Arquivos visão na infância - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/visao-na-infancia/ Oftalmologista infantil especialista em Estrabismo e Neuro Oftalmologia e, Dra. Marcela Barreira - CRM:159.117 - é formada pela Universidade do Paraná com Fellowship na USP e UNIFESP Wed, 24 Jun 2026 18:24:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homolog.marcelabarreira.com.br/wp-content/uploads/2020/02/icone-100x100.png Arquivos visão na infância - Referência em Cirurgia de Estrabismo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tag/visao-na-infancia/ 32 32 Prejuízos da ambliopia na vida da criança https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/prejuizos-da-ambliopia-na-vida-da-crianca/#respond Wed, 03 Jun 2026 11:16:35 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4787 Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a […]

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Os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão. Quando os pais recebem a notícia de que a criança apresenta a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, é comum que a preocupação esteja focada apenas na visão. Afinal, trata-se de uma condição em que um dos olhos não desenvolve adequadamente sua capacidade visual durante a infância.

No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que os impactos da ambliopia podem ir muito além da dificuldade para enxergar. O desenvolvimento visual está intimamente ligado ao desenvolvimento motor, à percepção espacial e até mesmo à forma como a criança interage com o mundo ao seu redor.

O que é a ambliopia?

A ambliopia ocorre quando o cérebro passa a privilegiar as informações vindas de um olho e “ignora” parcialmente as do outro. Com o tempo, essa falta de estímulo impede que a visão do olho afetado se desenvolva normalmente.

As causas mais comuns incluem:

  • Estrabismo;
  • Diferenças significativas de grau entre os olhos;
  • Altos erros refrativos não corrigidos;
  • Catarata congênita e outras condições que dificultam a entrada de luz no olho.

Quanto mais cedo a condição for identificada e tratada, maiores são as chances de recuperação visual.

Os prejuízos da ambliopia vão além da acuidade visual

Embora a redução da visão seja a característica mais conhecida da ambliopia, estudos mostram que ela pode afetar diversas habilidades importantes para o desenvolvimento infantil.

  1. Dificuldade na percepção de profundidade

Para enxergarmos o mundo em três dimensões, os dois olhos precisam trabalhar em conjunto. Quando um deles não participa adequadamente do processo visual, a percepção de profundidade pode ficar comprometida.

Isso pode dificultar atividades como:

  • Pegar uma bola;
  • Subir e descer escadas;
  • Andar de bicicleta;
  • Avaliar distâncias com precisão.
  1. Alterações na coordenação motora

A visão desempenha um papel fundamental na coordenação dos movimentos.

Crianças com ambliopia podem apresentar mais dificuldade em tarefas que exigem precisão visual e motora, como:

  • Escrever;
  • Recortar;
  • Desenhar;
  • Montar blocos;
  • Praticar determinados esportes.

Essas dificuldades nem sempre são percebidas imediatamente pelos pais, mas podem influenciar o desempenho em diversas atividades do dia a dia.

  1. Impacto na autoestima e na vida social

A ambliopia também pode trazer consequências emocionais.

Algumas crianças se sentem inseguras ao perceber que enxergam de forma diferente dos colegas. Além disso, durante o tratamento, especialmente quando é necessário o uso do tampão, podem surgir situações de constrangimento, resistência ou até comentários desagradáveis de outras crianças.

Por isso, o apoio da família e da escola é fundamental para o sucesso do tratamento.

  1. Dependência de um único olho

Quando a ambliopia não é tratada adequadamente, a pessoa passa a depender muito mais do olho com melhor visão.

Isso significa que, caso esse olho venha a apresentar algum problema no futuro, como uma doença ocular ou um trauma, o impacto visual pode ser muito maior.

Esse é um dos principais motivos pelos quais o tratamento precoce é tão importante.

Portanto, os prejuízos da ambliopia vão muito além da visão!

Como funciona o tratamento da ambliopia?

O tratamento tem como objetivo estimular o cérebro a utilizar o olho com menor visão, favorecendo seu desenvolvimento.

Antes de tudo, é necessário corrigir a causa da ambliopia. Em muitos casos, isso envolve o uso adequado de óculos para corrigir o grau ou correção do estrabismo, por exemplo.

Após essa etapa, o tratamento pode incluir a oclusão do olho com melhor visão, conhecida popularmente como tratamento com tampão.

Por que o tampão é necessário para prevenir os prejuízos da ambliopia?

O cérebro tende a utilizar o olho que enxerga melhor. Ao cobrir temporariamente esse olho com um tampão, o cérebro é “obrigado” a utilizar o olho mais fraco.

Esse estímulo promove o desenvolvimento das conexões neurais responsáveis pela visão, permitindo que o olho amblíope ganhe capacidade visual.

O tempo de uso varia conforme:

  • A idade da criança;
  • A gravidade da ambliopia;
  • A resposta ao tratamento;
  • A orientação do oftalmologista infantil.

 Por que o tratamento com tampão é tão desafiador?

Embora o conceito pareça simples, a prática costuma ser mais difícil.

Quando o olho de melhor visão é tampado, a criança passa a depender justamente do olho que enxerga pior. Isso pode gerar desconforto, insegurança e resistência.

Além disso, algumas crianças:

  • Não gostam da aparência do tampão;
  • Sentem dificuldade para brincar ou realizar atividades;
  • Ficam frustradas por enxergar menos durante o período de oclusão.

Por isso, a adesão ao tratamento exige paciência, apoio familiar e acompanhamento próximo da equipe médica.

O tempo faz toda a diferença

A infância é o período em que o sistema visual está em desenvolvimento. Quanto mais cedo a ambliopia for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de recuperação.

Muitas vezes, a criança não percebe que está enxergando mal de um dos olhos, justamente porque o outro compensa essa deficiência. Por isso, consultas com um oftalmologista infantil regulares são essenciais, mesmo quando não há queixas aparentes.

Conclusão – Prejuízos da ambliopia podem ser evitados

A ambliopia não é apenas uma redução da visão em um dos olhos. Ela pode interferir na percepção de profundidade, na coordenação motora, na autoestima e em diversas atividades do cotidiano.

A boa notícia é que, quando identificada precocemente, a condição pode ser tratada com excelentes resultados.

Embora o uso do tampão represente um desafio para muitas famílias, ele continua sendo uma das ferramentas mais importantes para estimular o desenvolvimento visual e proporcionar à criança melhores oportunidades para o futuro.

