Arquivos visão infantil - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/visao-infantil/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 15:00:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos visão infantil - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/visao-infantil/ 32 32 O aumento do grau da miopia é perigoso? Leia e descubra https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-aumento-do-grau-da-miopia-e-perigoso-leia-e-descubra/#respond Thu, 07 May 2026 12:14:26 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4636 O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%. Diante […]

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O aumento da grau da miopia pode ser perigoso, em alguns casos. A miopia é um dos problemas de visão mais comuns no mundo — e um dos que mais crescem atualmente. Estima-se que cerca de 25% da população mundial seja míope, e projeções indicam que, até 2050, esse número pode chegar a 50%.

Diante desse cenário, surge uma dúvida importante: o aumento do grau da miopia e suas consequências para a saúde ocular. E mais do que isso: é possível controlar essa progressão?

O que é aumento do grau da miopia?

A progressão é o aumento do grau da miopia ao longo do tempo. Isso ocorre, principalmente, devido ao crescimento do globo ocular, fazendo com que a imagem se forme antes da retina.

O aumento do grau da miopia é mais comum na infância e adolescência, especialmente entre os 6 e 10 anos, fase em que o avanço costuma ser mais rápido.

A progressão da miopia é perigosa?

Nem sempre. Em muitos casos, o aumento do grau é esperado e pode acontecer sem representar risco imediato para a visão.

No entanto, a progressão da miopia se torna preocupante quando é rápida ou atinge graus moderados e altos, especialmente acima de -6 graus (miopia alta).

Isso porque o alongamento do olho pode causar alterações importantes em estruturas como a retina e o nervo óptico, aumentando o risco de doenças oculares ao longo da vida.

Quais são os riscos do aumento do grau da miopia?

A miopia, principalmente em graus mais elevados, está associada a um maior risco de desenvolver:

  • Descolamento de retina;
  • Degeneração macular associada à miopia;
  • Glaucoma;
  • Catarata;
  • Ambliopia (olho preguiçoso), especialmente em crianças;
  • Estrabismo.

Essas condições podem levar a perdas visuais importantes, reforçando a necessidade de acompanhamento e controle.

Miopia não é só sobre usar óculos

Com o aumento expressivo dos casos, a miopia passou a ser considerada um problema de saúde pública global. Mais preocupante ainda é o crescimento dos casos de miopia alta, que aumentam significativamente o risco de complicações.

Como destaca a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, “a miopia não é apenas sobre usar óculos, mas sim sobre evitar a progressão e proteger a visão ao longo da vida.”

O que causa o aumento do grau da miopia?

A miopia tem forte componente genético, mas fatores ambientais têm papel decisivo no seu avanço.

Os principais fatores de risco incluem:

  • Uso excessivo de telas (celulares, tablets e computadores);
  • Pouco tempo ao ar livre;
  • Alta demanda visual para perto (leitura, estudos prolongados).

Esses hábitos ajudam a explicar o aumento acelerado da miopia entre crianças e adolescentes.

Como saber se o grau da miopia aumentou?

Alguns sinais podem indicar progressão:

  • Visão embaçada para longe;
  • Necessidade frequente de trocar óculos;
  • Aproximação excessiva de telas ou livros;
  • Dores de cabeça;
  • Dificuldade escolar (em crianças).

A confirmação só pode ser feita com avaliação oftalmológica.

Controle da miopia: o que é e como funciona?

O controle da miopia consiste em um conjunto de estratégias para desacelerar o aumento do grau — especialmente durante a infância e adolescência. Esse controle envolve tanto tratamentos clínicos quanto mudanças de hábitos.

Tratamentos disponíveis

Entre os principais recursos utilizados estão:

  • Colírios de atropina em baixa dose;
  • Lentes de contato especiais para controle da miopia;
  • Óculos com lentes especiais, produzidas com tecnologias específicas.

Essas abordagens não “curam” a miopia, mas ajudam a reduzir sua progressão.

Mudança de hábitos: parte essencial do tratamento

Além dos recursos clínicos, mudanças no estilo de vida são fundamentais:

  1. Mais tempo ao ar livre
    A exposição à luz natural estimula a liberação de dopamina na retina, ajudando a retardar o crescimento do olho.
  2. Redução do tempo de telas
    O uso excessivo de dispositivos eletrônicos está diretamente ligado ao aumento da miopia.
  • Até 2 anos: não é recomendado uso de telas;
  • Acima disso: uso limitado e supervisionado.

Quando começar o controle da miopia?

O ideal é iniciar o mais cedo possível, especialmente entre os 6 e 10 anos, quando a progressão costuma ser mais rápida.

Mesmo graus leves devem ser acompanhados, pois já estão associados a maior risco de problemas oculares no futuro.

Além disso, embora muitos adolescentes estabilizem o grau por volta dos 16 anos, uma parcela ainda pode apresentar progressão — o que exige acompanhamento até o início da vida adulta.

A importância do acompanhamento oftalmológico

O controle da miopia exige acompanhamento regular com oftalmologista, preferencialmente um oftalmopediatra.

A frequência das consultas pode variar:

  • A cada 3 meses (casos mais avançados);
  • A cada 6 meses (casos moderados);
  • Anualmente (casos estáveis).

Mesmo graus leves podem evoluir — por isso, o seguimento é essencial.

Conclusão

O aumento do grau da miopia nem sempre é perigoso, mas não deve ser negligenciado. Quando a progressão é rápida ou atinge graus elevados, os riscos para a saúde ocular aumentam significativamente.

