Arquivos visão de perto - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/visao-de-perto/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:09:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos visão de perto - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/visao-de-perto/ 32 32 Uso de telas nas férias pode prejudicar a visão das crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/#respond Thu, 08 Jan 2026 12:30:36 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4229 O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo. Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis […]

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O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo.

Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis e não prejudicavam a saúde. Nos grandes centros urbanos é cada vez mais difícil ver crianças brincando na rua, devido à violência e a falta de espaços para essas atividades. Adicionalmente, nem todas as famílias podem proporcionar viagens e outras atividades, já que muitos pais não tiram férias ou voltam a trabalhar logo após o recesso de final de ano.

“Sendo assim, diante desse contexto social, as telas preenchem essas lacunas e acabam sendo, em muitos casos, a única opção da criança ou adolescente para passar o tempo nas férias. Contudo, é muito importante que os pais fiquem atentos aos efeitos negativos dos dispositivos eletrônicos na saúde visual das crianças”, comenta Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, especialista em estrabismo e neuroftalmologista.

Efeitos do excesso de telas – Quais são eles

“Primeiramente, vamos falar do cansaço visual, chamado de fadiga ocular. Essa condição acontece quando os olhos permanecem longos períodos em atividades de perto, como no uso das telas. Em crianças, isso pode ser ainda mais prejudicial, já que a visão ainda está em desenvolvimento”, aponta a oftalmopediatra.

Para além do tempo gasto em celulares e tablets, a fadiga ocular pode ocorrer devido a menor frequência de piscadas durante o uso das telas, falta de iluminação no ambiente e uso sem fazer pausas.

Sintomas da fadiga ocular em crianças:

  • Olhos vermelhos;
  • Lacrimejamento;
  • Coceira ocular;
  • Dor de cabeça, especialmente no final do dia;
  • Sensibilidade à luz;
  • Irritabilidade e dificuldade de concentração.

Qual é o tempo de tela recomendado para crianças e adolescentes?

Acima de tudo, os pais devem restringir o tempo de tela, bem como respeitar as recomendações dos especialistas.

De forma geral, as orientações mais aceitas são:

  • Até 2 anos: Até os dois anos, a criança não deve usar telas;
  • De 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia;
  • Crianças maiores e adolescentes: idealmente até 2 horas de telas recreativas por dia

Quando esse tempo é excedido — algo comum nas férias —, o risco de cansaço visual aumenta significativamente.

Ensine a criança a fazer pausas durante o uso das telas

Inicialmente, além de respeitar o tempo de tela de acordo com a idade, os pais podem aplicar a regra 20-20-20. Isso pode reduzir muito os sintomas da fadiga ocular.

Como funciona?

A cada 20 minutos de tela, a criança deve:

  • Olhar para algo a pelo menos 6 metros de distância;
  • Permanecer assim por 20 segundos;

A regra 20-20-20 pode ser mais lúdica para as crianças. Veja um exemplo:

  • Peça para a criança olhar pela janela, observar uma árvore, um avião passando céu etc.;
  • Incentive a criança a ir até a cozinha beber água ou até mesmo se alongar.

Telas em excesso podem aumentar o grau da miopia?

“Sim, infelizmente um dos principais fatores de risco do aumento de grau da miopia é justamente o uso constante e prolongado das telas. Portanto, pais de crianças e adolescentes míopes precisam redobrar os cuidados com as telas nas férias” alerta Dra. Marcela.

Como proteger a visão das crianças durante as férias?

Algumas medidas simples fazem grande diferença. Mesmo em casa, os pais podem incentivar as crianças a fazerem outras atividades, para reduzir o tempo na tela. Veja algumas dicas:

  • Montar quebra-cabeças;
  • Ajudar nas tarefas de casa (varrer, regar as plantas, ajudar no preparo de alimentos etc.)
  • Pintar ou fazer artesanatos;
  • Definir um tempo de tela, inclusive já existem aplicativos para essa finalidade;
  • Priorizar a TV, já que a visão de perto é menos requisitada;
  • Lembre-se de manter o ambiente mais iluminado, já que no escuro o cansaço visual pode piorar;
  • Quando possível, incentive a criança a fazer atividades ao ar livre como passear com o cachorro, acompanhar os pais ao mercado, padaria, farmácia etc.

Quando procurar um oftalmopediatra?

As férias devem ser um período de descanso e diversão, mas sem descuidar da visão. Com limites adequados, pausas visuais e mais tempo ao ar livre, é possível aproveitar as telas sem prejudicar a saúde ocular infantil.

“Caso a criança ou adolescente apresente queixas persistentes, como vermelhidão nos olhos, coceira, ardência, dor, entre outros sintomas, procure um Oftalmologista infantil”, finaliza Dra. Marcela.

Quer saber como identificar sinais de miopia em crianças? Leia mais aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Hipermetropia em crianças – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/hipermetropia-em-criancas-tire-suas-duvidas/#respond Wed, 10 Dec 2025 13:53:01 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4124 A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. […]

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A hipermetropia em crianças causa dificuldade para enxergar de perto. Contudo, é curioso saber que todas as crianças nascem com algum grau de hipermetropia, que tende a desaparecer ao longo do crescimento.

Hoje, vamos falar um pouco mais sobre a hipermetropia com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia é um dos erros refrativos, que causa dificuldade para enxergar de perto. Os demais erros refrativos são a miopia, o astigmatismo e a presbiopia.

Portanto, uma pessoa com hipermetropia enxerga bem de longe e sente dificuldade de enxergar de perto.

Afinal, o que é um erro refrativo?