Investir no tratamento da ambliopia é investir não apenas na visão, mas também no desenvolvimento global da criança.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Lentes de contato para crianças e adolescentes – O que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/lentes-de-contato-para-criancas-e-adolescentes-o-que-voce-precisa-saber/#respond Wed, 20 May 2026 13:41:21 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4723 As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética. Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não […]

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As lentes de contato para crianças e adolescentes são uma alternativa importante, especialmente para a prática de esportes, em festas ou eventos sociais ou até mesmo no dia a dia, por uma questão estética.

Mas será que qualquer criança ou adolescente pode usar lentes de contato? E por que, nessa fase da vida, ainda não é indicar a cirurgia refrativa para eliminar o grau?

Neste texto, vamos explicar tudo o que pais e adolescentes precisam saber sobre as lentes de contato para crianças e adolescentes.

Crianças e adolescentes podem usar lentes de contato?

Sim. Em muitos casos, as lentes de contato podem ser usadas com segurança por crianças e adolescentes. Entretanto, a indicação deve ser feita sempre por um oftalmologista.

Inclusive, é importante dizer que a idade, isoladamente, não é o principal fator que se leva em consideração para a prescrição das lentes. Na verdade, o mais importante é a maturidade do paciente para seguir corretamente os cuidados de higiene, limpeza e tempo de uso das lentes.

Existem adolescentes muito responsáveis e adultos que não conseguem cuidar adequadamente das lentes. Por isso, cada caso demanda uma avaliação individual.

Em quais situações as lentes de contato para crianças e adolescentes podem. ser indicadas?

As lentes de contato podem substituir os óculos em crianças e adolescentes como:

  • Miopia;
  • Astigmatismo;
  • Hipermetropia.

Além disso, as lentes de contato podem ser especialmente úteis para crianças e adolescentes que:

  • Praticam esportes;
  • Sentem desconforto com os óculos;
  • Possuem graus altos;
  • Apresentam diferenças importantes de grau entre os olhos;
  • Têm dificuldades de adaptação aos óculos.

As lentes também podem ajudar na autoestima e na qualidade de vida da criança e do adolescente. Isso porque a adolescência é uma fase desafiadora e os óculos podem se tornar motivo de bullying ou de outras situações sociais que podem afetar o bem-estar.

Quais são os principais cuidados com lentes de contato na adolescência?

O uso inadequado das lentes pode causar complicações sérias, incluindo infecções na córnea que podem comprometer a visão. Por isso, alguns cuidados são indispensáveis:

Higienizar sempre as mãos

Antes de colocar ou retirar as lentes, é fundamental lavar bem as mãos com água e sabão.

Nunca dormir com as lentes

Dormir com lentes aumenta significativamente o risco de infecções e inflamações oculares.

Não usar água para limpar as lentes

As lentes nunca devem ser lavadas com água da torneira, soro fisiológico ou saliva. O correto é utilizar apenas as soluções específicas indicadas pelo oftalmologista.

Não entrar em piscina ou mar usando lentes

O contato com água pode favorecer infecções graves, incluindo a ceratite por Acanthamoeba, um micro-organismo presente em ambientes aquáticos.

Respeitar o tempo de troca

Cada lente possui um período correto de descarte. Utilizar lentes vencidas pode provocar irritação, alergias e lesões na córnea.

Quais sinais merecem atenção?

Os pais devem procurar avaliação oftalmológica imediata caso o adolescente apresente:

  • Vermelhidão nos olhos;
  • Ardência;
  • Dor ocular;
  • Sensação de areia;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Visão embaçada;
  • Sensibilidade à luz;
  • Secreção ocular;

Esses sintomas podem indicar infecção ou inflamação relacionada ao uso das lentes.

Por que crianças e adolescentes não podem fazer cirurgia refrativa?

Essa é uma dúvida muito comum entre adolescentes que desejam abandonar os óculos definitivamente.

A cirurgia refrativa — como LASIK, PRK ou SMILE — normalmente não é indicada antes dos 18 anos. Isso acontece porque, durante a infância e adolescência, o grau ainda costuma estar em mudança.

Na miopia, por exemplo, é muito comum haver progressão ao longo da adolescência. Se a cirurgia ocorrer antes da estabilização do grau, existe grande chance de o paciente voltar a precisar de óculos posteriormente.

Para realizar cirurgia refrativa com segurança, é necessário que:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Grau estável há pelo menos 12 meses;
  • A córnea tenha espessura adequada;
  • Não existam doenças como ceratocone;
  • O olho tenha maturidade suficiente para o procedimento.

Além disso, adolescentes ainda apresentam alterações hormonais e crescimento corporal em andamento, fatores que também podem influenciar na evolução do grau.

Por isso, as lentes de contato acabam sendo uma alternativa temporária segura para muitos jovens até que exista idade e estabilidade ocular adequadas para avaliar uma possível cirurgia refrativa no futuro.

Lentes de contato exigem acompanhamento médico

Mesmo quando o adolescente já está adaptado às lentes, o acompanhamento oftalmológico regular continua sendo fundamental.

As consultas permitem avaliar:

  • A saúde da córnea;
  • A lubrificação ocular;
  • A adaptação das lentes;
  • Possíveis alergias ou irritações;
  • Mudanças no grau.

Além disso, o oftalmologista pode orientar qual tipo de lente é mais indicado para cada idade e rotina.

Conclusão

As lentes de contato podem ser uma excelente opção para pré-adolescentes e adolescentes, oferecendo mais liberdade, conforto e praticidade no dia a dia.

Porém, o uso seguro depende de responsabilidade, higiene adequada e acompanhamento oftalmológico regular.

E embora muitos jovens desejem abandonar definitivamente os óculos, a cirurgia refrativa ainda não costuma ser indicada nessa fase, justamente porque o grau geralmente ainda não está estabilizado.

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para definir o momento mais seguro e adequado para cada tipo de tratamento.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 96902 8513

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Problemas de visão na escola –Como professores podem ajudar https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/problemas-de-visao-na-escola-como-professores-podem-ajudar/#respond Thu, 29 Jan 2026 19:07:50 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4320 Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno. Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam […]

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Normalmente, os problemas de visão na escola impactam diretamente no desempenho e no comportamento da criança. Contudo, nem sempre há um diagnóstico e isso pode levar a diversos problemas na vida escolar do aluno.

Com o início do ano letivo, é importante que os educadores entendam um pouco melhor sobre a visão para que consigam identificar sinais de que a criança pode ter alguma condição visual que merece uma avaliação oftalmológica.

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista, a maioria das crianças menores não costumam se queixar de problemas na visão. “A razão é que a criança não tem um parâmetro sobre o que é uma visão ruim. Afinal, elas não conhecem outra realidade. Por esse motivo, o olhar atento dos professores em sala de aula é fundamental”.

