados e menos tempo ao ar livre correm um risco maior de desenvolver a miopia? Estima-se que hoje as crianças passam mais de […]

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Passar pouco tempo ao ar livre aumenta o risco de ter miopia. A miopia está aumentando em todo o mundo. Você sabia que crianças e adolescentes que passam mais tempo em espaços fechados e menos tempo ao ar livre correm um risco maior de desenvolver a miopia? Estima-se que hoje as crianças passam mais de cinco horas vendo TV ou usando o computador em casa. Somando o período que elas passam na escola, podemos dizer que praticamente o tempo gasto em espaços abertos é mínimo.

Porém, estudos recentes apontaram que a falta de exposição à luz solar é um fator de risco importante para o desenvolvimento da miopia ou para a progressão deste erro refrativo em quem já tem o diagnóstico.

A explicação é que a exposição aos raios solares estimula a produção da dopamina, um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado, o que leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular, causando a miopia. Além disso, lugares abertos ajudam a treinar a visão de longe.

De acordo com a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, outra descoberta importante ligada às atividades ao ar livre é que a dopamina é produzida durante o dia, sendo o neurotransmissor responsável por dar o comando para o olho mudar da visão diurna para a visão noturna. “A pouca exposição à luz solar interrompe esse ciclo, causando modificações no crescimento do olho, outro fator de risco para desenvolver a miopia’, comenta Dra. Marcela.

Casos de miopia aumentam em todo o mundo
Segundo a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), estima-se que em 2050 cerca de metade da população mundial será míope. Isso significa que se nada for feito, haverá um aumento de 83% dos casos de miopia nos próximos 34 anos. “Atualmente, a prevalência da miopia é de 11% a 36%.

“Como o desenvolvimento visual ocorre na infância, até por volta dos 7 anos, é fundamental atuar na prevenção do problema, assim como levar as crianças ao oftalmopediatra ainda no primeiro ano de vida”, ressalta Dra. Marcela.

Miopia não é só hereditária
A miopia tem um fator genético importante, pois algumas pessoas nascem com uma predisposição maior de serem míopes. “Mas, de acordo com a exposição aos fatores de risco, como leitura excessiva, uso prolongado de equipamentos eletrônicos e pouca exposição à luz solar, a miopia pode ou não se desenvolver”, explica Dra. Marcela.

Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas que carregavam a variante do gene chamado APLP2, ligado à miopia, tinham cinco vezes mais chance de desenvolver a condição na adolescência quando submetidos a uma hora ou mais de leitura na infância, por dia. Já as pessoas com o mesmo gene que gastaram menos tempo em atividades que precisam da visão de perto, não tinham o risco adicional de se tornarem míopes.

Dicas
Como tudo na vida, vale sempre usar o bom senso. Naturalmente, é preciso estimular as crianças a se dedicarem à vida escolar e à leitura, desde que as atividades ao ar livre também façam parte do dia a dia.

“A atividade física é o estímulo ideal, pois influencia não só na prevenção da miopia, como também ajuda a criança a manter o peso, controlar os níveis de açúcar, a pressão arterial, além da influência no desenvolvimento motor, cognitivo e na interação social, entre outros benefícios. A recomendação é passar de duas a três horas por dia em ambientes externos, o que pode incluir brincadeiras, esportes, lazer, caminhadas de ida e volta da escola, passeios com o cachorro, entre outros”, recomenda a oftalmopediatra.

“A miopia pode ser corrigida com óculos, lentes de contato ou cirurgia, porém nenhuma dessas terapias irá corrigir o alongamento do globo ocular. Quando o grau da miopia é alto, acima de 6, a deformação do globo ocular aumenta o risco de desenvolver condições como o descolamento de retina, catarata e glaucoma, por exemplo”, conclui Dra. Marcela.

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