Para entender a hipermetropia, é importante compreender o que é um erro refrativo. Então, vamos lá.

Para enxergarmos com nitidez, a luz que entra nos olhos precisa atingir um ponto específico da retina, popularmente chamada de “fundo do olho”. A esse processo se dá o nome de refração.

A luz entra no olho e passa pelas “lentes naturais”, como a córnea (que tem o maior poder de foco) e o cristalino (que ajusta o foco para perto e para longe), fenômeno chamado de acomodação.

Em pessoas com olhos sem alterações, a luz faz o caminho normal e atinge o ponto exato da retina, resultando em uma visão nítida.

E quando a luz não atinge o ponto certo da retina?

Agora que você já entendeu o que é a refração, vamos falar sobre os erros refrativos. Há pessoas que apresentam alterações anatômicas nos olhos, especialmente na córnea e no cristalino.

Dessa maneira, essas alterações levam ao desvio da luz e isso leva aos erros refrativos. No caso da hipermetropia, o foco da imagem fica atrás da retina.

Então, há dois motivos para o desvio da luz na hipermetropia:

  1. Olho mais curto do que o normal (causa mais comum)

A hipermetropia costuma ter origem em globos oculares menores que o eixo anteroposterior, ou seja, o trajeto da córnea até a retina. Assim, a lente foca mais longe do que deveria.

  1. Córnea ou cristalino com pouco poder de convergência

Apesar de ser menos frequente, a hipermetropia pode acontecer em pessoas com uma córnea mais plana ou ainda em pessoas com um cristalino com menor capacidade de refração da luz. Portanto, nesses casos o olho não converte a luz com a intensidade suficiente. Como resultado, o foco também ocorre atrás da retina, afetando a visão de perto.

Hipermetropia dificulta a visão de perto

Para enxergamos de perto, é preciso um poder maior de convergência. Sendo assim, o cristalino precisa compensar isso por meio da acomodação. Ou seja, ele encurta sua curvatura para aumentar o foco.

Um bom exemplo para entender isso é: imagina que você quer tirar uma foto de uma abelha pousando numa flor. Você pega seu celular e vai ajustando o foco de perto, porém a imagem fica embaçada e você demora algum tempo até conseguir atingir a nitidez. Esse é mais ou menos o processo que os olhos precisam fazer para podermos enxergar de perto.

Contudo, na hipermetropia, devido as alterações anatômicas que já falamos, há um grande esforço para conseguir enxergar.

O que uma pessoa com hipermetropia sente?

O principal sinal da hipermetropia é a dificuldade de enxergar de perto. Todavia, quando a pessoa não usa óculos, o esforço visual pode causar alguns sintomas, como:

  • Cansaço visual;

  • Dor de cabeça;

  • Ardência nos olhos;

  • Visão embaçada

Hipermetropia só afeta crianças?

Acima de tudo, a hipermetropia costuma se desenvolver na infância. Agora, a dificuldade de enxergar de perto que surge após os 40 anos leva o nome de presbiopia. Outra questão é que nos adultos, a dificuldade de enxergar de perto tem relação com a perda da capacidade de acomodação do cristalino.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hipermetropia é feito por meio dos exames oftalmológicos de rotina. Mesmo em bebês e crianças que ainda não falam, é possível detectar a presença desse erro refrativo.

A boa notícia é que nem todos os casos de hipermetropia precisam de correção por meio de óculos. A razão é que com o passar do tempo, graus baixos de hipermetropia costumam desaparecer.

Dessa maneira, apenas graus mais elevados da hipermetropia têm indicação para o uso de óculos.

Segundo as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade.

A razão é que, normalmente, o grau diminui à medida em que a criança cresce, já que os olhos também aumentam de tamanho ao longo dos anos.

Por outro lado, quando o grau é alto, aumenta o risco de desenvolver o estrabismo acomodativo e a ambliopia, principalmente nas crianças que ainda não estão com o sistema visual completo (abaixo dos 7 anos).

O que é um grau alto?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Hipermetropia, estrabismo e olho preguiçoso têm relação?

Sim! A hipermetropia é a causa do estrabismo acomodativo. Portanto, na medida em que a criança tenta enxergar de perto, o olho se desvia para dentro.  Mas, basta colocar os óculos para o alinhamento do eixo ocular.

As crianças com hipermetropia correm mais risco de desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso. Por isso, o acompanhamento com um oftalmologista infantil é crucial. O tratamento, nesse caso, é o uso do tampão.

Tem como prevenir a hipermetropia?

A hipermetropia não é uma doença, é resultado de uma alteração anatômica das estruturas, como a córnea e o cristalino. Sendo assim, não existe uma maneira de preveni-la.

Contudo, é crucial cuidar da saúde ocular das crianças, desde o primeiro ano de vida. Para isso, os pais devem procurar um oftalmologista infantil e realizar o acompanhamento do desenvolvimento visual desde cedo.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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O que é hipermetropia? Sinais Sintomas e Tratamento https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-hipermetropia-sinais-sintomas-e-tratamento/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-hipermetropia-sinais-sintomas-e-tratamento/#respond Thu, 03 Oct 2024 13:29:13 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2753 Hoje vamos falar sobre o que é hipermetropia, se há sinais e sintomas e como funciona o tratamento. Primeiramente, é importante dizer que a hipermetropia não é uma doença. Trata-se de uma condição oftalmológica relacionada a uma alteração anatômica da córnea, a lente natural dos olhos. Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e […]

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Hoje vamos falar sobre o que é hipermetropia, se há sinais e sintomas e como funciona o tratamento.