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentar perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar o quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições comuns na infância.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula. “Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial.  Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança em seu desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, explica Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos – outros problemas de visão na escola

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais que citamos acima.

Outros sintomas de problemas oculares em crianças:

  • Dor de cabeça, principalmente após atividades escolares;
  • Ardência ou coceira nos olhos;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz.

Esses sintomas costumam surgir após longos períodos de esforço visual.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento os sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Vale lembrar que quanto antes o ocorre o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. Por isso, recomendamos que os pais levem o bebê para uma consulta de rotina desde o primeiro ano de vida. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente e, especialmente, na fase escolar”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266 2768

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Uso de telas nas férias pode prejudicar a visão das crianças https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/uso-de-telas-nas-ferias-pode-prejudicar-a-visao-das-criancas/#respond Thu, 08 Jan 2026 12:30:36 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4229 O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo. Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis […]

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O uso de telas nas férias é um assunto que interessa a muitos pais e mães, que podem ficar preocupados com a saúde visual das crianças. Afinal, nas férias as crianças têm mais tempo ocioso e podem usar as telas em excesso para preenchê-lo.

Infelizmente, as telas substituíram muitas brincadeiras e atividades que eram saudáveis e não prejudicavam a saúde. Nos grandes centros urbanos é cada vez mais difícil ver crianças brincando na rua, devido à violência e a falta de espaços para essas atividades. Adicionalmente, nem todas as famílias podem proporcionar viagens e outras atividades, já que muitos pais não tiram férias ou voltam a trabalhar logo após o recesso de final de ano.

“Sendo assim, diante desse contexto social, as telas preenchem essas lacunas e acabam sendo, em muitos casos, a única opção da criança ou adolescente para passar o tempo nas férias. Contudo, é muito importante que os pais fiquem atentos aos efeitos negativos dos dispositivos eletrônicos na saúde visual das crianças”, comenta Dra. Marcela Barreira, oftalmologista infantil, especialista em estrabismo e neuroftalmologista.

Efeitos do excesso de telas – Quais são eles

“Primeiramente, vamos falar do cansaço visual, chamado de fadiga ocular. Essa condição acontece quando os olhos permanecem longos períodos em atividades de perto, como no uso das telas. Em crianças, isso pode ser ainda mais prejudicial, já que a visão ainda está em desenvolvimento”, aponta a oftalmopediatra.

Para além do tempo gasto em celulares e tablets, a fadiga ocular pode ocorrer devido a menor frequência de piscadas durante o uso das telas, falta de iluminação no ambiente e uso sem fazer pausas.

Sintomas da fadiga ocular em crianças:

  • Olhos vermelhos;
  • Lacrimejamento;
  • Coceira ocular;
  • Dor de cabeça, especialmente no final do dia;
  • Sensibilidade à luz;
  • Irritabilidade e dificuldade de concentração.

Qual é o tempo de tela recomendado para crianças e adolescentes?

Acima de tudo, os pais devem restringir o tempo de tela, bem como respeitar as recomendações dos especialistas.

De forma geral, as orientações mais aceitas são:

  • Até 2 anos: Até os dois anos, a criança não deve usar telas;
  • De 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia;
  • Crianças maiores e adolescentes: idealmente até 2 horas de telas recreativas por dia

Quando esse tempo é excedido — algo comum nas férias —, o risco de cansaço visual aumenta significativamente.

Ensine a criança a fazer pausas durante o uso das telas

Inicialmente, além de respeitar o tempo de tela de acordo com a idade, os pais podem aplicar a regra 20-20-20. Isso pode reduzir muito os sintomas da fadiga ocular.

Como funciona?

A cada 20 minutos de tela, a criança deve:

  • Olhar para algo a pelo menos 6 metros de distância;
  • Permanecer assim por 20 segundos;

A regra 20-20-20 pode ser mais lúdica para as crianças. Veja um exemplo:

  • Peça para a criança olhar pela janela, observar uma árvore, um avião passando céu etc.;
  • Incentive a criança a ir até a cozinha beber água ou até mesmo se alongar.

Telas em excesso podem aumentar o grau da miopia?

“Sim, infelizmente um dos principais fatores de risco do aumento de grau da miopia é justamente o uso constante e prolongado das telas. Portanto, pais de crianças e adolescentes míopes precisam redobrar os cuidados com as telas nas férias” alerta Dra. Marcela.

Como proteger a visão das crianças durante as férias?

Algumas medidas simples fazem grande diferença. Mesmo em casa, os pais podem incentivar as crianças a fazerem outras atividades, para reduzir o tempo na tela. Veja algumas dicas:

  • Montar quebra-cabeças;
  • Ajudar nas tarefas de casa (varrer, regar as plantas, ajudar no preparo de alimentos etc.)
  • Pintar ou fazer artesanatos;
  • Definir um tempo de tela, inclusive já existem aplicativos para essa finalidade;
  • Priorizar a TV, já que a visão de perto é menos requisitada;
  • Lembre-se de manter o ambiente mais iluminado, já que no escuro o cansaço visual pode piorar;
  • Quando possível, incentive a criança a fazer atividades ao ar livre como passear com o cachorro, acompanhar os pais ao mercado, padaria, farmácia etc.

Quando procurar um oftalmopediatra?

As férias devem ser um período de descanso e diversão, mas sem descuidar da visão. Com limites adequados, pausas visuais e mais tempo ao ar livre, é possível aproveitar as telas sem prejudicar a saúde ocular infantil.

“Caso a criança ou adolescente apresente queixas persistentes, como vermelhidão nos olhos, coceira, ardência, dor, entre outros sintomas, procure um Oftalmologista infantil”, finaliza Dra. Marcela.

Quer saber como identificar sinais de miopia em crianças? Leia mais aqui.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Tempo excessivo de tela leva ao aumento de grau da miopia e outros problemas https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-excessivo-de-tela-leva-ao-aumento-de-grau-da-miopia-e-outros-problemas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-excessivo-de-tela-leva-ao-aumento-de-grau-da-miopia-e-outros-problemas/#respond Wed, 03 Dec 2025 15:33:16 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4099 O tempo excessivo de tela, segundo estudos, tem associação direta com aumento do grau de miopia, dores de cabeça e aumento do risco de obesidade, entre outras condições. Nos últimos anos, o uso de dispositivos digitais — celulares, tablets, computadores — tornou-se parte do cotidiano de crianças e adolescentes. No entanto, uma nova análise abrangente, […]

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O tempo excessivo de tela, segundo estudos, tem associação direta com aumento do grau de miopia, dores de cabeça e aumento do risco de obesidade, entre outras condições.