Por isso, o diagnóstico precoce, o acompanhamento regular e o controle da miopia são fundamentais para preservar a visão ao longo da vida.

Mais do que corrigir a visão com óculos, o foco atual da oftalmologia é evitar que a miopia avance e cause complicações futuras.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

 

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Problemas de visão em prematuros https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-visao-prematuros/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-visao-prematuros/#respond Wed, 21 Nov 2018 12:59:48 +0000 http://www.marcelabarreira.com.br//2018/11/21/bebes-prematuros-podem-ter-problemas-de-visao/ Os problemas de visão em prematuros são comuns. O mês de novembro foi eleito para falar sobre a prematuridade, ou seja, dos bebês que nascem antes de 37 semanas de gestação. Nascer antes do tempo pode ter uma série de consequências para o desenvolvimento infantil, como o aumento do risco de apresentar algumas condições visuais. Isso […]

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Os problemas de visão em prematuros são comuns. O mês de novembro foi eleito para falar sobre a prematuridade, ou seja, dos bebês que nascem antes de 37 semanas de gestação. Nascer antes do tempo pode ter uma série de consequências para o desenvolvimento infantil, como o aumento do risco de apresentar algumas condições visuais.

Isso porque o desenvolvimento visual acontece nas últimas 12 semanas de gestação e só se completa por volta dos sete anos de idade.  Portanto, os bebês prematuros têm um risco maior de ter problemas de visão, seja ao nascer ou durante o desenvolvimento da visão.

Os problemas de visão em prematuros podem ocorrer ainda na maternidade. Ou ainda se desenvolver ao longo do primeiro ano de vida.

Uma das condições mais comuns que podem ocorrer em bebês prematuros é a Retinopatia da Prematuridade (ROP). Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, a retinopatia da prematuridade tem um maior risco de ocorrer em bebês que chegam muito tempo antes do previsto e com baixo peso.

“Cerca de um terço dos bebês com menos de 1,5 kg pode desenvolver a retinopatia e esse risco aumenta para 65% em bebês com menos de 1,2 kg. A retinopatia é uma doença ocular que afeta a retina. Há uma proliferação, ou seja, um crescimento anormal dos vasos sanguíneos da retina e, consequentemente, surgem problemas na vascularização”, explica Dra. Marcela.

Detecção precoce é fundamental
A retinopatia da prematuridade é uma das principais causas de cegueira infantil. “Quando não tratada ou detectada de forma precoce, a ROP pode causar descolamento da retina, com comprometimento irreversível da visão. A boa notícia é que a ROP pode ser tratada, mas isso deve ser feito de forma precoce. Daí a importância da avaliação e do acompanhamento dos prematuros por um oftalmopediatra, ainda na maternidade.”, diz Dra. Marcela.

A oftalmopediatra explica que os fatores de risco para a retinopatia da prematuridade são bem conhecidos. “Além do baixo peso e da prematuridade extrema, complicações como hiper ou hipóxia (excesso ou falta de oxigenação), uso prolongado de oxigênio e flutuações nos níveis de oxigênio, sepse (infecção generalizada), candidemia (infecção na corrente sanguínea por leveduras) e exsanguineotransfusão, procedimento em que o sangue do bebê é removido e trocado por outro, devem chamar a atenção da equipe neonatal para uma possível complicação na retina”, comenta.

Tratamento
“A detecção precoce é importante para impedir a evolução da retinopatia. Nos casos iniciais, o acompanhamento com o oftalmopediatra é contínuo para avalições da necessidade de intervenções ou não. Já nos casos mais avançados, em que há risco de descolamento da retina, temos algumas opções terapêuticas, cuja recomendação é feita de forma individual”, ressalta Dra. Marcela.

Entre os tratamentos mais utilizados hoje estão a fotocoagulação a laser e as injeções com substâncias antiangiogênicas, que são medicamentos que inibem o crescimento de novos vasos sanguíneos. Há também o tratamento com crioterapia.

Prematuridade e outros problemas visuais
A retinopatia da prematuridade aumenta o risco de o bebê desenvolver outras condições visuais. “Há estudos que mostram uma predisposição maior para o desenvolvimento de erros refrativos, como a miopia, hipermetropia, astigmatismo e anisometropia (graus refrativos diferentes em cada olho). Por isso, pais de crianças prematuras devem fazer o acompanhamento regular com um oftalmopediatra ao longo da vida”, diz Dra. Marcela.

Estrabismo também é mais incidente em prematuros
Segundo a literatura, a incidência de estrabismo em crianças prematuras que tiveram ROP é maior quando comparada às crianças que nasceram a termo. “O estrabismo, em alguns casos, pode estar relacionado a retinopatia da prematuridade, assim como aos erros refrativos e, em alguns casos, ao comprometimento neurológico. Estima-se que de 22 a 47% das crianças que tiveram ROP terão estrabismo e cerca de metade irá apresentar algum grau de ambliopia (olho preguiçoso)”, cita a especialista.

Prevenção
A melhor prevenção para as complicações visuais, como a retinopatia da prematuridade, é prevenir o parto prematuro. Quando o bebê nasce antes do tempo são fundamentais a avaliação e o acompanhamento com o oftalmopediatra, profissional que deve compor a equipe neonatal.

Lembrando que mesmo os bebês prematuros que não apresentaram complicações visuais no nascimento, devem ser acompanhados por um oftalmopediatra até por volta dos sete ou oito anos de idade, fase em que o desenvolvimento visual se completa.

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