Primeiramente, é importante dizer que a hipermetropia não é uma doença. Trata-se de uma condição oftalmológica relacionada a uma alteração anatômica da córnea, a lente natural dos olhos.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), a hipermetropia é um erro refrativo que causa dificuldade em enxergar de perto. O seu desenvolvimento ocorre na infância.

“Na verdade, a maioria das crianças quando nasce já apresenta algum grau de hipermetropia, condição chamada de hipermetropia fisiológica. Contudo, na medida em que o olho cresce, a hipermetropia pode desaparecer. Normalmente, isso ocorre na adolescência”, explica.

“Em geral, a hipermetropia está associada a um globo ocular menor do que deveria ser ou ainda a uma córnea mais achatada. Dessa forma, essas duas condições alteram o trajeto da luz, que acaba atingindo a parte de trás da retina. A visão fica embaçada e sem nitidez nas leituras, durante o uso de celulares, tablets, computadores, trabalhos manuais, entre outras atividades que demandam a visão de perto”, comenta Dra. Marcela.

Como saber se a criança tem hipermetropia?

Portanto, como a hipermetropia pode estar presente desde o nascimento ou se desenvolver nos primeiros anos de vida, é crucial levar a criança para uma consulta oftalmológica de rotina.

“Durante os exames oculares, conseguimos identificar a presença de erros refrativos por meio de equipamentos específicos, quando a criança ainda não desenvolveu a linguagem oral. Para além da hipermetropia, a consulta é crucial para identificar vários problemas oculares, como estrabismo, ambliopia, doenças na retina e outras condições”, reforça a especialista.

Antes de tudo, é preciso lembrar que nem sempre existem sinais e sintomas evidentes de que a criança não enxerga de perto. Adicionalmente, temos a questão das crianças e bebês que ainda não falam e, portanto, não conseguem expressar que estão com dificuldade em enxergar. Por fim, crianças não costumam ter uma referência do que é enxergar bem ou mal. Dessa forma, a melhor maneira de descobrir a presença da hipermetropia é procurar um oftalmologista infantil.

Sinais e sintomas da hipermetropia

Existem alguns indícios da presença de erros refrativos, mas como já reforçamos acima, nem sempre isso ocorre. Vamos agora conhecer algumas manifestações que podem indicar que a criança tem hipermetropia.

  • Dor de cabeça, especialmente após a escola ou ficar muito tempo em celulares e tablets
  • Desvio do olho para dentro, em direção ao nariz (estrabismo)
  • Dor nos olhos
  • Lacrimejamento constante
  • Queixa de visão embaçada
  • Coceira
  • Piscadas mais frequentes
  • Baixa rendimento escolar
  • Dificuldade em ler e em escrever

Como é o tratamento 

O tratamento da hipermetropia na infância consiste no uso de óculos com lentes que corrigem o grau. Entretanto, existem algumas condições que definem se a criança precisa ou não de óculos para corrigir a hipermetropia.

De acordo com as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade. Em geral, graus mais elevados podem levar ao estrabismo e ao olho preguiçoso. Portanto, nesses casos, o uso de óculos é importante.

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Hipermetropia e estrabismo

A hipermetropia pode levar ao desenvolvimento do chamado estrabismo acomodativo. A criança realiza muito esforço para conseguir enxergar de perto e isso leva ao desalinhamento do olho. A boa notícia é que o uso do óculos é suficiente para alinhar os olhos. Nesses casos, é muito importante corrigir o grau, para evitar o desenvolvimento do olho preguiçoso”, alerta Dra. Marcela.

Quer saber mais sobre o estrabismo acomodativo? Leia aqui.

Como prevenir 

A hipermetropia está relacionada a alterações anatômicas do globo ocular. Sendo assim, não é possível preveni-la.

“A recomendação é levar o bebê em seus primeiros meses de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. Essas consultas são importantes também ao longo da infância para detectar outros problemas e doenças oftalmológicas. A hipermetropia não é passível de prevenção, mas suas consequências, como o estrabismo e a ambliopia, podem ser evitadas com o uso dos óculos”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

 

Matéria produzida pela jornalista

Leda Maria Sangiorgio

MTB 30.714

É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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Dor de cabeça na infância pode estar relacionada à problemas na visão? https://homolog.marcelabarreira.com.br/dor-de-cabeca-na-infancia-relacionada-a-problemas-na-visao/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dor-de-cabeca-na-infancia-relacionada-a-problemas-na-visao/#respond Thu, 15 Feb 2024 20:28:04 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2627 Sim, a dor de cabeça na infância pode estar relacionada à problemas na visão. Estima-se que até 30% das queixas de cefaleia em crianças têm origem em erros refrativos não corrigidos, segundo um estudo publicado no Ophthalmic Epidemiology. Os pesquisadores também descobriram que a dor de cabeça estava presente em outras condições como o estrabismo. […]

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Sim, a dor de cabeça na infância pode estar relacionada à problemas na visão. Estima-se que até 30% das queixas de cefaleia em crianças têm origem em erros refrativos não corrigidos, segundo um estudo publicado no Ophthalmic Epidemiology. Os pesquisadores também descobriram que a dor de cabeça estava presente em outras condições como o estrabismo.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, este tipo de cefaleia ocorre por esforço visual contínuo. “Quando a criança tem miopia, astigmatismo e hipermetropia não corrigidos, acaba fazendo um esforço maior para conseguir focar ou compensar a visão embaçada. Este esforço leva os músculos dos olhos a trabalharem excessivamente. O estiramento contínuo dos músculos, por sua vez, pode levar à tensão muscular que se manifesta como dor de cabeça”.