Nos últimos anos, o uso de dispositivos digitais — celulares, tablets, computadores — tornou-se parte do cotidiano de crianças e adolescentes. No entanto, uma nova análise abrangente, baseada em estudos publicados entre 2017 e 2025, trouxe um alerta importante. O recado desse estudo é que o tempo excessivo de tela está diretamente associado a uma série de problemas de saúde, tanto oculares quanto sistêmicos.

De acordo com dados desses estudos, as crianças que usam esses dispositivos eletrônicos por mais de 3 horas por dia, apresentam maior prevalência de dores de cabeça, dor nos olhos, sensação de corpo estranho, vermelhidão, cansaço visual e lacrimejamento.

Dentre os dispositivos, o mais prejudicial para a saúde ocular é o celular. Em um estudo com crianças entre 6 e 7 anos, 70% delas relataram sintomas como dores de cabeça, dor nos olhos piscar excessivo, visão borrada, sensação de corpo estranho e coceira nos olhos.

O estudo apontou ainda que os efeitos de longo prazo do uso do celular, por mais de 3 horas por dia, incluíram progressão acelerada da miopia, bem como um aumento de 21% no risco de desenvolver esse erro refrativo.

Miopia em alta: o impacto em longo prazo

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista também em Estrabismo e Neuroftalmologista, esses estudos reforçam a urgência na necessidade de alertar pais e responsáveis sobre os prejuízos do excesso de tempo em frente às telas.

“Atualmente, a miopia é altamente prevalente na infância e o uso do celular, por muitas horas, está diretamente ligado ao risco não só do surgimento da miopia, quanto ao aumento do grau. O que nem todo mundo sabe é que graus moderados e altos desse erro refrativo podem resultar em problemas na vida adulta, como descolamento de retina e desenvolvimento de um glaucoma, por exemplo”, alerta Dra. Marcela.

“Para além da miopia, temos os sintomas que prejudicam a qualidade de vida da criança. É comum queixas como as dores de cabeça, cansaço visual, sensação de areia nos olhos, entre outros que o estudo mostrou e que é comum no dia a dia do nosso consultório. Cada vez mais, crianças pequenas apresentam essas manifestações oculares”, acrescenta a especialista.

Excesso de telas também aumenta risco de outras doenças

Adicionalmente aos riscos para a saúde ocular, o excesso de telas aumenta a chance de a criança desenvolver obesidade. O estudo apontou que crianças que passam mais de 3 horas em frente às telas possuem um risco 1,37 maior de se tornarem obesas.

Os pesquisadores também alertaram os pais sobre os prejuízos para o sono, bem como para o aumento do risco de desenvolver transtornos mentais, como ansiedade, sintomas depressivos, irritabilidade de dificuldades de relacionamento.

Como proteger a saúde ocular e sistêmica das crianças

O tempo excessivo de tela é uma realidade na maioria dos lares brasileiros onde moram crianças e adolescentes. Em muitos casos, pode parecer impossível tirar a criança das telas. Mas é preciso!

Veja algumas medidas que podem ajudar a minimizar o risco dos problemas citados acima:

  • Os pais devem limitar o tempo diário de uso das telas, especialmente os celulares. O ideal é que a criança não use mais de 3 horas. Ou melhor, quanto menos tempo de uso, menor será o risco de surgirem problemas oculares e outras condições;

  • A cada 20 minutos, oriente a criança ou adolescente a fazer uma pausa e olhar para algo a 20 pés de distância (aproximadamente 6 metros), por 20 segundos;

  • Procure aumentar o tempo da criança ou adolescente ao ar livre, ou seja, a exposição à luz natural;

  • Lembre-se que crianças menores de 2 anos não devem ser expostas às telas, de maneira alguma. Nessa faixa etária, a televisão pode ser uma boa alternativa, desde que seja por pouco tempo e que a criança fique distante da tela.

Conclusão

O tempo excessivo de tela é uma problema real e vivido por milhares de famílias ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Como a tecnologia faz parte do cotidiano e pode não ser possível proibir o uso dos dispositivos eletrônicos, é importante adotar medidas para reduzir os riscos para a saúde ocular e sistêmica.

“Por fim, também é crucial que os pais levem as crianças regularmente ao Oftalmologista. A identificação precoce de erros refrativos é importante. Para a miopia, por exemplo, já existem métodos que podem controlar o aumento do grau, como lentes especiais e colírios”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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Dilatação das pupilas em crianças – Para que serve e como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/dilatacao-das-pupilas-em-criancas-para-que-serve-e-como-funciona/#respond Wed, 26 Nov 2025 13:33:06 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=4074 A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala. Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista. Como funciona o exame de vista em […]

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A dilatação das pupilas em crianças é crucial para realizar o exame oftalmológico completo, especialmente para bebês e crianças que ainda não desenvolveram a fala.

Para falar mais sobre esse assunto, hoje vamos contar com a colaboração da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo e Neuroftalmologista.

Como funciona o exame de vista em bebês e crianças

Primeiramente, é importante reforçar que os cuidados com a visão devem começar desde o nascimento. O primeiro exame de vista acontece ainda na maternidade e se chama Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como “teste do olhinho”.

Contudo, nesse exame não é possível detectar todas as doenças ou condições visuais que se desenvolvem na infância. Desse modo, os pais devem levar o bebê, ainda no primeiro ano de vida, para uma consulta oftalmológica de rotina.

Nessa consulta, o oftalmologista infantil pode descobrir ou diagnosticar várias condições, como:

  • Estrabismo;
  • Erros Refrativos como miopia, astigmatismo e hipermetropia;
  • Alergias oculares;
  • Obstrução do canal lacrimal;
  • Ptose palpebral congênita.

Acima de tudo, esses são apenas alguns exemplos de problemas oftalmológicos que podem ser detectados na consulta de rotina.

Conheça melhor a pupila

Antes de falarmos mais sobre a dilatação das pupilas em crianças, vamos conhecer melhor essa estrutura ocular.

A pupila é aquela parte preta no meio da íris, a parte colorida do olho. A principal função da pupila é controlar a entrada da luz nos olhos. De uma forma mais didática, podemos comparar a pupila com o diafragma de uma câmera fotográfica. Porém, curiosamente a pupila não é preta, o que vemos, na verdade, é a luz sendo absorvida pelo interior do olho.