Em geral, a cefaleia por esforço visual costuma aparecer no final do dia ou depois de atividades como uso de celulares, computadores, leitura e tarefas escolares.

Dor de cabeça relacionada a problemas na visão é diferente de outros tipos de cefaleia

Uma das principais características da dor de cabeça visual é sua localização. “Normalmente, a dor se concentra na testa ou nas têmporas. Outro sinal é a sensibilidade à luz, ou seja, a criança pode se sentir mais incomodada em ambientes com mais luminosidade”, comenta Dra. Marcela.

Outras manifestações que podem ocorrer junto com a cefaleia por esforço visual são:

  • Náuseas
  • Vômitos
  • Olho franzido para conseguir enxergar
  • Desvio ocular
  • Dor no olho
  • Quedas e tropeços frequentes
  • Mau desempenho escolar
  • Lacrimejamento

Dor de cabeça na infância deve ser investigada

A cefaleia não é uma condição muito comum na infância. Geralmente, pode ocorrer em dias mais cansativos, em que a criança brincou ou estudou muito, por exemplo. Mas isto não quer dizer que a dor de cabeça está associada a problemas na visão. “Por outro lado, quando esta queixa é muito frequente e sempre aparece depois de atividades que exigem esforço visual, é importante sim procurar um oftalmologista infantil”, alerta Dra. Marcela.

O uso de óculos para corrigir os erros refrativos costuma ser efetivo na remissão da dor de cabeça por esforço visual. Por outro lado, se a criança ainda apresentar quadros de cefaleia, a recomendação é que os pais procurem um neurologista para descartar outras causas.

Cuide da visão na infância

Os erros refrativos não corrigidos são as principais causas de baixa visão na infância. Por isto, levar a criança regularmente ao oftalmologista infantil é essencial. Mesmo em bebês é possível detectar miopia, astigmatismo e hipermetropia nos exames de rotina.

“Nas fases escolar e pré-escolar as consultas oftalmológicas também são cruciais para garantir o aprendizado, bem como o desenvolvimento de forma global”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo. 

 O consultório fica em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Risco de desenvolver miopia aumenta com baixa exposição aos raios solares https://homolog.marcelabarreira.com.br/risco-desenvolver-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/risco-desenvolver-miopia/#respond Thu, 02 Mar 2023 15:46:56 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2421 Risco de desenvolver miopia aumenta com baixa exposição à luz solar e uso excessivo da visão de perto  Miopia é considerada um problema de saúde pública e deve afetar metade da população mundial até 2050, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) Um estudo apontou que o risco de desenvolver miopia é 2,6 vezes […]

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Risco de desenvolver miopia aumenta com baixa exposição à luz solar e uso excessivo da visão de perto 

Miopia é considerada um problema de saúde pública e deve afetar metade da população mundial até 2050, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Um estudo apontou que o risco de desenvolver miopia é 2,6 vezes maior em crianças que não praticam atividades ao ar livre durante o dia e que usam a visão de perto por muito tempo, principalmente em dispositivos eletrônicos.

Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o comportamento das crianças e jovens mudou bastante ao longo das gerações. “A partir de 2010, as telas passaram a fazer parte do dia a dia das famílias. Somado a isso, temos a adoção de um estilo de vida que não incentiva as atividades ao ar livre, seja por falta de tempo ou pela escassez de espaços urbanos que propiciem segurança e um ambiente favorável para a convivência das crianças e jovens”.

Visão de perto e risco de desenvolver miopia

“Temos um outro componente que é o tempo dedicado aos estudos. O risco das telas está relacionado ao uso excessivo da visão de perto, que também é demandada durante estudos e leituras. Hoje, muitas crianças estudam em período integral ou fazem cursos extras. Portanto, todas as atividades que demandam a visão de perto aumentam o risco de desenvolver a miopia”, explica a médica.

Mudança de hábitos é a melhor forma de prevenir a miopia

Estudos recentes demonstraram que a luz do sol estimula a produção da dopamina. “Trata-se de um neurotransmissor que, entre outras funções, previne que o olho cresça alongado. Quando ocorre o alongamento do globo ocular, há distorção do foco de luz que não chega ao ponto correto da retina. O resultado dessa alteração do trajeto da luz é o desenvolvimento da miopia”, comenta Dra. Marcela.

Outra mudança de hábito importante é aumentar as atividades que demandam menos da visão de perto e mais da visão de longe. “Jogar bola, passear com o cachorro, empinar pipa, andar de bicicleta. O ideal é reservar algumas horas por dia para “descansar” a visão de perto e treinar a visão de longe”, reforça a especialista.

Use o bom senso e reduza o risco de desenvolver miopia

As telas hoje fazem parte do cotidiano e não é possível excluir totalmente da rotina. Inclusive, as escolas já usam as telas no processo de aprendizagem. O mais importante é usar o bom senso para equilibrar as atividades ao longo do dia, inclusive estudos e leituras.

Mas vale lembrar que a recomendação das sociedades médicas e da OMS é que as crianças menores de 2 anos não devem ser expostas às telas. Para as demais idades, veja a recomendação:

  • Entre 2 e 5 anos, o uso de telas não deve ultrapassar 1 hora por dia
  • Crianças de 6 a 10 anos podem usar os dispositivos eletrônicos até 2 horas por dia
  • Para a faixa etária 11 a 18 anos, o uso deve ser limitado a 3 horas por dia

“O conhecimento desses fatores de risco pode ajudar os pais a adotarem novos comportamentos e hábitos que podem prevenir o desenvolvimento da miopia. Além disso, é importante levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica, que deve se repetir anualmente durante a infância e adolescência”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é neuroftalmologista, é oftalmopediatra e especialista em estrabismo.