Dessa forma, quando há muita luz no ambiente, a pupila se contrai e quando há pouca luz ela se dilata. Vale esclarecer que esse processo de contração e dilatação da pupila é automático e depende do sistema nervoso central.

Agora, também é curioso notar que a contração e a dilatação da pupila também podem ocorrer por outros motivos, como medo, surpresa, alegria, interesse e uso de certos medicamentos. Finalmente, uma contração muito rápida da pupila pode ser um sinal de algum problema mais grave, como um acidente vascular cerebral (AVC).

Dilatação das pupilas em crianças – Como funciona

Inicialmente, precisamos entender que o estado normal da pupila é a miose, ou seja, a pupila fica mais contraída. Diante isso, sem a dilatação das pupilas em crianças, o oftalmologista infantil não consegue visualizar a parte de trás dos olhos, que contempla a retina e o nervo óptico.

Sem a dilatação, é como se o oftalmologista estivesse olhando pelo “buraco de uma fechadura”. Para além de examinar o fundo do olho, a dilatação das pupilas em crianças é crucial para detectar os erros refrativos, com precisão.

Sendo assim, a dilatação das pupilas em crianças é um procedimento muito importante, especialmente em bebês ou ainda nos pequenos que ainda não desenvolveram a fala. Além de dilatar as pupilas, nessas crianças que ainda não falam é preciso usar um equipamento, que lembra uma régua com várias lentes, o equiascópio.

Como acontece a dilatação das pupilas em crianças

A dilatação das pupilas é feita com o uso de colírios. A maior preocupação dos pais é a possibilidade de a criança sentir dor. Porém, o que pode acontecer é um leve desconforto. Na verdade, são usados 2 colírios: o primeiro é um anestésico, usado para dar mais conforto. Quando o efeito anestésico ocorreu, o colírio que vai dilatar a pupila é instilado.

O que a criança vai sentir depois de dilatar a pupila

Após o leve desconforto da instilação, a criança não vai sentir mais nada. Entretanto, a visão fica turva durante algumas horas, por volta de 3 a 4 horas após o exame. Logo depois desse tempo, a visão se normaliza.

Conclusão

Apesar da dilatação das pupilas em crianças ser uma preocupação para os pais, trata-se de um procedimento de rotina em clínicas oftalmológicas. Em crianças, dilatar as pupilas é ainda mais importante para ter um resultado do exame de vista mais preciso.

Sendo assim, os pais podem ficar tranquilos, pois os efeitos de embaçamento da visão são temporários e a criança sentirá apenas um leve desconforto no momento de pingar os colírios. O mais importante é que o exame de vista na infância garante o diagnóstico e o tratamento precoce de condições visuais, algo crucial para assegurar o desenvolvimento infantil saudável.

Leia aqui como funciona o exame de vista completo em crianças e bebês.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3266-2768

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Tempo de tela aumenta risco de miopia, revela estudo https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-de-tela-aumenta-risco-de-miopia-revela-estudo/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tempo-de-tela-aumenta-risco-de-miopia-revela-estudo/#respond Thu, 11 Sep 2025 21:56:07 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3782 O tempo de tela aumenta o risco de miopia, segundo um estudo recente. Na verdade, a ligação entre o uso de dispositivos eletrônicos e a miopia já está bem estabelecido pelas evidências científicas. Contudo, a novidade é que esse estudo analisou, especificamente, qual o tempo de tela que aumenta o risco de miopia. O estudo […]

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O tempo de tela aumenta o risco de miopia, segundo um estudo recente. Na verdade, a ligação entre o uso de dispositivos eletrônicos e a miopia já está bem estabelecido pelas evidências científicas. Contudo, a novidade é que esse estudo analisou, especificamente, qual o tempo de tela que aumenta o risco de miopia.

O estudo foi publicado no JAMA Network Open, no último mês de fevereiro. O estudo é uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu 45 pesquisas, com mais de 335 mil crianças, com idade média de 9,3 anos.

Os resultados do estudo apontaram que cada hora a mais em frente às telas por dia aumenta em 21% as chances de a criança desenvolver miopia. Além disso, os pesquisadores afirmaram que o risco está presente mesmo em crianças que usam a tela durante 1 hora por dia. Entretanto, àquelas que usam telas por volta de 4 horas por dia, têm o dobro de risco de desenvolver a miopia.

Opinião da Especialista

Segundo a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), o estudo é importante na medida em que confirma tanto as evidências científicas já existentes, como os casos clínicos do dia a dia.

“Na verdade, o fato é que quanto maior o tempo de tela, maior o risco de desenvolver a miopia. Portanto, a mensagem é clara: é urgente e mandatório repensar o uso das telas por crianças e adolescentes. Embora as telas façam parte do cotidiano, ajudando no aprendizado, na diversão e até na socialização, o uso indiscriminado levanta preocupações em relação à saúde ocular”, alerta Dra. Marcela.

Tempo de tela aumenta risco de miopia – O que os pais precisam fazer

Acima de tudo, ficou claro que o tempo de tela aumenta risco de miopia. Por outro lado, não é fácil e nem realista proibir o uso de dispositivos eletrônicos. Desse modo, o ideal é usar algumas estratégias para proteger a visão. Adicionalmente, é importante reforçar que a moderação é a chave para gerenciar o risco de desenvolver a miopia.

Veja agora algumas dicas que elaboramos com a ajuda da oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira.

  • Método 20-20-20: a cada 20 minutos usando tela, incentive a criança a olhar por 20 segundos para algo distante, em torno de 6 metros.
  • Mais tempo ao ar livre: brincar fora de casa, em contato com a luz natural, é comprovadamente um fator de proteção contra a miopia.
  • Distância adequada: telas nunca devem ficar coladas ao rosto.
  • Consultas regulares ao oftalmologista: mesmo sem queixas, é fundamental checar a visão com frequência, principalmente durante a infância.

Quanto tempo de tela é seguro para as crianças?

O tempo de tela seguro para os olhos das crianças depende da idade. Dessa maneira, a recomendação dos especialistas e da Sociedade Brasileira de Pediatra é que crianças menores de 2 anos de idade não devem ser expostas a nenhuma tela.

Entre 2 e 5 anos, o uso de telas não deve ultrapassar 1 hora por dia. Já as crianças de 6 a 10 anos podem usar os dispositivos eletrônicos até 2 horas por dia. Para a faixa etária 11 a 18 anos, o uso deve ser limitado a 3 horas por dia.

“Contudo, apesar dessas recomendações, é crucial avaliar o uso das telas, especialmente quando a criança já tem miopia. A razão é que o uso das telas também tem ligação com o aumento do grau (progressão da miopia). Sendo assim, o aumento do grau pode resultar em condições preocupantes na vida adulta, como descolamento de retina e glaucoma, por exemplo. Por isso, é importante que os pais procurem controlar o tempo nas telas”, reforça Dra. Marcela.

 Conclusão – Tempo de tela aumenta risco de miopia

O estudo deixa claro: o de tempo de tela aumenta risco de miopia.  Portanto, deve-se usar o bom senso e buscar um equilíbrio entre o tempo gasto nas telas e as demais atividades. Em um mundo cada vez mais virtual, encontrar o equilíbrio é a chave para que as crianças aproveitem os benefícios da tecnologia sem comprometer a saúde dos olhos e a infância”, finaliza Dra. Marcela.

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

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Tratamento do estrabismo acomodativo – Como funciona https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-acomodativo-como-funciona/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/tratamento-do-estrabismo-acomodativo-como-funciona/#respond Tue, 26 Aug 2025 13:14:49 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3725 O tratamento do estrabismo acomodativo é realizado por meio do uso de óculos, para corrigir a hipermetropia. Trata-se do único tipo de desvio ocular que não tem indicação para correção cirúrgica. Para entender melhor como funciona o tratamento do estrabismo acomodativo, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe […]

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O tratamento do estrabismo acomodativo é realizado por meio do uso de óculos, para corrigir a hipermetropia. Trata-se do único tipo de desvio ocular que não tem indicação para correção cirúrgica.

Para entender melhor como funciona o tratamento do estrabismo acomodativo, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Entenda melhor o estrabismo acomodativo

Primeiramente, é importante entender o que é o estrabismo acomodativo. Trata-se do desvio do olho para dentro, decorrente de algum grau de hipermetropia. Esse erro refrativo dificulta a visão de perto.

“Dessa maneira, na tentativa de encontrar o foco para conseguir enxergar, a criança acaba apresentando o desalinhamento do olho para dentro. Portanto, o estrabismo acomodativo é convergente, já que o desvio ocorre em direção ao nariz. Em geral, o estrabismo acomodativo costuma aparecer por volta do primeiro ou segundo ano de vida”, explica Dra. Marcela.

Um pouco mais sobre a hipermetropia

Para além de entender o estrabismo acomodativo, também é preciso conhecer melhor a hipermetropia. “Na verdade, a maioria dos bebês nasce com uma hipermetropia fisiológica. Por esse motivo, os bebês, até por volta dos 3 meses, apresentam desvios oculares quando tentam enxergar uma imagem mais próxima”, comenta Dra. Marcela.

“Contudo, ao longo do desenvolvimento, essa hipermetropia fisiológica tende a melhorar e a desaparecer na adolescência. Vale ressaltar que na maioria dos casos não é preciso usar óculos. O tratamento só é indicado quando o grau da hipermetropia é alto”, completa a especialista.

De acordo com as diretrizes da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS), o grau de severidade da hipermetropia varia de acordo com a idade. Em outras palavras, a correção com óculos depende da idade da criança e do grau que ela apresenta.

Adicionalmente, a hipermetropia aumenta o risco de a criança desenvolver a ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”. Portanto, é sempre importante levar a criança para consultas de rotina com um oftalmologista infantil.

O que é um grau alto de hipermetropia?

A classificação da AAPOS considera as seguintes medidas do grau para tratamento:

  • 12 a 30 meses – grau maior que +4,5
  • 2,5 a 4 anos – maior que +4,0 (considerado um fator de risco para ambliopia)
  • A partir dos 5 anos- mais de +3,5 dioptrias (considerado um fator de risco de ambliopia)

Tratamento do estrabismo acomodativo – O que você precisa saber

Então, agora vamos falar sobre o tratamento do estrabismo acomodativo. Acima de tudo, é fundamental entender que o desvio ocular não se deve a problemas nos músculos oculomotores, como nos demais tipos de estrabismo.

“Ou seja, o desvio do olho ocorre por um problema na acomodação para o foco de perto. Por esse motivo, o uso de óculos para corrigir o grau da hipermetropia é suficiente para corrigir também o desvio do olho. Portanto, o uso de óculos é suficiente para alinhar o eixo ocular”, aponta Dra. Marcela.

Por outro lado, há casos em que mesmo usando óculos, o desvio ocular permanece. Desse modo, é possível avaliar se, nesses casos, a cirurgia para correção do estrabismo pode ser necessária. Em caso positivo, o ideal é operar ainda na infância.

Tratamento do estrabismo acomodativo na vida adulta

O estrabismo é uma condição que se desenvolve na infância, na maioria dos casos. Como o estrabismo acomodativo tem relação com a hipermetropia, na vida adulta é possível avaliar se o paciente é candidato à cirurgia refrativa. Portanto, ao corrigir cirurgicamente a hipermetropia, o desvio do olho tende a sumir. A cirurgia refrativa só pode ser feita a partir dos 18 anos.

Estrabismo acomodativo e ambliopia – O que você precisa saber

“O estrabismo é responsável por cerca de metade dos casos de ambliopia. Portanto, muitas crianças estrábicas podem precisar usar o tampão, para incentivar o desenvolvimento do olho afetado. No estrabismo acomodativo também pode ser preciso usar o tampão para prevenir ou tratar a ambliopia”, conta Dra. Marcela.

“Apesar de o tratamento do estrabismo acomodativo ser relativamente tranquilo, com uso de óculos, é crucial que os pais procurem o quanto antes um oftalmologista infantil para o diagnóstico e abordagem terapêutica. A visão se desenvolve na infância e é crucial para o desenvolvimento global da criança. O tratamento pode prevenir a ambliopia ou ainda podemos tratar a ambliopia, caso ela já esteja instalada”, conclui a especialista.

Leia tudo sobre a Ambliopia aqui.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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O que é anisometropia? Tudo que você precisa saber https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-anisometropia-tudo-que-voce-precisa-saber/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/o-que-e-anisometropia-tudo-que-voce-precisa-saber/#respond Thu, 31 Jul 2025 12:07:26 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3644 A anisometropia é uma condição que se caracteriza pela diferença importante de grau de um erro refrativo entre os dois olhos. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar, além do grau diferente, diferentes erros refrativos em cada olho. O principal problema da anisometropia é que quando não corrigida, pode levar ao desenvolvimento da ambliopia (olho […]

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A anisometropia é uma condição que se caracteriza pela diferença importante de grau de um erro refrativo entre os dois olhos. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar, além do grau diferente, diferentes erros refrativos em cada olho.