 A médica atende em seu consultório em São Paulo, na região dos Jardins.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Pandemia contribuiu para a progressão da miopia em crianças e adolescentes, aponta estudo https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/progressao-da-miopia/#respond Thu, 21 Apr 2022 17:24:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2247 A progressão da miopia pode ser grave e a ameaçar a visão Aumento do grau da miopia está associado a um risco maior de desenvolver condições oculares potencialmente graves, como o glaucoma As taxas de progressão da miopia foram maiores durante o período de confinamento da pandemia, quando comparadas aos períodos anteriores. Essa foi a […]

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A progressão da miopia pode ser grave e a ameaçar a visão

Aumento do grau da miopia está associado a um risco maior de desenvolver condições oculares potencialmente graves, como o glaucoma

As taxas de progressão da miopia foram maiores durante o período de confinamento da pandemia, quando comparadas aos períodos anteriores. Essa foi a conclusão de um estudo, publicado no Journal American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus (AAPOS).

Não é novidade que a miopia é considerada uma epidemia, já que a sua prevalência tem aumentado de maneira assustadora em todo o mundo. Hoje, a miopia afeta de 35 a 40% da população. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que em 2050, quase metade das pessoas será míope.

O aumento dos casos de miopia está relacionado a dois fatores principais: o uso excessivo de telas e a redução do tempo gasto em atividades ao ar livre. E foi justamente devido a esses aspectos que 60% das crianças e adolescentes apresentaram aumento do grau da miopia entre 2020 e 2021.

Progressão da miopia pode ser grave

De acordo com Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, estudos preliminares já apontavam a relação do confinamento com a progressão da miopia, bem como com o surgimento de novos casos da condição.

“Os fatores de risco, como o excesso de uso dos dispositivos eletrônicos e à redução do tempo gasto ao ar livre são bem documentados pelos estudos como causas da miopia. Portanto, era algo que esperávamos que fosse ocorrer frente à necessidade do isolamento social”, relata

“Felizmente, estamos caminhando para um momento mais tranquilo da pandemia, com a volta de praticamente todas as atividades, inclusive das aulas presenciais. Portanto, o mais importante é que os pais levem os filhos ao oftalmologista. A consulta é essencial para verificar se a criança desenvolveu a miopia ou ainda para checar se houve aumento do grau”, reforça Dra. Marcela.

Riscos da progressão da miopia

Ao longo dos anos, algumas pessoas podem ter uma progressão do grau da miopia. Dependendo da variação, há um aumento do risco de desenvolver doenças oculares, que podem ser potencialmente graves para a visão.

“A maioria dos casos de miopia são leves. Porém, a partir de 3,00 D, é preciso ficar atento. Entre 3,25 a 4,75 D é classificada como miopia moderada. Acima de 5,00 D, é considerada alta miopia. A miopia moderada e, principalmente, a alta são consideradas com um fator de risco para complicações oculares, que podem causar perda da acuidade visual”, aponta Dra. Marcela.

“A miopia aumenta o risco de desenvolver a catarata mais precocemente, Também aumenta o risco do descolamento de retina e do glaucoma. Em todos os casos, quanto maior o grau da miopia, maior a probabilidade das complicações”, afirma a especialista.

Segundo estudos, quem é míope tem um risco de 2 a 3 vezes maior de desenvolver glaucoma do que os não míopes. Estima-se ainda que cerca de 55% dos casos de descolamento de retina (sem relação com trauma ocular), por exemplo, são causados pela miopia.

As pessoas costumam não dar muita atenção para a saúde oftalmológica. Contudo, os cuidados preventivos devem começar desde cedo. O teste do olhinho, isoladamente, não é suficiente para diagnosticar doenças oculares na infância.

“Por isso, a recomendação hoje é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra. Inclusive, é possível detectar a miopia nessa consulta e tratá-la para evitar danos à visão no futuro”, finaliza Dra. Marcela.

Vale ressaltar que quem tem miopia, mesmo que a leve, precisa fazer consultas periódicas ao longo da vida para avaliação da mudança de grau. Além disso, praticamente todas as pessoas com miopia apresentam também o astigmatismo.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

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Sinais da Miopia em Crianças: Quais são? Como reconhecer? Qual médico procurar? https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-miopia-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/sinais-miopia-em-criancas/#respond Thu, 31 Mar 2022 18:17:12 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2233 Nem sempre os sinais de miopia em crianças podem ser claros. Em muitos casos, o diagnóstico da miopia só acontece quando a criança começa a ser alfabetizada. Contudo, é possível que alguns sinais da miopia em crianças apareçam de forma precoce. Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre a miopia e suas manifestações. […]

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Nem sempre os sinais de miopia em crianças podem ser claros. Em muitos casos, o diagnóstico da miopia só acontece quando a criança começa a ser alfabetizada.

Contudo, é possível que alguns sinais da miopia em crianças apareçam de forma precoce.

Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre a miopia e suas manifestações.

Antes de mais nada, é importante entender o que é a miopia, seus fatores de riscos e como é o tratamento.

 O que é miopia?

Primeiramente, é importante dizer que a miopia é um dos erros refrativos mais comuns em todo o mundo. Quem é míope tem dificuldade de enxergar de longe. O processo visual depende de vários fatores. Um deles é o fenômeno da refração.

A luz entra no olho e atinge a retina. A partir disso, a luz é enviada para o nervo óptico que a transmite para o cérebro. Contudo, os chamados erros refrativos desviam a entrada da luz, fazendo-a incidir de diferentes maneiras na retina.

No caso da miopia, especificamente, ela ocorre porque o olho do míope é mais alongado. Assim, em vez da luz que entra no olho atingir diretamente a parte de trás da retina, ela se concentra na parte da frente. O resultado é uma imagem distorcida e embaçada quando a pessoa precisa usar a visão de longe.

Quais os sinais da miopia em crianças?

 Dificilmente uma criança vai perceber que não está enxergando bem. Isso porque os pequenos não têm um parâmetro para comparar se a visão está boa ou ruim.

Dessa maneira, bebês e crianças que ainda não vão para a escola podem não receber o diagnóstico precoce da miopia.

Mas, a boa notícia é que existem sim alguns sinais da miopia que podem alertar os pais sobre a possibilidade de a criança ser míope.

 Sinas em bebês e crianças menores

  • Coçar muito os olhos, sem outra causa (alergia, conjuntivite etc.)

  • Sensibilidade a luz

  • Ficar perto da TV quando assiste a algum desenho ou trazer o tablet ou celular para muito perto do rosto

  • Tropeços e quedas frequentes

Sinais da miopia em criança maiores

Nas crianças maiores, pode ser um pouco mais fácil os pais perceberem os sinais da miopia. O diagnóstico da miopia em crianças costuma acontecer, quase sempre, na idade pré-escolar, ou seja, por volta dos 5 aos 6 anos.

Naturalmente, na escola a criança vai precisar usar muito a visão de longe para os esportes e as atividades em classe, por exemplo.

Frequentemente, os sinais da miopia em crianças maiores são:

  • Dor de cabeça recorrente, principalmente no final do dia ou logo após atividades escolares

  • Aumento da frequência das piscadas

  • Aperto das pálpebras para conseguir enxergar

  • Ver TV ou usar outros dispositivos eletrônicos com o rosto aproximado desses objetos

  • Dificuldades de aprendizagem

  • Tropeços e quedas frequentes

  • Dificuldades em esportes

  • Coceira ocular

Como é possível diagnosticar a miopia em bebês e crianças que ainda não sabem ler ou falar?

Muitos pais desconhecem que o exame visual pode ser feito em bebês e crianças que ainda não sabem nem falar e nem ler. Isso graças a equipamentos especialmente feitos para o exame oftalmológico nessa faixa etária.

É de extrema importância que os pais levem o bebê ainda em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra para uma consulta de rotina. Quanto antes a miopia for diagnosticada, melhor será o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Afinal, a visão é responsável por 85% das informações que são enviadas para o cérebro.

Quais são as causas da miopia

A miopia é um erro refrativo que ocorre devido a interação de diversos fatores genéticos e ambientais.

Nos últimos anos, os casos de miopia estão aumentando de maneira exponencial em todo o mundo. As pesquisas apontam que as mudanças nos hábitos de vida, como maior exposição às telas e menos tempo ao ar livre são alguns fatores diretamente relacionados a chamada “epidemia da miopia”.

A miopia é perigosa?

Na maioria dos casos, a miopia é uma condição inofensiva e pode ser corrigida com o uso de óculos ou lentes de contato. Após os 18 anos, é possível ainda realizar uma cirurgia refrativa para correção do grau para não precisar mais usar as lentes corretivas.

Contudo, quando a miopia é considerada alta, pode trazer alguns riscos para a visão. Esses casos precisam ser acompanhados de perto por um oftalmopediatra/oftalmologista.

A progressão da miopia, ou seja, o aumento do grau, tem sido associada a problemas de visão que podem surgir ao longo da vida, como descolamento de retina, degeneração macular, glaucoma e catarata.

Prevenção

  • A primeira e mais importante forma de prevenir a miopia é levar o bebê em seu primeiro ano de vida a um oftalmopediatra.

  • Quando a criança não apresenta nenhum problema na visão, a consulta deve ser repetida na idade pré-escolar.

  • Além do acompanhamento com o oftalmopediatra, é recomendado que as crianças menores de 2 anos não sejam expostas a nenhum dispositivo

  • A partir dos 2 anos, o uso de telas deve seguir as diretrizes de órgãos como Sociedade Brasileira de Pediatria

  • Outro fator que pode prevenir a miopia ou sua progressão é promover atividades ao ar livre. Isso porque, estudos comprovaram que a luz solar é fundamental para quem é míope e para evitar que a criança desenvolva essa condição

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra, especialista em estrabismo.

A médica atende em sua clínica nos Jardins, na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768.

 

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Prejuízos visuais ligados ao uso excessivo de telas https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-e-uso-excessivo-de-telas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/estrabismo-e-uso-excessivo-de-telas/#respond Thu, 01 Jul 2021 16:22:04 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2105 A primeira vista, o celular pode parecer inofensivo. Mas não é! O uso excessivo de telas durante a pandemia é o principal responsável pelo agravamento de algumas condições oculares em crianças e adolescentes, como miopia, olho seco, desconfortos visuais e piora do estrabismo, segundo um artigo, publicado pela American Academy of Ophthalmology.  Metade do dia […]

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A primeira vista, o celular pode parecer inofensivo. Mas não é! O uso excessivo de telas durante a pandemia é o principal responsável pelo agravamento de algumas condições oculares em crianças e adolescentes, como miopia, olho seco, desconfortos visuais e piora do estrabismo, segundo um artigo, publicado pela American Academy of Ophthalmology. 

Metade do dia nas telas

De acordo com uma pesquisa norte-americana, realizada pela SuperAwesome, as crianças de 6 a 12 anos têm gastado mais de 50% do tempo nos dispositivos eletrônicos. Embora a pesquisa tenha sido local, a realidade no Brasil não é muito diferente.