O principal problema da anisometropia é que quando não corrigida, pode levar ao desenvolvimento da ambliopia (olho preguiçoso). Nesses casos, a condição leva o nome de ambliopia refrativa.

Para entender melhor a anisometropia e suas consequências para a visão, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).  

Anisometropia é uma das principais causas do olho preguiçoso

Apesar do nome diferente, a anisometropia é uma das principais causas da ambliopia (olho preguiçoso). Por esse motivo, é muito importante conhecer melhor a condição. De acordo com estudos, a prevalência da anisometropia pode variar de 3,79% a 21,7% da população em geral.

“Primeiramente, é bom explicar que a maioria das pessoas possui pequenas diferenças de refração de um olho para o outro. Nesses casos, é considerada uma anisometropia fisiológica. Contudo, quando as diferenças são muito grandes, bem como quando há presença de erros refrativos diferentes entre os olhos, a anisometropia torna-se patológica. Isso, por sua vez, pode comprometer a visão binocular, levando ao desenvolvimento da ambliopia em crianças”, explica Dra. Marcela.

Ambliopia Refrativa – O que você precisa saber

De acordo com a oftalmologista infantil, os olhos precisam ter a mesma oportunidade para se desenvolverem adequadamente. Contudo, numa criança com anisometropia, isto não acontece.

“A razão é que o cérebro vai escolher a imagem captada pelo olho mais saudável ou menos afetado pelos erros refrativos. Sendo assim, a imagem captada pelo olho mais afetado ou com mais dificuldade de foco, passa a ser ignorada. Quando esta supressão ocorre por tempo prolongado e de forma constante, instala-se o olho preguiçoso”, conta a especialista.

Caso a ambliopia não seja detectada e tratada na chamada “janela de oportunidade”, que vai dos 2 aos 7 anos, a criança pode perder a visão binocular. Em outras palavras, o cérebro perde a capacidade da fusão das imagens.

A visão binocular é crucial para diversas atividades cotidianas, sendo responsável por vermos em profundidade e em 3D. Desse modo, a perda da visão binocular pode ser um impedimento para exercer algumas profissões, entre outras restrições ao longo da infância, adolescência e vida adulta.

Tipos de anisometropia

Inicialmente, precisamos conhecer quais são os erros refrativos existentes. Vamos lá?

  • Miopia – dificuldade de enxergar de longe
  • Hipermetropia – dificuldade para enxergar de perto
  • Astigmatismo – dificuldade para enxergar de longe e de perto
  • Presbiopia (só afeta adultos) – dificuldade de enxergar de perto, especialmente após os 40 anos

Agora, vamos falar um pouco mais sobre os tipos de anisometropia, que variam de acordo com o tipo de erro refrativo presente em cada olho:

  1. Anisometropia hipermetrópica

  • Um olho (ou ambos, em graus diferentes) tem hipermetropia (dificuldade para ver de perto);
  • O cérebro pode ter dificuldade em fundir as imagens dos dois olhos por causa da diferença de tamanho das imagens (aniseiconia);
  • Mais comum em crianças e com maior risco de ambliopia.
  1. Anisometropia míopica

  • Um olho tem miopia (dificuldade para ver de longe) em grau diferente do outro;
  • Geralmente, a fusão da imagem é menos prejudicada do que na anisometropia hipermetrópica, mas pode causar desconforto visual.
  1. Anisometropia mista

  • Um olho é míope e o outro é hipermetrope;
  • Esse tipo costuma causar grande dificuldade de adaptação, pois as imagens formadas nos olhos são muito diferentes.
  1. Anisometropia astigmática

  • O astigmatismo é diferente entre os dois olhos.
  • Pode ser combinado com miopia ou hipermetropia (ex: um olho com astigmatismo miópico e outro com astigmatismo hipermetrópico).
  1. Anisometropia axial vs. refrativa

  • Axial: diferença no comprimento axial dos olhos (um olho é mais comprido ou mais curto).
  • Refrativa: diferença no poder refrativo (córnea ou cristalino com curvaturas diferentes).

Vale lembrar que a anisometropia pode atingir crianças, adolescentes e adultos. Contudo, em crianças a preocupação é maior, já que a condição pode levar ao desenvolvimento da ambliopia, conforme já mencionamos acima.

Como funciona o diagnóstico?

“O diagnóstico da anisometropia costuma ocorrer durantes as consultas de rotina com um oftalmologista infantil, no caso das crianças. Por isso mesmo, é muito importante que os pais levem o bebê em seu primeiro ano de vida para uma avaliação. Contudo, normalmente os erros refrativos ficam mais evidentes quando a criança vai para escola. Sendo assim, o diagnóstico costuma ocorrer mais tardiamente, na idade pré-escolar ou escolar”, aponta Dra. Marcela.

Tratamento principal é o uso de óculos

“O tratamento da anisometropia pode envolver o uso de óculos para corrigir o grau. Em alguns casos, pode ser necessário usar lentes de contato. Ademais, o uso do tampão pode ser crucial para tratar a ambliopia, quando há também esse diagnóstico. Após os 18 anos, é possível optar pela cirurgia refrativa”, comenta a oftalmologista.

Por fim, vale ressaltar a importância do acompanhamento oftalmológico desde o nascimento. Além da anisometropia, há outras condições e doenças oculares que podem interferir no desenvolvimento da visão. Quando conseguimos detectá-las de forma precoce, podemos obter mais sucesso com os tratamentos, já que aproveitamos a neuroplasticidade que é maior na infância”, finaliza Dra. Marcela.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica em São Paulo, capital.

Para mais informações, ligue para (11) 3846 02 00

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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Exames oftalmológicos em bebês e crianças – Tire suas dúvidas https://homolog.marcelabarreira.com.br/exames-oftalmologicos-em-bebes-e-criancas-tire-suas-duvidas/ https://homolog.marcelabarreira.com.br/exames-oftalmologicos-em-bebes-e-criancas-tire-suas-duvidas/#respond Thu, 20 Feb 2025 11:07:38 +0000 https://marcelabarreira.com.br/?p=3206 Os exames oftalmológicos em bebês e crianças são cruciais para assegurar o desenvolvimento da visão, que ocorre na infância. Contudo, muitos pais possuem dúvidas sobre como é possível descobrir, por exemplo, se o bebê tem miopia ou outro erro refrativo Enfim, para entender melhor quais são e como são feitos os exames oftalmológicos em bebês […]

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Os exames oftalmológicos em bebês e crianças são cruciais para assegurar o desenvolvimento da visão, que ocorre na infância. Contudo, muitos pais possuem dúvidas sobre como é possível descobrir, por exemplo, se o bebê tem miopia ou outro erro refrativo

Enfim, para entender melhor quais são e como são feitos os exames oftalmológicos em bebês e crianças, hoje vamos entrevistar a oftalmologista infantil, Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo e Chefe do Serviço de Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).