O uso de celulares, tablets e computadores exige muito da visão de perto. Além de usar mais a visão de perto que a de longe, vivemos um momento em que é necessário ficar mais tempo dentro de casa.

Com isso, as atividades ao ar livre ficaram ainda mais restritas, a escola se tornou remota e o lazer virtual. Todos esses fatores prejudicam a visão de longe e o sistema visual, como um todo.

Aumento de casos de miopia

O aumento de casos de miopia não é algo novo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2050 mais da metade da população mundial será míope. Os fatores de risco mais importantes, apontados por diversos estudos ao redor do mundo, são exatamente o uso prolongado de dispositivos eletrônicos e a redução de atividades ao ar livre.

Outra condição cada vez mais prevalente é o espasmo de acomodação. Trata-se de um tipo de contração excessiva dos músculos oculares responsáveis pela acomodação visual, necessária para dar o foco nas imagens captadas.

A criança força demais o olho para enxergar de perto. Por tempo prolongado e frequente, isso sobrecarrega os músculos, causando uma espécie de “cãibra”.

Quando esse esforço é feito por muito tempo, pode levar a dificuldades para enxergar de longe e dor de cabeça.

Criança pode ter cansaço visual?

Em adultos, o cansaço visual é algo corriqueiro, principalmente naqueles que trabalham o dia todo no computador. Contudo, antes da pandemia, isso não era algo que afetasse as crianças e adolescentes. Agora, é muito frequente que as crianças reclamem de cansaço visual, cefaleia, visão embaçada e olho seco.

Como prevenir os prejuízos do uso excessivo das telas?

 As principais recomendações são reduzir ao máximo a exposição de crianças e adolescentes aos dispositivos e promover atividades ao ar livre, se possível todos os dias.

A exposição aos raios solares estimula a produção da dopamina, um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado. O alongamento do olho leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular. Essa alteração anatômica é uma das causas da miopia.

Portanto, quanto mais tempo gasto em ambientes ao ar livre, menor o risco de desenvolver miopia. Para quem já tem o diagnóstico, a exposição aos raios solares pode evitar a progressão do grau.

Além desse aspecto, ambientes amplos e externos exigem o uso da visão de longe, que precisa ser estimulada tanto quanto a visão de perto.

Quanto tempo meu filho pode usar o celular?

Segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS):

  • Crianças de até 2 anos de idade não devem ser expostas a telas, de nenhuma maneira
  • Entre 2 e 5 anos, o uso de telas não deve ultrapassar 1 hora por dia
  • Crianças de 6 a 10 anos podem usar os dispositivos eletrônicos até 2 horas por dia
  • Para a faixa etária 11 a 18 anos, o uso deve ser limitado a 3 horas por dia

A televisão também faz mal para os olhos?

Vale lembrar que a televisão pode ser um recurso importante para substituir as telas. Mas, é preciso uma boa distância para usar a visão de longe. Ou seja, não adianta a criança ficar muito próxima do aparelho.

É preciso lembrar ainda que há outros prejuízos para a saúde relacionados ao uso excessivo de eletrônicos, bem como do tempo prolongado dentro de casa.

Portanto, é preciso que os pais busquem criar uma rotina mais saudável que possa prevenir a progressão e o desenvolvimento da miopia, bem como promover a saúde de forma global.

Onde tratar o estrabismo?

O estrabismo pode ser tratado em São Paulo e em outros locais que possuem profissionais, no caso, oftalmopediatras especialistas em estrabismo.

A Dra. Marcela Barreira é oftalmopediatra e atende em seu consultório na cidade de São Paulo.

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O que pode retardar a progressão da miopia em crianças? https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-pode-retardar-a-progressao-da-miopia-em-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-pode-retardar-a-progressao-da-miopia-em-criancas/#respond Mon, 28 Jun 2021 17:54:34 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=2102 Como evitar a progressão da miopia nas crianças? A progressão da miopia nas crianças pode ser evitada por meio de algumas mudanças no estilo de vida. O uso de dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores deve ser reduzido ao máximo. As atividades ao ar livre devem ser incentivadas pela família, se possível todos os […]

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Como evitar a progressão da miopia nas crianças?

A progressão da miopia nas crianças pode ser evitada por meio de algumas mudanças no estilo de vida.

O uso de dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores deve ser reduzido ao máximo.

As atividades ao ar livre devem ser incentivadas pela família, se possível todos os dias.

Além disso, o acompanhamento regular com um oftalmopediatra é fundamental, principalmente quando o grau da miopia é considerado alto.

O que é miopia?

A miopia é um erro refrativo que afeta a visão de longe. Ou seja, a criança terá dificuldades para enxergar objetos distantes.

Por exemplo, na escola, caso a criança sente muito distante da lousa, não irá enxergar o que a professora escreve.

Atualmente, a miopia é considerada um problema de saúde pública, já que o número de crianças e adolescentes que desenvolvem a condição é cada vez maior, em todo o mundo.

Miopia em 2050

A epidemia de miopia em crianças e jovens é caracterizada pelo início cada vez mais precoce, combinado com altas taxas de progressão da doença.

Isso quer dizer que além do número de casos ser cada vez maior, o grau da miopia aumenta cada vez mais em quem já tem o problema.

Segundo um estudo, em 2050 mais da metade da população mundial será míope.

O que a miopia pode causar?

A miopia pode causar diversas complicações oculares, como glaucoma, catarata precoce e descolamento de retina.