Exames oftalmológicos em bebês e crianças – O que você precisa saber

Primeiramente, é importante dizer que todos os bebês nascidos no Brasil passam pelo chamado Teste do Reflexo Vermelho, mais conhecido como “teste do olhinho”. Contudo, o teste do olhinho consegue detectar apenas algumas doenças oculares mais graves, como glaucoma congênito, catarata congênita e retinopatia da prematuridade, por exemplo.

“Em outras palavras, o teste do olhinho é importante, mas é insuficiente para detectar condições como o estrabismo, miopia, hipermetropia e astigmatismo. Sendo assim, é fundamental que os pais entendam a necessidade de levar o bebê, em seu primeiro ano de vida, para uma consulta oftalmológica de rotina”, alerta Dra. Marcela.

Método para realizar exames oftalmológicos em bebês e crianças é diferente do que em adultos

Provavelmente, você já passou, pelo menos uma vez, em uma consulta oftalmológica ao longo da vida. Nesse caso, você provavelmente precisou ler letras em uma tabela. Além disso, é possível que se recorde de precisar dizer ao oftalmologista se a visão piorava ou melhorava, de acordo com algumas lentes durante o exame de refração.

Mas, como é possível realizar os exames de acuidade visual (por meio da tabela) e de refração (com as lentes especiais) em bebês, em crianças que ainda não falam ou naquelas que ainda não sabem ler?

De acordo com Dra. Marcela, que é especialista em oftalmologia infantil, o exame oftalmológico em bebês e em crianças funciona de outra maneira. Existem aparelhos específicos para realizar os exames de vista no público infantil, bem como outros recursos. Dessa forma, podemos detectar os problemas de visão mais comuns, como os erros refrativos, estrabismo, ambliopia, entre outras patologias”, explica.

 Teste de acuidade visual em bebês e crianças – como funciona

Para crianças de até 3 anos, o oftalmopediatra realiza o teste de acuidade visual por meio de objetos. Esse teste ajuda a avaliar a capacidade de fixação, bem como se a criança consegue seguir o objeto com os dois olhos.

“Quando a criança já sabe falar, o oftalmologista pode usar tabelas especiais, com desenhos e bichinhos. Por último, é possível ainda usar a letra E, da tabela de Snellen, orientando a criança a apontar na direção da ponta da letra”, comenta a especialista.

Teste de Refração em bebês e crianças

“Nos bebês e nas crianças, que ainda não falam, conseguimos detectar a presença de erros refrativos por meio da esquiascopia. O aparelho, que se chama esquiascópio, lembra uma régua com várias lentes. Para termos mais precisão nesse teste, é crucial dilatar as pupilas dos pequenos”, reforça Dra. Marcela.

E por falar em dilatar as pupilas, há muitos mitos e preocupações sobre esse procedimento. Entretanto, é importante reforçar que a dilatação das pupilas é segura e permite ao oftalmologista determinar, com mais exatidão, a presença e o grau dos erros refrativos, como a miopia, por exemplo.

Leia aqui e descubra os sinais da miopia na infância.

Por que é preciso dilatar as pupilas?

A pupila é a parte preta dos olhos e se localiza ao redor da íris, a parte colorida dos olhos. Sendo assim, sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho para dar nitidez a visão. “Então, podemos comparar a pupila a abertura da lente de uma câmera fotográfica. Quando precisamos de mais luz, a pupila se abre e quando precisamos de menos luz, a pupila se contraí. Adicionalmente, é importante lembrar que o estado natural da pupila é a contração, que se chama miose”, comenta Dra. Marcela.

Portanto, uma vez que a pupila fica mais contraída, sem a dilatação durante os exames oftalmológicos, se torna mais difícil visualizar as partes posteriores dos olhos, como a retina e o nervo óptico. De uma forma leiga, podemos dizer que sem a dilatar as pupilas, é como se o oftalmologista olhasse pelo buraco de uma fechadura.

“A dilatação das pupilas envolve o uso de colírios, específicos para essa finalidade. Para diminuir o desconforto, o paciente recebe um colírio anestésico e, posteriormente, o colírio para dilatar a pupila”, conta a especialista.

Exames oftalmológicos em bebês e crianças podem detectar doenças oculares mais graves

Acima de tudo, vale esclarecer que o teste de acuidade visual e de refração são apenas alguns dos exames que fazem parte de uma consulta oftalmológica de rotina. O oftalmologista infantil examina todas as estruturas do sistema visual, além de levantar o histórico de saúde do paciente, bem como o histórico familiar. Com isso, é possível prever o aparecimento de patologias que são hereditárias, por exemplo.

Eventualmente, durante os exames oftalmológicos em bebês e crianças, o médico pode detectar doenças oculares mais preocupantes, como doenças na retina, córnea, tumores oculares, como o retinoblastoma, entre outras anormalidades.

Dra. Marcela ressalta que o diagnóstico precoce de doenças visuais é imprescindível para assegurar o desenvolvimento visual, que acontece durante a infância. “Dessa maneira, quando chegamos ao diagnóstico dentro da janela de oportunidade, que vai dos 2 aos 4 anos, conseguimos realizar intervenções que podem prevenir prejuízos na visão”, alerta a médica.

Quando levar minha criança a um oftalmologista infantil?

Sem dúvidas, a principal recomendação é levar o bebê em seus primeiros meses de vida para uma consulta oftalmológica de rotina. Quando possível, o ideal é optar por oftalmologistas especialistas em crianças, os oftalmopediatras.

Após a primeira consulta, quando a visão é normal, ou seja, quando o bebê não apresenta nenhum problema ocular, os pais podem optar por exames anuais ou de acordo com a recomendação do médico.

“Porém, vale lembrar que quando a criança vai para a escola, é muito importante passar pelo oftalmologista infantil, já que a visão é crucial para o processo de aprendizagem. Muitos pais só descobrem que a criança precisa usar óculos justamente quando começa a ter problemas na escola”, reforça Dra. Marcela.

“Já para crianças com estrabismo, erros refrativos, ptose palpebral e outras doenças oculares, o acompanhamento deve ser frequente ou de acordo com a recomendação do oftalmopediatra”, finaliza a especialista.

 

Dra. Marcela Barreira é  oftalmopediatra, especialista em estrabismo e neuroftalmologista. 

 O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para  11 3846 0200

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
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