Todas as doenças oculares são potencialmente perigosas, pois podem levar à perda da visão.

Quais são os fatores de risco da miopia?

Em primeiro lugar, é importante dizer que o desenvolvimento da miopia está ligado a fatores genéticos e ambientais.

Quando há casos na família, principalmente de parentes de primeiro grau, como pai e mãe, o risco de a criança ter miopia é maior.

Ao longo dos anos, diversos estudos mostraram que a redução do tempo gasto ao ar livre é um dos fatores mais relevantes para desenvolver a miopia, bem como para o aumento do grau.

Além da dificuldade de frequentar áreas verdes, brincar ao ar livre, passar muitas horas dentro de apartamentos, escolas ou casas, as crianças e adolescentes estão expostos, cada vez mais aos dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores.

Qual a relação da miopia com o ar livre?

A exposição aos raios solares estimula a produção da dopamina, um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado.

O alongamento do olho leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular. Essa alteração anatômica é uma das causas da miopia.

Portanto, quanto mais tempo gasto em ambientes ao ar livre, menor o risco de desenvolver miopia. Para quem já tem o diagnóstico, a exposição aos raios solares pode evitar a progressão do grau.

Além desse aspecto, ambientes amplos e externos exigem o uso da visão de longe que precisa ser estimulada tanto quanto a visão de perto.

Quanto tempo meu filho pode passar vendo celular?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), as recomendações de tempo de uso de dispositivos são:

  • Crianças de até 2 anos de idade não devem ser expostas a telas, de nenhuma maneira

  • Entre 2 e 5 anos, o uso de telas não deve ultrapassar 1 hora por dia

  • Crianças de 6 a 10 anos podem usar os dispositivos eletrônicos até 2 horas por dia

  • Para a faixa etária 11 a 18 anos, o uso deve ser limitado a 3 horas por dia

A televisão é prejudicial para a miopia?

A televisão pode ser um recurso importante para substituir as telas. Mas, é preciso uma boa distância para usar a visão de longe. Ou seja, não adianta a criança ficar muito próxima do aparelho.

Onde posso tratar a miopia do meu filho?

A miopia pode ser tratada por um Oftalmopediatra no caso de crianças e adolescentes. A Dra. Marcela Barreira atende em São Paulo, capital, na região dos Jardins.

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Casos de miopia em crianças disparam na pandemia https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/miopia-criancas/#respond Mon, 05 Oct 2020 13:27:00 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=1924 Os casos de miopia em crianças e adolescentes dispararam na pandemia. Uma das razões é o isolamento social. Dentro de casa, a tecnologia se tornou a única forma de se comunicar com o mundo exterior. Além das aulas on-line e da comunicação com amigos e familiares, os dispositivos eletrônicos se tornaram uma das poucas formas […]

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Os casos de miopia em crianças e adolescentes dispararam na pandemia. Uma das razões é o isolamento social. Dentro de casa, a tecnologia se tornou a única forma de se comunicar com o mundo exterior. Além das aulas on-line e da comunicação com amigos e familiares, os dispositivos eletrônicos se tornaram uma das poucas formas de lazer disponíveis em tempos de coronavírus.

Entretanto, segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra especialista em estrabismo, o uso ilimitado dos equipamentos eletrônicos é prejudicial para a visão, especialmente para crianças abaixo dos sete anos, uma vez que até essa idade a visão ainda está em desenvolvimento.

“A recomendação da Associação Americana de Pediatria (AAP) é de limitar o tempo da TV e de equipamentos eletrônicos, como o celular, a no máximo duas horas por dia. Mas, como agora as aulas são on-line, ocorre que esse tempo de exposição está muito maior”, comenta Dra. Marcela.

Muito além do abuso das telas
O que poucas pessoas sabem é que os dispositivos não estão sozinhos. Na verdade, o confinamento trouxe outro fator de risco importante para a miopia: a falta de exposição à luz natural e a redução ou até mesmo nulidade das atividades ao ar livre.

De acordo com Dra. Marcela, diversos estudos já provaram que quanto maior o tempo gasto em atividades em ambientes externos, menor o risco de progressão e desenvolvimento da miopia.

“As pesquisas apontaram que a exposição aos raios solares estimula a produção da dopamina, um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado, o que leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular, causando a miopia. Além disso, lugares abertos ajudam a treinar a visão de longe, pouquíssimo usada dentro de ambientes fechados”, explica Dra. Marcela.

Caso os pais tenham miopia, a chance de desenvolver a condição é ainda maior. Portanto, é preciso tomar alguns cuidados.  “Ainda estamos vivenciando a pandemia e os cuidados devem continuar, inclusive o distanciamento social. Entretanto, com segurança, é possível estimular as crianças e adolescentes a realizarem atividades ao ar livre, principalmente durante o dia, para aproveitar a luz natural”, recomenda Dra. Marcela.

Procure um oftalmopediatra
Vale lembrar que as crianças, principalmente as em idade pré-escolar, devem passar por uma avaliação oftalmológica de rotina.

“A miopia pode ser corrigida com óculos, lentes de contato ou cirurgia, porém nenhuma dessas terapias irá corrigir o alongamento do globo ocular. Quando o grau da miopia é alto, acima de 6, a deformação do globo ocular aumenta o risco de desenvolver condições como o descolamento de retina, catarata e glaucoma, aumentando o risco da perda permanente da visão”, conclui Dra. Marcela.

Lembre-se: Use o bom senso e incentive seu filho a passar mais tempo ao ar livre, praticando esportes ou outra atividade que contribua para o desenvolvimento saudável da visão.

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